CONVITE: LANÇAMENTO DA REVISTA BAHIA COM HISTÓRIA


Prezados colaboradores,

A Biblioteca Virtual Consuelo Pondé da Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, têm a honra e a alegria de lhes convidar para o lançamento da 3ª edição da revista on-line Bahia com História, que acontecerá no dia 30/03/2016 às 16:00 no Gabinete da Fundação Pedro Calmon.
Será uma grande ocasião para lhes apresentar o Conselho Editorial, composto pelos professores, pesquisadores e historiadores Avanete Pereira Souza, Ediana Mendes, Gino Negro, Henrique Dias, José Carlos Barreto de Santana, Paulo Miguez, Rafael Fontes, Renato da Silveira e Robério Souza.
Gostaríamos de contar com a especial participação do artista Sérgio Rabinovitz que gentilmente contribuiu com a linda capa desta edição, além dos autores-pesquisadores Wlamyra de Albuquerque, Patrícia Valim, Vinícius Gesteira, Ronan Caires de Brito, Iara Nancy Rios, Marcus Mota, Nadja Vladi e Alcione Amos, que colaboraram com excelentes artigos, e o jornalista Nelson Cadena, com sua leitura atenta e preciosas informações.
Como a 3ª edição nunca poderia existir sem as duas primeiras, é com muito prazer e grande honra que convidamos os autores e colaboradores destas a prestigiar o mais um lançamento de nossa Revista.
Contamos com sua participação e apoio para afirmar a importância da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé e da revista Bahia com História como instrumentos de divulgação da História da Bahia para um público cada vez mais amplo.

Clíssio Santos Santana - Diretor da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé.
clissio.santana@fpc.ba.gov.br

Lançamento: 30/03 às 16:00  horas

Fundação Pedro Calmon. Av. Sete de Setembro, n° 282, Edifício Brasilgás, 8º andar – Centro. CEP 40.060-000 - Salvador - Bahia

III CNEPRE


APRESENTAÇÃO

O debate e a problematização das relações étnico-raciais é o eixo aglutinador dos Congressos Nacionais que a Unidade Acadêmica de História da UFCG tem subsidiado a partir da efetivação dos cursos de formação continuada mantidos pela Unidade em parceria com a SECADI/MEC. Aqui apresentamos a III versão do evento que é parte integrante do curso de formação continuada dedicado à temática étnica. Em suas versões anteriores os Congressos trouxeram como pontos específicos a problematização dos conceitos e das práticas sociais naquilo que concerne à identidade, alteridade e etnicidade no contexto das sociedades contemporâneas, considerando-se as implicações históricas que vetorizam as compreensões dessa tríade conceitual. Foram os Congressos, indubitavelmente, os espaços amplificadores dos debates evidenciados no cotidiano das atividades desenvolvidas no decorrer do curso na UFCG com pesquisadores de outras instituições e os termômetros demonstrativos da urgência sócio-política de avanço na efetivação de ações. A opção pelo subtítulo IGUALDADE RACIAL NO AMBIENTE ESCOLAR objetiva a que possamos ter um panorama de compreensões, proposições e interlocuções em que o território privilegiado seja o educacional, acreditando-se que o lugar que ocupa a escola e o tempo que esta abriga o processo educacional dos indivíduos em sociedade a tornam fundamental na formatação das individualidades que estão congregadas na coletividade social. Donde resulta que o ambiente escolar é uma das “células” fundantes dos modelos identitários.  Por fim, os Coordenadores do Congresso convidam os interessados no debate para se fazer presentes e, desde já, dão as boas vindas aos participantes.

Antonio Clarindo Barbosa de Souza
Marinalva Vilar de Lima

Coordenadores do Congresso

LANÇAMENTO: CAIO PRADO JÚNIOR: UMA BIOGRAFIA POLÍTICA


A trajetória de Caio Prado Júnior se confunde com a do Brasil do século XX. Como importante personagem de nosso país, muito já se escreveu sobre ele. Ainda assim, vários aspectos de sua vida e de seu pensamento foram pouco explorados ou discutidos. Detalhes de suas relações políticas, leituras, viagens aos países socialistas e avaliações sobre alguns temas candentes de sua época permanecem desconhecidos do grande público. A biografia política escrita por Luiz Bernardo Pericás, um estudo de fôlego sobre o intelectual paulista, vem a suprir essa lacuna.
Quando Caio Prado Júnior morreu, em 1990, não houve grande impacto. O que talvez não fosse de estranhar: devido ao mal de Alzheimer, estava, havia algum tempo, recolhido. Mais importante, faleceu quando o curso do mundo parecia desmentir suas teses. O muro de Berlim caíra apenas um ano antes e o neoliberalismo não era efetivamente questionado naqueles tempos. Desde então, muito mudou: a América Latina passou pelo que foi chamado de uma “onda vermelha”; viveu-se o boom das commodities e seu ocaso; o capitalismo enfrenta, há alguns anos, uma grave crise. Ironicamente, as voltas que a história dá dotaram a obra do historiador marxista de uma surpreendente atualidade, contribuindo para o grande interesse demonstrado por ela nos últimos tempos.
Assim, mesmo que o mundo do historiador marxista não seja mais o nosso, o impressionante trabalho de pesquisa de Caio Prado Júnior: uma biografia política – em que seu biógrafo consultou uma vasta bibliografia, pesquisou em inúmeros arquivos e realizou diversas entrevistas – é capaz de trazer seu personagem mais próximo de nós.

