História Regional da Infâmia

Faltava esse livro no Rio Grande do Sul. Não que tudo o que está dito na obra seja novidade, não o é por certo, sobretudo para os historiadores. Mas esse livro de Juremir Machado da Silva, que promete muita polêmica, é, realmente, um bom guia para aqueles que detestam o romantismo tolo e infame dos criadores de mitos sociais. História Regional da Infâmia: o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras (ou como se produzem os imaginários), publicado pela L&PM, trata da desconstrução dos mitos que sustentam o imaginário heroico farroupilha e do próprio tradicionalismo sulista. Livro obrigatório nas bibliotecas das escolas e leitura profícua para os implementadores de políticas educacionais no Estado que, muitas vezes, tratam a história do Rio Grande do Sul ou mesmo o tradicionalismo de forma ingênua e acrítica.

São lugar comum entre os pesquisadores profissionais os meandros da criação dos mitos regionais: a invenção do gaúcho, as formas de legitimação das histórias míticas acerca da identidade do sul do Brasil, do açorianismo como traço identitário, a ode e os mitos sobre a inexistência de escravos nas regiões de imigração, a democracia pampiana com sua horizontalidade social e assim por diante. Autores importantes, mas ignorados pela grande mídia e pelos promotores de políticas educacionais, como Ruben Oliven, Tau Golin, Mário Maestri, Décio Freitas, entre outros, já apontaram em diversas obras como a história oficialesca do Estado tem se comportado frente a temas políticos estratégicos, como é o caso da ancoragem da identidade sulista na Revolução Farroupilha, etc....

Mas esse livro de Juremir carrega consigo o peso de um autor midiático que é, também, um pesquisador profissional, um acadêmico conhecido e cercado por polêmicas também conhecidas. Desde o começo da leitura do livro algo importante é evidenciado. A pesquisa é ancorada em fontes documentais precisas, não se trata de um ensaio, mas de um texto bem escrito e lastreado pelo espírito investigativo.

O livro mostra com clareza a corrupção entre os líderes da Revolução Farroupilha, o financiamento da campanha a partir da venda de escravos, as traições, entre muitíssimos outros exemplos. Nada de heróis, pouco espírito republicano, nenhum homem saiu com a moral ilibada do evento. Um evento fratricida, como também o foi a Revolução Federalista de 1893, que nada deveria orgulhar uma sociedade. O mundo real, efetivamente. Tudo isso que deveria ser ensinado nas escolas, mas é subtraído por versões romantizadas e doutrinárias, produzidas por diletantes e ideólogos e, pior, distribuídas gratuitamente nas escolas do Estado e adotadas passivamente nos currículos. A publicação desse livro de Juremir, no entanto, não significa que a partir de agora as coisas serão diferentes. Penso que a indiferença e a precariedade cultural em que vivemos não nos farão sensíveis à infâmia de nossa História Regional. Penso que continuaremos consumindo e ensinando nas escolas uma História anedótica dos heróis, da tradição e por aí vai, no melhor estilo do fascio, com as louváveis exceções, claro. Ruben Oliven, na obra A parte e o Todo, nos mostra um exemplo esclarecedor de como as identidades e as tradições são inventadas, forjadas e até ingenuamente legitimadas, que ilustram esse ceticismo. Trata-se de um poema épico finlandês, intitulado Kalevala, publicado no século XIX, a partir do qual se forjava o folclore e a identidade finlandesas. Mesmo depois de os folcloristas, os intelectuais e, claro, o povo, saberem que se tratava de um poema inventado recentemente e não um épico, portanto, um engodo, preferiram acreditar na sua veracidade. Continuaram a considerar Kalevala um lastro imemorial da identidade da Finlândia. É isso, entre a história e o mito há uma tênue fronteira. É preciso levar a sério a História e aprender com ela, não usá-la como figurino da farsa.
Mozart Linhares da Silva /Historiador, professor do curso de História e PPGEDU-Unisc
 

Vem sambar no feriado - 12/10!!!

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Triplo evento: IV Colóquio Internacional Saberes, Práticas, I Conferência Internacional de Africanidade e I Simpósio Internacional de Multirreferencialidade e Etnicidade

Vimos convidá-lo a participar no tríptico de eventos: IV Colóquio Internacional Saberes, Práticas, I Conferência Internacional de Africanidade e I Simpósio Internacional de Multirreferencialidade e Etnicidade que se realizará na Cidade do Salvador, Bahia, entre os dias 25 e 29 de outubro de 2010.
Em oportunidades anteriores (dezembro de 2002, outubro de 2005 e de 2009) se realizaram os três primeiros Colóquios Internacionais Saberes, Práticas que abordaram as temáticas: construção de saberes e de práticas de (in)formação profissional na sociedade do conhecimento no I Colóquio; difusão do conhecimento científico e tecnológico na sociedade da aprendizagem no II Colóquio e tecnologias e processos de difusão do conhecimento no III Colóquio. Neste novo encontro consideramos pertinente dedicar espaços específicos à gestão do conhecimento em relação com tecnologias e processos de difusão, à africanidade e à relação entre a perspectiva multirreferencial e a etnicidade. Este triplo evento permitirá o intercâmbio entre especialistas de diferentes continentes e a difusão da informação atual desenvolvida nos diferentes campos de conhecimentos, saberes e práticas.
Comitê Organizador 
ACESSE: http://www.onlinetb.com/coloquio/

