CONFERENCE, “ENSLAVED: PEOPLES OF THE HISTORIC SLAVE TRADE.”



Enslaved: Peoples of the Historic Slave Trade
Michigan State University, East Lansing, Michigan
RCAH Theatre (Snyder Hall, Terrace Level)
March 8-9, 2019


More than 50 scholars from around the globe will be in attendance when the Enslaved: Peoples of the Historic Slave Trade conference begins on March 8, 2019 at the RCAH Theater in Snyder-Phillips Hall at Michigan State University. A truly international event, the Enslaved conference brings together scholars based in the United States, Canada, Brazil, the United Kingdom, Benin, the Bahamas, and the Netherlands. The conference encourages collaboration among scholars utilizing databases to document and reconstruct the lives of individuals who were part of historic slave trades. This conference will focus primarily on the enslavement and trade of people of African descent before the twentieth century, but other presentations discuss enslaved indigenous peoples in the Americas. The conference has a broad geographic focus, including presentations on slavery in parts of the U.S., the Caribbean, Spanish, Portuguese, and Dutch parts of the Americas, several different regions of Africa, and Europe. The conference will take place from roughly 8:30-6:00 on both Friday, March 8, and Saturday March 9. A more detailed schedule can be found here.

With support from the Andrew W. Mellon Foundation, the Enslaved project is building a digital hub for students, researchers, and the general public to search over numerous databases to reconstruct the lives of individuals who were part of the historic slave trade. Current digital projects fail to merge the data across the datasets, resulting in isolated projects and databases that do little to aid scholars in analyzing these sources. The Enslaved conference will provide opportunities for researchers across the globe to gain important knowledge about the construction of databases for public consumption, and encourages collaboration between scholars to best make public accurate and easily accessed information about slavery and the slave trade.
If you’d like to register, please email enslavedconference@gmail.com. There is no fee.

ECAS 2019. Africa: Connections and Disruptions - Photo archives: silence and blindness



Long abstract
We will explore parallels in the relationship between an external reality and both archives and photographs. Both have little natural connection and/or directly reflecting external reality. Both show traces of their becoming but must be read beyond the frame of their materiality and the connections between order and meaning must be disentangled in order to gain and reveal significance. However, the archival order always contains several voids - deliberate and unintended - that are due to the process of the archives' emergence in changing contexts. Thus, various types of silences and blindness constitute the archive order. How can these silences be broken or made to resonate? What happens when we are no longer able to grasp them with the simplifying gaze of habit? How can connections and disruptions that emerge from archives' silences and blindness be used fruitfully by scholars working with and in photo archives?
Trouillot talks of archival silence, the Comaroffs of reading across and Stoler along the archival grain. The visual parallel to silence is blindness. How can research on photo archives find a white stick or an archival equivalent to braille? Those with macular degeneration must use peripheral vision, peeking sideways. What sort of archival research might this inspire?
This panel will examine various possibilities of working with photo archives that do not see empty (negative) spaces as a deficit, but on the contrary as an opportunity for alternative viewings of the archive, drawing productive power precisely from the contents, no matter how perceived.

CURSO INTRODUÇÃO A PALEOGRAFIA



IGHB está com inscrições abertas para o curso Introdução a Paleografia, que será realizado de 8 a 10 de abril de 2019, das 14h às 18h. As aulas serão ministradas pelos professores Libania Silva e Savio Queiroz.

Em decorrência da crescente demanda de cursos que exigem a pesquisa e leitura de documentos manuscritos, o curso propõe uma franca e objetiva abordagem interdisciplinar prática e metodológica sobre a escrita e leitura de documentos produzidos entre os séculos XVI e XIX, com enfoque nas practices da ciência histórica.
Carga horária: 20 horas (com certificação)

Conteúdo:
Introdução: História, Conceitos e usos da paleografia e da diplomática;
Escritas Antigas: Especificidades, especialidades e escrita;
Tipologias caligráficas: A escrita na Península Ibérica
O trato com os documentos manuscritos;
Elementos Cruciais: Identificação de abreviaturas, termos, símbolos e sinais gráficos: coleções.
Suportes diversos: fotocópias, microfilmes, imagens digitalizadas;
A transcrição do manuscrito: teorias e métodos;
Exercício de transcrição de textos 1: peculiaridades da escrita à mão, dos
suportes, instrumentos e tintas;
Exercício de transcrição de textos 2: leitura, transcrição e formatação dos documentos;
Exercício de transcrição de textos 3: os tipos documentais;


Dimensões da cultura associativa no “longo século XIX”: política, sociedade e trabalho


