SER PRESO NA BAHIA NO SÉCULO XIX
De
Cláudia Moraes Trindade
Sinopse
Resultante
de pesquisa primorosa em arquivos, este livro apresenta uma metodologia
inovadora, com interpretações sólidas, interação com a bibliografia nacional e
internacional, além de grande fluência narrativa. É um trabalho em História
Social do melhor nível, no qual os aspectos legal e institucional estão
presentes, porém o que sobressai é a reconstrução da experiência individual e
coletiva dos personagens que povoam o mundo da prisão, e não somente dos
presos, no interior do qual constroem uma lógica societária e cultural própria,
embora não isolada, pois as grades que separam esse universo daquele que existe
do lado de fora são abertas pela historiadora para demonstrar que cárcere e
sociedade estão um dentro do outro, irremediavelmente.
Um dos
pontos fortes da história aqui contada é a oportunidade que os presos têm de
falar sobre a vida carcerária por meio de cartas e petições às autoridades, um
tipo de fonte raramente disponível. Dessa forma, às características
sociológicas discutidas para o conjunto das populações carcerárias, a autora
soma a voz do indivíduo e traça interessantes trajetórias de vida, que resultam
numa história mais humana, às vezes tragicamente humana. Num Brasil em que a
vida carcerária é um rosário de tragédias em série, esta obra esclarecedora
sobre o nascimento da prisão moderna entre nós deverá servir, de alguma
maneira, para entender o presente e ajudar a transformá-lo positiva mente.
JOÃO JOSÉ
REIS
Adquira
no site:
De: R$
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A árvore da liberdade nagô: Marcos Theodoro Pimentel e sua família entre a escravidão e o pós-Abolição. Itaparica, 1834-1968
Este
artigo aborda a trajetória de três gerações da família Pimentel, desde a
chegada ao Brasil do africano Marcos, no final da década de 1830, até o advento
da sacerdotisa Ondina Valéria Pimentel, quarta líder espiritual do candomblé
Ilê Axé Opô Afonjá, no ano de 1968. O uso de variada documentação existente nos
arquivos nacionais e internacionais permitiu compor a genealogia de uma família
que permaneceu unida durante toda a segunda metade do século XIX e até as
últimas décadas do século XX, sendo Marcos o responsável pela fundação do culto
de tradição nagô aos egunguns na Ilha de Itaparica. O artigo também aborda os
enfrentamentos judiciais de Marcos para defender os interesses de seus aliados
e a relação entre ele e seus filhos.
Palavras-chave:
escravidão; família; liberdade.
ACESSE: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-01882018005004108&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DO PELOURINHO
[8/08] A
Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho abre a sua programação no
Teatro Sesc Senac Pelourinho com a mesa de debate “ESCRAVIDÃO E LIBERDADE” com
as presenças de:
*João
José Reis (BA) - escritor e historiador, considerado uma referência mundial
para o estudo da história e da escravidão no século XIX;
*Wlamyra
Albuquerque (BA) - doutora em História Social da Cultura pela Universidade
Estadual de Campinas, além de orientadora de pesquisas sobre emancipação,
abolição, racialização e pós-abolição no Brasil
A
programação começa às 18h e além da mesa de debate, haverá o lançamento do
livro “Dicionário da escravidão e liberdade”, que traz Lilia Schwarcz e Flávio
Gomes como organizadores.
Confira a
programação completa: www.flipelo.com.br
I COLÓQUIO RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES NO MUNDO ATLÂNTICO
Inscrições abertas para o I
Colóquio Religiões e Religiosidades no Mundo Atlântico
Auditório do CAHL, dias 7 e 8 de
agosto.
