Capitão América: um herói menos imperialista do que parece

Pesquisador afirma que o personagem foi mais crítico do que incentivador do governo norte-americano nos quadrinhos. 


Apesar de ganhar proporções internacionais com o lançamento do filme "Capitão América: O Primeiro Vingador", a fama de representar o imperialismo norte-americano sempre esteve associada ao herói, cujo uniforme e nome não deixam dúvidas sobre a sua origem.
O título do longa causou incômodo em alguns países, como Coréia do Sul e China. Na Rússia, a produção estreia apenas como "O Primeiro Vingador".

Nos quadrinhos, Steve Rogers (nome real do herói) provou diversas vezes ser mais crítico ao governo de seu país do que o garoto propaganda criado em 1941, que durante a Segunda Guerra Mundial simbolizou a luta dos Estados Unidos contra o nazismo. E isso tem início ainda nos anos 1940, com o término do conflito que justificou a criação do herói.
"A criação do Capitão América foi uma esperteza de mercado da editora [Timely Comics]. No período, o governo dos EUA incentivou, com descontos em impostos, quem fizesse propaganda ideológica norte-americana", explica o quadrinista e historiador Sávio Queiroz Lima, que pesquisa HQs e suas relações com a história.

ACESSE A FONTE E LEIA NA ÍNTEGRA: 
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/capitao+america+um+heroi+menos+imperialista+do+que+parece/n1597105942384.html

Miséria persiste em 30 das 200 cidades com PIB mais alto

 
ANTÔNIO GOIS
PEDRO SOARES
 
Olhando apenas para a atividade econômica, o município de São Desidério parece uma ilha de prosperidade no extremo oeste da Bahia.
A intensiva produção de algodão, soja e milho faz a cidade, de 28 mil habitantes, se orgulhar de ter a segunda maior produção agropecuária do país, e o 112º PIB per capita (soma de bens e serviços produzidos, dividida pelo total de habitantes) entre os 5.564 municípios brasileiros.

Essa aparente riqueza, no entanto, não se traduz em bons indicadores sociais.
Tal contradição se repete em municípios onde a riqueza é gerada por empreendimentos industriais ou lavouras de exportação que concentram renda e criam relativamente poucos empregos.
 
Antônio Serra, 75, mora em uma casa de taipa em Porto de Brotas, comunidade de São Francisco do Conde (BA)
Daniel Marenco/Folhapress 

De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, 30% da população de São Desidério, por exemplo, vive em domicílios com renda média per capita inferior a R$ 70, linha de miséria do governo federal.
Comparando o PIB per capita, o município está entre os 2% mais ricos do país. Analisando a miséria, figura entre os 20% mais pobres.
Uma análise feita pela Folha nos indicadores sociais dos 200 municípios de maior PIB per capita mostra que São Desidério não é um caso isolado. Em 30 dessas cidades, a proporção de brasileiros vivendo com menos de R$ 70 per capita fica acima da média nacional, de 9,6%.
A maioria desses municípios é de pequeno porte, mas concentra grandes empreendimentos, o que explica que o PIB per capita seja elevado.
Entre as características mais comuns deste grupo estão atividades ligadas à indústria de petróleo (dez casos), cultivo de soja ou grãos (oito) e hidrelétricas (cinco).
Segundo Júlio Miragaya, economista do Conselho Federal de Economia, essas atividades geram muita riqueza, mas empregam pouco.
José Ribeiro, economista e demógrafo da OIT (Organização Internacional do Trabalho), concorda: "É importante desmistificar a ideia dos grandes empreendimentos como agentes exclusivos do desenvolvimento".
Sheila Zani, responsável pelo cálculo do PIB municipal do IBGE, faz outra ponderação: nem sempre a riqueza gerada é absorvida pela cidade. "Muitos dos empregados mais qualificados moram em grandes centros, onde a é renda absorvida."
Se não há necessariamente geração de emprego local, algumas dessas cidades ao menos deveriam se beneficiar de arrecadação maior. "Mas a gestão municipal não consegue reverter o montante expressivo de impostos na melhoria das condições de vida", diz Ribeiro, da OIT.
Em São Desidério, é fácil entender por que o PIB não se traduz em bem-estar. Há grandes fazendas com lavouras mecanizadas. Os donos moram em outras cidades e chegam de avião. A riqueza fica na mão de poucos e vai para fora da cidade.
 
ACESSE A FONTE: 

REVISTA DE HISTÓRIA - UFBA

(CLICK NA IMAGEM E ACESSE A  REVISTA)

PRÊMIO PROFESSORES DO BRASIL

Prêmio Professores do Brasil, do MEC, vai dar R$ 5 mil para os autores das melhores experiência pedagógicas.

