Fórum “Condições de trabalho no Brasil contemporâneo: políticas públicas e memória institucional”


Estão aberta as inscrições para o Fórum “Condições de trabalho no Brasil contemporâneo: políticas públicas e memória institucional” que será realizado no dia 24 de setembro, no Centro de Convenções da Unicamp. O evento, uma parceria entre o Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (Cecult/Unicamp), o Arquivo Edgard Leuenroth/Unicamp e o Ministério Público do Trabalho da 15ª Região - Campinas, propõe um balanço sobre a atual situação das relações trabalhistas no país, com destaque para a terceirização e as condições análogas à escravidão.

O evento também marca o lançamento de um banco de dados on-line que oferece informações sobre procedimentos administrativos de investigação  e  acompanhamento, conduzidos  e  concluídos  pelos  Procuradores  do  Trabalho  da  15ª  região  entre  1991  e  2010,  sobre  diversos  temas  concernentes  a  infrações  contra os  direitos  trabalhistas  e  os  direitos  humanos.  Esse acervo foi digitalizado e encontra-se depositado no Arquivo Edgard Leuenroth, constituindo uma rica fonte para o estudo das condições de trabalho no estado de São Paulo nas últimas décadas, especialmente sobre o trabalho infantil, o trabalho escravo e as formas de discriminação no trabalho.

Serviço:
As inscrições para o Fórum “Condições de trabalho no Brasil contemporâneo: políticas públicas e memória institucional” já estão abertas e podem ser realizadas através do link: https://sistemas.preac.unicamp.br/admin/inscritos/novo/7.
O Fórum será transmitido ao vivo pela internet, no dia do evento, a partir das 9 horas, no portal da UNICAMP: www.unicamp.br

O TERREIRO DO GANTOIS: REDES SOCIAIS E ETNOGRAFIA HISTÓRICA NO SÉCULO XIX


Resumo
O Ilê Iyá Omi Axé Iyamassé, localizado na cidade de Salvador e mais conhecido como o Terreiro do Gantois, é um dos mais antigos candomblés da Bahia, comentado nos estudos afro-brasileiros desde os tempos de Nina Rodrigues e reconhecido como patrimônio histórico do Brasil desde 2002. Contudo, pouco se sabe sobre seus primeiros tempos, além de tradições orais sobre o envolvimento da fundadora no legendário Candomblé da Barroquinha. Este texto cruza dados das tradições orais com pesquisa documental e etnográfica, reconstruindo assim as histórias de vida da fundadora, Maria Júlia da Conceição, e de seu marido, Francisco Nazareth d’Etra, desde o cativeiro até a liberdade. A fundadora era de nação nagô, mas seu marido era jeje e as evidências sobre os primeiros tempos da comunidade religiosa apontam para a importância de influências jejes. O texto ainda traz novas reflexões sobre a antiga relação entre o Gantois e o Ilê Axé Iyá Nassô Oká (Casa Branca), sugerindo uma nova cronologia para a cisão entre as duas comunidades.
ACESSE NA ÍNTEGRA: 

SER PRESO NA BAHIA NO SÉCULO XIX


De Cláudia Moraes Trindade


Sinopse

Resultante de pesquisa primorosa em arquivos, este livro apresenta uma metodologia inovadora, com interpretações sólidas, interação com a bibliografia nacional e internacional, além de grande fluência narrativa. É um trabalho em História Social do melhor nível, no qual os aspectos legal e institucional estão presentes, porém o que sobressai é a reconstrução da experiência individual e coletiva dos personagens que povoam o mundo da prisão, e não somente dos presos, no interior do qual constroem uma lógica societária e cultural própria, embora não isolada, pois as grades que separam esse universo daquele que existe do lado de fora são abertas pela historiadora para demonstrar que cárcere e sociedade estão um dentro do outro, irremediavelmente.