As inscrições: https://goo.gl/forms/TBxjJqrbpG3t360p2
A Questão Negra, a Fundação Ford e a Guerra Fria (1950-1970)
Capítulo
1: A Fundação Ford e Departamento de Estado Norte-Americano: a montagem de um
modelo de operações no pós-guerra
I. Os
primeiros tempos da Fundação Ford
II. II. O
Relatório Gaither, a boa vida e as ciências sociais
III. III.
A Fundação Ford e o Departamento de Estado
Capítulo
2: As agendas culturais da Guerra Fria e o “Programa Ideológico”: a CIA e a
Fundação Ford na atração às elites intelectuais
I. A CIA
e o Programa Ideológico
II. A
Fundação Ford e a proposta de atração aos intelectuais
Capítulo
3: Desenvolvimentismo e “transição democrática”: O Institute of Race Relations
e os investimentos da Fundação Ford nas questões de raça
I. O
Programa Comparativo de Estudos Raciais: a formação da equipe
II. O
Complexo Colonial
III. Por
um conceito de raça sem racismo
IV. Raça
e desenvolvimento
V.
Epílogo, a disputa das esquerdas
Capítulo
4: A Doutrina Moynihan: o debate sobre a raça e o negro nas conferências de
1965 da Fundação Ford e da Academia Americana de Artes e Ciências
I. A
Conferência sobre Raça e Cor
II. A
América Latina em Copenhague
III. A
Doutrina Moynihan
IV. A
reforma dos Movimentos Negros
Capítulo
5: A integração do negro na sociedade de classes: Florestan Fernandes em uma
história do agendamento intelectual nos anos 1960
I. Ideias
da CEPAL e a Conferência de Copenhague: a negritude e a convergência
norte-americana
II.
Intercâmbio EUA-América Latina: os estudos latino-americanos e a trajetória de
The Negro in Brazilian Society
III. O
Projeto Marginalidade
IV.
Sujeitos e predicados de um agendamento intelectual
Inicialmente,
pelos próximos 30 à 60 dias, apenas no site da própria editora
(http://editoraprismas.com.br/ a-questao-negra-a-fundacao-ford-e-a-guerra-fria-1950-1970). Quem desejar um SEDEX, ao invés da opção do PAC,
oferecida no ato da compra, poderá solicitá-lo diretamente à Prismas através do
e-mail agenteeditorial4@editoraprisma s.com.br, aos cuidados de Lázaro.
Trata-se
de pesquisa de fôlego, realizada ao longo de dez anos, em arquivos do Brasil e
principalmente dos Estados Unidos, durante meus estudos de doutorado e
pós-doutorado no Departamento de História da Universidade de São Paulo, no
âmbito do seu Grupo de estudos sobre a Guerra Fria.
I SEMANA DE HISTÓRIA DA UNILAB, CAMPUS DOS MALÊS
Entre os
dias 14 e 16 de agosto acontecerá no campus dos Malês a I Semana de História -
"Democracia, cidadania e movimentos sociais no Brasil, no Timor-Leste e no
continente africano". Estão
abertas inscrições para comunicações individuais, minicursos, oficinas e para
ouvintes.Teremos
espaço para camping para alunos/as de outras instituições, hospedagem solidária
e acesso ao RU.
As
inscrições para comunicações se encerram no dia 27 de julho.
Acessem
nosso site: https://shistoriamales.wixsite.com/shum2018
Curtam
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E-mail de
contato: shistoriamales@gmail.com
TEMPOS VERMELHOS: A ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA E A POLÍTICA BRASILEIRA / AS FORÇAS SECRETAS DA REVOLUÇÃO: ANTISSEMITISMO DO SIGMA NA BAHIA
IGHB,
Perspectiva Acadêmica e Saga Editora
convidam
para o lançamento dos livros:
TEMPOS VERMELHOS: A ALIANÇA NACIONAL
LIBERTADORA E A POLÍTICA BRASILEIRA, de Jacira Primo:
O livro
versa sobre a Aliança Nacional Libertadora (ANL) na Bahia, no primeiro Governo
Vargas. Apresentando-se na cena política com caráter de frente popular e
democrática, a ANL, após a promulgação da constituição de 1934, atraiu para
suas fileiras diferentes grupos sociais que lutavam por garantia e ampliação de
direitos sociais, configurando-se em uma agremiação de massa. Ao analisar o
referido movimento, a autora traz questões importantes sobre a Bahia
republicana e a política na década de 1930.
