RESULTADO DO CONCURSO “VÁRIAS HISTÓRIAS 2014”


Temos a satisfação de divulgar o resultado do Concurso “Várias Histórias 2014”, que contou com a avaliação dos professores Margarida de Souza Neves e Leonardo Affonso de Miranda Pereira, ambos do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Agradecemos a todos os candidatos pela participação, concorrendo em um processo seletivo bastante disputado em vista da qualidade dos trabalhos apresentados.
Parabenizamos os aprovados, certos de que seus livros contribuirão para manter o perfil e o padrão de excelência da Coleção “Várias Histórias”, assim como para ampliar a produção e os debates no campo da História Social.

Seguem os autores e trabalhos selecionados, em ordem de classificação:

1º lugar - Iacy Maia Mata, Conspirações da "Raça de Cor": escravidão, liberdade e tensões raciais em Santiago de Cuba (1864-1881).

2º lugar - Robério Santos Souza, "Se eles são livres ou escravos": Escravidão e trabalho livre nos canteiros da Estrada de Ferro São Francisco, da Bahia – 1858-1863.

3º lugar - Ana Flávia Cernic Ramos, As máscaras de Lélio. Política, humor e indeterminação histórica nas crônicas de Machado de Assis (1883-1886).


4º lugar – Larissa Rosa Corrêa,"Disseram que eu voltei americanizada": relações sindicais Brasil-Estados Unidos na ditadura civil-militar (1961-1978).

FONTE: 

CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA: A ARTE DA PRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA MEMÓRIA


Prezado(a)s,

O mês de agosto da 12ª edição do curso Conversando com a sua História será realizado em parceria com o Museu de Arte Moderna da Bahia MAM, tendo como tema “A arte da produção e organização da memória”, e integrará a programação da 3º Bienal da Bahia, compondo o projeto Campo Gravitacional: arquivo e ficção, sob a curadoria de Ana Pato. O supracitado projeto visa observar e discutir as práticas e os procedimentos em torno dos espaços da memória, mais especificamente dos arquivos e bibliotecas. O projeto prevê uma série de ações, que tem como pressuposto a problemática do arquivo, tendo a arte contemporânea como fio condutor. Nesse sentido, o objetivo dos encontros é discutir a arquitetura da memória, a natureza burocrática dos arquivos, a memória oral, histórias e ficções dos espaços de memória da Bahia e a (in)visibilidade dos arquivos. Para tanto, diferentes instituições foram convidadas para apresentar seus acervos bem como historicizar a instituição a partir da proposta que deu origem a mesma, o projeto inicial, seus fundadores, colaboradores e mantenedores.
A atividade acontece todas as segundas-feiras, às 17 horas, na sala Kátia Mattoso - auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Programação:

Agosto – A arte da produção e organização da memória
04/08 – Entre o público e o privado: a construção da memória sobre a Bahia
Mosteiro de São Bento
Palestrante: Alícia Duhá Lose
Palestra: O Privado de interesse público: construção da memória no Mosteiro de São Bento da Bahia.

Arquivo Público do Estado Da Bahia
Palestrante: Maria Teresa Navarro de Britto Matos
Palestra: Memória e História do Arquivo Público do Estado da Bahia: 1890 a 2014
 Mediadora: Ana Pato

11/08 – A arquitetura da organização arquivística: práticas e procedimentos
Instituto Histórico e Geográfico da Bahia
Palestrante: Maria Helena Flexor
Palestra: Práticas e procedimentos em arquivos: visão de pesquisadora

Fundação Gregório de Mattos
Palestrante: Ruth Marcellino da Motta Silveira
Palestra: "O Arquivo Histórico Municipal de Salvador: registro vivo da história da primeira Capital do Brasil"
Mediadora: Fátima Fróes

18/08 – Tipologias de espaços de memória
 Terreiro Ilê Axé Opó Afonjá
Palestrante: Marcos Santana
Palestra: "Conhecendo quem somos, amamos e preservamos o que temos!"