Um dos pontos fortes da história aqui contada é a oportunidade que os presos têm de falar sobre a vida carcerária por meio de cartas e petições às autoridades, um tipo de fonte raramente disponível. Dessa forma, às características sociológicas discutidas para o conjunto das populações carcerárias, a autora soma a voz do indivíduo e traça interessantes trajetórias de vida, que resultam numa história mais humana, às vezes tragicamente humana. Num Brasil em que a vida carcerária é um rosário de tragédias em série, esta obra esclarecedora sobre o nascimento da prisão moderna entre nós deverá servir, de alguma maneira, para entender o presente e ajudar a transformá-lo positiva mente.
JOÃO JOSÉ REIS

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A árvore da liberdade nagô: Marcos Theodoro Pimentel e sua família entre a escravidão e o pós-Abolição. Itaparica, 1834-1968



Este artigo aborda a trajetória de três gerações da família Pimentel, desde a chegada ao Brasil do africano Marcos, no final da década de 1830, até o advento da sacerdotisa Ondina Valéria Pimentel, quarta líder espiritual do candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, no ano de 1968. O uso de variada documentação existente nos arquivos nacionais e internacionais permitiu compor a genealogia de uma família que permaneceu unida durante toda a segunda metade do século XIX e até as últimas décadas do século XX, sendo Marcos o responsável pela fundação do culto de tradição nagô aos egunguns na Ilha de Itaparica. O artigo também aborda os enfrentamentos judiciais de Marcos para defender os interesses de seus aliados e a relação entre ele e seus filhos.
Palavras-chave: escravidão; família; liberdade.
ACESSE: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-01882018005004108&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt  

FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DO PELOURINHO



[8/08] A Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho abre a sua programação no Teatro Sesc Senac Pelourinho com a mesa de debate “ESCRAVIDÃO E LIBERDADE” com as presenças de:
*Lilia Schwarcz (SP) - professora do Departamento de Antropologia da USP;
*João José Reis (BA) - escritor e historiador, considerado uma referência mundial para o estudo da história e da escravidão no século XIX;
*Wlamyra Albuquerque (BA) - doutora em História Social da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas, além de orientadora de pesquisas sobre emancipação, abolição, racialização e pós-abolição no Brasil

A programação começa às 18h e além da mesa de debate, haverá o lançamento do livro “Dicionário da escravidão e liberdade”, que traz Lilia Schwarcz e Flávio Gomes como organizadores.

Confira a programação completa: www.flipelo.com.br

ABERTURA DE EDITAL PARA PUBLICAÇÃO DE LIVROS ACADÊMICOS


I COLÓQUIO RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES NO MUNDO ATLÂNTICO



Inscrições abertas para o I Colóquio Religiões e Religiosidades no Mundo Atlântico
Auditório do CAHL, dias 7 e 8 de agosto.


PALESTRA: A JORNADA DA LOBA


A Questão Negra, a Fundação Ford e a Guerra Fria (1950-1970)



Capítulo 1: A Fundação Ford e Departamento de Estado Norte-Americano: a montagem de um modelo de operações no pós-guerra

I. Os primeiros tempos da Fundação Ford
II. II. O Relatório Gaither, a boa vida e as ciências sociais
III. III. A Fundação Ford e o Departamento de Estado

Capítulo 2: As agendas culturais da Guerra Fria e o “Programa Ideológico”: a CIA e a Fundação Ford na atração às elites intelectuais
I. A CIA e o Programa Ideológico
II. A Fundação Ford e a proposta de atração aos intelectuais

Capítulo 3: Desenvolvimentismo e “transição democrática”: O Institute of Race Relations e os investimentos da Fundação Ford nas questões de raça
I. O Programa Comparativo de Estudos Raciais: a formação da equipe
II. O Complexo Colonial
III. Por um conceito de raça sem racismo
IV. Raça e desenvolvimento
V. Epílogo, a disputa das esquerdas

Capítulo 4: A Doutrina Moynihan: o debate sobre a raça e o negro nas conferências de 1965 da Fundação Ford e da Academia Americana de Artes e Ciências
I. A Conferência sobre Raça e Cor
II. A América Latina em Copenhague
III. A Doutrina Moynihan
IV. A reforma dos Movimentos Negros

Capítulo 5: A integração do negro na sociedade de classes: Florestan Fernandes em uma história do agendamento intelectual nos anos 1960
I. Ideias da CEPAL e a Conferência de Copenhague: a negritude e a convergência norte-americana
II. Intercâmbio EUA-América Latina: os estudos latino-americanos e a trajetória de The Negro in Brazilian Society
III. O Projeto Marginalidade
IV. Sujeitos e predicados de um agendamento intelectual

Inicialmente, pelos próximos 30 à 60 dias, apenas no site da própria editora (http://editoraprismas.com.br/ a-questao-negra-a-fundacao-ford-e-a-guerra-fria-1950-1970). Quem desejar um SEDEX, ao invés da opção do PAC, oferecida no ato da compra, poderá solicitá-lo diretamente à Prismas através do e-mail agenteeditorial4@editoraprisma s.com.br, aos cuidados de Lázaro.

