I COLÓQUIO RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES NO MUNDO ATLÂNTICO



Inscrições abertas para o I Colóquio Religiões e Religiosidades no Mundo Atlântico
Auditório do CAHL, dias 7 e 8 de agosto.


PALESTRA: A JORNADA DA LOBA


A Questão Negra, a Fundação Ford e a Guerra Fria (1950-1970)



Capítulo 1: A Fundação Ford e Departamento de Estado Norte-Americano: a montagem de um modelo de operações no pós-guerra

I. Os primeiros tempos da Fundação Ford
II. II. O Relatório Gaither, a boa vida e as ciências sociais
III. III. A Fundação Ford e o Departamento de Estado

Capítulo 2: As agendas culturais da Guerra Fria e o “Programa Ideológico”: a CIA e a Fundação Ford na atração às elites intelectuais
I. A CIA e o Programa Ideológico
II. A Fundação Ford e a proposta de atração aos intelectuais

Capítulo 3: Desenvolvimentismo e “transição democrática”: O Institute of Race Relations e os investimentos da Fundação Ford nas questões de raça
I. O Programa Comparativo de Estudos Raciais: a formação da equipe
II. O Complexo Colonial
III. Por um conceito de raça sem racismo
IV. Raça e desenvolvimento
V. Epílogo, a disputa das esquerdas

Capítulo 4: A Doutrina Moynihan: o debate sobre a raça e o negro nas conferências de 1965 da Fundação Ford e da Academia Americana de Artes e Ciências
I. A Conferência sobre Raça e Cor
II. A América Latina em Copenhague
III. A Doutrina Moynihan
IV. A reforma dos Movimentos Negros

Capítulo 5: A integração do negro na sociedade de classes: Florestan Fernandes em uma história do agendamento intelectual nos anos 1960
I. Ideias da CEPAL e a Conferência de Copenhague: a negritude e a convergência norte-americana
II. Intercâmbio EUA-América Latina: os estudos latino-americanos e a trajetória de The Negro in Brazilian Society
III. O Projeto Marginalidade
IV. Sujeitos e predicados de um agendamento intelectual

Inicialmente, pelos próximos 30 à 60 dias, apenas no site da própria editora (http://editoraprismas.com.br/ a-questao-negra-a-fundacao-ford-e-a-guerra-fria-1950-1970). Quem desejar um SEDEX, ao invés da opção do PAC, oferecida no ato da compra, poderá solicitá-lo diretamente à Prismas através do e-mail agenteeditorial4@editoraprisma s.com.br, aos cuidados de Lázaro.

Trata-se de pesquisa de fôlego, realizada ao longo de dez anos, em arquivos do Brasil e principalmente dos Estados Unidos, durante meus estudos de doutorado e pós-doutorado no Departamento de História da Universidade de São Paulo, no âmbito do seu Grupo de estudos sobre a Guerra Fria.

I SEMANA DE HISTÓRIA DA UNILAB, CAMPUS DOS MALÊS



Entre os dias 14 e 16 de agosto acontecerá no campus dos Malês a I Semana de História - "Democracia, cidadania e movimentos sociais no Brasil, no Timor-Leste e no continente africano". Estão abertas inscrições para comunicações individuais, minicursos, oficinas e para ouvintes.Teremos espaço para camping para alunos/as de outras instituições, hospedagem solidária e acesso ao RU.

As inscrições para comunicações se encerram no dia 27 de julho.
Curtam nossa página no Facebook: fb.me/shum2018
Nos sigam no Twitter: @shistoriamales
E-mail de contato: shistoriamales@gmail.com


TEMPOS VERMELHOS: A ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA E A POLÍTICA BRASILEIRA / AS FORÇAS SECRETAS DA REVOLUÇÃO: ANTISSEMITISMO DO SIGMA NA BAHIA


IGHB, Perspectiva Acadêmica e Saga Editora
convidam para o lançamento dos livros:

TEMPOS VERMELHOS: A ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA E A POLÍTICA BRASILEIRA, de Jacira Primo:
O livro versa sobre a Aliança Nacional Libertadora (ANL) na Bahia, no primeiro Governo Vargas. Apresentando-se na cena política com caráter de frente popular e democrática, a ANL, após a promulgação da constituição de 1934, atraiu para suas fileiras diferentes grupos sociais que lutavam por garantia e ampliação de direitos sociais, configurando-se em uma agremiação de massa. Ao analisar o referido movimento, a autora traz questões importantes sobre a Bahia republicana e a política na década de 1930.