Escola Parque
Palestrante: Tyrone Braga Santiago
Palestra: CECR - Escola Parque: 64 anos de educação integral e integração com a comunidade

Museu de Arte Moderna
Palestrante: Marcelo Rezende
Palestra: "A reinvenção da memória".
Mediador: Luiz Freire

25/08 – Descortinando a memória através da oralidade e da arte
Centro de Estudos Afro-orientais
Palestrante: Luzia Reis
Palestra: O Centro de Estudos Afro Orientais: arquivos, memórias e histórias
Terreiro Pilão de Prata
Palestrante: Pai Air

Teatro Vila Velha
Palestrante: Márcio Meirelles
Palestra: “A memória é uma ilha de edição”
 Mediadora: Suki Vilas Boas

01/09 – Tecendo histórias entre papeis, fotografias e itens museais
 Fundação Pierre Verger
Palestrante: Ângela Elisabeth Lühning
Palestra: O que fotos dizem e não dizem: o acervo da Fundação Pierre Verger.

Centro de Memória da Bahia
Palestrante: Walter Silva
Palestra: Centro de Memória da Bahia: olhares republicanos sobre a Bahia
Mafro - Palestrante: Graça Teixeira
Mediadora: Jamile Borges

Atenciosamente,
 Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Governo do Estado da Bahia

55-71-3117-6067

ARQUIVO PÚBLICO CONQUISTENSE: FONTES HISTÓRICAS DO SERTÃO DA BAHIA

FUNDO “INTENDÊNCIA” ESTÁ TOTALMENTE INVENTARIADO E DISPONÍVEL NO ARQUIVO PÚBLICO CONQUISTENSE


O Arquivo Público Conquistense concluiu hoje a organização do Fundo das Intendências de Vitória da Conquista, com documentos que abrangem o período de 1893 a 1930. O produto deste esforço é o Inventário Sumário do Fundo “Intendências”, um conjunto com 130 livros ocupando 3,6 metros lineares de documentação textual. O acesso a este acervo já é totalmente livre para a população.
O conteúdo deste fundo é basicamente de registros, compreendendo resoluções, marcas de fogo, atas do conselho municipal, cadernetas escolares, cadastro de eleitores, processo de pagamento, arrecadação de tributos, cadastro de contribuintes, recibos, memorial de tesouraria, livros-diário e razão.
Desta coleção, destacam-se as Marcas de Fogo, livros de registro de patente das marcas de ferrar gado. Esta coleção é um documento importante para o registro da memória da ocupação das terras desta região com a prática da pecuária. As Marcas são também um ícone da memória do coronelismo.


Fotos: Afonso Silvestre 

O Arquivo, portanto, continua cumprindo a sua função de Lugar de Memória, organizando seu acervo e disponibilizando o mesmo para pesquisa e consulta, que podem ser realizadas em qualquer momento, sob a orientação e o acompanhamento dos servidores.

ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL DE CAETITÉ


A criação do Arquivo Público Municipal de Caetité remonta ao ano de 1995 por iniciativa de professores da UNEB, que apresentaram à Gerência de Arquivos Municipais do Arquivo Público da Bahia APB, em março de 1996, um projeto de criação de um arquivo público para a cidade de Caetité.
Posteriormente, em 19 de abril de 1996, foi convocada uma reunião na Câmara de Vereadores de Caetité, com a finalidade de discutir os termos de um convênio de parceria envolvendo a Prefeitura Municipal, o APB e a UNEB. Nessa reunião, onde estiveram presentes o então Prefeito Municipal, o Sr. Olimar Oliveira Rodrigues, a Secretária de Educação do Município, a Sra. Sônia Silveira, o Presidente da Câmara de Vereadores, o Sr. Francisco Nelson C. Neves, o representante da direção da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caetité, o professor Manoel Raimundo Alves, os representantes do APB, o Sr. Divaldo Alcântara e a Sra. Maria Solenar R. Nascimento, e os professores Paulo Henrique Duque Santos, Maria de Fátima Novaes Pires e Tânia Portugal, foram estabelecidos os primeiros encaminhamentos relativos à formalização do convênio, implantação do Arquivo e sua incorporação ao Sistema Estadual de Arquivos, possibilitando a Caetité tornar-se um dos vinte primeiros municípios baianos a adotar política pública de guarda e preservação de acervos.