[Texto de orelha assinado por Bernardo Ricupero]

PALESTRA: DIGITALIZANDO DOCUMENTOS AMEAÇADOS: OS LIVROS DE NOTAS DA BAHIA - 1664-1889


As 450 mil imagens de Livros de Notas, produzidas na Bahia em mais de dois séculos, 1664 a 1889, custodiadas no Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) – unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado estão sendo digitalizadas e estarão disponíveis para consulta online em dois anos. Mas antes disso, quem quiser conhecer mais sobre estes documentos, e o processo de digitalização que está sendo coordenado pelo professor e pesquisador Urano Andrade no Arquivo, poderá assistir à palestra que o mesmo dará, dia 7 de abril, às 14h30, na unidade, localizada na Baixa de Quintas, em Salvador. A palestra Digitalizando documentos ameaçados: os livros de notas da Bahia 1664-1889 será aberta ao público, sem inscrição.

Iniciada em 16 de maio de 2015, a digitalização é fruto de projeto idealizado pelo historiador, professor universitário e escritor, João José Reis, em parceria com a Fundação e o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de apoio da Biblioteca Britânica, mediante o Endangered Archives Program (Programa Arquivos Ameaçados de Extinção). A partir de maio de 2017, os documentos digitalizados serão disponibilizados online pela Biblioteca Britânica e poderão ser consultados, sem ônus, em casa ou nas universidades a partir dos computadores dos interessados.
Acesse: 




CRIAÇÃO DA IGREJA DE ITAPUÃ


Escritura de estabelecimento, doação, dote e patrimônio que faz Joze da Roxa Palheiros para criação da Ermida ou Capela que pretende erigir os moradores da Itapuam Grande com a invocação de Nossa Senhora da Conceição em terras suas no dito sítio da Itapuam Grande
Freguesia de Santo Amaro da Ipitanga, termo desta cidade de que era senhor e possuidor por herança de dote que tinha trazido sua mulher Monica Luciana da Sam Joze com vinte e cinco braças de frente com os seus fundos e coqueirais que tem cinco foreiros que pagam a mil e duzentos e oitenta réis cada ano que é para a fábrica da dita capela com a condição dele doador ser administrador e seus sucessores, serem enterrados nela e seus escravos, sem prejuízo dos direitos paroquiais e as mais condições abaixo declaradas. Saibam quantos este público instrumento de escritura de estabelecimento, doação, dote e patrimônio perpétuo ou como em direito melhor nome e lugar haja virem que sendo no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e sessenta e um anos, aos vinte e sete dias do mês de março do dito ano nesta cidade do Salvador, Bahia de Todos os Santos, escritório de mim Tabelião apareceu presente a esta outorgante José da Rocha Palheiros, homem branco, morador na Itapuã Grande, Freguesia de Santo Amaro da Ipitanga, termo desta mesma cidade que as testemunhas abaixo assinadas me certificaram ser o próprio de que faço menção e pelo qual me foi dito em presença das mesmas, que para a criação da capela ou ermida com a invocação de Nossa Senhora da Conceição, que pretendia erigir para melhor servir a Deus e a dita Santíssima Mãe e Senhora Conceição com ajuda dos mais moradores e pessoas devotas no sítio de seu domicílio chamado de Itapuã Grande, Freguesia de Santo Amaro da Ipitanga no que todos os moradores daquele sítio e circunvizinhos e viandantes interessavam a lhe ser mais facilmente administrados os sacramentos em que muitas vezes experimentavam falta pela longitude da freguesia, sem embargo da boa diligência que para os administrar fazia o seu reverendo vigário daquela freguesia e seus coadjutores e sem dúvida se persuadia ser de agrado da dita senhora e como se não pudesse erigir a dita capela sem se estabelecer patrimônio certo para a sua fábrica em que tivesse certos e indubitáveis seis mil réis de rendimentos em cada um ano enquanto o mundo durasse para o foreiro da dita capela conforme as constituições desse Arcebispado desta diocese e concílios e ele instituidor José da Rocha Palheiros fosse senhor e possuidor de uma sorte de terras citas na Itapuã Grande donde se pretendia edificar a dita capela para a qual o seu patrimônio dava e doava como com efeito deu e doou vinte cinco braças de frente na costa do mar e com todo o seu fundo, coqueirais em que compreendem cinco foreiros que pagam anualmente cada um a mil e duzentos e oitenta réis de foro os quais eram patrimônio da dita capela e parte a dita terra de uma e outra parte com ele doador a qual terra houve por dote de casamento que trouxe sua mulher Monica Luciana de São José de que estava de mansa e pacífica posse a vista e face de todos sem contradição de pessoa alguma, cuja doação a tomava na sua terça com a condição dele doador e sua mulher e seus filhos e sucessores serem administradores da dita capela e serem enterrados e seus escravos nela sem prejudicarem os direitos paroquiais e nesta forma e com as mais especificadas condições havia ele doador e instituidor por doado a dita terra e seus foros para então sem que a possa revogar, contradizer em tempo algum, nem por si e seus herdeiros e sucessores por ser de sua livre vontade feita e toma a dita doação da dita terra que o doado tem na sua terça e se para sua maior validade e inteiro vigor faltar alguma cláusula ou requisito essencial ela doador os há aqui todos por expressos e declarados como se de cada um fizesse individualmente menção para o que disse [lhe dá] de hoje para sempre feita que fosse a dita capela e dita a primeira missa, cedia e transpassava toda a posse, senhorio e domínio que tinha na dita terra e seus foreiros por doada e incorporada pela cláusula constituinte, posse real, atual, corporal, cível e natural e se obrigava ele dito doador por sua pessoa e bens a ter e manter, cumprir e guardar assim e da maneira que nela se contem. Em fé e testemunho de verdade assim outorgou e me requereu lhe fizesse este instrumento nesta nota em que assinou, pediu e aceitou. Eu Tabelião como pessoa pública estipulada e aceitante a estipulei e aceitei em nome da pessoa ou pessoas que tocar possa o direito dela ausenta para dela se lhe darem os translados necessários, sendo presente por testemunhas Manoel dos Santos, Sargento de Artilharia e o Padre Francisco Pereira da Costa que todos aqui assinaram com o dito outorgante depois de lido entre todos, eu Vicente José de Avellar Tabelião que a escrevi. José da Rocha Palheiros. Padre Francisco Pereira da Costa. Manoel dos Santos.           

