FONTES PARA A HISTÓRIA DOS AFRICANOS EM PERNAMBUCO IMPERIAL
EMENTA:
A produção historiográfica
sobre as experiências africanas na diáspora vem se avolumando desde a década de
1980. No Brasil, em particular, a pesquisa empírica em variadas fontes –
algumas inéditas – como os testamentos e inventários post-mortem, possibilitaram
aproximarmo-nos das expectativas e perspectivas dos africanos. Mais do que
informações sobre a vida material de libertos, testamentos e inventários são
pertinentes documentos acerca das relações sociais, medos, anseios, laços
familiares e afetivos, graus de parentescos entre livres, forros e cativos. Por
outro lado, a documentação eclesiástica, que possui uma forte tradição em
estudos de demografia e família na Europa vem sendo constantemente utilizada
pelos historiadores sociais no Brasil. Através dos registros paroquiais é
possível remontarmos também as redes de compadrio de cativos, forros e livres,
além de ser uma ótima ferramenta para perscrutarmos as nações e identidades
transétnicas que foram sendo reinventadas nas Américas. Vale ressaltar que os
estudos sobre os africanos no Brasil são intensos na região Sudeste e no estado
da Bahia. Embora Pernambuco tenha sido a terceira capital do Império a receber
grande número de pessoas da África para serem escravizadas, as pesquisas ainda
são tímidas no tocante as experiências desses indivíduos na região. Este curso
pretende, portanto, discutir como estas e outras fontes podem ser utilizadas na
reconstrução da história dos africanos na capital pernambucana na segunda
metade do Império.
III Simposio Internacional de Estudios Inquisitoriales: nuevas fronteras
Apresentação
Este Simpósio se propõe
empreender um renovado caminho de interpretação do fenômeno inquisitorial. A
intenção é ampliar os espaços geográficos da investigação sobre a Inquisição;
desenhar novas fronteiras e definir as diretrizes do diálogo entre centro e periferia
e, ao mesmo tempo, entre periferia e os centros que elaboraram e criaram o
discurso inquisitorial. O desafio é desenvolver uma análise global de uma
instituição que influenciou enormemente a vida das sociedades onde se
implantou, mas que também se viu afetada por muitos elementos das realidades
dentro das quais se foi difundindo, obrigada a negociações múltiplas, seja nos
espaços peninsulares, seja nas regiões extra europeias.
Madri, Roma e Lisboa foram
centros diretores de uma instituição com uma anterioridade (tardo-medieval),
mas onde as novas fronteiras religiosas, geográficas, políticas e culturais do
século XV em diante impuseram desafios que conduziram à sua reinvenção
constante. A expansão da Inquisição a partir de 1478 não é meramente geográfica
e de controle do território, mas também de ampliação jurisdicional. A
multiplicação das sedes dos tribunais por três continentes, que incrementou o
número de centros inquisitoriais, é concomitante com uma ampliação da
vigilância do Santo Ofício sobre os horizontes comportamentais das sociedades.
Este Simpósio será um
território aberto para uma investigação historiográfica capaz de assumir o
desafio de abrir novas fronteiras na forma de estudar e de interpretar a
Inquisição. A fonte inquisitorial será assim utilizada como subsídio para
penetrar sociedades e tempos. O novo desafio é conseguir compreender a
(re)invenção das sociedades através do fenômeno inquisitorial, desde como se
assume e percebe um assunto tão estritamente ibérico como o da limpeza de
sangue até como se concebe o papel evangelizador das sociedades católicas
dentro e fora do mundo cristão. Trata-se de examinar como a criação de novos
centros inquisitoriais reconfigura e reformula a periferia dos comportamentos
humanos em sua reprodução social.
ENCRUZILHADAS DA LIBERDADE
UM ESTUDO SOBRE A VIDA DOS ESCRAVOS APÓS A ABOLIÇÃO
NO BRASIL
Saber qual o destino dos ex-escravos, o que fizeram
e o que pensavam sobre a liberdade após o fim da escravidão é o grande desafio
deste livro. Cruzando vários tipos de fontes históricas, o autor reconstrói as
histórias de vida de ex-escravos que moravam em grandes fazendas açucareiras do
Recôncavo Baiano. A intenção é perceber como as experiências da escravidão
foram refletidas no cotidiano dos ex-escravos após a abolição, norteando
culturas, escolhas e projetos de liberdade.