Coordenadores:
David Patrício Lacerda (Unicamp (Pós-doutorando/Bolsista da FAPESP)), Douglas Guimarães Leite (Universidade Federal Fluminense)
Resumo: Este Simpósio Temático dá continuidade aos diálogos realizados, em 2018, no âmbito do Seminário Internacional “Trabalho, democracia e direitos”, organizado pelo GT Mundos do Trabalho, e do Seminário Internacional “Brasil no século XIX”, realizado pela Sociedade Brasileira de Estudos do Oitocentos. Seu objetivo é promover um espaço de debate acerca das dimensões da cultura associativa no “longo século XIX”, especialmente no que diz respeito às estratégias e às práticas de ajuda mútua relacionadas ao mundo do trabalho. O eixo fundamental da proposta gira em torno da noção de cultura associativa, a saber, do hábito de associar-se, das normas, costumes, símbolos, linguagens e visões de mundo constitutivos da cultura das associações.
Busca-se reunir pesquisadoras e pesquisadores interessados em afinar diálogos teóricos e historiográficos, tendo em vista a reavaliação crítica da produção acadêmica sobre o tema nos últimos anos. Nesse sentido, incentivamos o envio de contribuições que problematizem: a) o reconhecimento do mutualismo como um espaço de organização política de trabalhadores subalternos, entendido tanto como alternativa de defesa social como lócus de ações de representação e resistência; b) a aproximação, no estudo do mutualismo, das experiências e identidades firmadas entre escravos, livres e libertos, brancos e de pele escura, nacionais e estrangeiros; c) a produção de análises que concebem e articulam distintas experiências de organização de trabalhadoras e trabalhadores em função das múltiplas temporalidades produzidas por um capitalismo de escala global; d) a atenção crítica às normas legais e à ação estatal, visando delimitar seu peso na conformação das práticas de ajuda mútua; e) o exame dos elos de continuidade e ruptura entre sociedades mutualistas e outras modalidades associativas conformadas em irmandades, montepios, sociedades recreativas, cooperativas, sindicatos etc.
A relevância da proposta reside, especialmente, na expectativa de construir uma nova agenda de pesquisa que aproxime, por um lado, trabalhos de qualidade marcadamente monográfica e, por outro, pesquisas nas quais resulta mais evidente uma preocupação de caráter estrutural. O diálogo entre tais orientações pode garantir atenção à formulação empírica de contextos integrados de investigação do problema, com ênfase nos tipos e nos resultados da circulação de pessoas, ideias e modelos de organização institucional em espaços/tempos de caráter global.
ACESSE: https://www.snh2019.anpuh.org/simposio/view?ID_SIMPOSIO=295

LANÇAMENTO: IMAGENS DO DAOMÉ


O fotógrafo francês Edmond Fortier (1862-1928) radicou-se ainda jovem no Senegal. Viajando pela África do Oeste, captou com suas lentes um mundo de grande riqueza cultural, que passava então por importantes transformações. Deixou uma obra de mais de quatro mil imagens, a maioria delas publicada no formato de cartão-postal.

Por duas vezes, em 1908 e 1909, ele visitou a possessão francesa do Daomé, o atual Benim. Os documentos visuais produzidos nessas oportunidades, cuidadosamente reunidos pela primeira vez, totalizam 210 imagens.

O olhar atento do fotógrafo gravou inúmeras vertentes da vida social, política e cultural na África ao tempo da dominação francesa. Imagens do Daomé: Edmond Fortier e o colonialismo francês na terra dos voduns, de Daniela Moreau e Luis Nicolau Parés, reúne registros das cerimônias oficiais, protagonizadas por mandatários locais e estrangeiros.

De todo o conjunto, destaca-se a série dedicada aos rituais voduns, uma das primeiras documentações fotográficas dessas práticas. A palavra vodum, em seu contexto original, designava os deuses das sociedades daquela região, ou “os mistérios das forças invisíveis”. 

Os panteões sagrados – do mar, do céu, da terra e do trovão, entre outras divindades –, com suas hierarquias e personagens, coreografias e adereços característicos, estão aqui detalhadamente identificados e analisados pelos autores.

Para o leitor brasileiro, o interesse dessas imagens é direto. Do Golfo do Benim e, a partir do século XVIII, do antigo reino do Daomé partiram para o Brasil milhares de escravizados, cuja devoção original aos voduns serviu de modelo ao nosso candomblé.