FONTE: 
Arquivo Público do Estado da Bahia, seção judiciária, livro de notas: 103, páginas: 267 a 267v.      

Concurso de pesquisa: Negras e Negros nas Ciências


A Fundação Carlos Chagas, com apoio da Fundação Ford, anuncia um concurso de pesquisa sobre as desigualdades raciais nas áreas das Ciências Exatas, Biológicas, da Saúde e Tecnológicas. A seleção oferece bolsas de pesquisa de até R$ 30 mil para a realização de estudos que permitam identificar a participação ou não de negras e negros no campo das ciências. Tem como objetivo contribuir para a compreensão de mecanismos geradores das desigualdades raciais e étnicas na pós-graduação, bem como dimensionar a contribuição de negras e negros para o desenvolvimento do campo das Ciências Exatas, Biológicas, da Saúde e Tecnológicas. Inscrições entre 01 e 30 de março, pelo site da Fundação Carlos Chagas.

EXPOSIÇÃO: "A FOTOGRAFIA COMO SUPORTE À MEMÓRIA"


LANÇAMENTO: ENTRE CIRURGIÕES, TAMBORES E ERVAS: CALUNDUZEIROS E CURADORES ILEGAIS EM AÇÃO NAS MINAS GERAIS - SÉCULO XVIII


REVISTA BAHIA COM HISTÓRIA


A Biblioteca Virtual Consuelo Pondé tem o prazer de informar que está disponível a 3ª edição da revista BAHIA COM HISTÓRIA. Com capa do artista Sérgio Rabinovitz, esta edição conta com uma entrevista com a historiadora WlamyraRibeiro de Albuquerque sobre a luta por cidadania dos negros no período pós-abolição, cinco artigos que versam sobre temas variados de nossa História e uma homenagem feita pela historiadora Patrícia Valim ao mestre Luiz HenriqueDias Tavares. Na seção Documento, destacamos a mais nova aquisição do nosso acervo o jornal O ALABAMA. Fecha a revista o depoimento de Alcione Amos sobre o encontro com Mãe Carmem, ialorixá do Gantois.

