REABERTURA DO ARQUIVO MUNICIPAL DE CACHOEIRA


Funcionários estão concluindo os trabalhos para a reabertura da Sala de Pesquisa do Arquivo Público Municipal de Cachoeira, na próxima quarta-feira (13), aniversário da cidade. O espaço do prédio destinado exclusivamente para os pesquisadores, nos últimos anos, estava abrigando a sede para uma entidade não-governamental. Por conta de comprometimentos estruturais, o acesso do público alvo do arquivo (pesquisadores, professores, estudantes) foi restringido, já que as instalações disponíveis para as consultas à documentação do acervo eram inadequadas.

O Arquivo Público Municipal de Cachoeira foi criado no final da década de 80, planejado e implantado por professores da então Escola de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), atual Instituto da Ciência da Informação. O Arquivo abriga um rico acervo documental desde o século XVII. O local recebe pesquisadores do mundo inteiro, interessados no processo de colonização do Brasil, e no período da escravidão. Exemplo do mestrando em História da UFBA, Clíssio Santos Santana (foto), que ainda está realizando os seus estudos, num local improvisado na área destinada ao acervo do Arquivo.

FONTE: 

REVISTA DIALÉTICA - VOLUME IV - ANO IV - FEVEREIRO 2013

Temos a satisfação de anunciar que acabamos de postar o número quatro da nossa Revista Dialética. Neste número contamos com as colaborações de Ubiratan Castro de Araúj(in memoriam), FlávioGonçalves, Ricardo Moreno, Ivana Kuhn, Agnaldo Matos, e Laila Brichta 

Dialética é uma revista que debate o pensamento social e científico avançado. Aqui você tem acesso a informações, resenhas e artigos organizados em sessões. O formato segue a lógica de um material que pode ser impresso, dando a quem preferir a oportunidade de ter em mãos ou na sua prateleira as nossas edições. Fazendo o nosso cadastro o leitor poderá interagir postando comentários, ou mesmo submetendo seu texto ou informação para avaliação de nossa equipe editorial. Verifique a nossa política de privacidade. ISSN: 2317 139

Leia! Participe! Divulgue!
Dialógica para que seja mesmo Dialética!

PROGRAMAÇÃO MUSEU EUGÊNIO TEIXEIRA LEAL


Programa Museu - Escola - PME

Descrição: No Programa Museu Escola, o Setor Educativo promove palestra sobre a História do Dinheiro, exibição de vídeo e visita mediada às salas de exposições do Museu Eugênio Teixeira Leal, com o objetivo de realizar programações extra-curriculares, permitindo ao estudante ampliar os conhecimentos técnicos e práticos sobre a História do Dinheiro e a História da Bahia.
Período: Durante todo o ano, de terça a sexta, das 9h às 18h.
Horário: ter a sex: 09h às 18h.
Acesso: gratuito, com agendamento prévio.
Local: Museu Eugênio Teixeira Leal
Contatos: 3321-8023 / museueugenioeducativo@gmail.com

A century after Harriet Tubman died, scholars try to separate fact from fiction


Linda Davidson/The Washington Post - Board member William Jarmon walks past portraits of Harriet Tubman in the Harriet Tubman Museum and Education Center in Cambridge, Md. on March 5. There are plans for a national historic trail and a state park honoring Tubman and the Underground Railroad. The groundbreaking takes place this weekend on the 100th anniversary of her death.

Go to Cambridge, which remains a sleepy town, and you’ll find the Harriet Tubman Museum and Educational Center, where a local art teacher has painted a colorful mural of Tubman, and photographs of her adorn the wall. Docents and volunteers tell stories of the black community’s connection to their heroine.

(Anonymous/Associated Press) - This photograph released by the Library of Congress and provided by Abrams Books shows Harriet Tubman in a photograph dating from 1860-75. 
Tubman was born into slavery, but escaped to Philadelphia in 1849, and provided valuable intelligence to Union forces during the Civil War.Her name was invoked here in the 1940s to raise money for an ambulance for use in the black part of town. Later, the black community began celebrating Harriet Tubman Day around Juneteenth on the grounds of Bazzel Church, an old wooden edifice where blacks worshipped during slavery.
With the beginning of construction on the visitors center at the new state park in Dorchester, excitement about Tubman is palpable.
“It all comes together in a way to celebrate the courage of a person who is an inspiration,” said Sen. Benjamin L. Cardin (D-Md.), who has also been a forceful backer of naming a national park after Tubman.
One place that transports visitors back a century and a half is the Bucktown Village Store, which is owned by Dorchester natives Susan and Jay Meredith, who operate the tourism business Blackwater Paddle and Pedal — renting out bicycles, canoes and the like. The Merediths are the fourth generation of their family to operate the general store, which they call the site of “the first known act of defiance in the life of Harriet Tubman.”
Step onto the wooden porch and through the heavy door and see shelves lined with artifacts: chamber pots, wooden duck decoys, old coffee cans. Beneath the glass are metal slave tags purchased on eBay and heavy shackles.
There is also a rusted metal weight, which Susan Meredith holds in her hand as she tells a story about the woman she calls “Minty.” “She was being leased out to farmers so she was working in the flax field. She said her hair looked like a bushel of flax. Master comes and says, ‘Minty go to the store.’ Like any woman, she said, ‘Ain’t no way I’m going with my hair looking like this.’ She put her Misses shawl on her head and headed to the store.”
It’s hard to believe an enslaved woman would drape her head with a shawl that belonged to her owner, but Meredith energetically continues her story.
Minty is in the store, and an overseer comes in chasing a enslaved boy who has walked off the field. Tubman refuses to help the overseer detain the boy. (On this point historians agree.) The overseer hurls the lead weight, “accidentally” hitting Tubman in the head, Meredith says with conviction, though there is some dispute about whether the incident was an accident.
“If this park revolves around inspiration and family and tradition, you’ll get everyone to come. But if you tell the things we already know about slavery, you’re not going to have many people,” Meredith says. “People aren’t going to come to be sad.”
But there is sadness in Bradford’s telling; she wrote that Tubman’s “master ... in an ungovernable fit of rage threw a heavy weight at the unoffending child, breaking in her skull, and causing a pressure upon her brain.”
Moving beyond happy children’s stories to look slavery in the face and conjure up the fearlessness Tubman must have possessed is — in fact — the draw, says Morgan Dixon, the co-founder of GirlTrek, a District-based organization that promotes fitness among black women.
The image of Tubman walking away from slavery undergirds GirlTrek’s “We are Harriet” walk on the anniversary of her death. More than 13,000 women, many walking alone, will participate.
The idea was born five years ago when Dixon got in her car and drove to the Eastern Shore looking for signs of Tubman.
Dixon ended up at the Bucktown store. She sat inside, thinking about Tubman getting knocked in the head and later walking through forests. It was there that Dixon began to think of Tubman as a physical being, not a storybook character — a woman who felt fear, pain and unyielding resolve.
“Harriet Tubman was a woman just like us,” Dixon says. “One woman who was radically connected to herself and to God takes it upon herself — with this core value of self reliance — to really walk in the direction of her best life.”
It is this Harriet that Dixon will have in mind as she walks Sunday. It is that Harriet Tubman, redrawn to reflect reality, that historians hope will resonate with people seeking to understand her legacy and the era in which she lived.

FONTE: 


ANA NERY, "MÃE DOS BRASILEIROS"


Cópia da Ata da Sessão extraordinária em 28 de setembro de 1873
Presidência do Senhor Capitão Silvestre Cardoso de Vasconcellos.
A uma hora da tarde, ocupando as suas cadeiras, à esquerda do senhor Presidente da Câmara Municipal, os senhores vereadores Major Fortunato de Freitas, Doutor Frederico Lisboa, Tenente Coronel Pinto Sanches, Doutor Alcamim e Coronel Comendador Araujo, e sendo oferecidas as cadeiras da direita aos Excelentíssimos Senhores Doutor Vice Presidente da Província, Doutor Chefe de Polícia, Excelentíssimo General Comandante Superior da Guarda Nacional, Coronéis Comandantes dos Corpos de Polícia, 14 a 18 de Linha, com assistência de outras principais autoridades civis, militares e eclesiásticas da Província, e algumas Excelentíssimas Senhoras das mais distintas da nossa sociedade, voluntárias da Pátria, diversos funcionários públicos, Comandantes e oficiais da Guarda Nacional, Polícia e de 1ª linha, Comissões do Monte Pio da Bahia, Libertadora Sete de Setembro, Monte Pio dos Artífices, Instituto Acadêmico, Fraternidade Sergipana, Grêmio Literário e numerozissimo concurso de povo de todas as classes; o Senhor Presidente da Câmara declarou aberta a sessão. Em seguida foi dada a palavra ao Senhor Vereador Doutor Frederico Lisboa que, em nome da municipalidade, proferiu o seguinte discurso: Doutor Frederico Lisboa: Minhas Senhoras, Meus Senhores.
A Câmara Municipal desta Leal e Valorosa Cidade do Salvador, julga pagar um tributo de merecida gratidão, colocando hoje em uma das salas de seu edifício o retrato da Excelentíssima Senhora D. Ana Justina Ferreira Nery.
É antes uma dívida de honra que ela vem resumir em nome do coração nacional, do que uma simples homenagem rendida á essa heroína que, á custa de seus gloriosos sacrifícios tanto soube engrandecer o nome brasileiro.
Na realidade, o assunto que hoje aqui nos reúne, não pode ser mais digno dos aplausos do povo e das louvações de Deus!..
Já era tempo, Senhores, de que a Província da Bahia a Pátria de tantos heróis, o glorioso berço dessa missionária do Cristo viesse no delírio do mais santo entusiasmo traduzir em fato a nobreza de seus sentimentos.
Pois bem, Senhores, este dever é hoje cumprido pelo povo representado por esta municipalidade, de quem me cabe a honra de ser o mais obscuro membro e o mais fraco interprete.
Senhores. A História dos heróis tem por cronologia seus feitos: são eles os marcos miliários de suas romagens gloriosas: e para escrevê-la pois, a história desses predestinados não carece traçar-se ponto por ponto os incidentes particulares da vida comum.
Basta enumerar-se-lhe os triunfos, biografa-los em seu perfil moral, sublime, civilizador. Eu refiro-me aos verdadeiros heróis, por que também os há falsos.
Ana Justina Ferreira Nery, natural da heroica cidade da Cachoeira, nasceu aos 12 dias do mês de dezembro de 1814.
Deixemo-la aí na vida modesta do lar doméstico até a época em que o grito da pátria ferida em sua honra veio fazê-la estremecer em seu retiro e chamá-la aos grandes destinos do seu apostolado. Foi em 1865, o gigante da América saíra de suas selvas, deixara o leito umbroso de suas cordilheiras ao rumor do pé inimigo que vinha lhe atirar a afronta: o brio nacional revoltara-se, o patriotismo borbulhara nos ânimos; o valor másculo dos filhos desta terra trasvasarão em lavas coruscantes quinhão varrer as hostes escravas do tirano do Chaco... Sim, vós o sabeis, não é preciso que eu desenrole aqui aos vossos olhos todas os princípios luminosos dessa aliada Americana.
O verbo do canhão gravou-a em eternas caracteres desde Uruguaiana até Humaitá, desde Assumpção até Aquidaban. 
Pois bem, Senhores, com as ondas do patriotismo jorrava também e caudalosamente o sangue brasileiro: a vida moral que conquistava o Império era comprada prodigamente por milhares de mortes... e era preciso que um outro valor se levantasse, que um novo heroísmo se erguesse em meio dos pelouros: era o valor da caridade, o heroísmo da virtude evangélica! Era preciso que a pátria fosse pensar com seus próprios dedos as feridas abertas em defesa de sua honra. Foi então que Ana Nery conheceu que lhe estava reservado um grande papel, que um grande e por ventura mais precioso canto lhe competia escrever com o coração nessa odisseia sublime.
E aos 11 dias do mês de agosto daquele mesmo ano, ofereceu-se como voluntária ao Presidente desta Província o benemérito Conselheiro Manoel Pinto de Souza Dantas, voluntária da caridade nessas pugnas por ventura mais truculentas da morte, que chamaram-se os hospitais de sangue!
Dentro em pouco os cômodos do lar, as delicias da família tinham-se lhe transformado nos hospitais sedentários da República da Paraguai. Aí, senhores, a alma varonil dessa mulher tocou ao ultimo grau da dedicação humana; o seu nome foi muitas vezes misturado com a prece fervorosa do Salvador, nos lamentos da agonia, na lagrima do desespero, e expirou muitas vezes também nos lábios trêmulos do naufrago da morte.
Quando a bala sibilava nos ares e vinha ferir aqueles que lutaram a sombra do Pavilhão nacional... ai deles se não encontrassem longe da pátria o amparo dos braços daquela mãe terna e carinhosa!
E não era só o soldado brasileiro. Para Ana Nery a dor não tinha pátria, o sofrimento não tinha cor natal, digo, não tinha milícia, a caridade não tinha cor natal, todos, amigos aliados, indiferentes ou inimigos, todos eram infelizes, todos eram irmãos, todos tinham direito a sua virtude.
E ali no estertor da agonia, quando o ultimo pensamento é para a pátria, o ultimo olhar é para o crucificado, o ultimo osculo de vida era para a mão abençoada que cerrava as pálpebras no doloroso transe.
Dize-me vós testemunhas augustas, vós que lá nos campos da batalha tantas vezes sonhastes com a alegria através dos torvos novelos do fumo das refregas, vós relíquias veneradas, que ainda nos pareceis falar com o vosso aspecto e vossas cicatrizes daqueles dias de gloria, dizei-me vós recordações animadas daqueles tempos, restos ainda brilhantes daquele heroísmo sem par! Dizei-nos vós mesmos, contai-nos pela boca de vossas próprias cicatrizes quão sublime e carinhosa, quão magnânima e quase divina a dedicação daquela mulher!
Perguntai, dizia um distinto jornalista a qualquer invalido da pátria, ou qualquer prisioneiro paraguaio que foi Dona Ana Nery nos cinco anos em que acompanhou o Exército aliado e eles vos responderão com respeito: Foi a imagem viva da mais extremada dedicação, foi a encarnação da caridade.                                             
 E releva notar que durante todo o tempo que ali permaneceu jamais recebeu a mais pequeníssima retribuição pecuniária.
Ana Nery serviu nas enfermarias do Salto, de Corrientes, de Humaitá e de Assumpção, onde criou também na casa de sua residência uma enfermaria as suas expensas e cuidados...
E não foram somente estes os serviços que ela prestou: para prova de muitos outros de que reza a crônica oficial, vede: em Corrientes mereceu dos habitantes o diploma de sócia honorária da sociedade filantrópica de socorros pela humanidade e desvelos com que tratou os enfermos de cólera morbus em 1868.
Em Assumpção também lhe foi concedido o diploma de sócia instaladora da sociedade de Beneficência Portuguesa.
E quando teve de retirar-se como se não fossem bastante ainda os seus sacrifícios, ela trouxe com sigo seis órfãos brasileiros, cujos pais faleceram em defesa da causa comum.
Esse fato, foi já no fim de sua tarefa. Ela que partira como voluntária, só regressou a sua pátria cinco anos depois, quando já não eram mais ali precisos sua dedicação e patriotismo. Voltando aos lares pátrios, depois de tão gloriosa missão, concedeu-lhe o governo imperial a pensão de 1:200#000 anuais e a medalha humanitária de 2ª classe.
A recompensa do povo, senhores, é esta: é este sinal eloquentissimo do culto votado as grandes virtudes; é esse retrato modesto mandado tirar pelas dignas baianas residentes na Côrte e a esta edilidade confiado para em nome da gratidão pública ser aqui colocado. E isto basta-lhe.
Esta solenidade de hoje já teve o seu prelúdio: bem podeis evoca-lo. Ana Nery recolhendo-se a sua Província natal, ainda nos deveis lembrar, foi recebida no meio das mais esplendidas ovações.
A velhice, a mocidade, a infância, a riqueza, a mediana, a própria miséria, finalmente, todas as colaterais da gerarchia social, confundidas em um jubiloso turbilhão, foram entornar-se a seus pés como uma vaga imensa. Era a vaga da gratidão nacional!
Então através do marulhar daquelas cabeças, do ferver daqueles corações, do convulsionar daquelas bocas, ouvia-se este eco altissonante: é a heroína da pátria, o anjo da caridade, a mãe dos brasileiros!
Ana Nery! Abençoado seja o teu nome! Essa nuvem de prezar que te alquebra a fisionomia augusta é ainda o vestígio da lagrima da pátria que chora pelos seus olhos! É o reflexo da agonia daqueles desgraçados sublimes que exalaram o ultimo suspiro nos teus braços de mãe.
Ana Nery! Abençoada seja o teu nome!
A gratidão pública beija-te os pés; o capitólio escancara-te as portas, e Deus aí te espera para coroar-te a fronte!
Concluída esta alocução, fizeram-se ouvir os sons harmoniosos de uma das músicas militares, que foram prestados por sua Excelência o Senhor Doutor Vice Presidente da Província.
Sendo dada a palavra, por sua vez, a cada um dos oradores das comissões das sociedades já referidas, recitaram eles discursos análogos ao fim solene da reunião, acompanhado-os nessa demonstração o jovem poeta e dramaturgo João de Britto, que também proferiu um discurso, e finalmente Doutor Izidoro Antonio Nery, agradecendo em nome daquela que lhe deu o ser, as provas de consideração, estima e reconhecimento, que acabavam de ser-lhe prestados.
A proporção que era concluído cada discurso, tocava a música militar e não havendo ninguém mais se inscrito com a palavra, o senhor Presidente da Câmara encerrou a Sessão, convidando a todos os circunstantes para  a cerimônia da colocação do retrato da heroína da pátria e mãe dos brasileiros, a distinta e caritativa baiana a Excelentíssima Senhora Dona Ana Justina Ferreira Nery.
E para constar, lavrei a presente ata.
Eu, Manoel Rodrigues Valença Júnior, Secretário Interino.
Silvestre Cardoso de Vasconcellos
Doutor Cícero Emiliano de Alcamim
Fortunato A. de Freitas
Doutor Frederico Augusto da Silva Lisboa
João Batista Pinto Sanches
Justiniano José de Araujo
É preciso corrigir os erros
Vide correio da Bahia (coleção existente no Instituto Histórico).
Marquei o lugar, em presença do Isaias. ([dez] de setembro a outubro de 1873 – Expediente Municipal (Atas).
O final do discurso é o seguinte: O Capitão abre-te de par em par suas majestosas portas e Deus te espera um dia para coroar-te a fronte!
Fonte: 
Arquivo Público do Estado da Bahia 
Seção: Colonial/Provincial 
Série: Governo - Câmara Municipal 
Maço: 1409 - 1870-1873    
  Seu Batismo 
1815
Aos vinte cinco dias do mês de março de [mil oitocentos e quinze] na Matriz desta Vila de Nossa Senhora do Rosário da [Cachoeira] o Vigário Encomendado Custódio Luis dos Santos, batizou e pôs os santos olhos; digo o Coadjutor Carlos Melquiades do Nascimento batizou e pôs os santos olhos a Anna, nascida a quatro meses, filha legítima de José Ferreira de Jesus e Luiza Maria das Virgens; foram padrinhos o Capitão Jerônimo José Albernaz e Dona Maria Joaquina do Nascimento, sua mulher; do que mandei fazer este assento e assinei. O Vigário Encomendado Custódio Luis dos Santos Varella.  
FONTE: FamilySearch  

  
       
     

ENTRE ESCRAVOS E LIBERTOS


Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor
Chegando ao conhecimento desta subdelegacia, que o indivíduo de nome Candeal, crioulo, trata por meios reprovados de vender a crioula de nome Auta, escrava da africana liberta Maria Perciliana Bandeira; para cujo fim criou o negro plano de depositá-la em um Candomblé da Boavista, onde dizem estar ela condenada a passar um ano com outras companheiras de infortúnio, e como Candeal seja um espertalhão, e capaz de forjar uma escritura e procuração falsas, e por este meio conseguir vender a dita escrava, e sendo mais amplos os meios de que Vossa Excelência dispõe, remeto-o afim de, tomando Vossa Excelência as necessárias providências, proceder como entender conveniente em ordem ao aparecimento da escrava, e a prevenir atratanto da que está eminente, e que tem sido somente extornada pela falta de documento, pela qual Candeal tem feito todo o empenho para obter.
Deus Guarde a Vossa Excelência, muitos anos.
Bahia e Curato da Sé, 29 de janeiro de 1876.
Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor Doutor
Chefe de Polícia
Antonio Joaquim Rodrigues Pinto
Subdelegado em exercício.
Texto na lateral do documento:
Entregou-se o documento a quem se interessava por este em 24 de agosto de 1876. 

Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia
Seção Colonial / Provincial  
Série: Polícia – Correspondência recebida de subdelegados.
Maço: 6244 – Ano: 1876
Para saber mais acesse:

Minicurso sobre literatura e cinema africano com Victor Martins


Mozambique History Net


The purpose of the Mozambique History Net (MHN) website is to make available selected newspaper clippings and some other resources dealing with contemporary Mozambican history and presented in a thematically organised form. A high proportion of this material is in Portuguese. «Contemporary Mozambican history» is arbitrarily defined as the period from the beginning of a Luta de Libertação Nacional [the National Liberation Struggle, as the Mozambicans call it] or a Guerra Colonial [the Colonial War, as the Portuguese prefer] in Mozambique in the early 1960s to the advent of political pluralism in 1994. This obviously includes the conflict between the Mozambican government and Renamo from the late 1970s until October 1992, as well as the entire period of the presidency of the late Samora Machel.The materials are organised by subject, each with its own page on this website, where each document is briefly referenced, with a link to a viewable or down-loadable PDF or JPEG file. Click on the menu on the left to go to the page that interests you.

UEFS - MATRÍCULA ESPECIAL - 2013.1



UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA


Edital para Matrícula Especial – 2013.1
O Reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana faz saber que as inscrições para Matrícula Especial estarão abertas aos portadores de diploma de nível superior na área de História e afins, no período que vai de 05 de a 08 de março/2013. Serão oferecidas 12 (doze) vagas.

INFORMAÇÕES GERAIS

Período de Inscrição: 05 a 08 de março de 2013
Local: Secretaria do Programa de Pós-Graduação Mestrado em História
Av. Transnordestina, s/n – Novo Horizonte – Módulo VII
Departamento de Ciências Humanas e Filosofia
Horário: 14:00 às 17:30

As inscrições serão efetivadas pessoalmente ou através de representante munido de procuração com  poderes especiais para efetivar a inscrição acompanhada da cópia da cédula de identidade do candidato e original da cédula do procurador.

Confira o Edital: 

Documentos do Arquivo Público auxiliam Comissão da Verdade durante investigação



Em audiência pública realizada no dia 18 de fevereiro, a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo utilizou documentos do Arquivo Público do Estado de São Paulo como fonte de investigação sobre a possível relação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Consulado do Estados Unidos com a repressão política da época da ditadura militar brasileira (1964-1985).

Entre os documentos apresentados na audiência, estão os Livros de Portaria do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS/SP), produzidos entre os anos de 1971 e 1979. Ao todo são seis livros que registram a entrada e saída de pessoas da sede do Departamento. Eles pertencem ao Fundo DEOPS, sob guarda do Apesp desde 1994.

Esse material está digitalizado e pode ser acessado no site do Arquivo Público desde final de 2012 (veja em http://www.arquivoestado.sp.gov.br/livros_deops.php ). Outras 850 mil imagens do Fundo DEOPS devem chegar ao site em cerca de um mês. 

Nesta página são apresentados seis livros de controle de entrada e saída de autoridades da sede do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS/SP), produzidos entre os anos de 1971 e 1979. Nestes livros constam as seguintes informações: data, nome, cargo, horário de entrada e horário de saída. É possível localizar nestes livros, tanto nomes de pessoas que trabalhavam para o DEOPS, tais como o de Romeu Tuma, Sérgio Paranhos Fleury e Tácito Pinheiro Machado; como o de autoridades não relacionadas diretamente ao órgão, sendo um exemplo o cônsul norte-americano e o presidente da FIESP na época. Para acessar, basta clicar no título correspondente ao período desejado. Esse material foi digitalizado com maquinário adquirido através de financiamento da FAPESP.



Livro 01 - Data: 30/03/1971 a 15/10/1971 
Livro 02 - Data: 01/02/1972 a 21/03/1972
Livro 03 - Data: 07/11/1973 a 22/02/1974
Livro 04 - Data: 28/02/1974 a 19/06/1974
Livro 05 - Data: 25/04/1975 a 14/06/1976
Livro 06 - Data: 29/12/1977 a 08/01/1979

Cuidando da Memória: Arquivo Público de São Paulo


Arquivo Público termina reforma

Abertura de mais um bloco cria espaço para novas frentes de trabalho

Meses depois de inaugurar seu novo prédio, em junho de 2012, o Arquivo Público do Estado de São Paulo está ganhando mais espaço. Em fevereiro de 2013, terminou a reforma do Bloco A do conjunto de prédios onde se localiza a instituição, à Rua Voluntários da Pátria, em Santana. O bloco foi liberado e já está sendo ocupado.

Trata-se de um edifício de quatro andares, com 6.479 m2 de área; A partir de 2009, sofreu uma grande reforma, na qual, inclusive, parte do prédio foi demolida para dar lugar às novas instalações da instituição.  O andar térreo foi remodelado para abrigar os laboratórios e salas do Centro de Preservação. Os quatro andares de acervo também foram reformados, e adaptados às necessidades de um arquivo moderno.


Segundo Marcelo Lopes, diretor do Centro de Preservação, o espaço reformado do Bloco A dará melhores condições ao Núcleo de Conservação para executar tratamentos mais elaborados de documentos. Por exemplo, o Núcleo agora dispõe de uma sala específica para reinfibragem. Outra vantagem é o espaço já planejado para abrigar novos equipamentos laboratoriais que foram adquiridos.

Muitas dessas máquinas foram compradas com verba do edital da Fapesp “Preservação e Difusão da Memória Pública: Modernização e Ampliação dos Laboratórios do Arquivo Público do Estado de São Paulo”, aprovado em 2010. É o caso da mesa de umectação, onde são hidratados documentos enrolados e ressecados, para manuseio mais seguro; e o da câmara de desinfestação, que elimina a infestação por insetos e microorganismos, retirando oxigênio em quantidade suficiente para matá-los. No Bloco A ficarão também área de gerenciamento de projetos, o Centro de Microfilmagem – encarregado de microfilmar e digitalizar documentos – e Centro de Acondicionamento, onde são feitas embalagens.




Acervo Administrativo

Completamente reformadas, as salas de acervo do prédio devem receber 15.800 metros lineares de documentos do Centro de Arquivo Administrativo, que até então estavam armazenados numa unidade descentralizada, no bairro da Moóca. Este Centro cuida do chamado acervo intermediário, constituído de documentos produzidos e acumulados pelos órgãos e entidades do Governo do Estado, que já cumpriram sua finalidade imediata e saíram do uso diário, mas ainda podem ser requisitados pelo órgão produtor. O Centro de Arquivo Administrativo tem como missão assegurar a preservação e o acesso a essa documentação.
Num próximo estágio, os documentos públicos serão avaliados e encaminhados ao acervo permanente, caso tenham valor histórico e/ou jurídico. Se sua preservação não se justificar, serão eliminados. A decisão é tomada por meio de instrumentos técnicos arquivísticos, como os Planos de Classificação e as Tabelas de Temporalidade de Documentos. Esse processo, no governo paulista, é coordenado pelo Departamento de Gestão do Sistema de Arquivo do Estado de São Paulo (DGSAESP) do Arquivo Público.


Segundo Josival Soares da Silva, diretor do Centro de Arquivo Administrativo, a mudança do acervo e dos servidores públicos para o prédio reformado deve permitir que se inicie um processo de destinação automática de parte dos documentos para o acervo permanente da instituição, como determina o Decreto 48.897/2004. Isso inclui todos os processos, expedientes e demais documentos produzidos, recebidos ou acumulados pelos órgãos da Administração Pública Estadual até o ano de 1940, num total de 5.500 metros lineares.  São acervos como os da Secretaria de Educação e Saúde Pública, Secretaria de Agricultura e Obras Públicas, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) e livros cartorários de nascimento, óbito, casamento e imóveis. 


“A mudança da Moóca para Santana permitirá a integração mais efetiva, tanto dos servidores quanto das ações desenvolvidas no CAA ao Arquivo Público do Estado de São Paulo”, diz Josival. “O aumento da capacidade de armazenamento de documentos permitirá que o Centro receba mais documentos de caráter intermediário dos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, e melhore a qualidade dos serviços prestados à população”.


Outro serviço do Arquivo que deve ganhar, em breve, novas instalações, é a Central de Atendimento ao Cidadão - CAC, e o Serviço de Informações ao Cidadão - SIC. Enquanto o SIC de cada órgão/entidade da administração pública tem como função prestar informações ao cidadão sobre documentos e informações que estejam sob a guarda do Estado, a CAC deve coordenar a integração sistêmica de todos esses serviços, além de prestar orientações àqueles que não sabem para onde encaminhar ou buscar a informação desejada. CAC e SIC do Arquivo Público do Estado de São Paulo mudarão para o andar térreo do Bloco C, o novo prédio do Arquivo que foi inaugurado em junho de 2012. 






Arquivo Público do Estado de São Paulo recolhe acervo da Academia de Polícia



Instituição guardava documentos produzidos desde 1845


O Arquivo Público do Estado de São Paulo acaba de receber 116 metros lineares de documentação acumulada e produzida pela Academia de Polícia “Dr. Coriolano Nogueira”, que fica em São Paulo.  O trabalho de identificação, análise e acondicionamento do acervo foi realizado na própria Academia, sob orientação técnica da equipe do Programa de Gestão Documental Itinerante – PGDI, do Departamento de Gestão do Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo, com os membros da Comissão de Avaliação de Documentos e Acesso - CADA - da Secretaria de Segurança Pública, da Subcomissão da Polícia Civil, e servidores da Academia de Polícia Dr. Coriolano Nogueira Cobra – ACADEPOL.


O recolhimento foi oficializado por meio da assinatura do Termo de Recolhimento de Documentos pelo então Secretário de Segurança, Antônio Ferreira Pinto, e pelo Coordenador do Arquivo Público do Estado de São Paulo, Carlos de Almeida Prado Bacellar, em 21 de setembro de 2012. O DGSAESP encaminhou o termo oficializando o recolhimento ao Departamento de Difusão e Preservação do Acervo que, a partir daí, iniciou as providências para efetivá-lo.


Entre 14 e 16 de janeiro último, foi feito o recolhimento do acervo para o Arquivo, organizado pelo Departamento de Preservação e Difusão do Acervo. A partir de agora, o DPDA se encarregará de realizar o tratamento técnico de preservação, que terá como produto final a oferta do acervo ao consulente.


O novo acervo surpreende por sua riqueza e variedade. São 830 caixas, contendo laudos periciais, registros de inquéritos, livros de ocorrências, registros de queixas, livros de avisos e portarias, registros de capturas, álbuns de cadáveres desconhecidos e álbuns de identificação, entre outros tipos de documentos. Este material foi produzido entre 1845 e 1966. A maior parte provém de órgãos policiais diversos, como o Laboratório de Polícia Técnica, as Delegacias de Polícia de São Paulo, Itapecerica, Santo André, São Bernardo, Caconde, Cunha, Leme, Santos, os Postos Policiais de alguns bairros da capital, a Polícia Técnica e a Cadeia de Santos, o  Gabinete de Investigações, e até alguma documentação de órgãos policiais de Minas Gerais e Paraná. Constam também documentos da Secretaria de Segurança Pública paulista e da própria ACADEPOL.


A princípio, a equipe do PGDI na Secretaria da Segurança Pública - Alexandre Bianchi Oliveira, Caio Graco Valle Cobério, Hilda Delatorre e Maria Luiza de Araujo, do Centro de Gestão Documental-DGSAESP - ,  foi ao Museu da Academia de Polícia – ACADEPOL, na Cidade Universitária, para orientar o recolhimento do acervo produzido até 1940. Segundo a legislação é de valor permanente (artigo 31, III, do Decreto nº 48.897/2004), devendo ser recolhido à instituição arquivística pública. A localização e orientação para o recolhimento da documentação faz parte do Programa de Gestão Documental Itinerante - PGDI, que é atualmente uma das principais atividades do DG-SAESP. O PGDI vem sendo implementado em várias secretarias do governo estadual, e seu objetivo final é promover a gestão documental em todos os órgãos públicos estaduais.


Ao entrar em contato com uma documentação tão variada, a equipe do DGSAESP optou por orientar o tratamento de todo o acervo até 1966, e não apenas da parte produzida até 1940.  Com esta finalidade, a totalidade do acervo foi identificada, higienizada e acondicionada para transporte pelos funcionários do Arquivo Público do Estado, em conjunto com a equipe da Academia. Também foi elaborado um instrumento de pesquisa para o conjunto. Em julho de 2012, este trabalho já estava concluído.


Em novembro último, o diretor do Centro de Acervo Permanente, Aparecido Oliveira da Silva, e a diretora do Núcleo de Conservação, Norma Cassares, fizeram uma visita técnica à ACADEPOL, para avaliar a documentação a ser recolhida, e seu estado de conservação. Em seguida, o Departamento de Difusão e Preservação do Acervo estabeleceu um  planejamento logístico para o transporte e recepção do acervo no Arquivo Público. O processo culminou com o recolhimento propriamente dito, em 14 de janeiro. O recolhimento foi acompanhado por Aparecido e pela diretora do Centro de Acervo Iconográfico e Cartográfico, Elisabete Savioli. No Arquivo, o acervo foi recebido pelas funcionárias Fabiana Araújo Marcolino Vianna e Karla Karen da Silva.


Nos próximos meses, o acervo da ACADEPOL deve ser monitorado pelo Núcleo de Conservação, para verificar com mais detalhes o estado dos documentos, e se preciso, tratar qualquer eventual infestação. Além disso, será feito um estudo aprofundado do seu conteúdo, com descrição cuidadosa, dentro de padrões arquivísticos internacionais. Assim, o consulente poderá ter uma visão mais completa deste importante acervo, que será aberto ao público assim que o tratamento técnico da massa documental estiver terminado.





SINPRO/BA 50 ANOS DE HISTÓRIA

Assembleia de greve no Colégio Dois de Julho - 1979


O ano de 2013 será de grandes comemorações para nós professoras e professores do Estado da Bahia, afinal, nossa entidade de classe, o Sinpro-Ba, faz 50 anos. Ontem, dia 4 de março de 2013, dia da fundação do Sinpro-Ba, o ex-diretor Sérgio Armando Diniz Guerra, lembrou a data:

CINQUENTENÁRIO DO SINPRO-BA

Este dia 04 de março de 2013 é uma data significativa para os professores da rede de ensino particular, bem como para o movimento sindical e para os trabalhadores do Estado da Bahia, pois se comemora os 50 anos da fundação do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia, o SINPRO-BA, entidade representativa da categoria docente em todos os níveis e graus.
...
Fundado em 1963, em meio às lutas sociais que dominavam o Brasil no início da década de 60 quando os movimentos sociais se organizavam para lutar pelas “Reformas de Base” e romper com as amarras do autoritarismo de uma sociedade ainda comandada pelos setores ligados ao latifúndio e ao crescente grupo de industriais e comerciantes, o SINPRO-BA, com pouco mais de um ano de fundado, foi vítima, como todo o movimento sindical reformador e democrático popular, da ditadura que se instalou no poder em março/abril de 1964.
...
Tendo sofrido uma intervenção pela ditadura militar e tendo sua diretoria destituída e obrigada a responder a um Inquérito Político Militar, o famoso IPM, foi em seguida doado a um grupo de pelegos que permaneceriam no poder até o ano de 1980, quando um grupo de professores, ligados ao “novo sindicalismo” que gerariam a CUT e, depois, as demais centrais sindicais, os derrotariam, política e eleitoralmente, e iniciariam uma nova e consagradora fase de luta e crescimento da representação política e sindical da categoria.
...
Destas novas gerações, gestadas no seio das lutas sociais que o SINPRO-BA tão bem encampou, temos hoje expressões significativas entre os parlamentares, diversos setores da educação e da cultura, além de incontáveis e valorosos profissionais com representações institucionais e de reconhecimento público. Estes são motivos mais do que suficientes para que todos comemorem o CINQUENTENÁRIO DO SINPRO-BA.
...
Sérgio Armando Diniz Guerra
Ex-Diretor do Sinpro-Ba
Salvador, 04 de março de 2013.

Bibliotecas, Arquivo Público, Centro de Memória e Memorial dos Governadores suspendem suas atividades devido a greve dos vigilantes


Foto de Dimitri Ganzelevitch


Devido a greve dos funcionários da vigilância e segurança no Estado da Bahia, a Fundação Pedro Calmon/SecultBA informa que as Bibliotecas Públicas do Estado, Arquivo Público, Centro de Memória e Memorial dos Governadores não funcionarão, por causa da greve, as unidades não têm prazo determinado para voltar a funcionar.

III Simpósio de História do Maranhão Oitocentista: impressos no Brasil do Século XIX


 


O III Simpósio de História doMaranhão Oitocentista é uma realização do Grupo de Pesquisa – Núcleo de Estudos do Maranhão Oitocentista (NEMO), certificado pela Universidade Estadual do Maranhão junto ao CNPq. O Núcleo iniciou suas atividades em 2009, ano de realização do I Simpósio e de publicação da coletânea O Maranhão Oitocentista (Editora da Uema / Ética).

O NEMO é composto por professores do Departamento de História e Geografia da UEMA, seus orientandos de graduação e iniciação científica, e egressos do curso de História da mesma Universidade que realizam ou realizaram mestrado e doutorado em diferentes instituições do país. O grupo também mantém parcerias com professores do Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão e com núcleos de pesquisas sediados em outras instituições, como o Polis – Laboratório de História Econômico-Social e o Centro de Estudos do Oitocentos (CEO), vinculados a Universidade Federal Fluminense. Ambas as instituições, UFMA e UFF, são parceiras desde o I Simpósio. A partir do II Simpósio, realizado em 2011, foram firmadas novas parcerias, especialmente com a Universidade Federal de São Paulo e com a Universidade Federal da Paraíba. 

Também no II Simpósio, foram ampliadas as articulações e debates a partir de pesquisadores que têm o Norte-Nordeste oitocentista como objeto de estudo, razão para o convite a pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba, da Universidade Federal do Piauí e da Universidade Federal de Pernambuco, além de pesquisadores de instituições do Sudeste/Centro-Oeste cujo objeto de estudo se situa de alguma forma na articulação entre os territórios que viabilizaram o Estado imperial. Também como novidade da segunda edição do evento, foram organizados nove simpósios temáticos, espaço para o diálogo entre alunos de graduação, pós-graduação e demais pesquisadores, que se concretizou como oportunidade de apresentação de trabalhos situados nos Oitocentos, mas cuja abrangência pretendia-se similar àquela intentada para as mesas-redondas. Destaque-se para a atual edição a manutenção da maioria desses simpósios, que agora totalizam o número de dez.

Quanto às mesas-redondas (quatro) e conferência (uma), reitera-se na atual edição do evento o compromisso em convidar importantes referências da historiografia brasileira para os Oitocentos (vide Programação do evento). Dentre os convidados, além das instituições já citadas, temos professores da UFRJ, PUC-MG, UFRRJ, USS, UFRB e UNICAMP.

Esperamos que o III Simpósio de História do Maranhão Oitocentista possa contribuir para a consolidação de estudos e pesquisas, no Maranhão, sobre o séc. XIX, somando-se a suas duas edições anteriores às publicações já existentes rumo ao aprofundamento de debates que envolvam diferentes temas, tradicionais ou inovadores, da História do Oitocentos.

PALESTRA DE MULHER A MULHERES UMA MUDANÇA DE PARADIGMA


O INTEGRALISMO SEM MÁSCARA

FONTE: Arquivo Público do Estado da Bahia - Seção Republicana - Secretaria de Polícia - MAÇO: 6484 - Caixa: 42 - Pacote: 01