DOCUMENTOS HISTÓRICOS DA CIDADE DE ARACI DISPONÍVEIS ONLINE



Disponibilizamos aqui livros do Cartório de Registro Civil de Araci, os quais compreendem registros de nascimentos, casamentos e óbitos, além de alguns livros de atas e notas. São documentos que vão desde o ano de 1877 até 1940, totalizando 4.800 páginas. A digitalização foi realizada pelo historiador Urano Andrade, historiador e pesquisador,  coordenador técnico do projeto de digitalização dos Livros de Notas da Bahia (1664-1889), que estão no APEB, através de financiamento da Biblioteca Britânica, mediante o Programa de Arquivos Ameaçados. Segundo Pedro Juarez Pinheiro, responsável por fazer o levantamento da documentação, “apesar de ser uma coleção relativamente pequena, é bastante significativa para a pesquisa histórica do município e região, pois em alguns documentos encontram-se, por exemplo, registros de casamentos e nascimentos de escravos, além de livros com procurações, arrendamentos e atas de eleições”. No caso da digitalização da documentação de Araci, só foi possível com o financiamento do Colégio Apoio, através do Professor José Nilton Carvalho Pereira, o qual também é Vice-Presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) e tem financiado a preservação de acervos históricos, como o de jornais antigos de Araci, Serrinha e região. Tanto os jornais digitalizados e reimpressos como os documentos do Cartório de Registro Civil de Araci, recém digitalizados, estarão disponíveis para consulta no Centro Cultural de Araci, Fórum de Araci, bibliotecas da UNEB de Serrinha e Coité, além do IGHB e APEB e serão uteis para a produção acadêmica, principalmente de estudantes dos cursos de História e Letras.

CARTA DE ORDENS DE FRANCISCO FELIX DE SOUZA

Carta de ordens mencionada na Escritura retro. Pública forma.
Carta missiva. Senhor Capitão Joaquim Telles de Menezes. Ajudá, treze de Outubro de mil oitocentos e trinta e dois. Hoje parte a Escuna Thereza do seu comando e segue viagem para a Cidade do Rio de Janeiro a consignação do Senhor João Ignácio Correa e vossa mercê precisar, aliás, e vossa mercê receberá dele as suas ordens, e receberá tudo quanto vossa mercê precisar para arranjar a Escuna e também lhe botar o seu sobre a soma que lhe é preciso como vossa mercê me pede que é necessário. Veja vossa mercê que em estando pronto de tudo, há de vossa mercê receber do Senhor Correa o carregamento de aguardente e tabaco Mapendim e algumas fazendas e vossa mercê seguir viagem para as Ilhas de São Thomé e Príncipe para me dispor do carregamento nos gêneros que vossa mercê vir que me faça consta. Tenho mais a dizer-lhe se vossa mercê arribar em qualquer das partes do Brasil, pode vossa mercê sacar uma letra sobre mim para as despesas que forem mais necessárias e lhe recomendo que veja se faz pouca despesa em qualquer parte que for, visto vossa mercê não poder tornar ao Rio de Janeiro. Veja vossa mercê que em qualquer parte que for vossa mercê fará as minhas vezes porque se as despesas que vossa mercê fizer forem grandes visto não poder tornar o Porto que lhe destino, vossa mercê pode fazer venda do Barco para pagar a Tripulação, as despesas que vossa mercê fizer isto é, se vossa mercê tiver algum sucesso na viagem que não possa tornar o porto do destino, e no mais nada tenho a dizer-lhe. Estimo que vossa mercê faça feliz viagem e que tenha felicidade e igualmente todos os Oficiais é o que eu lhe desejo. Seu amigo Venerador F. F. de Souza. Está conforme o original que me foi apresentado, limpo sem vício, emenda, borrão entre linha, ou outra alguma coisa que dúvida faça, fiz passar em pública forma que conferi, subscrevi e assinei, concertei com outro Oficial de Justiça companheiro a concerto comigo abaixo assinado nesta Cidade da Bahia aos vinte oito dias do mês de Março do corrente ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e trinta e três. Eu Antonio Lopes de Miranda Tabelião o subscrevi. Em testemunho de verdade. Estava o Sinal Público. Concertada por mim Tabelião Antonio Lopes de Miranda. E por mim Escrivão Luiz Joaquim Magalhães Castro. Antonio de Souza Guimarães. Número cinco mil duzentos e trinta pagou oitenta réis de selo. Bahia, doze de Abril de mil oitocentos e trinta e três. Sá Tavares. A qual carta de ordens em pública forma fiz registrar e conferi com outro abaixo assinado na Bahia aos dezoito de Abril de mil oitocentos e trinta e três. Eu Francisco Ribeiro Neves Tabelião Vitalício de Notas subscrevi e assinei.
Fonte: APEB, Seção Judiciária, Livro de Notas 240, pp. 159v-161v.               