O ALABAMA COMO FONTE DE PESQUISA SOCIAL


Por Nelson Cadena 

A Fundação Pedro Calmon, em parceria com o IGHB, dentro do projeto Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, disponibilizou para pesquisa a coleção de O Alabama, um emblemático jornal redigido por afrodescendentes que circulou na Bahia entre 1863 e 1883 e não até 1890 como dito na apresentação da coleção digitalizada. De fato, houve outros Alabamas, um de 1887 e outro de 1890, sem nenhuma identidade com o original, esse último monarquista assumido em tempos de República.

O Alabama surge em 1863 por iniciativa de Aristides Ricardo de Santana, José Marques de Souza e Francisco Alves da Silva Igrapiuna, esse também redator de O Echo do Norte, periódico alinhado com o partido liberal que estreou em 7 de setembro de 1864. Os três constituíram tipografia própria, apenas registrada em 2/6/1866, mas de fato funcionando desde 16/2/1864. Antes disso, o periódico foi impresso na oficina de Domingos Guedes Cabral, redator de O Interesse Público e que recém tinha saído da cadeia, após amargar quatro meses de prisão por suposto crime de imprensa.
Estreou o jornal em pequeno formato, o seu estilo semelhante ao de A Marmota e à Nova Marmota, desses herdou a seção Lá Vai Verso, onde o redator fazia crítica de costumes em versos de quatro estrofes e fustigava desafetos e inimigos, e era também um dos canais de denúncia do periódico. Incomodou o status quo desde o início, tanto que, no mês seguinte, surgiu O Mohican (moicano) com o único objetivo de “dar caça” a O Alabama e que não prosperou.

O Alabama era a representação de um navio fundeado na Baia de Todos os Santos, Salvador, chamada de cidade de Latranópolis, numa alusão aos larápios que prometia combater no seu editorial de apresentação. Em torno dessa identidade criou personagens: o capitão, o guarda-marinha Guilherme, um imediato e até um capelão. O nome era uma provável alusão ao Alabama, navio pirata confederado, assim denominado pela mídia, que botou a pique, justamente nesse ano de estreia do jornal, vários barcos de bandeira americana no litoral do Norte-Nordeste, inclusive na Bahia. Efeitos da Guerra de Secessão nos mares da América do Sul.

A importância de O Alabama está no fato de ser uma das melhores fontes para identificar os terreiros de candomblé da época, cujas atividades o periódico descrevia em tom denuncista, com minúcia de detalhes; alguns trabalhos já foram escritos a respeito, desde os estudos pioneiros do brasilianista Dale Graden em 1997. Para exemplificar, o jornal menciona em sua edição de 18/2/1864 o candomblé do Engenho Velho, no Terreiro da Casa Branca de Mãe Maria Julia. Segundo o periódico, uma mulher de nome Teófila teria sido surrada no local por não cumprir suas obrigações de santo. Não é possível precisar se o jornal se refere a Maria Julia Figueiredo (Mãe Pequena) ou a Maria Julia da Conceição, sabe-se que ambas disputaram o comando do Terreiro da Casa Branca e essa última abriu dissidência fundando o Terreiro do Gantois.


Mas O Alabama é sobretudo uma fonte valiosa para quem quer aprofundar estudos numa área de pesquisa pouco explorada: a luta por espaço e ascensão social, na Bahia, entre os negros e mulatos baianos e  negros africanos. Luta essa patente na formação de irmandades que se excluíam mutuamente, atividades laborais com reservas de mercado e outros impasses de ordem sociológica. O jornal representava o primeiro grupo e daí a sua postura editorial aparentemente contraditória, pela origem afrodescendente de seus redatores, mas afinada com a sociedade burguesa a que os mesmos pertenciam e o entendimento dela dos valores da “civilização”, na construção de uma sociedade espelhada num modelo ocidental. Defendia as mudanças aos trancos, mas sem barrancos.
ACESSE A FONTE: Jornal Correio 
Acesse o acervo digital: 

BIBLIOTECA VIRTUAL CONSUELO PONDÉ DISPONIBILIZA O JORNAL O ALABAMA


Esta Coleção apresenta o acervo de periódicos digitalizados do Arquivo Público da Bahia, Centro de Memória e das obras de domínio público da Biblioteca Pública do Estado. Constantemente, novos títulos serão inseridos com o objetivo de preservar, disseminar e democratizar o acesso às fontes historiográficas referentes à Bahia.