Trata-se de pesquisa de fôlego, realizada ao longo de dez anos, em arquivos do Brasil e principalmente dos Estados Unidos, durante meus estudos de doutorado e pós-doutorado no Departamento de História da Universidade de São Paulo, no âmbito do seu Grupo de estudos sobre a Guerra Fria.

I SEMANA DE HISTÓRIA DA UNILAB, CAMPUS DOS MALÊS



Entre os dias 14 e 16 de agosto acontecerá no campus dos Malês a I Semana de História - "Democracia, cidadania e movimentos sociais no Brasil, no Timor-Leste e no continente africano". Estão abertas inscrições para comunicações individuais, minicursos, oficinas e para ouvintes.Teremos espaço para camping para alunos/as de outras instituições, hospedagem solidária e acesso ao RU.

As inscrições para comunicações se encerram no dia 27 de julho.
Curtam nossa página no Facebook: fb.me/shum2018
Nos sigam no Twitter: @shistoriamales
E-mail de contato: shistoriamales@gmail.com


TEMPOS VERMELHOS: A ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA E A POLÍTICA BRASILEIRA / AS FORÇAS SECRETAS DA REVOLUÇÃO: ANTISSEMITISMO DO SIGMA NA BAHIA


IGHB, Perspectiva Acadêmica e Saga Editora
convidam para o lançamento dos livros:

TEMPOS VERMELHOS: A ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA E A POLÍTICA BRASILEIRA, de Jacira Primo:
O livro versa sobre a Aliança Nacional Libertadora (ANL) na Bahia, no primeiro Governo Vargas. Apresentando-se na cena política com caráter de frente popular e democrática, a ANL, após a promulgação da constituição de 1934, atraiu para suas fileiras diferentes grupos sociais que lutavam por garantia e ampliação de direitos sociais, configurando-se em uma agremiação de massa. Ao analisar o referido movimento, a autora traz questões importantes sobre a Bahia republicana e a política na década de 1930.

AS FORÇAS SECRETAS DA REVOLUÇÃO: ANTISSEMITISMO DO SIGMA NA BAHIA, de David Rehem:
"As forças secretas da revolução: antissemitismo do sigma na Bahia (1933 - 1937)" é um livro que trata das elaborações antissemistas na Ação Integralista Brasileira, organização de caráter fascista que teve grande influência de massas durante a década de 1930, utilizando como principais fontes os jornais baiano O Imparcial e o Diário de Notícias, além do jornal integralista A Offensiva, a revista Anauê e obras de lideranças integralistas, a exemplo de Brasilino de Carvalho aqui na Bahia.

Data: 19 de julho de 2018, às 16h
Avenida Joana Angélica, 43 - Piedade

Novo site do Centro de Documentação e Pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana


Praça João Pedreira / Feira de Santana – BA 

Car@s,

O Centro de Documentação e Pesquisa - CEDOC/UEFS está com site novo, com um sistema de busca mais elaborado com filtros pensados para facilitar a vida do pesquisador.
Estão disponíveis para consulta online os catálogos de documentos judiciais já conhecidos de Feira de Santana (Cível e Crime) e também o acervo judicial de Riachão do Jacuípe, recentemente incorporado ao acervo. 

O acervo judicial de Riachão do Jacuípe conta, até o momento, com 3.760 processos cíveis e 200 processos-crime catalogados, de 1854 a 1980, formado em sua maioria por inventários, testamentos, ações cíveis diversas, processos de homicídios, autos de defloramento, lesões e outros.

Em breve disponibilizaremos no site as imagens digitalizadas dos Livros de Notas da mesma comarca, documentação que cobre o período de 1854 a 1930. Para quem pesquisa escravidão no sertão baiano são fontes inestimáveis.

Para ter acesso aos catálogos online basta ir ao site http://www.cedoc.uefs.br/ e fazer o cadastro de pesquisador.

