I COLÓQUIO DE HISTÓRIA DO RIO DE JANEIRO COLONIAL
Organizadores:
Maria Isabel de Siqueira e Thiago Krause
(21 a 23
de Novembro, UNIRIO)
Nas
últimas décadas, a historiografia brasileira sobre o período colonial cresceu,
se diversificou e amadureceu. Em razão de sua importância, o Rio de Janeiro foi
um espaço privilegiado pelos pesquisadores, tendo sido objeto de diversos
trabalhos que abriram novas perspectivas para o estudo de toda a América
Portuguesa. O I Colóquio de História do Rio de Janeiro Colonial, organizado
pelo Manto – Núcleo de Estudos Coloniais na Época Moderna – reunirá alguns dos
principais especialistas brasileiros em atuação para fazer um balanço do
estágio atual da historiografia sobre a capitania fluminense e debater as
perspectivas futuras de pesquisa.
Para fazer a inscrição como ouvinte e receber
posteriormente o certificado de participação, envie o comprovante de pagamento
da inscrição para o e-mail abaixo. Caso necessite do CPF para fazer uma
transferência interbancária, por favor enviem um e-mail pedindo.
Programação
Inscrição
- Valor:
R$ 25,00.
- E-mail
para enviar o comprovante de pagamento: coloquiorjcolonial@gmail.com
- Conta
para Depósito: Banco Bradesco, Conta-Corrente: 0023159-2, Agência: 6897 (Thiago
Nascimento Krause)
Chamada Pública Projetos de Patrimônio Cultural – Segurança em Instituições Culturais Públicas de Guarda de Acervos Memoriais
Chamada
para seleção de projetos de segurança em edificações que guardam acervos
memoriais brasileiros, tais como museus, arquivos e bibliotecas. O valor total
da seleção é de até R$ 25 milhões em recursos a serem deduzidos por meio da Lei
Rouanet. A aprovação no PRONAC deverá ser comprovada no momento da contratação.
Acesse o
edital para conferir todo o regulamento da seleção.
Inscrições
Serão
recebidas entre 05.10 e 14.11.2018. Cada instituição cultural pública de guarda
de acervo memorial poderá enviar somente uma proposta. Confira o passo a passo:
1. Para
se inscrever, o interessado deverá preencher este formulário de inscrição
online, com a obtenção do número de protocolo de inscrição do projeto. Em caso
de dúvidas, confira Manual de preenchimento do formulário e de envio de
arquivos eletrônicos ao BNDES.
2. Enviar
versão digitalizada da documentação exigida no item 6.7 da chamada em um
arquivo .zip único, ao final do formulário online. Seguir as instruções
contidas no Manual de preenchimento do formulário e de envio de arquivos
eletrônicos ao BNDES. Importante: o nome do arquivo deve ser composto pelo nome
da instituição de guarda de acervos memoriais no seguinte formato: “nome da
instituição.zip”.
4.
Encaminhar documentação via Correio ou via protocolo do prédio do BNDES no Rio
de Janeiro, EDSERJ, conforme descrito no item 6.3 da chamada.
Contato
Para
contato, questionamentos e recursos, envie sua mensagem exclusivamente para o
e-mail deduc_chamada01@bndes.gov.br.
FOTOGRAFIAS DE AFRICANOS E AFRODESCENDENTES EM PORTO ALEGRE
Organizado
por Regina Célia Lima Xavier e Felipe Rodrigues Bohrer, o e-book Africanos,
afrodescendentes: imagens de Porto Alegre reproduz diversas fotografias de
africanos escravizados que foram levados para trabalhar no Rio Grande do Sul e
de seus descendentes, produzidas no final do século XIX e início do XX. Além
das imagens e de textos explicativos sobre diversos aspectos das cenas e
pessoas fotografadas, há dois artigos, de autoria de Márcia de Castro Borges e
Denise Stumvoll.
Com
distribuição gratuita, o se destina a todos os que se interessam pela história
da escravidão e do pós-abolição, com especial destaque para pesquisadores,
alunos de pós e de graduação, ensino médio e fundamental. Ele busca contribuir
para a efetivação da Lei 10639/03, atual Lei 11645/08, que estabeleceu a
obrigatoriedade do ensino de “História Afro-brasileira e Africana”. É um belo
convite para uma reflexão sobre as trajetórias dos africanos e dos
afrodescendentes na região sul do país, e sobre as diferenças e as diversidades
étnicas e culturais na formação da cidadania no Brasil.
Serviço:
Xavier,
Regina Célia Lima; Bohrer, Felipe Rodrigues, Africanos, afrodescendentes:
imagens de Porto Alegre [e-Book]. São Leopoldo: Ed. Oikos, 2018, 318p.ss
ISBN
978-85-7843-825-8
Baixe se
exemplar:
http://www.guaritadigital.com.br/oikos/africanos.html#Baixe outros títulos:
http://www.escravidaoeliberdade.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=57
MACRÓBIOS EM PORTUGAL SETECENTISTA
Alem-Tejo
Monte mor
o novo 15 de Março
Na Quinta
feira 23 de Fevereiro faleceu no Mosteiro de Nossa Senhora da Saudação das Religiosas
Dominicas, a Madre Soror Catherina de Jesus, contando 137 anos de idade, de
exemplar vida, conservando até a sua morte sempre o juízo perfeito, e memória
fresca, lembrando-se dos sucessos mais antigos deste Reino, que sucederam no
seu tempo.
Aos 20 do
mês passado faleceu nesta Vila Antonio Frazam, oficial de Conteyro, natural da Vila
da Batalha, com 113 anos de idade; foi casado, lhe havia a mulher morrido 2
anos antes com quase a mesma idade, e tão zelosa do pobre velho, e com tantos ciúmes
dele, que em lhe tardando qualquer tempo que saia arrumado a um bordão, e tão
corcovado sobre a terra, que não trazia a cabeça de distante dela quando
andava, mais de 2 palmos e meio, que chegando a casa eram tais as gritarias,
descompondo-o; que tinha ido a casa da amiga, que desacomodava a vizinhança, e
lhe acudiam a apaziguá-la.
Aveiro, 8
de Mayo
Faleceu a
2 do corrente no Convento de Jesus das Religiosas Dominicas desta Vila, com 100
anos de idade a Madre Soror Angela do Sacramento, com muitos sinais de predestinada,
exercitando muitos atos de virtude, continuando o Coro, e mais ações da
Comunidade, e lendo pelo Breviário, como se fora de vinte ou trinta anos.
VIIIª SEMANA DE HISTÓRIA DA UFBA
Apresentação
A Semana
de História da UFBA, de realização bianual, organizada pelo Centro Acadêmico de
História Luíza Mahin e pelos/as discentes de Graduação e Pós-Graduação em
História, e com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão, Departamento de História
da UFBA, Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) e Laboratório de Teoria e
História da Historiografia (LTHH), será realizada entre os dias 26 e 29 de
novembro de 2018, nas dependências da Universidade Federal da Bahia, em
Salvador. Tendo como tema central os Desafios contemporâneos à autoridade
pública dos historiadores profissionais, sua 8ª edição lhes convida a pensar em
que medida a disciplina histórica mantém sua autoridade pública na produção de
narrativas que explicam o mundo à nossa volta. Isto é, o objetivo do evento é
estabelecer um debate sobre o espaço ocupado pela História em tempos de crise
política, no qual a legitimidade do historiador profissional é reiteradamente
contestada. Isso diz respeito não somente ao campo da História, mas das
Humanidades em geral. A difusão de informações em massa pelas mídias digitais
perpassa sobremaneira a questão aqui postulada, de modo que haverá um espaço
dedicado ao tema das fakenews no evento. Além disso, diante da importância da
discussão acerca da História do Povo Negro no Brasil, e da ocorrência do
Novembro Negro, momento bastante oportuno, teremos uma mesa redonda para
debater o tema da Escravidão e Tráfico Atlântico, de modo que a participação de
Movimentos Sociais é de fundamental importância nessa e nas demais discussões.
Finalmente, nosso evento se encontra num contexto de intensos e progressivos
cortes de recursos para a Educação em nosso país, de tal maneira que os debates
aqui propostos estão inseridos numa dinâmica de embate institucional, político
e social em prol de uma Universidade Pública, Gratuita, Laica e de Qualidade.
As
inscrições para submissão de propostas de Simpósios Temáticos estarão abertas
até o dia 14 de outubro!
Não
deixem de se inscrever!
Mais
informações: www.8semanadehistoria.ufba.br
Abrigo de documentos raros, Arquivo Público da Bahia sofre com descaso
Marina
Silva/CORREIO
Por dois
anos, prédio ficou no escuro; risco de curto-circuito
A parede
rosa do casarão do século XVIII está descascada e os pisos e tetos de madeira
já não parecem aguentar a idade. Na porta de uma das salas, um tapume verde
improvisado é a única proteção da História preservada logo ali dentro. Grande
guardião da história do estado, o Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb) tem
perdido logo para o tempo. O tempo dos sucessivos descasos com a manutenção do
espaço, concebido desde 1890 e instalado no bairro de Baixa de Quintas desde
1980.
A
reportagem do CORREIO entrou no casarão e verificou alguns 'erros' no Arquivo.
Numa das salas da administração, no térreo, fios soltos no chão estão completamente
embolados. No banheiro feminino do mesmo pavimento, um interruptor arrancado
ainda deixa expostos alguns cabos.
Leia matéria
na íntegra:
Museus na Bahia chegam a ficar mais de 20 anos sem trocas na rede elétrica
Nos três
equipamentos mais populares da capital, a média de espera para reparos é de 21
anos.
Foto:
Almiro Lopes
Quando a
hoje enferrujada rede de distribuição elétrica do Museu de Arte da Bahia (MAB)
foi implantada, em 1991, o espaço havia ficado fechado por dois anos. Não havia
condições elétricas, hidráulicas e estruturais para abertura ao público. Até
hoje, 27 anos após sair do colapso, nenhuma grande intervenção. O mesmo para os
outros dois museus mais frequentados de Salvador: o Museu de Arte Moderna (MAM)
e o Palacete das Artes. Juntos, os três contabilizam mais de 20 anos sem
intervenções na rede elétrica e quase 100 mil visitas apenas em 2018.
Leia matéria
na íntegra:
PRESERVAÇÃO SEM FRONTEIRAS
Por Isabella
Baltar
Com o
ocorrido no Museu Nacional esta semana, resolvi voltar a mencionar um projeto o
qual fui agraciada em 2015, voltado para recursos educativos na área de
preservação e restauração de pequenas bibliotecas e arquivos. Coloquei o nome
de Preservação sem Fronteiras ao projeto pois ele é abrangente, já que está
accessível em três diferentes idiomas: o Português, o Inglês e o Espanhol. Não
deixe de visitar a página e fazer o download dos posters. São recursos
GRATUITOS.
Preservação
sem Fronteiras tem por objetivo principal compartilhar o trabalho desenvolvido
pela Divisão de Preservação das Bibliotecas da Universidade da Carolina do
Norte em Greensboro, nos Estados Unidos. Seu caráter é educativo e tem a
intenção de ser fonte de troca de informações pertinentes à prática da
preservação e conservação básica em bibliotecas e arquivos. Para assegurar que
este conhecimento possa abranger um maior número de comunidades, todos os
arquivos serão traduzidos em três línguas: o Inglês, o Português e o Espanhol.
ANNA NERY VAI À GUERRA
Tendo já
marchado para o Exército dois de meus filhos, além de um Irmão e outros
parentes, e havendo se oferecido o que me restou nesta Cidade, Aluno do 6º ano
de Medicina, para também seguir a sorte de seus Irmão e parentes na defesa do
País, oferendo seus serviços médicos, como brasileira, não podendo ser
indiferente aos sofrimentos dos compatriotas, e como Mãe, não podendo resistir
a separação dos objetos que me são caros, e por uma tão longa distância,
desejava acompanha-los por toda a parte, mesmo no teatro da Guerra, se isso me
fosse permitido; mas opondo-se a este meu desejo a minha posição e o meu sexo
não impedem, todavia, estes dois motivos a que eu ofereça os meus serviços em
qualquer dos Hospitais do Rio Grande do Sul, onde se façam precisas, com o que
satisfarei ao mesmo tempo os impulsos de Mãe, e os deveres de humanidade para
com aqueles que sacrificam suas vidas pela honra e brios nacionais e
integridade do Império.
Digne-se
Vossa Excelência de acolher benigno este meu espontâneo oferecimento, ditado
tão somente pela voz do coração.
Bahia, 8
de agosto de 1865.
Deus
Guarde a Vossa Excelência
Ilustríssimo
e Excelentíssimo Senhor Doutor Manoel Pinto de Sousa Dantas, Meu Digno
Presidente desta Província.
Dona Anna
Justina Ferreira Nery.
Fonte:
Biblioteca Francisco Vicente Vianna.
Arquivo Público do Estado da Bahia.
World Digital Preservation Day 2018
About
World Digital Preservation Day
World Digital Preservation Day (formerly International
Digital Preservation Day) is held on the last Thursday of every November. This
year, on 29th November 2018, the digital preservation community will come
together to celebrate the collections preserved, the access maintained and the
understanding fostered by preserving digital materials.
The aim of the day is to create greater awareness of
digital preservation that will translate into a wider understanding which
permeates all aspects of society – business, policy making, personal good
practice.
Pervasive, changing and ubiquitous, digital
technologies are a defining feature of our age. Digital materials are a core
commodity for industry, commerce and government. They are fundamental for
research, the law and medicine. The creative industries, cultural heritage and
the media depend on reliable access to digital materials while families and
friends extend and sustain their relationships through digital interactions.
What better reason to celebrate the opportunities created by digital
preservation?!
How to
join in...
Organised by the Digital Preservation Coalition (DPC)
and supported by digital preservation networks around the world, World Digital
Preservation Day (WDPD2018) is open to participation from anyone interested in
securing our digital legacy. We want World Digital Preservation Day to provide
a window into the daily activities of those involved with or contemplating
digital preservation. And, in order to create a full a picture as possible, we
would like to showcase a wide range of experiences, activities, projects,
collections and challenges. Data creators, curators and consumers from around
the world are invited to get involved and share stories of their own 'digital
preservation day.'
DOS PORTOS AOS SERTÕES: TRÁFICO INTERNO NA AMÉRICA PORTUGUESA, C. 1778-1797
Laboratório
em História Social da UnB divulga palestra do Historiador Cândido Domingues:
DOS
PORTOS AOS SERTÕES: TRÁFICO INTERNO NA AMÉRICA PORTUGUESA, C. 1778-1797
Cândido
Domingues é doutorando em História pelo Centro de Humanidades / Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos
Açores (CHAM / FCSH / UNL-UAç), Bolsista CHAM, professor assistente da
Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Desenvolve pesquisas sobre tráfico e
traficantes de gente africana escravizada no período colonial, sendo integrante
da linha Escravidão e Invenção da Liberdade, do Programa de Pós-Graduação em
História da UFBA.
RESUMO: A
sociedade da colonial brasileira tem-se mostrado, a cada novo estudo, sempre
mais complexa. A escravidão africana e a consequente hierarquização de status
sociais e das cores fizeram desta sociedade um desafio aos pesquisadores que
buscam compreender os meios de sociabilidade e suas contradições. Um ponto
nevrálgico da formação do Brasil Colônia foi o tráfico atlântico de escravos.
Ele alimentou e renovou o mercado de mão de obra nas cidades e nos mais
distantes rincões daquele território. Através do comércio internacional de
pessoas escravizadas, a riqueza da metrópole e suas colônias foi
potencializada, as elites coloniais compuseram seus jogos no tabuleiro
político-social e, principalmente, hoje os pesquisadores analisam a multidão
étnica que se tornou aquela sociedade. Se hoje conhecemos bastante sobre tais
temas nas histórias das principais cidades como Salvador, Olinda, Recife, Rio
de Janeiro ou Mariana, ainda temos um desafio que é compreender melhor o
tráfico interno de escravos que, dos portos negreiros brasílicos, redistribuíam
a mão de obra, fomentando a hierarquia, o poder e a composição étnica dos
distantes sertões americanos em geral, e brasileiros em especial. O objetivo
desta comunicação é contribuir para o avanço de tais pesquisas a partir da
análise de “passaportes” para venda de escravos para as diversas Capitanias
brasileiras nas últimas décadas do século XVIII emitidos pela Capitania da
Bahia, atentando-se aos acontecimentos passados na costa africana que mudam a
composição étnica dos que desembarcavam em Salvador, e às demandas globais de
economia que acabavam por atingir regiões distantes dos centros de poder como
as minas de Goiás, ou os territórios da agropecuária, como Maranhão e Piauí,
que figuravam no período como destino com potencial para rivalizar com as
regiões mineradoras tradicionais do Sudeste.
Dia
3/9/2018, às 16h, na Sala de Aulas da Pós-Graduação em História
Haverá
emissão de certificada para participantes.
#LHSUnB
#LHSPromove #LHSDivulga
Projeto de digitalização de documentos holandeses produzidos durante o governo de Mauricio de Nassau em Pernambuco
O fosso
que separa as fontes históricas e os pesquisadores é enorme. Nos dias de hoje,
muitas vezes para um historiador ter acesso a um arquivo histórico, ele precisa
deslocar-se até a instituição detentora de acervos, ultrapassando, inclusive,
barreiras continentais. Desta forma, é de imensa necessidade a criação de uma
nova ponte entre o universo tecnológico e o universo documental. Um sistema que
dê um suporte ao historiador e/ou usuário comum na pesquisa de documentos
históricos seria de grande valia não só no Brasil, mas em todo o mundo.
Com isso,
o Laboratório Liber deu início a esse projeto pioneiro. A metodologia de
desenvolvimento do projeto é a seguinte:
• Criação
de um Banco de Dados único que aceite qualquer documentação histórica, em
qualquer formato (texto, imagem, áudio e vídeo);
•
Construir uma arquitetura robusta e modular que dê suporte ao sistema;
• Prover
funcionalidades para a melhor iteração usuário-documento;
•
Disponibilizar uma versão em metadados das informações contidas no banco de
dados, facilitando a integração entre outras instituições que queiram usufruir
nosso repositório;
•
Utilização de um sistema de recuperação de informação adequado para o usuário
ter os melhores retornos em suas buscas;
•
Realizar a documentação do sistema;
Os
resultados obtidos até os dias de hoje foram bastante satisfatórios.
Utilizando
os conceitos previamente planejados, foi criada uma base de dados única, sem
redundâncias ou inconsitências e robusta.
A busca
por palavra-chave também foi implementada e o tempo de resposta esperado foi
acima do desejado. Após a busca, o usuário já pode visualizar o arquivo
históricodigitalizado. O sistema também se encontra devidamente documentado.
A versão
em metadados, a melhoria da resposta ao usuário na busca e a manipulação da
documentação em áudio e vídeo está sendo estudada.
A
publicação destes fundos arquivísticos em meio digital significa não só
disponibilização
em larga escala — o que proporcionará a qualquer pessoa ligada à Internet o
acesso ao conteúdo documental das fontes —, mas, principalmente, sua virtual
preservação.
Details of horrific first voyages in transatlantic slave trade revealed
Exclusive: As the world ignores the ignominious 500th
anniversary of the buying and selling of slaves between Africa and the
Americas, historians uncover its first horrific voyages.
David Keys Archaeology Correspondent.
Almost completely ignored by the modern world, this
month marks the 500th anniversary of one of history’s most tragic and
significant events – the birth of the Africa to America transatlantic slave
trade. New discoveries are now revealing the details of the trade’s first
horrific voyages.
The royal document which launched the Africa to
Americas transatlantic slave trade exactly 500 years ago. Issued by the Spanish
King, Charles I, its horrific consequences lasted for 350 years (Ministry of
Culture and Sports of the Government of Spain/Archivo General de Indias).
Exactly five centuries ago – on 18 August 1518 (28
August 1518, if they had been using our modern Gregorian calendar) – the King
of Spain, Charles I, issued a charter authorising the transportation of slaves
direct from Africa to the Americas. Up until that point (since at least 1510),
African slaves had usually been transported to Spain or Portugal and had then
been transhipped to the Caribbean.
Charles’s decision to create a direct, more
economically viable Africa to America slave trade fundamentally changed the
nature and scale of this terrible human trafficking industry. Over the
subsequent 350 years, at least 10.7 million black Africans were transported
between the two continents. A further 1.8 million died en route.
Fórum “Condições de trabalho no Brasil contemporâneo: políticas públicas e memória institucional”
Estão aberta as inscrições para o
Fórum “Condições de trabalho no Brasil contemporâneo: políticas públicas e
memória institucional” que será realizado no dia 24 de setembro, no Centro de Convenções
da Unicamp. O evento, uma parceria entre o Centro de Pesquisa em História
Social da Cultura (Cecult/Unicamp), o Arquivo Edgard Leuenroth/Unicamp e o
Ministério Público do Trabalho da 15ª Região - Campinas, propõe um balanço
sobre a atual situação das relações trabalhistas no país, com destaque para a
terceirização e as condições análogas à escravidão.
O evento também marca o
lançamento de um banco de dados on-line que oferece informações sobre
procedimentos administrativos de investigação
e acompanhamento, conduzidos e
concluídos pelos Procuradores
do Trabalho da
15ª região entre
1991 e 2010,
sobre diversos temas
concernentes a infrações
contra os direitos trabalhistas
e os direitos
humanos. Esse acervo foi
digitalizado e encontra-se depositado no Arquivo Edgard Leuenroth, constituindo
uma rica fonte para o estudo das condições de trabalho no estado de São Paulo
nas últimas décadas, especialmente sobre o trabalho infantil, o trabalho
escravo e as formas de discriminação no trabalho.
Serviço:
As
inscrições para o Fórum “Condições de trabalho no Brasil contemporâneo:
políticas públicas e memória institucional” já estão abertas e podem ser
realizadas através do link: https://sistemas.preac.unicamp.br/admin/inscritos/novo/7.
Veja aqui a programação: https://www.foruns.unicamp.br/eventos/condicoes-de-trabalho-no-brasil-contemporaneo-1.
O Fórum será transmitido ao vivo pela internet, no dia do
evento, a partir das 9 horas, no portal da UNICAMP: www.unicamp.br
O TERREIRO DO GANTOIS: REDES SOCIAIS E ETNOGRAFIA HISTÓRICA NO SÉCULO XIX
Resumo
O Ilê Iyá
Omi Axé Iyamassé, localizado na cidade de Salvador e mais conhecido como o
Terreiro do Gantois, é um dos mais antigos candomblés da Bahia, comentado nos
estudos afro-brasileiros desde os tempos de Nina Rodrigues e reconhecido como
patrimônio histórico do Brasil desde 2002. Contudo, pouco se sabe sobre seus
primeiros tempos, além de tradições orais sobre o envolvimento da fundadora no
legendário Candomblé da Barroquinha. Este texto cruza dados das tradições orais
com pesquisa documental e etnográfica, reconstruindo assim as histórias de vida
da fundadora, Maria Júlia da Conceição, e de seu marido, Francisco Nazareth d’Etra,
desde o cativeiro até a liberdade. A fundadora era de nação nagô, mas seu
marido era jeje e as evidências sobre os primeiros tempos da comunidade
religiosa apontam para a importância de influências jejes. O texto ainda traz
novas reflexões sobre a antiga relação entre o Gantois e o Ilê Axé Iyá Nassô
Oká (Casa Branca), sugerindo uma nova cronologia para a cisão entre as duas
comunidades.
ACESSE NA ÍNTEGRA:
MINICURSO DE PALEOGRAFIA
Inscrições
podem ser feitas através do e-mail do Programa de pós-graduação em História da
UnB, poshis@unb.br
SER PRESO NA BAHIA NO SÉCULO XIX
De
Cláudia Moraes Trindade
Sinopse
Resultante
de pesquisa primorosa em arquivos, este livro apresenta uma metodologia
inovadora, com interpretações sólidas, interação com a bibliografia nacional e
internacional, além de grande fluência narrativa. É um trabalho em História
Social do melhor nível, no qual os aspectos legal e institucional estão
presentes, porém o que sobressai é a reconstrução da experiência individual e
coletiva dos personagens que povoam o mundo da prisão, e não somente dos
presos, no interior do qual constroem uma lógica societária e cultural própria,
embora não isolada, pois as grades que separam esse universo daquele que existe
do lado de fora são abertas pela historiadora para demonstrar que cárcere e
sociedade estão um dentro do outro, irremediavelmente.
Um dos
pontos fortes da história aqui contada é a oportunidade que os presos têm de
falar sobre a vida carcerária por meio de cartas e petições às autoridades, um
tipo de fonte raramente disponível. Dessa forma, às características
sociológicas discutidas para o conjunto das populações carcerárias, a autora
soma a voz do indivíduo e traça interessantes trajetórias de vida, que resultam
numa história mais humana, às vezes tragicamente humana. Num Brasil em que a
vida carcerária é um rosário de tragédias em série, esta obra esclarecedora
sobre o nascimento da prisão moderna entre nós deverá servir, de alguma
maneira, para entender o presente e ajudar a transformá-lo positiva mente.
JOÃO JOSÉ
REIS
Adquira
no site:
De: R$
52,00
Por: R$
46,80
A árvore da liberdade nagô: Marcos Theodoro Pimentel e sua família entre a escravidão e o pós-Abolição. Itaparica, 1834-1968
Este
artigo aborda a trajetória de três gerações da família Pimentel, desde a
chegada ao Brasil do africano Marcos, no final da década de 1830, até o advento
da sacerdotisa Ondina Valéria Pimentel, quarta líder espiritual do candomblé
Ilê Axé Opô Afonjá, no ano de 1968. O uso de variada documentação existente nos
arquivos nacionais e internacionais permitiu compor a genealogia de uma família
que permaneceu unida durante toda a segunda metade do século XIX e até as
últimas décadas do século XX, sendo Marcos o responsável pela fundação do culto
de tradição nagô aos egunguns na Ilha de Itaparica. O artigo também aborda os
enfrentamentos judiciais de Marcos para defender os interesses de seus aliados
e a relação entre ele e seus filhos.
Palavras-chave:
escravidão; família; liberdade.
ACESSE: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-01882018005004108&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DO PELOURINHO
[8/08] A
Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho abre a sua programação no
Teatro Sesc Senac Pelourinho com a mesa de debate “ESCRAVIDÃO E LIBERDADE” com
as presenças de:
*João
José Reis (BA) - escritor e historiador, considerado uma referência mundial
para o estudo da história e da escravidão no século XIX;
*Wlamyra
Albuquerque (BA) - doutora em História Social da Cultura pela Universidade
Estadual de Campinas, além de orientadora de pesquisas sobre emancipação,
abolição, racialização e pós-abolição no Brasil
A
programação começa às 18h e além da mesa de debate, haverá o lançamento do
livro “Dicionário da escravidão e liberdade”, que traz Lilia Schwarcz e Flávio
Gomes como organizadores.
Confira a
programação completa: www.flipelo.com.br
I COLÓQUIO RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES NO MUNDO ATLÂNTICO
Inscrições abertas para o I
Colóquio Religiões e Religiosidades no Mundo Atlântico
Auditório do CAHL, dias 7 e 8 de
agosto.
As inscrições: https://goo.gl/forms/TBxjJqrbpG3t360p2
A Questão Negra, a Fundação Ford e a Guerra Fria (1950-1970)
Capítulo
1: A Fundação Ford e Departamento de Estado Norte-Americano: a montagem de um
modelo de operações no pós-guerra
I. Os
primeiros tempos da Fundação Ford
II. II. O
Relatório Gaither, a boa vida e as ciências sociais
III. III.
A Fundação Ford e o Departamento de Estado
Capítulo
2: As agendas culturais da Guerra Fria e o “Programa Ideológico”: a CIA e a
Fundação Ford na atração às elites intelectuais
I. A CIA
e o Programa Ideológico
II. A
Fundação Ford e a proposta de atração aos intelectuais
Capítulo
3: Desenvolvimentismo e “transição democrática”: O Institute of Race Relations
e os investimentos da Fundação Ford nas questões de raça
I. O
Programa Comparativo de Estudos Raciais: a formação da equipe
II. O
Complexo Colonial
III. Por
um conceito de raça sem racismo
IV. Raça
e desenvolvimento
V.
Epílogo, a disputa das esquerdas
Capítulo
4: A Doutrina Moynihan: o debate sobre a raça e o negro nas conferências de
1965 da Fundação Ford e da Academia Americana de Artes e Ciências
I. A
Conferência sobre Raça e Cor
II. A
América Latina em Copenhague
III. A
Doutrina Moynihan
IV. A
reforma dos Movimentos Negros
Capítulo
5: A integração do negro na sociedade de classes: Florestan Fernandes em uma
história do agendamento intelectual nos anos 1960
I. Ideias
da CEPAL e a Conferência de Copenhague: a negritude e a convergência
norte-americana
II.
Intercâmbio EUA-América Latina: os estudos latino-americanos e a trajetória de
The Negro in Brazilian Society
III. O
Projeto Marginalidade
IV.
Sujeitos e predicados de um agendamento intelectual
Inicialmente,
pelos próximos 30 à 60 dias, apenas no site da própria editora
(http://editoraprismas.com.br/ a-questao-negra-a-fundacao-ford-e-a-guerra-fria-1950-1970). Quem desejar um SEDEX, ao invés da opção do PAC,
oferecida no ato da compra, poderá solicitá-lo diretamente à Prismas através do
e-mail agenteeditorial4@editoraprisma s.com.br, aos cuidados de Lázaro.
Trata-se
de pesquisa de fôlego, realizada ao longo de dez anos, em arquivos do Brasil e
principalmente dos Estados Unidos, durante meus estudos de doutorado e
pós-doutorado no Departamento de História da Universidade de São Paulo, no
âmbito do seu Grupo de estudos sobre a Guerra Fria.
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