Lisa Earl Castillo: Mapping the nineteenth-century Brazilian returnee movement: Demographics, life stories and the question of slavery


ABSTRACT 
This paper examines Brazil’s century return to Africa movement from both qualitative and quantitative perspectives, identifying three main stages. The largest single wave of voyages came after an 1835 slave uprising in the province of Bahia, when around 200 freed Africans were deported and roughly a thousand others left voluntarily, fleeing anti-African legislation. In the 1840s, smaller numbers of Africans also traveled to the continent of their birth, many as employees on slave vessels. A new phase of migrations came after 1850, with the end of the Atlantic slave trade to Brazil and the British seizure of Lagos a year later. Previous estimates of the volume of travelers are examined in combination with demographic data on passport recipients, in order to frame microhistorical analysis of individual travelers. In the first and third stages, Africans often traveled with their households, comprising not only blood kin but also their slaves and former slaves, while in the second phase many of those who left for Africa were men travelling alone who later returned to Brazil. The resulting portrait of changes over time offers insights into the varying reasons that led freed Africans to leave Brazil, also raising questions about the continued presence of the institution of slavery in their lives.

Introduction
Beginning in the 1990s, with the publication of works such as Paul Gilroy’s The Black Atlantic, which drew attention to the historical importance of travels undertaken by Pan-Africanist intellectuals and other free people of color, the trope of the forced migrations of the slave trade began to give way to a new scholarly interest in voyages resulting from individual agency. In the Lusophone world, however, the travels of freed men and women have been noted since the late nineteenth century, and by the 1950s the groundbreaking work of Pierre Verger paved the way for the first in-depth studies.1 This scholarly interest was sparked by the frequency of such voyages in Brazil, where freed people of color were far more numerous than in Anglophone slave societies.2 The city of Salvador, capital of the northeastern province of Bahia, with an especially large black population, was a major port of departure. Evidence of return voyages between Bahia and the Bight of Benin region dates back at least to the mid-eighteenth century and increases substantially in the 1800s.3
Acesse o artigo na íntegra: 

BIOGRAFIA DE MAHOMMAH G. BAQUAQUA




Fonte:
Revista Brasileira de História, vol. 8, no. 16 (1988).

COMPANHIA DE TEATRO PROCÓPIO FERREIRA - SALVADOR, 1930

Aos três dias do mês de novembro de 1930, procedente de Vitória, aportava em Salvador o navio Jequitinhonha, dentre os demais passageiros estavam: Procópio Ferreira, Regina Maura, Manuel Pêra, Hermila Pêra, Darcy Cazarré, Carlos Machado, José Soares, Albertina Pereira, Jayme Ferreira, Armando Louzada, Abel Pêra, Haydée Jesus Abelha. Todos da Companhia de Teatro Procópio Ferreira.
FONTE: 
Livro de Entrada de Passageiros - Livro 28, 1930, Ago-1931, Jul - Página: 51V

Disponível em:


CONVERSANDO COM PESQUISADORES

"A Conjuração Baiana deixou como legado, entre vários, o inegável e o sofisticado exercício político dos setores médios e baixos..."   



Confira a entrevista concedida pela historiadora Patrícia Valim ao projeto Conversando com Pesquisadores acerca da Conjuração Baiana, que foi seu tema de mestrado e doutorado.
O Conversando com Pesquisadores é um projeto desenvolvido pelo Centro de Memória da Bahia/Fundação Pedro Calmon e tem por fim realizar entrevistas com estudiosos que desenvolvem pesquisa sobre a Bahia para fomentar novas investigações, servir de debate para alunos e professores da rede de ensino bem como suscitar o interesse de um público amplo e diversificado pela nossa História.

Conversando com Pesquisadores é um projeto desenvolvido pelo Centro de Memória da Bahia/Fundação Pedro Calmon/SecultBA que tem por fim realizar entrevistas com estudiosos que desenvolvem pesquisa sobre a Bahia no intuito de fomentar novas pesquisas, servir de estudo para alunos e professores da rede de ensino bem como suscitar o interesse de um público amplo e diversificado pela nossa História.