DEFESA DE DOUTORADO: O FEITIÇO DA CURA - HISTÓRIAS DO POVO DE SANTO, FEITICEIRAS E CURANDEIROS DA BAHIA - 1930-1960


Moleque escravo açoitado até a morte pelo crime de sodomia (1678)

Gravura de Debret, 1835
Publicado em 17 de julho de 2014
Por Luiz Mott.

O segundo registro de um crime homofóbico ocorrido no Brasil nos leva a Sergipe del Rey, no ano do Senhor de 1678. A vítima é um moleque escravo que foi açoitado até à morte por ter mantido relação sodomítica com um capitão do exército. Tal episódio encontra-se registrado no 14º Caderno do Nefando da Inquisição de Lisboa: Frei Inácio da Purificação, carmelita da Bahia, denuncia ao Santo Ofício uma série de delitos contra a Fé e bons costumes observados na Ouvidoria de Sergipe: “na Vila Nova do Rio São  Francisco,  vi um homem por nome Capitão Pedro Gomes, tão escandaloso em cometer o pecado nefando, que publicamente o comete com brancos e pretos, e na mesma fama está também incurso um sacerdote, Padre Diogo Pereira, morador na Cotinguiba,  a 5 léguas de Sergipe del Rey”.


1590 é a data oficial da conquista de Sergipe e fundação da cidade de São Cristóvão. Assim sendo, em 1678, quando da denúncia deste crime de morte contra um jovem escravo sodomita, a Ouvidoria de Sergipe, agregada à Capitania da Bahia, já contava com quase um século de colonização, tanto que nesse sumário inquisitorial, dos 19 denunciantes, 6 já eram sergipanos natos, 6 portugueses e os 7 restantes, naturais das capitanias limítrofes. Estima-se que nessa Comarca viviam então aproximadamente 17 mil habitantes, dos quais 1/4 constituído de brancos luso-brasileiros, conhecidos como “mazombos”, predominando contudo os negros crioulos e africanos, mulatos, mamelucos e índios aldeados. Sergipe contava então com quase uma vintena de engenhos de açúcar, sua principal fonte de renda.

ACESSE O TEXTO NA ÍNTEGRA: http://historiahoje.com/?p=2946 

FERREIROS DE SANTO DE SALVADOR: ARTE, RESISTÊNCIA E HISTÓRIA

(Foto: Lucas Marques) 

Matéria sobre a expulsão dos artesãos de ferro do local que ocupam há mais de um século, os Arcos da Ladeirada Conceição.
Estranhamente, o despejo foi decretado pelo IPHAN, em nome da preservação do patrimônio histórico da cidade:
"Deixamos aqui registrado os nossos primeiros questionamentos: para além da agravante problemática acerca do patrimônio material e das mudanças que essa desocupação vai gerar no planejamento financeiro dessas pessoas, qual será o impacto imaterial que a ruptura de uma tradição, feita a esses moldes, irá acarretar? Qual tipo de amparo, como se deu o diálogo e qual o suporte planejado entre SUCOM (Superintendência de Controle e Ordenamento do Solo), IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ) e SECULT (Secretaria de Cultura do Estado da Bahia) na gestão desse conflito? Para onde vão Zé Diabo e todos os outros e qual a preocupação real do município e estado com uma atividade imprescindível para a manutenção dos cultos aos Orixás e Inquices das religiões de matrizes africanas na Bahia?

A ação põe ainda em risco a possibilidade de fragilização e até mesmo de extinção de um técnica e processo criativo centenária, que através da oralidade vem ensinando quem somos e para onde vamos. Embates que cada dia mais invadem nossas timelines nos fazendo conhecer e temer termos como gentrificação, aculturação e especulação. São essas as primeiras perguntas que fazemos e aguardamos respostas nessas 24 horas de um total de 72 que iremos cobrar e acompanhar. Que a prática-afetiva entre deuses, homens e coisas, não se separem. "
ACESSE MATÉRIA: 

IV Congreso Internacional Ciencias, Tecnologías y Culturas

 IV Congreso Internacional Ciencias, Tecnologías y Culturas, USACH, octubre, 2015.

Universidade do Chile

SIMPÓSIO: Trabalho forçado nas sociedades da América Latina (XVI-XIX).