AS FORÇAS SECRETAS DA REVOLUÇÃO:
ANTISSEMITISMO DO SIGMA NA BAHIA, de David Rehem:
"As
forças secretas da revolução: antissemitismo do sigma na Bahia (1933 -
1937)" é um livro que trata das elaborações antissemistas na Ação
Integralista Brasileira, organização de caráter fascista que teve grande
influência de massas durante a década de 1930, utilizando como principais
fontes os jornais baiano O Imparcial e o Diário de Notícias, além do jornal
integralista A Offensiva, a revista Anauê e obras de lideranças integralistas,
a exemplo de Brasilino de Carvalho aqui na Bahia.
Data: 19
de julho de 2018, às 16h
Avenida
Joana Angélica, 43 - Piedade
Novo site do Centro de Documentação e Pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana
Praça
João Pedreira / Feira de Santana – BA
Car@s,
O Centro
de Documentação e Pesquisa - CEDOC/UEFS está com site novo, com um sistema de
busca mais elaborado com filtros pensados para facilitar a vida do pesquisador.
Estão
disponíveis para consulta online os catálogos de documentos judiciais já
conhecidos de Feira de Santana (Cível e Crime) e também o acervo judicial de
Riachão do Jacuípe, recentemente incorporado ao acervo.
O acervo
judicial de Riachão do Jacuípe conta, até o momento, com 3.760 processos cíveis
e 200 processos-crime catalogados, de 1854 a 1980, formado em sua maioria por
inventários, testamentos, ações cíveis diversas, processos de homicídios, autos
de defloramento, lesões e outros.
Em breve
disponibilizaremos no site as imagens digitalizadas dos Livros de Notas da
mesma comarca, documentação que cobre o período de 1854 a 1930. Para quem
pesquisa escravidão no sertão baiano são fontes inestimáveis.
Para ter
acesso aos catálogos online basta ir ao site http://www.cedoc.uefs.br/ e fazer
o cadastro de pesquisador.
Grande
abraço,
Elciene
O CONTEXTO HOLANDÊS-AFRICANO: AS PROVÍNCIAS UNIDAS ENTRE ÁFRICA E BRASIL, 1600-1650
1. Toby
Green
2. Cândido
Eugênio Domingues de Souza
Resumo: O século
XVII foi decisivo para a formação do espaço do Atlântico meridional. Ali, guerras
dinásticas e religiosas refletiram em conflitos de metrópoles europeias disputando
espaços de produção e reprodução de riquezas. Esse contexto aproximou ainda mais
as histórias de Brasil e África, como poderemos compreender neste texto. O alvorecer
do Seis- centos viu as invasões holandesas a terra brasílicas e africanas. Isso
não foi em vão. Por um lado, a guerra de independência dos Países Baixos frente
à Coroa Espanhola foi expandida ao Atlântico Sul, especialmente às terras portuguesas
anexadas aos domínios da União Ibérica. Por outro lado, a presença holandesa não
era uma novidade, pois fora importantes financiadores na construção do parque açucareiro
quinhentista e isso impulsionou o seu interesse em dominar os canaviais e os mercados
de escravos. Sal- vador, sede do Governo-Geral e do Bispado da América portuguesa,
foi a primeira a ser invadida em 1624 e mesmo após sua reconquista, não ficou ilesa
de novos ataques e prejuízos à sua economia ao longo da primeira metade da centúria.
Esse artigo objetiva analisar a forte presença das guerras luso-neerlandesas em
Angola e na Bahia e suas implicações na política na África Centrocidental, região
principal de produção de mão de obra para as Américas, e na crise econômica baiana
especialmente no tráfico negreiro e produção açucareira. Para este último objetivo,
será importante analisar os caminhos apresentados por Gaspar Freyre para enfrentar
a crise provocada pela presença dos holandeses no Atlântico Sul.
_______________________________________________________________
1. Professor do Departments of History and Spanish,
Portuguese and Latin American Studies, King´s College London.
2. Mestre
em História pela Universidade Federal da Bahia. Professor Assistente de História
do Brasil, Universidade do Estado da Bahia (UNEB, DCH-IV).
ACESSE NA ÍNTEGRA:
MESA REDONDA HISTÓRIAS DA ÁFRICA
Mesa Redonda: Histórias da África: da Guiné-Bissau à África do
Sul, via Angola.