Edmond Fortier produziu um material de indiscutível valor histórico e etnográfico. Complexas e diversas, as práticas políticas, religiosas e culturais aqui documentadas abrem novas linhas de investigação sobre o Benim de ontem e de hoje, bem como sobre seus prolongamentos no Brasil.

DANIELA MOREAU nasceu no Rio de Janeiro, em 1957. Sobre a obra de Edmond Fortier, publicou também Viagem a Timbuktu (Literart, 2015). Coordena o projeto Acervo África (acervoafrica.org.br), em São Paulo.

LUIS NICOLAU PARÉS nasceu em Barcelona, em 1960. É autor de A formação do candomblé (editora da Unicamp, 2006) e O rei, o pai e a morte (Companhia das Letras, 2016). É professor do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia.


PRÊMIO MANOEL SALGADO – EDIÇÃO 2019: RESULTADO



Foram inscritas 18 teses. Todas as teses foram objeto de análise por dois pareceristas, que avaliaram a qualidade das teses dentro dos critérios do edital. A todos os colegas que contribuíram com suas análises e pareceres, a ANPUH-Brasil exprime seus cordiais agradecimentos.

Nossos agradecimentos vão também para a Editora da PUC-RS e para seu diretor, Prof. Luciano Aronne de Abreu, cuja parceria nos honra e nos permite promover a publicação da tese premiada.

a) Tese premiada:
Título: Viver honradamente de Ofícios: trabalhadores manuais livres, garantias e rendeiros em Mariana (1709-1750)
Ano: 2017
Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora
Autor: Fabiano Gomes Da Silva
Orientadora: Carla Maria Carvalho de Almeida

b) Menção honrosa:
Título: Cassacos. Trabalhadores na lida contra a fome e a degradação nas obras públicas em tempos de secas. (Ceará, anos 1950)
Ano: 2016
Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal da Bahia
Autora: Lara Vanessa de Castro Ferreira
Orientador: Antonio Luigi Negro
Para um maiores informações sobre o prêmio clique aqui.



Freedom Narratives: Testimonies of West Africans from the Era of Slavery



Freedom Narratives focuses on the enforced migration of "Atlantic Africans," that is enslaved Africans in the Atlantic world during the era of the slave trade, through an examination of biographical accounts of individuals born in West Africa who were enslaved from the 16th to the 19th century. The focus is on testimony, the voices of individual Africans. The Project seeks to use an online digital repository of autobiographical testimonies and biographical data of Atlantic Africans to analyze patterns in the slave trade from West Africa, specifically in terms of where individuals came from, why they were enslaved, and what happened to them. Freedom Narratives focuses on people born in Africa and hence in most cases had been born free rather than on those who were born into slavery in the Americas or elsewhere. Those individuals in this repository includes those who travelled within West Africa as well as those who experienced the “Middle Passage,” i.e., the Atlantic crossing, which is often seen as a defining moment in the slavery experience. Sometimes these accounts are referred to as “slave narratives” but in our estimation, such testimonies more accurately reflect "freedom narratives" because in most cases, individuals were born free and subsequently regained their freedom. Freedom Narratives enables an examination of biographical testimonies as the fundamental units of analysis, whether the primary texts arise from first person memory or survive via amanuensis. Whenever possible, original testimonies are supplemented with biographical details culled from legal, ecclesiastical, and other types of records.


ARQUIVO DIGITAL REÚNE DOCUMENTOS DA ESCRAVIDÃO


FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO' (1770), PINTURA DE CARLOS JULIÃO

A plataforma Slave Societies Digital Archive (Arquivo Digital das Sociedades Escravocratas, em tradução livre), desenvolvida na Universidade Vanderbilt, nos EUA, disponibiliza documentos sobre a história de povos africanos no período de escravidão nas Américas. Lançado em 2003 pela historiadora americana Jane Landers, o acervo reúne aproximadamente 600 mil arquivos dos séculos 16 ao 19 que documentam as vidas de cerca de 6 milhões de africanos escravizados e seus descendentes, além de indígenas, europeus e outros povos com quem eles interagiram no continente. Mapas, gravuras, livros, registros de vendas, transcrições de eventos e certidões de batismos, casamentos e execuções estão no acervo. Abastecido por pesquisadores e instituições de diferentes nacionalidades, os arquivos contam a história de países como Cuba, Estados Unidos, Colômbia e Brasil. No site também há documentos de Luanda e Ouidah, cidades africanas que mantiveram portos de onde negros embarcavam forçadamente ao outro lado do Atlântico.