AS FORÇAS SECRETAS DA REVOLUÇÃO: ANTISSEMITISMO DO SIGMA NA BAHIA, de David Rehem:
"As forças secretas da revolução: antissemitismo do sigma na Bahia (1933 - 1937)" é um livro que trata das elaborações antissemistas na Ação Integralista Brasileira, organização de caráter fascista que teve grande influência de massas durante a década de 1930, utilizando como principais fontes os jornais baiano O Imparcial e o Diário de Notícias, além do jornal integralista A Offensiva, a revista Anauê e obras de lideranças integralistas, a exemplo de Brasilino de Carvalho aqui na Bahia.

Data: 19 de julho de 2018, às 16h
Avenida Joana Angélica, 43 - Piedade

Novo site do Centro de Documentação e Pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana


Praça João Pedreira / Feira de Santana – BA 

Car@s,

O Centro de Documentação e Pesquisa - CEDOC/UEFS está com site novo, com um sistema de busca mais elaborado com filtros pensados para facilitar a vida do pesquisador.
Estão disponíveis para consulta online os catálogos de documentos judiciais já conhecidos de Feira de Santana (Cível e Crime) e também o acervo judicial de Riachão do Jacuípe, recentemente incorporado ao acervo. 

O acervo judicial de Riachão do Jacuípe conta, até o momento, com 3.760 processos cíveis e 200 processos-crime catalogados, de 1854 a 1980, formado em sua maioria por inventários, testamentos, ações cíveis diversas, processos de homicídios, autos de defloramento, lesões e outros.

Em breve disponibilizaremos no site as imagens digitalizadas dos Livros de Notas da mesma comarca, documentação que cobre o período de 1854 a 1930. Para quem pesquisa escravidão no sertão baiano são fontes inestimáveis.

Para ter acesso aos catálogos online basta ir ao site http://www.cedoc.uefs.br/ e fazer o cadastro de pesquisador.

Grande abraço,
Elciene

O CONTEXTO HOLANDÊS-AFRICANO: AS PROVÍNCIAS UNIDAS ENTRE ÁFRICA E BRASIL, 1600-1650



1. Toby Green 

2. Cândido Eugênio Domingues de Souza 


Resumo: O século XVII foi decisivo para a formação do espaço do Atlântico meridional. Ali, guerras dinásticas e religiosas refletiram em conflitos de metrópoles europeias disputando espaços de produção e reprodução de riquezas. Esse contexto aproximou ainda mais as histórias de Brasil e África, como poderemos compreender neste texto. O alvorecer do Seis- centos viu as invasões holandesas a terra brasílicas e africanas. Isso não foi em vão. Por um lado, a guerra de independência dos Países Baixos frente à Coroa Espanhola foi expandida ao Atlântico Sul, especialmente às terras portuguesas anexadas aos domínios da União Ibérica. Por outro lado, a presença holandesa não era uma novidade, pois fora importantes financiadores na construção do parque açucareiro quinhentista e isso impulsionou o seu interesse em dominar os canaviais e os mercados de escravos. Sal- vador, sede do Governo-Geral e do Bispado da América portuguesa, foi a primeira a ser invadida em 1624 e mesmo após sua reconquista, não ficou ilesa de novos ataques e prejuízos à sua economia ao longo da primeira metade da centúria. Esse artigo objetiva analisar a forte presença das guerras luso-neerlandesas em Angola e na Bahia e suas implicações na política na África Centrocidental, região principal de produção de mão de obra para as Américas, e na crise econômica baiana especialmente no tráfico negreiro e produção açucareira. Para este último objetivo, será importante analisar os caminhos apresentados por Gaspar Freyre para enfrentar a crise provocada pela presença dos holandeses no Atlântico Sul.
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1. Professor do Departments of History and Spanish, Portuguese and Latin American Studies, King´s College London.

2. Mestre em História pela Universidade Federal da Bahia. Professor Assistente de História do Brasil, Universidade do Estado da Bahia (UNEB, DCH-IV).


ACESSE NA ÍNTEGRA: 

MESA REDONDA HISTÓRIAS DA ÁFRICA



Mesa Redonda: Histórias da África: da Guiné-Bissau à África do Sul, via Angola.

Prof. José Curto.
Departamento de História da York University – Toronto – Canadá.