Prof. José Curto.
Departamento de História da York University – Toronto –
Canadá.
Carlos F. Liberato, Professor e Chefe do Departamento de
História, Universidade Federal de Sergipe, doutorando no Departamento de
História, York University, Toronto, Canadá
A Vertente Atlântica da História da Guiné-Bissau
Heloisa dos Santos Santana, graduanda (Licenciatura) no
Departamento de História, Universidade Federal de Sergipe
A Resistência dos Dembos na História de Angola
José C. Curto, Professor Doutor, Departamento de História,
York University, Toronto, Canadá
Fontes Quantitativas para a História de Angola: Recenseamentos
e Demografia antes de 1870
Raquel G. A. Gomes, Professora Doutora, Departamento de
História, Universidade Estadual de Campinas
Política de terras na África do Sul nos inícios do século XX
Universidade Católica do Salvador
Campus Federação
09 de maio (Quarta-feira), às 19hs.
Centro de Memória conserva acervo histórico documental da Santa Casa da Bahia
Local
conta com arquivos datados desde 1629, fontes para os mais diversos trabalhos
de pesquisa.
Documentos
de inestimável valor compõem o acervo presente no Centro de Memória Jorge
Calmon, em Salvador, arquivo histórico da Santa Casa da Bahia. Inaugurado em
2008, o espaço guarda arquivos que datam de 1629 até os dias atuais. O objetivo
do Centro de Memória é preservar a memória da Santa Casa, cuja trajetória se
confunde com a da cidade de Salvador. O local atende visitantes e pesquisadores
brasileiros e estrangeiros.
Os temas
mais pesquisados são sobre a história da medicina, da infância e do abandono
infantil, aspectos sociais da escravidão, procissões e ritos religiosos, arte
cemiterial, pintores e artistas baianos do período colonial, além da atuação
assistencialista das Irmandandes.
O Centro
de Memória Jorge Calmon preserva todo o seu patrimônio documental em suporte
papel, composto de documentos que foram produzidos e acumulados pela Santa Casa
desde o século XVII, cujo conteúdo é fundamental para o resgate da história da
instituição e da gênese da formação social da Bahia.
Fazem
parte do acervo mais de 1850 livros e cerca de 1.000 caixas de documentos
avulsos, entre os quais destacam-se: Livros do Tombo, que conta com quatro
volumes e registram escrituras de imóveis e terrenos, inventários, aforamentos
e testamentos de doadores, Roda dos Expostos, que dá detalhes sobre as
circunstâncias e características de cada criança abandona no equipamento
instalado pela Santa Casa da Bahia em 1726 e que funcionou por mais de dois
séculos, e a coleção dos Livros do Banguê (1742-1853), que é composta por 11
livros que registram o serviço que era realizado exclusivamente pela Santa
Casa, de condução do corpo e sepultamento de escravos mortos. A condição rara,
relevante e singular dos Livros de Banguê fez com que os exemplares recebessem
o título de Memória do Mundo, concedido pela Unesco.
O acervo
do Centro de Memória ainda conta com outros livros e documentos que relatam a
atuação filantrópica da Santa Casa desde o período colonial, quando foi criada
a primeira unidade de saúde de Salvador, única por mais de 200 anos, o Hospital
São Cristóvão, passando pela assistência jurídica e alimentação dos presos
pobres da cidade (século XVII-XIX), até a compra e administração do Cemitério
Campo Santo (século XIX até os dias atuais).
Atualmente,
os documentos do Centro de Memória estão passando por um processo de
digitalização como forma de facilitar o acesso às informações e também como
estratégia de preservação, restringindo o manuseio dos originais. Os documentos
mais frágeis passam por um processo de restauração com profissionais
especializados. O laboratório de digitalização foi adquirido através da doação
de equipamentos da Rede Memorial, com patrocínio da Petrobrás, por meio de
participação de edital.
O Centro
de Memória está aberto para visitação e atendimento de segunda a quinta-feira,
das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h. Às sextas, os visitantes encontram o espaço
aberto até as 16h. Não é necessário agendamento prévio.