CONVOCATÓRIA

O trabalho forçado na América Latina acompanhou a expansão europeia em diferentes cantos do “Novo Mundo”, onde espanhóis, portugueses, ingleses, holandeses e franceses buscaram estabelecer instituições e práticas de trabalho que permitiam aproveitar os recursos humanos e naturais do vasto continente. Desde o início da época colonial, os indígenas foram submetidos a numerosas formas de trabalho forçado, incluindo a escravidão, a encomienda, a mita e o repartimiento. Além disso, praticamente todas as áreas do continente chegaram a conhecer a escravidão negra e outras formas de trabalho coercitivo.
O processo gradual da abolição da escravatura não significou o fim do trabalho coercitivo na América Latina. Muitas formas de mão de obra forçada perduraram, outras surgiram durante a época republicana e contemporânea: recrutamento, trabalho carcerário, inquilinaje, pongueaje, entre outros regimes de trabalho que não se podem classificar como “livres”.
            O objetivo deste simpósio é examinar e comparar, com um enfoque continental, comparativo e interdisciplinar, as formas, condições e representações da escravidão e de outros tipos de trabalho involuntário (incluindo o supostamente livre) na América Latina, desde os primeiros tempos de colonização no século XVI até a atualidade. Entre as disciplinas que dialogarão com esta discussão estão: a história, a sociologia e a antropologia.
Os trabalhos apresentados abordarão diferentes aspectos da problemática tais como: o processo de transição entre diferentes tipos de mão de obra coercitiva; as representações sobre raça ou etnicidade, gênero etário e trabalho; as tensões e complementaridades em torno da implementação e persistência da escravidão e outras instituições de trabalho; e os debates sobre as formas características do trabalho forçado tanto do passado quanto da época contemporânea.
ACESSE:

PASQUALE DE CHIRICO - 1873-1943


Pasquale De Chirico foi um escultor, desenhista e professor italiano. Ele nasceu na histórica comuna de Venosa, no sul da Itália, em 24 de maio de 1873. Filho de Miguel Ângelo De Chirico e Donata Maria Rosina De Chirico. Descendente de uma família de artistas, Pasquale foi estudar escultura no Reale Istituto di Belle Arti di Napoli, onde foi aluno do mestre escultor Achille D’Orsi. Depois, completou seus estudos em Roma.
Aos 20 anos de idade, em 1893, Pasquale emigrou para São Paulo, onde abriu uma fundição, casou-se, morou por dez anos na Cidade e teve duas filhas. Mudou-se para Salvador, em 1903, quando Theodoro Sampaio o convidou para fazer as esculturas da Faculdade de Medicina da Bahia, que estava sendo reformada após um incêndio.
Pasquale montou seu atelier na Rua do Tijolo (atual rua 28 de Setembro, no Centro Histórico) e tornou-se o mais importantes escultor na Bahia, em sua época. Esse prolífico artista possui muitas obras espalhadas por Salvador. Várias de suas esculturas, em bronze, foram fundidas na Itália.

Lecionou escultura e desenho na Escola de Belas Artes da Bahia, de 1918 a 1942. Inicialmente como professor contratado, depois tornou-se o titular da cadeira de escultura. Posteriormente, a sala de escultura dessa Escola, que é parte da UFBA, recebeu seu nome.
Pasquale morou de aluguel por vários anos até construir sua casa própria no Rio Vermelho, com projeto de sua autoria, onde veio a falecer em 31 de março de 1943.