• Livro de referência para a área de História.
• A primeira edição, da Editora Unicamp, estava
esgotada desde 2006 e sempre foi muito procurada.
• Recebeu o Prêmio Clarence H. Haring (2006-2011)
de melhor livro historiográfico da América.
• Walter Fraga é professor da Universidade Federal
do Recôncavo da Bahia (UFRB). Recebeu o Prêmio Jabuti 2010 de melhor livro
paradidático, com Uma história da cultura afro-brasileira.
ACESSE: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/8107633?PAC_ID=126174
Palestra: Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior
Prezado(a)s
A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de
Memória da Bahia, convida para a palestra “A Feira dos Mitos: a fabricação do
folclore e da cultura popular nordestinos”, que será proferida pelo professor
Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior (UFRN) e debatida pela professora Drª
Lígia Bellini (UFBA) em 01 de outubro de 2014, às 18 horas, na sala Katia
Mattoso – auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia.
Durval Muniz de Albuquerque Júnior é doutor em
História Social pela Unicamp, com pós-doutorado pela Universidade de Barcelona.
Autor de diversos livros, dentre eles, A Invenção do Nordeste, História: a arte
de inventar o passado, O Morto Vestido para um Ato Inaugural: procedimentos e
práticas dos estudos de folclore e de cultura popular, A Feira dos Mitos: a
fabricação do folclore e da cultura popular (Nordeste, 1920-1950). Atualmente
atua como professor titular na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Ligia
Bellini é doutora em História pela Universidade de Essex, Reino Unido, com
pós-doutorado pela Universidade de Londres. Autora de A coisa obscura: mulher,
sodomia e Inquisição no Brasil colonial, e co-organizadora de Formas de crer:
ensaios de história religiosa do mundo luso-afro-brasileiro, séculos XIV-XXI e
Tecendo histórias: espaço, política e identidade. Atualmente é professora da
Universidade Federal da Bahia.
Atenciosamente,
Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo
Público da Bahia
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Governo do Estado da Bahia
55-71-3117-6067
I SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DE COLEÇÕES
A área da história de coleções
encontra-se em franco desenvolvimento, tendo nos últimos anos vindo a público
numerosos estudos, teses e artigos, quer em Portugal quer a nível
internacional. A maior parte destes trabalhos fazem uso de abordagens cruzadas e
interdisciplinares.
Com uma autonomia relativamente
recente, a história de coleções não só ilumina a história das disciplinas
representadas nas coleções como também a investigação contemporânea nas
próprias disciplinas aí representadas, bem como os processos científicos
associados à recolha e documentação; o trânsito de conhecimento e objetos entre
pessoas, instituições e países; o comércio e
as trocas comerciais e, mais geralmente, a história política e social,
nas suas múltiplas vertentes.
Dada a importância e
transversalidade da área, bem como a necessidade de a aprofundar e estruturar,
o Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa
organiza, a partir deste ano e com edição anual, o Seminário de História de
Coleções (SHC).
Com data marcada nos dias 19,
20 e 21 de novembro de 2014, o SHC1 é dedicado às coleções científicas do
próprio MUHNAC, herdeiras de perto de 400 anos de estudo das ciências em
Portugal e reveladoras das práticas e discursos produzidos nas instituições ancoradas
no espaço da antiga colina da Cotovia: o Colégio jesuíta da Cotovia (1619), o
Colégio dos Nobres (1761), a Escola Politécnica (1837) e a Faculdade de
Ciências (1911).
INSCRIÇÕES:
De 21 de julho a 14 de novembro
Regular: 30 euros
Estudantes: 20 euros
MUHNAC e ULisboa: gratuito
Pagamento por transferência
bancária para: Universidade de Lisboa (MUHNAC) / CGD NIB 0035 0824
0001020073037
Para confirmação da inscrição,
envie o nome, instituição, comprovativo de pagamento, comprovativo de estudante
(se aplicável) e NIF para recibo para: dfelismino@museus.ul.pt
ACESSE: Inscrições
ELEIÇÕES DOS COLEGIADOS SETORIAIS DE CULTURA DA BAHIA - 2014
INFORMATIVO ESPECIAL
De acordo com a Lei Orgânica de
Cultura do Estado da Bahia nº 12.365, de 30 de novembro de 2011 que dispõe
sobre a Política Estadual de Cultura e
institui o Sistema Estadual de Cultura do Estado da Bahia, esta previsto a
criação dos Colegiados Setoriais de Cultura da Bahia que representarão diversos
segmentos de cultura junto a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia/Governo
do Estado da Bahia.
O que é um Colegiado Setorial?
Colegiado Setorial é um grupo
de pessoas que representam um setor diante da sociedade e do poder público.
Qual o papel dos Colegiados?
Os colegiados terão o papel de
orientar e respaldar decisões políticas voltadas a cada área/segmento, atuando
como instâncias de consulta, participação e controle social das ações
promovidas pelos órgãos do governo.
O que significa participar do
Colegiado Setorial de Arquivos e Memória
Esta será a primeira eleição
para este Colegiado podendo, de forma legitima, participar das decisões
relacionadas a Arquivos e Memória no âmbito do Governo Estadual.
Efetivando a criação do
Colegiado do segmento os eleitos serão responsável, também, pela criação de seu
regimento (Conheça a atuação de Colegiados efetivados por meio do seguinte
blog: http://colegiadossetoriais.blogspot.com.br/
Composição dos Colegiados
Cada colegiado será
individualmente integrado por nove membros, sendo três do Poder Público,
indicados pelo Secretário de Cultura, e seis da sociedade civil eleitos através
deste processo participativo e democrático. Todos terão seus devidos suplentes.
Os integrantes serão designados para mandato de dois anos (biênio de 2015 e
2016).
Como e quando serão as eleições
Para participar das eleições
dos Colegiados Setoriais de Cultura da Bahia, como eleitor ou como candidato, é
necessário efetuar um cadastrado na plataforma eleitoral
(http://cultura.plataformavirtualdevotacao.com.br/SelecaoSetorial.aspx) até o
dia 20 de setembro de 2014.
As eleições ocorrerão, também
através de sistema online, entre os dias 03 de outubro a 03 de novembro de
2014.
Observações importantes
Para garantir a legitimidade do
colegiado precisamos ter, no mínimo, 30 (trinta) cadastros válidos como
eleitores, sendo o mínimo de 12 (doze) candidatos.
Nenhum funcionário público
(administração pública federal, estadual, distrital ou municipal) detentor de
cargo comissionado poderá se cadastrar como eleitor e/ou candidato.
Funcionários (servidores
efetivos, cargos comissionados e REDA) da Secretaria de Cultura do Estado da
Bahia ou de suas unidades, também não podem se cadastrar como eleitor e/ou
candidato.
Para se cadastrar é necessário
que o interessado tenha no mínimo 18 anos, residir no Estado da Bahia e atuar
no segmento ao qual esta se cadastrando.
LANÇAMENTO: ENTRE O FRUTO E O OURO
Organizado por Philipe Murillo
Carvalho e Erahsto Felício de Sousa, a obra é composta por nove artigos
produzidos por historiadores/as da nova geração que se debruçaram sobre temas e
documentos inéditos ou pouco estudados. É um livro imperdível! Veja abaixo a
relação de trabalhos:
1) Da escravidão para o
trabalho livre: abolição do cativeiro e o destino dos libertos no sul da Bahia
- Ronaldo Lima
2) A sociedade Monte Pio dos
Artistas de Itabuna: trabalhadores, cultura associativa e o republicanismo dos
de baixo, 1920-1930. Philipe Murillo Carvalho
3) Papai Noel, os mendigos e a
liberdade: uma história do controle social em Itabuna (1950-64) - Erahsto
Felício de Sousa
4) Sexualidades em evidência:
prostituição feminina, desigualdades de gênero e sociabilidades no meretrício
itabunense (1940-1950) - Carolina Dos Anjos
5) Itabuna no trono da beleza
nacional: discursos de progresso e idealização feminina na imprensa itabunense,
1950-1962 - Adriana Oliveira
6) A experiência da Frente de
Mobilização Popular: emancipações e movimentos sociais no sul da Bahia - Soanne
Cristino
7) “Eu vim realmente pra vê se
eu melhorava de vida”: trajetórias e expectativas de migrantes em Itabuna-Ba
(1980) - Priscila Glória
8) Nas coroas, nos mangues e na
maré: As vivências das pescadoras do São Miguel e Teotônio Vilela em Ilhéus-BA
(1980-2007) Fabiana Santana Andrade
9) A região cacaueira nas
malhas das percepções e do tempo: produção cultural no sul da Bahia no
interlúdio do século XX - Danilo Ornelas
Curtam nossa página
https://www.facebook.com/pages/Mondrongo/554313147949520?fref=ts — com Danilo
Ornelas, Fabiana Santana Andrade, Ronaldo Lima, Adriana Oliveira, Soanne
Cristino, Priscila Glória e Carolina Dos Anjos.
“Documentos do Arquivo e Revoltas Escravas”
A última edição do projeto
Quintas na Quinta acontece no dia 28 de agosto, às 14h30, no Arquivo Público do
Estado da Bahia. Com o tema “Documentos do Arquivo e Revoltas Escravas”, o
encontro recebe como convidado o historiador, pesquisador e professor do Departamento
de História da Universidade Federal da Bahia, João José Reis. Para facilitar o
deslocamento dos participantes, um ônibus gratuito sairá às 14h, do Teatro
Castro Alves para o Arquivo Público, com retorno às 17h. O ponto de encontro é
na biblioteca do Teatro.
SEMINÁRIO INTERNACIONAL “CULTURA, POLÍTICA E TRABALHO NA ÁFRICA MERIDIONAL"
O prazo para inscrições de
propostas para o Seminário Internacional “Cultura, Política e Trabalho na
África Meridional” está aberto até 25 de setembro próximo. O evento, que irá ocorrer na UNICAMP
(Campinas, Brasil) de 11 a 14 de maio de 2015, propõe uma reflexão sobre a
África Meridional, enfatizando o ponto de vista africano em detrimento das
políticas e experiências coloniais. Organizado pelo CECULT e pelo Harriet
Tubman Institute da York University, o seminário oferece a oportunidade para
estreitar laços entre pesquisadores e estudantes dos dois centros, mas também
acolhe parceiros vinculados a outras instituições de ensino e pesquisa nas
Américas, Europa e África.
Clique aqui para mais
informações sobre os objetivos do Seminário e receber instruções como fazer sua
inscrição.
ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA TERÁ ATENDIMENTO SUSPENSO
Devido às obras de recuperação
do telhado, forro e assoalho do Arquivo Público do Estado da Bahia, no bairro
da Baixa de Quintas, a Fundação Pedro Calmon/SecultBa informa que a partir do
dia 08 de setembro de 2014, estará suspenso, temporariamente, o atendimento ao
público prestado pelo Arquivo. Saiba mais: http://goo.gl/tyeFfv
SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES NO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA
Portaria
nº 143 /2014, de 04 de Agosto de 2014
A
Diretora Geral da Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória e Arquivo Público
da Bahia, no uso de suas atribuições legais, Considerando
o início das obras de recuperação total do telhado e forro, e assoalho
do Arquivo Público do Estado da Bahia – APEB, no último dia 07 de Julho
de 2014.
Considerando
a necessidade de remanejamento dos setores do APEB, por conta
das mencionadas obras de reforma. Considerando
a segurança do patrimônio arquitetônico e documental e da integridade
física dos funcionários, estudantes, pesquisadores e estudiosos
comumente
presentes ao APEB.
INFORMA:
Art. I
- A SUSPENSÃO do atendimento ao público, a saber:
Parágrafo
Primeiro – a partir do dia 11 de Agosto de 2014, estará suspenso,
temporariamente,
o atendimento ao público na Biblioteca Francisco Vicente Vianna
– APEB.
Parágrafo
Segundo – a partir do dia 08 de Setembro de 2014, estarão suspensos,
temporariamente, todo e qualquer atendimento ao público e prestação
de serviços, e visitação, inclusive à Sala de Consulta de Manuscritos e
Impressos do APEB.
O
término das suspensões, ora indicadas, dependerá de cronograma definido pela
empresa executora das obras de recuperação total do telhado e forro, e assoalho
do Arquivo Público do Estado da Bahia, e será passível de novo comunicado,
a ser divulgado em imprensa oficial e outros órgãos de imprensa, e nas
redes sociais.
Salvador
Bahia, 04 de Agosto de 2014.
Maria
de Fátima Fróes e Almeida Souto Maior
Diretora
Geral
Fonte: Diário Oficial do Estado da Bahia
Salvador, 25 de agosto de 2014
Nº 21.486
TERCEIRA BIENAL DA BAHIA – ARQUIVO E FICÇÃO – QUINTAS NA QUINTA
ARQUIVO
PÚBLICO – DISCUSSÕES SOBRE PATRIMÔNIO
Na
oportunidade as discussões estarão centradas no patrimônio arquitetônico o
"Solar da Quinta do Tanque" que repercute diretamente na preservação
e no acesso do patrimônio arquivístico do APEB.
Convidadas:
Fátima Fróes, diretora geral da Fundação Pedro Calmon / Secretaria de Cultura
do Estado; Maria Teresa Navarro de Britto Matos, diretora do Arquivo Público do
Estado da Bahia / Fundação Pedro Calmon; e Professora Rita de Cássia Rosado,
coordenadora de Pesquisa do Arquivo Público do Estado da Bahia / Fundação Pedro
Calmon.
Local:
Arquivo Público do Estado da Bahia
Quando:
7 de agosto, às: 14:30
Endereço:
Ladeira Quinta dos Lázaros - Baixa de Quintas / Salvador
Condução
gratuita: Ônibus gratuito saindo do TCA para o Arquivo Público, às 14h
Ponto
de encontro na bilheteria do TCA
OBS:
Não é permitida a entrada de pessoas trajando bermuda
RESULTADO DO CONCURSO “VÁRIAS HISTÓRIAS 2014”
Temos a satisfação de divulgar
o resultado do Concurso “Várias Histórias 2014”, que contou com a avaliação dos
professores Margarida de Souza Neves e Leonardo Affonso de Miranda Pereira,
ambos do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro.
Agradecemos a todos os
candidatos pela participação, concorrendo em um processo seletivo bastante
disputado em vista da qualidade dos trabalhos apresentados.
Parabenizamos os aprovados,
certos de que seus livros contribuirão para manter o perfil e o padrão de
excelência da Coleção “Várias Histórias”, assim como para ampliar a produção e
os debates no campo da História Social.
Seguem os autores e trabalhos
selecionados, em ordem de classificação:
1º lugar - Iacy Maia Mata, Conspirações da "Raça de Cor":
escravidão, liberdade e tensões raciais em Santiago de Cuba (1864-1881).
2º lugar - Robério Santos Souza, "Se eles são livres ou escravos":
Escravidão e trabalho livre nos canteiros da Estrada de Ferro São Francisco, da
Bahia – 1858-1863.
3º lugar - Ana Flávia Cernic Ramos, As máscaras de Lélio. Política, humor e
indeterminação histórica nas crônicas de Machado de Assis (1883-1886).
4º lugar – Larissa Rosa Corrêa,"Disseram que eu voltei
americanizada": relações sindicais Brasil-Estados Unidos na ditadura
civil-militar (1961-1978).
FONTE:
CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA: A ARTE DA PRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA MEMÓRIA
Prezado(a)s,
O mês
de agosto da 12ª edição do curso Conversando com a sua História será realizado
em parceria com o Museu de Arte Moderna da Bahia MAM, tendo como tema “A arte
da produção e organização da memória”, e integrará a programação da 3º Bienal
da Bahia, compondo o projeto Campo Gravitacional: arquivo e ficção, sob a
curadoria de Ana Pato. O supracitado projeto visa observar e discutir as
práticas e os procedimentos em torno dos espaços da memória, mais
especificamente dos arquivos e bibliotecas. O projeto prevê uma série de ações,
que tem como pressuposto a problemática do arquivo, tendo a arte contemporânea
como fio condutor. Nesse sentido, o objetivo dos encontros é discutir a
arquitetura da memória, a natureza burocrática dos arquivos, a memória oral,
histórias e ficções dos espaços de memória da Bahia e a (in)visibilidade dos
arquivos. Para tanto, diferentes instituições foram convidadas para apresentar
seus acervos bem como historicizar a instituição a partir da proposta que deu
origem a mesma, o projeto inicial, seus fundadores, colaboradores e
mantenedores.
A
atividade acontece todas as segundas-feiras, às 17 horas, na sala Kátia Mattoso
- auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Programação:
Agosto
– A arte da produção e organização da memória
04/08 – Entre o público e o privado: a
construção da memória sobre a Bahia
Mosteiro
de São Bento
Palestrante:
Alícia Duhá Lose
Palestra:
O Privado de interesse público: construção da memória no Mosteiro de São Bento
da Bahia.
Arquivo
Público do Estado Da Bahia
Palestrante:
Maria Teresa Navarro de Britto Matos
Palestra:
Memória e História do Arquivo Público do Estado da Bahia: 1890 a 2014
Mediadora: Ana Pato
11/08 –
A arquitetura da organização arquivística: práticas e procedimentos
Instituto Histórico e Geográfico da Bahia
Palestrante:
Maria Helena Flexor
Palestra:
Práticas e procedimentos em arquivos: visão de pesquisadora
Fundação
Gregório de Mattos
Palestrante:
Ruth Marcellino da Motta Silveira
Palestra:
"O Arquivo Histórico Municipal de Salvador: registro vivo da história da
primeira Capital do Brasil"
Mediadora:
Fátima Fróes
18/08 –
Tipologias de espaços de memória
Terreiro Ilê Axé Opó Afonjá
Palestrante:
Marcos Santana
Palestra:
"Conhecendo quem somos, amamos e preservamos o que temos!"
Escola
Parque
Palestrante:
Tyrone Braga Santiago
Palestra:
CECR - Escola Parque: 64 anos de educação integral e integração com a
comunidade
Museu
de Arte Moderna
Palestrante:
Marcelo Rezende
Palestra:
"A reinvenção da memória".
Mediador: Luiz Freire
25/08 –
Descortinando a memória através da oralidade e da arte
Centro
de Estudos Afro-orientais
Palestrante:
Luzia Reis
Palestra:
O Centro de Estudos Afro Orientais: arquivos, memórias e histórias
Terreiro
Pilão de Prata
Palestrante:
Pai Air
Teatro
Vila Velha
Palestrante:
Márcio Meirelles
Palestra:
“A memória é uma ilha de edição”
Mediadora: Suki Vilas Boas
01/09 –
Tecendo histórias entre papeis, fotografias e itens museais
Fundação Pierre Verger
Palestrante:
Ângela Elisabeth Lühning
Palestra:
O que fotos dizem e não dizem: o acervo da Fundação Pierre Verger.
Centro
de Memória da Bahia
Palestrante:
Walter Silva
Palestra:
Centro de Memória da Bahia: olhares republicanos sobre a Bahia
Mafro - Palestrante:
Graça Teixeira
Mediadora:
Jamile Borges
Atenciosamente,
Centro
de Memória da Bahia
Fundação
Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia
Secretaria
de Cultura do Estado da Bahia
Governo
do Estado da Bahia
55-71-3117-6067
ARQUIVO PÚBLICO CONQUISTENSE: FONTES HISTÓRICAS DO SERTÃO DA BAHIA
FUNDO “INTENDÊNCIA” ESTÁ
TOTALMENTE INVENTARIADO E DISPONÍVEL NO ARQUIVO PÚBLICO
CONQUISTENSE
O Arquivo Público Conquistense
concluiu hoje a organização do Fundo das Intendências de Vitória da Conquista,
com documentos que abrangem o período de 1893 a 1930. O produto deste esforço é
o Inventário Sumário do Fundo “Intendências”, um conjunto com 130 livros
ocupando 3,6 metros lineares de documentação textual. O acesso a este acervo já
é totalmente livre para a população.
O conteúdo deste fundo é
basicamente de registros, compreendendo resoluções, marcas de fogo, atas do
conselho municipal, cadernetas escolares, cadastro de eleitores, processo de
pagamento, arrecadação de tributos, cadastro de contribuintes, recibos,
memorial de tesouraria, livros-diário e razão.
Desta coleção, destacam-se as
Marcas de Fogo, livros de registro de patente das marcas de ferrar gado. Esta
coleção é um documento importante para o registro da memória da ocupação das
terras desta região com a prática da pecuária. As Marcas são também um ícone da
memória do coronelismo.
Fotos: Afonso Silvestre
O Arquivo, portanto, continua
cumprindo a sua função de Lugar de Memória, organizando seu acervo e
disponibilizando o mesmo para pesquisa e consulta, que podem ser realizadas em
qualquer momento, sob a orientação e o acompanhamento dos servidores.
ACESSE: Arquivo Público Conquistense
ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL DE CAETITÉ
A criação do Arquivo Público
Municipal de Caetité remonta ao ano de 1995 por iniciativa de professores da
UNEB, que apresentaram à Gerência de Arquivos Municipais do Arquivo Público da
Bahia APB, em março de 1996, um projeto de criação de um arquivo público para a
cidade de Caetité.
Posteriormente, em 19 de abril
de 1996, foi convocada uma reunião na Câmara de Vereadores de Caetité, com a
finalidade de discutir os termos de um convênio de parceria envolvendo a
Prefeitura Municipal, o APB e a UNEB. Nessa reunião, onde estiveram presentes o
então Prefeito Municipal, o Sr. Olimar Oliveira Rodrigues, a Secretária de
Educação do Município, a Sra. Sônia Silveira, o Presidente da Câmara de
Vereadores, o Sr. Francisco Nelson C. Neves, o representante da direção da
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caetité, o professor Manoel
Raimundo Alves, os representantes do APB, o Sr. Divaldo Alcântara e a Sra.
Maria Solenar R. Nascimento, e os professores Paulo Henrique Duque Santos,
Maria de Fátima Novaes Pires e Tânia Portugal, foram estabelecidos os primeiros
encaminhamentos relativos à formalização do convênio, implantação do Arquivo e
sua incorporação ao Sistema Estadual de Arquivos, possibilitando a Caetité
tornar-se um dos vinte primeiros municípios baianos a adotar política pública
de guarda e preservação de acervos.
Moleque escravo açoitado até a morte pelo crime de sodomia (1678)
Gravura
de Debret, 1835
Publicado em 17 de julho de
2014
Por Luiz Mott.
O segundo registro de um crime
homofóbico ocorrido no Brasil nos leva a Sergipe del Rey, no ano do Senhor de
1678. A vítima é um moleque escravo que foi açoitado até à morte por ter
mantido relação sodomítica com um capitão do exército. Tal episódio encontra-se
registrado no 14º Caderno do Nefando da Inquisição de Lisboa: Frei Inácio da
Purificação, carmelita da Bahia, denuncia ao Santo Ofício uma série de delitos
contra a Fé e bons costumes observados na Ouvidoria de Sergipe: “na Vila Nova
do Rio São Francisco, vi um homem por nome Capitão Pedro Gomes, tão
escandaloso em cometer o pecado nefando, que publicamente o comete com brancos
e pretos, e na mesma fama está também incurso um sacerdote, Padre Diogo
Pereira, morador na Cotinguiba, a 5
léguas de Sergipe del Rey”.
1590 é a data oficial da
conquista de Sergipe e fundação da cidade de São Cristóvão. Assim sendo, em
1678, quando da denúncia deste crime de morte contra um jovem escravo sodomita,
a Ouvidoria de Sergipe, agregada à Capitania da Bahia, já contava com quase um
século de colonização, tanto que nesse sumário inquisitorial, dos 19
denunciantes, 6 já eram sergipanos natos, 6 portugueses e os 7 restantes,
naturais das capitanias limítrofes. Estima-se que nessa Comarca viviam então
aproximadamente 17 mil habitantes, dos quais 1/4 constituído de brancos
luso-brasileiros, conhecidos como “mazombos”, predominando contudo os negros
crioulos e africanos, mulatos, mamelucos e índios aldeados. Sergipe contava
então com quase uma vintena de engenhos de açúcar, sua principal fonte de
renda.
ACESSE O TEXTO NA ÍNTEGRA: http://historiahoje.com/?p=2946
FERREIROS DE SANTO DE SALVADOR: ARTE, RESISTÊNCIA E HISTÓRIA
(Foto: Lucas Marques)
Matéria sobre a expulsão dos
artesãos de ferro do local que ocupam há mais de um século, os Arcos da Ladeirada Conceição.
Estranhamente, o despejo foi
decretado pelo IPHAN, em nome da preservação do patrimônio histórico da cidade:
"Deixamos aqui registrado
os nossos primeiros questionamentos: para além da agravante problemática acerca
do patrimônio material e das mudanças que essa desocupação vai gerar no
planejamento financeiro dessas pessoas, qual será o impacto imaterial que a
ruptura de uma tradição, feita a esses moldes, irá acarretar? Qual tipo de
amparo, como se deu o diálogo e qual o suporte planejado entre SUCOM (Superintendência
de Controle e Ordenamento do Solo), IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional ) e SECULT (Secretaria de Cultura do Estado da Bahia) na
gestão desse conflito? Para onde vão Zé Diabo e todos os outros e qual a
preocupação real do município e estado com uma atividade imprescindível para a
manutenção dos cultos aos Orixás e Inquices das religiões de matrizes africanas
na Bahia?
A ação põe ainda em risco a
possibilidade de fragilização e até mesmo de extinção de um técnica e processo
criativo centenária, que através da oralidade vem ensinando quem somos e para
onde vamos. Embates que cada dia mais invadem nossas timelines nos fazendo
conhecer e temer termos como gentrificação, aculturação e especulação. São
essas as primeiras perguntas que fazemos e aguardamos respostas nessas 24 horas
de um total de 72 que iremos cobrar e acompanhar. Que a prática-afetiva entre
deuses, homens e coisas, não se separem. "
ACESSE MATÉRIA:
ARTE MUNDIALMENTE RECONHECIDA:
http://www.dusablemuseum.org/exhibits/details/bandits-heroes-poets-saints-popular-art-of-the-northeast-of-brazil
http://www.dusablemuseum.org/exhibits/details/bandits-heroes-poets-saints-popular-art-of-the-northeast-of-brazil
IV Congreso Internacional Ciencias, Tecnologías y Culturas
IV Congreso Internacional Ciencias, Tecnologías
y Culturas, USACH, octubre, 2015.
Universidade do Chile
SIMPÓSIO: Trabalho forçado nas sociedades da
América Latina (XVI-XIX).
CONVOCATÓRIA
O trabalho forçado na América Latina acompanhou
a expansão europeia em diferentes cantos do “Novo Mundo”, onde espanhóis,
portugueses, ingleses, holandeses e franceses buscaram estabelecer instituições
e práticas de trabalho que permitiam aproveitar os recursos humanos e naturais
do vasto continente. Desde o início da época colonial, os indígenas foram
submetidos a numerosas formas de trabalho forçado, incluindo a escravidão, a encomienda,
a mita e o repartimiento. Além disso, praticamente todas as áreas do continente
chegaram a conhecer a escravidão negra e outras formas de trabalho coercitivo.
O processo gradual da abolição da escravatura
não significou o fim do trabalho coercitivo na América Latina. Muitas formas de
mão de obra forçada perduraram, outras surgiram durante a época republicana e
contemporânea: recrutamento, trabalho carcerário, inquilinaje, pongueaje, entre
outros regimes de trabalho que não se podem classificar como “livres”.
O
objetivo deste simpósio é examinar e comparar, com um enfoque continental,
comparativo e interdisciplinar, as formas, condições e representações da
escravidão e de outros tipos de trabalho involuntário (incluindo o supostamente
livre) na América Latina, desde os primeiros tempos de colonização no século
XVI até a atualidade. Entre as disciplinas que dialogarão com esta discussão estão:
a história, a sociologia e a antropologia.
Os trabalhos apresentados abordarão diferentes
aspectos da problemática tais como: o processo de transição entre diferentes
tipos de mão de obra coercitiva; as representações sobre raça ou etnicidade,
gênero etário e trabalho; as tensões e complementaridades em torno da
implementação e persistência da escravidão e outras instituições de trabalho; e
os debates sobre as formas características do trabalho forçado tanto do passado
quanto da época contemporânea.
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