LISA EARL CASTILLO: DESVENDANDO MITOS DO FAMOSO DOM OBÁ II




Por Lisa Louise Earl Castillo

“Acabei de encontrar o registro de casamento de Cândido da Fonseca Galvão, o famoso D. Obá II, no Rio de Janeiro, em 1874. A esposa, Sofia Maria da Conceição, natural da freguesia de Santa Rita, no Rio, era filha de Esperança Mina, que ainda era escrava no dia do casamento da filha.


Este documento confirma, definitivamente, o que eu já argumentei num artigo meu: que ele nasceu na Freguesia da Sé em Salvador, e não em Lençóis, como é dito.


Cândido era adepto dos orixás, com devoção especial a Ogum, Oxossi, Oxum e Iansã. Seu pai era compadre de Marcelina da Silva, Obatossi, ialorixá da Casa Branca do Engenho Velho. É provável que o terreiro liderado por Marcelina foi importante no aprendizado religioso de Cândido”.

PARA SABER MAIS: Bamboxê Obitikô e a expansão do culto aos orixás (século XIX): uma rede religiosa afroatlântica. Disponível em:

PALESTRA: PROFESSOR ROBERT SLENES

Palestra com Robert W. A. Slenes (UNICAMP): "A mãe que era escrava do filho: construindo biografias de cativos e libertos através da ligação nominativa de fontes". Uma abordagem do seu capítulo, "Senhores e Escravos no Oeste Paulista", História da Vida Privada no Brasil, Vol. II.
Data: 28/11/2017 (terça-feira)
Horário: 14h.
Local: Auditório do APEB

Endereço: Ladeira Quintas dos Lázaros, 50 - Baixa de Quintas, Salvador - BA

Fundação Pedro Calmon vai receber 3 milhões para reforma do Arquivo Público


A secretária de Cultura, Arany Santana, o Diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, e o Superintendente do IPHAN, Bruno Tavares, assinaram hoje (8) o convênio de R$3 milhões para reforma e restauração do prédio do Arquivo Público, localizado na Baixa de Quintas.

Para Zulu Araújo, essa obra é de fundamental importância para o setor de Arquivo Público da Bahia, já que irá requalificar o ambiente do prédio trazendo maior eficiência na conservação dos acervos públicos. “Com essa reforma e restauração a Fundação Pedro Calmon poderá desempenhar o seu papel de guardar e difundir o grande, raro e rico acervo histórico da Bahia”, afirmou.
De acordo com a secretária Arany Santana, essa reforma iniciará uma nova fase para a cultura no estado. “Essa luta vem sendo travada desde 2015. E essa conquista do recurso obtido vai salvaguardar a história do país”, garantiu.

Fundado em 16 de janeiro de 1890, o Arquivo Público do Estado da Bahia é a mais importante entidade arquivística do estado brasileiro da Bahia. Está localizado no Solar da Quinta do Tanque, prédio integrante do patrimônio histórico e arquitetônico da capital baiana e originalmente local de pouso dos jesuítas, erguido ainda no século XVI e pertencente a esta ordem até sua expulsão do Brasil, em 1759.

Fonte:

500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE E CONVERSÃO CATÓLICA


Aos 4 Dezembro de 1834 nesta Freguesia e Enfermaria do Arsenal da Marinha, Batizei solenemente a João Bagaman, Inglês, de 30 anos na aparência, da Tripulação da Fragata Brasileira – Bahiana -, o qual até aqui era Protestante, e requereu entrar no grêmio da Igreja Católica, declarando nunca ter sido Batizado; de que foi Padrinho João Pedro de Medeiros, branco, solteiro, Praticante da mesma Fragata. Do que para constar Assinei o Assento. O Conego Manoel Dendê Buz. Vigário Colado.  

FONTE: Registro de Batismo da Paróquia da Conceição da Praia 1834-1844. 

II SEMINÁRIO DE ESTUDOS AFRICANOS UNILAB - ESTADO, NAÇÃO E CULTURA PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS

                            



O grupo de pesquisa África Contemporânea da UNILAB tem o prazer de convidar discentes, docentes e interessados para participar do II Seminário de Estudos Africanos, que ocorrerá entre os dias 5 e 7 de abril de 2018, nas dependências da UNILAB no Ceará.

A temática do evento, ESTADO, NAÇÃO E CULTURA PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS,  surge como resultado do projeto de pesquisa coordenado pela Profa. Dra. Larissa Oliveira e Gabarra em colaboração com Prof. Dr. Fábio Baqueiro Figueiredo  (ambos docentes da UNILAB) e Jacky Maniacky, chefe do departamento de Culture & Societé do Museu Real da África Central da Bélgica. Contemplada no edital de BPI da FUNCAP (2015), a proposta teve como objetivo olhar para as independências da RDC e de Angola por meio da participação dos Bakongos, independente da fronteira colonial que os divide, discutindo categorias como raça, etnia, cultura e nacionalismo. Confirmaram presença os seguintes convidados: Marissa Moorman, Marcelo Bittercourt, Jean Bosco Kakozi Kashindi, Wasawulua Daniel, Jacky Maniacky, Paulo Lara e Cristina Pinto.