ACESSE A
FONTE:
CURSO TÉCNICO EM ARQUIVO - ETEC
Arquivo
O TÉCNICO
EM ARQUIVO é o profissional que atua no apoio a administração e preservação de
arquivos públicos e privados. Executa atividades relacionadas à gestão,
organização e preservação de documentos e informações para que se tornem
disponíveis e acessíveis a consulta. Colabora na aplicação dos instrumentos de
gestão e preservação de arquivos em meio físico e digital. Apoia as atividades
especializadas e administrativas em gestão documental, arquivos e unidades de
informação, no atendimento ao usuário interno e externo e na administração do
acervo. Orienta usuários e os auxilia na recuperação de informações.
Eixo
Tecnológico: DESENV. EDUCACIONAL E SOCIAL
Mercado
de trabalho
Arquivos
públicos municipais, estaduais e federais (dos poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário); instituições públicas, privadas e terceiro setor, no tratamento de
documentos físicos, digitais e/ou digitalizados e diversos gêneros, formatos e
suportes (fitas, vídeos, CDs, DVDs); empresas de guarda, gerenciamento e digitalização
de documentos; centros de documentação e memória em bibliotecas e museus;
instituições de ensino e pesquisa, de Saúde, Serviços Sociais e outros; redes
de rádio, televisão e mídias sociais; bancos, empresas e escritórios de
profissionais liberais; escritórios de advocacia e de contabilidade; tribunais
e cartórios; consultorias e trabalho autônomo.
INSCREVA-SE
Corpus Eletrônico de Documentos Históricos do Sertão: Cartas Brasileiras
O
objetivo do CE-DOHS, face eletrônica do banco de textos DOHS, é disponibilizar
edições fac-similares em versão semidiplomática para o estudo do português
brasileiro, em diferentes perspectivas teóricas, de acordo com critérios
estabelecidos pelo Projeto Para a História do Português Brasileiro (PHPB).
Embora os acervos, em sua maioria, sejam originados da grande área do semiárido
baiano, há acervos de outras áreas da Bahia e também de diversas regiões do
Brasil.
A maior
parte dos acervos aqui disponibilizados são compostos de cartas particulares
(1808-2000), que integram, em sua maioria, Cartas Brasileiras: coletânea de
fontes para o estudo do português (Fapesb, Processo 1493/2010). Há também, no
Banco, outros manuscritos, como livros de gado e de razão, documentos impressos
e amostras de fala
Há
previsão de inserção de novos acervos por alunos da pós-graduação que estão
editando documentos históricos inéditos, procedentes da grande área do
semiárido, gestada sob forte ambiente de contato linguístico, principalmente
com línguas ameríndias e africanas, durante o processo de multilinguismo que
caracterizou o interior da Bahia no período colonial brasileiro
A exemplo
dos chamados “Livro do Gado” e “Livro de Razão”, parte do que se constituiu o
rico arquivo privado das famílias Almeida, Pinheiro Pinto e Pinheiro Canguçu,
do Sobrado da Fazenda do Campo Seco. A importância de uma edição desses livros
advém do fato de se constituírem em registros raros, feitos de forma
sistemática por três dos seus senhores: o escrivão português Miguel Lourenço,
inicialmente como contador no “Tribunal dos ausentes” (1742-1743), cujos
registros da fazenda se iniciam em 1755 e vão até 1885; o brasileiro, genro de
Miguel Lourenço, Antônio Pinheiro Pinto, com registros a partir de 1794; o seu
filho, Inocêncio Pinheiro Canguçu, neto de Miguel Lourenço, com registros a
partir de 1822. Nesses livros, constam não apenas lançamentos contábeis, mas
também anotações minuciosas do cotidiano da fazenda do Brejo do Campo Seco.
ACESSE A
FONTE:
DESVENDANDO MANOEL RAYMUNDO QUERINO
Apesar da fama do escritor e ativista negro Manuel
Raymundo Querino, pouco se sabe ainda sobre sua infância e vida íntima. Sabe-se
que ele casou duas vezes, sendo que as primeiras núpcias foram com Ceciliana do
Espírito Santo. É sabido que com Ceciliana o escritor teve o filho Manuel
Querino Filho, nascido em 1887, e suponhava-se que ela fosse também mãe da
filha primogênita, Maria Anathilde Querino.