Acesse a matéria na íntegra: NEXOJORNAL


Chamada de Trabalhos para o XVI Encontro Nacional da ABET


Está no ar a Chamada de Trabalhos para o XVI Encontro Nacional da ABET (Associação Brasileira de Estudos do Trabalho).
"A reforma trabalhista no Brasil e no mundo".
(O GT 15 é de História Social.)
Salvador, Bahia, 6 a 9 de setembro de 2019.
ACESSE: 
https://www.abet2019.sinteseeventos.com.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=411&fbclid=IwAR3GNCCdfIdosOlUh0Mmfvo7sI4m_5hTN8JexwhQcUdyJqwjE2CtCcm4Ooc

Documento de 1832 ganha certificação da Unesco após ser restaurado



A Bahia foi contemplada com a certificação do registro nacional do Programa Memória do Mundo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Intitulado de Relíquia da Irmandade Devoção de Nossa Senhora da Solidade dos Desvalidos, livro de termos do ano de 1832, o documento foi um dos 10 selecionados em uma candidatura.
Foram reunidos 29 proponentes com importantes acervos brasileiros, e este foi o único da Bahia incluído nesta seleta lista. O manuscrito certificado pertence à Associação Protetora dos Desvalidos, antiga Sociedade Protetora dos Desvalidos, uma instituição remanescente da Irmandade dos Desvalidos.
É uma ata que fala sobre o cotidiano de uma das primeiras Irmandades compostas apenas por negros, ex-escravos e com trabalho de ganho, em que o intuito era o auxílio mútuo entre seus irmãos. A ata foi produzida entre os anos 1832 e 1847, em tinta ferrogálica e em tinta orgânica, em papel avergoado. É um documento importantíssimo para a história da presença dos negros na cidade do Salvador no século XIX.
No início deste ano, este mesmo documento já havia sido contemplado pela Prince Claus Fund, de Amsterdam, em um edital para recuperação de acervos documentais relevantes e em vias de desaparecerem, também proposto pela Profa. Dra. Vanilda Salignac Mazzoni (Memória & Arte - ateliê de conservação e restauração de acervo em papel), que o restaurou com o financiamento da empresa europeia.
Após ser recuperado, foi submetido ao edital MOW – Memória do Mundo/Unesco, em uma parceria entre o SPD, representado pela presidente Lígia Margarida Gomes de Jesus; Vanilda Mazzoni (Memória & Arte), Fabiano Cataldo (UniRio), Maria Cláudia Santiago (FioCruz), com o apoio dos pesquisadores Prof. Dr. João Reis (UFBA), Prof. Dr. Jorge Augusto Alves (Uesb) e Prof. Me. Lucas Campos (Uneb).
A certificação e reconhecimento do documento enquanto patrimônio histórico mundial é importante em um momento em que se discute a guarda e o destino do acervo cultural brasileiro, que recebe pouca atenção por parte do governo, pois prêmio como este incentiva todas as instituições a preservarem seus acervos.
ACESSE NA ÍNTEGRA: JORNAL A TARDE


Acervo de documentos históricos da Santa Casa revela a vida dos escravos na Bahia


São mais de 1,8 mil livros históricos, incluindo testamentos e registros de entrada
Braz, Adão, Hermenegildo, Porcino, Estevão, Aprigio, João, Mizael, Joaquim, Adão, Ludgero, Manoel, José Pequeno, Tiburcio, Maria, Domingas, Theodolinda, Roza. No dia 9 de julho de 1887, todos esses – apenas parte dos escravos da dona de taverna Raimunda Porcina de Jesus -, foram libertos em Salvador. Em seu testamento, a mineira radicada na Bahia, morta aos 62 anos, deixava, para eles, pelo menos dez imóveis.
O ato de Raimunda Porcina – uma das figuras curiosas da história da Bahia, apontada como cozinheira e até como primeira empresária do ramo musical no país – veio antes mesmo da abolição da escravatura, decretada em 13 de maio do ano seguinte, com a Lei Áurea. O testamento dela é um dos documentos raros que estão no acervo da Santa Casa de
Misericórdia da Bahia, em Nazaré.
Ao todo, são mais de 1.850 livros que remetem à história da entidade, escritos entre 1629 e até o século XXI, além de mais de mil documentos avulsos. São documentos que revelam fatos históricos do estado e do país e que, como é consenso entre historiadores, ajudam a entender o presente. No mês da Consciência Negra, o CORREIO visitou o centro de memória e teve acesso aos arquivos, que revelam como era a condição dos negros nos primeiros séculos de Salvador.
Além de testamentos, há também documentos como o assinado pelo ex-provedor da Santa Casa Francisco José Godinho. Em 1858, ele deixou uma quantia destinada à instituição para que, a cada ano, a entidade lançasse um edital público para comprar a alforria de três crianças com idades de até três anos.

No ano seguinte, foram alforriadas a menina Estelita, de apenas 5 meses de idade, filha de Severina; Isabel, filha de Maria Emília da Costa, e Liberata, filha de Maria. Por cada uma das crianças, era pago o valor estipulado pelo senhor em questão – em geral, variava entre 100 mil e 200 mil réis. Todas as transações estão documentadas nos livros da Santa Casa.
A maioria está em sua forma original, mas mais de 20 mil páginas já estão digitalizadas (o que corresponde a três coleções).
“Essa documentação é preponderante para entender a formação da cidade e do própria estado”, diz a coordenadora do Centro de Memória da Santa Casa da Bahia, Rosana Santos.

ACESSE NA ÍNTEGRA: 
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/acervo-de-documentos-historicos-da-santa-casa-revela-a-vida-dos-escravos-na-bahia/

REVISTA ACERVO: OS ARQUIVOS NA ERA DIGITAL


O artigo “Digitalização de jornais: uma reflexão sobre desafios e melhores práticas”, de Bruno Leal Pastor de Carvalho, debate criticamente a prática de digitalização de jornais, procurando destacar desafios, limites, análise de projetos e melhores práticas no campo.

OLHARES NEGROS COM O FOTÓGRAFO LÁZARO ROBERTO


Há quase trinta anos, sem que ninguém lhe peça ou lhe pague, Lázaro Roberto registra o cotidiano do povo negro da Bahia, em festas populares e manifestações de luta. Ele criou, ao lado dos também fotógrafos Raimundo Monteiro e Ademar Marques, o precioso Zumvi Arquivo Fotográfico, e quer agora digitalizá-lo. Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, Muito conta esta história e traz fotografias icônicas do acervo, que tem cerca de 30 mil imagens. Em cada uma delas, memórias de quem somos.
Nas bancas, com o jornal A TARDE de domingo.
📷 Shirley Stolze / Ag. A Tarde | Reportagem: Bruna Castelo Branco | Design: Marcelo Campos
ACESSE E COLABORE: SALVE A MEMÓRIA DO POVO NEGRO

CHAMADA DE ARTIGOS DOSSIÊ HISTÓRIA E SUBÚRBIO



Ligada ao Programa de Pós-graduação em História da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UNESP/Franca, a revista discente "História e Cultura" abre sua chamada de submissões para o dossiê "História e Subúrbio", organizado pelo Dr. Pedro Henrique Torres (PUC-Rio) e pela Dra. Cristiane Regina Miyasaka (Unicamp).

Os textos devem ser encaminhados exclusivamente através do site da revista: https://periodicos.franca.unesp.br/index.p…/historiaecultura

Proposta do dossiê:

Mais de duas décadas se passaram desde a publicação do trabalho clássico de José de Souza Martins (1992) sobre Subúrbio e ainda hoje os estudiosos que se dedicam à história dos subúrbios, quer de São Paulo, quer do Rio de Janeiro ou de outra cidade brasileira, ainda são raros e, portanto, se defrontam com a dificuldade de diálogo para pensar a respeito desse objeto de estudo. Tanto no âmbito da história urbana, como no da história social ou cultural, poucas são as pesquisas que buscam problematizar os subúrbios, a sua história e a de seus moradores, bem como as características de suas relações com as áreas urbanas contíguas.

Ainda que o tema tenha começado a despertar o interesse de alguns estudiosos recentemente, dentre eles os proponentes desse dossiê, os esforços ainda são esparsos e carecem de um espaço de debate. Organizar o presente dossiê corrobora com esse convite à reflexão feito por José de Souza Martins e proporciona um espaço profícuo de debate sobre a história dos subúrbios e suas potencialidades, que foram relegados a um papel marginal na história e também na historiografia. Tal iniciativa pioneira certamente oferecerá não só uma reflexão ampla e multifacetada sobre a questão, mas também reunirá em um único lugar os esforços dispersos daqueles que estudam a história dos subúrbios. Desse modo, contribuirá para que o tema ganhe visibilidade e possíveis novos interessados.
Assim, serão bem-vindas colaborações que abordem o debate historiográfico sobre o papel do subúrbio nas pesquisas históricas, tanto como estudos de casos suburbanos que, abrangendo o tema principal proposto neste dossiê, dialoguem para o desenvolvimento e a ampliação do debate acerca deste campo de estudo.