Esperamos que os debates, por meio do 5 GTs que englobam os estudos africanos de maneira mais ampla, durante o II Seminário de Estudos Africanos possam enriquecer as investigações sobre o tema e ampliar a perspectiva de análise dos estudos dos países africanos para além das fronteiras coloniais,

INSCRIÇÃO NOS GTs (SUBMISSÃO DE RESUMOS)

Prazo para inscrições de trabalhos nos GTs: de 24 de outubro de 2017 a 20 de janeiro de 2018.
Envio dos aceites dos trabalhos a ser apresentados nos GTs até 28 de fevereiro.

NORMAS PARA APARESENTAÇÃO DOS RESUMOS

Formatação Geral: Entre 2.400 e 5.000 caracteres com espaços, incluindo caixas de texto e notas de rodapé,  em "Word" (extensão: .doc ou docx), formato A4 (210 x 297 mm), com orientação retrato;
Margens: Esquerda e Inferior, 2cm. Direita e superior, 3 cm.
Entrelinhas: 1,5 em todo trabalho
SEM NUMERAÇÃO DE PÁGINA
Título da Comunicação: Arial, tamanho 12, em negrito, centralizado, em CAIXA ALTA.
Nome completo do(s) autor(es): Arial, tamanho 10, à direita, em CAIXA ALTA/BAIXA.
Endereço eletrônico: Arial, tamanho 10, à direita, logo abaixo do nome de cada autor.
Instituição de vínculo (se couber): Arial, tamanho 10, à direita, logo abaixo do nome de cada autor, em CAIXA ALTA/BAIXA.
Corpo do texto: Arial 12. Parágrafo, 1cm.

GRUPOS DE TRABALHO

GT 1 - GÊNERO, CORPO E PODER: EXPERIÊNCIAS E ABORDAGENS NA CONSTRUÇÃO DA DESCOLONIZAÇÃO EPISTÊMICA.
Coordenadoras:
Profª Drª Artemisa Odila Condé Monteiro – UNILAB/Ceará
Profª Drª Marina Pereira de Almeida Mello – UNIFESP/São Paulo
Profª Drª Natalia Cabanilla - UNILAB/Ceará

O GT procura abordar questões de gênero, sexualidades e ativismos na África e na diáspora, assim como a problematização sobre o que, nos estudos acadêmicos, tem conduzido o entendimento das questões associadas a gênero, poder e corpo. Consideramos que a colonialidade (dos poderes, seres e saberes) tem sido construída também desde a produção acadêmica hegemônica, que ao mesmo tempo em que reitera a subalternidade de algumas e alguns, invisibiliza e inviabiliza a discussão nos espaços acadêmicos. Pretendemos congregar experiências e propostas de enfrentamento a essa realidade, pautadas pelas perspectivas  decoloniais, descoloniais e pós-coloniais. Interessa-nos, sobretudo reflexões que  sob tais parâmetros, articulem as dimensões de gênero, sexualidades, raça, classe e nacionalidade. Esperamos discussões que ademais, priorizem as conexões entre subjetividades, nacionalidades e racismos em perspectivas contra-hegemônicas.

GT 2 - RELIGIÕES NA ÁFRICA
Coordenadores:
Prof. Dr. Itacir Marques da Luz - UNILAB/Ceará
Prof. Dr. Marcos Dias Coelho - UNILAB/Ceará
Este grupo de trabalho visa iniciar uma reflexão que envolva as três principais matrizes religiosas presentes na África – a religião ancestral africana, o islamismo e o cristianismo – e bem assim considerar as particularidades das constituições sócio-históricas das três matrizes na contemporaneidade do continente africano. Neste sentido, analisar o papel da religião ancestral africana como um dos aspectos culturais que fundamenta as cosmovisões das sociedades no continente africano constituirá o foco dos nossos trabalhos. A partir dessa perspectiva, desejamos entender o processo de interação desta expressão religiosa com o cristianismo e islamismo. Nos interessa ainda comunicações que versem sobre as relações entre a ancestralidade, o islamismo e o cristianismo durante o período colonial e as implicações políticas e sociais desta relação. O GT contemplará também comunicações que reflitam sobre o legado histórico das religiões africanas na diáspora.

