Palestra: “Homossexualidade e Homofobia no Brasil”


Palestrante: Prof. Dr. Luiz Mott (Universidade Federal da Bahia/ Presidente do Grupo Gay da Bahia).
Data: 10 de junho (segunda-feira).
Horário: 17:00hs
Local: Unijorge, Campus Comércio, prédio IV, auditório, 9º andar (Rua Miguel Calmon, Edf, São Paulo).

Serão fornecidos certificados aos participantes que contarão como horas para Atividades Complementares.

CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA


Resumo da palestra:

Nesse diálogo, trago contribuições quanto a algumas das principais preocupações de historiadores que lidam com fontes orais. Entre elas tenho acentuado complexas utilizações de dimensões da oralidade e da memória. O destaque a questões teóricas que emergem ao trabalharmos com a linguagem oral remete a imperiosa peculiaridade do suporte de pesquisa então rastreado. Contudo, não se trata de uma generalização do conceito, mas sim de múltiplas apropriações da oralidade denunciadoras de memórias, ou de memórias materializadas na voz.  Essas memórias orais rastreadas em pesquisa de História Oral conformam-se segundo diversas espacialidades e temporalidades. Certamente o tempo/espaço da entrevista e o espaço/tempo dos eventos narrados sejam as mais evidentes. Mas não exclusivos. Mostra-se fundamental atentar para o tempo da construção de territorialidades vivenciadas como índices espaço-temporais das temáticas estudadas, o tempo/espaço social de definição do que deve lembrado e aquilo que precisa ser esquecido e de inusitados tempos verbais da memória: inesperados passados, futuros, presentes.


Atenciosamente, 

Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Governo do Estado da Bahia
55-71-3117-6067

CANDOMBLÉ EM PASSÉ


Subdelegacia da Freguesia de São Sebastião das Cabeceiras de Passé, Termo da Vila de São Francisco, 5 de julho de 1879.
Ilustríssimo Senhor
Chegou-me as mãos o ofício de Vossa Senhoria, datado de 6 de junho próximo passado, hoje 5 de julho, no qual me ordena Vossa Senhoria que lhe informe com urgência sobre o cerco que dei a casa do africano liberto, de nome Paulo, morador em terras do Engenho Restauração, do Capitão Francisco Agostinho Guedes Chagas; assim como diz Vossa Senhoria ter-me oficiado no mesmo sentido no dia 16 de abril do corrente ano, ofício este que não recebi. Cumprindo as ordens de Vossa Senhoria passo a dar as informações que Vossa Senhoria de mim exige. Vindo ao meu conhecimento, por diversas pessoas, que o africano Paulo a título de curador e adivinhador, reunia em sua casa muita gente, e neste meio muitos escravos da vizinhança, que ali se acoitavam, com grande prejuízo de seus senhores, e da moral pública; para ali me dirigi, acompanhado do Alferes José Ventura Esteves e do cidadão Pedro Joaquim de Menezes, que a isto espontaneamente se prestaram, do Inspetor de quarteirão Emigdio  Moreira de Queiroz, do oficial de justiça e da força policial aqui destacada; e chegando, ás três horas da tarde no tal casebre, mandei, pelo Cabo Comandante do destacamento, por a casa em cerco, visto que tinha para mais de sessenta pessoas, entre forros e escravos, mandando nesta ocasião ao dito Inspetor participar ao capitão Chagas, o fim que tinha em mira esta dita delegacia, isto é, acabar por uma vez com aquele covil de imoralidades; não se achando, porém o referido  Capitão em casa, esta participação foi entregue a seu filho Antonio de tal, que se apresentando acompanhado de alguma pessoas, quis levantar o cerco, ao que me opus e corri a casa, achando dentro de [caboreis] e cumbucas, diversas qualidades de pós, porção de ossinhos, contas e muitas raízes de ervas, o que tudo mandei jogar fora, entregando ao dito Paulo, a vista das pessoas que me acompanharam, algum dinheiro de cobre que se achava em um quarto espalhado no chão, como sinal, sem dúvida de grandeza, prevenindo ao mesmo Paulo que se continua-se com suas feitiçarias o mandaria prender. Dando por finda a diligência, retirei-me, tendo recebido, por este motivo, muitos louvores das pessoas mais sensatas desta localidade. Convém orientar a Vossa Senhoria que já tenho tido diversas denuncias, que o dito africano, patrocinado pelo Capitão Chagas, continua, em outra casa, a proceder pela mesma forma, e que alguém o autoriza a levar a pau a força policial quando ali se apresentar. Por agora é o que me cabe levar ao conhecimento de Vossa Senhoria, não me esquivando a apresentar um abaixo assinado, se assim for preciso, confirmando o mau procedimento do tal Paulo, para que não estejam a levantar castelos aéreos, em falta de outros afazeres.
Deus guarde a Vossa Senhoria   
Ilustríssimo Senhor Doutor Chefe de Polícia da Província da Bahia.
José Torquato de Barros
Subdelegado.
FONTE:
Arquivo Público do Estado da Bahia
Seção Colonial
Polícia / Correspondência Recebida de Subdelegados
MAÇO: 6246
Ano: 1878-1879

