Do pós-escravidão ao sindicalismo – o caso da África Ocidental: Unilever




Do pós-escravidão ao sindicalismo – o caso da África Ocidental: Unilever.

Prof. Dr. Dmitri van den Bersselaar
Department of History
University of Liverpool
(Tradução consecutiva para o português do Prof. Dr. Livio Sansone - UFBA)


DATA: 04/05/2012 (SEXTA-FEIRA)

HORÁRIO: 15 HORAS

LOCAL: TEATRO UNEB – CAMPUS I (CABULA)

DATA E HORA DA SAÍDA DO ÔNIBUS DO DEDC II - ALAGOINHAS: 12:30 H.

DATA E HORA DO RETORNO DO ÔNIBUS PARA O DEDC II - ALAGOINHAS: 17:00 H.

Informações:

A Vida Social das Coisas Africanas: Objetos e Significados nos Museus da Arte e Culturas Africanas.

Mini-Curso de 18 horas, equivalente a 1 crédito de pós-graduação, ministrado pelo Prof. Dr. Dmitri van den Besselaar (Universidade de Liverpool – Reino Unido) em inglês, com tradução consecutiva para o português do Prof. Dr. Livio Sansone (UFBA).

Período: 30/04, 2, 3, 4 e 7/05/2012

Local: Auditório Milton Santos, CEAO/UFBA

Horário: 17:30 - 20:30 horas.

Inscrições gratuitas no posafro@ufba.br e fabricadeideiasufba@gmail.com

Informações: 71-33226813

Conversando com sua História trata do tráfico de escravos e etnicidade



Na próxima segunda-feira, dia 16, às 17h, acontece a 10ª edição do curso Conversando com a sua História, na Sala Katia Mattoso, 3º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia - Barris. Nesta edição o evento oferece palestra dos professores convidados Cândido Eugênio Domingues de Souza (Ufba) e Carlos Francisco da Silva Júnior (FPC).
Voltado para estudantes, pesquisadores e amantes da História, os professores pesquisadores tratarão sobre o Tráfico de escravos e etnicidade: capitães negreiros e africanos da Bahia do século XVIII (1700-1760).


Durante a primeira metade do século XVIII, capitães negreiros atuaram no tráfico atlântico de africanos escravizados para Salvador. Essa palestra visa compreender as experiências destes sujeitos em busca de riqueza e distinção social na Salvador setecentista, suas condições materiais e os perigos enfrentados na lida no mar. O conhecimento de tais indivíduos lança luz sobre um lado da história da diáspora africana, a saber, conhecer os agentes responsáveis pela condução forçada dos africanos em diversos tipos de embarcações, sob condições higiênicas e sanitárias inapropriadas que atingiam todos os presentes: capitães, tripulantes e, principalmente, os africanos escravizados. Estes últimos eram retirados dos mais diferentes grupos étnicos e organizados em nações, categorias étnicas criadas pelo tráfico negreiro para organizar a variada população trazida da África. Esse processo de nomeação começava ainda no litoral africano, continuava a bordo dos navios negreiros e durante toda a vida no Brasil. No século XVIII, a Bahia estabeleceu relações comerciais com uma importante região da África, a Costa da Mina, que forneceu um grande número de escravizados para o tráfico transatlântico. Entender a experiência de escravização, na África, e o desembarque na América portuguesa, à luz do tráfico de escravos, ajudará a compreender a vida desses africanos na cidade de Salvador no século XVIII.




SERVIÇO
O quê: Curso Conversando com sua História
Palestrantes: Cândido Eugênio Domingues de Souza (Ufba) 
e Carlos Francisco da Silva Júnior (FPC).
Local: Biblioteca Pública do Estado da Bahia / 
Auditório Kátia Mattoso (3º Andar)
Horário: 16h Inscrição: Gratuita