Carlos F. Liberato, Professor e Chefe do Departamento de História, Universidade Federal de Sergipe, doutorando no Departamento de História, York University, Toronto, Canadá
A Vertente Atlântica da História da Guiné-Bissau

Heloisa dos Santos Santana, graduanda (Licenciatura) no Departamento de História, Universidade Federal de Sergipe
A Resistência dos Dembos na História de Angola

José C. Curto, Professor Doutor, Departamento de História, York University, Toronto, Canadá
Fontes Quantitativas para a História de Angola: Recenseamentos e Demografia antes de 1870

Raquel G. A. Gomes, Professora Doutora, Departamento de História, Universidade Estadual de Campinas
Política de terras na África do Sul nos inícios do século XX
Universidade Católica do Salvador
Campus Federação
09 de maio (Quarta-feira), às 19hs. 


Centro de Memória conserva acervo histórico documental da Santa Casa da Bahia


Local conta com arquivos datados desde 1629, fontes para os mais diversos trabalhos de pesquisa.

Documentos de inestimável valor compõem o acervo presente no Centro de Memória Jorge Calmon, em Salvador, arquivo histórico da Santa Casa da Bahia. Inaugurado em 2008, o espaço guarda arquivos que datam de 1629 até os dias atuais. O objetivo do Centro de Memória é preservar a memória da Santa Casa, cuja trajetória se confunde com a da cidade de Salvador. O local atende visitantes e pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

Os temas mais pesquisados são sobre a história da medicina, da infância e do abandono infantil, aspectos sociais da escravidão, procissões e ritos religiosos, arte cemiterial, pintores e artistas baianos do período colonial, além da atuação assistencialista das Irmandandes.
O Centro de Memória Jorge Calmon preserva todo o seu patrimônio documental em suporte papel, composto de documentos que foram produzidos e acumulados pela Santa Casa desde o século XVII, cujo conteúdo é fundamental para o resgate da história da instituição e da gênese da formação social da Bahia.


Fazem parte do acervo mais de 1850 livros e cerca de 1.000 caixas de documentos avulsos, entre os quais destacam-se: Livros do Tombo, que conta com quatro volumes e registram escrituras de imóveis e terrenos, inventários, aforamentos e testamentos de doadores, Roda dos Expostos, que dá detalhes sobre as circunstâncias e características de cada criança abandona no equipamento instalado pela Santa Casa da Bahia em 1726 e que funcionou por mais de dois séculos, e a coleção dos Livros do Banguê (1742-1853), que é composta por 11 livros que registram o serviço que era realizado exclusivamente pela Santa Casa, de condução do corpo e sepultamento de escravos mortos. A condição rara, relevante e singular dos Livros de Banguê fez com que os exemplares recebessem o título de Memória do Mundo, concedido pela Unesco.
O acervo do Centro de Memória ainda conta com outros livros e documentos que relatam a atuação filantrópica da Santa Casa desde o período colonial, quando foi criada a primeira unidade de saúde de Salvador, única por mais de 200 anos, o Hospital São Cristóvão, passando pela assistência jurídica e alimentação dos presos pobres da cidade (século XVII-XIX), até a compra e administração do Cemitério Campo Santo (século XIX até os dias atuais).


Atualmente, os documentos do Centro de Memória estão passando por um processo de digitalização como forma de facilitar o acesso às informações e também como estratégia de preservação, restringindo o manuseio dos originais. Os documentos mais frágeis passam por um processo de restauração com profissionais especializados. O laboratório de digitalização foi adquirido através da doação de equipamentos da Rede Memorial, com patrocínio da Petrobrás, por meio de participação de edital.
O Centro de Memória está aberto para visitação e atendimento de segunda a quinta-feira, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h. Às sextas, os visitantes encontram o espaço aberto até as 16h. Não é necessário agendamento prévio.

ACESSE A FONTE:


CURSO TÉCNICO EM ARQUIVO - ETEC

Arquivo
O TÉCNICO EM ARQUIVO é o profissional que atua no apoio a administração e preservação de arquivos públicos e privados. Executa atividades relacionadas à gestão, organização e preservação de documentos e informações para que se tornem disponíveis e acessíveis a consulta. Colabora na aplicação dos instrumentos de gestão e preservação de arquivos em meio físico e digital. Apoia as atividades especializadas e administrativas em gestão documental, arquivos e unidades de informação, no atendimento ao usuário interno e externo e na administração do acervo. Orienta usuários e os auxilia na recuperação de informações.

