A EXPERIÊNCIA DOS AFRICANOS E SEUS DESCENDENTES NO BRASIL


O grupo de pesquisa do CNPq foi formado em 2002. Tem como objetivo investigar a experiência dos africanos e seus descendentes no Brasil de uma forma abrangente e comparativa. Tendo esta problemática como foco e pretendendo estabelecer um maior diálogo entre as experiências no sul com as demais regiões do Brasil surgiu a iniciativa de organizarmos os Encontros de Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional que, após ter se realizado em Castro no Paraná, em 2003, passou a ser bi-anual e rotativo, realizando-se em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba. A formação do grupo desde então mudou um pouco. José Augusto Leandro, Eduardo Spiller Pena e Sandra Molina atuaram de forma entusiasta em Castro e colaboraram para o desenvolvimento do Grupo. Após a experiência do I Encontro, outros colegas foram se unindo a nós constituindo a nossa atual formação. Além destes Encontros, buscamos integrar investigações sobre o tema, intensificando trocas de pesquisa, intercâmbios entre os discentes envolvidos, promovendo colaborações entre nossas universidades. Colaboramos, ainda, na formação de um campo de estudos sólido desenvolvendo projetos de extensão universitária, nos aproximando de bibliotecas, museus e arquivos. Buscamos, por fim, responder à demanda social inscrita na lei 10.639 de janeiro de 2003 sobre o ensino de História da África e de Cultura Afro-Brasileira.

PROJETO: "DOE PALAVRAS"


Vejam que projeto fantástico, eficaz que depende apenas de um minutinho nosso :
O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte, que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto que se chama "DOE PALAVRAS". Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho.
Você acessa o site http://www.doepalavras.com.br/,
escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e ela aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento - na sala de quimioterapia.
Podemos ajudar milhões de pessoas, enquanto elas passam pelo tratamento, com nossas mensagens!
Essa ajuda acontece de muitas formas: apoio, reconforto, distração (ocupam o tempo que ali passam recebendo a quimio), reprogramação mental, otimismo, e muitas outras, algumas bem subliminar, mas muito efetiva.
Dizem que é linda a reação de esperança e a fé dos pacientes.
Participem, não apenas hoje mas, todos os dias.
Deem um pouquinho das suas palavras e de seus pensamentos.
Nos custa quase nada (só um pouco de tempo) e pode realmente trazer grandes benefícios aos que sofrem dessa doença que tem tratamento de efeitos
colaterais terríveis, e podem ou não promover a cura.
Porém apoio e mensagens de otimismo são um tratamento delicioso sem efeitos colaterais negativos e ajudam muito na cura e/ou no processo de apoio - é uma carícia positiva.
Então? Não economizem palavras: use-as nesse projeto maravilhoso!

PROGRAMA ESPELHO - MAURÍCIO TIZUMBA


Onde a arte nasceu em você? “Essa arte nasceu no terrero de nego gongadeiro. Ali via Preto Velho cantando, meus avós, meus tios e ela vem, entrou pelo pé, pela cabeça, tomou conta do corpo todo.” Lázaro Ramos recebe o músico, cantor, ator e compositor, Maurício Tizumba. Em um bate-papo descontraído e permeado pelo bom humor, Tizumba dá canja para os telespectadores do Espelho e ainda fala sobre a arte do gongadeiro, como estabeleceu sua arte em Minas Gerais e muito mais!

VIII ENECULT - Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura


Maior evento internacional de estudos multidisciplinares em cultura realizado no Brasil, o Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult) foi criado com o intuito de consolidar um espaço de discussão sobre temas relacionados à cultura numa perspectiva transversal e multidisciplinar.

Os estudos da cultura, em suas amplas e diversificadas dimensões, têm no Enecult um espaço qualificado de interlocução, que favorece o debate entre a variedade de pesquisas existentes nas mais diversas áreas do conhecimento, estimula as sínteses necessárias e proporciona um lugar para acordos e a formação de redes de cooperação acadêmica, contribuindo assim para consolidar o conhecimento. Entre suas principais atividades estão palestras e mesas-redondas com renomados pesquisadores do Brasil e do exterior, apresentação de trabalhos, plenárias, além do lançamento de livros e da publicação dos artigos em CD-Rom.