MATOU, MANDOU MATAR E ANDA MANTANDO



Ele matou o Tenente Francisco de Faro Leitão e o irmão do Capitão Mor Fellipe Luiz de Faro, dele querelou na Bahia.
Ele matou a Manoel Alvares, casado com Dona Clemencia, sobrinha legítima dele S. M.
Ele matou ao Licenciado Julião de Campos pelos seus escravos e resultou ser querelado na Bahia pela mulher.
Ele mandou assaltar a mulher do mesmo Julião por gritar a que del Rei contra ele S. M. e lhe deram muitas pancadas.
Ele matou ao cabra João Pereira seu matador.
Ele matou a Antonio Feliz cabo da quadrilha da cidade.
Ele mandou uma escolta ao Penedo Província de Pernambuco donde houve três mortes.
Ele deu ao pardo Francisco dois matadores para matarem, como mataram o Licenciado Manoel Joaquim nas Laranjeiras.
Ele mandou pegar Antonio dos Santos, filho do Rixoso, lhe deram muitas cutiladas, muitas pancadas, e o assaltaram com calabrote e ficou mortal.
Ele recebeu seis mil cruzados e oitenta mil réis de dois náufragos na perda de duas sumacas na Barra da Cotinguiba, dinheiro de ausentes.
Ele mandou matar a um seu facinoroso com tocaia, estando com um tiro dentro da casa de José Gomes por estar descobrindo as mortes que fez por mandado dele S. M.
Ele mandou matar no Tanque Sujo, a um moço casado com sua sobrinha.
Ele tem tronco em casa donde prende homens forros, tendo carcereiro, que soltando pagam uma pataca dando-lhes primeiro com palmatoria e entre muitos foi Francisco Antonio e Thomas [muito].
Ele finalmente é Senhor de quase todos os bens de ausentes.
Ele conserva muitos matadores, sendo e cabo deles um Domingos Gomes, cujo tem feito mais de vinte mortes para com eles acometer e matar nesta comarca, na de Pernambuco e na da Bahia, sujeitando a cativeiro muitos.
Ele tributa a si os ouvidores desta comarca com dividas e os intimida com jeito tal que admira, e ainda a presença do ouvidor Alvarenga mandou um mulato preso correr as ruas das Laranjeiras com galinha ao pescoço.
Ele acometeu ao ouvidor interino o Capitão Mor Henrique Luiz com treze homens armados na Vila de Santo Amaro o Juiz José de Barros, sobrinho do Axiolis, para não corrigir aquela Vila, o que não conseguiram pela fortaleza daquele Capitão Mor.

Enfim, para recitar todos os seus maus procedimentos parecera coisas inacreditáveis, mais é a mesma verdade.
Fonte: 
Arquivo Público do Estado da Bahia. 
Seção Colonial, maço: 216. 

QUILOMBOS EM SANTO AMARO

Negros dançando. Pintura de Zacharias Wagener

Excelentíssimo Senhor Conde Governador e capitão General
Vejo-me obrigado a por na Respeitável Presença de Vossa Excelência a pública libertinagem e má ordem em que estão os negros e mulatos forros e cativos desta Vila, e fora dela; de forma que tenho passado ao excesso de mandar dar alguns açoites no pelourinho, por querer evitar maior ruína, cujos açoites tem sido com moderação; e como foi sempre inveterado costume nos Juízes ordinários o poder mandar dá-los, e consta-me haver quem se queira opor, quiser a positiva deliberação e ordem de Vossa Excelência ou para obter-me caso assim eu não deva praticar ou para continuar, se eles se não obtiverem igualmente das suas desenvolturas, as quais metem dado motivo a fazer repetidas rondas, fazendo abrir a porta de algumas pessoas onde me noticiam estarem por costume farranchos de negros e mulatos.
Ponho mais na presença de Vossa Excelência, que os poucos marujos que há, me consta estarem refugiados por casa particular de sujeito de respeito, em cuja indagação ando ainda até de ver o meio melhor de os achar. Apenas pude até hoje remeter os do rol junto e fica na diligência de mais. Ponho também na Presença de Vossa Excelência que me faz a bem que Vossa Excelência me ordene, que vá a sua Presença um autor de suspeição de Antonio Muniz de Souza Barreto e outro, com o Juiz ordinário, para a vista deles Vossa Excelência dar a providência, pois não deviam ir ao Juiz do ano passado por não ser este o das suspeições, havendo despacho em contrário como Vossa Excelência verá. Participo mais a Vossa Excelência que por desejar cumprir com os meus deveres, e dar execução as ordens de Vossa Excelência tenho inimigos fortes, que poderão querer inquietar-me, por isso desde já imploro a Proteção de Vossa Excelência a quem devo somente obedecer e aos meus respectivos superiores.
Deus Guarde a Vossa Excelência muitos anos.
Santo Amaro, 26 de março de 1809.
Juiz Ordinário Antonio Joaquim de Magalhães e Castro.
Fonte: 
Arquivo Público do Estado da Bahia. 
Seção Colonial, maço: 216. 
    

EXPOSIÇÃO: GULLAH-BAHIA-ÁFRICA


A exposição possui áudios, documentos e artefatos coletados por Turner em suas viagens ao Brasil, à África e a estados americanos. Há também fotos feitas pelo próprio pesquisador, como as que ilustram essa matéria.
A mostra é uma iniciativa cultural da Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil e chega a Salvador em uma parceria com a Fundação Pedro Calmon (FPC). “Essa exposição estimula o conhecimento das culturas baiana, africana e americana.

E quando negociávamos a vinda desse acervo, percebemos também que havia um importantíssimo registro sobre a religiosidade de matriz afrobrasileira na Bahia”, diz Zulu Araújo, presidente da FPC.