Em caso de dúvidas, entre em contato através do email: secretariahistoriaecultura@gmail.com


MUSEU VIRTUAL QUILOMBO DO CABULA


Seja Bem-vindo(a) ao site do Museu Virtual Quilombo do Cabula e prepare-se para conhecer uma parte especial de Salvador no  Século XIX. Venha com a gente nessa aventura!


Sobre o Museu

O Museu Virtual do Antigo Quilombo do Cabula emerge do contexto de atuação do projeto Turismo de Base Comunitária do Cabula, que visa a mobilização das comunidades para o empoderamento e autogestão do patrimônio sócio-histórico e cultural dos bairros populares do entorno da Universidade do Estado da Bahia – UNEB.


O museu virtual é resultado da tese de doutorado intitulada “História Pública do Quilombo do Cabula: representações de resistências em museu virtual 3D aplicada à mobilização do turismo de base comunitária”, autoria de Luciana C. de A. Martins, orientada pela professora Dra. Francisca de Paula Santos da Silva e co-orientada pelo professor Dr. Alfredo E. R. Matta.


PROJETO SALVE A MEMÓRIA DO POVO NEGRO



O projeto propõe digitalizar e catalogar o acervo fotográfico do Grupo Zumvi e divulgar, por meio do museu virtual “Plataforma Zumvi”. A entidade de fotógrafos negros baianos comprometidos com o registro da história, memória de atividades culturais e política da produção afrodescendente na Bahia. Nesse sentido, tal projeto irá digitalizar e catalogar cerca de 30.000 fotogramas que retratam os registros políticos-culturais que documentam a memória do mundo Negro de 1978 a 2013, na Bahia.
O acervo que propomos digitalizar e colocar a disposição pública possui grande relevância para pesquisas interdisciplinares.  O acervo revela uma série fotográfica impar no que se trate de imagens históricas sobre os movimentos negros nas décadas de oitenta até a atualidade.  O conteúdo das fotografias é diversificado e permite abordagens temáticas e problemáticas também diversas. A proposta ainda se justifica porque o acervo além de ser singular, não está disponível para pesquisas.

O projeto está voltado para a digitalização, catalogação, conservação digital, bem como para a criação de um banco de imagens aberto a pesquisa. Como já mencionado, o acervo do “Zumvi”, arquivo fotográfico contendo cerca de trinta mil fotogramas. O acervo se encontra armazenado na residência do fotografo Lázaro Roberto, em precárias condições, sujeito a diversos mecanismos de deterioração.

Importante ressaltar, que este acervo fotográfico tem um recorte nacional/ regional, pois guarda a memória das lutas contra o racismo na região nordeste, em um contexto de repressão intensa através da ditadura militar, período de abertura política, nova republica até os contextos atuais.  O acervo fotográfico ainda aborda eventos, e personagens importantes, envolvidos com a militância Com o dinheiro arrecadado, serão feitos investimentos necessários para a salvaguarda do acervo de fotografia, que está em suporte negativo 35 milímetros, e se encontra comprometido por ação do tempo, em estado de deterioração, precisando de uma intervenção urgente. Este será o primeiro passo de diversas ações de preservação do material.     


Inicialmente existe a necessidade de compra de equipamento, pois nosso trabalho é continuo, e prever a digitalização de outros acervos, de outras Memórias afro-brasileiras:

1-  Compra de máquina Scanner Microtek ScanMaker i800

2- 01 Microcomputador

3- 02 Hds com espaço de armazenamento de um Terabyte

4- Contratação de estagiários qualificados, que desempenharam trabalhos de catalogação, digitalização e  pesquisa.

5- Contratação de programador para criação da plataforma digital, que chamamos de "Plataforma zumvi"

6- Compra de matérias de conservação e papelaria.

Totalizando R$ 50 mil reais, no período de 60 dias.

Contatos: 
Faceboock- Zumvi Arquivo  
Intagram - Zumviarquivofotografico
ACESSE E COLABORE: 

Acordo de cooperação entre o Arquivo Público e a Igreja Mórmon vai permitir digitalizar 2,5 milhões de documentos


Um acordo de cooperação técnica entre a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) e o Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES) será assinado nesta terça-feira (30), às 17h, na sede da instituição, com o objetivo de digitalizar gratuitamente, por meio do trabalho voluntário, 2,5 milhões de documentos, dentre eles listas de escravos, índios, registros da entrada de imigrantes de diversas nacionalidades, listas de navios, relações de colonos, matrícula de lotes, recenseamentos e certidões de nascimento, casamento e óbito registrados no Espírito Santo das décadas de 1920 a 1970.