Contudo, este documento, datado de 7 de outubro de
1886, em que o escritor perfilhou Maria Anathilde, então com apenas três ano de
idade, revela que a mãe da menina se chamava Cecilia Cândida da Conceição e que
já era falecida. Essas informações deixam claro que Maria Anathilde não era
filha de Cecilia do Espirito Santo. O documento ainda fornece a data exata do
nascimento de Maria Anathilde, até agora desconhecida.
Lisa Louise Earl Castillo.
Lisa Louise Earl Castillo.
Para mais
sobre a vida de Querino, ver
LEAL,
Maria das Graças de Andrade. Manuel
Querino entre letras e lutas. Bahia: 1851-1923. São Paulo: Annablume,
2009.
Manuel
Querino. Dicionario da Arte na Bahia.
http://www.dicionario.belasartes.ufba.br/wp/verbete/manuel-querino-manoel-raymundo-querino/
Escriptura de perfilhação que faz Manuel Raymundo
Querino à menor Maria Anathilde Querino na forma abaixo.
Saibam quanto este instrumento de escritura de
perfilhação ou como
em direito melhor nome tenha, que no ano de Nascimento de Nosso Senhor
Jesus Cristo de mil oitocentos e oitenta e seis, aos sete dias do mês de Outubro,
nesta cidade da Bahia, em meu cartório compareceu o outorgante Manuel Raymundo
Querino, solteiro, residente nesta cidade e reconhecido próprio das testemunhas
abaixo assinadas e estes de mim Tabelião, e perante eles, por ele foi dito que
pela presente escritura perfilha e reconhece a menor Maria Anathilde
Querino, nascida em primeiro de Janeiro
de mil oitocentos e oitenta e três e havida de Cecilia Candida da Conceição,
solteira e já falecida, para que a dita sua filha possa gozar das garantias e
privilégios que gozam os filhos de legítimo matrimonio e esta perfilhação faz
de sua livre e espontânea vontade, sem a menor exceção. A mim disse e aceitou e me pediu esta escritura
que eu aceitei lhe mandei aceitar a quem mais possa interessar o conhecimento
desta. Foram testemunhas presentes que assinaram com o outorgante depois de
lido este perante todos por mim Virginio José Espinola Tabelião a escrevi. Bahia
7 de Outubro de 1886. Manuel Raymundo Querino, Francisco Pinheiro de Souza, Vicente
Patricio Ribeiro.
FONTE: Arquivo Público do Estado da Bahia
Livro de Notas 778, fls. 14v-15.
Colaboradora desta postagem: Lisa Louise Earl Castillo.
Sobre a autora acesse:
CURSO: QUADRINHOS EM SALA DE AULA
É um
pássaro? É um avião? Não, é o curso Quadrinhos em Sala de Aula: estratégias,
instrumentos e aplicações, da Universidade Aberta do Nordeste (Uane) da
Fundação Demócrito Rocha (FDR) em parceria com a Prefeitura Municipal de
Fortaleza. Com 160h, na modalidade de ensino a distância (EaD), GRATUITO e
aberto a todo o país, objetiva fornecer aos profissionais da educação,
quadrinistas, pesquisadores e interessados pelo tema subsídios para, conhecendo
todos os principais elementos da linguagem, particularidades e recursos dos
quadrinhos, poder explorar adequadamente as suas possibilidades, introduzindo-os
na sua prática didática, enriquecendo, dinamizando e otimizando o processo de
ensino-aprendizagem. E mais: democratizando o acesso a conteúdos que, por meios
comuns, não seriam atraentes nem conquistariam outros públicos com menos
fluência leitora, além de estimular o seu raciocínio crítico, criatividade e a
imaginação.
Para
isso, trazemos a você 12 fascículos, 12 videoaulas (com transmissão pelo Canal
Futura), 12 radioaulas (em podcasts no AVA e transmitidas pela rádio O
POVO/CBN), 4 webconferências e muito, muito mais. E, ao final, a sua
certificação pela Universidade Federal do Ceará.