 
Reconhecer e valorizar o trabalho, dentro das redes públicas, dos principais responsáveis em formar os alunos. Esse é o objetivo do Prêmio Professores do Brasil, concurso organizado pelo Ministério da Educação (MEC), que este ano está em sua 5ª edição. Os autores das melhores experiências pedagógicas serão premiados em dinheiro, e as respectivas escolas ganharam equipamentos. Podem participar quaisquer representantes da educação básica, desde que tenham desenvolvido práticas para enfrentar situações-problema.
O professor pode, por exemplo, usar os encartes do professor, que contém material didático desenvolvido a partir do conteúdo da Revista de História.
Segundo o site oficial do concurso, serão premiados até 40 experiências, sendo oito por região. Os professores e representantes das escolas vencedores participação de um seminário em Brasília, com passagens e hospedagem custeadas. Os autores das práticas, independentemente de sua região e da categoria a que concorrem, receberão R$ 5 mil, além de troféu e certificados. As escolas serão premiadas com a aquisição de equipamentos audiovisuais ou multimídia no valor de até R$ 2 mil.
Para saber mais informações e se inscrever, clique aqui.
ACESSE: 

CONCURSO UFRB

 
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) abriu concurso público para preencher 26 vagas de professor para diversas Matérias/Áreas de Conhecimento. O regime de trabalho é de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva, e os salários variam de R$ 7.333,66 para Professor Adjunto e R$ 4.651,58 para Professor Assistente.

Estão sendo oferecidas 06 vagas para Professor Assistente e 03 vagas para Professor Adjunto do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB), no campus de Cruz das Almas - BA; 05 vagas para Professor Adjunto do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC), no campus de Cruz das Almas - BA; 01 vaga para Professor Assistente do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), no campus de Cachoeira - BA; e 04 vagas para Professor Assistente e 06 vagas para Professor Adjunto do Centro de Formação de Professores (CFP), no campus de Amargosa - BA.

As inscrições estarão abertas no período de 15 de agosto a 30 de setembro de 2011, somente através do sítio www.ufrb.edu.br/concursos. O valor da taxa de inscrição é de R$ 90 para todos os cargos.

O concurso público será feito por meio de prova escrita e ou prática, didática (aula pública), prova de títulos e defesa de memorial. As etapas serão realizadas a partir do dia 07 de novembro de 2011, no centro de ensino relativo à Matéria/Área do Conhecimento.

Palestra - Aqui ninguém é branco: tradição cultural e a contestação do racismo

 
Como se trabalha com a tradição cultural de maneira a contestar o racismo? Esses e outros questionamentos serão discutidos por Liv Sovik, autora do livro Aqui Ninguém é Branco.

Através do estudo de lugares-comuns na música popular brasileira, 'Aqui ninguém é branco' propõe releituras do cosmopolitismo brasileiro, do corpo dançante como emblema da nação, da marca deixada pelos escravos e da ligação entre branco e negro no cotidiano. Discute as maneiras em que, na grande imprensa, o branco é valorizado e a experiência americana de relações raciais é tratada como ameaçadora e radicalmente diferente da brasileira.

A obra encontra-se esgotada na editora, porém estaremos disponibilizando alguns exemplares para venda durante a palestra.


LIV SOVIK é professora associado da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisa o discurso identitário brasileiro, partindo muitas vezes de uma reflexão sobre a historia da música popular. Nessas pesquisas, focaliza questões políticas e teóricas de raça e de gênero colocadas por esse discurso, sobretudo em seu interface com o contexto global.
 
Quando: 01 de agosto, às 18:30h, no salão de eventos da LDM.

 

EXPOSIÇÃO: 50 ANOS DA DIOCESE TEIXEIRA DE FREITAS/CARAVELAS-BA

(CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIÁLA)

LOCAL: SALÃO PAROQUIAL (CARAVELAS)
PERÍODO: 22 DE JULHO A 07 DE AGOSTO
HORÁRIO: DIARIAMENTE DAS 14 ÀS 17H30
VISITAS MONITORADAS: AGENDAR PELO TELEFONE (73) 3297-1611

Curso Favelas Cariocas: ontem e hoje

Clique na imagem para ter acesso ao folder digital do curso.

CURSO PRÁTICO DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS


Dias: 30/07 e 06/08
Docente: Profª Maria Rosângela da Cunha
Carga horária: 16 horas
Número de vagas:
Limitado. As vagas serão preenchidas de acordo com a ordem de recebimento das inscrições
Forma de inscrição:
Através do site da Freitas Bastos (www.freitasbastos.com/cursos.html), 
preenchendo a ficha de inscrição, pelo telefone (21) 2276-4500 – ramal 207 ou pelo email: gerenciacursos@freitasbastos.com.br

Blog: Fonte Primária

 
Serviço de pesquisa em jornais brasileiros e de língua inglesa, a partir do final do século XIX. Voltado para estudantes, professores(as) e pesquisadores(as) em geral.

