I COLÓQUIO DE HISTÓRIA DO RIO DE JANEIRO COLONIAL



Organizadores: Maria Isabel de Siqueira e Thiago Krause

(21 a 23 de Novembro, UNIRIO)

Nas últimas décadas, a historiografia brasileira sobre o período colonial cresceu, se diversificou e amadureceu. Em razão de sua importância, o Rio de Janeiro foi um espaço privilegiado pelos pesquisadores, tendo sido objeto de diversos trabalhos que abriram novas perspectivas para o estudo de toda a América Portuguesa. O I Colóquio de História do Rio de Janeiro Colonial, organizado pelo Manto – Núcleo de Estudos Coloniais na Época Moderna – reunirá alguns dos principais especialistas brasileiros em atuação para fazer um balanço do estágio atual da historiografia sobre a capitania fluminense e debater as perspectivas futuras de pesquisa.

Para fazer a inscrição como ouvinte e receber posteriormente o certificado de participação, envie o comprovante de pagamento da inscrição para o e-mail abaixo. Caso necessite do CPF para fazer uma transferência interbancária, por favor enviem um e-mail pedindo.

Programação
Inscrição
- Valor: R$ 25,00.
- E-mail para enviar o comprovante de pagamento: coloquiorjcolonial@gmail.com  
- Conta para Depósito: Banco Bradesco, Conta-Corrente: 0023159-2, Agência: 6897 (Thiago Nascimento Krause)

Chamada Pública Projetos de Patrimônio Cultural – Segurança em Instituições Culturais Públicas de Guarda de Acervos Memoriais



Chamada para seleção de projetos de segurança em edificações que guardam acervos memoriais brasileiros, tais como museus, arquivos e bibliotecas. O valor total da seleção é de até R$ 25 milhões em recursos a serem deduzidos por meio da Lei Rouanet. A aprovação no PRONAC deverá ser comprovada no momento da contratação.
Acesse o edital para conferir todo o regulamento da seleção.

Inscrições

Serão recebidas entre 05.10 e 14.11.2018. Cada instituição cultural pública de guarda de acervo memorial poderá enviar somente uma proposta. Confira o passo a passo:

1. Para se inscrever, o interessado deverá preencher este formulário de inscrição online, com a obtenção do número de protocolo de inscrição do projeto. Em caso de dúvidas, confira Manual de preenchimento do formulário e de envio de arquivos eletrônicos ao BNDES.

2. Enviar versão digitalizada da documentação exigida no item 6.7 da chamada em um arquivo .zip único, ao final do formulário online. Seguir as instruções contidas no Manual de preenchimento do formulário e de envio de arquivos eletrônicos ao BNDES. Importante: o nome do arquivo deve ser composto pelo nome da instituição de guarda de acervos memoriais no seguinte formato: “nome da instituição.zip”.

4. Encaminhar documentação via Correio ou via protocolo do prédio do BNDES no Rio de Janeiro, EDSERJ, conforme descrito no item 6.3 da chamada.
Contato

Para contato, questionamentos e recursos, envie sua mensagem exclusivamente para o e-mail deduc_chamada01@bndes.gov.br.


FOTOGRAFIAS DE AFRICANOS E AFRODESCENDENTES EM PORTO ALEGRE


Organizado por Regina Célia Lima Xavier e Felipe Rodrigues Bohrer, o e-book Africanos, afrodescendentes: imagens de Porto Alegre reproduz diversas fotografias de africanos escravizados que foram levados para trabalhar no Rio Grande do Sul e de seus descendentes, produzidas no final do século XIX e início do XX. Além das imagens e de textos explicativos sobre diversos aspectos das cenas e pessoas fotografadas, há dois artigos, de autoria de Márcia de Castro Borges e Denise Stumvoll.

Com distribuição gratuita, o se destina a todos os que se interessam pela história da escravidão e do pós-abolição, com especial destaque para pesquisadores, alunos de pós e de graduação, ensino médio e fundamental. Ele busca contribuir para a efetivação da Lei 10639/03, atual Lei 11645/08, que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de “História Afro-brasileira e Africana”. É um belo convite para uma reflexão sobre as trajetórias dos africanos e dos afrodescendentes na região sul do país, e sobre as diferenças e as diversidades étnicas e culturais na formação da cidadania no Brasil.

Serviço:
Xavier, Regina Célia Lima; Bohrer, Felipe Rodrigues, Africanos, afrodescendentes: imagens de Porto Alegre [e-Book]. São Leopoldo: Ed. Oikos, 2018, 318p.ss
ISBN 978-85-7843-825-8
Baixe se exemplar:
http://www.guaritadigital.com.br/oikos/africanos.html#

Baixe outros títulos: 
http://www.escravidaoeliberdade.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=57  

MACRÓBIOS EM PORTUGAL SETECENTISTA



Alem-Tejo
Monte mor o novo 15 de Março
Na Quinta feira 23 de Fevereiro faleceu no Mosteiro de Nossa Senhora da Saudação das Religiosas Dominicas, a Madre Soror Catherina de Jesus, contando 137 anos de idade, de exemplar vida, conservando até a sua morte sempre o juízo perfeito, e memória fresca, lembrando-se dos sucessos mais antigos deste Reino, que sucederam no seu tempo.

Aos 20 do mês passado faleceu nesta Vila Antonio Frazam, oficial de Conteyro, natural da Vila da Batalha, com 113 anos de idade; foi casado, lhe havia a mulher morrido 2 anos antes com quase a mesma idade, e tão zelosa do pobre velho, e com tantos ciúmes dele, que em lhe tardando qualquer tempo que saia arrumado a um bordão, e tão corcovado sobre a terra, que não trazia a cabeça de distante dela quando andava, mais de 2 palmos e meio, que chegando a casa eram tais as gritarias, descompondo-o; que tinha ido a casa da amiga, que desacomodava a vizinhança, e lhe acudiam a apaziguá-la.  

Aveiro, 8 de Mayo
Faleceu a 2 do corrente no Convento de Jesus das Religiosas Dominicas desta Vila, com 100 anos de idade a Madre Soror Angela do Sacramento, com muitos sinais de predestinada, exercitando muitos atos de virtude, continuando o Coro, e mais ações da Comunidade, e lendo pelo Breviário, como se fora de vinte ou trinta anos.

FONTE: Folheto de Lisboa, 1741. 
Disponível em: www.memoria.bn.br   


VIIIª SEMANA DE HISTÓRIA DA UFBA



Apresentação
A Semana de História da UFBA, de realização bianual, organizada pelo Centro Acadêmico de História Luíza Mahin e pelos/as discentes de Graduação e Pós-Graduação em História, e com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão, Departamento de História da UFBA, Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) e Laboratório de Teoria e História da Historiografia (LTHH), será realizada entre os dias 26 e 29 de novembro de 2018, nas dependências da Universidade Federal da Bahia, em Salvador. Tendo como tema central os Desafios contemporâneos à autoridade pública dos historiadores profissionais, sua 8ª edição lhes convida a pensar em que medida a disciplina histórica mantém sua autoridade pública na produção de narrativas que explicam o mundo à nossa volta. Isto é, o objetivo do evento é estabelecer um debate sobre o espaço ocupado pela História em tempos de crise política, no qual a legitimidade do historiador profissional é reiteradamente contestada. Isso diz respeito não somente ao campo da História, mas das Humanidades em geral. A difusão de informações em massa pelas mídias digitais perpassa sobremaneira a questão aqui postulada, de modo que haverá um espaço dedicado ao tema das fakenews no evento. Além disso, diante da importância da discussão acerca da História do Povo Negro no Brasil, e da ocorrência do Novembro Negro, momento bastante oportuno, teremos uma mesa redonda para debater o tema da Escravidão e Tráfico Atlântico, de modo que a participação de Movimentos Sociais é de fundamental importância nessa e nas demais discussões. Finalmente, nosso evento se encontra num contexto de intensos e progressivos cortes de recursos para a Educação em nosso país, de tal maneira que os debates aqui propostos estão inseridos numa dinâmica de embate institucional, político e social em prol de uma Universidade Pública, Gratuita, Laica e de Qualidade.

As inscrições para submissão de propostas de Simpósios Temáticos estarão abertas até o dia 14 de outubro!
Não deixem de se inscrever!
Mais informações: www.8semanadehistoria.ufba.br

Abrigo de documentos raros, Arquivo Público da Bahia sofre com descaso


Marina Silva/CORREIO
Por dois anos, prédio ficou no escuro; risco de curto-circuito

A parede rosa do casarão do século XVIII está descascada e os pisos e tetos de madeira já não parecem aguentar a idade. Na porta de uma das salas, um tapume verde improvisado é a única proteção da História preservada logo ali dentro. Grande guardião da história do estado, o Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb) tem perdido logo para o tempo. O tempo dos sucessivos descasos com a manutenção do espaço, concebido desde 1890 e instalado no bairro de Baixa de Quintas desde 1980.

A reportagem do CORREIO entrou no casarão e verificou alguns 'erros' no Arquivo. Numa das salas da administração, no térreo, fios soltos no chão estão completamente embolados. No banheiro feminino do mesmo pavimento, um interruptor arrancado ainda deixa expostos alguns cabos.
Leia matéria na íntegra: 

Museus na Bahia chegam a ficar mais de 20 anos sem trocas na rede elétrica


Nos três equipamentos mais populares da capital, a média de espera para reparos é de 21 anos. 
Foto: Almiro Lopes
Quando a hoje enferrujada rede de distribuição elétrica do Museu de Arte da Bahia (MAB) foi implantada, em 1991, o espaço havia ficado fechado por dois anos. Não havia condições elétricas, hidráulicas e estruturais para abertura ao público. Até hoje, 27 anos após sair do colapso, nenhuma grande intervenção. O mesmo para os outros dois museus mais frequentados de Salvador: o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Palacete das Artes. Juntos, os três contabilizam mais de 20 anos sem intervenções na rede elétrica e quase 100 mil visitas apenas em 2018.
Leia matéria na íntegra: 

PRESERVAÇÃO SEM FRONTEIRAS



Por Isabella Baltar
Com o ocorrido no Museu Nacional esta semana, resolvi voltar a mencionar um projeto o qual fui agraciada em 2015, voltado para recursos educativos na área de preservação e restauração de pequenas bibliotecas e arquivos. Coloquei o nome de Preservação sem Fronteiras ao projeto pois ele é abrangente, já que está accessível em três diferentes idiomas: o Português, o Inglês e o Espanhol. Não deixe de visitar a página e fazer o download dos posters. São recursos GRATUITOS.
Preservação sem Fronteiras tem por objetivo principal compartilhar o trabalho desenvolvido pela Divisão de Preservação das Bibliotecas da Universidade da Carolina do Norte em Greensboro, nos Estados Unidos. Seu caráter é educativo e tem a intenção de ser fonte de troca de informações pertinentes à prática da preservação e conservação básica em bibliotecas e arquivos. Para assegurar que este conhecimento possa abranger um maior número de comunidades, todos os arquivos serão traduzidos em três línguas: o Inglês, o Português e o Espanhol.

ANNA NERY VAI À GUERRA


Tendo já marchado para o Exército dois de meus filhos, além de um Irmão e outros parentes, e havendo se oferecido o que me restou nesta Cidade, Aluno do 6º ano de Medicina, para também seguir a sorte de seus Irmão e parentes na defesa do País, oferendo seus serviços médicos, como brasileira, não podendo ser indiferente aos sofrimentos dos compatriotas, e como Mãe, não podendo resistir a separação dos objetos que me são caros, e por uma tão longa distância, desejava acompanha-los por toda a parte, mesmo no teatro da Guerra, se isso me fosse permitido; mas opondo-se a este meu desejo a minha posição e o meu sexo não impedem, todavia, estes dois motivos a que eu ofereça os meus serviços em qualquer dos Hospitais do Rio Grande do Sul, onde se façam precisas, com o que satisfarei ao mesmo tempo os impulsos de Mãe, e os deveres de humanidade para com aqueles que sacrificam suas vidas pela honra e brios nacionais e integridade do Império.

Digne-se Vossa Excelência de acolher benigno este meu espontâneo oferecimento, ditado tão somente pela voz do coração.
Bahia, 8 de agosto de 1865.
Deus Guarde a Vossa Excelência
Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Doutor Manoel Pinto de Sousa Dantas, Meu Digno Presidente desta Província.
Dona Anna Justina Ferreira Nery.
Fonte: 
Biblioteca Francisco Vicente Vianna. 
Arquivo Público do Estado da Bahia.  



  

World Digital Preservation Day 2018



About World Digital Preservation Day

World Digital Preservation Day (formerly International Digital Preservation Day) is held on the last Thursday of every November. This year, on 29th November 2018, the digital preservation community will come together to celebrate the collections preserved, the access maintained and the understanding fostered by preserving digital materials.

The aim of the day is to create greater awareness of digital preservation that will translate into a wider understanding which permeates all aspects of society – business, policy making, personal good practice.

Pervasive, changing and ubiquitous, digital technologies are a defining feature of our age. Digital materials are a core commodity for industry, commerce and government. They are fundamental for research, the law and medicine. The creative industries, cultural heritage and the media depend on reliable access to digital materials while families and friends extend and sustain their relationships through digital interactions. What better reason to celebrate the opportunities created by digital preservation?!

How to join in...

Organised by the Digital Preservation Coalition (DPC) and supported by digital preservation networks around the world, World Digital Preservation Day (WDPD2018) is open to participation from anyone interested in securing our digital legacy. We want World Digital Preservation Day to provide a window into the daily activities of those involved with or contemplating digital preservation. And, in order to create a full a picture as possible, we would like to showcase a wide range of experiences, activities, projects, collections and challenges. Data creators, curators and consumers from around the world are invited to get involved and share stories of their own 'digital preservation day.'

https://dpconline.org/events/world-digital-preservation-day 

DOS PORTOS AOS SERTÕES: TRÁFICO INTERNO NA AMÉRICA PORTUGUESA, C. 1778-1797


Laboratório em História Social da UnB divulga palestra do Historiador Cândido Domingues:

DOS PORTOS AOS SERTÕES: TRÁFICO INTERNO NA AMÉRICA PORTUGUESA, C. 1778-1797

Cândido Domingues é doutorando em História pelo Centro de Humanidades / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos Açores (CHAM / FCSH / UNL-UAç), Bolsista CHAM, professor assistente da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Desenvolve pesquisas sobre tráfico e traficantes de gente africana escravizada no período colonial, sendo integrante da linha Escravidão e Invenção da Liberdade, do Programa de Pós-Graduação em História da UFBA.

RESUMO: A sociedade da colonial brasileira tem-se mostrado, a cada novo estudo, sempre mais complexa. A escravidão africana e a consequente hierarquização de status sociais e das cores fizeram desta sociedade um desafio aos pesquisadores que buscam compreender os meios de sociabilidade e suas contradições. Um ponto nevrálgico da formação do Brasil Colônia foi o tráfico atlântico de escravos. Ele alimentou e renovou o mercado de mão de obra nas cidades e nos mais distantes rincões daquele território. Através do comércio internacional de pessoas escravizadas, a riqueza da metrópole e suas colônias foi potencializada, as elites coloniais compuseram seus jogos no tabuleiro político-social e, principalmente, hoje os pesquisadores analisam a multidão étnica que se tornou aquela sociedade. Se hoje conhecemos bastante sobre tais temas nas histórias das principais cidades como Salvador, Olinda, Recife, Rio de Janeiro ou Mariana, ainda temos um desafio que é compreender melhor o tráfico interno de escravos que, dos portos negreiros brasílicos, redistribuíam a mão de obra, fomentando a hierarquia, o poder e a composição étnica dos distantes sertões americanos em geral, e brasileiros em especial. O objetivo desta comunicação é contribuir para o avanço de tais pesquisas a partir da análise de “passaportes” para venda de escravos para as diversas Capitanias brasileiras nas últimas décadas do século XVIII emitidos pela Capitania da Bahia, atentando-se aos acontecimentos passados na costa africana que mudam a composição étnica dos que desembarcavam em Salvador, e às demandas globais de economia que acabavam por atingir regiões distantes dos centros de poder como as minas de Goiás, ou os territórios da agropecuária, como Maranhão e Piauí, que figuravam no período como destino com potencial para rivalizar com as regiões mineradoras tradicionais do Sudeste.

Dia 3/9/2018, às 16h, na Sala de Aulas da Pós-Graduação em História
Haverá emissão de certificada para participantes.
#LHSUnB #LHSPromove #LHSDivulga

Projeto de digitalização de documentos holandeses produzidos durante o governo de Mauricio de Nassau em Pernambuco



O fosso que separa as fontes históricas e os pesquisadores é enorme. Nos dias de hoje, muitas vezes para um historiador ter acesso a um arquivo histórico, ele precisa deslocar-se até a instituição detentora de acervos, ultrapassando, inclusive, barreiras continentais. Desta forma, é de imensa necessidade a criação de uma nova ponte entre o universo tecnológico e o universo documental. Um sistema que dê um suporte ao historiador e/ou usuário comum na pesquisa de documentos históricos seria de grande valia não só no Brasil, mas em todo o mundo.
Com isso, o Laboratório Liber deu início a esse projeto pioneiro. A metodologia de desenvolvimento do projeto é a seguinte:

• Criação de um Banco de Dados único que aceite qualquer documentação histórica, em qualquer formato (texto, imagem, áudio e vídeo);
• Construir uma arquitetura robusta e modular que dê suporte ao sistema;
• Prover funcionalidades para a melhor iteração usuário-documento;
• Disponibilizar uma versão em metadados das informações contidas no banco de dados, facilitando a integração entre outras instituições que queiram usufruir nosso repositório;
• Utilização de um sistema de recuperação de informação adequado para o usuário ter os melhores retornos em suas buscas;
• Realizar a documentação do sistema;

Os resultados obtidos até os dias de hoje foram bastante satisfatórios.
Utilizando os conceitos previamente planejados, foi criada uma base de dados única, sem redundâncias ou inconsitências e robusta.

A busca por palavra-chave também foi implementada e o tempo de resposta esperado foi acima do desejado. Após a busca, o usuário já pode visualizar o arquivo históricodigitalizado. O sistema também se encontra devidamente documentado.
A versão em metadados, a melhoria da resposta ao usuário na busca e a manipulação da documentação em áudio e vídeo está sendo estudada.

A publicação destes fundos arquivísticos em meio digital significa não só
disponibilização em larga escala — o que proporcionará a qualquer pessoa ligada à Internet o acesso ao conteúdo documental das fontes —, mas, principalmente, sua virtual preservação.

Details of horrific first voyages in transatlantic slave trade revealed



Exclusive: As the world ignores the ignominious 500th anniversary of the buying and selling of slaves between Africa and the Americas, historians uncover its first horrific voyages.
David Keys Archaeology Correspondent.
Almost completely ignored by the modern world, this month marks the 500th anniversary of one of history’s most tragic and significant events – the birth of the Africa to America transatlantic slave trade. New discoveries are now revealing the details of the trade’s first horrific voyages.


The royal document which launched the Africa to Americas transatlantic slave trade exactly 500 years ago. Issued by the Spanish King, Charles I, its horrific consequences lasted for 350 years (Ministry of Culture and Sports of the Government of Spain/Archivo General de Indias).  

Exactly five centuries ago – on 18 August 1518 (28 August 1518, if they had been using our modern Gregorian calendar) – the King of Spain, Charles I, issued a charter authorising the transportation of slaves direct from Africa to the Americas. Up until that point (since at least 1510), African slaves had usually been transported to Spain or Portugal and had then been transhipped to the Caribbean.

Charles’s decision to create a direct, more economically viable Africa to America slave trade fundamentally changed the nature and scale of this terrible human trafficking industry. Over the subsequent 350 years, at least 10.7 million black Africans were transported between the two continents. A further 1.8 million died en route.



Fórum “Condições de trabalho no Brasil contemporâneo: políticas públicas e memória institucional”


Estão aberta as inscrições para o Fórum “Condições de trabalho no Brasil contemporâneo: políticas públicas e memória institucional” que será realizado no dia 24 de setembro, no Centro de Convenções da Unicamp. O evento, uma parceria entre o Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (Cecult/Unicamp), o Arquivo Edgard Leuenroth/Unicamp e o Ministério Público do Trabalho da 15ª Região - Campinas, propõe um balanço sobre a atual situação das relações trabalhistas no país, com destaque para a terceirização e as condições análogas à escravidão.

O evento também marca o lançamento de um banco de dados on-line que oferece informações sobre procedimentos administrativos de investigação  e  acompanhamento, conduzidos  e  concluídos  pelos  Procuradores  do  Trabalho  da  15ª  região  entre  1991  e  2010,  sobre  diversos  temas  concernentes  a  infrações  contra os  direitos  trabalhistas  e  os  direitos  humanos.  Esse acervo foi digitalizado e encontra-se depositado no Arquivo Edgard Leuenroth, constituindo uma rica fonte para o estudo das condições de trabalho no estado de São Paulo nas últimas décadas, especialmente sobre o trabalho infantil, o trabalho escravo e as formas de discriminação no trabalho.

Serviço:
As inscrições para o Fórum “Condições de trabalho no Brasil contemporâneo: políticas públicas e memória institucional” já estão abertas e podem ser realizadas através do link: https://sistemas.preac.unicamp.br/admin/inscritos/novo/7.
O Fórum será transmitido ao vivo pela internet, no dia do evento, a partir das 9 horas, no portal da UNICAMP: www.unicamp.br

O TERREIRO DO GANTOIS: REDES SOCIAIS E ETNOGRAFIA HISTÓRICA NO SÉCULO XIX


Resumo
O Ilê Iyá Omi Axé Iyamassé, localizado na cidade de Salvador e mais conhecido como o Terreiro do Gantois, é um dos mais antigos candomblés da Bahia, comentado nos estudos afro-brasileiros desde os tempos de Nina Rodrigues e reconhecido como patrimônio histórico do Brasil desde 2002. Contudo, pouco se sabe sobre seus primeiros tempos, além de tradições orais sobre o envolvimento da fundadora no legendário Candomblé da Barroquinha. Este texto cruza dados das tradições orais com pesquisa documental e etnográfica, reconstruindo assim as histórias de vida da fundadora, Maria Júlia da Conceição, e de seu marido, Francisco Nazareth d’Etra, desde o cativeiro até a liberdade. A fundadora era de nação nagô, mas seu marido era jeje e as evidências sobre os primeiros tempos da comunidade religiosa apontam para a importância de influências jejes. O texto ainda traz novas reflexões sobre a antiga relação entre o Gantois e o Ilê Axé Iyá Nassô Oká (Casa Branca), sugerindo uma nova cronologia para a cisão entre as duas comunidades.
ACESSE NA ÍNTEGRA: 

SER PRESO NA BAHIA NO SÉCULO XIX


De Cláudia Moraes Trindade


Sinopse

Resultante de pesquisa primorosa em arquivos, este livro apresenta uma metodologia inovadora, com interpretações sólidas, interação com a bibliografia nacional e internacional, além de grande fluência narrativa. É um trabalho em História Social do melhor nível, no qual os aspectos legal e institucional estão presentes, porém o que sobressai é a reconstrução da experiência individual e coletiva dos personagens que povoam o mundo da prisão, e não somente dos presos, no interior do qual constroem uma lógica societária e cultural própria, embora não isolada, pois as grades que separam esse universo daquele que existe do lado de fora são abertas pela historiadora para demonstrar que cárcere e sociedade estão um dentro do outro, irremediavelmente.

Um dos pontos fortes da história aqui contada é a oportunidade que os presos têm de falar sobre a vida carcerária por meio de cartas e petições às autoridades, um tipo de fonte raramente disponível. Dessa forma, às características sociológicas discutidas para o conjunto das populações carcerárias, a autora soma a voz do indivíduo e traça interessantes trajetórias de vida, que resultam numa história mais humana, às vezes tragicamente humana. Num Brasil em que a vida carcerária é um rosário de tragédias em série, esta obra esclarecedora sobre o nascimento da prisão moderna entre nós deverá servir, de alguma maneira, para entender o presente e ajudar a transformá-lo positiva mente.
JOÃO JOSÉ REIS

Adquira no site:
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Por: R$ 46,80

A árvore da liberdade nagô: Marcos Theodoro Pimentel e sua família entre a escravidão e o pós-Abolição. Itaparica, 1834-1968



Este artigo aborda a trajetória de três gerações da família Pimentel, desde a chegada ao Brasil do africano Marcos, no final da década de 1830, até o advento da sacerdotisa Ondina Valéria Pimentel, quarta líder espiritual do candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, no ano de 1968. O uso de variada documentação existente nos arquivos nacionais e internacionais permitiu compor a genealogia de uma família que permaneceu unida durante toda a segunda metade do século XIX e até as últimas décadas do século XX, sendo Marcos o responsável pela fundação do culto de tradição nagô aos egunguns na Ilha de Itaparica. O artigo também aborda os enfrentamentos judiciais de Marcos para defender os interesses de seus aliados e a relação entre ele e seus filhos.
Palavras-chave: escravidão; família; liberdade.
ACESSE: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-01882018005004108&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt  

FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DO PELOURINHO



[8/08] A Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho abre a sua programação no Teatro Sesc Senac Pelourinho com a mesa de debate “ESCRAVIDÃO E LIBERDADE” com as presenças de:
*Lilia Schwarcz (SP) - professora do Departamento de Antropologia da USP;
*João José Reis (BA) - escritor e historiador, considerado uma referência mundial para o estudo da história e da escravidão no século XIX;
*Wlamyra Albuquerque (BA) - doutora em História Social da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas, além de orientadora de pesquisas sobre emancipação, abolição, racialização e pós-abolição no Brasil

A programação começa às 18h e além da mesa de debate, haverá o lançamento do livro “Dicionário da escravidão e liberdade”, que traz Lilia Schwarcz e Flávio Gomes como organizadores.

Confira a programação completa: www.flipelo.com.br

ABERTURA DE EDITAL PARA PUBLICAÇÃO DE LIVROS ACADÊMICOS


I COLÓQUIO RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES NO MUNDO ATLÂNTICO



Inscrições abertas para o I Colóquio Religiões e Religiosidades no Mundo Atlântico
Auditório do CAHL, dias 7 e 8 de agosto.


PALESTRA: A JORNADA DA LOBA


A Questão Negra, a Fundação Ford e a Guerra Fria (1950-1970)



Capítulo 1: A Fundação Ford e Departamento de Estado Norte-Americano: a montagem de um modelo de operações no pós-guerra

I. Os primeiros tempos da Fundação Ford
II. II. O Relatório Gaither, a boa vida e as ciências sociais
III. III. A Fundação Ford e o Departamento de Estado

Capítulo 2: As agendas culturais da Guerra Fria e o “Programa Ideológico”: a CIA e a Fundação Ford na atração às elites intelectuais
I. A CIA e o Programa Ideológico
II. A Fundação Ford e a proposta de atração aos intelectuais

Capítulo 3: Desenvolvimentismo e “transição democrática”: O Institute of Race Relations e os investimentos da Fundação Ford nas questões de raça
I. O Programa Comparativo de Estudos Raciais: a formação da equipe
II. O Complexo Colonial
III. Por um conceito de raça sem racismo
IV. Raça e desenvolvimento
V. Epílogo, a disputa das esquerdas

Capítulo 4: A Doutrina Moynihan: o debate sobre a raça e o negro nas conferências de 1965 da Fundação Ford e da Academia Americana de Artes e Ciências
I. A Conferência sobre Raça e Cor
II. A América Latina em Copenhague
III. A Doutrina Moynihan
IV. A reforma dos Movimentos Negros

Capítulo 5: A integração do negro na sociedade de classes: Florestan Fernandes em uma história do agendamento intelectual nos anos 1960
I. Ideias da CEPAL e a Conferência de Copenhague: a negritude e a convergência norte-americana
II. Intercâmbio EUA-América Latina: os estudos latino-americanos e a trajetória de The Negro in Brazilian Society
III. O Projeto Marginalidade
IV. Sujeitos e predicados de um agendamento intelectual

Inicialmente, pelos próximos 30 à 60 dias, apenas no site da própria editora (http://editoraprismas.com.br/ a-questao-negra-a-fundacao-ford-e-a-guerra-fria-1950-1970). Quem desejar um SEDEX, ao invés da opção do PAC, oferecida no ato da compra, poderá solicitá-lo diretamente à Prismas através do e-mail agenteeditorial4@editoraprisma s.com.br, aos cuidados de Lázaro.

Trata-se de pesquisa de fôlego, realizada ao longo de dez anos, em arquivos do Brasil e principalmente dos Estados Unidos, durante meus estudos de doutorado e pós-doutorado no Departamento de História da Universidade de São Paulo, no âmbito do seu Grupo de estudos sobre a Guerra Fria.