Pelas Ruas de Salvador - Século XIX

Pilar:
Mangueira, Bom Gosto, Jequitaia e Beco do Bambu, Noviciado, Munganga e Fortinho.
Coqueiro, Xixi até o Largo da Igreja do Pilar. Do Pilar a Rua do Julião e Travessas até o
Comércio. Praça do Comércio, Rua do Comércio, Cais até o Beco do Gravatá até a Fonte das Padres.
Conceição:
Corpo Santo, Ladeira da Conceição até o Beco do Peixe, Ladeira da Preguiça até o alto das Pedreiras.
São Pedro:
Ladeira da Jaqueira, Rua do Hospício, Largo do Hospício e Areal de Baixo.
Areal de Cima, Sodré, Santa Tereza, Gameleira e Largo do Acioli.
Cabeça, Rua de Baixo, Barroquinha, Ladeira da Barroquinha, Ladeira das Hortas de São Bento até a Igreja de São Pedro.
Lapa, Rua Nova e suas Travessas, Beco dos Barbeiros, Portão da Piedade, Travessa e Ladeira do Coqueiro até a Fonte, Rua do Duarte, Beco do Limoeiro, Beco dos Sete Pecados.
Coqueiro da Fonte, Barris, Currais, Ladeira da Piedade e Rua da Alegria.
Largo da Piedade, Rua da Piedade, Rua de São Raimundo, Rua de João Pereira até a esquina do Convento das Mercês.
Rua da Forca, Largo do Dois de Julho, Rua do Fogo, Travessa do Rosário e Quebranças.
Santa Ana:
Mouraria, Capio, Castanheda, Largo da Palma, Bangla, Mangueira, Rua do Quartel, Rua do Ferraro, Rua da Independência, Campo da Pólvora, Rua do Tingui, Rua do Carro até o Gravatá, Ladeira da Fonte das Pedras até Pitangueiras.
Largo de Nazaré, Ladeira da Fonte Nova, Ladeira de Nazaré, Rua do Cabral e Ladeira do Rio das Tripas.
Rua do Beco da Bomba, Rua da Jaqueira, Jogo do Carneiro, Rua Direita da Saúde, Rua do Alvo, Ladeira do Alvo, Largo da Saúde e Beco do Pereira Sá.
Jogo do Lourenço, Beco das Hóstias, Ladeira da Garrafeira, Rua do Jenipapeiro e Beco da Agonia.
Ladeira do Desterro, Largo do Desterro, Rua da Gloria, Ladeira da Prata, Ladeira da Fonte de São Miguel.
Trás do Muro, Largo da Cova da Onça, Ladeira da Cova da Onça, Rua e Ladeira da Poeira, Rua do Caquende.
Rua das Mercês, Rua da França.
Vitória:
Travessa das Mercês, Largo dos Aflitos até Quebranças e Travessa dos Aflitos.
Rua do Forte de São Pedro, Largo de São Pedro, Ladeira da Fonte do Campo Grande e Beco dos Ingleses.
Garcia, Canela e suas Travessas, Bom Gosto, Beco de São Pedro até o Campo Santo, Corredor da Vitória, Largo da Vitória, Ladeira da Barra até a casa do Gerente.
Estrada da Graça e Largo da Graça, Ladeira da casa do Gerente ao Largo da Barra, Rua do Porto e da Graça.
Rua do Bom Jardim, Rua da Areia e Rua da Alegria.
Sé:
Largo do Teatro, Portas de São Bento, Rua Direita do Palácio, Praça do Palácio e Pau da Bandeira.
Rua da Ajuda, Largo da Ajuda, Travessa da Ajuda, Beco do Tira Chapéu.
Rua do Pão de Ló, Travessa do Pão de Ló, Beco da Chagas, Ladeira e Rua dos Carvoeiros, Beco do Ximendes.
Rua dos Capitães, Ladeira do Brocó, Ladeira da Praça, Rua Direita da Misericórdia, Rua por de trás da Sé, Ladeira dos Gatos, Ladeira do Aljube, Beco do Arcebispo, Rua Direita do Colégio.
Travessa do Seminário, Rua do Bispo, Passo do Saldanha, Rua da Oração, Rua dos Ossos, Beco das Campelas, Rua de Dom José, Rua do Saldanha, Ladeira do Saldanha e Travessa do Saldanha.
Ladeira do Tijolo, Rua dos Gatos, Ladeira do Saboeiro, Ladeira do Bacalhau, Rua das Verônicas, Rua do Caminho Novo, Baixa da Ladeira da São Francisco e Ladeira de São Francisco.
Terreiro de Jesus, Cruzeiro de São Francisco, Largo de São Francisco, Rua da Laranjeira, Travessa da Laranjeira, e Rua do Cruzeiro.
Travessa da Ordem Terceira, Rua da Ordem Terceira, Ladeira do Amazonas, Ladeira de São Miguel, Rua de São Miguel.
Portas do Carmo, Ladeira do Carmo, Rua do Maciel de Cima, Beco do Mota, Beco do Açougue, Rua do Maciel de Baixo, Largo do Maciel de Baixo, Beco do Ferrão.
Rua do Paço:
Ladeira do Carmo, Rua do Paço e Ladeira do Paço.
Ladeira do Taboão, Largo do Taboão, Caminho Novo do Taboão, Ladeira do Rosário, Baixa dos Sapateiros e Rua das Flores.
Estrada das Boiadas, Largo da Lapinha, Corredor da Lapinha e Largo da Soledade
Rua do Queimado, Rua Nova do Queimado, Ladeira da Soledade,
Santo Antonio:
Ladeira da Água de Meninos, Rua de São José, Ladeira de São José, Largo São José e Ladeira dos Currais Novos.
Rua dos Currais Novos, Rua dos Perdões, Ladeira dos Perdões, Rua da Quitandinha do Capim.
Rua dos Currais Velhos, Rua de João Simões, Rua do Forte do Barbalho, Ladeira do Curral, Rua do Curral.
Ladeira do Barbalho, Campo de Barbalho, Igreja do Carmo até o Boqueirão, Quinze Mistérios e Rua dos Marchantes.
Rua Direita de Santo Antonio, Rua dos Ossos, Rua dos Carvões e Beco do Padre Bento.
Campo de Santo Antonio, Baluarte até Água Brusca.
Rua da Vala:
Barroquinha até a Baixa da Rua da Prata, da Baixa da Rua da Prata até os Açougues.
Dos Açougues até o Arco, do Arco ao Sangradouro.

