VELHAS NOTÍCIAS, VELHOS PROBLEMAS, VELHAS HISTÓRIAS E NOVAS SOLUÇÕES PARA ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA

 


Em 2021, foi noticiado investimento no valor de R$ 13.855.876,50 de acordo com a matéria: “No último dia 5, o BNDES divulgou os nomes das propostas selecionadas para apoio. Das 132 propostas recebidas, 62 foram habilitadas, 55 priorizadas e 21 selecionadas. A proposta ‘Acervos Memoriais APEB/FPC: Preservação e Difusão’, apresentada pela FPC, foi selecionada, com classificação de priorização número 13.

O investimento representa um valor geral de R$ 13.855.876,50 concentrados nas ações a seguir: capacitação para aperfeiçoar e dar continuidade às intervenções de restauro (R$ 25.000,00), catalogação, higienização (R$ 528.934,50), restauração (R$ 4.276.755,00), acondicionamento (R$ 158.550,00), armazenamento (R$ 1.800.000,00), controle ambiental (R$ 4.013.707,00), sistema de segurança (R$ 2.259.230,00) e conceber e implantar projeto expográfico (R$ 793.700,00)”.

As matérias são de 11 de novembro de 2021, disponíveis em:  https://www.bahiasemfronteiras.com.br/arquivo-publico-resguarda-a-memoria-e-o-legado-sociocultural-da-bahia/

https://noticiasdabahia.com.br/arquivo-publico-resguarda-a-memoria-e-o-legado-socio-cultural-da-bahia/

Passados 5 anos, desde a publicação dessas matérias e com mudanças nas gestões do APEB e FPC, veio à tona a questão do empenho do prédio para pagamento de uma dívida, feita ainda na gestão do Governador Paulo Souto, havendo manifestação por parte de diversas classes e a comunidade acadêmica, vide manifesto: https://ufba.br/ufba_em_pauta/manifestacao-da-ufba-contra-o-leilao-do-edificio-sede-do-arquivo-publico-do-estado-da

Em data de 06 de março de 2026, o Governador Jeronimo Rodrigues, em visita ao Arquivo Público do Estado da Bahia anuncia o fim do imbróglio, em sua página do Instagram o atual diretor da Fundação Pedro Calmon Sandro Magalhães afirma

“O evento também foi marcado por importantes anúncios, entre eles a confirmação de que a sede do arquivo está com a situação regularizada na Justiça e não corre mais risco de ir a leilão”. https://www.instagram.com/p/DVj13ynD_Bv/?img_index=8&igsi=djN2ZWhrOWo2M2I0

APEB e sua autonomia:

O Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) deixou de ser uma unidade de administração direta isolada e passou a ser gerido pela Fundação Pedro Calmon (FPC) em dezembro de 2002. Lei Estadual nº 8.538, de 20 de dezembro de 2002, que reestruturou a administração pública estadual. A partir dessa legislação, o arquivo foi integrado à estrutura da fundação (que é vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia-SecultBA). Com essa fusão, a própria entidade gestora teve sua nomenclatura expandida temporariamente para Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia. (https://homologa.ba.gov.br/fpc/2017/01/13/arquivo-publico-do-estado-da-bahia-completa-127-anos-com-mais-presenca-online)

Desta forma, cabe a Fundação Pedro Calmon a gestão e disponibilização dos recursos, sendo o Arquivo Público do Estado da Bahia o que mais necessita de investimento de toda ordem.

Dito isso, o único empecilho que inviabilizava a dotação do investimento de R$ 13.855.876,50 foi sanado. Desta forma, aguardamos notícias sobre o início dos trabalhos e que o Arquivo Público do Estado da Bahia, que ao longo dos seus 136 anos de descaso por parte do poder público, possa ser revitalizado e modernizado e seu acervo preservado, para que não só acadêmicos e pesquisadores desfrutem, mas, principalmente todos os cidadãos que buscam, não apenas suas histórias, mas garantia de direitos, através deste espaço que é patrimônio da humanidade.

Para saber mais sobre a história do APEB, da sua fundação até os dias atuais acesse:

 Arquivo Público do Estado da Bahia, cronologia histórica de uma morte anunciada. 

Triste situação do Arquivo Público do Estado da Bahia 

Doação anônima resgata livro de notas do século XVIII que é restaurado no Arquivo Público do Estado da Bahia

 Arquivo Público do Estado da Bahia, novos rumos na gestão de Jorge X