Grande abraço,
Elciene

O CONTEXTO HOLANDÊS-AFRICANO: AS PROVÍNCIAS UNIDAS ENTRE ÁFRICA E BRASIL, 1600-1650



1. Toby Green 

2. Cândido Eugênio Domingues de Souza 


Resumo: O século XVII foi decisivo para a formação do espaço do Atlântico meridional. Ali, guerras dinásticas e religiosas refletiram em conflitos de metrópoles europeias disputando espaços de produção e reprodução de riquezas. Esse contexto aproximou ainda mais as histórias de Brasil e África, como poderemos compreender neste texto. O alvorecer do Seis- centos viu as invasões holandesas a terra brasílicas e africanas. Isso não foi em vão. Por um lado, a guerra de independência dos Países Baixos frente à Coroa Espanhola foi expandida ao Atlântico Sul, especialmente às terras portuguesas anexadas aos domínios da União Ibérica. Por outro lado, a presença holandesa não era uma novidade, pois fora importantes financiadores na construção do parque açucareiro quinhentista e isso impulsionou o seu interesse em dominar os canaviais e os mercados de escravos. Sal- vador, sede do Governo-Geral e do Bispado da América portuguesa, foi a primeira a ser invadida em 1624 e mesmo após sua reconquista, não ficou ilesa de novos ataques e prejuízos à sua economia ao longo da primeira metade da centúria. Esse artigo objetiva analisar a forte presença das guerras luso-neerlandesas em Angola e na Bahia e suas implicações na política na África Centrocidental, região principal de produção de mão de obra para as Américas, e na crise econômica baiana especialmente no tráfico negreiro e produção açucareira. Para este último objetivo, será importante analisar os caminhos apresentados por Gaspar Freyre para enfrentar a crise provocada pela presença dos holandeses no Atlântico Sul.
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1. Professor do Departments of History and Spanish, Portuguese and Latin American Studies, King´s College London.

2. Mestre em História pela Universidade Federal da Bahia. Professor Assistente de História do Brasil, Universidade do Estado da Bahia (UNEB, DCH-IV).


ACESSE NA ÍNTEGRA: 

MESA REDONDA HISTÓRIAS DA ÁFRICA



Mesa Redonda: Histórias da África: da Guiné-Bissau à África do Sul, via Angola.

Prof. José Curto.
Departamento de História da York University – Toronto – Canadá.

Carlos F. Liberato, Professor e Chefe do Departamento de História, Universidade Federal de Sergipe, doutorando no Departamento de História, York University, Toronto, Canadá
A Vertente Atlântica da História da Guiné-Bissau

Heloisa dos Santos Santana, graduanda (Licenciatura) no Departamento de História, Universidade Federal de Sergipe
A Resistência dos Dembos na História de Angola

José C. Curto, Professor Doutor, Departamento de História, York University, Toronto, Canadá
Fontes Quantitativas para a História de Angola: Recenseamentos e Demografia antes de 1870

Raquel G. A. Gomes, Professora Doutora, Departamento de História, Universidade Estadual de Campinas
Política de terras na África do Sul nos inícios do século XX
Universidade Católica do Salvador
Campus Federação
09 de maio (Quarta-feira), às 19hs. 


Centro de Memória conserva acervo histórico documental da Santa Casa da Bahia


Local conta com arquivos datados desde 1629, fontes para os mais diversos trabalhos de pesquisa.

Documentos de inestimável valor compõem o acervo presente no Centro de Memória Jorge Calmon, em Salvador, arquivo histórico da Santa Casa da Bahia. Inaugurado em 2008, o espaço guarda arquivos que datam de 1629 até os dias atuais. O objetivo do Centro de Memória é preservar a memória da Santa Casa, cuja trajetória se confunde com a da cidade de Salvador. O local atende visitantes e pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

Os temas mais pesquisados são sobre a história da medicina, da infância e do abandono infantil, aspectos sociais da escravidão, procissões e ritos religiosos, arte cemiterial, pintores e artistas baianos do período colonial, além da atuação assistencialista das Irmandandes.
O Centro de Memória Jorge Calmon preserva todo o seu patrimônio documental em suporte papel, composto de documentos que foram produzidos e acumulados pela Santa Casa desde o século XVII, cujo conteúdo é fundamental para o resgate da história da instituição e da gênese da formação social da Bahia.