GT 3 - COLONIALIDADE DO SABER E AS EPISTEMOLOGIAS DO SUL: A DESCOLONIZAÇÃO DA MENTE COMO POSSIBILIDADE EMANCIPATÓRIA
Coordenadores:
Profª Drª. Michelle Cirne Ilges - UNILAB/Ceará
Prof. Dr. Ricardo Ossagô de Carvalho - UNILAB/Ceará
Prof. Dr. Vico Denis Sousa de Melo - UNILAB/Ceará

O GT visa discutir a questão da colonialidade do saber que se impõe sobre as sociedades periféricas, impedindo qualquer discussão que não esteja fundamentada no pensamento eurocentrado. O aprofundamento de conhecimentos produzidos nos contextos pós-coloniais e do chamado Sul global não-imperial, tem a possibilidade de romper com a monocultura do saber – eurocêntrica/eurocentrada – ainda tão presente no dia a dia das sociedades contemporâneas, a exemplo da economia, da política, da cultura, da educação e da religião. Portanto, o GT incentiva discussões acerca da lógica do capitalismo/colonialismo global que perpassa nas sociedades periféricas e que influenciam sobremaneira a produção do conhecimento, assim como das perspectivas interdisciplinares das Epistemologias do Sul, com intuito de expor e propor possibilidades contra hegemônicas, descoloniais e experiências e alternativas produzidas desde o Sul global não-imperial.

GT 4 - AFRICANIDADES E EDUCAÇÃO: SUJEITOS, LINGUAGENS E PRÁTICAS
Coordenadoras: 
Profª. Drª. Claudilene Maria da Silva – UNILAB/Bahia
Profª. Drª. Cristina Teodoro Trinidad – UNILAB/Bahia
Profª. Drª. Maria Cláudia Cardoso Ferreira – UNILAB/Bahia
O grupo de trabalho objetiva reunir pesquisas acadêmicas e experiências de ensino desenvolvidas em espaços educativos diversos, que reflitam as questões concernentes ao tema das africanidades. Nesse sentido, serão bem-vindos os trabalhos diretamente relacionados com a implementação da Lei 10.639/2003, ou seja, aqueles que problematizam as formas e processos de construção das identidades; que analisam a diferença, a diversidade e a desigualdade no acesso e na qualidade dos serviços oferecidos; que problematizam o racismo, o preconceito e a discriminação racial nos espaços educativos; e que evidenciem as políticas educacionais e as práticas docentes antirracistas desenvolvidas nesses ambientes. Com objetivo de potencializar o intercâmbio de saberes e a troca de experiências, valorizar-se-á a abordagem interdisciplinar, o uso de múltiplos dados e a diversidade teórica e metodológica. Desse modo, propõe-se a oportunizar espaços de estudo e socialização de pesquisas e experiências para professoras e professores, gestoras e gestores, pesquisadores e pesquisadoras, bem como, outras/os profissionais inseridas/os nesses contextos.


GT 5 - LITERATURAS E ARTES AFRICANAS E AFRO-BRASILEIRAS: QUESTÕES DO PRESENTE
Coordenadoras:
Profª. Drª. Lia Laranjeira - UNILAB/Ceará
Profª. Drª. Luana Antunes Costa – UNILAB/Ceará
O grupo de trabalho pretende reunir pesquisas acadêmicas, experiências na área da educação e relatos de trabalhos artísticos no campo das literaturas e artes africanas e afro-brasileiras contemporâneas. O GT tem o interesse de discutir trabalhos que proponham uma abordagem multidisciplinar e que busquem refletir sobre as questões/indagações/interesses que permeiam as produções artísticas contemporâneas. Assim, propomos um debate que lance luz a questões da contemporaneidade sentidas nas margens do Atlântico e do Índico, tais como: os impactos da crise de futuro; as tensões e imbricamentos entre o urbano e o rural; a apoteose dos gêneros e a crise da dicotomia feminino X masculino; a figura da mulher negra na obra de arte; os diálogos entre memória, história e esquecimento; ancestralidade no presente; afetividades e violências; o lugar da/o artista-intelectual negra/o hoje; crise política e estratégias de subversão; diferença e resistência, dentre outras.
 

PERFORMANCE COM DEMIAN REIS: NOSSOS ANCESTRAIS


II Seminário Internacional “Histórias do Pós-Abolição no Mundo Atlântico” − 130 anos de Abolição no Brasil


O GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh tem a satisfação de convidar estudantes de graduação e pós-graduação, professores/as da Educação Básica e de Ensino Superior e demais pesquisadores/as a participar do II Seminário Internacional Histórias do Pós-Abolição no Mundo Atlântico. O encontro acontecerá entre os dias 15 e 18 de maio de 2018, no Rio de Janeiro, na FGV.
                                                     
O período de envio de propostas de comunicação individual e pôsteres vai até 7 de janeiro de 2018.