O DIA DAS CRIANÇAS, NA VISÃO DA HISTÓRIA

No Brasil, o Dia das Crianças foi criado por um político: o deputado federal Galdino do Valle Filho, na década de 1920. Em 1924, o então presidente da República, Arthur Bernardes, teria institucionalizado a data através do Decreto número 4.867, de 5 de novembro de 1924. Naquela época, apesar da criação da data, o mercado brasileiro não era tão dinâmico e o Dia das Crianças não era comemorado como nos dias de hoje, nos quais as famílias se veem na obrigação de dar presentes aos menores.
Foi na década de 1960 que a coisa mudou. Naquela época, observando que a data poderia ser utilizada comercialmente e render bons lucros, a fábrica de brinquedos Estrela e a indústria Johnson & Johnson se uniram para lançar a “Semana do Bebê Robusto”. Como o próprio nome dizia, durante essa semana se exaltava a saúde das crianças e sua aparência física, que poderia ser melhorada, é claro, com os produtos da Johnson & Johnson e com o acalento dos brinquedos da Estrela. A partir dessa campanha, outras empresas aderiram à data para aumentar suas vendas e, atualmente, o Dia das Crianças responde por uma considerável fatia das vendas das lojas, só perdendo para o Natal e para o Dia das Mães. O setor de brinquedos e vestuário espera ansiosamente por essa data, pois sabe de sua importância para as crianças de todo o país.
Hoje, a criança tem um papel relevante nas famílias, mas nem sempre foi assim. Até o início do século, a criança não tinha um status próprio. Ela era tratada como um mini adulto, obrigada a se comportar e até mesmo a se vestir como tal. Nos dias atuais, a criança é soberana em casa. Isso ocorre devido à crescente participação da mulher no mercado de trabalho. A ausência dos pais em casa leva o casal a querer compensar a criança de alguma forma e, para suprir os desejos dos filhos, acabam recorrendo ao consumo, o que não resulta muitas vezes, em adultos com boa formação.
Em alguns países, o Dia das Crianças é comemorado em outras datas. Em Portugal e nos países de língua portuguesa, como Moçambique e Angola, por exemplo, o Dia das Crianças é comemorado em 1.º de junho. Na Índia, o dia 15 de novembro foi escolhido como data comemorativa das crianças. No Japão e na China, escolheu-se o 5 de maio.
Outros países comemoram o Dia das Crianças em 20 de novembro. Nessa data, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a Declaração dos Direitos das Crianças em 1959. Dentre outras prerrogativas, essa declaração preconiza que as crianças devem ter cuidados especiais antes e depois do nascimento, acesso a uma educação de qualidade, cuidados dos pais e do Estado, entre outras medidas.
Ricardo Barros Sayeg -  Mestre em Educação, pedagogo e historiador pela Universidade de São Paulo e professor de História do Colégio Paulista (COPI).

CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NA CARREIRA DO MAGISTÉRIO SUPERIOR NA CLASSE DE PROFESSOR AUXILIAR, ASSISTENTE E ADJUNTO

Saiu edital de concurso para professor assistente para o DCHF /UEFS,  disciplinas História Antiga e Medieval, História Moderna e História Econômica, inscrições de 08 de outubro a O8 de novembro, valor R$100,00. Titulação Mestre em História e àreas afins. Diário Oficial da Bahia de 08 de outubro 2010.
O Reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana, no uso de suas atribuições legais, com base no que dispõem a Lei 8.352, de 02 de setembro de 2002, o Regimento Geral da UEFS e a Resolução CONSEPE 104/2003, torna público que estarão abertas de 08 de outubro a 08 de novembro de 2010, as inscrições do Concurso Público de Provas e Títulos para Professor Auxiliar, Assistente e Adjunto, que se regem pelas disposições que integram o presente Edital.
ACESSE: http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3892829442599754343

II Congresso Sergipano de História

Os eventos acadêmicos são de grande relevância para o desenvolvimento quantitativo e qualitativo da produção historiográfica, sendo oportunidades privilegiadas para a socialização do saber. Neste sentido, o II Congresso Sergipano de História tem por objetivo principal contribuir para a aproximação e trocas de experiências entre historiadores, fortalecendo assim nossa profissão.

A ANPUH-SE e o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe vêm desempenhar este importante papel, de congregar os profissionais da área de História de Sergipe e estados vizinhos, neste importante momento de discussão sobre a regulamentação da profissão do historiador.

Inscrições prorrogadas até 17 de outubro: http://www.congressoanpuhse.blogspot.com/

Vilerê - o mês da criança no Vila

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Livro de História e Cultura Afro-brasileira vence em 1º lugar o mais importante prêmio literário do Brasil

Entre os 21 livros que receberão o 52º Prêmio Jabuti, no dia 04 de novembro, em São Paulo, está “Uma História da Cultura Afro-brasileira”, dos autores Walter Fraga e Wlamyra R. de Albuquerque, que venceu em primeiro lugar, na categoria Didático e Paradidático. O livro aborda diversas referências sobre a história, a geografia e a cultura da África, sobre o tráfico de escravos e sobre suas condições de vida no Brasil. Em entrevista ao CORREIO NAGÔ, a Doutora em História Social pela Unicamp e professora adjunta da Universidade Estadual de Feira de Santana – BA, Wamyra R. de Albuquerque fala sobre a importância de ganhar o mais importante prêmio literário do Brasil e sobre o tipo de produção voltado para essa temática.
Wlamyra R. de Albuquerque
CN: Do que se trata o livro?

WA: O livro trata da cultura afro-brasileira numa perspectiva histórica. O que fizemos (o livro é co-autoria com Walter Fraga) foi escolher assuntos importantes da nossa história e, a partir de pesquisas de diversos autores, recontá-los enfatizando o papel decisivo que os povos africanos e descendentes tiveram na constituição da nossa cultura. Em “Uma História da cultura afro-brasileira” não tratamos as histórias destes povos como contribuições periféricas à cultura nacional, mas como forças dinâmicas que formaram os modos de viver no Brasil.

CN: Para você qual a importância de ganhar o mais importante prêmio literário do Brasil?