Fazem parte do acervo mais de 1850 livros e cerca de 1.000 caixas de documentos avulsos, entre os quais destacam-se: Livros do Tombo, que conta com quatro volumes e registram escrituras de imóveis e terrenos, inventários, aforamentos e testamentos de doadores, Roda dos Expostos, que dá detalhes sobre as circunstâncias e características de cada criança abandona no equipamento instalado pela Santa Casa da Bahia em 1726 e que funcionou por mais de dois séculos, e a coleção dos Livros do Banguê (1742-1853), que é composta por 11 livros que registram o serviço que era realizado exclusivamente pela Santa Casa, de condução do corpo e sepultamento de escravos mortos. A condição rara, relevante e singular dos Livros de Banguê fez com que os exemplares recebessem o título de Memória do Mundo, concedido pela Unesco.
O acervo do Centro de Memória ainda conta com outros livros e documentos que relatam a atuação filantrópica da Santa Casa desde o período colonial, quando foi criada a primeira unidade de saúde de Salvador, única por mais de 200 anos, o Hospital São Cristóvão, passando pela assistência jurídica e alimentação dos presos pobres da cidade (século XVII-XIX), até a compra e administração do Cemitério Campo Santo (século XIX até os dias atuais).


Atualmente, os documentos do Centro de Memória estão passando por um processo de digitalização como forma de facilitar o acesso às informações e também como estratégia de preservação, restringindo o manuseio dos originais. Os documentos mais frágeis passam por um processo de restauração com profissionais especializados. O laboratório de digitalização foi adquirido através da doação de equipamentos da Rede Memorial, com patrocínio da Petrobrás, por meio de participação de edital.
O Centro de Memória está aberto para visitação e atendimento de segunda a quinta-feira, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h. Às sextas, os visitantes encontram o espaço aberto até as 16h. Não é necessário agendamento prévio.

ACESSE A FONTE:


CURSO TÉCNICO EM ARQUIVO - ETEC

Arquivo
O TÉCNICO EM ARQUIVO é o profissional que atua no apoio a administração e preservação de arquivos públicos e privados. Executa atividades relacionadas à gestão, organização e preservação de documentos e informações para que se tornem disponíveis e acessíveis a consulta. Colabora na aplicação dos instrumentos de gestão e preservação de arquivos em meio físico e digital. Apoia as atividades especializadas e administrativas em gestão documental, arquivos e unidades de informação, no atendimento ao usuário interno e externo e na administração do acervo. Orienta usuários e os auxilia na recuperação de informações.

Eixo Tecnológico: DESENV. EDUCACIONAL E SOCIAL

Mercado de trabalho
Arquivos públicos municipais, estaduais e federais (dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário); instituições públicas, privadas e terceiro setor, no tratamento de documentos físicos, digitais e/ou digitalizados e diversos gêneros, formatos e suportes (fitas, vídeos, CDs, DVDs); empresas de guarda, gerenciamento e digitalização de documentos; centros de documentação e memória em bibliotecas e museus; instituições de ensino e pesquisa, de Saúde, Serviços Sociais e outros; redes de rádio, televisão e mídias sociais; bancos, empresas e escritórios de profissionais liberais; escritórios de advocacia e de contabilidade; tribunais e cartórios; consultorias e trabalho autônomo.
INSCREVA-SE



Corpus Eletrônico de Documentos Históricos do Sertão: Cartas Brasileiras


O objetivo do CE-DOHS, face eletrônica do banco de textos DOHS, é disponibilizar edições fac-similares em versão semidiplomática para o estudo do português brasileiro, em diferentes perspectivas teóricas, de acordo com critérios estabelecidos pelo Projeto Para a História do Português Brasileiro (PHPB). Embora os acervos, em sua maioria, sejam originados da grande área do semiárido baiano, há acervos de outras áreas da Bahia e também de diversas regiões do Brasil.