João José Reis: 'Às vezes, escravidão vira ponto de fuga'

                                                              Foto: Walter de Carvalho.  
Por Regina de Sá

Em 1985, a Unesco apresentava lista de 38 localidades com potencial para serem reconhecidas como Patrimônio da Humanidade. Naquele ano, o Centro Histórico de Salvador  ganharia a atenção global com o título dado pela Unesco. João José Reis, doutor em História pela Universidade de Minnesota (EUA) e professor do Departamento de História da Ufba, defende que o Pelourinho, antigo espaço de castigo público, poderia ganhar muito mais como local de memória se fosse criado um museu da escravidão.

No epicentro do Centro Histórico está o Pelourinho, visitado por turistas do mundo inteiro. Ali, as pessoas buscam diversão, entretenimento e compras. Para o senhor, o Pelourinho perdeu sua identidade?

Não existe identidade fixa, "autêntica", nem de indivíduos, de grupos ou lugares. O Pelourinho não é diferente. Apesar de voltado para o turismo em muitos aspectos, consegue-se ali observar muita manifestação da cultura popular, inclusive no ramo do entretenimento, o que ainda faz daquele um lugar especial. Acho positivo que os tambores do Olodum exorcizem os demônios locais, fazendo desse espaço de tortura pública - e não apenas de tortura de escravos - um ambiente de expressão da liberdade.

Por que a localidade Pelourinho deixou de possuir um pelourinho (artefato) como testemunho de um passado em que nossa sociedade submeteu seres humanos a castigos?

O "artefato" desapareceu muito antes de se ter desenvolvido uma política de memória adequada a uma sociedade mais democrática e inclusiva, que, apesar de tudo, o Brasil vem se tornando. Não acho que seria o caso de se erguer coisa do tipo no atual largo do Pelourinho porque, o local, apesar do nome, em parte descolou sua identidade desse passado, sem que, por outro lado, esse passado esteja encoberto. Outras formas de lembrança da violência na era do antigo regime escravista poderiam ser criadas, como, por exemplo, um museu da escravidão e da resistência escrava.
O senhor julga que há, nessa ausência, uma sutil intenção de nossa sociedade esconder este fato?
A Bahia já não precisa esconder essas coisas para que os ricos e poderosos continuem a mandar, a usufruir de seus privilégios e a fechar os olhos às desigualdades sociais e raciais. Estamos numa era de cinismo galopante, por um lado, mas também de alguma conquista no que diz respeito a uma compreensão mais inteira do passado.

Como as gerações futuras vão entender o que, de fato, ocorreu onde hoje existe o Pelourinho se não são mais visíveis as marcas da escravidão?

Talvez não seja correto dizer que inexistam marcas materiais da escravidão no Pelourinho, porque ali estão casas e igrejas construídas por escravos, e com os lucros da escravidão no Recôncavo e na cidade; lá estão as antigas senzalas urbanas (as chamadas lojas, subsolos dos sobrados e casas), e como contraponto uma igreja erigida por escravos e libertos para abrigar uma irmandade negra, a do Rosário dos Pretos. Não falta então "patrimônio" preservado para se pensar a escravidão. O que precisa é passar adiante essas informações.

O jornalista e escritor Laurentino Gomes, que deverá lançar em 2019 uma trilogia enfocando o tráfico de escravos no Brasil, afirmou que "a escravidão é um cadáver insepulto, um fantasma que nos assombra até hoje porque nos recusamos a encará-lo". Simbolicamente falando, é possível que ainda exista um fantasma insepulto no Largo do Pelourinho?


Laurentino poderá escrever sua versão da história da escravidão porque, nos últimos 20, 30 anos, esse é um dos temas mais estudados pela historiografia brasileira, talvez o mais estudado. Depois da publicação do livro de Laurentino, o fantasma de que ele que fala continuará nos rondando. Já se sabe o suficiente sobre a escravidão para que esse passado passe, mas ele não passará inteiramente enquanto houver o racismo e a desigualdade baseada no perfil racial.

ACESSE A FONTE: 

Revista Brasileira de História (Anpuh) agora tem publicação avançada de artigos


Publicada pela Associação Nacional de História (Anpuh), a Revista Brasileira de História (RBH) adere no seu septuagésimo número a uma nova modalidade de publicar artigos, conhecida como “ahead of print”. Também chamada de publicação avançada de artigos, esta modalidade traz a lume artigos aprovados em ao menos dois pareceres às cegas, que são depois minuciosamente revistos e diagramados. Tão logo possível, se tornam disponíveis, de modo aberto (gratuito),  para download e leitura. Com isto, a RBH dispõe artigos que podem circular livremente de acordo com o interesse que provocam em estudantes, professores, pesquisadores e profissionais da área de História e das Ciências Humanas, afora quem quer que por eles se interesse.

Presente na Scielo desde 13 de novembro, o número 70 será composto gradativamente e, ao ser fechado, terá um dossiê sobre História Agrária, 11 artigos ao todo, uma entrevista com François Hartog e três resenhas.
Celebrando este histórico número 70, novas mudanças virão, a serem divulgadas em breve.

Para chegar até esta marca memorável, a RBH, desde 1981, contou e conta com o serviço de profissionais e o esforço solidário de uma ampla e voluntária equipe, além dos pareceristas, aqui recordados com um muito obrigado!

A coleção integral da RBH encontra-se no portal da Anpuh: http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/revistas-anpuh/rbh

Para a coleção na Scielo ver aqui: 
Além da Scielo, está também em outros indexadores: Redalyc, Scopus, Thomson.

Instruções aos autores: 

Museu do Alto Sertão da Bahia (MASB)


Sobre o MASB:
Em 2011, a notícia de que pesquisas arqueológicas estavam sendo realizadas no alto sertão da Bahia e de que todo acervo encontrado havia sido destinado para Ilhéus/BA, motivou representantes de diversos setores da cidade de Caetité em prol da construção do Museu do Alto Sertão da Bahia (MASB), não só como instituição que pudesse abrigar o referido acervo arqueológico (que hoje já ultrapassa mais de 50 mil peças), como também atuar a favor da preservação patrimonial, associada à ideia de sustentabilidade e, assim, promover a valorização histórica e o fortalecimento das memórias e identidades da população alto sertaneja. Sendo um museu de território, que nasceu de uma demanda comunitária, hoje o MASB possui dez núcleos museológicos espalhados entre áreas urbanas e rurais dos municípios de sua abrangência até o presente momento: Caetité, Guanambi e Igaporã. 



O MASB está sediado em Caetité, na Casa da Chácara, uma antiga propriedade rural da primeira metade do século XIX, preservada desde a década de 1960 pelo Sr. Deoclídes Pereira de Aguiar e sua família, últimos moradores do imóvel que, de comum acordo, cederem-no ao MASB objetivando uma maior garantia da sua preservação. Atualmente o imóvel está em processo de restauro e conservação, contudo, o MASB, enquanto museu de território, já atua em outras frentes de trabalho no alto sertão baiano.

VI EIHC - ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA COLONIAL



Com o tema Mundos coloniais comparados: poderes, fronteiras e identidades, o VI EIHC celebra seu décimo ano de existência, na cidade de Salvador, promovido pelas Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Universidade Católica do Salvador (UCSal) – primeira instituição privada a dar assento ao EIHC. O mesmo padrão de qualidade das edições anteriores será mantido ao reunir experts de vários campos da história colonial em conferências, mesas-redondas e simpósios temáticos, além do lançamento de obras publicadas recentes. Desta vez, o encontro conta com mais um espaço, o “Bate-papo com o(a) historiador(a)”, cujo objetivo é aproximar o leitor da trajetória intelectual de consagrados historiadores e historiadoras. Todos(as) os(as) pesquisadores(as), professores(as), estudantes e amantes da História Colonial, e áreas afins, estão convidados(as) a tomar parte nesse grande evento, que ocorrerá, nas dependências do campus da Federação da UCSal, entre os dias 12 e 15 de setembro de 2016.
ACESSE: 

Revista Bahia com História - Inovação, tecnologias e novas abordagens no ensino e aprendizado da História

Por Thiago Souza 
Quando o professor de História, Urano Andrade, criou o blog Pesquisando a História, em 2009, ele tinha em mente dois objetivos: divulgar suas próprias pesquisas e democratizar o acesso a documentações históricas. Para tanto, ele disponibilizou centenas de documentos que versam sobre o Brasil colonial e imperial. A variedade de arquivos engloba desde relatórios, autos e lista de medicamentos, até – literalmente – receita de bolo do século XIX. Ao longo destes seis anos no ar, o blog do professor Urano já foi visitado por quase 480 mil pessoas.

A estatística mostra a força que a internet possui nos dias atuais como fonte de informação e conhecimento da História, além de ser uma eficaz ferramenta de interação entre pesquisadores que buscam conteúdos específicos. No que se refere ao campo da aprendizagem e educação, seja nas tradicionais disciplinas escolares ou acadêmicas, a potencialidade da internet permite acesso a incontáveis bancos de dados que podem favorecer a absorção do ensino.

Tecnologia – A entrada das novas tecnologias facilita a criação de projetos pedagógicos, trocas interindividuais e comunicação à distância, redefinindo o relacionamento estabelecido entre aluno e professor. No entanto, o uso dessas ferramentas em instituições de ensino espalhadas pelo país ainda é um desafio para muitos professores. As dificuldades na utilização das tecnologias educacionais são diversas, podendo ser em relação à falta de recursos tecnológicos de profissionais qualificados ou da reestruturação de políticas educacionais.
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