WA: Sobre a importância do prêmio devo dizer que ainda estou numa nuvem de surpresa e felicidade, porque nunca imaginei que esta temática pudesse nos render um prêmio. O Jabuti é o mais importante prêmio literário do país, portanto estamos entre perplexos e orgulhosos pelo livro. Passado o susto, começo a pensar na importância desta premiação para dar visibilidade ao esforço de tantos autores que pesquisam e publicam nesta área.

CN: Qual a importância deste tipo de produção, já que os professores ainda reclamam da falta de material pedagógico para cumprir a lei 10.639?

WA: Acho que para os professores este livro se soma ao empenho deles, tanto os da rede pública quanto da privada, em oferecer aos alunos conteúdos e abordagens mais antenadas com questões que ainda são difíceis de serem abordadas no espaço escolar. As discussões sobre raça e cultura nacional estão, e acho que continuarão a estar, em aberto na nossa sociedade, porque não fundamentais e sempre inacabadas. E é bom que seja assim. Um dos saldos positivos das políticas de inclusão racial foi o de tirar da sombra os debates sobre raça, identidades e culturas miscigenadas no Brasil. A gente espera que o livro ajude os professores a enfrentar estas questões com os seus alunos.

Fonte: Correio Nagô
 

A ESCRAVIDÃO NO BRASIL E NOS ESTADOS UNIDOS É TEMA DA PALESTRA DA ESCRITORA E HISTORIADORA MARY DEL PRIORE NO I CONGRESSO DE ESCRITORES BRASILEIROS “JOAQUIM NABUCO E O NOVO BRASIL”, EM NY

Está marcada para o dia 22 de outubro a palestra da escritora e historiadora Mary Del Priori sobre Escravidão no Brasil e nos Estados Unidos, na Universidade Columbia - um dos destaques do I Congresso de Escritores Brasileiros em Nova York “Joaquim Nabuco e o Novo Brasil”.
Autora do recém-lançado Uma breve história do Brasil, em parceria com Renato Venâncio, Mary já fechou outro acordo com a Editora Planeta para a publicações de duas outras obras até 2012.

Com início no dia 20 de outubro, o Congresso inclui ainda a “Exposição Nabuco”, aberta ao público durante os dias do evento, e o “Prêmio Nabuco”, a ser entregue para a melhor obra publicada sobre o político, diplomata, historiador, jurista e jornalista brasileiro, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.


VOICE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
Direção de Núcleos de Atendimento: Beth Guaraldo (bguaraldo@voice.com.br)
Assistente de Atendimento: Alan Cruz (alan@voice.com.br)
Telefone 11 3816 1230

DEBATE SOBRE A CONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE DE TRABALHO NO BRASIL NOS LABORATÓRIOS DO CPDOC

O Laboratório de Estudos Urbanos (LEU) e o Laboratório de Estudos Brasileiros (LEB) do CPDOC/FGV convidam para o debate em torno do livro "A construção da sociedade do trabalho no Brasil" (editora FGV), a ser realizado no dia 08 de outubro de 2010, às 15h30, no auditório 1027. O evento contará com a presença do autor do livro, Adalberto Cardoso (IESP/UERJ), e com os debatedores Paulo Fontes (CPDOC) e João Maia (CPDOC).
Local: Fundação Getulio Vargas

Praia de Botafogo, 190. Auditório 1027 (10º andar)
Data: 08 de outubro de 2010, sexta-feira
Horário: 15:30h
A entrada é gratuita e não é preciso fazer reserva.
ATENÇÃO: A FGV não permite o acesso de pessoas com shorts ou bermudas nem com sandálias tipo havaiana.

CPDOC DIVULGA NA INTERNET ACERVO DE ENTREVISTAS COM CIENTISTAS SOCIAIS DE BRASIL, PORTUGAL E MOÇAMBIQUE

O projeto Cientistas Sociais de Países de Língua Portuguesa: Histórias de Vida produz e disponibiliza ao grande público, via internet, entrevistas filmadas com cientistas sociais de Brasil, Portugal e Moçambique. Resultado de uma parceria entre instituições dos três países, com apoio do CNPq, o projeto reúne depoimentos sobre as trajetórias individuais dos entrevistados e, através delas, também a história das Ciências Sociais nesses páises. As entrevistas têm levado também ao acesso a memoriais, filmes, fotografias e textos relacionados às trajetórias e pesquisas dos cientistas sociais entrevistados, material também disponibilizado online. Os resultados, em constante atualização, podem ser vistos em http://cpdoc.fgv.br/cientistassociais.

Boletim eletrônico da Revista de História da Biblioteca Nacional

Por onde Prestes passou

No dia 8, Rússia entrega ao Brasil documentos sobre Luiz Carlos Prestes. Família pretende contato com outros países e não é unânime quanto ao destino dos arquivos. [ leia mais ]

Terminou a I Guerra

No dia em que comemorou os 20 anos da reunificação, a Alemanha zerou sua dívida de reparações a outros países por conta da I Guerra Mundial. Saiba como foi a participação do Brasil no conflito. [ leia mais ]

Jornais na internet

Renato Venâncio vasculha o acervo das coleções dos jornais Última Hora, Jornal do Brasil e Lampião, que estão disponíveis na internet e abrem novas perspectivas de pesquisa. [ leia mais ]

1822

Lançado no início de setembro, o livro que tem o título do ano da Independência do Brasil, conta fatos deste período protagonizado por D. Pedro I. O autor Laurentino Gomes, escritor do “best seller” 1808, usou a modernidade das redes sociais para divulgar sua obra de história. [ leia mais ]

Onde estão as torres?