A maior parte dos acervos aqui disponibilizados são compostos de cartas particulares (1808-2000), que integram, em sua maioria, Cartas Brasileiras: coletânea de fontes para o estudo do português (Fapesb, Processo 1493/2010). Há também, no Banco, outros manuscritos, como livros de gado e de razão, documentos impressos e amostras de fala

Há previsão de inserção de novos acervos por alunos da pós-graduação que estão editando documentos históricos inéditos, procedentes da grande área do semiárido, gestada sob forte ambiente de contato linguístico, principalmente com línguas ameríndias e africanas, durante o processo de multilinguismo que caracterizou o interior da Bahia no período colonial brasileiro


A exemplo dos chamados “Livro do Gado” e “Livro de Razão”, parte do que se constituiu o rico arquivo privado das famílias Almeida, Pinheiro Pinto e Pinheiro Canguçu, do Sobrado da Fazenda do Campo Seco. A importância de uma edição desses livros advém do fato de se constituírem em registros raros, feitos de forma sistemática por três dos seus senhores: o escrivão português Miguel Lourenço, inicialmente como contador no “Tribunal dos ausentes” (1742-1743), cujos registros da fazenda se iniciam em 1755 e vão até 1885; o brasileiro, genro de Miguel Lourenço, Antônio Pinheiro Pinto, com registros a partir de 1794; o seu filho, Inocêncio Pinheiro Canguçu, neto de Miguel Lourenço, com registros a partir de 1822. Nesses livros, constam não apenas lançamentos contábeis, mas também anotações minuciosas do cotidiano da fazenda do Brejo do Campo Seco.
ACESSE A FONTE:

DESVENDANDO MANOEL RAYMUNDO QUERINO


Apesar da fama do escritor e ativista negro Manuel Raymundo Querino, pouco se sabe ainda sobre sua infância e vida íntima. Sabe-se que ele casou duas vezes, sendo que as primeiras núpcias foram com Ceciliana do Espírito Santo. É sabido que com Ceciliana o escritor teve o filho Manuel Querino Filho, nascido em 1887, e suponhava-se que ela fosse também mãe da filha primogênita, Maria Anathilde Querino.
Contudo, este documento, datado de 7 de outubro de 1886, em que o escritor perfilhou Maria Anathilde, então com apenas três ano de idade, revela que a mãe da menina se chamava Cecilia Cândida da Conceição e que já era falecida. Essas informações deixam claro que Maria Anathilde não era filha de Cecilia do Espirito Santo. O documento ainda fornece a data exata do nascimento de Maria Anathilde, até agora desconhecida.
Lisa Louise Earl Castillo. 










Para mais sobre a vida de Querino, ver
LEAL, Maria das Graças de Andrade. Manuel Querino entre letras e lutas. Bahia: 1851-1923. São Paulo: Annablume, 2009.


Escriptura de perfilhação que faz Manuel Raymundo Querino à menor Maria Anathilde Querino na forma abaixo.

Saibam quanto este instrumento de escritura de perfilhação ou como em direito melhor nome tenha, que no ano de Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e oitenta e seis, aos sete dias do mês de Outubro, nesta cidade da Bahia, em meu cartório compareceu o outorgante Manuel Raymundo Querino, solteiro, residente nesta cidade e reconhecido próprio das testemunhas abaixo assinadas e estes de mim Tabelião, e perante eles, por ele foi dito que pela presente escritura perfilha e reconhece a menor Maria Anathilde Querino,  nascida em primeiro de Janeiro de mil oitocentos e oitenta e três e havida de Cecilia Candida da Conceição, solteira e já falecida, para que a dita sua filha possa gozar das garantias e privilégios que gozam os filhos de legítimo matrimonio e esta perfilhação faz de sua livre e espontânea vontade, sem a menor exceção. A mim disse e aceitou e me pediu esta escritura que eu aceitei lhe mandei aceitar a quem mais possa interessar o conhecimento desta. Foram testemunhas presentes que assinaram com o outorgante depois de lido este perante todos por mim Virginio José Espinola Tabelião a escrevi. Bahia 7 de Outubro de 1886. Manuel Raymundo Querino, Francisco Pinheiro de Souza, Vicente Patricio Ribeiro.

FONTE: Arquivo Público do Estado da Bahia
Livro de Notas 778, fls. 14v-15. 
Colaboradora desta postagem: Lisa Louise Earl Castillo. 
Sobre a autora acesse: 



  

CURSO: QUADRINHOS EM SALA DE AULA



É um pássaro? É um avião? Não, é o curso Quadrinhos em Sala de Aula: estratégias, instrumentos e aplicações, da Universidade Aberta do Nordeste (Uane) da Fundação Demócrito Rocha (FDR) em parceria com a Prefeitura Municipal de Fortaleza. Com 160h, na modalidade de ensino a distância (EaD), GRATUITO e aberto a todo o país, objetiva fornecer aos profissionais da educação, quadrinistas, pesquisadores e interessados pelo tema subsídios para, conhecendo todos os principais elementos da linguagem, particularidades e recursos dos quadrinhos, poder explorar adequadamente as suas possibilidades, introduzindo-os na sua prática didática, enriquecendo, dinamizando e otimizando o processo de ensino-aprendizagem. E mais: democratizando o acesso a conteúdos que, por meios comuns, não seriam atraentes nem conquistariam outros públicos com menos fluência leitora, além de estimular o seu raciocínio crítico, criatividade e a imaginação.

Para isso, trazemos a você 12 fascículos, 12 videoaulas (com transmissão pelo Canal Futura), 12 radioaulas (em podcasts no AVA e transmitidas pela rádio O POVO/CBN), 4 webconferências e muito, muito mais. E, ao final, a sua certificação pela Universidade Federal do Ceará.

Você é nosso convidado para, com a ajuda de nossos amiguinhos Kim, Igor, Lena e o misterioso Capitão Fraude, nos reunirmos, ensinarmos e aprendermos juntos em nossa sala de aula virtual (AVA).

Curta, compartilhe, divulgue e inscreva-se já:

CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA: TRAJETÓRIAS DOS COMUNISTAS


É com grande satisfação que anunciamos a 15ª edição do projeto Conversando com sua História.
Neste ano de 2018, o CSH retomará suas atividades em Abril, com o tema "Trajetória dos Comunistas", as palestras são semanais sempre às terças-feiras, 17h, na Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris), na sala Kátia Mattoso (3º andar).

Contamos com a sua presença!

LANÇAMENTO: OLHARES SOBRE A PROVÍNCIA DE ALAGOAS


LANÇAMENTO: A VOZ DE ITAPUÃ


AULA-ATO INAUGURAL DO CURSO "O GOLPE DE 2016 E O FUTURO DA DEMOCRACIA NO BRASIL"


SEMINÁRIO ORUN / AIYÊ



O Centro de Estudos Miguel Santana - “Projeto Memória Viva” - com o apoio da Associação Amigos do Coral Renascer (AMICOR), Núcleo de Cultura Popular e Câmara Municipal de Salvador tem a grata satisfação de convidar Vossa Senhoria para participar do SEMINÁRIO ORUN /AIYÊ  – 
                       A memória não pode falhar –                        
 em comemoração aos 20 anos de atividades pela valorização  da herança africana e afro-brasileira na Bahia.
Dia/Hora: 16 de abril de 2018, às 14h.
Local: Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador
Praça Thomé de Souza, s/n – Centro

"Conferência de Economia/Comércio Internacional do Jean Monnet Networkon Atlantic Studies"

 O Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional e a Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas convidam a todos os interessados para a: 

"Conferência de Economia/Comércio Internacional do Jean Monnet Networkon Atlantic Studies" 
A Conferência é aberta ao público e tem como objetivo reunir especialistas internacionais renomados para discutir as mudanças econômicas no espaço atlântico e as novas oportunidades e desafios para o Brasil, a União Europeia e outros atores.

O evento é uma realização do Projeto 'Jean Monnet Network on Atlantic Studies’, financiado pela Comissão Europeia, que reúne 10 Instituições de Pesquisa e ‘think tanks’ distribuídos pelos 4 continentes do Atlântico. Todos os países participantes são considerados estratégicos no âmbito atlântico, e a coordenação dos trabalhos é assegurada pelo FGV NPII, no Brasil.

O objetivo do projeto é desenvolver uma rede para analisar três temas relevantes no Atlântico, de particular interesse para a União Europeia: Energia, Economia e Segurança-Humana.

O evento será uma excelente oportunidade para debater as perspectivas para o Brasil e outros atores representados no Network em moldar o futuro do Atlântico, especialmente por meio de iniciativas conjuntas, tanto em áreas públicas como privadas.

A conferência será em inglês e não haverá tradução simultânea.

Será concedido certificado de participação apenas aos previamente inscritos e que comparecerem aos dois dias da conferência.