Mais informações, em português, espanhol e inglês, estão disponíveis em:

CHAMADA DE TRABALHOS: 130 ANOS DA ABOLIÇÃO: HISTÓRIA, LUTA E RESISTÊNCIA ESCRAVA NO BRASIL

CHAMADA DE TRABALHOS
Dossiê:
130 ANOS DA ABOLIÇÃO: HISTÓRIA, LUTA E RESISTÊNCIA ESCRAVA NO BRASIL
Prazo para envio: 23 de dezembro de 2017

“Já existe, felizmente, em nosso país, uma consciência nacional – em formação, é certo – que vai introduzindo o elemento da dignidade humana em nossa legislação, e para a qual a escravidão, apesar de hereditária, é uma verdadeira mancha de Caim que o Brasil traz na fronte. Essa consciência, que está temperando nossa alma, e há de por fim humanizá-la, resulta da mistura de duas correntes diversas: o arrependimento dos descendentes dos senhores, e a afinidade de sofrimento dos herdeiros de escravos”.
Joaquim Nabuco

Há 130 anos, em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinava a Lei Áurea, lei que aboliu a legalidade da escravidão no Brasil. Por muito tempo, a historiografia e o chamado senso comum têm atribuído a abolição da escravatura a um ato digno de benevolência da dita princesa que, inclusive, foi pensada como mártir do povo negro. Felizmente, as pesquisas realizadas, sobretudo a partir da década de 1980, passaram a perceber a abolição da escravatura como um decurso longo, marcado pelo histórico de violência, resistência e negociação, valorizando, assim, a agência dos escravizados no processo que pôs fim à escravidão.
No ensejo dessa discussão, a Revista Temporalidades divulga a chamada de trabalhos para compor o dossiê “130 da Abolição: História, Luta e Resistência Escrava no Brasil”, referente à sua 25ª edição (vol. 9, n. 3, set/jan 2017-2018), a ser publicada em janeiro de 2018.

Essas datações servem para rememorar uma discussão que não deve ser esquecida. Afinal, a premissa básica da escravidão moderna foi a retirada da humanidade do outro e que, ao decorrer dos séculos, ganhou uma conotação claramente racial. Afinal, teria fundamento a argumentação de Joaquim Nabuco que atribui uma incorpórea consciência abolicionista a um “arrependimento dos descendentes dos senhores, e a afinidade de sofrimento dos herdeiros de escravos”?
No sentido de pensar a história do abolicionismo como um processo de longa duração, serão aceitos trabalhos que tratem a temática ampla da História da Escravidão Moderna, no escopo temporal que abrange desde 1444, quando europeus chegaram ao rio Senegal, até 1888, ano da abolição.

Serão bem vindos trabalhos que dissertem sobre: o perigo da cristalização do momento da abolição; estudos que abordem a questão da história da África à história da Escravidão no Brasil; que tratem a escravidão no Brasil e suas interconexões continentais, em uma perspectiva de história comparada. Assim como trabalhos que lidem com a questão do tráfico de escravizados; agência escrava; resistência escrava; como os estudos sobre a quilombagem; bem como os reflexos, no Brasil, de processos de luta escrava no exterior. Também interessa a temática do etapismo da abolição, no sentido das leis que foram promulgadas cujo intuito era preparar o terreno para a abolição e que, sobretudo, serviram para segurar a opinião pública; além de estudos sobre os discursos e debates políticos concernentes à questão escrava e negra no Brasil. Vale ressaltar que embora encerremos em 1888, trabalhos que lidem com a falta de inserção do negro na sociedade brasileira, após a abolição, e suas consequências, também serão aceitos.
A Revista Temporalidades aceitará a submissão de artigos relacionados às temáticas acima referidas para este dossiê temático até o dia 23 de dezembro de 2017. Reitera-se que a Temporalidades aceita artigos livres, resenhas e transcrições documentais comentadas em fluxo contínuo.

Citação: NABUCO, Joaquim. O abolicionismo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000, p. XXI.

DETETIVE DO PASSADO: SERVIÇOS DE PESQUISA E INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA

Quem tiver interesse em contratar o Detetive do Passado pode:

- Telefonar para (11) 94837-2278 ou (11) 3361-6279

- Escrever para alberto1992oliveira@gmail.com

Atendo à distância, faço viagens, preços a combinar.

Sou Alberto de Oliveira, o Detetive do Passado.

Pesquisador e escritor, formado em História, sou um detetive diferente.
Não sigo pessoas, não descubro traições, não investigo crimes.
Não no presente.

O meu campo de atuação é o passado.
Encontro documentos, identifico ancestrais, busco notícias em jornais amarelados.
Também localizo pessoas com quem se perdeu o contato.

Eis alguns dos serviços que ofereço:

- Genealogia: árvore genealógica, certidões antigas, documentação para cidadania estrangeira, listas de bordo de navios de imigrantes.

- Busca de notícias em jornais antigos.

- Pesquisas históricas, documentais e iconográficas.

- Busca por pessoas.

Também ofereço serviços de redação e revisão de textos.

Sou autor do livro "Cravo na Carne - Fama e Fome: O Faquirismo Feminino no Brasil", parceria com o pesquisador Alberto Camarero, publicado pela editora Veneta em 2015 e contemplado com o Prêmio Carequinha, da Funarte.

Trata-se de uma pesquisa histórica sobre as faquiresas, mulheres transgressoras que dedicaram-se à arte do Faquirismo no Brasil entre os anos 1920 e 1950, exibindo-se em provas de jejum entre cobras e pregos.