Entre suas mais importantes obras estão:
1903 - Esculturas da Faculdade de Medicina da Bahia, treze peças.
1916 - Trabalho artístico, em bronze e ferro fundido, do Relógio de São Pedro.
c. 1916 - Monumento ao Barão do Rio Branco. Nota: existem referências que indicam que esse Monumento foi inaugurado em 1919, mas uma antiga fotografia de São Pedro, mostra que ele existia antes do Relógio, inaugurado em 1916.
c. 1919 - esculturas das Guardiãs na fachada do Palácio Rio Branco.
1920 - Monumento a Jesus - o Salvador (Cristo da Barra).
1923 - Monumento à Castro Alves.
1923 - Herma do General Labatut, no Largo da Lapinha.
1924 - Monumento a Almeida Couto.
1924 - Conjunto em homenagem ao Barão de Macaúbas.
1932 - Monumento ao Conde dos Arcos.
1934 - Monumento ao Visconde de Cayru.
1935 - Busto de Ruy Barbosa, em Alagoinhas.
1936 - Busto do Irmão Joaquim do Livramento, na Igreja dos Órfãos de São Joaquim.
1937 - Monumento a D. Pedro II, no Jardim de Nazaré.
1937 - Medalhão a Eurycles de Mattos (encrustado em uma coluna de granito), Rio Vermelho (desaparecido).
1938 - Estátua de Góes Calmon, Academia de Letras da Bahia (antes estava nos Barris).
1942 - Busto de D. Pero Fernandes Sardinha, na Praça da Sé.
1943 - Monumento ao Padre Manoel da Nóbrega.
Escultura de Thomé de Souza, em gesso, e escultura do governador desnudo, ambas no Palácio Rio Branco (provavelmente por volta de 1919, ano da inauguração do Palácio).
Busto de Theodoro Sampaio no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.
Monumento ao Cardeal De Lucca, em Venosa, Itália.
Escultura Remorso no pátio da Escola de Belas Artes da UFBA. 

Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia 
Seção Republicana / Secretaria de Segurança Pública 
Caixa: Nº 37/6479 
Pacote: 02 
Datas limites: 1917-1946 

Para saber mais: 

UM LIBERTO, SUA ESPOSA E UMA ESCRAVA


Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor
Informando, como ordena Vossa Excelência, o requerimento de Antonio Francisco, Africano liberto, residente em Ajudá, o qual quer transportar-se para esta Cidade, com sua mulher e filhos, e uma escrava Nagô de nome Anna, pedindo para isso passaporte a Vossa Excelência, tendo a dizer que os passaportes são concedidos pela Autoridade do lugar, de onde saem os indivíduos, que os requerem, e si naquele Porto não há quem os conceda, pode o suplicante, como é prática, regressar com sua mulher e filhos com o mesmo passaporte, que daqui levou, menos essa escrava, de que fala, e que não pode trazer por legal proibição.
Deus Guarde a Vossa Excelência.
Secretário da Polícia da Bahia, 24 de novembro de 1847.
Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor Presidente da Província
Manoel Pedro Moreira de Vasconcellos.

Delegado encarregado da Cidade. 

Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia 
Seção Colonial/Polícia - Maço: 3139-8

VII SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA CULTURAL


Entre os dias 10 e 14 de novembro de 2014 ocorrerá, na Universidade de São Paulo (USP), a sétima edição do Simpósio Nacional de História Cultural.
O Comitê Científico do GT Nacional de História Cultural [Profª. Drª. Rosangela Patriota Ramos (Coordenadora), Prof. Dr. Alcides Freire Ramos, Profª. Drª. Maria Izilda Santos Matos, Prof. Dr. Antonio Herculano Lopes, Profª. Drª. Mônica Pimenta Velloso e Profª. Drª. Nádia Maria Weber Santos], deseja dar continuidade ao trabalho desenvolvido nas edições anteriores, ou seja, divulgar pesquisas originais e, ao mesmo tempo, suscitar debates em torno de temas já consagrados no âmbito da História Cultural, sempre estimulando reflexões acerca de perspectivas teóricas e metodológicas, que dão base para os campos de interlocução do historiador cultural.

Se em encontros anteriores temas como Sensibilidades, Sociabilidades, Imagens, Linguagens, Representações, Paisagens e/ou as Escritas da História foram os eixos norteadores, nessa sétima edição, o Simpósio Nacional de História Cultural, por decisão do Comitê Científico do GT, se propõe a esquadrinhar, de maneira aprofundada, uma temática de grande interesse para os historiadores, a saber: HISTÓRIA CULTURAL: ESCRITAS, CIRCULAÇÃO, LEITURAS E RECEPÇÕES. 
ACESSE: http://gthistoriacultural.com.br/VIIsimposio/index.php 

Chamada de Trabalhos - 9ª Edição - Revista arshistorica


Prezados,

A revista Ars Historica realiza Chamada de Trabalhos para a sua 9ª Edição.
A temática deste número é LIVRE.
Pós-graduandos poderão submeter na seção "Artigos" e "Resenhas".
Aos Graduandos reservamos as "Notas de pesquisa", inauguramos tal seção com objetivo de integrar ainda mais a Pós-graduação e a Graduação. E valorizar trabalhos de qualidade que estão sendo realizados nos mais diferentes níveis de formação acadêmica.

As novas Normas de Publicação poderão ser acompanhadas em http://www.historia.ufrj.br/~ars/index.php/normas

Os trabalhos podem ser enviados até o dia 17 de Agosto de 2014, para o endereço revistaarshistorica@gmail.com

A previsão para lançamento da 9ª edição é Novembro/2014.

Ars Historica é uma publicação semestral discente do Programa de Pós
Graduação em História Social (PPGHIS) da Universidade Federal do Rio
de Janeiro (UFRJ).

Aguardamos sua colaboração e solicitamos apoio na divulgação.

JORNAL DE VALENÇA - 1870

Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia 
Seção Judiciária/Inventários 
Classificação: 07/3236/15

BICENTENÁRIO DA RESTAURAÇÃO DA COMPANHIA DE JESUS (1814-2014)


Em virtude da grande importância que a restauração da Companhia de Jesus teve para a história, tanto da Igreja, quanto da sociedade em geral, e seguindo as recomendações do Padre Geral de aprofundar e promover uma reflexão da história da Companhia de Jesus, e o desejo dos Provinciais do Brasil, a Comissão para as Comemorações do Bicentenário convida para o Simpósio Nacional sobre a restauração da Ordem: seus aspectos históricos, políticos e sociais.
Este simpósio prevê a reunião de importantes intelectuais que têm a Companhia como foco de suas pesquisas. A reunião destes pesquisadores deverá fomentar o debate em diferentes áreas do conhecimento, buscando sempre o diálogo e a profundidade intelectual na compreensão e aprofundamento desta temática.
Os debates serão norteados pela problemática da restauração levando em consideração as rupturas históricas e a permanência do Espírito inaciano na Companhia restaurada, bem como o papel que a Ordem tem na sociedade atual.

O público-alvo será formado por estudantes das áreas de Ciências Humanas, sobretudo de História, Antropologia e Letras, jesuítas e colaboradores das obras da Companhia de Jesus. No entanto, toda pessoa interessada no tema do simpósio, não importando qual a sua especialização, e se a tem, está convidada a participar.

I Seminário Internacional Instituições nefandas


LANÇAMENTO: ARA MI, MEU CORPO, ALIMENTAÇÃO E OUTROS TEMAS AFRO-BRASILEIROS

Dia 13 de maio às 19h o Restaurante Casa de Tereza abre as portas para o lançamento do livro de Vilson Caetano e Rodrigo Siqueira - Ara Mi, meu corpo, alimentação e outros temas afro-Brasileiros. Rua Odilon Santos, 45 - Rio Vermelho, Salvador - BA, 41940-350 - (71) 3329-3016 

ENTRADA E SAÍDA DE PASSAGEIROS BAHIA

Já encontra-se disponível online os livros de entrada e saída de passageiros custodiados no Arquivo Público do Estado da Bahia. Através da iniciativa do familysearch.org, em convênio com o APEBA, todos os livros foram digitalizados e encontram-se disponíveis para pesquisa, cobrindo o período de 1855 a 1961. Através dessas fontes, é possível acompanhar a trajetória de escravos, libertos, livres e imigrantes de diversas nações. Iniciativas como essas servem para divulgar, democratizar e preservar a documentação histórica, que sofre a cada dia com o descaso por parte da iniciativa pública, e na Bahia com um agravante! O acervo está custodiado em um local inadequado, onde há três anos passa por uma reforma a conta gotas, fazendo da vida de pesquisadores e funcionários um verdadeira odisseia, no verão o calor insuportável, na época das chuvas o acesso é quase impossível! Coleções como os Registros de Testamentos, Registros Eclesiásticos de Terra, Livros de Notas, dentre outras aguardam pelo mesmo tratamento, mas enquanto isso não ocorre, as traças, o calor e a umidade fazem a sua parte!
Aproveitem e boa pesquisa!      