A realização deste evento pelo oitavo ano consecutivo evidencia a consolidação de um importante espaço público para a discussão.
As inscrições para participantes sem apresentação de trabalhos foram abertas em 05 de maio e podem ser feitas através do endereço eletrônico www.enecult.ufba.br.
Local do Evento: Reitoria da Ufba (Canela); Pavilhão de Aulas Glauber Rocha (PAF III, Campus de Ondina).
Período: 8, 9 e 10 de agosto de 2012
Para maiores informações:  enecult2012@gmail.com
Acesse também nosso Blog - http://enecult.wordpress.com/

Simpósio Internacional de História Pública: A história e seus públicos

IV Seminário Cenas da Enunciação – 2012


Neste ano, o evento mantém a proposta de debater conceitos relativos às novas tendências da área de Análise do Discurso, e abre espaço para a apresentação dos resultados de trabalhos recentes que avaliam a contribuição desses conceitos para o desenvolvimento da área, apontando novos rumos de pesquisa. Mais exatamente, o IV Seminário Cenas de Enunciação procurará fomentar a reflexão sobre temas que favorecem o diálogo da Análise do Discurso com a Psicologia Social, a Ciência Política, a Comunicação Social, a Sociologia da Cultura, a Ergologia, a Educação, a Literatura. Assim, serão debatidos especialmente os seguintes temas: pequenas frases, aforização, relação da Análise do Discurso com outras aéreas de conhecimento das Ciências Humanas. Com esses objetivos, o evento é aberto a todos os interessados nos estudos discursivos.
Todas as atividades acontecerão no Anfiteatro Bento Prado Júnior (n. 1 laranja no mapa) na área norte do Campus São Carlos
Inscrições: para ouvintes, gratuita

Biblioteca IFCH/UNICAMP recebe Coleção "Brazil’s Popular Groups"


O IFCH acabou de receber uma importante coleção de material de pesquisa através do Projeto Fap-Livros VI, administrado pela Biblioteca.  Trata-se da Coleção “"Brazil’'s Popular Groups"”, em 332 rolos de microfilmes, que cobrem o período 1966-2009.
São folhetos, periódicos e cartazes adquiridos e organizados anualmente no Rio de Janeiro e microfilmados pela Library of Congress, em Washington, D.C.
A coleção inicial Brazil’'s Popular Groups: 1966-1986 foi idealizada com o objetivo de documentar os movimentos populares que surgiram durante a ditadura militar e com o advento da Nova República, em 1985. O projeto foi ampliado nos anos seguintes com a inclusão de novos assuntos, oferecendo um conjunto de materiais importantes e fundamentais para pesquisa e estudo dos movimentos políticos e sociais de origem popular no Brasil.
 A coleção retrospectiva de vinte anos foi seguida pelos suplementos 1987-1989, 1990-1992 e, a partir dessa, suplementos anuais.
Conteúdo: inclui boletins, jornais, relatórios, coleções de recortes, folhetos, cartazes, resoluções de congressos, manuais educativos e catálogos de publicações. Todos os Estados brasileiros estão representados nessa coleção.
 Organização: a coleção está organizada em quatorze tópicos:
Crianças e Jovens
Direitos Humanos e Direitos Civis
Educação/Comunicação
Grupos Étnicos: Negros
Grupos Étnicos: Índios
Grupos Étnicos: Outros
Homossexuais e Bissexuais
Meio Ambiente e Ecologia
Mulheres
Organizações Religiosas, Grupos e Movimentos Ecumênicos
Política/Partidos Políticos
Questões Urbanas
Reforma Agrária e Questões Rurais
Trabalho e Questões Sindicais

Há um índice on-line, www.loc.gov/acq/ovop/rio/bpg/, clicando “"Search”". Ao localizar um item, anote o “"Collection Year”" e o "BPG Code"”.  Clicando “"Reel Guide"” e procurando o ano indicado, é possível identificar o rolo específico do material. 
A coleção está disponível no Arquivo Edgar Leuenroth.
Regiane Alcântara Eliel
Diretora de Serviço
Biblioteca IFCH
UNICAMP

Concurso público para Professor Adjunto em História - UESB


A Universidade Estadual do Sudoeste - UESB abriu concurso público onde consta uma vaga para a Área de Introdução aos Estudos Históricos (Edital nº 086/2012) do Departamento de História, Campus de Vitória da Conquista-BA. Trata-se de uma vaga para Professor Adjunto Nível A, com Regime de Trabalho de 40 H. O concurso é para Cadastro de Reserva, com perspectiva de convocação dos aprovados em setembro de 2012. O perfil de formação exigido para a vaga é Graduação em História e Doutorado em História. Embora o Regime de Trabalho seja 40 H, após ingressar na Instituição o docente poderá pedir mudança para o Regime de Trabalho de 4O H com Dedicação Exclusiva. A remuneração inicial para a Classe de Professor Adjunto Nível A, 40 H, é de R$ 5.254,68. Ao realizar a mudança de Regime de Trabalho para 40 H com Dedicação Exclusiva o salário do Professor Adjunto Nível A passa a ser de R$ 7.882,02. Ao iniciar a carreira na condição de Professor Adjunto Nível A, restaria ao docente mais duas Classes (Classe de Professor Titular e Classe de Professor Pleno) para se chegar ao topo da carreira, sendo que cada Classe possui dois steps, Nível A e Nível B, com mudança de nível a cada 2 anos. Cada mudança de nível representa um acréscimo de 9% ao salário. A carreira dá direito ainda ao qüinqüênio, que o docente passa a receber após cinco anos de serviço. A partir do quinto ano de serviço é adicionado automaticamente mais 1% ao salário, anualmente. Além da remuneração correspondente a cada Classe, o docente poderá ter ainda mais 10% de Adicional por Produção Científica.
Para maiores informações sobre a carreira nas Universidades Estaduais Baianas, ver o Estatuto do Magistério Superior do Estado da Bahia, em anexo. Para informações sobre o Concurso Público (Edital nº 086/2012), consultar os seguintes links:


15a Conferência da International Planning History Society (IPHS)


A Sociedade Internacional de História do Planejamento (IPHS em inglês) foi fundada em janeiro de 1993, sucessora do Grupo de História do Planejamento, fundado na Inglaterra em 1974. A sociedade se empenha em promover estudos sobre história do planejamento em todo o mundo, estimula e apoia redes e trabalhos de interesse, publica um periódico e organiza conferências sobre o tema.
O tema proposto para a 15º Conferência é Cidades, nações e regiões na história do planejamento. Ela se dirige à questão persistente de como superar divergências e diferenças territoriais na esfera da história do planejamento. Faz parte de um esforço de detectar conexões e descontinuidades, tensões e sobreposições, ambas nos processos de urbanização e no campo do planejamento. Pretende trazer para as práticas, conceitos e significados relacionados às ligações entre cidades, nação e diferentes escalas regionais

III Congresso Internacional de História e Patrimônio Cultural


Grupo de Pesquisa "Memória, Ensino e Patrimônio Cultural", devidamente cadastrado na Plataforma de Diretórios de Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa - CNPq, certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Piauí, promove a 3ª Edição do Congresso Internacional de História e Patrimônio Cultural, na cidade de Parnaíba, Piauí, Brasil, entre os dias 20 a 22 de Agosto de 2012.O objetivo geral do Congresso é ampliar as discussões iniciadas em 2008 no campo do Patrimônio Cultural; estabelecer diálogos com pesquisadores das ciências históricas e sociais que trabalham com a produção dos lugares, saberes, fazeres, com as categorias história, memória, sociedade, identidade, cultura, patrimônio, museus, sustentabilidade, áreas do conhecimento que nos permitem pensar e elaborar investigações, materiais, conceitos e metodologias para a pesquisa no campo da cultura material e imaterial com o intuito de sensibilização comunitária.  

VII Simpósio Nacional Estado e Poder: Sociedade Civil


No período de 20 a 22 de agosto de 2012 acontecerá na Universidade Federal de Uberlândia-MG, Campus Santa Mônica, o VII Simpósio Nacional Estado e Poder: Sociedade Civil. O evento na UFU é resultado de uma jornada iniciada pelo Núcleo de Pesquisa sobre Estado e Poder no Brasil, na Universidade Federal Fluminense – UFF, no ano de 2004, e que hoje reúne estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores de várias Universidades e instituições de pesquisas do país.
Assim o Núcleo de pesquisa tem procurado realizar seus encontros nacionais em outras unidades da federação, como aconteceu nos casos do VI Simpósio na Universidade Federal do Sergipe, o III Simpósio na Universidade Federal de Goiás e do IV na Universidade Estadual do Maranhão. Todos os Simpósios realizados até aqui tiveram como objetivo comum o fato de promover discussões temáticas específicas da questão conceitual sobre o Estado no Brasil.
O VII Simpósio é fruto da iniciativa do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Estado e Poder e do Núcleo de Pesquisa e Estudos História, Cidades e Trabalho, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História/Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia. Objetiva promover uma avaliação do estado atual de estudos sobre a problemática da sociedade civil na sua relação com o Estado, em distintos espaços e temporalidades, aprofundando o intercâmbio de pesquisas e reflexões sobre a temática.
Isto também significa abrir o necessário espaço para a compreensão sobre os significados dos embates atuais em torno de práticas intra e inter Estados no movimento mais amplo de mundialização do capital. Organizadas em uma conferência inaugural, mesas redondas, e Grupos de Trabalho, as pesquisas que serão apresentadas neste Simpósio deverão focalizar, portanto, aspectos relacionados à sociedade, à política, à economia e à cultura relacionadas à disputas junto à sociedade civil (em seus diversos aparelhos privados de hegemonia), dentro do próprio aparelho de Estado, nas práticas inter-estatais e nos chamados “mercados mundiais”. Portanto, é com satisfação que os organizadores do VII Simpósio Nacional Estado e Poder: Sociedade Civil convidam todos a participarem dos debates nas dependências da Universidade Federal de Uberlândia.
Inscrições até 31/07/2012
Contatos e informações:
Mais informações em http://www.7snep.blogspot.com.br/

II Colóquio Regional de História Colonial


Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Departamento de História
II Colóquio Regional de História Colonial
Data: 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2012
Local: Teatro Glauber Rocha e Auditória 01 do Luizão (UESB)
Realização: Projetos de Extensão Antigo Regime em debate e Leituras da História do Brasil Colônia. 
Acesse: 

XX Simpósio de História da Imigração e Colonização




Apresentação
O XX Simpósio de História da Imigração e Colonização e Seminário Internacional "A história da imigração e sua(s) escrita(s)" tem como foco principal propor a discussão dos conceitos de imigração e colonização em âmbito internacional. Para os participantes, em especial os alunos, o evento permite a interação entre historiadores de diversos níveis - internacional e nacional - e os graduandos, mestrandos e doutorandos que apresentam suas pesquisas em andamento. A temática dessa edição levou em consideração as múltiplas escritas da história da imigração em tempos e espaços diversos, o que permitirá inúmeras abordagens no que tange à pesquisa, escrita e análise da história da imigração e colonização.
Submissão de Trabalhos
De 01/04/2012 a 15/07/2012 - Envio do resumo do trabalho para avaliação.
Para submeter seu trabalho, copie o link abaixo, cole em seu navegador e siga as orientações:
Objetivos
- Proporcionar ambiente de debate em torno do tema proposto para o evento, permitindo a interação ente historiadores de alcance internacional e nacional com jovens pesquisadores, bem como, com a comunidade em geral que se interessa pelos estudos imigratórios;
- Analisar o tema proposto sob a luz de diversas abordagens, mapeando as mais recentes produções sobre a escrita da história da imigração;
- Possibilitar a interação através da apresentação de trabalhos na forma de comunicações, proporcionando a discussão e troca de idéias entre os participantes.

Pesquisadores do Museu Imperial fazem palestra sobre viagens de d.Pedro II



Pesquisadores da equipe do Arquivo Histórico do Museu Imperial/Ibram são os próximos convidados do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI) para o ciclo de palestras Fique por Dentro. No dia 3 de julho, às 19h, eles falarão ao público sobre asViagens do Imperador D. Pedro II pelo Brasil e Mundo.
 A palestra abordará essas viagens a partir de registros deixados pelo próprio imperador em diários e correspondências, além de notícias de jornais da época, relatórios de despesas e outros documentos. Toda essa documentação faz parte do Conjunto documental relativo às viagens do Imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo, formado após uma intensa pesquisa da equipe.
 O conjunto documental recebeu, em 2010, o Registro Nacional do Programa Memória do Mundo, concedido pela UNESCO, e, em 2012, concorre ao Registro Internacional do mesmo programa, cujo resultado será divulgado em 2013. A documentação é de importância não só para a biografia de d. Pedro II, mas, sobretudo, para a pesquisa da história do país e do contexto social, cultural e político internacional da segunda metade do século XIX.
A palestra, que será no auditório do LNCC, contará com Alessandra Bettencourt Figueiredo Fráguas, Thais Cardoso Martins e Athos Barbosa da Silva, da equipe do Arquivo Histórico do Museu. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail eventos@lncc.br ou pelos telefones (24) 2233-6101/6039. O LNCC fica na Avenida Getúlio Vargas, 333, Quitandinha. 
FONTE: IBRAM 

COLÓQUIO CORPO: SUJEITO OBJETO



O colóquio procura proporcionar um espaço de discussão das formas pelas quais o corpo tem se consolidado como objeto de estudos da história, incentivando o trânsito desses debates nas fronteiras da História, a partir do dialogo com literatura, arte, antropologia, filosofia. Para focalizar o corpo na história não tanto como a "coisa" ou a "realidade" biológica de um sujeito, mas principalmente como forma aberta, moldável e mutável na relação sujeito/objeto, contribuindo assim para uma visão mais abrangente do corpo como lugar do encontro e da mediação sujeito/objeto; corpo, na perspectiva da escrita de si; corpo como metáfora para comunidade; corpo, governo, soberania; corpo-instituição. O corpo será construído como problemática para a História justamente por não ser um objeto fixado da pesquisa - "corpo humano" do homem, corpo animal - mas pela sua mutabilidade e pela mediação da prática simbólica de construção de identidade / alteridade.

PPGHIS - História - UFRJ
De 2 a 4 de julho de 2012
Instituto de História UFRJ, IFCS, Largo São Francisco de Paula, nº 1, Centro, Cep: 20.290-240, - Rio de Janeiro - RJ, (21) 2221-0034.
Página do evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/366684603392365/

III SEMINÁRIO INTERNACIONAL - HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA - FORTALEZA-CE


O Seminário Internacional de História e Historiografia, em sua terceira edição, ocorrerá em Fortaleza, nos dias 01, 02 e 03 de outubro de 2012. O evento retoma o Colóquio Internacional História e Historiografia realizado pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Ceará nos anos de 2006 e 2008. Esta nova versão do Seminário, com periodicidade bienal, é a primeira atividade do convênio acadêmico estabelecido, em novembro de 2011, entre as Universidades Federais do Ceará (UFC), Pernambuco (UFPE), Pará (UFPA) e Mato Grosso (UFMT). O convênio permitirá o trânsito de professores e alunos entre os Programas, estendendo-se aos acordos internacionais firmados pelos Pós-Graduações em História dessas universidades. Nesta edição participam da programação as universidades de Coimbra, Toulouse e Barcelona, que possuem convênios com o Programa de Pós-Graduação em História da UFC.
O III Seminário História e Historiografia se constitui num importante eixo de ação e ponto de partida para a formação de uma rede de investigação e produção do conhecimento histórico compreendendo as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O seu caráter itinerante possibilitará a divulgação do conhecimento produzido e promoverá o incremento da qualidade da produção científica,inserindo-se assim no processo de internacionalização do conhecimento. Ao suscitar o debate acadêmico no campo historiográfico potencializado pelos diálogos e o estabelecimento de balanços sobre as novas abordagens e tendências da investigação dos historiadores, o Seminário contribui para a renovação da historiografia das regiões compreendidas ao mesmo tempo em que incentiva a consolidação de grupos de pesquisas institucionais e a participação dos professores da educação básica.

CATÁLOGOS E REFERÊNCIAS SOBRE A INDEPENDÊNCIA NA BAHIA - O 2 DE JULHO





A Biblioteca Virtual 2 de Julho através de sua página na internet, disponibiliza dentre outros, catálogos, referências, textos, imagens e uma série de dados sobre a Independência na Bahia. 
Click nas imagens ou acesse: http://www.bv2dejulho.ba.gov.br/portal/ 

HINO AO 2 DE JULHO



HINO AO 2 DE JULHO
Letra: Ladislau dos Santos Titara
Música: José dos Santos Barreto


Nasce o Sol a 2 de Julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que nesse dia
Até o Sol é brasileiro
Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tirano não combinam
Brasileiros corações
Salve oh! Rei das Campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa Pátria hoje livre
Dos tiranos não será
Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tirano não combinam
Brasileiros corações
Cresce, oh! Filho de minha Pátria
Para a pátria defender
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer.

Biblioteca Virtual 2 de Julho abre espaço para publicação de trabalhos acadêmicos


Biblioteca Virtual 2 de Julho abre espaço para publicação de trabalhos acadêmicos.  
A Biblioteca Virtual 2 de Julho – BV2deJulho, portal temático e especializado na História da Bahia, aproveita as comemorações ao 2 de Julho para convocar historiadores e pesquisadores dos fatos históricos da Bahia a publicarem seus trabalhos no portal. E disponibiliza uma exposição virtual com documentos datados de 1823 e uma coleção especial de documentos custodiados pelo Arquivo Público sobre a Independência do Brasil na Bahia. 
A ação de abrir espaço para publicação de trabalhos acadêmicos tem por objetivo tornar público esses textos e contribuir para que estudantes e pesquisadores tenham acesso a mais uma ferramenta de pesquisa e consulta na internet. Os conteúdos encaminhados para publicação no portal da BV2deJulho serão analisados por uma equipe formada por especialistas, que irão avaliar o conteúdo sem a identificação de autoria, a fim de garantir o sigilo dos autores. As informações de como encaminhar o trabalho pode ser conferido na sessão Serviço (Colabore Conosco) do portal. 
Exposição virtual – Ainda dentro do contexto das comemorações alusivas ao 2 de Julho a BV2deJulho coloca à disposição para consulta uma exposição virtual: “INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA BAHIA”. São documentos datados de 1823, de uma coleção custodiada pelo Arquivo Público da Bahia, e encontra-se estruturada em duas categorias: “documentos” e “publicações”, que pela primeira vez, disponibilizados virtualmente. 
Os documentos que integram a referida exposição possibilitam o resgate do processo histórico que assegurou no dia 2 de julho do ano de 1823 a Independência do Brasil na Bahia, e fortaleceu as conquistas de 7 de setembro de 1822.
 Coleção – O portal da BV2deJulho apresenta também aos internautas, estudantes e pesquisadores, em uma das suas sessões, a Coleção 2 de Julho, sobre a Independência do Brasil na Bahia. Em seu acervo estão contemplados, a Rota da Independência - folheto apresenta a rota feita pelas tropas no Estado da Bahia e na cidade de Salvador; os Personagens, como Maria Quitéria, os Caboclos, Maria Felipa, entre outros; Antologias Poéticas, reunidas por Lizir Arcanjo Alves; e um Acervo Digital, com folders e outros materiais produzidos pela Fundação Pedro Calmon/SecultBA.

CIPRIANO JOSÉ BARATA DE ALMEIDA - LIBERTA SUA ESCRAVA MARIA



Liberdade da preta Maria
Dizemos nós abaixo assinados, ora existentes em Pernambuco, que somo senhores e possuidores na cidade da Bahia de uma negra já velha de Nação Congo ou coisa semelhante, de nome Maria, a qual forramos e pomos em liberdade, tanto por nos haver servido quase trinta anos, como por que nos deu cinquenta mil réis pela sua liberdade, portanto fica livre de todo,  e sem obstáculo algum, como se livre nascera. Pernambuco, Recife, 12 de dezembro de 1834. Cipriano José Barata de Almeida, Ana Joaquina de Oliveira Barata, como testemunhas, Manoel Filipe do Carmo Nunes, como testemunha, Rodolfo João Barata de Almeida. Ao Tabelião Amado, Bahia, 21 de agosto de 1835, Simões, reconheço verdadeira a lista e sinais retro. Recife, 13 de dezembro de 1834. Estava o sinal público um testemunho de verdade, Francisco José Rêgo. E trasladada da própria conferi, concertei, subscrevi e assinei na Bahia, 21 de agosto de 1835. Eu, José Joaquim da Costa Amado.    
Fonte: 
Arquivo Público da Bahia
Seção Judiciária 
Livro de Notas Nº 257 
Página: 29V. 

I Ciclo de Debates do Museu do Alto Sertão da Bahia/Caetité

(Click na imagem para ampliá-la) 

CIRANDAS EM LAMBE-LAMBE



Cirandas em Lambe-Lambe tem por objetivo a circulação das cantigas populares: “Terezinha de Jesus” e “Pai Francisco” em feiras livres da cidade de Salvador. Alimentando-se das tradições as artistas Tacira Coelho e Marie, fazem uma releitura das mesmas, retratando-as na atualidade.
Por Marie:
“se me disserem que o que eu faço não é arte, não tem problema, risco a palavra arte e coloco no lugar política e vai dar no mesmo” Leon Ferrari

 “O tempo passou, mas ainda, no séc. XXI é preciso retornar a certos assuntos. Ainda é uma realidade as agressões e preconceitos contra a mulher e seu papel na sociedade, bem como a censura às manifestações artísticas. Nós, enquanto artistas temos a obrigação de nos posicionarmos e levar até o publico esta reflexão. Cirandas em lambe-lambe é a concretização, através do teatro em miniatura, deste pensamento, desta urgência que a humanidade têm em se reciclar, em re-ver os seus conceitos e pré-conceitos, em olhar de forma mais humana uns para os outros. E é bebendo nas tradições, nas origens da nossa cultura que pretendo falar deste presente.”
Por Tacira Coelho:
“Tente mover o mundo: o primeiro passo será mover a si mesmo” Platão
Quando falamos em arte, pensamos no encontro entre o artista com sua obra e o público que a recebe. Questiono-me como fazer com que as minhas ideologias, meus anseios, toquem o espectador. Bem, escolhi demonstrar esses pensamentos em miniatura. Terezinha de Jesus toca em um assunto que tem sido muito vivo em mim: A arte do encontro! E apesar de contar a história entre um homem e uma mulher, retrata a falta de amor nas relações, falta de respeito pelas condições do outro quando nos deparamos com o que é diferente de nós. Portanto, resolvi falar do amor, sem denominações!

EXPOSIÇÃO: MARIA QUITÉRIA, HEROÍNA BAIANA 220 ANOS


REVISTA DIALÉTICA - VOLUME 3 - JUNHO 2012


Dialética é uma revista que debate o pensamento social e científico avançado. Aqui você tem acesso a informações, resenhas e artigos organizados em sessões. O formato segue a lógica de um material que pode ser impresso, dando a quem preferir a oportunidade de ter em mãos ou na sua prateleira as nossas edições. Fazendo o nosso cadastro o leitor poderá interagir postando comentários, ou mesmo submetendo seu texto ou informação para avaliação de nossa equipe editorial. Verifique a nossa política de privacidade.
ACESSE:
 http://www.revistadialetica.com.br/site/ 
Leia! Participe! Divulgue!
Dialógica para que seja mesmo Dialética
!

BAILES DESONESTOS NA BAHIA DO XVIII


Registro da Carta escrita ao Senhor Conde, sobre haverem nesta Cidade bailes desonestos.
Senhor, sendo os povos desta Bahia tão católicos, como testemunha o grande zelo com que veneram o Culto Divino não deixa, porém, Senhor, de haver entre ele algumas gentilidades entre os escravos, e ainda muitos forros seguindo, e usando ritos antigos, e supertições com grande escândalo e ofensa de Deus que é o mais, e assim há nesta Bahia entre esta casta de gente uns bailes supersticiosos de alaridos, tabaques fazendo uma grande bulha, principalmente aos domingos, e dias santos na Praça do Terreiro de Jesus, e mais bairros da Cidade, e nos arredores dela muitas casas que para isso têm, donde de noite se costuma ajuntar não somente a gente preta, mas ainda mulatos e mulatas, brancos, brancas a fazerem e usarem estes tais referidos alaridos e bailes com pretexto de adivinhar neles, e de outros ritos e abusos contra a Religião Católica. E havendo esta continuado há muitos anos, se não lhe deu nunca o remédio, e como Vossa Excelência é tão pio, e tão Católico, como reconhece este povo lhe faz presente o referido. A Pessoa de Vossa Excelência guarde Deus muitos anos. Bahia e Câmara dez de setembro de mil setecentos e dezoito, João de Couros Carneiro, Escrivão da Câmara o subescrevi, João de Brito e Lima, José de Araújo Rocha, José Soares Ferreira, Antonio Gonçalves da Rocha.
Fonte: 
Arquivo Histórico Municipal de Salvador  
Ofícios do Governo - 1712-1736 
Estante: 5 Prateleira: 3 
    