Veja também: 

CEM ANOS DO PORTO DE SALVADOR


A capital baiana foi muitas vezes denominada por viajantes como a “cidade do porto”, “cidade armazém”, “cidade voltada para o mar, cidade formigueiro” e “importante porto exportador/importador”. O porto soteropolitano conferiu à cidade um destacado caráter comercial; foi importante veículo de integração da região no sistema capitalista internacional; e também foi a principal ligação entre o mundo rural do recôncavo, produtor primário, e o centro consumidor urbano. A importância estratégica do porto baiano fez com que este fosse por muito tempo conhecido como o porto do Brasil. No século XVIII, foi sem duvida o principal entreposto comercial do Atlântico Sul, uma vez que a baía de Todos os Santos oferecia um abrigo seguro e grande facilidade em ser demandada pelos veleiros de longo curso.
A construção de instalações portuárias foi ordenada juntamente com a própria fundação da cidade. Assim, desde 1549, com a chegada da armada que acompanhava Tomé de Souza para instalação do Governo Geral e edificação de uma fortaleza, surge a cidade portuária que viria a ser por mais de três séculos o mais importante centro urbano da colônia. A ideia de melhorar a estrutura material do poro existiu desde os tempos coloniais, a fim de facilitar o desembarque de cargas, realizando-o o mais perto possível da baía. Isso porque, em períodos de temporais, as fortes vagas e rajadas de vento forçavam as embarcações a arribarem da ponta de Montserrat para diversos pontos do interior, pelos rios Cotegipe e Itapagipe.
A modernização do porto (1906 – 1930), feita junto com a ampliação do bairro comercial e a abertura da Avenida Sete de Setembro, na cidade alta (1912 – 1916), foi determinante para a remodelação da cidade do Salvador. No entanto, a inauguração de 400 metros de cais e quatro armazéns, dos quais apenas dois pareciam funcionar, trouxe uma série de problemas que frustraram a expectativa dos baianos. Com isso, os comerciantes passaram a reivindicar o fim da cobrança obrigatória das novas taxas de carga e descarga de mercadorias no novo cais, artefato moderno, mas ainda totalmente inadequado.
Revivendo o centenário da inauguração do porto modernizado de Salvador, apresentamos o seminário Cem Anos do Porto de Salvador. Uma oportunidade para refletirmos sobre os impactos desta construção num importante contexto em que o Brasil e a Bahia, em particular, vêm empreendendo esforços para a revalorização histórica, econômica, social, e cultural da região portuária soteropolitana.


CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA



A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, convida a toda(o)s para a palestra "Francisco Dias Coelho: O Coronel Negro da Chapada Diamantina (1864-1919)", que será ministrada pela prof.
Moises de Oliveira Sampaio (Uneb).
Contamos com a sua participação!
Data: 20 de maio de 2013
Horário: 17h
Local: sala Kátia Mattoso - auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia

Resumo da palestra:

O Coronel Francisco Dias Coelho era neto de escravos e filho de camponeses negros que viviam na Chapada Diamantina, nasceu em 1864, 24 anos antes da abolição da escravatura no Brasil. No início do século XX, a região era uma das mais importantes economicamente da Bahia, e o coronel negro seu mais influente líder político.
Dias Coelho acumulou fortuna com a expansão do comércio de pedras preciosas na Chapada Diamantina, no final do século XIX, foi considerado o maior comerciante de pedras preciosas do estado da Bahia, aliado a outros negros e mestiços ricos e dominaram a região politicamente e economicamente por uma período de mais de trinta anos.
Foi responsável por reformas urbanas e projetos de alfabetização em massa na sua região de domínio trazendo inovações baseadas no modelo francês de organização urbana. Apesar de modificar profundamente a sua sociedade não foi registrado nenhuma revolta da elite branca que se sujeitou a ser comandada por um negro em um período tão curto com relação ao escravismo no Brasil, além de estar na moda na época o Racismo cientifico tanto na Bahia quanto no mundo.
O estudo da biografia de um coronel negro é relevante para a compreensão da ascensão econômica e política no período e do pós-abolição da escravatura no Brasil, bem como as estratégias de luta contra o racismo por parte de um negro que se inseriu na elite branca da época, como também a cultura política de uma região que tinha a liderança interiorano um homem que pelos padrões científicos da época era considerado intelectualmente inferior..
Atenciosamente,

Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia

ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA FUNCIONA PRECARIAMENTE


Nilma Gonçalves 
Em um dia chuvoso, no canto da sala de pesquisa do Arquivo Público do Estado da Bahia, com máscara no rosto, Edilmar  Cardoso Ribeiro manuseia  cuidadosamente  documentos raros.
Baiano de Uauá (a 416 km de Salvador), há nove anos ele mora em Roma, Itália, e está em Salvador  para finalizar  tese de doutorado sobre catequese e civilização de índios na Bahia.
De fala mansa, o ex-seminarista não esconde a decepção com as condições físicas da instituição mantida pela Fundação Pedro Calmon, da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia. "É uma vergonha para a Bahia o estado em que se encontram os arquivos, expostos a todo tipo de intempérie climática. Recebi alguns documentos em situação muito difícil", disse.
Morador de uma metrópole  de cultura milenar, apelidada de Cidade Eterna, Edilmar  compara: "Na Itália, o acervo histórico é valorizado, e os locais onde  se encontram são adequados".
Problema antigo - As reclamações relacionadas ao Acervo Público, prédio histórico localizado na Baixa de Quintas, são as mesmas há tempo. Em janeiro de 2011, o  A TARDE noticiou a falta de energia elétrica no local, suspensa, à época, para evitar  curto-circuitos e reduzir os riscos de incêndio.
Um ano e meio depois, a energia continua desligada em algumas salas. Muitos funcionários e pesquisadores sofrem com a falta de ar condicionado e de iluminação adequada.
Pouco espaço - Os locais subdimensionados, reservados para os pesquisadores (que vêm de várias partes do mundo) também comprometem o trabalho. São apenas nove mesas na sala de pesquisa.
"Há dias em que é uma loucura! Primeiro, porque ficamos em uma área mínima e, se estivermos em um número amplo, não temos como trabalhar direito. Cada pessoa tem uma dinâmica diferente", reclama a historiadora Rosara  de Brito.
Frequentadora assídua do Arquivo Público  há oito anos, Rosara conta também  que, sempre que chove, o local onde fica o casarão alaga, dificultando o acesso. 
Rede limitada - Para Mônica da Fonseca, mestranda em educação, as dificuldades são outras.  "É tudo tão limitado, que  não posso usar dois aparelhos eletrônicos, como  um scanner e um laptop, ao mesmo tempo, porque a  rede elétrica não suporta ", ressalta. Em seguida, questiona: "Como um tesouro público dessa importância fica tão descuidado?".
O historiador Walter Fraga não sabe a resposta, mas concorda quanto ao valor do acervo do Arquivo Público."Vêm pesquisadores de todo o Brasil e até do mundo, pelo conjunto de documentos que fazem parte deste acervo, que engloba um período vasto da História do Brasil", destaca. "Essa instituição merece o maior respeito do poder público, que deveria investir em infraestrutura", afirma.

Acompanhe essa triste História: 
Já se vão 108 anos 




FESTIVAL DE HISTÓRIA: DIAMANTINA 2013



Começou a contagem regressiva para a segunda edição do primeiro Festival de História do Brasil, o fHist, a realizar-se entre os dias 19 e 22 de setembro na bela paisagem cultural de Diamantina. Apresentada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a nova edição do festival tem o Itaú Unibanco como um dos seus mais importantes patrocinadores e aprimorará a receita de sucesso que marcou o fHist em 2011, propiciando a plena interação entre historiadores e jornalistas convidados com o grande. Além da apresentação pelo Ministério da Cultura, outra novidade é que a Fundação SM, referência em educação na Espanha e na América Latina, compõe agora as parcerias institucionais para a realização da segunda edição do festival em setembro de 2013, ao lado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e da Prefeitura Municipal de Diamantina, instituições parceiras desde 2011. Da mesma forma, a Fundação Biblioteca Nacional (BN) deverá integrar também as parcerias para a realização do segundo Festival de História este ano.

Uma programação criativa e diversificada

Quatorze conferências e mesas-redondas, a serem realizadas na Tenda do fHist, na praça Doutor Prado, formam a espinha dorsal da programação principal da segunda edição do Festival de História em Diamantina, entre os dias 19 e 22 de setembro. Como na primeira edição, a programação da Tenda do fHist em 2013 não terá um único foco e deverá abordar momentos e temas diversos da História, sempre com o compromisso de oferecer aos participantes novas e inéditas visões. Ao lado da tenda, o Teatro Santa Izabel irá abrigar as cinco Oficinas de História e as três sessões de cinema do festival, enquanto que o Mercado Velho irá receber a Feira de Livros do fHist e dez Proseando no mercado, em que os escritores convidados debaterão as suas obras com o público presente. O Mercado Velho será ainda centro de convivência e alimentação durante os quatro diais do festival em Diamantina. Por fim, cinco espetáculos, entre os quais a Vesperata, completam a programação da segunda edição do fHist, cuja grade temática e de convidados começará a ser divulgada no site oficial www.festivaldehistoria.com.br 

Como participar

As inscrições para o Festival de História em Diamantina serão abertas no dia três de junho de 2013, com vagas limitadas à capacidade de lugares da Tenda do fHist na praça Doutor Prado. Cadastre-se aqui para receber informações e notícias exclusivas sobre o Festival de História.

QUANDO OS TRABALHADORES SE REVOLTAM



Bahia, 4 de fevereiro de 1885
Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor
Sendo forçada a Empresa das Fábricas Centrais a despedir um certo número de trabalhadores das fábrica de Iguape, por não serem necessários os seus serviços, estes exaltaram-se e ameaçam a vida do abaixo assinada engenheiro residente da construção da mesma fábrica, com o fim de evitar um conflito e tristes consequências que dele possam resultar, o abaixo assinado dirige-se a Vossa Excelência, solicitando garantias para sua vida, para as vidas das famílias que habitam a localidade, e até para os trabalhos já realizados. Podia o abaixo assinado dirigir-se a autoridade local, mas conhecendo a falta de praça na localidade e a urgência do caso, vem diretamente a Vossa Excelência, pedir essas providências e põe a disposição do governo de Vossa Excelência uma lancha a vapor para o transporte da força.
Deus Guarde a Vossa Excelência.
Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Desembargador, Esperidião Eloy de Barros Pimentel – M. D. Presidente da Província.
Na lateral do documento: Foi expedida uma força auxiliar de dez praças para a fábrica.
Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia
Seção Colonial/Provincial
Governo da Província – Corespondência recebida do conselho administrativo da companhia de fábricas úteis – 1839-1889 – MAÇO: 4603

VIVA AO DIA DO TRABALHADOR

O PERFIL PROFISSIONAL DOS HISTORIADORES ATUANTES EM ARQUIVOS

DIGITAL PUBLIC LIBRARY OF AMERICA



A visão de uma biblioteca digital nacional tem circulado entre os bibliotecários, acadêmicos, educadores e representantes do setor privado desde o início da década de 1990. Esforços liderados por uma série de organizações, incluindo a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, HathiTrust, e o "Internet Archive", construíram com sucesso recursos que fornecem livros, imagens, registros históricos, e materiais audiovisuais para qualquer pessoa com acesso à Internet.
Muitas universidades, bibliotecas públicas e outras organizações de espírito público tem materiais digitalizados, mas essas coleções digitais, muitas vezes existem em silos. O DPLA traz esses diferentes pontos de vista, experiências e coleções juntos em uma única plataforma e portal, proporcionando um acesso aberto e coerente digitalizado do patrimônio cultural da nossa sociedade.
ACESSE: DPLA 

Boletim eletrônico da Revista de História da Biblioteca Nacional



Nas ondas da era de ouro

Espetáculo reconta a história do Brasil através de programas de rádio que fizeram sucesso entre os anos 30 e 50[Leia mais]

De escravos a senhores da própria trajetória

Biblioteca Fazendo História debate a trajetória de indígenas escravizados na América portuguesa e a situação dos índios no Brasil, hoje. Evento ocorre na quinta (25), às 16h, na Biblioteca Nacional [Leia mais]

Para além de Clastres

Especialista em história dos povos indígenas, Eunícia Fernandes, da PUC-Rio, faz análise de livro que investiga o que é a política para os antigos tupi da costa brasileira [Leia mais]

Cine História: Aqui é o meu lugar

Sean Penn interpreta um roqueiro aposentado que decide viajar aos Estados Unidos para perseguir um nazista. Nostálgico, o cantor busca se libertar de um tempo em que ficou aprisionado por décadas [Leia mais]

Contornos do barão

Organizado pelo Itamaraty, livro reúne charges do início do século XX que retrataram o Barão do Rio Branco. Material integrava coleção pessoal do diplomata [Leia mais]

Recontando o passado

Concurso cultural vai premiar fotos que melhor registraram as transformações do bairro Vital Brazil, em Niterói [Leia mais]

Loja virtual

Na Loja virtual da Revista de História, você pode assinar a revista por um ou dois anos [Confira]


II ENCONTRO ESTADUAL DE ENSINO DE HISTÓRIA

CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA


O Centro de Memória da Bahia/FPC convida a todo(a)s para a 11ª edição do Conversando com a sua História, que terá início em 6 de maio de 2013. A palestra de abertura será realizada pelo prof. Walter Fraga Filho.
Contamos com sua presença!
 Inscrições Gratuitas
3117-6067
Atenciosamente,
Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
(71) 3117-6067

A ESCRAVIDÃO AFRICANA NOS ARQUIVOS ECLESIÁSTICOS



O projeto Escravidão Africana nos Arquivos Eclesiásticos-EAAE tem como objetivo chamar a atenção para a importância dos arquivos eclesiásticos na pesquisa sobre a escravidão no Brasil. O projeto foi realizado entre os anos 2003 e 2006 e deixou uma importante contribuição do ponto de vista da divulgação desta documentação, assim como um incentivo ao desenvolvimento de novas pesquisas.
Durante a vigência do projeto foram digitalizadas algumas series documentais dos arquivos da Diocese de Nova Iguaçu onde produzimos uma coleção digital de aproximadamente 13.000 imagens; e da Arquidiocese de Niterói onde digitalizamos uma coleção de aproximadamente 40.000 imagens. A documentação digitalizada priorizou os livros de Batismo, Casamento e Óbito onde os registros de escravos, forros e seus descendentes é bastante significativa. As séries digitais encontram-se abertas à consulta dos pesquisadores nos referidos arquivos.
O EAAE foi criado como um segmento do projeto Ecclesiastical Sources in Slaves Societies: Brazil and Cuba, financiado pelo National Endowment for the Humanities-NEH. Contou com a participação de três universidades: Vanderbilt University-VU (Profa. Jane Landers, diretora), York University-YU (Prof. Paul E. Lovejoy) e Universidade Federal Fluminense-UFF (Profa. Mariza C. Soares). No Brasil o projeto está vinculado ao Laboratório de História Oral e Imagem, do Departamento de História da UFF, contando ainda com apoio do Programa de Iniciação Científica PIBIC/CNPq da UFF. 
Em 2011 o projeto foi retomado e ganhou novo fôlego com recursos do projeto Sons e Imagens da Rememoração, financiado pelo edital Universal do CNPq e coordenado pela professora Ana Maria Mauad (Departamento de História-UFF/Labhoi). As imagens digitalizadas na primeira fase do projeto (2003-2006) foram convertidas em pdf, compondo os livros paroquiais e disponibilizadas em nova plataforma online. Novas transcrições foram feitas e adicionadas à página. A equipe do projeto se renovou através dos programas de Estágio interno da UFF (2010-2012) e das bolsas PIBICs/CNPq (2011-2013). Em 2012 o projeto passou a integrar o roteiro Escravidão e Igreja Católica do portal Identidades do Rio, financiado pelo edital Pensa Rio da Faperj e coordenado pela professora Hebe Mattos (Departamento de História-UFF/Labhoi), onde se destaca a documentação das irmandades.
Os conteúdos da nossa página estão sendo partilhados com a pagina da ESSS de Vanderbilt
A listagem das séries digitalizadas pode ser encontrada do item ACERVO desta página.
Estamos também disponibilizando transcrições de documentos, especialmente uma coleção de compromissos de irmandades, que podem ser encontrados em DOCUMENTOS.
Os documentos transcritos resultam do treinamento dos alunos do departamento de História da UFF em paleografia, podendo conter erros de transcrição. O projeto está aberto a contribuições no que diz respeito à divulgação de textos que façam uso da documentação eclesiástica, assim como de transcrições. 

Portal das Memórias de África e do Oriente



O Portal das Memórias de África e do Oriente é um projeto da Fundação Portugal-África desenvolvido e mantido pela Universidade de Aveiro e pelo Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento desde 1997. É um instrumento fundamental e pioneiro na tentativa de potenciar a memória histórica dos laços que unem Portugal e a Lusofonia, sendo deste modo uma ponte com o nosso passado comum na construção de um identidade colectiva aos povos de todos esses países.

Seminário Representação Política e Enfrentamento ao Racismo em Salvador



Para participar basta enviar nome, telefone e órgão ou entidade para o e-mail: eunice.moraes@seppir.gov.br. O evento será transmitido em tempo real pelo link www.aids.gov.br/mediacenter e terá como palestrantes a filósofa Marilena Chauí e a deputada federal Luiza Erundina. A ministra Luiza Bairros participa da abertura
A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) realiza o Seminário Representação Política e Enfrentamento ao Racismo, no dia 19 de abril, de 9h às 18h, no Auditório Anfiteatro Prof. Alfredo Thomé de Britto da Faculdade de Medicina da Bahia/UFBA, Largo do Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador, Bahia, Brasil.

O debate é parte da programação preparatória da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III CONAPIR), prevista para acontecer de 5 a 7 de novembro deste ano, em Brasília, tendo como tema Democracia e Desenvolvimento sem racismo: por um Brasil Afirmativo.

Participam da abertura o governador do estado, Jaques Wagner, a ministra da SEPPIR, Luiza Bairros, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Mário Alberto Hirs, o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto e a representante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Valdecir Nascimento.

Na programação do evento estão previstas duas mesas redondas para discutir o tema Representação Política e Enfrentamento ao Racismo. A primeira acontece às 10h e tem como palestrante Marilena Chauí, professora doutora do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP). Os debatedores são o deputado federal Luiz Alberto (BA) e a chefe de gabinete da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE-BA), Olívia Santana.

Às 14h30, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), aborda o assunto tendo como debatedores a deputada estadual, Conceição Vieira, de Sergipe, e o vereador de Salvador, Sílvio Humberto. A moderação dos trabalhos será feita pelo assessor especial da ministra Luiza Bairros, Edson Cardoso Lopes.

Para participar basta enviar nome, telefone e órgão ou entidade para o e-mail:  eunice.moraes@seppir.gov.br. O evento será transmitido em tempo real pelo link www.aids.gov.br/mediacenter.

SEMINÁRIOS TEMÁTICOS

O seminário da Bahia é o segundo de uma série de discussões que acontece em todo o Brasil, com o objetivo de promover a reflexão e o diálogo sobre a promoção da igualdade racial no país. O primeiro aconteceu em Brasília, com o tema Desenvolvimento, Inclusão e Enfrentamento ao Racismo.

A ação faz parte das comemorações de dez anos de criação da SEPPIR e dos eventos preparatórios para a realização da III Conferência Nacional da Igualdade Racial (Conapir), prevista para acontecer em novembro, em Brasília.

Agenda – Até maio, serão realizados mais quatro seminários.  No dia 26 é a vez de Recife-PE tratar sobre Trabalho e Desenvolvimento: Capacitação Técnica, Emprego e População Negra.  No dia 07 de maio, o evento acontece em São Paulo-SP, para discutir Desenvolvimento e Mulher Negra. No dia 17 de maio, o seminário acontece em Belém-PA, para tratar sobre Territórios Tradicionais Negros: Desenvolvimento e Enfrentamento ao Racismo. Com o tema Oportunidades para a Juventude Negra, Porto Alegre-RS, sedia o último seminário, no dia 24 de maio.
 

Prêmio Mulheres Negras Contam Sua História


Comissão julgadora do Prêmio "Mulheres Negras Contam sua História"


SPM e Seppir entregam Prêmio Mulheres Negras Contam Sua História
Dez mulheres negras serão agraciadas com prêmios em dinheiro, em Brasília, na próxima terça-feira (23/04)


O Prêmio Mulheres Negras Contam sua História será entregue na próxima terça-feira (23/04), às 11h, na Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), em Brasília. A solenidade será conduzida pelas ministras Eleonora Menicucci, da SPM, e Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). O livro, com as histórias vencedoras, será publicado no segundo semestre de 2013.

A premiação será transmitida ao vivo pela TV NBR e através dos links assiste.serpro.gov.br/mulheresnegras/ http://conteudo.ebcservicos.com.br/streaming/nbr.

As cinco melhores redações receberão o valor de R$ 5 mil e os cinco ensaios selecionados, R$ 10 mil. Cada uma das categorias teve dois textos contemplados com menção honrosa. Confira o nome das selecionadas aqui.

Prêmio - O Prêmio Mulheres Negras Contam sua História teve como objetivo estimular a inclusão social das mulheres negras, por meio do fortalecimento da reflexão acerca das desigualdades vividas pelas mulheres negras no seu cotidiano, no mundo do trabalho, nas relações familiares e de violência e na superação do racismo.

Ao todo, foram recebidas 520 inscrições, entre redações e ensaios.  Os textos foram enviados por mulheres autodeclaradas negras, contando as histórias e vidas desse grupo na construção do país.

Comissão julgadora – Integraram a comissão julgadora do prêmio: Cidinha da Silva, Conceição Evaristo, Maria de Lourdes Teodoro, Matilde Ribeiro, Sueli Carneiro, Tânia Toko, e Valdeci Gomes.

Solenidade da entrega do Prêmio Mulheres Negras Contam Sua História
Quando: 23/04 – 11H
Local: SPM-PR - Pavilhão das Metas, Brasília.





SEMINÁRIO DE ESTUDOS COLONIAIS - TERRITÓRIO E POPULAÇÕES



Seminário de Estudos Coloniais
TERRITÓRIO E POPULAÇÕES
Feira de Santana, 07 a 09 de maio de 2013
Auditório V do módulo VII – Campus Universitário da UEFS


Apresentação

O seminário proposto consiste num evento de natureza científica cujo foco são as pesquisas sobre a América portuguesa, com ênfase nos temas da formação territorial, escravidão e mestiçagem, cotidiano e inquisição, economia, administração e política, etc. Os temas alinhavados acima serão abordados ao longo do seminário, no âmbito das conferências de abertura e encerramento e das seis mesas-redondas que terão lugar no mesmo. Com isso, visa-se constituir um fórum singular para divulgação de trabalhos especializados, aprofundamento de reflexões e trocas de experiências advindas da socialização do conhecimento produzido pelos sujeitos envolvidos.
Inscrições
As inscrições para o seminário são gratuitas, e podem ser feitas através do e-mail estudoscoloniais@gmail.com, bastando para tanto informar: nome completo, e-mail e instituição de origem. Vagas limitadas. Será oferecida certificação de 20h (vinte horas) para aqueles que obtiverem frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) às atividades do evento.

Programação

Para acessar o fôlder contendo a programação completa do evento, com os títulos e resumos das apresentações, clique AQUI.

História da Imprensa de Pernambuco - Luiz do Nascimento



Volume 1 - Diário de Pernambuco

Volume 2 - Diários do Recife, 1829 - 1900   

Volume 3 - Diários do Recife, 1901 - 1954 

Volume 4 - Periódicos do Recife, 1821 - 1850

Volume 5 - Periódicos do Recife, 1851 - 1875

Volume 6 - Periódicos do Recife, 1876 - 1900

Volume 7 - Periódicos do Recife, 1901 - 1915  

Volume 8 - Periódicos do Recife, 1916 - 1930

Volume 9 - Periódicos do Recife, 1931-1940

Volume 10 - Periódicos do Recife, 1941 - 1954                  
Índice (v.10)

Volume 11 - Municípios das Letras A,B e C                  
Índice (v.11)

Volume 12 - Municípios das Letras E a J                
Índice (v12)

Volume 13 - Municípios das Letras L a P                  
Índice (v.13)

Volume 14 - Municípios das Letras Q a Z     

História da Imprensa de Pernambuco - Índice Geral

JORNAL: BARCO DOS TRAFICANTES

BID seleciona estudantes negros e indígenas para atuar como assistente de pesquisa no Brasil



Parceria com a Universidade de Brasília selecionará alunos de pós–graduação para atuar em operações.O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou hoje o programa Afirme seu Talento, que selecionará quatro estudantes de pós-graduação para atuarem como assistentes de pesquisa em atividades de apoio à realização de projetos na carteira do Banco no Brasil.A iniciativa piloto, que conta em sua primeira fase com o apoio da Universidade de Brasília (UnB), busca ampliar os benefícios da adoção das cotas raciais, a fim de promover a participação de estudantes que se autodeclarem negros ou indígenas nos projetos de desenvolvimento financiados pelo Banco. O intuito é oferecer oportunidades de desenvolvimento profissional e possibilidade de futura contratação como funcionários. Os alunos selecionados vão atuar na Representação do BID no Brasil, em Brasília, junto às equipes de projeto, apoiando também as agências executoras no planejamento e implementação das operações. Para a Representante do BID no Brasil, Daniela Carrera-Marquis, esta iniciativa piloto “é uma oportunidade para enriquecer o quadro de profissionais do Banco, assim como promover novos conhecimentos e experiências aos bolsistas. O benefício será mútuo”, disse. As áreas preferenciais de conhecimento são Ciências Sociais, Direito, Política Pública, Economia, Administração de Empresas, áreas de engenharia ou similares. Nesta primeira seleção estão sendo oferecidas quatro vagas.
As inscrições acontecem até o dia 22 de abril. Para mais informações, acesse o edital. O valor da bolsa deve variar entre R$ 2000,00 e R$ 2800,00, com carga horária compatível para estudantes de pós-graduação, acordada entre o bolsista, o BID e a UnB. Os estudantes selecionados receberão capacitação antes de iniciarem as atividades.

Sobre o BID

O BID é a principal fonte de financiamento para o desenvolvimento regional na América Latina e no Caribe. Em parceria com seus clientes, trabalha para eliminar a pobreza e a desigualdade e promover o crescimento econômico sustentável.
O Banco auxilia na elaboração de projetos e oferece financiamento, assistência técnica e conhecimentos para apoiar intervenções de desenvolvimento, tendo o Brasil como principal cliente. Como instituição, o BID se esforça para motivar a participação de populações indígenas e negras em suas atividades.
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Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

ISBN: 978-85-7652-123-5
Volume II: África Antiga (PDF, 11.5 Mb)
ISBN: 978-85-7652-124-2
ISBN: 978-85-7652-125-9
ISBN: 978-85-7652-126-6
ISBN: 978-85-7652-127-3
ISBN: 978-85-7652-128-0
ISBN: 978-85-7652-129-7
ISBN: 978-85-7652-130-3

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