MESA REDONDA: ARQUIVOS PÚBLICOS, ECLESIÁSTICOS E PESSOAIS: FONTES DE INFORMAÇÃO, PONTE PARA A CIDADANIA


GT Nacional Emancipações e Pós-Abolição: Chamada para artigos


A Anpuh-Brasil e a Revista Brasileira de História convidam você a mandar uma colaboração inédita, resultante de pesquisa original.

Chamadas de artigos/ Call for papers:

1 - História dos arquivos e da arquivologia (prazo: 22 de janeiro de 2018)
2 - Por escravos e libertos (prazo: 05 de março de 2018)

1- Dossiê: História dos arquivos e da arquivologia

Organização: Renato Pinto Venancio (ECI-UFMG)

As pesquisas sobre a história dos arquivos e da arquivologia são pouco desenvolvidas no Brasil. Há muito ainda a ser explorado. Como se organizavam, na Época Moderna, os arquivos no reino português, principalmente aqueles que também exerciam funções de controle no ultramar? Como se organizavam e se organizam atualmente os arquivos civis e religiosos, locais e regionais? Quais foram os modelos e as adaptações necessárias no processo de constituição do Arquivo Nacional do Brasil? Como ocorreu a formação da arquivologia no Brasil, enquanto área de conhecimento científico e conjunto de procedimentos técnicos de gestão documental? Quais foram as primeiras iniciativas de educação patrimonial em arquivos e quais são seus atuais desafios? Uma história dos serviços arquivísticos e de suas funções (produção, classificação, avaliação, aquisição, conservação, descrição e difusão) é possível? Quais são os riscos atuais de destruição dos arquivos brasileiros? Quais foram e quais são os usos abusivos da microfilmagem e da digitalização? Enfim, quais são os dilemas da arquivologia brasileira no tempo presente?
Este dossiê se propõe a responder essas perguntas. Trata-se, sem dúvida, de um grande desafio. Entretanto, torna-se necessário enfrentá-lo imediatamente, uma vez que as instituições arquivísticas e o patrimônio documental brasileiro estão ameaçados pela não preservação dos documentos nato-digitais ou por uma compreensão equivocada da reformatação digital dos documentos gerados em suportes tradicionais.


Os interessados devem submeter seus manuscritos, resultado de pesquisa histórica original, até o dia 22 de janeiro de 2018 por meio do site http://www.scielo.br/rbh. Os textos devem obedecer rigorosamente as normas para publicação, disponíveis em http://www.scielo.br/revistas/rbh/pinstruc.htm.

CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA: “Samba e Saberes na roda de Salvador” 1930-1950

Dando continuidade as palestras do mês de Outubro o Conversando com a sua História receberá no dia 17 de outubro a Historiadora Alessandra Carvalho, que abordará o tema “Samba e Saberes na roda de Salvador” no período entre 1930 a 1950. A palestra versa sobre a força do Samba nas lutas pela afirmação de uma cultura Afro-Brasileira na primeira metade do século XIX.

NÃO PERCAM!

Revista Brasileira de História n° 75. O protagonismo indígena na História


Editorial

Antonio Luigi Negro

Em 1923, livro celebrativo da independência do Brasil traz aquarela de Jurandir Pais Leme. Acompanhados de sugestiva legenda - “últimos representantes de uma raça no estado da Bahia” -, estão três índios em retrato (Coelho, 1923). Inserto entre as páginas 14 e 15, tudo aí é expressivo. Na dita terra mãe do Brasil - a Bahia -, indígenas são, nessa precisa hora, uma raça. (E, em sendo uma raça, são algo à parte: não são assim fruto de feliz enlace, parteiro de povo mestiço, comemorativo de suas virtudes em cívicas cerimônias verde-amarelas.) Não possuem lugar demarcado (estão entre as páginas 14 e 15!) e, todos vestidos, dos pés à cabeça, figuram no início de vultuosa obra nacional da qual irão fatalmente desaparecer, já que seus representantes são os derradeiros.

Com orgulho e oportunamente, este número 75 da Revista Brasileira de História caminha na contramão daqueles que querem aniquilar os índios do Brasil e apoderar-se de suas terras como gananciosos senhores brancos proprietários (a reboque de palavras enganosas, balas e bois). Com toda a clareza, o Dossiê “O protagonismo indígena na História” - responsável por nove artigos (ver Apresentação de Maria Leônia Chaves de Resende) - exprime que os povos nativos existem, resistem e têm futuro, sendo sujeitos de diferença e de autodemarcação de seus territórios. Aqui, pesquisa histórica de fina qualidade o comprova, evidenciando seu relevo e presença na sociedade.

Escravidão e Liberdade: chamada de artigos para a Revista Brasileira de História


A Revista Brasileira de História abriu chamada de artigos para o dossiê temático sobre escravidão e liberdade:

Dossiê: Por escravos e libertos
Organização: Silvia Hunold Lara (Unicamp)

Os estudos sobre a escravidão e a liberdade floresceram nas últimas décadas e há um grande volume de pesquisas sobre o comércio de cativos, as relações entre senhores e escravos, as formas de alforria, a religiosidade, os dilemas do pós-abolição, entre outros temas relevantes. Mas ainda sabemos pouco sobre o que escravos e libertos pensavam a respeito da escravidão e da liberdade e como enfrentavam os desafios que ambas lhes impunham. Como índios, africanos e seus descendentes escravizados e submetidos a outras formas de trabalho compulsório percebiam o mundo em que viviam? A partir de quais valores e ideias agiam para modificar suas vidas e as de seus familiares e companheiros? O que significava ser escravo, forro, aldeado ou administrado? Como agiam os que buscavam a liberdade? Quais os perigos enfrentados quando obtinham a alforria ou passavam a viver como livres? Quais os significados do cativeiro ou da liberdade para eles?

Este dossiê se propõe a enfrentar o desafio de responder a essas perguntas e, ao mesmo tempo, discutir questões teóricas e metodológicas envolvidas na abordagem da história da escravidão e da liberdade no Brasil do ponto de vista dos escravos e dos libertos.

Os interessados devem submeter seus manuscritos, resultado de pesquisa histórica original, até o dia 05 de março de 2018 por meio do site http://www.scielo.br/rbh . Os textos devem obedecer rigorosamente as normas para publicação, disponíveis em http://www.scielo.br/revistas/rbh/pinstruc.htm


A Revista Brasileira de História estimula a que se submetam resenhas de livros com a temática do dossiê nos mesmos prazo e condições acima.


O historiador como língua do passado. Entrevista a Stuart B. Schwartz



A entrevista com o historiador Stuart B. Schwartz percorre alguns dos principais tópicos da história do Brasil colonial e do Atlântico ibérico, áreas historiográficas em que a sua obra tem tido uma influência indiscutível. Com os impérios ibéricos em mente e num diálogo constante com o trabalho que tem desenvolvido ao longo das últimas décadas, o historiador norte-americano fala-nos sobre temas tão diversos como escravos, resistência, tolerância religiosa, ou história ambiental. A entrevista foi uma oportunidade também para refletir sobre alguns dos principais desafios que hoje se colocam ao historiador, como, por exemplo, o financiamento da investigação, o uso das fontes ou a gestão da informação.

O historiador norte-americano Stuart B. Schwartz (n. 1940), doutorado pela Universidade Columbia (1968), é professor no Departamento de História de Yale desde 1996, tendo sido também professor visitante em muitas outras universidades dos Estados Unidos e de vários outros países. A extensa obra de Stuart Schwartz confunde-se com os próprios caminhos da historiografia internacional das últimas décadas e os seus muitos trabalhos são hoje como que um roteiro que nos conduz pelos principais temas da história do Brasil colonial e do Atlântico ibérico. A formação da sociedade brasileira durante o período colonial, o seu desenvolvimento institucional, a sua economia, o açúcar, o impacto do governo dos Habsburgo, a escravatura e as relações raciais, a dimensão religiosa do espaço atlântico ibérico e, mais recentemente, a história ambiental na região das Caraíbas, são tudo áreas de estudo marcadas pela enorme influência do trabalho de Stuart Schwartz.

FONTES E MÉTODOS NA PESQUISA EM HISTÓRIA


A Universidade do Estado da Bahia convida para o evento: Fontes e Métodos na Pesquisa em História. Que ocorrerá nos dias 10 e 11 de outubro, no Campus IV, Jacobina, Bahia.

O uso das fontes manuscritas na pesquisa histórica.
Professor e Pesquisador Urano Andrade
10/10 – 19h – Local: Auditório UNEB – campus IV.

As fontes orais na pesquisa em história.
Professora Drª. Vânia Nara Pereira Vasconcelos

11/10 – 14h – Local: Auditório UNEB – campus IV.

"I Seminário Internacional Patrimônio, História intelectual e Cultura na África Ocidental e V Jornada do Centro de Estudos Africanos da UFMG".



O Centro de Estudos Africanos da UFMG/CEA, em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa/INEP de Guiné-Bissau, abre chamada pública para apresentação de comunicações no I Seminário Internacional Patrimônio, História intelectual e Cultura na África Ocidental.

O evento acontecerá entre os dias 02, 03 e 04 de outubro de 2017, no Centro de Atividades Didáticas 2 (CAD2) da UFMG. O objetivo é reunir investigadores com trabalhos que proponham novas perspectivas sobre dinâmicas culturais e intelectuais e sobre História patrimonial, em diferentes períodos históricos, no espaço compreendido entre o Sahel ocidental, a costa atlântica (do Senegal ao golfo do Benin) e imediações do Lago Chade, recorte compreendido como África Ocidental. Neste evento, buscamos fundar um espaço para diálogos contínuos entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros sobre as particularidades dessa região africana, apontando suas dinâmicas próprias e seus impactos locais, regionais e globais, partindo da perspectiva de indivíduos e sociedades africanas.