Você é
nosso convidado para, com a ajuda de nossos amiguinhos Kim, Igor, Lena e o
misterioso Capitão Fraude, nos reunirmos, ensinarmos e aprendermos juntos em
nossa sala de aula virtual (AVA).
Curta,
compartilhe, divulgue e inscreva-se já:
CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA: TRAJETÓRIAS DOS COMUNISTAS
É com
grande satisfação que anunciamos a 15ª edição do projeto Conversando com sua
História.
Neste ano de 2018, o CSH retomará suas atividades em Abril, com o tema "Trajetória dos Comunistas", as palestras são semanais sempre às terças-feiras, 17h, na Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris), na sala Kátia Mattoso (3º andar).
Contamos com a sua presença!
Neste ano de 2018, o CSH retomará suas atividades em Abril, com o tema "Trajetória dos Comunistas", as palestras são semanais sempre às terças-feiras, 17h, na Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris), na sala Kátia Mattoso (3º andar).
Contamos com a sua presença!
SEMINÁRIO ORUN / AIYÊ
O Centro
de Estudos Miguel Santana - “Projeto Memória Viva” - com o apoio da
Associação Amigos do Coral Renascer (AMICOR), Núcleo de Cultura Popular e
Câmara Municipal de Salvador tem a grata satisfação de convidar Vossa Senhoria
para participar do SEMINÁRIO ORUN /AIYÊ –
A memória não pode
falhar –
em comemoração aos 20 anos de atividades pela valorização da herança africana e afro-brasileira na Bahia.
em comemoração aos 20 anos de atividades pela valorização da herança africana e afro-brasileira na Bahia.
Dia/Hora:
16 de abril de 2018, às 14h.
Local:
Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador
Praça
Thomé de Souza, s/n – Centro
"Conferência de Economia/Comércio Internacional do Jean Monnet Networkon Atlantic Studies"
O Núcleo de Prospecção e
Inteligência Internacional e a Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas
convidam a todos os interessados para a:
"Conferência de Economia/Comércio Internacional do Jean Monnet Networkon Atlantic Studies"
A Conferência é aberta ao público e tem como objetivo reunir especialistas internacionais renomados para discutir as mudanças econômicas no espaço atlântico e as novas oportunidades e desafios para o Brasil, a União Europeia e outros atores.
O evento é uma realização do Projeto 'Jean Monnet Network on Atlantic Studies’, financiado pela Comissão Europeia, que reúne 10 Instituições de Pesquisa e ‘think tanks’ distribuídos pelos 4 continentes do Atlântico. Todos os países participantes são considerados estratégicos no âmbito atlântico, e a coordenação dos trabalhos é assegurada pelo FGV NPII, no Brasil.
O objetivo do projeto é desenvolver uma rede para analisar três temas relevantes no Atlântico, de particular interesse para a União Europeia: Energia, Economia e Segurança-Humana.
O evento será uma excelente oportunidade para debater as perspectivas para o Brasil e outros atores representados no Network em moldar o futuro do Atlântico, especialmente por meio de iniciativas conjuntas, tanto em áreas públicas como privadas.
A conferência será em inglês e não haverá tradução simultânea.
Será concedido certificado de participação apenas aos previamente inscritos e que comparecerem aos dois dias da conferência.
Nossos Ancestrais. Performance com Demian Reis
"Nossos Ancestrais" é um rito, uma
oração, uma constatação da primeira violência na formação do Brasil. Um olhar
para o passado, quando barcos da velha Europa chegaram para mudar o destino de
cerca de 5 milhões de pessoas que habitavam as terras que se tornariam colônia
de Portugal, dos quais milhões foram sacrificados no altar do colonialismo
português. 500 anos se passaram, mas não a violência que aqui aportou. Um
passado que se recusa a passar. No Brasil dos descendentes misturados dos
povos indígenas, europeus e africanos de hoje vemos e sofremos a presença desse
passado em toda parte. Essa herança persegue os descendentes de Nossos
Ancestrais.
"Nossos Ancestrais" encara nossas sombras para sarar a ferida
histórica da qual viemos. E que teima em permanecer aberta. Sangrando.
Inspirado em texto de Nuno Gonçalves.
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