O contrato de digitalização de imagens está sendo firmado com a empresa "Family Search", organização sem fins lucrativos, filiada à Igreja, com sede nos Estados Unidos da América, para a reprodução e disponibilização on-line das informações. Uma cópia irá compor o mega-arquivo da sede mundial, que fica em uma montanha granítica no Estado de Utah e reúne informações genealógicas de pessoas de todo o mundo. A organização possui parceria com mais de 10 mil arquivos e conta com a participação de 200 mil voluntários para criar e preservar imagens e disponibilizá-las a milhões de descendentes que buscam documentos sobre seus antepassados para fins de pesquisa e elaboração de árvore genealógica.

I COLÓQUIO DE HISTÓRIA DO RIO DE JANEIRO COLONIAL



Organizadores: Maria Isabel de Siqueira e Thiago Krause

(21 a 23 de Novembro, UNIRIO)

Nas últimas décadas, a historiografia brasileira sobre o período colonial cresceu, se diversificou e amadureceu. Em razão de sua importância, o Rio de Janeiro foi um espaço privilegiado pelos pesquisadores, tendo sido objeto de diversos trabalhos que abriram novas perspectivas para o estudo de toda a América Portuguesa. O I Colóquio de História do Rio de Janeiro Colonial, organizado pelo Manto – Núcleo de Estudos Coloniais na Época Moderna – reunirá alguns dos principais especialistas brasileiros em atuação para fazer um balanço do estágio atual da historiografia sobre a capitania fluminense e debater as perspectivas futuras de pesquisa.

Para fazer a inscrição como ouvinte e receber posteriormente o certificado de participação, envie o comprovante de pagamento da inscrição para o e-mail abaixo. Caso necessite do CPF para fazer uma transferência interbancária, por favor enviem um e-mail pedindo.

Programação
Inscrição
- Valor: R$ 25,00.
- E-mail para enviar o comprovante de pagamento: coloquiorjcolonial@gmail.com  
- Conta para Depósito: Banco Bradesco, Conta-Corrente: 0023159-2, Agência: 6897 (Thiago Nascimento Krause)

Chamada Pública Projetos de Patrimônio Cultural – Segurança em Instituições Culturais Públicas de Guarda de Acervos Memoriais



Chamada para seleção de projetos de segurança em edificações que guardam acervos memoriais brasileiros, tais como museus, arquivos e bibliotecas. O valor total da seleção é de até R$ 25 milhões em recursos a serem deduzidos por meio da Lei Rouanet. A aprovação no PRONAC deverá ser comprovada no momento da contratação.
Acesse o edital para conferir todo o regulamento da seleção.

Inscrições

Serão recebidas entre 05.10 e 14.11.2018. Cada instituição cultural pública de guarda de acervo memorial poderá enviar somente uma proposta. Confira o passo a passo:

1. Para se inscrever, o interessado deverá preencher este formulário de inscrição online, com a obtenção do número de protocolo de inscrição do projeto. Em caso de dúvidas, confira Manual de preenchimento do formulário e de envio de arquivos eletrônicos ao BNDES.

2. Enviar versão digitalizada da documentação exigida no item 6.7 da chamada em um arquivo .zip único, ao final do formulário online. Seguir as instruções contidas no Manual de preenchimento do formulário e de envio de arquivos eletrônicos ao BNDES. Importante: o nome do arquivo deve ser composto pelo nome da instituição de guarda de acervos memoriais no seguinte formato: “nome da instituição.zip”.

4. Encaminhar documentação via Correio ou via protocolo do prédio do BNDES no Rio de Janeiro, EDSERJ, conforme descrito no item 6.3 da chamada.
Contato

Para contato, questionamentos e recursos, envie sua mensagem exclusivamente para o e-mail deduc_chamada01@bndes.gov.br.


FOTOGRAFIAS DE AFRICANOS E AFRODESCENDENTES EM PORTO ALEGRE


Organizado por Regina Célia Lima Xavier e Felipe Rodrigues Bohrer, o e-book Africanos, afrodescendentes: imagens de Porto Alegre reproduz diversas fotografias de africanos escravizados que foram levados para trabalhar no Rio Grande do Sul e de seus descendentes, produzidas no final do século XIX e início do XX. Além das imagens e de textos explicativos sobre diversos aspectos das cenas e pessoas fotografadas, há dois artigos, de autoria de Márcia de Castro Borges e Denise Stumvoll.