DIVISÃO DE QUARTEIRÕES: RIO VERMELHO E BROTAS - SÉCULO XIX

Bahia e Subdelegacia do Rio Vermelho, 28 de setembro de 1883.
Extensão e limites do distrito do Rio Vermelho subúrbio desta cidade, cujo território foi desmembrado das atuais subdelegacias da Victória e Brotas.
Principia do mar no limite da Fazenda Paciência com a Fazenda Areia Preta do lado da Vitória estrada geral do mesmo nome, até a Baixa da Ladeira do Quebra Bunda na embocadura desta, para a fazenda denominada Garcia e ponto em que está construída a via férrea, ficando o lado do Sul da dita estrada pertencendo ao novo distrito, e daí pelo Caminho do Inferno compreendendo ambos os lados desse caminho, em linha reta até a estrada Dois de Julho, exclusive a fazenda Garcia, margeando a dita estrada Dois de Julho até a ponte da Lucaia, e daí pelo rio até o encontro do Rio Camorogipe, e seguindo por este acima até a ponte de pedra, que fica em caminho de Brotas para as armações, em seguida até a estrada do Curralinho, dividindo com os terrenos do engenho Campinas exclusivamente, daí até o mar onde deságua o rio das Pedras e margem da fazenda Bolandeira. Bahia e Subdelegacia do Rio Vermelho, 28 de setembro de 1883. Subdelegado em exercício, Felix de Valois Garcia.
Demonstrativo dos diversos quarteirões das freguesias da Vitória e Brotas, ficarão pertencendo ao distrito policial e subdelegacia do Rio Vermelho.        
Quarteirão da freguesia da Vitória
Quarteirão Nº 24
Baixa do Quebra Bunda, propriedade de D. Carolina Curry, ladeira para a estrada da Madre Deus, em seguida até a ladeira do Papagaio, propriedade do Dr. Henrique Costa, inclusive.
Quarteirão Nº 25
Lado de terra em frente a Capela da Madre Deus, fazendo contigua a do vigário Dr. Mattos, todo o centro a que chamam Engenho Velho, em continuação até a baixa, estrada Dois de Julho, até a ponte da Lucaia e rua que vai ter a ladeira do Papagaio onde finda.
Quarteirão Nº 26
Ladeira do Papagaio, casa do vigário Dr. Mattos, em seguida até a quina do banco de areia propriedade de Antonia Maria dos Passos, travessa em frente do Forte, rua do Porto, Largo de Santana e rua do Fogo até a travessa que daí vai a ladeira do Papagaio, onde finda.
Quarteirão Nº 27
Rua do Fogo propriedade de José Joaquim Ferreira, e em seguida pela mesma rua até a casa de Manoel da Ascensão e subindo o monte de São Gonçalo, todo o povoado até a mangueira grande na rua que vai ter ao Papagaio.
Quarteirão Nº 28
Rua do Fogo, desde a propriedade do Desembargador Tourinho e todo o lado do mar até a pedra grande ao Canzuarte.
Quarteirão Nº 29
Rua da Paciência, propriedade de Hilário todo o lado de terra até Canzuarte e pelo centro até a baixa do quebra bunda.
Quarteirão Nº 30
Travessa em frente do forte, ruas do banco de areia, tanto a do lado do mar como a de terra até a ponte da Mariquita propriedade do Dr. Reis.
Quarteirões da freguesia de Brotas.
Quarteirão Nº 16
Começa na ponte de pedra do Rio Camorogipe em seguida toda estrada da várzea de Santo Antonio, e finda no Alto o Oiteiro da Areia.
Quarteirão Nº 17
Do Oiteiro da Areia em seguida as armações, inclusive o lado de terra confinando com fazendas pertencentes ao 2º distrito de Santo Antonio, e assim em seguida até a fazenda Bolandeira e margem do rio das pedras, limite do distrito.
Quarteirão Nº 18
Este quarteirão abrange todo o arraial da Pituba e pela estrada que vem para o Rio Vermelho até a casa de Valentim, situada próximo a fazenda Ubaranas.       
Quarteirão Nº 19
Toda a estrada do Pomar, desde a Pituba até a ponte de pedra do rio Camorogipe.
Quarteirão Nº 20
Estrada de Ubaranas e toda a fazenda Santa Cruz até a estrada denominada Chapadinha, casa do rendeiro Manoel Lopes Vilas Boas.
Quarteirão Nº 21
Começa na fazenda Ubaranas, costa do mar da fazenda Lagoa, Grá-Mogól, rua das Pedrinhas, e rua do Arraial até a Gameleira do ponto da Mariquita.
Quarteirão Nº 22
Toda a rua direita da Mariquita até a rocinha de José Alves Fontes, inclusive.
Quarteirão Nº 23
Toda a rua dos Dendezeiros desde a roça de Cardozo inclusive, até o sobrado ao pé da ponte da Mariquita e largo do mesmo nome, onde finda.
Bahia e Subdelegacia do Rio Vermelho, 20 de setembro de 1883.

Subdelegado em exercício, Felix de Valois Garcia.        
Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia 
Seção colonial - Série Polícia 
Correspondência recebida de subdelegados 
Maço: 6248 

Palestra: "As Raízes Angolanas da Capoeira: Apresentação dos resultados de uma pesquisa no sul de Angola"

CONVITE PALESTRA
"As Raízes Angolanas da Capoeira: Apresentação dos resultados de uma pesquisa no sul de Angola"
Dr. Matthias Assunção, professor do Departamento de História, Universidade de Essex, Reino Unido
Dia e horário: Quinta-Feira, 24/04, às 10:00hs no auditório do CRH
Local: Auditório do CRH
FFCH/UFBA (S. Lázaro)
Promoção: Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
e Linha de Pesquisa “Escravidão e Invenção da Liberdade” do Programa de Pós-Graduação em História, UFBA
Universidade Federal da Bahia
Estrada de São Lázaro, 197 - Federação

CEP 40210-730 Salvador - Bahia - Brasil

What Can You Do With a Humanities Ph.D., Anyway?

There is a widespread belief that humanities Ph.D.s have limited job prospects. The story goes that since tenure-track professorships are increasingly being replaced by contingent faculty, the vast majority of English and history Ph.D.s now roam the earth as poorly-paid adjuncts or, if they leave academia, as baristas and bookstore cashiers. As English professor William Pannapacker put it in Slate a few years back, “a humanities Ph.D. will place you at a disadvantage competing against 22-year-olds for entry-level jobs that barely require a high-school diploma.” His advice to would-be graduate students was simple: Recognize that a humanities Ph.D is now a worthless degree and avoid getting one at all cost.

Since most doctoral programs have never systematically tracked the employment outcomes of their Ph.D.s, it was hard to argue with Pannapacker when his article came out. Indeed, all anecdotal evidence bade ill for humanities doctorates. In 2012, the Chronicle of Higher Education profiled several humanities Ph.D.s who were subsisting on food stamps. Last year, the Pittsburgh Post-Gazette eulogized Margaret Mary Vojtko, an 83-year-old French adjunct who died in abject poverty after teaching for more than two decades at Dusquesne University, scraping by on $25,000 a year before being unceremoniously fired without severance or retirement pay.

Recent studies suggest that these tragedies do not tell the whole story about humanities Ph.D.s. It is true that the plate tectonics of academia have been shifting since the 1970s, reducing the number of good jobs available in the field: “The profession has been significantly hollowed out by the twin phenomena of delayed retirements of tenure-track faculty and the continued ‘adjunctification’ of the academy,” Andrew Green, associate director at the Career Center at the University of California, Berkeley, told me. In the wake of these changes, there is no question that humanities doctorates have struggled with their employment prospects, but what is less widely known is between a fifth and a quarter of them go on to work in well-paying jobs in media, corporate America, non-profits, and government. Humanities Ph.D.s are all around us— and they are not serving coffee.

The American Historical Association (AHA) and the Modern Language Association (MLA) have staked out the position that the lack of reliable data about employment outcomes is hindering any productive discussion about the future of academia. Both organizations are currently undertaking major studies that will comprehensively document the career trajectories of generations of humanities Ph.D.s. Preliminary reports released in the past few months show that 24.1 percent of history Ph.D.s and 21 percent of English and foreign language Ph.D.s over the last decade took jobs in business, museums, and publishing houses, among other industries.