Secretaria do Governo da Bahia, 24 de maio de 1864.
Fonte: Arquivo Público da Bahia 
Seção Colonial Provincial 
Maço: 6449

Conversando com sua História - 10ª Edição



A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, convida todos a participar da 10ª edição do Conversando com sua História, que ocorrerá entre abril e outubro de 2012. No módulo Escravidão e Liberdade, discutido no mês de abril, teremos a palestra intitulada Índios, colonos e autoridades régias na colonização reformista da antiga capitania de Porto Seguro, que será ministrada pelo Prof. Francisco Eduardo Torres Cancela (UNEB).

Resumo

A palestra pretende analisar as experiências vividas por índios, colonos e autoridades régias na antiga Capitania de Porto Seguro, entre a segunda metade do século XVIII e princípios do XIX. Ao mergulhar no contexto de reformas do reinado de d. José I, a exposição discutirá um projeto metropolitano que pretendia fazer do atual extremo sul da Bahia um celeiro de víveres para alimentar as principais cidades da América portuguesa.
Baseado no aproveitamento da população indígena, a realização deste projeto foi delineada através de um intenso embate entre políticas indigenista e políticas indígenas, evidenciando não apenas a importância da questão indígena para a colonização daquela região, como também as diversas estratégias desferidas pelos índios a fim de conquistarem melhores condições de vida naquela sociedade.

Serviço:
Local: sala Kátia Mattoso, 3º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris)
Data: 09 de abril de 2012
horário: 17h
Inscrições gratuitas.
3117-6067
cmb.fpc@fpc.ba.gov.br
Entrada Franca. Certificado para aqueles que atingirem 75% de participação em todo o curso.
Centro de Memória da Bahia – Fundação Pedro Calmon.