Nove anos depois, o mundo lembra o dia 11 de setembro de 2001: o ataque terrorista aos EUA. A memória daquele fato só está na mídia e os professores reclamam a falta de conteúdo didático sobre o assunto. [ leia mais ]

Risadas de bolso

Uma cara nova para as tiras e os quadrinhos de humor brasileiros  [ leia mais ]

Séculos de relação

A história não se resume a grandes batalhas e revoluções. Fatos como a relação dos homens com os animais são fundamentais para entender a composição de ambos [ leia mais ]

Do lixo ao luxo

Além do lixo, Jardim Gramacho também costuma receber residências artísticas. Conheça o documentário sobre a residência do artista plástico Vik Muniz no maior aterro sanitário da América Latina. [ leia mais ]

Abolição em imagens

Os 100 anos sem Joaquim Nabuco inspiram quadrinhos históricos [ leia mais ]

Déa Fenelon

A pesquisadora batalhou e conseguiu a admissão de professores de ensino básico e médio na ANPUH [ leia mais ]
ACESSE: http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/

VAMOS VOTAR NO 2º TURNO!

Colaboradores, leitores, curiosos e amigos, mais uma vez nosso blog está entre os TOP 100 mais votados, gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a todos que votaram e avisar que o 2º turno começa dia 10/10, mais uma vez conto com a colaboração de todos. Assim que for disponibilizado o selo, a votação será liberada!

II Colóquio Internacional Etnicidade, Religião e Saúde: Questões Identitárias e Políticas em Saúde da População Negra no Brasil

O II Colóquio Internacional Etnicidade, Religião e Saúde: Questões Identitárias e Políticas em Saúde da População Negra no Brasil é uma realização do Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica Comunidade, Família e Saúde – FASA do ISC-UFBA em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia – SESAB. O evento tem o apoio também da Secretaria Municipal de Saude- SMS através da Assessoria de Promoção da Equidade Racial em Saúde – ASPERS.
O evento ocorrerá nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2010 em Salvador na Universidade Federal da Bahia e pretende favorecer o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre pesquisadores, gestores, profissionais de saúde, representantes de movimentos sociais e a comunidade local contribuindo para uma maior compreensão sobre o tema proposto e para o fomento de uma agenda de cooperação técnico-científica entre os diferentes coletivos sociais presentes.

Mais informações:
Secretaria: Virginia/Rosália
Contato: 55 71 3283-7397
Tel/Fax: 55 71 3336-0173
E-mail:
coloquio.etnicidade.faleconosco@gmail.com

PESQUISANDO A HISTÓRIA ESTÁ ENTRE OS TOP 100 PROFISSIONAL!

É com muita alegria e satisfação que informo a todos que nosso Blog está entre os TOP 100 mais votados, categoria Profissional!!! Agora é torcer para votação no 2º turno! Estou muito feliz com o reconhecimento de nosso trabalho, e isto não aconteceria sem o apoio de todos vocês, leitores, seguidores, parceiros, fãs, curiosos e amigos que confiam em nosso trabalho! Muito obrigado mesmo!!!
Estaremos sempre lutando para preservar, divulgar e democratizar a  pesquisa e documentação histórica! 
ACESSE A LISTA DOS TOP 100: 
http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=Top100



Seminário Internacional O 8º Conde dos Arcos: 200 anos do seu governo na capitania da Bahia. Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB 05 e 08 de outubro de 2010


TERÇA-FEIRA DIA 5 DE OUTUBRO
17H - Abertura
17H20 - O 8º Conde dos Arcos no Contexto Ideológico do Despotismo Esclarecido – D. Marcus de Noronha da Costa. (Academia Portuguesa da História)
18H – Coquetel
QUARTA-FEIRA DIA 6 DE OUTUBRO
13H – CREDENCIAMENTO
14H - Palestra: A ênfase da cultura na obra administrativa de D.Marcus de Noronha e Brito– Profa. Dra. Cybele de Ipanema (IHGB).
14H45 - Palestra: D. João VI e o 8º Conde dos Arcos: personalidades paralelas ou convergentes ?.– Prof. Armando Alexandre Santos. (IHGSP)
15H30 – DEBATE
16H – INTERVALO
16H15 - Palestra: “D. Fernando de Portugal e o 8º Conde dos Arcos: Carreiras opostas ou convergentes?” – Dr. João Sabido Costa – (Cônsul Geral de Portugal na Bahia)
17H - Palestra: O 8º Conde dos Arcos e a Praça do Comércio da Bahia – Profa. Dra. Esterzilda Berestein de Azevedo – (FAUFBA)
17H45 – DEBATE
QUINTA-FEIRA DIA 7 DE OUTUBRO
14H - Palestra: O 8º Conde dos Arcos e a implantação da imprensa na Bahia – Prof. Esp. Nelson Varon Cadena (Jornalista, Publicitário e Escritor)
14H45 - Palestra: A Liberação do Batuque: o 8º Conde dos Arcos X o 6º Conde da Ponte – Prof. Dr. João José Reis (FFCH-UFBA)
15H30 – DEBATE
16H – INTERVALO
16H15 - Palestra: Salvador entre 1810 -1818: uma visão da geografia histórica – Prof. Dr. Pedro de Almeida Vasconcelos (UCSAL / IGHB)
17H - Palestra: Arte e Cultura sob o 8º Conde dos Arcos. – Prof. Luiz Alberto Ribeiro Freire (EBA-UFBA)
17H45 – DEBATE