Cambridge Journals are FREE TO ACCESS for Six Weeks

In order to reach out to new readers, who may not enjoy access to high quality scientific and academic research, all 2009 and 2010 content on Cambridge Journals Online (CJO) will be made free to access between 15th July and 30th August 2011.


We hope this period of free access enables researchers, students and interested individuals to benefit from some of the world’s most valuable academic content.  It will also enable Cambridge Journals to study patterns of usage and formulate improvements to CJO which will benefit all users of CJO going forwards.
To access the free articles, simply use the ‘Browse Journals’ or ‘Search’ options at the top of this page.  To take advantage of all CJO functionality, including the ability to bookmark papers and save your searches, please register here.
We hope that you enjoy this period of free access and that you will take the time to inform us about your experience. All comments can be sent to Cambridge via the CJO feedback page.

ACESSE:

 

IV Festival de Percussão 2 de Julho

ESCOLA DE MÚSICA DA UFBA
IV Festival de Percussão 2 de Julho
 
Coordenado pelo professor Jorge Sacramento, o IV Festival de Percussão 2 de Julho será realizado nos dias 3, 4 e 5 de agosto,  às 16h e 20h. Este ano o Festival vai acontecer no Teatro Martins Gonçalves na Escola de Teatro da UFBA. Teremos a participação dos seguintes grupos: Conjunto de Percussão da EMUS, Grupo de Percussão da UFBA, Duo Sacramento, Aquim Sacramento, Juraci Tavares, Sarava Jazz, Grupo Cultural Wado, alunos formandos em 2011 (Antenor Cardoso, Átila Coutinho e Thiago Trad), Edson Quesada. Participação dos alunos de regência João Flávio e Rafael Galeffi e do violinsta Raul Bernudez.
ACESSE: http://www.festival2dejulho.blogspot.com/

Mulheres Inesquecíveis

Biblioteca Nacional promove ciclo de palestras Mulheres Inesquecíveis
Ruth de Souza e Georgina dos Santos abrem os debates falando da condição da mulher no Brasil Colonial, dia 20 de julho, às 18h


A homenagem que a Fundação Biblioteca Nacional/MinC está fazendo às mulheres com a exposição Brasil Feminino vai ganhar mais um capítulo: a série de encontros Mulheres Inesquecíveis. Importantes ensaístas, pesquisadoras e artistas debatem a condição social feminina em cada um dos períodos históricos retratados pela exposição. Os encontros, que acontecem na Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, terão mediação da jornalista e crítica literária Claudia Nina.  
O ciclo de quatro palestras começa na quarta-feira (20/07) com a historiadora Georgina dos Santos e a atriz Ruth de Souza, com o tema A condição feminina no Brasil Colônia. Na quarta seguinte (27/07), será a vez das pesquisadoras Constância Lima Duarte e Edinha Diniz debaterem Arquivos de Mulheres e Mulheres Arquivadas do século XIX. Já o encontro de quinta-feira (04/08) vai contar com as palestras da antropóloga Mirian Goldenberg, do escritor Ruy Castro e com o depoimento da atriz Norma Bengell sobre Mulheres no alvorecer e anoitecer do século XX: Carmen Miranda, Pagu, Leila Diniz, Norma Bengell. Para fechar, na quinta (11/08), a escritora Cecília Prada e a presidente da Fundação Theatro Municipal e cineasta Carla Camurati vão debater a Mulher no século XXI – Condições de Emancipação. 
O ciclo de palestras Mulheres Inesquecíveis acontece no auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional (Entrada pelo jardim da Rua México, s/n° – Centro). Os debates começam às 18h e a entrada é franca.  Brasil Feminino está no Espaço Cultura Elizeu Visconti, localizado no primeiro andar da Biblioteca Nacional. A entrada é franca e os horários de visitação são de terça a sexta, das 10 às 18h, e aos sábados, domingo e feriados, das 12 às 17h.

Mais informações acesse: 

LANÇAMENTO: SERTÕES DA BAHIA

(CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIÁLA)

Festival de História - Diamantina 2011

 
Os temas da História atraem, cada vez mais, o interesse de jovens e adultos no Brasil e em todo o mundo. Novos livros, destinados ao público leigo, reedições de clássicos, revistas especializadas, filmes, minisséries para a televisão, portais, blogs e twitters, seminários e congressos atestam a efervescência do interesse da opinião pública, em um movimento que se ancora e expande na crescente atividade de investigação e pesquisa dos historiadores e meios acadêmicos, varrendo todas as áreas do conhecimento e dos estudos históricos.

Prova disso é o sucesso dos livros de História no Brasil. Entre os dez no ranking de não ficção mais vendidos em 2010 nada menos do que seis abordavam temas históricos. São eles 1808 e 1822, de Laurentino Gomes; Uma breve história do Brasil, de Mary del Priore e Renato Venâncio; Guia politicamente incorreto da história do Brasil, de Leandro Narloch; Brasil, uma história, de Eduardo Bueno; e Uma breve história do mundo, de Geofrey Blaney, o único estrangeiro na lista. Isso revela que os leitores estão ávidos por obras bem elaboradas e romances históricos bem documentados, em uma demanda cada vez melhor atendida pelos profissionais de História e pelos jornalistas.