SAMBA DE PROTESTO





Juízo Municipal e de Órfãos do termo do Juazeiro, 6 de novembro de 1873.
                                                                  Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor  
Um acontecimento bem triste, e impróprio de uma Villa como esta, onde há uma população bem numerosa, e alguma civilização, obriga-me a dirigir-me hoje a Vossa Excelência, para pedir providencias, e narrar-lhe o fato, que deu-se pelo modo seguinte: Tendo sido preso pela polícia na noite de 2 do corrente, um indivíduo de nome Arsênio dos Anjos Moreira, sem modo de vida nenhum conhecido nesta vila, alguns homens sem moralidade, despeitados com a prisão, e da laia de Arsênio, reuniram-se e formaram um grande samba para por este meio poderem tomar em desabafo com o Delegado e os guardas policiais; e não realizando-se pensamento tão criminoso na noite seguinte reuniram-se em número maior na margem do rio em frente de uma das ruas mais públicas desta vila e levantaram outro samba muito mais forte ainda, de maneira tal, que atroavam as vozes dos turbulentos por toda esta vila; o que não se importavam eles de fazer não só por estarem animados pela muita aguardente que lhes foi fornecida para tal fim, como por se acharem capitaneados pelo  Dr. Juvêncio Alves de Souza, Tenente Coronel José Tiburcio Pereira e Mello, o Adjunto do Promotor Público desta vila Francisco Luis Ferreira, Capitão Antonio Ribeiro da Silva, e outros; homens sem moralidade alguma, e que procuram por todos os modos desprestigiar as autoridades deste termo; por serem meros instrumentos do Juiz de Direito desta Comarca, Francisco Baptista da Cunha Madureira, que por muitas outras ocasiões tem dado provas de seus mais instintos; e anima desta vez hera quem dirigia, do seu Quartel general, este ato repulsivo, por sua natureza imoral. Em vista de tão escandaloso modo de proceder, o Delegado, 1º suplente em exercício, João Evangelista Pereira e Mello, dirigiu-se a casa do Tenente Francisco Pereira das Neves, Comandante do Destacamento e convidou-o a irem com alguns praças dispersar os perturbadores da ordem, marchando ambos na frente dos guardas para evitarem que houvesse alguma desordem; e com moderação de que sempre costumam usar, chegando ao lugar do samba intimaram aos desordeiros para que se retirassem, ou então que seriam presos; e quando esperavam que eles obedecessem a esta ordem legal, aconteceu exatamente o contrário; porque os capangas animados pelos seus chefes investiram para o Delegado e a polícia armados de cacetes e clavinotes, vendo-se eles na dura necessidade de se defenderem ou de correr vergonhosamente; o que já não lhes hera permitido fazer por estarem cercados, e nem lhes consentia sua dignidade de autoridades; de modo que resultou do conflito saírem feridos três soldados de polícia, sendo deles ferido por uma bala acima do peito e os outros por cacetes; saindo também contuso no braço direito o denodado Tenente Comandante do Destacamento que soube defender-se com sua coragem e intrepidez fora do comum; pois do contrário teria sido vítima de seus agressores; assim como saíram também feridos três dos desordeiros sendo dois pelos sabres dos soldados; e um escravo do Dr. Juvêncio (porque até estes se achavam no samba para aumentar o número) ferido por quatro caroços de chumbo dos próprios companheiros, porque a polícia estava somente com os seus sabres.
Em  vista de tão deplorável acontecimento cumpro o meu dever de autoridade levando ao conhecimento de Vossa Excelência o que ocorreu; e pedindo a Vossa Excelência que faça marchar para esta vila mais algumas praças, visto como é muito pequeno o destacamento que aqui existe, afim de poderem as autoridades obrar com mais energia, e evitar que se reproduzam conflitos desta ordem; e esta providência eu confio que não será embalde solicitada, como já o tem sido em outras ocasiões, como quando se deu o espancamento do Dr. Promotor Público desta Comarca Fenelon da Silva Monte; muito principalmente quando tenho de fazer os processos, e não poderei cumprir exatamente o meu dever sem ter uma força suficiente para garantir os meus atos, mas fico tranquilo, porque tenho toda convicção de que Vossa Excelência em sua alta sabedoria providenciará de modo, que não hão de ficar impunes os criminosos, e zombarem da lei e da justiça.
Deus Guarde a Vossa Excelência
Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor Dr. Venerado. Presidente da Província da Bahia.
 Juiz Municipal, seu suplicante.  
Francisco Pereira das Neves.

Fonte: 
Arquivo Público da Bahia
Seção Colonial Provincial
Governo da província 
Juízes de Juazeiro
Maço: 2451
Ano: 1855-1873
 
              

LIVROS PARA BAIXAR



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INFORME - ARQUIVO PÚBLICO ESTADO DE SÃO PAULO


Quando não recolher o lixo era caso de polícia



Joaquim Leopoldo Ferreira, arrematante do serviço do asseio e limpeza da freguesia da Rua do Passo, tendo recebido no dia 12 do corrente a inclusa carta intimatória do Escrivão da Delegacia do 1º distrito desta Capital, da multa de 10$000 réis que lhe foi imposta pelo Dr. Delegado, por não haver o suplicante cumprido o que ele lhe havia determinado, em relação à ladeira do Taboão, que se achava com cisco do dia antecedente; vem respeitosamente ponderar a Vossa Excelência o seguinte:
Que é exato haver o suplicante recebido uma recomendação do senhor Dr. Delegado, para que mandasse limpar o recanto da Rua do Caminho Novo, no qual alguns moradores dali fazem constantemente o despejo de materiais fecais, mas que no dia imediato foi restritamente observado. Igual recomendação, porém, lhe fora feita, relativamente ao recanto da ladeira do Taboão, onde existe um tamarindeiro, o que não lhe foi possível nesse mesmo dia satisfazer, em virtude de permanecer ali, encostado á grade de ferro, um grosso pedaço de madeira, umas grades velhas, que o suplicante já havia reclamado dos donos a sua remoção, visto que embaraçavam o serviço; motivo porque deixou de ser limpo o dito lugar, tendo, aliás, no dia seguinte cumprido semelhante ordem.
Já vê, portanto, Excelentíssimo Senhor, que não houve da parte do suplicante, que desde o dia 11 do mês findo, tem sempre procurado manter a execução fiel das clausulas estabelecidas no contrato que celebrou com essa presidência, nenhuma falta de cumprimento de seus deveres, que merecesse a pena que lhe foi imposta pelo senhor Dr. Delegado de Polícia, á cargo do qual se acha atualmente a fiscalização do asseio e limpeza desta cidade: pelo que o suplicante, á vista da justiça com que sempre Vossa Excelência costuma firmar os seus atos, recorre á Vossa Excelência para que se digne releva-lo da referida multa. Nestes termos. P.
Bahia, 15 de novembro de 1879.
Arrendante, Joaquim Leopoldo Ferreira.        
Fone: Arquivo Público da Bahia
Seção Colonial Provincial
Presidência da Província
Série: Governo Limpeza Pública
Maço: 1612 – Ano: 1854-1889       