SEXTA-FEIRA DIA 8 DE OUTUBRO
14H - Palestra:  A expansão educacional na Bahia durante o governo do 8º Conde dos Arcos – Profa. Dra. Antonietta D´Aguiar Nunes (FPC / FACED – UFBA)
14H45 - Palestra: O despotismo esclarecido do 8º Conde dos Arcos e a Idealização urbana de Salvador no século XIX – Profa. Msc. Gina Veiga Marocci (IFBA)
15H30 – DEBATE
16H – INTERVALO
16H15 - Palestra: O 8º Conde dos Arcos: seu percurso e circunstâncias no Brasil – Prof. Jaime Nascimento – (PPGAU-FAUFBA/IGHB)
17H - O 8º Conde dos Arcos na Conjuntura Política da Revolução Liberal do Porto de 1820 – D. Marcus de Noronha da Costa. (Academia Portuguesa da História)
17H45 - Encerramento
ACESSE: http://condedosarcos.blogspot.com/2010_09_01_archive.html

Vídeo sensacional: Ciro mostra como Serra vendeu São Paulo

O Conversa Afiada publica vídeo sensacional de Ciro Gomes, onde explica a participação de José Serra nos oito anos de Governo FHC e como o jenio vendeu São Paulo:

ACERVO DE IMAGENS SOBRE A GUERRA DE CANUDOS DIGITALIZADO

Base de dados e registros fotográficos sebre a Guerra de Canudos.
Flavio de Barros foi o fotógrafo que documentou os últimos dias da guerra, tendo chegado em Canudos a 26 de setembro de 1897, acompanhando a Divisão de Artilharia Canet, integrante da quarta expedição militar. Das fotografias originais de Flávio de Barros, são conhecidas três coleções que pertencem ao Museu da República, no Rio de Janeiro (72 fotos), ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (68 fotos) e a Casa de Cultura Euclides da Cunha de São José do Rio Pardo (24 fotos).
Nessa base de dados econtra-se Fotos e mapas do período.

ACESSE:

ACERVO DE CARTÕES POSTAIS DIGITALIZADO

    Deutschland - Kiel - Krupp'sche Werft und Handelshafen 1912

Está em fase de digitalização a coleção Gilberto Rizzo de postais antigos. O acervo foi colecionado por três gerações, tem aproximadamente 2400 exemplares diferentes e foi organizado por Gilberto Rizzo, que é seu atual curador. Os postais mais antigos são anteriores a 1900 e cobrem diversos temas como cidades, Rio antigo, caricaturas, hábitos e costumes, entre outros. As datas informadas nos postais são aquelas encontradas na correspondência ou no próprio impresso. A data só não está informada, quando não há referência confiável.
Os postais estão sendo disponibilizados numa resolução de 470x250 px . Porém havendo interesse em alguma foto em especial destinada a pesquisa histórica de evolução urbana é possível fornecer a imagem numa resolução superior.
Caso você tenha postais que queira doar, solicitamos entrar em contato.
 Rio de Janeiro - Praia Vermelha - 1918
ACESSE:

CHEGA AO BRASIL O PAPERBLOG!

Descubra Paperblog…
Tem algo importante a dizer? Queremos ajudá-lo a partilhar as suas ideias.
Continuamente e cada vez mais, através da blogosfera descobrem-se novos talentos: peritos e amantes de vários temas que tentam partilhar os seus conhecimentos e experiências… Os artigos estão dispersos entre a enorme onda de blogs que inunda a rede.
Paperblog nasce precisamente com o objectivo de localizar e reunir os conteúdos mais interessantes, originais e pertinentes para apresentá-los ao maior número de destinatários.
Descubra como:

Depois de um processo de selecção dos melhores blogs e após a respetiva inscrição do seu autor, os artigos seleccionados são organizados e validados através de um sistema de critérios objectivos desenvolvido pela nossa equipa técnica. Depois disto, os leitores podem modificar a avaliação dada ao artigo através de votos, comentários e leitura.
Por último, a nossa equipa de Coordenação de Conteúdos encarrega-se de aperfeiçoar esta mesma selecção e escolhe os melhores artigos. Os membros que assim o desejarem poderão convertir-se em moderadores, participando activamente neste processo de selecção.
Num futuro próximo, planeamos poder recompilar os melhores artigos num suporte escrito em papel. Entretanto, esperamos oferecer-lhe o melhor serviço acesse: 
Junte-se a nós! http://pt-br.paperblog.com/

Últimos dias p/ inscrição / I° Encontro de História do CAHL / UFRB

I° Encontro de História do CAHL
 Centro de Artes, Humanidades e Letras, Quarteirão Leite Alves, Cachoeira-BA,
de 18 a 21 de outubro de 2010
                        Chamada de trabalhos                   
     Inscrições
As inscrições ocorrerão do dia 16 de setembro até 06 de outubro
 e podem ser feitas nas categorias ouvinte ou apresentação de trabalho.
(CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA)

Topblog no Twitter

Saiba em primeira mão os resultados seguindo o Topblog no Twitter.
No dia 07/10, estaremos divulgando os Top100 - os blogs mais votados em cada categoria .
Abraço da equipe Topblog. 

REVOLTAS NA BAHIA – UMA CRONOLOGIA


1824 – Revolta do 3º Batalhão de 1ª Linha, o batalhão dos “Periquitos” com o assassinato do Comandante das Armas Felisberto Gomes Caldeira (25 de outubro a 3 de dezembro).

1825 – Fuzilamento de Sargento-Mor Sátiro da Cunha, acusado de participar do motim que resultou na morte do Comandante das Armas (15 de janeiro).

1826 – Revolta de escravos no Cabula, periferia de Salvador, com prisão do “Rei dos Negros” e morte da “Rainha” que se recusou a render-se (25 de agosto).

1827 – Revolta dos escravos no Cabula e em Armação, termos de Salvador, com saldo de 8 mortos (11 e 12 de março). Revolta dos escravos do rico proprietário Pedro Rodrigues Bandeira, em Cachoeira, ocasião em que os escravos mataram o feitor e um seu irmão (22 de março)

1828 – O presidente da província menciona que neste ano ocorreram três rompimentos da escravaria, sendo o último em dezembro.