Durante o Seminário Internacional ocorrerão duas exposições: “Urbanidades da Guiné-Bissau – Arquiteturas e Sítios Históricos com Futuro” sob curadoria da Arquiteta Ana Milheiro (ISCTE-IUL/Lisboa) e “Os Panos da Guiné” da coleção de Odete Semedo (INEP-Guiné-Bissau), sob curadoria da mesma. 


Gumercindo Dórea: nem vilão, nem herói - Resposta a José Nêumanne, por Laura de Oliveira.



A historiadora Laura de Oliveira, Professora do Departamento e do curso de Pós-Graduação em História da UFBA, nos escreveu solicitando publicar uma resposta à crítica ao seu livro “Guerra Fria e Política Editorial”, publicada no blog do jornalista José Nêumanne, no Estadão. Em defesa do debate intelectual aberto e de alto nível, Laura de Oliveira hoje é a historiadora do blog.

Gumercindo Dórea: nem vilão, nem herói/ Resposta a José Nêumanne por Laura de Oliveira (contato Laura.oliveira@ufba.br)

No dia 03 de setembro, José Nêumanne publicou em seu blog “Direto ao assunto”, vinculado ao jornal O Estado de S.Paulo, matéria intitulada “Herói tratado como um vilão”, em que faz crítica direta ao meu livro “Guerra Fria e Política Editorial” (Maringá, PR: EDUEM, 2015). Entre outros adjetivos, o jornalista o qualifica como “stalinista”, “grotesco” e “sofrível”, que por si só justificam meu direito de resposta.

O livro é resultado de pesquisa de doutoramento que desenvolvi durante quatro anos na Universidade Federal de Goiás (UFG), sob orientação da professora Dra. Fabiana de Souza Fredrigo, com período de estágio na Georgetown University, nos Estados Unidos, onde contei com supervisão do professor Dr. Bryan McCann. Ao longo do período, realizei pesquisas em arquivos nos dois países, entre os quais o Arquivo Municipal de Rio Claro (SP), o Arquivo Nacional (RJ), a Mudd Manuscript Library da Princeton University (EUA) e a National Archives and Records Administration, NARA II (EUA). As pesquisas possibilitaram acesso a abundante documentação acerca da história da Edições GRD, fundada pelo Sr. Gumercindo Rocha Dórea em 1956 e objeto da pesquisa.

O rigor na coleta das fontes, a qualidade da análise e os méritos do texto historiográfico produzido a partir delas vêm sendo reconhecidos pela comunidade intelectual brasileira: em 2014, fui finalista do Prêmio de Teses CAPES/MEC e laureada com menção honrosa. No ano seguinte, venci o Prêmio Manoel Salgado de Teses, promovido pela Associação Nacional de História (ANPUH), o mais importante prêmio concedido a teses em História no Brasil. Em seguida, a ANPUH encaminhou o manuscrito à editora da Universidade Estadual de Maringá, filiada à Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU) e identificada pela qualidade científica e técnica dos seus títulos.




João José Reis fala sobre escravidão contemporânea



Por Tharsila Prates

Referência para os estudos da história da escravidão e vencedor do prêmio Machado de Assis, escritor falou com o CORREIO
Referência para os estudos da história da escravidão no século XIX e vencedor, este ano, do prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto da obra, o historiador baiano João José Reis, 65 anos, está engajado em dois novos livros.

Um vai tratar de um cativo trazido da África que virou comerciante rico; e o outro, em estágio mais avançado, é sobre o arrocho fiscal a trabalhadores africanos no século XIX, ainda sem data para o lançamento. “Pretendo produzir muito ainda”, disse ele em entrevista ao CORREIO, por e-mail.

Autor de livros como A Morte é uma Festa e Rebelião Escrava no Brasil: a História do Levante dos Malês em 1835 (ambos pela Companhia das Letras), Reis é formado em História pela Universidade Católica do Salvador, tem mestrado e doutorado pela Universidade de Minnesota e diversos pós- doutorados, que incluem a Universidade de Londres, o Center for Advanced Studies in the Behavioral Sciences, da Universidade Stanford, e o National Humanities Center.

Bastante aplaudido durante a última edição, em julho, da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde participou da mesa Fora de Série, com a escritora cearense Ana Miranda, ele afirmou querer sua identidade reconhecida como historiador, e não como romancista.

Com o livro A Morte é uma Festa, João Reis venceu o prêmio Jabuti em 1992. O trabalho trata, de maneira detalhada, sobre o levante que terminou na destruição do recém-inaugurado cemitério do Campo Santo, em Salvador, em 1836. Se você nunca ouviu falar no episódio que ficou conhecido como Revolta da Cemiterada, a leitura do livro é obrigatória.


Nesta entrevista, ele fala sobre a escravidão contemporânea, os novos projetos e sobre a Universidade Federal da Bahia (Ufba), onde ingressou em 1979 como professor. Confira: