Festas afro-baianas: procissão, lavagem e presente


A Fundação Pedro Calmon, por meio do Centro de Memória da Bahia, convida a todo(a)s para o segundo semestre do Conversando com sua História. No módulo Religião, que será discutido durante todo o mês de setembro, teremos a palestra intitulada Festas afro-baianas: procissão, lavagem e presente, que será ministrada pela Professora Drª. Edilece Couto (UFBa)

Local: sala Katia Mattoso, 3º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Data: 24 de setembro de 2012
Horário: 17h






V CNA - Programação dos Eventos Paralelos



I ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS PRIVADOS
Coordenadores: Roberta de Jesus Sanatana (GTAP) e Renata Soraya Bahia de Oliveira (LEV/UCSAL)

III ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS AUDIOVISUAIS, ICONOGRÁFICOS, SONOROS E MUSICAIS
Organizadores: Marcelo Nogueira de Siqueira (Arquivo Nacional), Andre Malverdes (UFES) e Pablo Sotuyo Blanco (UFBA)

III ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS DO 3º SETOR
Coordenador: Flávio Leal da Silva (UNIRIO) e Fernanda da Costa Monteiro Araujo (UNIRIO)

III ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS MÉDICOS

IV ENCONTRO DE ARQUIVOS DO PODER LEGISLATIVO
Coordenador: Welder Antonio Silva (Assembléia Legislativa – MG)

IV SIMPÓSIO MEMÓRIAS DA DITADURA
Coordenador: Marcelo Nogueira de Siqueira (Arquivo Nacional – RJ)

VI ENCONTRO DE ARQUIVOS PÚBLICOS MUNICIPAIS
Coordenador: Marcos Rabelo (AARQUES- ES) e Beatriz Kushnir (Arquivo Geral da cidade do Rio de Janeiro)

III ENCONTRO NACIONAL DE DOCUMENTAÇÃO DO SETOR ENERGÉTICO
Coordenador: Daniel Beltran (Eletrobrás)

III ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS DO SETOR FINANCEIRO
Coordenador: Vívian Helena Ferreira Santiago Carnetti

VII ENCONTRO DE PALEOGRAFIA E DIPLOMÁTICA
Coordenador: João Eurípedes Franklin Leal (UNIRIO/CONARQ – RJ) e Marcelo Nogueira de Siqueira (Arquivo Nacional – RJ)

PAINEL INTERPARES
Organizadora: Cláudia Lacombe Rocha (Arquivo Nacional)

I ATIVO DE EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO EM ARQUIVOLOGIA
Organizador: Charlley Luz (Founder da Feed Consultoria – SP)

I REUNIÃO DOS ARQUIVOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Organizadores: Joao Tiago Santos (MPT- Salvador/BA) e Aloisio Ramos (MPE – Salvador/BA)

I REUNIÃO DOS ARQUIVISTAS DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR
Coordenador: Renato Motta (UFRPE- Recife/PE)

II REUNIÃO DO FÓRUM NACIONAL DE ENSINO E PESQUISA EM ARQUIVOLOGIA
Coordenadores: Aurora Freixo (UFBA-Salvador/BA) e José Maria Jardim (Unirio/ Rio de Janeiro – RJ)

III FÓRUM NACIONAL DOS ESTUDANTES DE ARQUIVOLOGIA
Organizador: Marcello França Furtado (ENEA- ES)

VI REUNIÃO DE ARQUIVOS JUDICIAIS DO BRASIL
Coordenadores: Gilberto Cardoso (TJ-RJ), Tassiara Jaqueline Fanck Kich(TJ-RS) e Manoel Pedro de Souza Neto (TJ-AM)

O Significado da Raça na Sociedade Brasileira

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EXPOSIÇÃO VIRTUAL - DO PARAFUSO AO LACERDA



De Marco da Tecnologia Baiana a Cartão Postal de Salvador

Gláucia Trinchão

A análise da história do monumento Elevador Lacerda, antigo Elevador hidráulico da Conceição, ou como era carinhosamente chamado de o Parafuso pela população baiana oitocentista, assim como das transformações arquitetônicas por ele sofrida ao longo de sua existência, mostra uma intrínseca relação de glamour e decadência entre o Lacerda e as Praças Municipal, ou Tomé de Souza, e a Praça Cairú, antiga Praça do Comércio.
A intervenção oitocentista da Praça Municipal trazia a proposta de embelezamento da cidade, da criação de uma aberta para o mar e criação do sistema articulado de transporte (elevador e bondes a burro), teve como solução a implantação do eclético Elevador Hidráulico: de fachada localizada na Cidade Alta em ferro estilo art noveau, torre gótica de arcadas abertas e parte encravada na montanha e fachada situada na Cidade Baixa em estilo neoclássico. Este marco da tecnologia baiana de transporte garantiu a transparência necessária para atender o projeto do Barão de São Lourenço, então presidente da província. Esta tecnologia de transporte avançada para a época veio para facilitar a circulação de pessoas e mercadorias entre o cume e o sopé da montanha e transformar a praça administrativa em uma ‘Praça Panorâmica’ com um ‘Elevador Mirante’.
Inaugurado em 1873, o Parafuso ou Elevador Hidráulico da Conceição, foi uma idéia considerada utópica, porém original e revolucionária e adequada às condições ambientais sem ferir a paisagem, criando uma imagem de progresso na cidade de Salvador, no período colonial. 
Leia na íntegra : 

DISSERTAÇÕES E TESES DEFENDIDAS EM 2011 NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA



Já encontra-se disponível Teses e Dissertações defendidas em 2011 na Universidade Federal da Bahia. Entre os títulos estão: 


Resumo: O objetivo desta dissertação é um estudo dos capitães negreiros atuantes no tráfico atlântico de escravos africanos na Cidade da Bahia na primeira metade do século XVIII. Esta pesquisa intentou compreender as experiências destes sujeitos em busca de riqueza e distinção social na Salvador setecentista, suas condições materiais e os perigos enfrentados na lida no mar. Por fim, analiso a vida econômica desses sujeitos que além de comandar as embarcações, faziam o comércio na costa africana para os proprietários das embarcações, para outras pessoas e para eles mesmos, uma vez que eles também investiam no tráfico de escravos. O conhecimento de tais indivíduos lança luz sobre um lado da História da Diáspora Africana, que é conhecer os agentes responsáveis pela condução forçada dos africanos em diversos tipos de embarcações à vela, sob condições higiênicas e sanitárias inapropriadas que atingiam todos os presentes: africanos escravizados, tripulantes e os capitães negreiros.

Entre Contatos, Trocas eEmbates: Índios, Missionários e Outros Atores Sociais no Sul da Bahia (SÉCULOXIX)

Resumo: A presente dissertação busca compreender as relações sociais e interétnicas travadas entre populações indígenas, missionários capuchinhos e demais atores sociais presentes no processo de colonização da Comarca de Caravelas – pertencente ao extremo sul da Bahia – no século XIX. Tem-se como interesse central neste trabalho dar ênfase às agências indígenas frente ao projeto de civilização e catequese. Nesse sentido, buscamos perceber, no desenrolar dos conflitos, intensificados no decorrer daquele século, de que forma os grupos indígenas formularam estratégias, lutaram por seus interesses e se movimentaram diante de um quadro de mudanças significativas decorrente do violento processo de conquista e subjugação.

DOMÉSTICAS CRIADAS ENTRE TEXTOSE PRÁTICAS SOCIAIS: RECIFE E SALVADOR (1870-1910)

Resumo: Esta pesquisa investiga as trabalhadoras domésticas de Recife e Salvador, suas experiências, suas lutas, sua formação enquanto classe, a precariedade de suas vidas, na conjuntura emancipacionista dos anos finais do século XIX e iniciais do século XX. Através da literatura de ficção, de processos criminais e cíveis, de anúncios de jornais, de documentação oficial, busco reconstituir as experiências de vida de domésticas negras, mestiças e brancas, escravas, livres e libertas. Argumento que essas domésticas agenciaram suas vidas em contextos de precariedade, mas que lograram produzir experiências de uma identidade de classe em formação. Elas não apenas estavam se formando enquanto classe unicamente a partir de suas próprias experiências. Os textos literários produzidos por escritores e memorialistas baianos e pernambucanos buscaram increvê-las em lugares sociais e raciais subalternos, adstritos aos valores paternalistas e escravistas ainda resistentes ao avanço de regras formais de relações de trabalho. Mas apesar da riqueza das fontes literárias na produção e disseminação de valores de submissão e do lugar subalterno do trabalho doméstico, defendo que o conjunto de experiências sociais das mulheres que a ele nos anos pré e pós-emancipação põem em suspeição imagens idílicas que associam serviço doméstico a servilismo, à harmonia entre patrões e empregadas. Por fim, e apesar do foco na formação de classe, reconstitui experiências mais amplas de conflitos populares cotidianos nos quais as domésticas tiveram participação, por acreditar que não é só na relação de trabalho que uma classe se forma.

“E de Mato Faria Fogo”: OBanditismo no Sertão do São Francisco, 1848 – 1884

Resumo: O tema desta pesquisa é o banditismo no sertão baiano na segunda metade do século XIX. O recorte temporal estabelecido é entre 1848 e 1884. Devido à extensão do sertão de cima e as dificuldades para trabalhar com todo este território, ficou estabelecido como recorte espacial a região das comarcas de Carinhanha e Urubu que ficam próximas das fronteiras com as províncias de Minas Gerais e Goiás. Esta região é cortada pelo rio São Francisco e está situada no médio São Francisco. Atualmente, também conhecemos como “Oeste baiano”. O objetivo deste trabalho é analisar o fenômeno banditismo no sertão de cima entre 1848 e 1884 e suas relações com a sociedade regional, bem como o combate do Estado Imperial ao que era considerado “desordem”. Entre os grupos encontrados nessa pesquisa estão os liderados por Antonio José Guimarães que atuou entre 1848 e 1854, Chico Rocha e Neco que atuaram no final dos anos 1870. O estudo do banditismo permite não só entender a realidade regional, bem como as relações políticas e sociais envolvidas na atuação dos bandoleiros e do aparelho repressor. A partir do estudo do banditismo podemos analisar os significados sociais do uso da violência no sertão baiano. Dessa forma buscamos analisar a realidade social e a formação histórica do sertão baiano.

Aspectos da Ação Episcopal deD. José Botelho de Matos Sob a Luz das Relações Igreja-Estado (Bahia,1741-1759) 
Resumo: A presente dissertação se propõe a  analisar aspectos da ação episcopal de D. José
Botelho de Matos na Bahia entre 1741 e 1759, projetando sobre ela a situação coeva das
relações Igreja-Estado. Considerando que aqueles eram tempos de profunda interferência do 
Estado na administração  da Igreja local, partiremos em busca de como D. José Botelho de
Matos compôs sua ação episcopal, quais foram as suas prioridades, qual a natureza de seus
requerimentos e como lidou  com as dificuldades oriundas do constrangimento da jurisdição
eclesiástica e das pressões promovidas pelos órgãos da Coroa.




Acesse todos os títulos: http://www.ppgh.ufba.br/spip.php?rubrique5

TRISTE SITUAÇÃO DOS ARQUIVOS HISTÓRICOS PELO BRASIL



Umidade, variação de temperatura e instalações elétricas precárias são os fantasmas que assombram arquivos e bibliotecas do país. Isso sem falar em furtos ou desastres naturais que não podem ser controlados pelo homem. No Brasil, a lista de temores ainda é agravada pelos baixos investimentos do Estado na salvaguarda do patrimônio documental: por aqui, a ausência de um orçamento fixo destinado à conservação de instituições de memória faz com que o dinheiro público tenha outras prioridades diante dos demais problemas. Na maioria das vezes, a política de prevenção de riscos se atrapalha na burocracia e dá lugar à perigosa (porém oportuna) gambiarra.
Mas, às vezes, alguns esforços surtem efeito e causam surpresa. Esse é o caso do Arquivo Público do Estado de São Paulo (Apesp), cuja nova sede foi inaugurada nesta semana.  O prédio e as outras reformas estruturais em dois dos três blocos das antigas instalações receberam o investimento de quase R$ 90 milhões. Tudo ficou pronto em três anos e as dependências agora possuem uma tecnologia ideal de conservação de documentos, prevenção e combate de incêndios e sistema antirroubo. O edifício de dez andares (sendo cinco com pé direito duplo) e 23,4 mil m² de área tem a capacidade de armazenar 70 km lineares de papel e conta com anfiteatro, salas de aula, biblioteca, laboratórios de restauração de documentos históricos e iconográficos e um hall de exposições.
O historiador Carlos Bacellar, coordenador do Apesp, diz que o isolamento térmico interno do novo prédio, geralmente utilizado em câmaras frigoríficas, foi posto em prática pela primeira vez em um arquivo. E se entusiasma: "Com toda essa infraestrutura, estaremos garantindo a guarda da memória de São Paulo em condições ideais". Ele conta que as novas instalações abrem as portas da instituição para receber um novo material. “Agora temos um programa de gestão documental itinerante. Fomos a todas as secretarias de estado identificar toda a documentação produzida antes de 1940. Por um decreto estadual, isso é guarda permanente. Identificamos tudo e agora vamos começar a recolher”.
Bacellar é categórico quanto aos maiores problemas enfrentados por arquivos brasileiros: sedes antigas que carecem de manutenção. “Acham, em geral, que qualquer prediozinho velho se adapta. E não é assim. A maior parte dos arquivos sofre com instalações precárias. Além disso, há a falta de pessoal. Não há equipes dimensionadas para o tamanho das instituições do país. A falta de recursos também agrava a situação. É muito delicado”. O historiador chama atenção para as atuais condições do Arquivo Público da Bahia e do Pará.

THE BRITISH LIBRARY'S ENDANGERED ARCHIVES PROGRAMME



 CALL FOR APPLICATIONS

The Endangered Archives Programme at the British Library is now accepting grant applications for the next round of funding. Detailed information on the timetable, criteria, eligibility and procedures for applying for a grant is available on the Programme's website. Applications will be accepted in English or in French. The deadline for receipt of preliminary grant applications is 2 November 2012.

 The Programme's objectives are achieved principally by awarding grants to applicants to locate relevant endangered archival collections, where possible to arrange their transfer to a suitable local archival home, and to deposit copies with local institutions and the British Library. Pilot projects are particularly welcomed, to investigate the survival of archival collections on a particular subject,
in a discrete region, or in a specific format, and the feasibility of their recovery.

To be considered for funding under the Programme, the archival material should relate to a 'pre-modern' period of a society's history. There is no prescriptive definition of this, but it may typically mean, for instance, any period before industrialisation. The relevant time period will therefore vary according to the society.

For the purposes of the Programme, the term 'archival material' is interpreted widely to include rare printed books, newspapers and periodicals, audio and audio-visual materials, photographs and manuscripts.

The Programme is keen to enhance local capabilities to manage and preserve archival collections in the future and it is essential that all projects include local archival partners in the country where the project is based. Professional training for local staff is one of the criteria for grant application assessment, whether it is in the area of archival collection management or technical training in
digitisation.

The Programme is administered by the British Library and applications are considered in an annual competition by an international panel of historians and archivists.

For further details of application procedures and documentation as well as EAP projects and collections, please visit the Programme's website:http://eap.bl.uk/

“Conversando com a sua História” aborda Candomblé na Bahia do século XIX



Na próxima segunda-feira (17), às 17h, o curso Conversando com a sua História recebe como palestrante o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Luís Nicolau Parés, que abordará o processo formativo do Candomblé da Bahia no século XIX. O evento tem entrada gratuita e acontece na Sala Katia Mattoso, no 3º andar.
O curso – Promovido desde 2002 pelo Centro de Memória da Bahia, unidade da Fundação Pedro Calmon/Secult, o curso Conversando com a sua História acontece todas as segundas-feiras na Biblioteca Pública do Estado da Bahia e, em sua 10ª edição, se estende até o mês de outubro. Em 2012, o curso inova trazendo um tema a cada mês, que é abordado por um ponto diferente a cada semana.

Quando: dia 17/09 (segunda-feira), às 17h
Onde: Sala Katia Mattoso (3º andar)
Quanto: Gratuito

ORQUESTRA ARFO SINFÔNICA



Este concerto faz parte do projeto de circulação e será o primeiro dos três que serão realizados em Salvador. Os demais serão no interior da Bahia.
Assim como acontceu em Ilhéus, será ministrado um Workshop, desta vez, de Harmonis para Jazz e Mpb, pelo maestro Ubiratan Marques. Serão 40 vagas para Salvador e os pré requisitos são: conhecimento de teoria, leitura básica e prática em instrumento ou canto.
Para fazer a inscrição é só enviar e-mail para orquestraafrosinfonica@gmail.com, contendo nome completo, RG ou CPF, endereço, idade e telefone para contato.
ACESSE:  
http://orquestraafrosinfonica.blogspot.com.br/ 

SERVIÇO:Concerto de Circulação Orquestra Afro Sinfônica
ONDE: Cine Teatro Solar Boa Vista
QUANDO: 20 de Setembro de 2012
HORÁRIO: 20H
QUANTO: Gratuito

Arquivo histórico da Bahia está há 15 meses sem energia



TIAGO DÉCIMO, SALVADOR - O Estado de S.Paulo
10 de junho de 2012 | 3h 07

Considerado o segundo arquivo público mais importante do País em documentação histórica, atrás apenas do Arquivo Nacional, no Rio, o Arquivo Público da Bahia, instalado em uma construção do século 16, está parcialmente às escuras há 15 meses.
A medida foi tomada depois de um princípio de incêndio na central de força do prédio, localizado no lado externo, em março do ano passado. Na época foi constatada a necessidade de reforma no sistema de distribuição de energia elétrica no local.
"Os arquivos não foram afetados, mas só o fato de sabermos que poderia haver riscos nos levou a desligar a energia", explica a diretora da unidade, Teresa Matos. "Temos documentos da época da colônia, do império, que não existem em outro lugar."
Os estudos para a reconfiguração do sistema de energia duraram seis meses. Foram mais três para o início da licitação, que foi concluída em 18 de janeiro. A reforma da rede custará R$ 843 mil. O contrato para o serviço foi assinado no fim de abril e a expectativa é de que a energia volte ao normal em setembro.
Enquanto as obras não começam, os 400 pesquisadores que vão mensalmente ao local usam uma das duas pequenas salas nas quais a iluminação foi religada - na outra, funciona provisoriamente a administração do órgão. "Só religamos a energia nessas salas depois que uma vistoria técnica confirmou que não haveria riscos", disse a diretora. Visitas de grupos escolares, eventos e exposições estão suspensos.
Histórico. Criado em 1890, o Arquivo Público da Bahia está instalado desde 1980 na sede da Quinta do Tanque, edificação que teve sua construção iniciada no século 16, para servir de casa de repouso para os jesuítas.
O prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1949. A última reforma estrutural foi concluída com a chegada do Arquivo ao local.
Hoje, a imponente construção tem paredes descascadas, sinais de infiltração em todos os ambientes e problemas estruturais diversos. "A situação é muito grave", admite Teresa. "Os problemas foram causados pela falta de investimentos."
Segundo ela, o orçamento do arquivo para manutenção do acervo é, em média, de R$ 300 mil por ano. Ele está disposto em prateleiras que, ligadas horizontalmente, cobririam 25 km. "Além da falta de recursos, o prédio tem problema de configuração, por não ter sido pensado para abrigar um arquivo público, que tem necessidades específicas." Segundo a Fundação Pedro Calmon, responsável pelo Arquivo Público da Bahia, já foram iniciados os estudos para reforma e requalificação do prédio.

Da catequese à civilização: povos indígenas e colonização na segunda metade do século XVIII



A Fundação Pedro Calmon, por meio do Centro de Memória da Bahia, convida a todo(a)s para o segundo semestre do Conversando com sua História. No módulo Religião, que será discutido durante todo o mês de setembro, teremos a palestra intitulada Da catequese à civilização: povos indígenas e colonização na segunda metade do século XVIII, que será ministrada pelo prof dr. Fabrício Lyrio Santos (UFRB).

Resumo:

Este trabalho visa discutir as relações entre catequese e colonização no Brasil na segunda metade do século XVIII tendo como pano de fundo o processo de transformação das aldeias indígenas em vilas, na Bahia, a partir da promulgação e implantação do Alvará de 8 de maio de 1758. Este alvará estendeu para o Estado do Brasil as leis de 6 e 7 de junho de 1755, válidas para o Estado do Grão-Pará e Maranhão, que instituíram um novo modelo de colonização baseado na liberdade e na civilização dos índios. Esse modelo visava modificar o sistema de catequese vigente desde meados do século XVI, no qual os missionários de diferentes ordens religiosas e do clero secular administravam as aldeias, exercendo jurisdição política e religiosa sobre os índios. O trabalho conta com uma ampla pesquisa em fontes primárias escritas produzidas por missionários e autoridades coloniais, além de textos legislativos e ordens régias. O tema, pouco estudado pela historiografia, revela-se fundamental para compreensão da história colonial, religiosa e indígena, revelando aspectos significativos da política colonial pombalina e do período final da colonização lusitana na América Portuguesa.

Palavras-chave: Catequese. Índios. Jesuítas. Marquês de Pombal. Século XVIII.

Local: sala Katia Mattoso, 3º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Data: 10 de setembro de 2012
Horário: 17h
Contamos com sua participação!

DIGITALIZANDO PIERRE VERGER



Ricardo Sangiovanni

Pierre Verger comparou o resultado de seus 50 anos de fotografia a uma escultura, "a sobra do que foi um bloco de mármore ou de granito, depois da eliminação, pelo escultor, das partes julgadas inúteis." Em se tratando da obra de Verger, porém, a priori não há grão de pó que possa ser desprezado. Assim, desde o ano passado, a fundação que administra o legado do fotógrafo e antropólogo francês está digitalizando, um a um, os mais de 61 mil negativos que Verger arquivou em vida.
No primeiro ano do processo de digitalização - que deve se estender até 2014 - , pouco mais de 10 mil imagens já foram escaneadas e inseridas no banco de dados da Fundação Pierre Verger. É a segunda etapa de um trabalho de conservação do acervo que começou há sete anos, com a higienização, recatalogação e acondicionamento adequado dos negativos. Na Bahia, é a primeira vez que um acervo fotográfico particular desse porte é digitalizado. E, muito embora a digitalização de acervos seja uma tendência mundial -  já que, além de preservar originais, favorece a acessibilidade e circulação de conhecimento - , no Brasil, ainda são poucas as instituições (tanto públicas quanto privadas) que investem em projetos dessa natureza.
À  medida em que vão sendo digitalizadas, as imagens de Verger são lançadas no banco de dados da fundação, o que permite que  sejam visualizadas em tamanho maior e com mais detalhes já no momento da consulta virtual. O acervo já está 100% catalogado, e o acesso é aberto ao público, mas as imagens que ainda não foram digitalizadas aparecem em baixíssima resolução na tela de quem faz uma pesquisa.
Ademais, a digitalização ajuda a conservar os negativos porque permite a edição e reprodução das imagens sem que haja necessidade de manuseio. Entre as imagens já escaneadas, de tudo já se viu um pouco: de séries inteiras de negativos velados  (nada fica de fora) a curiosidades inéditas do universo de Verger.
Acesse o texto na íntegra: http://atarde.uol.com.br/materias/1450906

III Seminário de Arqueologia do CAHL / UFRB


O campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) na cidade de Cachoeira recebe no dia 25 de setembro o III Seminário de Arqueologia do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL). O tema principal é a arqueologia no Recôncavo da Bahia.  O evento terá início a partir das 8 horas, no auditório, com abertura para o credenciamento. Na programação, está prevista a palestra “A ocupação humana no Recôncavo baiano: uma perspectiva arqueológica” do Prof. Dr. Carlos Etchevarne.
As comunicações dos alunos integrantes do Grupo de Pesquisas Recôncavo Arqueológico estarão divididas em quatro sessões: Pesquisas arqueológicas na iniciação científica, O patrimônio religioso do Recôncavo: cemitérios e lápides, Arqueologia no ensino e a extensão universitária e Arqueologia: do Recôncavo para o mundo.
O evento ainda contará com apresentação de pôsteres. Os interessados devem enviar email para reconcavoarqueologico@gmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , com as seguintes informações: título, autor, vinculação institucional, máximo de três palavras-chaves e resumo de 500 caracteres até o dia 14 de setembro. 
O resultado dos pôsteres selecionados será divulgado no dia 17 de setembro na página do grupo recôncavo arqueológico:www.ufrb.edu.br/reconcavoarqueologico.

Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil


Coordenação de Pesquisa

Hebe Mattos
Martha Abreu
Milton Guran

Assistentes de Pesquisa

Daniela Yabeta
Denise Vieira Demétrio
Eline Bomfim Cypriano
Fernanda Pires Rubião
Lívia Nascimento Monteiro
Vanessa da Cunha Gonçalves 

Apoio

Ana Mauad – Coordenação LABHOI
Mariza Soares
Paulo Knauss

Colaboradores

Adriana Pereira Campos; Agenor Sarraf; Alexandre Almir; Alisson Eugênio; Ana Carolina Prado; Ana dos Anjos; Andrea Ferreira Delgado; Antonio Cesar Caldas Pinheiro; Beatriz Gois Dantas; Beatriz Loner; Beatriz Mamigonian; Camila Agostinni; Carolina Martins; Claudia Damasceno Fonseca; Claudio Honorato; Cristina Wissebach; Fábia Barbosa Ribeiro; Flávio Gomes; Henrique Espada Lima; Isabel Guillen; Jaime Rodrigues; Janira Sodré Miranda; João José Reis; Juciene Apolinário; Juliana Farias; Keila Grinberg; Lopes da Fonseca; Luis Nicolau Pares; Luiz Geraldo Silva; Magno Francisco de Jesus Santos; Marcio Soares; Marcus Carvalho; Maria Antonieta Antonacci; Maria Helena Machado; Maria Loialoa; Maristela Pinho da Silva; Mariza Soares; Mathias Assunção; Mundinha Araujo; Rafael Sanzio; Regina Helena de Faria; Ricardo Moreno; Rodrigo Weimer; Sérgio Ferretti; Silvia Brügger;  Suzana Barbosa; Urano de Cerqueira Andrade; Valéria Costa; Victor Hugo Cardoso; Walter Luiz Carneiro Mattos Pereira.
ACESSE: LABHOI 


ENTRE A LIBERDADE E O RECRUTAMENTO



Remeteu pela Presidência da Província em 28 de abril de 1869.
Diz Sara Luiza, mais conhecida por Serafina, natural da Vila da Barra do Rio Grande, casada há quatro anos no Rio de Janeiro com Paschoal José Antonio, ambos libertos, a suplicante por 1:500#réis e o dito seu marido por 2:000#réis, com o produto de um bilhete de loteria ali premiado, tendo sido ela escrava de Luiz Antonio Alves Carvalho, morador na Praia do Flamengo, com Chácara na Rua do Catete, e seu referido marido da Excelentíssima Viscondessa de Campos de São Salvador. Que, sendo a suplicante e o mesmo seu marido, hoje moradores em Pirajá, com roça que arrendaram e plantaram de mandioca, milho e cana, em mão de Henrique de Tal e sua mulher Dona Hilária, aconteceu, que na noite de 18 do corrente, abril, fosse sem razão legal, ou ao menos plausível, recrutado o marido da suplicante, por ser, ao que então se disse, pessoa suspeita, visto não poder comprovar o seu estado de casado por documentos, que possuía, é verdade, mas que tivera a infelicidade de perder aqui nesta cidade, no sábado da Aleluia do presente ano.
E porque Excelentíssimo Senhor Conselheiro Presidente, o marido da suplicante é ótimo esposo, muito trabalhador, trata verdade, e amigo dedicado extremoso dela, com quem tem até hoje vivido vida exemplarmente marital, único arrimo de quem recebe a suplicante proteção; e pelas Instruções de 10 de junho de 1822, e Decreto de 2 de novembro de 1835, artigo 2º, os casados na condição do referido seu marido não podem jamais ser recrutados, gozando do indulto e isenção legal. A suplicante vem requerer a Vossa Excelência a pronta soltura do dito seu marido, dispensando Vossa Excelência, por equidade, que a suplicante justifique o estado de casado do mesmo, não porque receie ela o triunfo da verdade, que não pode ser duvidoso, mas por ser minimamente pobre, e dificultar-se assim para ela a justa soltura de seu marido e protetor.
Afim que,
Para Vossa Excelência se digne de deferir-lhe com a sua costumada retidão e justiça.
E. R. Mª. / A rogo da suplicante, Benedito Mariano, Rio Grande.
Arquivo Público da Bahia
Seção Colonial/Provincial
Maço: 2886.
          

AS ARMAS E AS COTAS


"A Batalha dos Guararapes" (1879), de Vítor Meireles, narra a formação mítica de um Exército multirracial que lutou contra os holandeses em 1648-49

A batalha adiada da igualdade racial nas Forças Armadas


LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO

RESUMO: Impermeáveis às políticas afirmativas do governo Dilma, as Forças Armadas não promovem a formação de altos comandantes cujo rosto espelhe o da população brasileira. Índia, África do Sul e EUA (que destacaram oficial negro para comandar frota no Atlântico Sul) dão valor estratégico à questão racial nas elites militares.
Nas vésperas do Sete de Setembro, cabe lembrar as perspectivas sobre as Forças Armadas inscritas no "Livro Branco da Defesa Nacional" (LBDN), apresentado em junho à presidente da República e ao Congresso.
Organizado pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, o Livro Branco constitui uma iniciativa original. Tanto na forma quanto no seu conteúdo. Faltou, na imprensa e nos meios políticos e universitários, um debate à altura das análises elaboradas no LBDN. Pela primeira vez, a reflexão sobre as Forças Armadas e a diplomacia estão associadas num documento governamental que analisa as relações de força no mundo atual.
Resta que o LBDN não aborda um problema importante -de repercussão nacional e internacional-, que Amorim ajudou a começar a resolver no Itamaraty. Problema com o qual ele e seus sucessores no atual ministério também terão que lidar: a discriminação racial não escrita que exclui negros e mulatos do alto oficialato das Três Armas.
No Itamaraty, o assunto foi abafado durante muito tempo. Entrou pela primeira vez em pauta quando o presidente Jânio Quadros, em 1961, na época da independência das colônias africanas, nomeou o escritor Raimundo Souza Dantas (1923-2002) embaixador em Gana.
Primeiro e único embaixador negro desde a Independência, Souza Dantas escreveu "África Difícil, Missão Condenada: Diário" (1965), que narra a discriminação de que foi vítima, por parte de intelectuais e diplomatas brasileiros, no seu posto na África. Quando o livro saiu, a ditadura já sufocava o debate sobre esse e outros assuntos.
Agindo como pau-mandado do colonialismo português, o Itamaraty perseguiu o então diplomata e futuro dicionarista Antônio Houaiss (1915-99). Membro da Comissão de Descolonização da ONU, Houaiss dialogava com os movimentos independentistas da África lusófona. Como narra o embaixador Ovídio de Andrade Melo, em seu livro "Recordações de um Removedor de Mofo no Itamaraty" (2009), a pedido de setores salazaristas, Houaiss foi cassado e demitido do Itamaraty, acusado de ser "inimigo de Portugal".
No entanto, cada vez que o governo abria uma embaixada na África, inclusive nos países lusófonos, já escaldados pela colaboração de Gilberto Freyre (1900-87)com o colonialismo salazarista, escancarava-se um paradoxo: como acreditar que o Brasil era uma "democracia racial" se todos os diplomatas, e até os contínuos da embaixada, eram brancos? A branquidade encenada pelos diplomatas brasileiros entravava a política do Brasil na África.
Com a redemocratização, o debate voltou à ordem do dia. Em 2002, iniciou-se o programa Bolsa Prêmio de Vocação para a Diplomacia. Implementado pelo Itamaraty, o programa concede a afrodescendentes bolsas de preparação ao concurso à carreira diplomática.
A necessidade de aproximar o rosto interno do rosto externo do país foi sublinhada pelo então presidente Fernando Henrique, em dezembro de 2001: "Precisamos ter um conjunto de diplomatas -temos poucos- que sejam o reflexo da nossa sociedade, que é muliticolorida e não tem cabimento que ela seja representada pelo mundo afora como se fosse uma sociedade branca, porque não é".
Sob a presidência de Lula, o processo se consolidou. Em julho de 2008, em Brasília, o então chanceler Celso Amorim enfatizou que a democracia é "incompatível" com a discriminação, acrescentando: "Acreditávamos que éramos uma democracia racial. Hoje sabemos que isso não é verdade".

Leia o texto na íntegra: 

Informe: Arquivo Público do Estado de São Paulo


Conversando com sua História: Religião na Bahia: uma Perspectiva Histórica



Profa. Dr. Elizete da Silva (Universidade Estadual de Feira de Santana)
O campo religioso baiano desde o período colonial se configurou de forma plural, mesmo na vigência do Padroado Régio, que estabelecia o catolicismo como instituição vinculada ao estado português. Além da Igreja Católica, as religiões de matrizes africanas e as religiões indígenas compuseram o cenário dos fenômenos sagrados na Bahia. Reformados e judeus foram repelidos como hereges, estranhos à ideia de cristandade que permeava o imaginário colonial. As transformações advindas do contexto político do inicio do século XIX propiciaram também mudanças no quadro religioso. Após 1810, com a presença da família real no Brasil e em decorrência de tratados econômicos com a Inglaterra, o governo do Príncipe Regente D. João abriu os portos e as portas do Brasil à Igreja Anglicana e por extensão ao protestantismo. Após a independência o catolicismo continuou religião oficial do Império. Na segunda metade do século XIX, além da Igreja Presbiteriana e da Denominação Batista, instalou-se o Espiritismo Kardecista na capital da Província Baiana, provocando conflitos e polêmicas com a hierarquia católica.
A partir da primeira metade do século XX, outros grupos protestantes e uma sinagoga judaica diversificaram, ainda mais, a paisagem religiosa de Salvador. No interior do Estado, no que pese a predominância da Igreja Católica, espíritas e protestantes organizaram seus templos e passaram a conquistar fiéis e espaço no contexto social. O Recôncavo Baiano ficou famoso pela presença de Terreiros de Candomblé, porém em outras regiões da Bahia as principais nações de Candomblé, inclusive o de Caboclo sobreviveram, apesar das perseguições. Atualmente, observa-se profundas transformações no campo religioso baiano, com um número crescente de protestantes, especialmente neopentecostais, disputando fiéis e espaço político partidário.
Local: sala Katia Mattoso, 3º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Data: 03 de setembro de 2012
Horário: 17h 

LANÇAMENTO: ALFORRIAS EM RIO DE CONTAS - BAHIA SÉCULO XIX



Obra que aborda a libertação dos escravos no sertão baiano tem lançamento marcado para o dia 13 de setembro, em Salvador

Fruto da pesquisa de mestrado de Kátia Lorena Novais Almeida, o livro Alforrias em Rio de Contas – Bahia (século XIX) integra a programação do Lançamento Coletivo EDUFBA – Setembro de 2012, que acontece no dia 13 de setembro, quinta-feira, a partir das 17h30, na Biblioteca Universitária de Saúde Professor Álvaro Rubim de Pinho,
Dividida em quatro capítulos, esta publicação apresenta um estudo das experiências dos escravos na conquista da liberdade no sertão baiano, mais especificamente na região de Rio de Contas, configurando-se como um rico material para a historiografia brasileira.
Durante o processo de pesquisa que deu origem a este livro, foi realizado um levantamento prévio de diversos documentos da época, incluindo as cartas de alforria no Arquivo Municipal de Rio de Contas, tornando possível ao leitor conhecer as características dos escravos e as circunstâncias em que eles conquistaram a liberdade.

Serviço
O quê: Lançamento Coletivo EDUFBA – Setembro de 2012
Quando: 13 de setembro, quinta-feira, das 17h30 às 20h30
Onde: Biblioteca Universitária de Saúde Professor Álvaro Rubim de Pinho (Campus Canela, UFBA – Rua Basílio da Gama, s/n, Canela – Salvador, Bahia)
Quanto: entrada gratuita

Informações adicionais sobre o livro
ISBN: 978-85-232-0987-2
Formato: 17 x 24 cm
Número de páginas: 202
Ano: 2012
Preço especial de lançamento: R$ 25,00