1829 – Revolta dos escravos de três engenhos do coronel José Maria de Pina e  Mello, em Cotegipe, com três mortes e incêndio de um dos engenhos ( 26 de outubro). Outra sublevação escrava no Recôncavo, em novembro. Em fins deste ano os proprietários do Recôncavo fazem uma representação ao presidente, pedindo o envio de destacamentos militares para aquela região, com o objetivo de reprimir as constantes revoltas escravas.

1830 – Assassinato do Visconde de Camamú presidente da província da Bahia (28 de fevereiro). Dezoito a vinte negros invadem e saqueiam lojas no centro da cidade, se dirigindo em seguida para um armazém de negros novos, onde se lhes ajuntam mais de cem. Vai ao encalço deles um grupo de 60 praças. Houve luta, sendo capturados 41 negros e mortos 50 (1º de abril).

1831 – Revolta a bordo da charrua Carioca, com luta entre marinheiros e oficiais (31 de janeiro). Distúrbios anti-lusitanos por ocasião da chegada de notícias relatando os acontecimentos de 13 de março na Corte do Rio de Janeiro  - “Noite das Garrafadas” – tendo esse movimento, na vanguarda, parte da tropa de 1ª linha; reivindicava-se a demissão do Comandante das Armas, o Marechal Calado, e do Comandante dos corpos militares (4 de abril). As inquietações atingem o Recôncavo, principalmente Cachoeira, Santo Amaro e Maragogipe ( a partir de 6 de abril). Depois do assassinato de um comerciante brasileiro, seguem-se assassinatos de vários portugueses e o saque de suas propriedades (13 de abril). Os escravos de Pedro Rodrigues Bandeira ameaçam romper de novo, o que coloca Cachoeira em sobressalto (23 de abril). Prisão de Cipriano Barata, João Primo, Barão de Itaparica e outros, acusados de crimes contra a ordem pública, inclusive a tentativa de subverter os escravos prometendo-lhes liberdade (28 de abril). Revolta do Batalhão nº 20 do Piauí, estacionado em Salvador, com adesão do Batalhão de Artilharia de Linha sediado no Forte de São Pedro, com assalto do trem militar nos Aflitos; exigi-se a demissão do Comandante das Armas e se reclamava contra a vida interna da caserna: as revistas, o rancho e o uso dos pescocilhos de sola (31 de agosto). Primeira revolta federalista, iniciada pelo Batalhão nº 18, com grande participação de populares vindos do Bairro de Santo Antônio Alem do Carmo (28 de outubro).

1832 - Segunda revolta federalista, em São Felix, com a participação de diversos fugitivos procurados por haverem participado da primeira revolta em 31 de outubro; dirigia o rompimento o Juiz de Paz de São Felix e vereador da Câmara de Cachoeira, Capitão Bernardo Miguel Guanais mineiro (19 a 24 de fevereiro).

1833 – Prisão de cinco suspeitos de sedição, tentativa de aliciamento rebelde do Corpo de Artilharia, tentativa de arrombamento da prisão do hospital, intensa propaganda federalista (? Janeiro). Populares atacam a Companhia de Cavalaria dos Municipais Permanentes, em Água de Meninos, e ocorrem ajuntamento “suspeitos” de pessoas em São Caetano e Mangueiras, nos limites da cidade; do ataque resultam o ferimento grave de um soldado e a prisão de um homem negro e outro pardo, sendo que um deles já se envolvera na revolta de São Felix (8 e 9 de março). Terceira revolta federalista, partida de um motim penitenciário entre presos políticos na Fortaleza do Mar, houve bombardeio da cidade durante três dias por parte dos rebeldes do forte e no interior de Salvador se verificaram escaramuças entre populares e soldados, prisões e invasões de domicílio pela soldadesca (26 a 29 de abril).

1834 – Revolta dos Índios de Pedra Branca, vilarejo pertencente á comarca de Cachoeira, onde cerca de 300 índios se rebelaram contra a ocupação de suas terras pelos lavradores (?).

1835 – A Revolta do Malês, com a participação de escravos e libertos africanos que atacaram vários quartéis e rondas de soldados em diversos pontos da cidade, morrendo durante a luta e repressão mais de 40 negros rebeldes e cerca de 6 soldados (24 a 25 de janeiro).

1836 – A Cemiterada, distúrbios populares contra a criação de um cemitério na cidade, cujos proprietários teriam o monopólio dos enterros em Salvador por trinta anos, tirando das Irmandades o direito de fazer sepultamentos em seus  cemitérios particulares e jazigos de igrejas (25 de outubro).

1837-1838 – A Sabinada, maior de todas as insurreições do período, quando os rebeldes dominam a cidade de Salvador, obrigando o governo legalista a fugir para o Recôncavo e posteriormente se instalar na ilha de Itaparica, enquanto durou a luta (7 de novembro de 1837 a 16 de março de 1838). 

Fonte: REIS, João José. A elite baiana face aos movimentos sociais, Bahia: 1824-1840. Revista de História, V.54, ano 27, nº 108, pp. 347-348, out/dez. 1976. 

Teaching African History and African Diaspora History Workshop. November 5 to 7, 2010.

Defining New Approaches for Teaching the Transatlantic Slave Trade and Slavery
Description
Hundreds of millions of people of African descent who live in different societies across the world trace their history back to Africa. Nonetheless, there is still a profound silence in the curricula and the manuals of primary and secondary schools about the crucial historical events that shaped modern societies, especially the slavery of millions of Africans. However, new educational techniques and greater accessibility to teaching materials, in large part prompted by UNESCO initiatives, have helped to break the “chain of silence” and to prompt curricular reform that allows students access to knowledge about this past. The common goal of the initiatives that have been undertaken in different regions of the world is to contribute to a better understanding of the slavery of millions of people and the social consequences of racism. The implications affect the interactions among peoples in the present global world. Breaking the silence requires more than confronting the history of slavery; it requires teaching African history.
The purpose of the Workshop is to provide a forum where experts can share experiences in developing pedagogic materials and innovative strategies to teach about the slave trade and slavery and the heritage of Africa in the diaspora of the Americas.
Besides reviewing the ways the African legacy have been presented, or not, the objective is to analyze all materials that are used in schools that relate to teaching national, regional, and global history and explore how the teaching program of history, literature, and the social studies at the primary and secondary levels can be improved. In particular, the Workshop aims to assess the methodologies used so far in different regions of the world and, based on the lessons learnt, discuss new approaches to be developed in order to enhance the pedagogy of teaching the history of Africans and their descendents and the resilience of African culture in the global diaspora, despite the legacy of slavery.
The Workshop provides an opportunity to share the work at UNESCO to promote a better study of history that began with the publication of General and Regional Histories. The pedagogic use of the General History of Africa will be analysed in such regard. The participants will be invited to define guidelines facilitating the preparation of a general framework for lobbying action to convince Ministries of Education to foster and integrate the teaching of the African History and the transatlantic slave trade and slavery into school curricula. The emphasis will be on the contributions of Africans and their descendants in the development and enrichment of the contemporary world.
Besides cultural interactions generated by the slave trade and slavery among peoples of different continents, this encounter, marked by extreme violence and barbarism has caused multifaceted injuries that are passed down from generation to generation among the descendents of the different actors/victims of this tragedy (both the descendants of slaves and the descendants of former enslavers as well). This imprint is still rooted in traumatic experiences faced today and could explain certain behaviour and social relations in post slavery societies.
The need to further explore the psychological and psycho-social development of the slave trade and slavery is therefore essential. The complexity of behaviour and relationships that punctuate life in multicultural societies mark this history. It is also recognized that many people of African descent in the Americas and in Africa want to emphasize the great achievements of developing the Americas and enriching the musical, artistic and literary cultures of the world.
The Workshop addresses teachers and pedagogues who are involved in implementing curriculum on the slave trade, slavery, the legacy of Africa in the Americas, and the achievements of the African Diaspora. Historians, decision-makers in curriculum planning, users of pedagogic materials, and professionals and decisions makers in charge of public services will discuss the psychological consequences of the slave trade, slavery and racism as a factor in learning.
This Workshop is organized within the UNESCO framework designating 2010 International Year for the Rapprochement of Cultures and also paves the way for 2011, which has been designated International Year for People of African Descent.

Invited Participants
Jaime Arocha, Universidad Nacional de Colombia
Rina Cáceres, Universidad de Costa Rica
Quince Duncan, International Scientific Committee, UNESCO “Slave Route” Project, Costa Rica
Darío Euraque, Trinity College (Honduras)
Maria Elisa Velazquez, International Scientific Committee, UNESCO “Slave Route” Project, Mexico
Monica Lima, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brazil
Verene Shepherd, University of the West Indies, Jamaica
Hilary Beckles, Principal, University of the West Indies, Barbados
Abubakar Fofana, Ph.D. Candidate, York University (Cuba)
Suzanne Schwarz, Liverpool Hope University, UK
Nicolas Evans, WISE, University of Hull, UK
Thomas Thurston, Gilder Lehrman Center, Yale University, USA
Karolyn Smardz Frost, Harriet Tubman Institute, York University, Canada
Ali Moussa Iye, Section du dialogue interculturel, UNESCO
Dominique Rogers, EURESCL, Martinique
Marie-Albane de Suremain, EURESCL, France
Ibrahima Seck, Université Cheikh Anta Diop Senegal
Michele Johnson, Harriet Tubman Institute, York University, Canada
Michael Gomez, New York University and UNESCO “Slave Route” Project
Kevin Franklin, I-CHASS, University of Illinois
Thando Hyman-Aman, Toronto Schools, Canada
Monica Regisford-Douglin, Trinidad and Tobago National Commission for UNESCO
Larry Higginbottom, Osiris Group, USA
Lennox K. Thomas, Institute of Family Therapy, USA
Juliette Sméralda, Université des Antilles de la Guyane
Benjamin Paul Bowser, California State University, USA
Katrina Browne, Tracing Center on Histories and Legacies of Slavery, USA
Sheila Walker, Afrodiaspora, Inc., USA
Workshop Organizers
Paul Lovejoy, The Harriet Tubman Institute, York University
Rina Caceres, Universidad de Costa Rica
Ali Moussa Iye, Section du dialogue interculturel, UNESCO

Fuentes Eclesiásticas en Sociedades Esclavistas

En 2003, equipos dirigidos por Jane Landers (Vanderbilt University) y sus colegas Mariza de Carvalho Soares (Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil) y Paul E. Lovejoy (York University, Toronto, Canadá) digitalizaron documentos parroquiales tales como actas bautismales, de matrimonio, defunción, confirmación, peticiones matrimoniales, testamentos e, incluso, documentos de divorcios. De extrema importancia para el estudio de los afrodescendientes son los registros de cofradías puesto que contiene información relacionada con líneas étnicas, aspectos ceremoniales y religiosos además de redes sociales, políticas y económicas.
Los documentos y sitio web de las Fuentes Eclesiásticas y Seculares de Sociedades Esclavistas (Ecclesiastical and Secular Sources for Slave Societies, ESSSS) se encuentran resguardadas por la Biblioteca de la Universidad  Vanderbilt, que ha asistido de manera significativa al proyecto.

Consulte también la página de internet del proyecto de Mariza Soares:  http://www.historia.uff.br/curias/

Paul Lovejoy también colabora con las necesidades técnicas de los componentes de Cuba y Brasil mediante el Instituto Harriet Tubman para la Investigación de Migraciones Globales de Pueblos Africanos en la Universidad de York. Consulte: http://tubman.apps01.yorku.ca/

Cursos Livres História e historiografia da África contemporânea

Marcelo Bittencourt
Universidade Federal Fluminense
Doutor em História
pela Universidade Federal Fluminense
Data e horário:
18 a 22 de outubro de 2010
14:00 às 18:00h
Local:
Fundação Clemente Mariani
Rua Miguel Calmon, 398
Ed. Conde Pereira Marinho
Comércio - 40015-010 - Salvador BA
Investimento:
R$ 30,00    
Inscrições e informações:
(71) 3243 2491 | 3243 2666
academico@fcmariani.org.br
Público-alvo:
Concluintes de cursos de graduação
e pós-graduandos em História e áreas afins

Game sobre Revolta dos Alfaiates está disponível para download

Carol Soledade
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação


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Jogo é financiado pela Fapesb, pelo programa Pró-Forte UNEB e tem apoio do CNPq. Imagens: Divulgação
Simular o cenário da sociedade baiana no fim do século XVIII, durante a Revolta dos Alfaiates (ou Revolta dos Búzios), resgatando a história e criando um espaço virtual no qual estudantes e professores podem discutir conceitos e significados sobre esse importante momento histórico. Esses são os objetivos do novo game pedagógico Búzios: Ecos da Liberdade, que já está  disponível para download no site www.comunidadesvirtuais.pro.br/buzios. A iniciativa foi desenvolvida pelo grupo de pesquisa Comunidades Virtuais de Aprendizagem, do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC) da UNEB.
A professora da universidade Lynn Alves, coordenadora do grupo de pesquisa, explica que o jogo é em versão 2D, no estilo adventure, desenvolvido em um software específico para animação, chamado Flash.
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Classes sociais menos favorecidas estão destacadas
“O personagem principal, Francisco Vilar, que é ficcional, é um mulato brasileiro que vai estudar Direito em Portugal. Ao concluir seus estudos, retorna para sua cidade natal, Salvador. O enredo, aliado ao conteúdo histórico da Revolta dos Alfaiates, busca imergir o game na atmosfera soteropolitana dos anos de 1798 e 1799, abordando o contexto econômico, político e social da época e temas como a escravidão”, conta Lynn. Além de acesso ao jogo, Lynn explica que os usuários também podem ter contato com todo o material produzido para o game, a exemplo de orientações pedagógicas, memorial técnico e artigos produzidos pelo grupo. “A Revolta dos Alfaiates é considerada o levante do fim do período colonial mais incisivo na defesa dos ideais de liberdade e igualdade dos cidadãos, propagados pela Revolução Francesa. O mais importante é que diferentes camadas da sociedade participaram do movimento, principalmente representantes de classes mais pobres e afrodescendentes”, reforça Lynn. A coordenadora explica ainda que o jogo cria situações que favorecem a reflexão, a problematização e o confronto com a realidade atual.
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Game retrata personagens marcantes da época
“É importante ressaltar que Salvador foi a primeira capital do Brasil a adotar oficialmente o ensino da cultura negra. Todavia, continua ostentando uma realidade em que faltam respeito e valorização à etnia de sua população pobre”, observa a coordenadora. O projeto do game - que retrata alguns personagens marcantes do acontecimento histórico, como Cipriano Barata, Lucas Dantas, Manuel Faustino e Luiz Gonzaga - é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e pelo programa Pró-Forte UNEB, além de contar com bolsas de iniciação científica oferecidas pelo CNPq. Além de Búzios: Ecos da Liberdade, o grupo de pesquisa Comunidades Virtuais de Aprendizagem já desenvolveu outros games, a exemplo do Tríade, que trata sobre a Revolução Francesa, e Aventura no Polo, no qual os usuários aprendem sobre as matérias-primas produzidas por 15 empresas do Polo Industrial de Camaçari.
Informações: Comunidades Virtuais de Aprendizagem/Campus I – Tel.: (71) 3117-2458.
ACESSE: http://www.uneb.br/2010/06/16/game-pedagogico-simula-revolta-dos-alfaiates/

Simpósio Internacional História e Margem - UFRJ

(CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA)

Prêmio Jabuti para: Uma história da cultura afro-brasileira de Walter Fraga e Wlamyra R. de Albuquerque

É com muita satisfação que parabenizamos aos professores e pesquisadores Walter Fraga e Wlamira R. de Albuquerque por mais essa conquista. Temos a certeza que muitas outras estão por vir!
Uma história da cultura afro-brasileira compõe um vasto quadro de referências sobre a história, a geografia e a cultura da África, sobre o tráfico de escravos e sobre suas condições de vida no Brasil. O legado deixado por eles na alma brasileira estende-se da culinária às artes, do sincretismo das práticas religiosas ao vocabulário do idioma nacional, da submissão humilhante às lutas por transformações sociais.
Além de oferecer recursos para o entendimento da importância da cultura africana na construção da nossa identidade, o livro estimula o prazer da leitura: suas qualidades estilísticas também despertam o interesse, cativam a atenção e contribuem para a fluidez do discurso no diálogo com o leitor. Pela riqueza do conteúdo, este livro é um convite à reflexão sobre o desenho da nossa idiossincrasia, sobre as formas do nosso imaginário e sobre o supremo valor da liberdade.

Os autores
 

Walter Fraga é Doutor em História Social pela Unicamp. 
Professor Adjunto da  Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
 

Wlamyra R. de Albuquerque é Doutora em História Social pela Unicamp. 
Professora adjunta da Universidade Estadual de Feira de Santana – BA.
ACESSE : http://www.cbl.org.br/jabuti/telas/resultado/resultado.aspx?c=9&f=2