Eixo Tecnológico: DESENV. EDUCACIONAL E SOCIAL

Mercado de trabalho
Arquivos públicos municipais, estaduais e federais (dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário); instituições públicas, privadas e terceiro setor, no tratamento de documentos físicos, digitais e/ou digitalizados e diversos gêneros, formatos e suportes (fitas, vídeos, CDs, DVDs); empresas de guarda, gerenciamento e digitalização de documentos; centros de documentação e memória em bibliotecas e museus; instituições de ensino e pesquisa, de Saúde, Serviços Sociais e outros; redes de rádio, televisão e mídias sociais; bancos, empresas e escritórios de profissionais liberais; escritórios de advocacia e de contabilidade; tribunais e cartórios; consultorias e trabalho autônomo.
INSCREVA-SE



Corpus Eletrônico de Documentos Históricos do Sertão: Cartas Brasileiras


O objetivo do CE-DOHS, face eletrônica do banco de textos DOHS, é disponibilizar edições fac-similares em versão semidiplomática para o estudo do português brasileiro, em diferentes perspectivas teóricas, de acordo com critérios estabelecidos pelo Projeto Para a História do Português Brasileiro (PHPB). Embora os acervos, em sua maioria, sejam originados da grande área do semiárido baiano, há acervos de outras áreas da Bahia e também de diversas regiões do Brasil.

A maior parte dos acervos aqui disponibilizados são compostos de cartas particulares (1808-2000), que integram, em sua maioria, Cartas Brasileiras: coletânea de fontes para o estudo do português (Fapesb, Processo 1493/2010). Há também, no Banco, outros manuscritos, como livros de gado e de razão, documentos impressos e amostras de fala

Há previsão de inserção de novos acervos por alunos da pós-graduação que estão editando documentos históricos inéditos, procedentes da grande área do semiárido, gestada sob forte ambiente de contato linguístico, principalmente com línguas ameríndias e africanas, durante o processo de multilinguismo que caracterizou o interior da Bahia no período colonial brasileiro


A exemplo dos chamados “Livro do Gado” e “Livro de Razão”, parte do que se constituiu o rico arquivo privado das famílias Almeida, Pinheiro Pinto e Pinheiro Canguçu, do Sobrado da Fazenda do Campo Seco. A importância de uma edição desses livros advém do fato de se constituírem em registros raros, feitos de forma sistemática por três dos seus senhores: o escrivão português Miguel Lourenço, inicialmente como contador no “Tribunal dos ausentes” (1742-1743), cujos registros da fazenda se iniciam em 1755 e vão até 1885; o brasileiro, genro de Miguel Lourenço, Antônio Pinheiro Pinto, com registros a partir de 1794; o seu filho, Inocêncio Pinheiro Canguçu, neto de Miguel Lourenço, com registros a partir de 1822. Nesses livros, constam não apenas lançamentos contábeis, mas também anotações minuciosas do cotidiano da fazenda do Brejo do Campo Seco.
ACESSE A FONTE:

DESVENDANDO MANOEL RAYMUNDO QUERINO


Apesar da fama do escritor e ativista negro Manuel Raymundo Querino, pouco se sabe ainda sobre sua infância e vida íntima. Sabe-se que ele casou duas vezes, sendo que as primeiras núpcias foram com Ceciliana do Espírito Santo. É sabido que com Ceciliana o escritor teve o filho Manuel Querino Filho, nascido em 1887, e suponhava-se que ela fosse também mãe da filha primogênita, Maria Anathilde Querino.
Contudo, este documento, datado de 7 de outubro de 1886, em que o escritor perfilhou Maria Anathilde, então com apenas três ano de idade, revela que a mãe da menina se chamava Cecilia Cândida da Conceição e que já era falecida. Essas informações deixam claro que Maria Anathilde não era filha de Cecilia do Espirito Santo. O documento ainda fornece a data exata do nascimento de Maria Anathilde, até agora desconhecida.
Lisa Louise Earl Castillo. 










Para mais sobre a vida de Querino, ver
LEAL, Maria das Graças de Andrade. Manuel Querino entre letras e lutas. Bahia: 1851-1923. São Paulo: Annablume, 2009.


Escriptura de perfilhação que faz Manuel Raymundo Querino à menor Maria Anathilde Querino na forma abaixo.

Saibam quanto este instrumento de escritura de perfilhação ou como em direito melhor nome tenha, que no ano de Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e oitenta e seis, aos sete dias do mês de Outubro, nesta cidade da Bahia, em meu cartório compareceu o outorgante Manuel Raymundo Querino, solteiro, residente nesta cidade e reconhecido próprio das testemunhas abaixo assinadas e estes de mim Tabelião, e perante eles, por ele foi dito que pela presente escritura perfilha e reconhece a menor Maria Anathilde Querino,  nascida em primeiro de Janeiro de mil oitocentos e oitenta e três e havida de Cecilia Candida da Conceição, solteira e já falecida, para que a dita sua filha possa gozar das garantias e privilégios que gozam os filhos de legítimo matrimonio e esta perfilhação faz de sua livre e espontânea vontade, sem a menor exceção. A mim disse e aceitou e me pediu esta escritura que eu aceitei lhe mandei aceitar a quem mais possa interessar o conhecimento desta. Foram testemunhas presentes que assinaram com o outorgante depois de lido este perante todos por mim Virginio José Espinola Tabelião a escrevi. Bahia 7 de Outubro de 1886. Manuel Raymundo Querino, Francisco Pinheiro de Souza, Vicente Patricio Ribeiro.

FONTE: Arquivo Público do Estado da Bahia
Livro de Notas 778, fls. 14v-15. 
Colaboradora desta postagem: Lisa Louise Earl Castillo. 
Sobre a autora acesse: 



  

CURSO: QUADRINHOS EM SALA DE AULA



É um pássaro? É um avião? Não, é o curso Quadrinhos em Sala de Aula: estratégias, instrumentos e aplicações, da Universidade Aberta do Nordeste (Uane) da Fundação Demócrito Rocha (FDR) em parceria com a Prefeitura Municipal de Fortaleza. Com 160h, na modalidade de ensino a distância (EaD), GRATUITO e aberto a todo o país, objetiva fornecer aos profissionais da educação, quadrinistas, pesquisadores e interessados pelo tema subsídios para, conhecendo todos os principais elementos da linguagem, particularidades e recursos dos quadrinhos, poder explorar adequadamente as suas possibilidades, introduzindo-os na sua prática didática, enriquecendo, dinamizando e otimizando o processo de ensino-aprendizagem. E mais: democratizando o acesso a conteúdos que, por meios comuns, não seriam atraentes nem conquistariam outros públicos com menos fluência leitora, além de estimular o seu raciocínio crítico, criatividade e a imaginação.

Para isso, trazemos a você 12 fascículos, 12 videoaulas (com transmissão pelo Canal Futura), 12 radioaulas (em podcasts no AVA e transmitidas pela rádio O POVO/CBN), 4 webconferências e muito, muito mais. E, ao final, a sua certificação pela Universidade Federal do Ceará.

Você é nosso convidado para, com a ajuda de nossos amiguinhos Kim, Igor, Lena e o misterioso Capitão Fraude, nos reunirmos, ensinarmos e aprendermos juntos em nossa sala de aula virtual (AVA).

Curta, compartilhe, divulgue e inscreva-se já:

CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA: TRAJETÓRIAS DOS COMUNISTAS


É com grande satisfação que anunciamos a 15ª edição do projeto Conversando com sua História.
Neste ano de 2018, o CSH retomará suas atividades em Abril, com o tema "Trajetória dos Comunistas", as palestras são semanais sempre às terças-feiras, 17h, na Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris), na sala Kátia Mattoso (3º andar).

Contamos com a sua presença!

LANÇAMENTO: OLHARES SOBRE A PROVÍNCIA DE ALAGOAS


LANÇAMENTO: A VOZ DE ITAPUÃ


AULA-ATO INAUGURAL DO CURSO "O GOLPE DE 2016 E O FUTURO DA DEMOCRACIA NO BRASIL"


SEMINÁRIO ORUN / AIYÊ



O Centro de Estudos Miguel Santana - “Projeto Memória Viva” - com o apoio da Associação Amigos do Coral Renascer (AMICOR), Núcleo de Cultura Popular e Câmara Municipal de Salvador tem a grata satisfação de convidar Vossa Senhoria para participar do SEMINÁRIO ORUN /AIYÊ  – 
                       A memória não pode falhar –                        
 em comemoração aos 20 anos de atividades pela valorização  da herança africana e afro-brasileira na Bahia.
Dia/Hora: 16 de abril de 2018, às 14h.
Local: Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador
Praça Thomé de Souza, s/n – Centro

"Conferência de Economia/Comércio Internacional do Jean Monnet Networkon Atlantic Studies"

 O Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional e a Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas convidam a todos os interessados para a: 

"Conferência de Economia/Comércio Internacional do Jean Monnet Networkon Atlantic Studies" 
A Conferência é aberta ao público e tem como objetivo reunir especialistas internacionais renomados para discutir as mudanças econômicas no espaço atlântico e as novas oportunidades e desafios para o Brasil, a União Europeia e outros atores.

O evento é uma realização do Projeto 'Jean Monnet Network on Atlantic Studies’, financiado pela Comissão Europeia, que reúne 10 Instituições de Pesquisa e ‘think tanks’ distribuídos pelos 4 continentes do Atlântico. Todos os países participantes são considerados estratégicos no âmbito atlântico, e a coordenação dos trabalhos é assegurada pelo FGV NPII, no Brasil.

O objetivo do projeto é desenvolver uma rede para analisar três temas relevantes no Atlântico, de particular interesse para a União Europeia: Energia, Economia e Segurança-Humana.

O evento será uma excelente oportunidade para debater as perspectivas para o Brasil e outros atores representados no Network em moldar o futuro do Atlântico, especialmente por meio de iniciativas conjuntas, tanto em áreas públicas como privadas.

A conferência será em inglês e não haverá tradução simultânea.

Será concedido certificado de participação apenas aos previamente inscritos e que comparecerem aos dois dias da conferência.



RODA DE CONVERSA


ABOLICIONISMO, RAÇA E PÓS-ABOLIÇÃO NAS AMÉRICAS


Nossos Ancestrais. Performance com Demian Reis


"Nossos Ancestrais" é um rito, uma oração, uma constatação da primeira violência na formação do Brasil. Um olhar para o passado, quando barcos da velha Europa chegaram para mudar o destino de cerca de 5 milhões de pessoas que habitavam as terras que se tornariam colônia de Portugal, dos quais milhões foram sacrificados no altar do colonialismo português. 500 anos se passaram, mas não a violência que aqui aportou. Um passado que se recusa a passar. No Brasil dos descendentes misturados dos povos indígenas, europeus e africanos de hoje vemos e sofremos a presença desse passado em toda parte. Essa herança persegue os descendentes de Nossos Ancestrais. 
"Nossos Ancestrais" encara nossas sombras para sarar a ferida histórica da qual viemos. E que teima em permanecer aberta. Sangrando.
Inspirado em texto de Nuno Gonçalves.


Mini-curso com o Professor Robert Slenes - Malungos: África Central e a Diáspora Centro-Africana nas Américas, c. 1500-1867


Justas homenagens e debates fundamentais marcam a programação da UFBA no Fórum Social Mundial 2018



A UFBA inicia suas atividades no Fórum Social Mundial 2018 no começo da tarde de terça-feira, 13 de março, com uma verdadeira celebração da ciência e da cultura produzidas na Bahia, no salão nobre da reitoria. É ali, às 14:30 horas, depois de ter sido recepcionado na entrada do prédio pela Orquestra de Frevo e Dobrados sob a regência do maestro Fred Dantas, que o público presente participará da homenagem da Universidade ao casal de cientistas Zilton Andrade e Sônia Andrade e ao artista plástico e escritor Mestre Didi, Deoscóredes Maximiliano dos Santos, cujo centenário se celebrou em 2 de dezembro de 2017. Para quem não sabe, Zilton Andrade, prestes a completar 92 anos, professor emérito da UFBA e patologista reconhecido, é um dos mais importantes pesquisadores do Brasil em doenças endêmicas, em especial  esquistossomose e Chagas, é membro da Academia Brasileira, e segue ativo, trabalhando diariamente em seu laboratório, junto com Sonia, na Fundação Oswaldo Cruz em Salvador, a Fiocruz-Bahia. Ela, Sonia Gumes Andrade, completará 90 anos neste ano, é também pesquisadora respeitada, e se notabilizou principalmente com seus estudos experimentais em doença de Chagas.

Mestre Didi, filho único da mãe-de-santo Maria Bibiana do Espírito Santo, era, como disse a antropóloga Juana Elbein dos Santos, sua mulher, em entrevista ao jornalista Luís Nassif em 2014, “um sacerdote artista. Expressa, através de criações estéticas, arraigada intimidade com seu universo existencial, onde ancestralidade e visão-de-mundo africanas se fundem com sua experiência de vida baiana”. A homenagem da UFBA a essa notável personagem da cultura baiana, que recebeu em 1983 o título máximo de Obá Mobá Oni Xangô, do rei de Ketu, em Benin, África, vai incluir a exibição de um grande boneco feito pelo artesão Jurandyr Sobrinho a partir de desenho do artista plástico Mauritano, na parte externa da reitoria.
ACESSE: FSM 2018

Fórum Social Mundial 2018 terá exposição de Sebastião Salgado e debates sobre povos indígenas


O Fórum Social Mundial (FSM 2018) irá unir movimentos sociais de todos os continentes com o objetivo de elaborar alternativas para transformação social global. Com o lema “Resistir é criar, resistir é transformar”, o evento será realizado de 13 a 17 de março de 2018, nos campi da UFBA. Um dos eixos temáticos do Fórum será “Povos Indígenas”, que contará com mesas de debate e mostras artísticas.
A exposição de Sebastião Salgado, um dos maiores nomes da fotografia mundial, intitulada “Índios Korubo: Vale do Javari”, é uma das atrações confirmadas. Resultado do contato do artista mineiro com o povo Korubo, do Vale do Javari, oeste da Amazônia, as imagens registradas são as primeiras da tribo, classificada como de “recente contato” ou de pouca relação com não índios. Poucos deles falam português e são frágeis frente às doenças comuns entre não índios. Conhecidos como violentos e chamados de “caceteiros” – em razão de usarem bordunas, em vez de arco e flecha – os korubos estão ameaçados pela exploração clandestina das riquezas de seu território.
O trabalho de Salgado é uma continuidade de “Gênesis”, que inclui fotos dos índios zo’és, do Pará, e de outras etnias. A série de reportagens fotográficas, que ficará exposta na antessala da reitoria a partir de 13 de março, faz parte de um projeto maior, “Amazônia”, classificado por Salgado como seu “último projeto”, já que ele pretende revisitar e reeditar seus antigos acervos.
ACESSE: FMS 2018

ÌROHÌN - CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO, COMUNICAÇÃO E MEMÓRIA AFRO-BRASILEIRA


Finalmente, você já pode acessar a coleção digitalizada do Irohin, jornal impresso que circulou, com interrupções, de maio de 1996 a agosto de 2009, e mantém ainda grande atualidade. Trabalhamos agora para colocar à disposição de estudantes, professores, pesquisadores e o público em geral uma biblioteca, contendo diversificado material bibliográfico referente ao negro, sua história e cultura (livros, periódicos, separatas) e matérias jornalísticas, fotos, filmes e fitas). A biblioteca do Irohin está sendo organizada por estagiárias do Instituto de Ciência da Informação (ICI), da Universidade Federal da Bahia, com a orientação da professora Ivana Lins, e seu acesso será oportunamente viabilizado através deste portal. (www.irohin.org.br). Queremos uma biblioteca atuante e transformada, que possa incentivar a leitura e fazer a diferença em uma comunidade onde as taxas de analfabetismo continuam altas pelos dados recentes divulgados pelo IBGE. Somos conscientes de nossas responsabilidades com a inclusão de nossa gente. A memória referente aos fatos políticos e culturais relacionados aos negros e ao enfrentamento do racismo costuma ter pouco espaço entre nós. O Irohin quer contribuir para que possamos ampliar a receptividade a nossa história e ajudar na preservação e atualização de patrimônio inestimável, de relevância fundamental para luta que travamos pela vida, pelos direitos de cidadania, pela liberdade religiosa e por uma democracia efetivamente pluralista.   
Vida longa ao Ìrohìn! 

BIBLIOTECA DOS BARRIS JOGADA ÀS BARATAS


Local está sujo, sem ar-condicionado e jornais; pesquisador fez carta ao governador. 
Foto: Maria Silva/Correio
Primeira biblioteca da América Latina; dona de uma história de 207 anos; detentora de um acervo de mais de 600 mil arquivos – mais de 150 mil livros. Sobrevivente a incêndios, bombardeios, roubos e mudanças de sede. A Biblioteca Central do Estado, antes Biblioteca Pública do Estado, é tudo isso. Agora, ela enfrenta outro momento sombrio: sem grandes investimentos, falta limpeza, climatização e até jornais diários.
A situação não é nova, mas voltou à tona na semana passada, depois que o jornalista Claudio Leal divulgou, nas redes sociais, uma carta pública endereçada ao governador Rui Costa. No texto, Claudio denuncia as condições da biblioteca – que vão desde o que chama de ‘desertificação’ do setor de periódicos, onde ficam os jornais diários, até as más condições de limpeza.  
“São quase dois anos de incúria, de estúpida austeridade e de grosseria contra leitores e pesquisadores. Um ato de desprezo à memória histórica da Bahia”, diz, na carta. Segundo ele, os banheiros têm cheiro de urina e os mictórios são ‘podres’, mas refletem um descaso que vêm atravessando mandatos e partidos políticos. 
ACESSE NA ÍNTEGRA:

Um problema histórico!


Há muito que sabemos da atual situação dos Arquivos e Bibliotecas públicas pelo Brasil. Em muitos estados se quer existe um arquivo, e quando existem não recebem a atenção devida por parte dos governantes. Essa história se repete, e não é de agora. A matéria publicada no Diário de Notícias de 1905, demonstra o quanto esses espaços são esquecidos pelo poder público.  


Arquivo e Biblioteca

Não há povo amante de seu passado, de suas conquistas liberais e de suas tradições históricas, que não zele com especial carinho o arquivo onde se guardam os documentos de sua evolução e de sua independência. Não há governo, mediocremente consciente de seus deveres morais que não olhe com interesse para as bibliotecas onde os adultos de todas as classes sociais vão completar a sua educação mental, e os especialistas costumam encontrar os elementos indispensáveis ao desempenho da vocação com que os dotou a própria índole espiritual e lhes apurou o meio em que surgiram.
Sem os arquivos, sem as bibliotecas perderiam os indivíduos e os povos, perderia a humanidade inteira o senso da continuidade histórica, que é o fundamento mesmo da civilização, porque é justamente o laço que prende o passado ao presente, preparando o futuro.
Os arquivos e as bibliotecas nacionais, além de serem um patrimônio que as gerações se transmitem, representam o maior fator da progressividade em todas as manifestações da atividade humana. Recolhendo a seus arquivos e as suas bibliotecas os tesouros espirituais da mentalidade greco-romana, puderam os claustros salvar do naufrágio da barbaria medieval as mais belas conquistas do humano intelecto, facilitando o extraordinário movimento darenascença, que veio reatar o fio partido da evolução cultural da humanidade, restaurando nos anais de seu progredir aquela continuidade histórica, a que aludimos acima, e sem a qual os acontecimentos perderiam a sua natural concatenação.
Pois bem. Nós também possuíamos aqui nesta antiga metrópole da inteligência e da civilização brasileira um arquivo e uma biblioteca, cuja utilidade os governos compreendiam e de cujos serviços podem dar eloquente e inequívoco testemunho aqueles que os frequentavam e neles cultivaram as faculdades do seu espírito. Sim, nós também os possuíamos!... mas que é feito deles?
Fale por nós, na linguagem verdadeira e expressiva do laconismo oficial, a mensagem do Sr. Dr. Governador do Estado, na mais triste, na mais vergonhosa, na mais acabrunhada das informações:
“Estes dois antigos monumentos, que guardam os mais preciosos documentos da nossa história e cultura intelectual, acham-se em deplorável estado: o primeiro porque, abatendo parte do teto do edifício, em que está instalado, viu-se a sua administração obrigada a remover, confusamente, para salvar de total prejuízo, o seu precioso material, e a Biblioteca, porque, retirada por força maior do consistório da Igreja Catedral, (vai por cerca de 6 anos!) ainda não foi reinstalada,achando-se a sua grande e rica livraria amontoada em um dos cômodos do pavimento inferior do Palácio do Governo”.     
Informações oficiais desta natureza são por demais expressivas e dispensam quaisquer comentários de terceiros. Na que acabamos de ler e reproduzir, se encontram, nos próprios termos em que foi vazada, a seca narração de tão deplorável e vergonhoso acontecimento, e a condenação consequente do crime administrativo que ele representa. No entretanto, da censura que o fato provoca estão isentos os representantes da opinião, aqueles que, pelas circunstâncias anormais a que chegamos, simbolizam a única voz desinteressada, mas pouco ouvida, do povo sofredor e desprezado. Referimo-nos aos jornais desta capital, referimo-nos especialmente a este Diário que mais de uma vez levou aos ouvidos surdos do governo trans ato as queixas do povo, as reclamações dos estudiosos e os protestos veementes de sua justa indignação.
Que pretende fazer, diante disto, o Sr. Dr. José Marcelino de Souza? Um homem de responsabilidade, um governador não denuncia á opinião uma ocorrência de tanta gravidade sem providenciar com máxima presteza no sentido de sua correção. É este o seu dever, e
 sua excelência parece havel-o compreendido, a julgar pelas seguintes palavras da mensagem:
“Quanto ao Arquivo já providenciei para os reparos do edifício, afim de ser tudo reposto em seu competente lugar; e sobre a Biblioteca estou com todo cuidado, empenhado em reinstala-la, convenientemente, o que já não foi possível por falta de edifício apropriado.”
Oxalá tudo isto se verifique!...
Jornal Diário de Notícias, Bahia, quarta-feira, 19 de abril de 1905.
FONTE: Biblioteca Pública dos Barris, setor de jornais e revistas raras. 


ACOMPANHEM ESSA LONGA HISTÓRIA: