Colóquio Internacional: Multiculturalismo e o desenvolvimento da África e os países da diáspora africana DA DIÁSPORA AFRICANA

 
Muitos dos problemas intratáveis de formação e desenvolvimento nacional na África têm decorrido da incapacidade dos países de conviver com as diferenças primordiais acentuadas pelo tráfico de escravos, colonialismo, neo-colonialismo e a globalização. Esses fatores vem aos custos da riquíssima herança multicultural do continente. Ao longo do tempo, os africanos e seus descendentes na Diáspora são vítimas da discriminação racial, crise identitária e marginalização econômica, social, política e cultural. Percebendo a urgência de reverter esse quadro, as Nações Unidas declararam o ano 2011 como Ano Internacional para as Pessoas de Descendência Africana.  
O Centro de Artes e Civilização Negro-Africanas (CBAAC), Nigéria, em parceria com o Grupo Pan-Africano de Pesquisa e Estratégias Políticas (PANAFSTRAG), Nigéria em colaboração com a Secretaria da Cultura do Estado da Bahia (SECULT), a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a Fundação Pedro Calmon, a Secretaria Especial para Políticas de Igualdade Racial, Presidência da República (SEPPIR) e a Fundação Cultural Palmares, organizam a sétima conferência global africana sobre o tema: Multiculturalismo e seus impactos para o Desenvolvimento das Sociedades da África e da Diáspora Africana. 
O Colóquio reunirá mais uma vez grandes intelectuais africanos e afrodescendentes, vindo dos quatro cantos do mundo, entre eles Molefi Kete Asante, professor de estudos afro-americanos da Temple University, Estados Unidos, Olabiyi Yai, delegado permanente do Benim à UNESCO, Wande Abimbola, presidente e fundador do Ifá Heritage Institute, na Nigéria, Kabengele Munanga, do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo –USP, entre numerosos outros pesquisadores de diversos países da África e da Diáspora. 
 
ACESSE A PROGAMAÇÃO:
 
8- 10 DE NOVEMBRO DE 2011 
LOCAL
Hotel SOL Bahia
R. Manuel Antonio Galvão, 1075
Patamares - CEP: 41741-550
Salvador-Bahia - Brasil
Tel: 71 3206-0593/3206-0543 
Email: eventossba@solexpress.com.br

Evento em Salvador aborda aspectos do mundo dos quadrinhos



No dia seis de novembro, a Livraria Cultura irá se transformar em um espaço em que amantes de quadrinhos poderão assistir palestras, discutir e ver trabalhos sobre histórias e estilos diversos. O Curta HQ, um evento idealizado por amantes de cinema que integram os sites SaladaCultural e CinePipocaCult, promete levar ao auditório da Livraria, no Salvador Shopping, um ambiente de reflexão e discussão sobre a nona arte.
A idéia é construir uma troca de informações nessas cinco horas que possam abranger o estilo de estúdios americanos, brasileiros e japoneses, sempre de uma forma participativa e divertida. O evento contará com mesas redondas no auditório da livraria, além de espaços espalhados pela loja dedicados a atividades lúdicas como criação de caricaturas na hora ou exposição de coleções raras. Será aproveitado, também, o acervo da própria livraria para que os entendidos do assunto possam explicar e indicar as obras que ainda estão sendo lançadas todos os meses.
O evento já tem especialistas na área confirmados. Marco Alemar, experiente criador e diretor de animação, é um deles. A série em quadrinhos BIGHATBOY, de sua autoria, foi publicada pela editora CONRAD. Ele também é responsável por uma série animada que foi exibida em toda America Latina pelo Cartoon Network, e no Japão pela Disney/Jetix Japan. O atual projeto de Alemar é uma série voltada para vídeo game, celulares e Web3D, TOYARTWAR. Alemar mediará a mesa sobre “Mercado/Publicação”.
A filha de Alemar, Satine Black, segue o mesmo caminho do pai. Ela é aficcionada pelo universo dos Mangás, colecionadora desde os seis anos, perita nos desenhos e cultura japonesa e até arrisca a língua nipônica. Atualmente, desenvolve um projeto de adaptação do livro “Vítimas Algozes” para mangá. Ela também marca presença no evento, mediando a mesa “Universo de Mangás/Anime”.
Outro mediador no evento é Rafael Saraiva, fã incondicional dos quadrinhos, que conhece desde os nove anos de idade, quando teve seu primeiro contato com revistas de super-heróis. Ele é colecionador há 15 anos, e possui artigos que vão desde revistas e encadernados à graphic novels. Rafael será o responsável pela mesa de tema “Revista Impressa VS Revista Digital: A relação com os fãs”.
A outra mesa do Curta HQ é “Super-heróis: Universo e adaptações para o cinema”. O comando dessa roda de debates ficará a cargo do historiador e quadrinista baiano, Sávio Roz. Ele convive com quadrinhos desde a infância. Cursou história na faculdade, mas sempre que podia fazia seus trabalhos e projetos acadêmicos voltados para essa área de interesse. Hoje, ele trabalha em seu projeto de mestrado, também em HQ.
O Curta HQ tem gerado bom retorno nas redes sociais, com vídeos de entrevistas dos palestrantes e um evento no Facebook com mais de 100 pessoas confirmadas. No próximo dia 6 de novembro, às 14 horas, essas e muitas outras pessoas se reunirão no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Salvador Shopping para discutir, assistir e conferir as novidades sobre o mundo dos quadrinhos.

Quando: 06 de novembro
Onde: Livraria Cultura – Salvador Shopping
Horário: 14h
Mais informações e credenciamento para imprensa:


Entrevista com Robério Souza autor do livro: Tudo pelo trabalho livre


O jovem autor do livro “Tudo pelo trabalho livre! Trabalhadores e conflitos no pós-abolição (Bahia, 1892-1909)”, Robério Santos de Souza, é o entrevistado desse mês no Espaço do Autor. O pesquisador abordou temáticas relacionadas ao seu trabalho, falou de sua carreira, aprofundou questões relevantes relacionadas ao trabalho e falou de projetos futuros.
Robério é graduado em História pela Universidade Federal de Feira de Santana, mestre em História Social do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, atualmente, Doutorando em História Social da Cultura também pela Unicamp. O acadêmico ainda é pesquisador e professor da Universidade do Estado da Bahia e autor de artigos publicados em livros, revistas e periódicos nacionais.
1 – Como e quando o seu interesse pela vida acadêmica se formou e quais os momentos que você destacaria ao longo desta trajetória?
Fiz a graduação em História na Universidade Estadual de Feira de Santana e, nesse período, comecei a participar de diferentes pesquisas. Primeiro, como bolsista de auxílio estudantil, estagiei no Museu Casa do Sertão onde tive minha primeira iniciação à pesquisa com o Prof. Dr. Daniel Francisco dos Santos. Esse espaço foi muito importante para mim. Foi lá que comecei a compartilhar minhas primeiras ideias de pesquisa e sonhos acadêmicos com pessoas especiais, a exemplo de Cleberton Santos (hoje autor de diversos livros e professor mestre do IFBA) e Elisângela Ferreira (atualmente professora doutora da UNEB). Depois dessa experiência, transitei por diferentes experiências e áreas de pesquisa. Após o Museu Casa do Sertão, fui pesquisador de um projeto no âmbito da antropologia da saúde, coordenado pelos professores Vicente Deocleciano, Maria da Luz Silva e Roseli Cabral. Nessa oportunidade, desenvolvemos vários artigos e editamos um pequeno livro sobre a questão espacial da violência na cidade de Feira de Santana. Nesse período, ao passo que tomava contato com a investigação científica, eu desenvolvia interesse pela pesquisa e pela vida acadêmica.
Ao longo dos primeiros anos de graduação, entre o período de estágio no Museu Caso do Sertão e da participação no projeto de pesquisa sobre ”A questão da Violência em Feira de Santana”, desenvolvi o interesse e as primeiras ideias acerca do tema ferrovias e ferroviários no Brasil. Destaco, assim, o meu ingresso no projeto de pesquisa coordenado inicialmente pelo Prof. Dr. Victor Augusto Meyer (in memorian) e, posteriormente, pela Profa. Dra. Elizete da Silva. Como integrante desse projeto de pesquisa, produzi e apresentei em variados fóruns acadêmicos alguns estudos sobre os diversos aspectos do mundo do trabalho ferroviário baiano no período republicano. Destaco, nessa direção, o prêmio de pesquisa que recebi no Simpósio Internacional de Iniciação Científica na Universidade de São Paulo (USP) e no Seminário de Iniciação Científica da própria UEFS durante a minha graduação em História.
Antes de concluir a graduação, mediante uma seleção pública, fui aprovado no curso de Mestrado em História Social do Trabalho da UNICAMP com um projeto de pesquisa cujo tema estava diretamente relacionado às questões do mundo do trabalho. Do mesmo modo, antes de concluir o mestrado, consegui aprovação no curso de Doutorado em História Social da Cultura também na UNICAMP. Atualmente, além de estar em processo de conclusão do doutoramento, sou professor e pesquisador vinculado à Universidade do Estado da Bahia.
2 – Como foi o processo de concepção do livro Tudo pelo trabalho livre! Trabalhadores e conflitos no pós-abolição (Bahia, 1892-1909)?
Este livro originalmente é resultado de uma pesquisa histórica que realizei para minha dissertação de mestrado defendida em 2007, sob a orientação do Prof. Dr. Fernando Teixeira da Silva e cujos examinadores foram Prof. Dr. Michael M. Hall (UNICAMP) e Prof. Dr. Walter Fraga Filho (UFRB). Com algumas poucas adaptações, submeti a proposta de livro à avaliação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo a fim de obter um financiamento.
Uma vez recebida uma dotação financeira desta importante instituição de pesquisa, procurei a direção da EDUFBA e apresentei a proposta do livro para uma possível publicação em regime de co-edição. Após as etapas de avaliação e julgamento do mérito do trabalho, a EDUFBA aprovou a proposta e, dessa forma, iniciamos os encaminhamentos técnicos de revisão e editoração do livro.
Assim, minha relação com a EDUFBA e com sua competente equipe de profissionais foi se tornando, inevitavelmente, mais estreita e constante. A partir dos contatos iniciais, fomos nos empenhando para materializar as nossas ideias e o projeto gráfico da obra.
Depois de várias conversas e negociações entre o autor e a equipe da EDUFBA, Rodrigo Schlabitz criou o projeto gráfico do livro. Além de incorporar e redimensionar (para melhor) algumas de minhas expectativas, Rodrigo concebeu, deu vida e materializou a arte final de todo o projeto gráfico do livro.
Ademais, contei com o trabalho do fotógrafo de moda Natan Fox, responsável pela fotografia do autor. O belo trabalho de Natan Fox, para mim, conseguiu captar e traduzir a perspectiva de imagem almejada para essa obra.
3 – Esta obra traz informações até então pouco abordadas, mas fundamentais para a compreensão da história do final do séc. XIX e início do séc. XX. Em suma, quais são essas informações e por que abordá-las?
Situados entre o final do séc. XIX e início do séc. XX, os conflitos vivenciados pelos trabalhadores revelam muitas questões fundamentais e muitos dos desafios presentes na sociedade brasileira. Dentre elas, podemos citar os embates relacionados às tentativas de exploração, de controle e de disciplinarização da força de trabalho no período em questão. Nesse processo, subjugar e manter sob controle o tempo, a autonomia e a liberdade dos trabalhadores (muitos ex ou descendentes de escravos) era, assim, uma questão central para os patrões e para as elites, muitos deles ex-senhores de escravos.
Na Bahia, como em muitas regiões do país, diversos trabalhadores resistiram bravamente às formas de exploração corporificadas em relações de trabalho que remetiam ou lembravam o regime escravista, e as tentativas abertas e veladas de manter sob domínio as suas liberdades. Por essas e outras questões, as ações e lutas empreendidas pelos trabalhadores de várias partes do Brasil, das ferrovias baianas inclusive, no contexto do pós-abolição são fundamentais para a compreensão de uma parte importante da história social brasileira.
4 – Por que a construção da estrada de ferro que liga a Bahia ao São Francisco foi escolhida como um ponto de partida para aprofundar suas discussões sobre as relações de trabalho no Brasil?
Para aprofundar minha análise sobre as condições de vida e trabalho vivenciadas pelos operários no contexto pós-abolição resolvi, como estratégia analítica, desenvolver um capítulo sobre as origens e a trajetória de constituição dessa empresa ferroviária. A história dessa estrada de ferro remetia ao século XIX e também era o primeiro empreendimento ferroviário baiano e o terceiro ou quarto no país.
Assim, com essa incursão na história da própria ferrovia, eu desloquei meu olhar para o mundo dos poderosos empresários responsáveis pela administração da empresa ferroviária e suas forças políticas na Bahia. Convém dizer que nesse processo de reconstituição da controversa trajetória empresarial da ferrovia, temas e personagens importantes ganharam vida na narrativa. Um exemplo, neste sentido, é a história da volumosa mão-de-obra empregada na construção da estrada de ferro e, mais especificamente, o debate acerca do uso de cativos nesse mesmo empreendimento.
5 – Como você vê a organização da classe trabalhadora e a luta por seus direitos atualmente?
Mesmo após a conquista de determinados direitos trabalhistas, hoje garantidos na legislação, a exemplo da regulamentação de horas de serviço, salubridade, direito a férias e descanso, a classe trabalhadora hoje se vê impelida a continuar na luta por melhores condições de vida e trabalho em diversas regiões do país.
Apesar de certa desmobilização observada em alguns setores da classe trabalhadora, diversos grupos de operários, reunidos majoritariamente em sindicados, desafiam as tentativas de neutralização e criminalização de suas ações sindicais, encetam estratégias de mobilização e organizam movimentos grevistas e reivindicatórios em todo o Brasil em defesa de direitos trabalhistas que estão ameaçados e, também, na luta por novas conquistas, a exemplo de melhorias salariais e redução da jornada de trabalho.
Acredito que atualmente, ao lado de novos desafios e obstáculos, a organização da classe trabalhadora ainda continua a ser o melhor caminho para fazer valer e defender seus direitos, sempre ameaçados pelos patrões e até mesmo, pelo Estado.
6 – Há planos para a publicação de novos livros? Algum projeto novo em andamento?
Ideias e projetos de pesquisas que podem resultar em livros sempre existem. Atualmente, desenvolvo uma tese de doutorado sobre as relações de trabalho no período da escravidão. Nesse novo projeto, dentre outras frentes de análise, a ideia é enfatizar as ambigüidades vivenciadas pelos trabalhadores no contexto da sociedade escravista da segunda metade do século XIX. Estou trabalhando arduamente para que essa nova pesquisa ganhe forma e conteúdo de qualidade, materialize-se e, quiçá, vire livro para chegar às mãos de nossos atentos leitores.
7 – Deixe uma mensagem para os leitores da EDUFBA.
“Tudo pelo trabalho livre!”, mais que apenas um título ou uma estratégia editorial, foi um dos brados ou gritos utilizados pelos trabalhadores para protestar e reivindicar relações de trabalho menos árduas, mais dignas e com maior liberdade em pleno início do século XX. Espero que as histórias narradas em “Tudo pelo trabalho livre!”, mais do que somente informar sobre o passado histórico protagonizado por esses personagens, ajudem a compreender nossas questões e desafios e, também, possam inspirar nossas lutas contemporâneas.

Seminário Braz do Amaral: Vida e Obra


O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB)realizará, no período de 08 a 10 de novembro de 2011, o Seminário Braz do Amaral: Vida e Obra, que visa marcar de forma significativa a passagem dos 150 anos de nascimento do professor Braz Hermenegildo do Amaral. Médico, professor da Faculdade de Medicina da Bahia, do Liceu de Artes e Ofícios, da Escola de Belas Artes e do Colégio da Bahia; escritor, historiador, político, jornalista; sócio fundador do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, membro fundador da Academia de Letras da Bahia, da qual também foi presidente. Foi um dos mais importantes pesquisadores da História da Bahia. No seminário, discutir-se-á sua personalidade ímpar e multifacetada, ressaltando a sua grande importância no cenário intelectual da Bahia e do Brasil.
Braz Hermenegildo do Amaral dedicou grande parte de sua vida aos estudos de História do Brasil, especializando-se nas questões de limites territoriais entre a Bahia e estados vizinhos. Representou o Estado da Bahia nas negociações com os governos de Sergipe, Goiás, Piauí, Minas Gerais, Pernambuco e Espírito Santo. Sendo o principal responsável pelo atual desenho do mapa territorial do estado.
A inscrição é gratuita pelo e-mail: seminario@ighb.org.br(informar nome completo e endereço). Mais informações no sitewww.ighb.org.br e tel. 71 3329-4463.

SEMANA KIRIMURÊ


V COLÓQUIO DE HISTÓRIA DA UNICAP 2011


O Curso de Licenciatura Plena em História da Universidade Católica de Pernambuco, criado como Bacharelado em 1943 e autorizado como Licenciatura pelo Decreto nº 25.129, de 25.06.1948, iniciou, em 2007, uma nova etapa de sua proposta educacional, que sempre primou por uma formação plural de seus graduandos, com a realização, anualmente, de um colóquio que tivesse por prioridade trabalhar a ciência histórica a partir do aspecto interdisciplinar.

Desde o primeiro ano de realização, as equipes de coordenação dos colóquios buscaram o amadurecimento da idéia junto à comunidade acadêmica, realizando os eventos com a participação de alunos e professores não só do Curso de História como de outros cursos da instituição e das demais instituições do Estado de Pernambuco.

Para o V Colóquio, organizado para os dias 16, 17 e 18 de novembro de 2011, com o apoio do  
DA de História e do IHU – Instituto Humanitas Unicap, o tema escolhido foi: “Perspectivas históricas: historiografia, pesquisa e patrimônio”.

II Seminário Nacional Fontes Documentais e Pesquisa Histórica: sociedade e cultura



O II Seminário Nacional Fontes Documentais e Pesquisa Histórica: sociedade e cultura, promovido pelo Programa de Pós Graduação em História da UFCG, em parceria com a Unidade Acadêmica de História e Geografia, desdobra a realização do I Seminário em 2009, e continua a ser o esforço dos cursos de História da UFCG, de valorizar as experiências de investigação a partir de múltiplas fontes documentais e metodologias que mantenham diálogos interdisciplinares, necessários ao saber e ao fazer históricos.

A prática histórica tem se renovado bastante nessas últimas quatro décadas, cujo corolário tem sido a ressignificação das antigas tradições historiográficas, levando a questionar e redimensionar os modos de conceber a escrita da história. Atingidas por dissensões e fissuras internas, essas tradições historiográficas aos poucos foram perdendo seu vigor, enquanto instrumentos únicos de explicação dos aspectos sociais, culturais e políticos do passado, dando margem ao surgimento de novos paradigmas teórico-metodológicos. A tal ponto isto ocorreu, que não restou alternativa senão o caminho da renovação, seja mudando sua instrumentária conceitual, seja recortando novos objetos e incorporando novas fontes documentais e metodologias que dialogassem com outros campos do saber. Sobre cultura e sociedade passaram-se a constituir significados no fazer histórico, considerando-se, sobretudo o tempo, espaço de cada fazer, as diferentes temáticas e diferentes documentos com diversos suportes.

PERSEGUIDORES DA ESPÉCIE HUMANA


ECOS DA ESCRAVIDÃO NA SOCIEDADE BRASILEIRA

(CLICK NA IMAGEM E ACESSE A PROGRAMAÇÃO)

Abaixo-assinado Execução de reforma das instalações elétricas do ARQUIVO PÚBLICO DA BAHIA

Nós, abaixo assinados, usuários do Arquivo Público do Estado da Bahia, registramos nossa insatisfação diante de nove meses sem energia elétrica no Arquivo, situação inconcebível em pleno século XXI. Desde fevereiro deste ano, somos obrigados a disputar espaços nas janelas da sala de pesquisa para ter a claridade suficiente para a análise de documentos. Ademais, sem energia, a base de dados não funciona, o que torna nosso trabalho mais lento ainda. Tudo isso nos deixa numa situação difícil. As agências que apóiam as nossas pesquisas (CNPq, FAPESB, CAPES, etc.), bem como as universidades, nos submetem a prazo para desenvolver nossos trabalhos e o não-cumprimento destes compromete a ofertas de novas bolsas e demais incentivos à pesquisa histórica.

Neste sentido, apesar de compreendermos que o desligamento da energia foi uma medida provisória, por causa do risco de incêndio e que as instalações elétricas carecem de grande reforma, consideramos inadmissível que após tanto tempo as obras nem sequer começaram e que não foram criadas medidas provisórias para minimizar os prejuízos ás pesquisas. Sugerimos que sejam feitas:  


A disponibilização do banco de dados online, no site do APB, para que a insuficiência da rede elétrica do arquivo não prejudique o acesso do pesquisador às informações necessárias para a solicitação de documentos.

 

A digitalização de documentos microfilmados, para que possam ser consultados online, assim reduzindo o desgaste às instalações e aos equipamentos do Arquivo
O estabelecimento e comunicação ao público de um cronograma para a regularização do funcionamento do Arquivo, para que estudantes e pesquisadores possam redefinir seus projetos.

Ressaltamos nossa compreensão da extrema importância do acervo do Arquivo, o segundo maior do País, e nossa preocupação diante do risco real de incêndio, porém pedimos que a direção do Arquivo considere a importância das nossas pesquisas e os prazos que delimitam a realização das mesmas, as quais não são de nossas escolhas e sim exigidas por instituições maiores.


Assine:http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N15551

Conversando Sobre Patrimônio

 
O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia - IPAC convida para o projeto Conversando Sobre Patrimônio, com o tema Construindo um Sistema Estadual de Patrimônio - O ICMS cultural como mecanismo de fomento para o patrimônio. O encontro será no dia 26/10, das 14 h às 18 hrs, no Auditório Nilda Spencer do Conselho Estadual de Cultura, anexo ao Palácio da Aclamação no Campo Grande.
Aguardamos à sua presença.

Um viva a Rússia

Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia 
Setor Republicano - Caixa: 6444 Maço: 01

Pedido de ajuda de um ex-oficial do Exército Imperial Russo

Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia 
Setor Republicano - Caixa: 6444 Maço: 01

Cada um no seu quadrado?

Na ‘Em tempo’ de setembro, a historiadora Keila Grinberg conta a história dos índios cherokees nos Estados Unidos que desejam excluir os afrodescendentes de sua nação, quebrando um tratado histórico e evidenciando um contrasenso: minoria discrimina minoria.


Bandeira da nação Cherokee, com cerca de 290 mil cidadãos.
Os cherokees vivem uma situação ambígua: possuem leis, 
governo e tribunais próprios, mas, ao mesmo tempo, são 
cidadãos dos Estados Unidos e devem obedecer às leis do país.


Por: Keila Grinberg

Se alguém ainda acredita na solidariedade natural entre as ditas classes oprimidas, a crença pode ter ido por terra mês passado. Tentando colocar um ponto final em uma disputa iniciada há quase 150 anos, os índios cherokees, dos Estados Unidos, resolveram excluir de sua nação os descendentes de seus escravos negros, argumentando que a eles falta sangue índio.
Conhecendo a opressão e a violência a que ambos índios e negros foram expostos nos Estados Unidos, não seria esta a história que esperaríamos ouvir.

 Família com mistura de afrodescendentes e nativos.
Alguns cherokees têm vergonha das origens 
interraciais de suas famílias.
(foto: Denver Public Library)

Não foi, pelo menos, o que a historiadora Tiya Miles, professora da Universidade de Michigan e autora do livro Ties that bind: the story of an afro-cherokee family in slavery and freedom (University of California Press, 2005), esperava ver quando começou a estudar o tema.
Ela imaginava que, ao estudar a longa relação entre os índios cherokee e os descendentes de africanos, encontraria histórias de alianças raciais e interculturais entre os dois grupos, ambos resistentes à escravidão e ao colonialismo.
Não podia estar mais errada. Quanto mais estudava o assunto, mais se espantava com as histórias que descobria. Por um lado, eram trajetórias de famílias misturadas, cherokee e africanas. Por outro, ouvia relatos de pessoas que tinham vergonha das origens interraciais de suas famílias e defendiam que, caso essas histórias fossem divulgadas, a própria soberania cherokee estaria ameaçada.

Pacto de igualdade

O caso é bem complicado. Os cherokees são uma tribo indígena originária do sul dos Estados Unidos (região que compreende parte dos atuais estados da Georgia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Tennessee). Desde o século 19, eram tidos pelos colonizadores europeus como uma tribo altamente civilizada, tendo assimilado várias de suas práticas; entre elas, a de ter escravos africanos.
Reconhecidos pelo governo americano como uma tribo soberana, os cherokees não conseguiram, no entanto, permanecer nas suas terras, principalmente depois da descoberta de ouro em parte delas. Em 1830, uma parcela da tribo foi realocada no território onde hoje é Oklahoma. Levaram consigo seus escravos.
Durante a guerra civil que dividiu os Estados Unidos entre 1861 e 1865, os cherokees apoiaram majoritariamente os Confederados, adotando a defesa da escravidão como demonstração de sua distinção social.

Acesse o texto na íntegra:

MOSTRA DE ARTE: DENTRO DA MINHA CABEÇA


ONG Carreiro de Tropa - Catrop

 
As primeiras idéias para criação da ONG Carreiro de Tropa - Catrop surgiram a partir da doação voluntária de material de acervo feita a uma aluna durante graduação no curso de história/UESB no período compreendido entre 1998 e 2004.  Da sistematização e catalogação das doações se configurou priorizar a diversidade cultural de Vitória da Conquista-BA tendo no tropeirismo um objeto central. 

Desde sua criação em 2007, esta organização tem por principal objetivo a preservação, difusão e valorização do patrimônio cultural tropeiro na região do Sertão da Ressaca atuando especialmente na busca de revitalização e sobrevivência das raízes culturais que constituem os sertões, compreendido por um local construído e transmitido na oralidade, músicas, danças, rezas, enfim pelas práticas que identificam culturalmente o universo sertanejo tendo por base o tropeirismo.


MISSÃO

Despertar, incentivar, fortalecer e contribuir para o desenvolvimento do potencial cultural, turístico, ambiental e educacional que manifestem em suas práticas interfaces com o tropeirismo na região de Vitória da Conquista-BA.

VISÃO

Ser uma referência em estudos e pesquisas sobre o sertão com base em valores humanos que privilegiem a educação, cultura e história com ênfase no reconhecimento e viabilidade do tropeirismo como patrimônio cultural e imaterial dessa região.

VALORES INSTITUCIONAIS

História
Ética
Solidariedade
Voluntariado
Espiritualidade
Complexidade
Direito a Memória
Trabalho Cooperativo
Responsabilidade Cultural
Respeito à Cultura Popular
 
Faça uma visita e conheça esse belo projeto: http://carreirodetropa.blogspot.com/ 

I ENCONTRO PAULISTA DE POLÍTICAS DE ARQUIVO

(CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA E ACESSAR DETALHES)

I Seminário do Grupo de Pesquisa Cultura, Sociedade e Linguagem: Sertões da Bahia

 
O I Seminário do Grupo de Pesquisa Cultura, Sociedade e Linguagem (GPCSL/CNPq): os sertões da Bahia objetiva discutir temáticas interdisciplinares dedicadas aos estudos dos sertões baianos, articulando debates emergentes e novas interpretações dessa região que desfruta pari passu de maior atenção da comunidade acadêmica estadual e nacional; promover o intercâmbio institucional com a divulgação e debate de pesquisas acadêmicas e fomentar parcerias interinstitucionais.
 
Inscreve-se na perspectiva de interlocução entre diversas áreas do conhecimento e intercâmbio institucional entre pesquisadores. Propõe articular peculiaridades e validar campos de pesquisa que assegurem e legitimem o ensino e a extensão universitários. Prima pelo desenvolvimento de pesquisas acadêmicas compatíveis e articuladas aos contextos históricos e socioculturais dos sertões da Bahia, integradas às demais regiões brasileiras.

Acesse a programação completa: 

I Conferência Nacional de Arquivos Etapa Regional - NORDESTE


Data
17 e 18 de outubro de 2011
Horário
8h30 as 12h00 e 14h00 as 18h00
Local
Auditório Kátia Mattoso / Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Rua General Labatut, nº 27, Barris
Salvador – Bahia
Público Alvo
Professores e pesquisadores da área de Arquivologia; arquivistas; profissionais de instituições públicas (Executivo, Judiciário e Legislativo) e privadas detentoras de acervos documentais; de arquitetura de sistemas de gestão arquivística de documentos; notários (tabeliães); pesquisadores acadêmico-científicos; associados aos Institutos Históricos e Genealógicos de toda a Região Nordeste.
Inscrições Gratuitas: baixe aqui a sua ficha de inscrição e envie para apb.fpc@fpc.ba.gov.br
Vagas Limitadas

Mais informações:
apb.fpc@fpc.ba.gov.br
            (71) 3116-2165     

DEFESA PÚBLICA DE DISSERTAÇÃO

 (Click na imagem para ampliá-la)

I Encontro Paulista de Políticas de Arquivo

 
O Arquivo Público do Estado, a Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) e o Departamento de História da FFLCH/USP convidam a todos para participar, próximos dias 10 e 11 de outubro, do I Encontro Paulista de Políticas de Arquivo. O objetivo do evento é reunir profissionais de instituições arquivísticas, Universidades, a ARQ-SP, cursos de Arquivologia  e outras entidades públicas e privadas custodiadoras de acervos arquivísticos  para um amplo debate acerca dos temas propostos pelos seguintes eixos temáticos:

1 - Regime jurídico dos arquivos no Brasil e a Lei nº 8.159/1991

2- A Administração pública e a gestão de arquivos: a estrutura do Estado no Brasil

3 - Políticas públicas arquivísticas

4- Acesso aos arquivos, informação e cidadania

5- Arquivos privados

6- Educação, pesquisa e recursos humanos para os Arquivos: Formação e capacitação profissional: balanços e perspectivas.

O I Encontro Paulista de Políticas de Arquivo é uma reunião prévia para a Conferência Regional (Sudeste), a ser realizada em Belo Horizonte/MG nos dias 20 e 21 de outubro. O evento em Minas Gerais, por sua vez, será uma preparação para a I Conferência Nacional de Arquivos — CNARQ, que acontecerá entre os dias 15 a 17 de dezembro, em Brasília.

A I Conferência Nacional de Arquivos — CNARQ terá como objetivo a revisão dos marcos legais e institucionais da área, de forma a constituir uma Política de Estado para os arquivos. A realização da I CNARQ pode representar a institucionalização de um espaço político novo e importante para democratizar o processo de formulação de diretrizes para uma política nacional de arquivos.

Os interessados poderão participar gratuitamente do I Encontro Paulista de Políticas de Arquivo, refletindo e trazendo para o debate suas propostas e sugestões. Não é necessária inscrição prévia.

Saiba mais:

Leia o projeto completo da I Conferência Nacional de Arquivos CNARQ: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/imprensa/img/nota_id255_projeto_cnarq.pdf

Serviço:

I Encontro Paulista de Políticas de Arquivo

Quando: 10 e 11 de outubro                    
 
Horário: das 10 às 17:00 horas

Local: Departamento de História da FFLCH/USP

Endereço: Av. Prof. Lineu Prestes, 338 - Sala N (térreo)

Informações: ARQ-SP pelo e-mail diretoria@arqsp.org.br ou pelo telefone (11) 3091-3795

Arquivo Público do Estado de São Paulo/DG-SAESP pelo e-mail saesp@sp.gov.br ou pelo telefone (11) 2089-8138

Oficina “História Online” no Festival de História

Bruno Leal, doutorando em História Social pela UFRJ, fundador e mediador do Café História, ministra oficina sobre divulgação e pesquisa histórica na web no Festival de História, que acontece em outubro, na cidade mineira de Diamantina. 

Mais de 13 oficinas gratuitas serão oferecidas ao público que for ao Festival de História, em Diamantina, no próximo mês de outubro. As oficinas serão oferecidas no período de 8 a 11 de outubro, no Instituto Casa da Glória da UFMG. As oficinas são abertas à participação de todos os interessados, mediante prévia inscrição na Secretaria Geral do fHist que poderá ser realizada entre as 09 horas e as 17 horas do dia 07 de outubro e de 09 horas as 12 horas do dia 08 de outubro no CVT Diamantina, na Praça Doutor Prado. Uma das trações é a oficina “História Online: divulgação e pesquisa histórica nas mídias sociais”, ministrada pelo fundador e mediador da rede social Café História, Bruno Leal.

Doutorando em história social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Leal apresenta uma oficina cujo objetivo é analisar as possibilidades que internet oferece para o profissional de história, tanto no campo da pesquisa quanto no campo do ensino e da divulgação. “História Online” apresentará e debaterá casos de estudos e propostas de uso de mídias sociais na área de história. A oficina acontece nos dias 10 e 11 de outubro, no período de 14h30 as 17h00, totalizando 5 horas. São 30 vagas no total.
Fonte: http://cafehistoria.ning.com/ 
Festival de História: http://fhist.com.br/