Com distribuição gratuita, o se destina a todos os que se interessam pela história da escravidão e do pós-abolição, com especial destaque para pesquisadores, alunos de pós e de graduação, ensino médio e fundamental. Ele busca contribuir para a efetivação da Lei 10639/03, atual Lei 11645/08, que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de “História Afro-brasileira e Africana”. É um belo convite para uma reflexão sobre as trajetórias dos africanos e dos afrodescendentes na região sul do país, e sobre as diferenças e as diversidades étnicas e culturais na formação da cidadania no Brasil.

Serviço:
Xavier, Regina Célia Lima; Bohrer, Felipe Rodrigues, Africanos, afrodescendentes: imagens de Porto Alegre [e-Book]. São Leopoldo: Ed. Oikos, 2018, 318p.ss
ISBN 978-85-7843-825-8
Baixe se exemplar:
http://www.guaritadigital.com.br/oikos/africanos.html#

Baixe outros títulos: 
http://www.escravidaoeliberdade.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=57  

MACRÓBIOS EM PORTUGAL SETECENTISTA



Alem-Tejo
Monte mor o novo 15 de Março
Na Quinta feira 23 de Fevereiro faleceu no Mosteiro de Nossa Senhora da Saudação das Religiosas Dominicas, a Madre Soror Catherina de Jesus, contando 137 anos de idade, de exemplar vida, conservando até a sua morte sempre o juízo perfeito, e memória fresca, lembrando-se dos sucessos mais antigos deste Reino, que sucederam no seu tempo.

Aos 20 do mês passado faleceu nesta Vila Antonio Frazam, oficial de Conteyro, natural da Vila da Batalha, com 113 anos de idade; foi casado, lhe havia a mulher morrido 2 anos antes com quase a mesma idade, e tão zelosa do pobre velho, e com tantos ciúmes dele, que em lhe tardando qualquer tempo que saia arrumado a um bordão, e tão corcovado sobre a terra, que não trazia a cabeça de distante dela quando andava, mais de 2 palmos e meio, que chegando a casa eram tais as gritarias, descompondo-o; que tinha ido a casa da amiga, que desacomodava a vizinhança, e lhe acudiam a apaziguá-la.  

Aveiro, 8 de Mayo
Faleceu a 2 do corrente no Convento de Jesus das Religiosas Dominicas desta Vila, com 100 anos de idade a Madre Soror Angela do Sacramento, com muitos sinais de predestinada, exercitando muitos atos de virtude, continuando o Coro, e mais ações da Comunidade, e lendo pelo Breviário, como se fora de vinte ou trinta anos.

FONTE: Folheto de Lisboa, 1741. 
Disponível em: www.memoria.bn.br   


VIIIª SEMANA DE HISTÓRIA DA UFBA



Apresentação
A Semana de História da UFBA, de realização bianual, organizada pelo Centro Acadêmico de História Luíza Mahin e pelos/as discentes de Graduação e Pós-Graduação em História, e com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão, Departamento de História da UFBA, Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) e Laboratório de Teoria e História da Historiografia (LTHH), será realizada entre os dias 26 e 29 de novembro de 2018, nas dependências da Universidade Federal da Bahia, em Salvador. Tendo como tema central os Desafios contemporâneos à autoridade pública dos historiadores profissionais, sua 8ª edição lhes convida a pensar em que medida a disciplina histórica mantém sua autoridade pública na produção de narrativas que explicam o mundo à nossa volta. Isto é, o objetivo do evento é estabelecer um debate sobre o espaço ocupado pela História em tempos de crise política, no qual a legitimidade do historiador profissional é reiteradamente contestada. Isso diz respeito não somente ao campo da História, mas das Humanidades em geral. A difusão de informações em massa pelas mídias digitais perpassa sobremaneira a questão aqui postulada, de modo que haverá um espaço dedicado ao tema das fakenews no evento. Além disso, diante da importância da discussão acerca da História do Povo Negro no Brasil, e da ocorrência do Novembro Negro, momento bastante oportuno, teremos uma mesa redonda para debater o tema da Escravidão e Tráfico Atlântico, de modo que a participação de Movimentos Sociais é de fundamental importância nessa e nas demais discussões. Finalmente, nosso evento se encontra num contexto de intensos e progressivos cortes de recursos para a Educação em nosso país, de tal maneira que os debates aqui propostos estão inseridos numa dinâmica de embate institucional, político e social em prol de uma Universidade Pública, Gratuita, Laica e de Qualidade.

As inscrições para submissão de propostas de Simpósios Temáticos estarão abertas até o dia 14 de outubro!
Não deixem de se inscrever!
Mais informações: www.8semanadehistoria.ufba.br