Conversando com sua História 10ª edição


A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, convida a todos a participar da 10ª edição do Conversando com sua História,  que ocorrerá entre abril e outubro de 2012. Nesta segunda feira, dia 2 de abril, às 17 horas, teremos a palestra intitulada Negros mitos sobre a escravidão, que será ministrada pelo Prof. Dr. Luiz Mott (UFBa) como debatedor o Prof. Dr. Ubiratan Castro de Araújo (FPC)
Contamos com sua participação!
Atenciosamente,
Centro de Memória da Bahia - Fundação Pedro Calmon


Todos  hoje condenamos qualquer tipo de escravidão, apesar de persistir ainda no Sudão mas também no interior do Brasil, pessoas que continuam sendo negociadas e exploradas como escravos. Durante milênios a humanidade conviveu com a escravidão sem qualquer indignação moral: alguns seres humanos nasciam livres, outros escravos. Respeitados filósofos e teólogos justificaram esse sistema cruel, inúmeras sociedades, inclusive na África, praticaram a escravidão.
Nesta comunicação discutirei alguns mitos polêmicos que persistem no senso comum e inclusive  no discurso militante: a existência da escravidão na África e inclusive no Quilombo de Palmares; a crença cristã que todos os nativos, inclusive negros, tinham uma alma imortal; o papel do cristianismo no abrandamento da crueldade escravista; nem todo mulato é fruto do abuso sexual dos senhores brancos; a prática da escravidão por parte de ex-escravos no Brasil.


Local: sala Kátia Mattoso, 3º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris)
Data: 02 de abril de 2012
horário: 17h
Inscrições gratuitas.
3117-6067
Entrada Franca. Certificado para aqueles que atingirem 75% de participação em todo o curso.



A INDÚSTRIA DOS SAVEIROS



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A INDÚSTRIA DOS SAVEIROS

O país vai ler o comunicado que a abaixo publicamos; vai sentir o valor das encrespações que havemos feito aos portugueses, que vivem entre nós: vai apreciar por si mesmo se assiste sobeja razão para sustentar que se eles intrometem em todos os [...] negócios domésticos; vai julgar [...] não uma verdade o que [...] da influencia perturbadora [...] [...] do comercio, de que [...] e da acumulação dos capitais [...] mãos.
Digam-nos depois que não é por [...] da verdade e do país, que escreve e que continuaremos a escrever em pró da nacionalidade brasileira!
Quatro brasileiros beneméritos, bem dignos irmãos, amigos do povo e da pátria, compram uns 60 saveiros, os quais distribuíram por nacionais, que a pouco e pouco fossem pagando com muita módica quantia (160 réis por dia, dizem-nos) aquele empréstimo generoso.
Em mãos de africanos cativos de portugueses, pela maior parte, estava toda a indústria de remar saveiros, cujo numero em nosso porto excedia talvez de mil.
Havia aí uma lei, que facultava esta indústria a pessoas livres; isto é, que reconhecia o monopólio para escravos; que tendia a dar cabo daquele terrível núcleo de insurreições, que não era ainda nem proteção a nacionais, nem reconhecimento de suas necessidades todas.
E esta lei o que é que ela poderia trazer de proveito, se uma sociedade brasileira não houvesse emprestado um capital aos proletários do país? [Por] bem existir a cem anos a lei; [se] aquele empréstimo nem um [benéfico] [podia] lhe trazer.
Mas é assim que a vontade do povo é lei,
É assim que a vontade do povo impera;
É assim que o povo é mais forte que o governo;
É assim que a soberania do povo se manifesta.
No dia 1º de novembro de 1850 foi dada aos nacionais a permissão de dirigirem eles sós saveiros em estações determinadas. Não erão certamente as melhores estas estações.
E o que fazem os portugueses monopolizadores? Não satisfeitos de negarem-se a vender alguns saveiros que servissem para este primeiro passo da nacionalização da indústria; não satisfeitos de tentarem arredar os homens livres daquele trabalho que pintavam como ímprobo; vendo que são poucos para o trato do comercio os saveiros possuídos por brasileiros, retiram todos os seus escravos á um tempo daquele serviço, posto que somente três dos cais fossem destinados para pessoas livres, para desta arte pretextarem depois que os brasileiros não tem meios de satisfazerem as necessidades do comercio, e guerreando a indústria brasileira exigirem depois a revogação da lei, que o povo faz executar, e a medida adotada pelo governo, isto é, exigirem a continuação de seu monopólio.
É um desaforo que eles não praticariam, se capitalistas brasileiros unindo-se em sociedade fornecessem o capital conveniente para se obter um número suficiente de saveiros.    
É um desaforo, que os bons dentre eles não podem, não devem deixar de reprovar.
Não se zomba assim com o pão quotidiano do povo...
    
Fonte: Jornal: O Argos Cachoeirano – Periódico literário, doutrinário e moral.
Bahia, sábado, 9 de novembro de 1850. 

Salvador sedia a 4ª Semana do Saveiro



A Associação Viva Saveiro realiza em Salvador, a partir desta quinta, 15, até o dia 22, a 4ª Semana do Saveiro. O evento, que tem patrocínio da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, visa divulgar e preservar a identidade histórica e cultural dos saveiros de vela de içar.
Ao longo dos oito dias de evento haverá uma rica programação cultural, que inclui exposições de arte e artesanatos do Recôncavo, exibição de vídeos, visitação das embarcações, passeios, regatas, seresta e até a apresentação de um selo comemorativo do tombamento do saveiro Sombra da Lua pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Nesta quinta, às 19h, será aberta a exposição Bel Borba Saveiros da Baía, no Centro Cultural dos Correios, no Pelourinho. No seu processo de criação, o artista utilizou velas, ferros e madeiras de saveiros afundados. Parte da venda das obras expostas será doada para preservação das embarcações. A mostra permanecerá em cartaz até 28 de abril.
ACESSE A PROGRAMAÇÃO: 

Seminário Bombardeio da Cidade do Salvador



A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, convida todos a debater o Bombardeio da Cidade de Salvador, em mesa redonda que acontecerá dia 26 de março, as 16h, na sala Kátia Mattoso, 3º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia.

Lançamento: "Catirina, minha Nêga, Tão Querendo de Vendê..."




Data: 21 de março de 2012
Horário: 18h
Local: Museu do Ceará (Rua São Paulo, 51, Centro – ao lado da Praça dos Leões)
Apresentação do Autor e da Obra: Prof. Francisco Pinheiro (historiador, pesquisador e secretário da Cultura do Estado do Ceará)
Atrações: grupo Alagbá (percussão) e
Mestre Armando (capoeira Angola)

O livro, de autoria de José Hilário Ferreira Sobrinho, integra a série “Panorama Nacional”, da coleção Nossa Cultura, da
Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.

Seminário Internacional Conexões Transatlânticas: Bahia-África no atlântico negro (séc. VII – IX)



Nos próximos dias 19 e 20 de março no auditório do PAF-1, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Ondina, será realizado o Seminário Internacional Conexões Transatlânticas: Bahia-África no Atlântico Negro (séc. XVII – XIX), das 18h às 21h30.
No primeiro dia a mesa intitulada Tráfico de escravos e comunidades atlânticas contará com a participação de Toby Green (King's College London), Cristiana Lyrio (UNEB) e Paulo de Jesus (UFRB) e terá como debatedora Gabriela Sampaio (UFBA). No segundo dia (20), a discussão será sob o tema Entre duas margens: fluxos e refluxos de escravos e libertos no Atlântico Sul, e terá as palestras de Kristin Mann (Emory University), Luis Nicolau Parés (UFBA) e Lisa Castillo (UFBA), tendo como debatedora Wlamyra Albuquerque (UFBA).
O Seminário Internacional Conexões Transatlânticas: Bahia-África no Atlântico Negro (Séculos XVII - XIX) é uma iniciativa do Programa de Pós Graduação em História da UFBA, da linha de pesquisa Escravidão e Invenção da Liberdade, do Grupo de Estudos de História Colonial da instituição, com o apoio da Edufba, do Centro de Memória da Bahia, unidade da Fundação Pedro Calmon/SecultBa.

SERVIÇO:
Seminário Internacional Conexões Transatlânticas: Bahia-África no atlântico negro (séc. VII – IX)
Quando: Dias 19 e 20 de março – das 18h às 21h30
Local: Auditório PAF 1 / UFBA-Ondina
Inscrições e informações: 3237-7574 / 3283-6432 | poshisto@ufba.br



Escavações na zona portuária do Rio de Janeiro revelam retrato pouco conhecido da escravidão

Uma das “casas de carne” do mercado do Valongo na visão algo otimista de Debret ao mostrar poucos escravos vigiados pelo comerciante. 

Mercado de escravos na rua do Valongo, Debret, aquarela sobre papel, c. 1816-1828. reprodução do livro Debret e o Brasil – obra completa, ed. capivara, 2009


O Instituto Nacional de Criminalística estabelece uma série de procedimentos para se investigar um crime: o reconhecimento, que delimita a extensão da cena do crime e a preserva; a documentação cuidadosa e a observação científica do lugar; a procura de provas e evidências a serem coletadas; a análise científica num laboratório das provas recolhidas pelo perito. É na junção dessas áreas que se encontra a solução de, por exemplo, um assassinato. Seria possível usar os mesmos procedimentos para “desvendar” um crime cometido há vários séculos, com milhões de vítimas? Pesquisas recentes feitas em universidades brasileiras indicam que a adoção da mesma interdisciplinaridade, reunindo historiadores, arqueólogos, geneticistas (paleogenéticos) e patologistas, poderá, enfim, dar conta de um dos maiores crimes já cometidos: a escravidão. 

Ossos que falam: Escavações na zona portuária do Rio de Janeiro revelam retrato pouco conhecido da escravidão. Carlos Haag. Edição Impressa 190 - Dezembro 2011   





Artigo científico
JAEGER, L. H. et al. Mycobacterium tuberculosis complex detection in human remains: tuberculosis spread since the 17th century in Rio de Janeiro, Brazil. Infection, Genetics and Evolution. No prelo. 

Sensor detecta deterioração de obras de arte


Dispositivo mede alterações físico-químicas causadas pelas condições ambientais de museus em materiais que compõem bens do patrimônio cultural ("Independência ou Morte", óleo sobre tela de Pedro Américo, 1888, do acervo do Museu Paulista)


Por Elton Alisson

Agência FAPESP – As condições climáticas e ambientais de museus e outros espaços fechados dedicados à exposição de arte podem causar impactos na conservação das obras que integram seus acervos.
Com o objetivo de avaliar possíveis danos que as características ambientais desses espaços podem provocar nos bens do patrimônio cultural que abrigam, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um sensor que indica o grau de degradação sofrida por materiais que compõem obras de arte em diferentes ambientes.
O dispositivo, que já passou por várias etapas de aprimoramento, é resultado de um projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.
Durante o estudo, pesquisadores da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, campus Leste, pretendiam desenvolver uma ferramenta que possibilitasse medir simultaneamente a temperatura, umidade, iluminação e os níveis de poluição interna apresentados por museus situados em áreas urbanas e o grau de deterioração sofrido ao longo do tempo por resinas orgânicas usadas em obras de arte. Para isso, eles se associaram a um grupo de pesquisa do Instituto de Química da USP, liderado pela professora Dalva Lúcia Araújo de Faria.
Reunindo conhecimentos de química analítica com habilidades em eletrônica e microprocessamento de um pós-doutorando que integrou o grupo – Carlos Antonio Neves –, os pesquisadores conseguiram criar um aparelho miniaturizado que funciona automaticamente e mede as alterações físico-químicas causadas pelas condições ambientais de museus em alguns materiais orgânicos que compõem obras de arte.
“O equipamento fornece um conjunto de efeitos provocados pela temperatura, umidade, iluminação e presença de poluentes em um ambiente sobre materiais orgânicos que compõem algumas obras de arte”, disse Andrea Cavicchioli, professor da USP e coordenador do projeto àAgência FAPESP.
O sensor é baseado em uma microbalança de quartzo, constituída por pequenos cristais do mineral com aproximadamente 1 centímetro de diâmetro que vibram a frequências muito elevadas, de 10 MHz.
Para analisar as possíveis alterações físico-químicas sofridas por um determinado material em um ambiente, é depositada uma fina camada dele sobre os cristais de quartzo e colocado o aparelho no ambiente onde se pretende monitorar.
Cristais de quartzo captam as transformações do material no ambiente, como variações de frequência, que são registradas e gravadas em uma memória incorporada ao sistema eletrônico do aparelho.
“Quanto mais rapidamente variar a frequência, mais rapidamente o material estará se degradando, indicando que o ambiente é muito agressivo”, explicou Cavicchioli.
Os pesquisadores utilizaram um tipo de verniz muito usado em obras de arte para testar o aparelho em alguns ambientes de dois museus em São Paulo: o Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP) – mais conhecido como Museu do Ipiranga – e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, em parceria com as equipes das conservadoras Teresa Cristina Toledo de Paula e Valéria Mendonça.
Após deixar o aparelho contendo a amostra do verniz por um determinado período de tempo nos dois lugares, o grupo constatou que, em comparação com a Pinacoteca, o Museu Paulista apresenta condições menos favoráveis para conservação de materiais associados às pinturas.
A diferença, segundo Cavicchioli, se deve à dificuldade de o Museu Paulista implementar condições mais adequadas para a conservação dos bens culturais que abriga, uma vez que a edificação é tombada.
“O Museu Paulista, apesar de ter plena consciência da necessidade de controle ambiental para a proteção dos bens culturais, ainda tem ambientes pouco adaptados devido à própria edificação ser um objeto cultural. Já a Pinacoteca é um ambiente mais transformado e passou por um processo de readequação que possibilitou a implementação de algumas medidas mitigatórias, como a instalação de aparelhos de ar condicionado, filtros de ar para que poluentes externos não penetrem no interior do museu e dispositivos para controlar a luminosidade”, comparou.
Atualmente o Museu Paulista também está passando por um processo de adaptação de seus ambientes, apoiado pela FAPESP por meio do Programa Infra-Estrutura – Museus, com o objetivo de melhorar as condições de conservação das obras que possui. De acordo com Cavicchioli, ao fim desse processo será possível fazer nova avaliação utilizando o sensor e constatar se a reforma possibilitou a melhora das condições microambientais da instituição.
Acesse na íntegra: http://agencia.fapesp.br/14975 

Maximiliano de Habsburgo em Ilhéus




Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor
Nº 4
Confidencial
            Apresso-me em comunicar a Vossa Excelência que chegando no dia 18 do corrente a Vila de Ilhéus, fiz logo entrega dos ofícios que de que de Vossa Excelência recebi para as autoridades daquele lugar. Ali encontrei fundeado o vapor Elizabeth que conduz Sua Alteza o Arquiduque Maximiliano, e pelo comandante do mesmo vapor fui informado que sua Alteza se achava no engenho da Vitória embrenhado nas floretas com alguns indígenas que o acompanhavam a caça, que estava muito satisfeito, pois tem tido sempre em todo o seu trajeto bom acolhimento: informou-me mais que de Ilhéus seguia diretamente para o Rio de Janeiro onde demoraria uns cinco dias, seguindo depois para o Espírito Santo a fim de se encontrar ali com o nosso Imperador feito o que regressará a Bahia.

Para maiores informações sobre a estadia de  Maximiliano de Habsburgo em Ilhéus acesse: 

Fonte: Arquivo Público da Bahia 
Seção Colonial/Provincial 
Série: Polícia do Porto - Embarcações Assuntos. 
Maço: 3193 
Ano: 1861-1889 

Fundos e documentos relativos a países da CPLP



A divulgação do património arquivístico comum com os países da CPLP é um objetivo estratégico da Direção-Geral de Arquivos que se insere na afirmação da importância da Língua Portuguesa como instrumento de identidade de Portugal no mundo.
O trabalho que agora se inicia pretende tornar acessível a todos os utilizadores interessados, através da ligação às bases de dados em linha geridas pela Direção-Geral de Arquivos, de um valioso e diversificado património arquivístico e fotográfico, fonte de informação e do conhecimento sobre um longo passado comum e um instrumento do saber capaz de ajudar a traçar novos caminhos para o futuro da Comunidade dos Países Lusófonos.
Este trabalho é dirigido a todos os interessados e especialmente a professores e alunos, organismos e associações, públicas ou privadas, que trabalham no âmbito da Lusofonia.
Para cada um destes países disponibiliza-se uma sumária mostra de documentos que cronologicamente abrangem todo o período de história comum.
Assim, começamos por apresentar, por ordem alfabética, os ficheiros temáticos sobre Angola, Brasil e Cabo Verde. Num futuro próximo seguir-se-ão Guiné-Bissau, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Através de vários pontos de acesso (datas de produção, título, código de referência, cota, URL do documento) o utilizador pode aceder à representação digital dos documentos ou apenas aos dados de referência disponíveis nas bases de dados.
Indicamos igualmente o URL do Fundo Documental de que o documento é parte integrante, chamando assim a atenção para outros documentos do mesmo Fundo igualmente pertinentes para a investigação. A diversidade aqui apresentada pretende sublinhar as potencialidades de uma pesquisa abrangente realizada através da pluralidade de Fundos Documentais à guarda dos Arquivos.
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