TOPBLOG 2012

(Click na imagem e acesse) 

Seleção: Aluno Especial 2012.2. Pós-Afro


Seleção: Aluno Especial 2012.2.
Inscrição: 9 a 11 de julho, 14h às 17h.
Local: Secretaria do Pós-Afro (Praça Inocêncio Galvão, 42, Lgo. 2 de Julho).
Disciplinas: Relações entre lingua(gem), identidade étnica e poder; África e as ciências humanas; Identidade étnica e literatura; Iconografia e imagens da diáspora africana;  Processos de construção de discursos históricos e identitários.
Resultado: 18 de julho.
Edital e informações: www.posafro.ufba.br

MUSEU TEMPOSTAL


As mais de 45 mil imagens, entre postais e fotografias, chamam a atenção de quem visita o Tempostal não só por uma questão de entretenimento. Além de proporcionar uma forma de “lazer cultural”, o museu desperta também interesse da comunidade acadêmica, que encontra nas exposições em cartaz e na coleção, reunida pelo sergipano Antônio Marcelino, um rico material de pesquisa. No acervo bibliográfico do museu, inclusive, há oito livros que fazem referência à coleção, entre eles estão “50 Anos de Urbanização: Salvador da Bahia no século XIX”, de Consuelo Novais Sampaio, “O jogo da dissimulação: abolição e cidadania negra no Brasil”, de Wlamyra R. de Albuquerque, e “Quem pariu e bateu, que balance!: Mundos femininos, maternidade e pobreza: Salvador, 1890 – 1940”, de Alberto Heráclito Ferreira Filho. O Museu é administrado pela Diretoria de Museus do IPAC/Secult – BA. A visitação é gratuita, de terça à sexta, das 10 às 18h, e finais de semana e feriados, das 13 às 17h. Rua Gregório de Matos, nº 33, Pelourinho, Salvador, Bahia. 
Informações: (71) 3117-6382.

25 DE JUNHO EM CACHOEIRA


O início de tudo


25 de junho de 1822. Reunidos na Câmara Municipal de Cachoeira, Antônio de Cerqueira Lima, José Garcia Pacheco de Aragão, Antônio de Castro Lima, Joaquim Pedreira do Couto Ferraz, Rodrigo Antônio Falcão Brandão, José Fiúza de Almeida e Francisco Gê Acaiaba de Montezuma anunciam o resultado da consulta feita ao povo, se concordava que se proclamasse dom Pedro de Alcântara regente constitucional e defensor perpétuo do Brasil. Mesmo sob ameaça de uma escuna militar portuguesa, fundeada no Rio Paraguaçu, a resposta foi “Sim!”.
Na comemoração, o povo foi alvo de tiros vindos da casa de um português e da escuna. Os cachoeiranos proclamam uma Junta Conciliatória e de Defesa para governo da cidade. O primeiro combate foi pela tomada da embarcação, que, cercada, resistiu até a captura e prisão dos sobreviventes (28 de junho).
As vilas do Recôncavo e algumas localidades do Sertão vão aos poucos aderindo. Posições estratégicas são tomadas nas ilhas, em Pirajá e Cabrito. Itaparica, que já aderira, é bombardeada. Em Cachoeira, é organizado um novo governo para comandar a resistência, a 22 de setembro de 1822, sob a presidência de Miguel Calmon du Pin e Almeida.
Em outubro de 1822, chega do Rio de Janeiro o primeiro reforço efetivo. Sob o comando do general francês Pedro Labatut, a tropa foi impedida de desembarcar, indo aportar em Maceió (AL), de onde veio por terra, conseguindo arregimentar mais soldados.

A Independência no sentimento popular

A partir da Conjuração Baiana de 1799, o sentimento de independência ficou arraigado no povo. A Revolução do Porto, em Portugal, em 1820, teve repercussão na Bahia. Em fevereiro de 1821, uma conspiração constitucionalista começa em Salvador, com a participação de Cipriano Barata.
Os conspiradores queriam, como em Portugal, uma Constituição que limitasse o poder real. Os revoltosos forçam a renúncia do governador, conde da Palma, que era apoiado pelo então coronel Inácio Luís Madeira de Melo. Uma Junta Governativa foi constituída por brasileiros e portugueses.
A 12 de novembro de 1821, soldados portugueses saíram pelas ruas, atacando soldados brasileiros, num confronto corporal na Praça da Piedade, com feridos e mortos.
Em 31 de janeiro de 1822, uma nova Junta Governativa foi eleita e em 11 de fevereiro chegou a notícia da nomeação de Madeira de Melo, comandante das Armas da província, destituindo o brigadeiro Manuel Pedro, que fortalecera os nativos.

Joana Angélica, primeira mártir

A 18 de fevereiro de 1822, reúne-se um conselho de vereadores, juízes e Junta Governativa para dirimir a questão da posse. Como solução foi proposta uma Junta Militar, sob a presidência de Madeira de Melo.

Na madrugada de 19 de fevereiro, acontecem os primeiros tiros, no Forte de São Pedro, para onde acorreram as tropas portuguesas, vindas do Forte de São Bento. Confrontos violentos ocorreram nas Mercês, Praça da Piedade e Campo da Pólvora.
Os portugueses tomaram o quartel onde se reunia o 1º Batalhão da Infantaria. Os soldados lusitanos atacaram casas, pessoas e invadiram o Convento da Lapa, assassinando a abadessa sóror Joana Angélica.
Madeira de Melo se preparou para bombardear o Forte de São Pedro. No dia seguinte, o forte se rendeu. O brigadeiro Manuel Pedro foi preso e enviado a Lisboa. A 2 de março de 1822, Madeira de Melo finalmente prestou juramento perante a Câmara de Vereadores.
 
A Batalha de Pirajá

Diante da derrota, as tropas baianas recuaram para o Recôncavo. A partir de então, começou o cerco a Salvador, onde se concentravam os militares e os comerciantes portugueses.

Em 8 de novembro de 1822, trava-se em Pirajá uma das batalhas mais violentas da libertação da Bahia, e Madeira de Melo é forçado a recuar. Depois desse desastre e da derrota em Itaparica, o exército português não pôde renovar reforços para ir além da capital.
Nos primeiros meses de 1823, a situação de Salvador deteriorou muito. Sem alimentos, as doenças matavam cada vez mais e cerca de 10 mil pessoas deixaram a cidade.
Em maio de 1823, chegou à costa da província a esquadra comandada por Thomas Cochrane, para participar do bloqueio marítimo à capital. Madeira se rendeu em 2 de julho de 1823.

O 2 de Julho no imaginário popular
 
Segundo o historiador Luís Henrique Dias Tavares, autor do livro Independência do Brasil na Bahia, o 2 de Julho é uma construção de muitos anos no imaginário popular.
“Em 2 de julho de 1823, a única coisa que a Bahia tem é justamente o 2 de julho de 1823. Naquele quadro, que na época não se pode chamar de nacional brasileiro, pois o Brasil verdadeiramente não existe ainda (...), a Bahia está sem nada. E é daí que os baianos orgulhosamente construíram o 2 de Julho de 1823 como uma data da independência, que era da Bahia, mas que era também, e muito, do Brasil”, afirma o historiador.
Entre os equívocos do 2 de Julho, Dias Tavares destaca as homenagens ao general Labatut. “Foram os brasileiros que de fato libertaram a cidade do Salvador de armas nas mãos. Primeiro foram os brasileiros de Santo Amaro, Maragogipe, Cachoeira, São Francisco do Conde, Nazaré das Farinhas, Jaguaripe, que formavam um exército de esfarrapados. Depois, entraram os brasileiros que desceram lá de Caetité e de outros pedaços do Sertão e da Chapada Diamantina, formando um exército das mais diferentes cores, de brasileiros filhos de escravos, descendentes de escravos, brasileiros brancos pobres que nada tinham além de uma roça de cana plantada para o senhor de engenho..., ensina.

A mitologia, segundo Dias Tavares


Maria Quitéria – “A mitologia baiana criou Maria Quitéria com um saiote escocês, com uma linda farda e com arma na mão. Ela esteve realmente em vários instantes de luta, mas esfarrapada, com o que restava em cima do corpo, porque foi parte desse exército brasileiro”.

O Corneteiro Lopes – Uma construção do Santos Titara e outros. “Não se deve esquecer que Inácio Acioly Cerqueira e Silva o conheceu mendigo, pedindo esmolas na cidade do Salvador, e relata isso em 1836, na primeira edição das Memórias Históricas da Província da Bahia.
João das Botas – Marinheiro português que instruiu Cachoeira, Santo Amaro e São Francisco do Conde a armarem barcos. Canhões foram colocados nas proas e popas, sob o comando de João de Oliveira Botas, e esses barcos foram decisivos na guerra.

O caboclo e a cabocla

O índio teve participação importante nas lutas pela independência. Ele representava o “verdadeiro brasileiro”, o dono da terra, que somara seus esforços aos demais combatentes. Em 1896, foi erguido um monumento em sua homenagem, na Praça 2 de Julho (Campo Grande), em Salvador.

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