A continuidade desse movimento, essencial para a afirmação de nossa identidade cultural e para a construção da cidadania, exige convergências que catalisem as forças criativas e liberem as ousadias. E foi a partir dessa percepção que a Revista de História da Biblioteca Nacional – RHBN concebeu o Festival de História – fHist, que nasce sob o desafio de tornar-se palco de convergência das expressões artísticas focadas nos temas históricos. Mas muito além do desafio de constituir um novo canal de expressão, o fHist tem como desafio maior ampliar o interesse da sociedade pela História, por meio da criação de espaços e da interação, em um mesmo momento, dos autores, editores, atores, produtores, diretores com o grande público.

Um festival das artes de fazer e de contar a História nas salas de aula, nos museus, nos livros, nas revistas, nas bibliotecas, no cinema, na televisão, no teatro, na música e na Internet.

ACESSE: http://www.festivaldehistoria.com.br/

Seminário Educação 2011 UFMT/NEPRE

O Seminário Educação é uma realização do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso. Em 2011, realiza-se a 19ª Edição, tendo por tema Relações raciais e educação: dez anos de estudos e pesquisas na UFMT. Trata-se de um evento que já adquiriu dimensão nacional, caracterizado como um fórum privilegiado de discussão e intercâmbio entre profissionais da área, estudantes e pesquisadores.  
 

MIMUNEGRA - I Mostra Internacional da Mulher Negra

Horário: Seminário MIMUNEGRA - 14h às 16h45 –Teatro
Performances - 17h às 19h - Sala de Sessões
Classificação etária: 10 anos
ENTRADA: R$ 1,00 (um real)

LANÇAMENTO DO LIVRO: TUDO PELO TRABALHO LIVRE! DE ROBÉRIO S. SOUZA


"Um dos livros relativamente raros que abre para o leitor os dramas das vidas dos trabalhadores, mas sem perder de vista as questões  teóricas e as implicações políticas mais amplas das suas histórias." 
Michael M. Hall

 (click na imagem para ampliá-la)

Dia: 21 de julho de 2011
Horário: 19:30 ás 21:30
ANPUH /2011 

Popularização da Ciência e Tecnologia


O Edital FAPESB Nº 17/2011 – Popularização da Ciência e Tecnologia tem por objetivo apoiar propostas de organização e execução de eventos científicos e/ou tecnológicos, com foco na Popularização da Ciência e Tecnologia, a serem realizados no Estado da Bahia, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que ocorrerá no período de 17 a 23 de outubro de 2011. As propostas devem ter como objetivo principal a Popularização da Ciência e Tecnologia vinculada ao tema “Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de risco”.
As propostas em resposta ao presente Edital podem ser encaminhadas em uma das duas linhas de fomento, com valor máximo de R$ 7.000,00 (sete mil reais): Linha 01: Projetos oriundos de pesquisadores vinculados à Instituições de Ensino Superior ou Pesquisa ou Instituições Científico – Tecnológicas (IES – ICTs), públicas ou privadas, sediadas no Estado da Bahia, e Linha 02: Projetos oriundos de proponentes vinculados à escolas da rede pública de ensino ou escolas administradas em consórcio público – privado, instituições do Terceiro Setor e associações em geral, desde que sem fins lucrativos, sediadas no Estado da Bahia.
Os recursos para o Edital Nº 17/2011 serão da ordem de R$ 165.000,00 (cento e sessenta e mil reais) alocados no orçamento de 2011. Sendo: Linha 01: reservado o valor total de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) e Linha 02: reservado o valor total de R$ 70.000,00 (setenta mil reais).
Todas as informações e requisitos para apresentação das propostas constam no Edital FAPESB Nº 17/2011 – Popularização da Ciência.

ACESSE: 

PUBLIQUE SEU LIVRO


 
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) prorrogou o prazo para inscrições no Edital de Apoio à Publicação Cientifica e Tecnológica (003/2011) para os dias 12 de agosto (inscrições on-line) e 16 de agosto (postagem). Assim, a Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA) está recebendo novos materiais para avaliação até o próximo dia 18 de julho, segunda-feira.


É importante ressaltar que a EDUFBA observa os critérios adotados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para a avaliação de livros. Este ano, a FAPESB não está aceitando propostas de apoio a periódicos. Autores contemplados em 2010 não podem concorrer novamente.

O Edital 003/2011 da FAPESB objetiva incentivar a publicação acadêmica, em especial a de natureza inédita, visando difundir conhecimentos, técnicas ou tecnologias que sejam relevantes para o desenvolvimento econômico, social e cultural do Estado da Bahia. Confira, abaixo, outras informações essenciais para a submissão:

Data de recebimento de novos materiais pela Editora da UFBA:

18 de julho de 2011, segunda-feira


Normas para publicação e entrega de originais:


http://www.edufba.ufba.br/como-publicar/


Para maiores informações sobre o edital:


http://www.fapesb.ba.gov.br/?page_id=4518

Exposição - Manuscritos na História

Núcleo de Ação Educativa do Arquivo Público do Estado de São Paulo torna pública  a exposição “Manuscritos na História”, buscando trazer, aos olhos do público, um pouco da história e das mudanças, ao longo do tempo, de documentos produzidos sob a forma manuscrita.
      Os documentos manuscritos fazem parte da História do Brasil e, por muito tempo, foram soberanos no âmbito particular e da administração pública. Dentre uma seara de documentos, num universo de 7 mil metros lineares[*1] disponíveis para consulta, não foi tarefa fácil a seleção daqueles que constituem essa exposição.
      Dividida em dez ambientes, a exposição aborda diversas formas de documentos manuscritos, representativos do ponto de vista historiográfico e, também, do acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo, sendo que algumas salas tratam de tipologias específicas enquanto outras têm um perfil mais genérico.
      Não obstante, com a preocupação de difundir o acervo e algumas possibilidades de uso de documentos de arquivo em sala de aula, disponibilizamos algumas propostas de atividades pedagógicas para serem trabalhadas no âmbito dos ensinos Fundamental e Médio.
 

Definir o que é um documento é uma tarefa complexa e difícil, haja vista as diferentes ciências modernas trabalharem com conceituações muitas vezes distintas e, quiçá, antagônicas. Para a História, o termo “documento” já foi sinônimo de documento escrito, preferencialmente oficial, desde que demonstrada sua veracidade. Através de documentos cartoriais, diplomáticos e estatais era possível escrever a História, a “verdadeira História”, pautada pelos estudos políticos e econômicos.
       No limiar do século XX, porém, a História começou a ampliar seu objeto de análise e, paulatinamente, alterou, também, sua concepção de documento. A partir de então, todo tipo de vestígio da ação humana – canções populares, cartas de amor, retratos, pinturas rupestres, relatos orais – começou a ser reconhecido como um documento. Logo, de forma sucinta, podemos definir um documento como qualquer vestígio deixado pelos homens ao longo do tempo ou então, adotando uma terminologia arquivística, “unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte ou formato” [*1].
       A palavra “manuscrito” é originária do latim manus (mão) scriptu (escrito), cuja tradução seria “escrito à mão”. Esse tipo de documentação se incorporou à História do Brasil a partir da ocupação portuguesa, iniciada oficialmente em 1500. De uso restrito à documentação oficial, devido ao custo da tinta, ao preço do papel e à falta de letramento da sociedade colonial, os documentos manuscritos foram, pouco a pouco, se incorporando ao cotidiano dos brasileiros à medida que se ampliava o acesso à escolarização básica.
       Ofícios, requerimentos, autos, documentos de identificação, testamentos, inventários, atestados, cartas, diários pessoais, agendas, bilhetes, cadernos escolares, post-its, enfim, inúmeros foram e ainda são os tipos de documentos produzidos sob a forma manuscrita, razão pela qual é tão importante a guarda, preservação e divulgação desses documentos, visto que fazem parte não só de nossa história, mas também de nosso cotidiano.
      No limiar do século XXI, em plena era tecnológica, o Núcleo de Ação Educativa objetiva apresentar um tipo de documentação que paulatinamente tem deixado de ser usada, em especial no âmbito da administração pública, mas que ainda hoje tem importância comprobatória e histórica para a sociedade.

Mais informações acesse:

BATUQUES



Administrador da Quinta e Hospital dos Lázaros 11 de setembro de 1870

Ontem á tarde, tinha eu des / cido á horta d’este Estabelecimento / á vêr ahi o serviço, quando vi na / estrada, caminho para a quinta um grupo de neguinhas d’essas / que infelizmente enchem as / ruas d’esta Capital offendendo / a moral e dançando ao som de / palmas e á modo de africanos. / Pouco depois, dirigindo-me a / casa, as vi, assentadas umas e outras mão, em paus destinados á obra que se está fazendo nas casas continguas e existentes defonte d’elas, havendo entre as / mesmas alguns capadocios, ade / quados companheiros de tal gen / talha. Encaminhado-me para minha sala, levantei uma janela, d’onde / depois de ter sido visto e me / demorando, apenas me retirava, / ouvi uma voz que na porta da minha morada chamava por // uma escrava do Estabelecimento / em serviço na cozinha, que fica / colocada infelizmente e com comunicação / para um quarto com por / ta lateral para a da entrada da / casa. Voltando a janela, disse estas palavras para uma neguinha que estava á porta / = pretende alguma cousa? nada / tem ahi á fazer, retire-se para onde / estava = isto por que entendi que não devia consentir que viesse essa neguinha distrair do serviço / em que estava a escrava, gritando por ela para dentro de minha casa, embora no pavimento térreo, / muito em muita proximidade pela sua / pouca altura, sem respeitar a minha presença, por ali acabava de / me ver.
Ao tempo que assim dizia / eu a neguinha me respondia / uma pilheria em tom de mofa, / um dos capadocios que se achava / assentado nos ditos paus, com // insolência gritou-me que não se / me estava roubando cousa alguma / nem se me tirava parte / da porta. Disse-lhe que / não me tinha dirigido a ele; que / a casa era minha e eu a governava / como entedia, e nada tinha / ele que dizer-me. Em vez de calar-se, continuou / a dirigir-se a mim com mais / insolência, até que, mandando-o calar, disse-me que não o faria, / que eu não era suficiente para / o mandar fazer; que era tanto quanto eu [C. C. C].
Não devendo por-me em razões / com esse insolente, contive-me / no ímpeto, que senti, de sair e ir / sobre ele, e a esse tempo chegando / em direção ao cemitério um / cadáver que vinha a ser sepultado / o qual, pelo que tinha ouvido a sucia, era por ela esperado, para / lá se encaminharam todos, e eu / expedi um próprio ao Subdelegado // em exercício, a fim de que / me mandasse o ordenança do / juízo. Este viu e, esperando / que do cemitério regressasse entre / os demais da sua súcia / aquele insolente, o fiz prender e / recolher a Casa de Correção, / onde se acha a disposição de Vossa Senhoria. / Seu nome e João Herculano de Oliveira Mendes. // Quando intimado a prisão, dizendo que nada tinha feito para / ser preso, referio as insolências / referidas = que a negrinha não / me tinha ido roubar = que eu / não a podia fazer retirar, nem / gritar-lhe, nem lhe mandar calar, por que era tão bom como eu / = que nada se lhe podia fazer / por que, o que poderia ser era manda-lo para o sul, que de lá já / ele tinha vindo = sendo seus ditos acompanhados pelos sahidos d’entre / os companheiros de = vá, amanhã se sai = Ora! O que vale isto? Amanhã se está na rua C. C. // É sabido e escusado é
repetir / aqui o modo pelo que está entre nós / atrevida essa gente. Desrespeita-se / a qualquer com a / maior sem cerimônia, sem se / ter em vista que pode se estar / tratando com pessoa de / consideração. / A impunidade e outras circunstancias / para isso tem concorrido, enão menos a falta / de uma punição correcional / para certa ordem de crimes / ou falas, que não podem ser / sujeitos a um processo que termine / pelo julgamento do / Tribunal do Juiz, em cujo caso está / a de que falo. / Estamos mal e para muito pior / imos, por que esses que lograrão / voltar da campanha do Paraguai julgão-se com um salvo / conduto para tudo quanto quiserem / fazer, por que dizem como // esse = não me hão de mandar para o Sul! / Entretanto Vossa Senhoria não desconhecerá a necessidade de uma correção / para tais casos, e certo / estou, esse individuo a encontrará. Releva acrescentar que / referio-me o guarda = que, o dito de o haver querido subornar com / a quantia de cinco mil réis / para o deixar ir para sua casa, / tentou fugir, atirando-lhe com / o guarda-sol que trazia, e / largando a correr, até que, / sem poder acompanhar, entrou em uma padaria, onde na carreira / que lavava também penetrou / ele e de lá o recebeu por / intermédio de um Inspetor de quarteirão do 1º distrito, que / compareceu nesse lugar.
                                                                    Deus Guarde Vossa Senhoria.
                           Ilustríssimo Doutor Chefe de Polícia. / João da Costa Camacho

Arquivo Público do Estado da Bahia 
Seção Colonial 
Maço: 6421

História esmigalhada


A encruzilhada da escola historiográfica que já experimentou análise e narração

RESUMO
A antologia "Nova História em Perspectiva" retraça a evolução da corrente historiográfica formatada na esteira da crise de 29, desde a busca da "história total" até o flerte com um viés narrativo. Em entrevista, os organizadores apontam os limites da tendência e opinam sobre o ensino de história no país.


ELEONORA DE LUCENA
ENTREVISTA

ESCREVER HISTÓRIA
com foco em datas e homens. Ou nos grandes movimentos em torno do poder e da luta de classes. Ou em torno das migalhas do cotidiano, dos amores e dos humores. Nas entrelinhas de cada maneira de trabalhar a história há um pensamento, uma teoria, um debate acadêmico, político, científico, ideológico -todos encharcados de história.
Na esteira da crise global de 1929, formou-se, em torno de nomes como Marc Bloch (1886-1944) e Lucien Febvre (1878-1956), uma escola de historiadores batizada de "Annales", por causa da publicação que editavam na França. Porosa às emergentes ciências sociais, a "nova história" se contrapunha ao positivismo, à história como gênero literário, e consagrou uma dimensão analítica.
A partir daí, vieram nomes como Fernand Braudel (1902-1985) e Jacques Le Goff. A escola tornou-se hegemônica na academia e nas escolas. Ganhou o mundo. Ao longo do tempo, transformou-se e ruminou contradições. Mais recentemente, cristalizou-se em torno de uma abordagem mais narrativa, menos explicativa, fixando-se em temas pontuais e abandonando a "história total" de suas origens. Bateu de frente com o marxismo.
Para tratar da história dessa história, Fernando Antonio Novais, 77, e Rogério Forastieri da Silva, 64, lançam nesta semana "Nova História em Perspectiva" [Cosac Naify, 552 págs., R$ 79]. O livro é uma antologia de textos que embasaram essa corrente em suas diversas fases. Para apresentar a coletânea, os organizadores -"historiadores marxistas, na periferia do capitalismo", como se definem- produziram uma densa introdução. Nela, cuidam da tensão entre materialismo histórico e "nova história" no desenrolar do tempo. Discutem os limites da "história em migalhas" e os impasses do marxismo, identificando transformações mais recentes. Tratam especialmente dos contextos desses movimentos e do debate teórico em torno do fazer história.
Na obra, 20 autores (como Braudel, Le Goff, Carlo Ginzburg e Paul Veyne) se debruçam sobre seus métodos, dilemas e escolhas. Haverá um segundo volume com novos nomes do grupo. Um terceiro, só com autores brasileiros, está em projeto. Novais e Forastieri falaram à Folha sobre o livro.
 
Folha - O que é a "nova história"?
 
Fernando Novais - É a tendência dominante entre os historiadores no mundo. Nasceu na França em 1929, com a fundação da revista "Annales". Passa a dominar na segunda metade do século 20. Resolvemos nos posicionar sobre isso. É como falar para um economista brasileiro se posicionar entre monetaristas e estruturalistas.
 
Rogério Forastieri - O trabalho diz respeito a um setor específico da história: a historiografia, a história da história. Quem cursou história ouviu que a nova história é a melhor coisa que se produziu. Que antes havia uma coisa perigosa, execrável chamada positivismo. Procuramos situar esse movimento do ponto de vista da historiografia e tratar desse debate.

O livro mostra que, em sua primeira fase, a nova história dialogou com as ciências humanas, especialmente com a sociologia. Depois, convocou a economia, conversando mais com o marxismo e sendo mais analítica. Na terceira fase, a atual, a antropologia tem mais peso. É mais narrativa, com menos contexto, uma "história em migalhas". Qual o desenrolar dessa história com a crise atual?

 

Novais - A antologia pretende apresentar textos das formulações, dos desdobramentos e dos questionamentos. A novidade é examinar isso dentro da história geral da historiografia. A história da historiografia normalmente é considerada de duas maneiras: a tradicional e a moderna. A historiografia moderna é científica; a tradicional, não. Ser científico é ser explicativo. A outra era apenas narrativa. É como se a historiografia moderna não tivesse nada a ver com a tradicional. O nosso ponto de vista é que tem.
Não é só uma distinção temporal. É que a história moderna dialoga com as ciências sociais. A tradicional não dialogava por um motivo muito simples: não existiam as ciências sociais.
A historiografia anterior ao século 19 entendia que se reconstitui a vida diretamente pelos registros, pelos documentos. A moderna não diz o contrário. É preciso ter documentos. Mas diz que, para reconstituir, é preciso explicar. O historiador explica para reconstituir; o cientista, qualquer que seja, reconstitui para explicar. Essa é a diferença. A "nova história" acentuou o lado não analítico, o lado narrativo, esmigalhado.
 
Forastieri - Tem um autor que fala que é um positivismo arejado. 

Isso perdura? Há alguma mudança?
 
Forastieri - Uma das poucas coisas que a prática da historiografia ensina é a não fazer previsões. É a crise dos paradigmas, não só na história, mas na ciência em geral -até nas ciências exatas.

O sr. poderia explicar a crise dos paradigmas?
Novais -
A crise dos paradigmas é a crise da ciência, quando conceitos mais gerais foram abandonados. É a crise do estruturalismo. Em história, o que mudou? Foi uma mudança de assunto. Em vez de estudar Estados, estruturas, produção, consumo e poder, a história passou a estudar os modos de sentir, os amores e os humores. As obras ficaram mais bonitas.
Nós nos perguntamos quais são as implicações disso. Nas ciências humanas, houve uma mudança de conceitos. Na economia, por exemplo, em vez de estudar desenvolvimento e subdesenvolvimento, passaram a estudar ciclos. Passou do macro para o micro. Nas ciências sociais, houve uma mudança de conceitos. Na história, houve o abandono desses conceitos, uma desconceitualização -que é a característica da "nova história".
Mas está mudando. Os debates da terceira parte do segundo volume mostram isso. Um grande historiador como Carlo Ginzburg, um pilar da "nova história", ultimamente insiste que cada vez mais é preciso retomar o caráter analítico da história. Tem que haver um equilíbrio entre narração e análise. História profissional é mais complicado. Todo mundo acha que sabe de história. Pior, todo mundo acha que pode fazer história.

Como os srs. veem o fato de muitos livros de história que vendem bem não serem de historiadores?
Novais -
E não são livros de história. O mercado tem as suas leis. Se perguntar para o mercado quem é bom, Guimarães Rosa ou Paulo Coelho, a resposta será Paulo Coelho. Quem mais imagina que pode fazer história são os jornalistas. Não tenho nada contra eles. A divergência é em relação a conceitos, não a pessoas.

Mas esses livros são malfeitos?
Novais -
Alguns são, outros não. Outros são muito bem-feitos. Nenhum é livro de história. Porque, para fazer história, tem que ser profissional. Tem que conhecer história, não só do assunto que se está estudando. História é situar uma coisa no tempo. Precisa conhecer o tempo. Em história, o último livro não é necessariamente o melhor.

Como avaliam a qualidade dos livros didáticos e a maneira como se ensina história hoje no Brasil?
Novais -
Acho que a "nova história", descontextualizante, acabou tendo efeito no livro didático e no ensino secundário. Minha neta de dez anos me disse que começou a estudar a escravidão vendo a escravidão hoje. Fazem história de trás para frente, ao contrário. Isso para mim é uma maluquice.

Não é uma questão de atração?
Novais -
A influência da "nova história" na maneira pela qual se ensina foi maléfica. Contrariando a expectativa dos autores -que achavam que esse sistema de estudar os amores, os humores iria chamar a atenção-, tenho a impressão de que o prestígio da história entre a moçada não é tão grande como era antes.
Falavam que era só "decoreba" e que o aluno não gostava. Mas podia ensinar história sem grandes decorações. Também não se deve dizer que não precisa saber as datas. Isso deve ser sabido. Memória é importantíssima para o conhecimento histórico e para a vida.
Noto um desprestígio. Faço revisão na Fundação Carlos Chagas [que prepara provas de vestibular e concursos de admissão] há anos. O número de questões de história diminuiu em todos os testes.
 
Forastieri - A história lida com uma das dimensões fundamentais da existência humana: a temporalidade. A história está preocupada com a reconstrução dos eventos. O evento é importante. O grande problema -e sobre o qual a "nova história" teve responsabilidade- é a negação de que existe uma estrutura subjacente, [o discurso de] que a estrutura é uma camisa-de-força. O grande problema é a opção pelo voo curto. Não é tanto o fato de estudar especificamente uma coisa ou outra. Acho legítimo. Mas é preciso mostrar que existe um nexo entre evento e estrutura.

Vocês não se consideram adeptos da nova história. São historiadores marxistas.

Novais -
De um certo marxismo. No texto, procuramos situar duas coisas: a formulação teórica do materialismo histórico, dos clássicos, e depois como é que fica a historiografia que se inspira no materialismo histórico diante dessa periodização da história geral. Na crise dos paradigmas, a "nova história" aparece como sendo a derrota do comunismo e do marxismo. É bom pensar o seguinte: a crise atual mostra que quem tinha razão? Segundo a economia clássica, o mercado resolve as coisas. Parece que não aconteceu assim.

A crise trouxe de volta o marxismo?

Novais -
[O crítico literário] Roberto Schwarz, há algum tempo, fez uma observação muito boa: se o capitalismo está vitorioso, isso vai exigir a volta de Marx. Porque até os conservadores confessam que quem entende de capitalismo é Marx. Sabem que Marx dizia que ia ter crise; eles diziam que não ia ter crise. Mas a crise do capitalismo está na primeira página dos jornais.

Qual a posição dos senhores sobre o sigilo de documentos?
Novais -
O ideal é que todo documento seja público, e o historiador tenha acesso. Mas é preciso um mínimo de realismo: não vai ser assim em parte alguma. Vai ter limitação. Mas tem que ser mínima e para um tipo de documento. Quem vai saber se o documento é muito confidencial? Não pode ser o governo. Tem que ter representantes da sociedade que definam isso: quais documentos e por quanto tempo [serão confidenciais].

Em vez de Estados, produção, consumo e poder, a história passou a estudar modos de sentir, amores e humores


Todo mundo acha que sabe de história. Pior, todo mundo acha que pode fazer história. Quem mais imagina que pode fazer são os jornalistas


Porosa às emergentes ciências sociais, a "nova história" se contrapunha ao positivismo, à história como gênero literári. 

ACESSE A FONTE: