Patrimônio em perigo – Especial Arquivos Públicos Estaduais
O Arquivo Público do Piauí não
tem um único documento digitalizado. E muito menos climatização adequada ou
atendimento informatizado. Situação se repete em outras tantas instituições do
Brasil.
Foto do Arquivo Público de Sergipe
Cristina Romanelli
Deu na Internet: o Arquivo
Público do Piauí (APPI) digitalizará mais de um milhão de documentos. A
notícia, publicada no início deste ano, deixaria muitos pesquisadores felizes,
mas não passa de um alarme falso. Até hoje, o arquivo não tem um único
documento digitalizado. E muito menos climatização adequada ou atendimento
informatizado. Para quem acha que esses males são privilégio do Piauí, convém
conhecer melhor a dura realidade dos acervos públicos do país. Paraíba e
Tocantins, por exemplo, não têm sequer arquivo público estadual. No Amapá, o
arquivo só existe, literalmente, no papel.
“O arquivo do Piauí tem
um dos maiores acervos do Nordeste. Mas muitos documentos dos séculos XVII e
XVIII ainda estão em caixas, sem catalogação. Muita coisa está se perdendo”,
lamenta a historiadora Claudete Maria Miranda, professora aposentada da UFPI. A
equipe do arquivo reconhece a situação. “O governo não libera recursos. Faz
muitos anos que temos o sonho de digitalizar documentos. Não sei de onde partiu
o boato desse projeto de digitalização. Conseguimos uma verba de R$ 400 mil faz
algum tempo, mas até agora não recebemos”, conta Terezinha Cortez, arquivista e
ex-diretora do APPI.
Em Sergipe, o quadro também é
desalentador. O arquivo tem problemas de acessibilidade e poucos funcionários
capacitados. “Ele está organizado de forma muito precária, e a conservação da
documentação está bem ruim. Não tem nada informatizado, você tem que fazer a
transcrição manualmente. A digitalização nunca foi prioridade. Isso tudo é um
obstáculo ao conhecimento”, afirma, indignada, Edna Maria Mattos Antônio,
historiadora da Universidade Federal de Sergipe.
O caso do Arquivo Público da
Bahia (APB) vem sendo divulgado na imprensa desde fevereiro de 2011, quando a
energia foi cortada por risco de incêndio [ver “Memória em apuros”, RHBNnº
78]. “O prédio não comporta mais a documentação. Há alguns meses, o setor de
arquivos privados foi transferido por risco de desabamento do piso”, denuncia
Urano de Andrade, historiador da UFBA. Segundo a diretora do APB, Maria Teresa
Matos, até o fim de outubro seria concluída a primeira etapa das obras no
sistema elétrico. A segunda etapa ainda não tem prazo previsto. E em relação à
mudança de prédio, nenhuma alternativa foi encontrada até agora.
Os problemas nos arquivos são
quase sempre os mesmos, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Procurado
pela RHBN, o Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), do Arquivo Nacional,
passou a bola adiante. “Nós apoiamos os arquivos, mas não podemos intervir. Os
próprios diretores acharam melhor ter autonomia e constituir o Fórum Nacional
de Arquivos Públicos Estaduais”, afirma Domícia Gomes, da Coordenação de Apoio
ao Conarq. No entanto, segundo Márcio de Souza Porto, diretor do Arquivo
Público do Estado do Ceará e um dos principais envolvidos no Fórum, a
instituição não pode fazer quase nada em termos de execução.
Para Margareth Silva,
vice-presidente da Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB), o motivo de
tantos casos semelhantes é mesmo o descuido dos governos estaduais. Mas o
Arquivo Nacional também teria sua parcela de culpa. “O Arquivo fez uma série de
decretos e resoluções, mas não tratou de uma política nacional, com metas
claras e fiscalização de atividades. Sem isso, os arquivos não vão conseguir
crescer”, argumenta.
Como está o arquivo de seu
estado? Veja outras denúncias e participe do Fórum sobre o tema.
Boletim eletrônico da Revista de História da Biblioteca Nacional
Cine História: Apenas um tom de cinza
Primeiro filme da trilogia
'Jogos Vorazes' aparece como caricatura da sociedade contemporânea mesmo com
todo o apelo comercial [Leia mais]
Para gringo não ver
Após duas liminares cassadas
pela Justiça Federal, situação da Aldeia Maracanã, no Rio de Janeiro, é
crítica. Líderes indígenas falam sobre a ordem de despejo que paira sob suas
cabeças desde outubro [Leia mais]
O imperador republicano
Biblioteca Fazendo História
deste mês acontece na terça, dia 27, às 16h, na Biblioteca Nacional. Evento
discute as contradições de D. Pedro II durante sua trajetória política no
Brasil [Leia mais]
Patrimônio em perigo – Especial Arquivos Públicos Estaduais
O Arquivo Público do Piauí não
tem um único documento digitalizado. E muito menos climatização adequada ou
atendimento informatizado. Situação se repete em outras tantas instituições do
Brasil [Leia mais]
Passando o ponto
Prédios centenários da Rua da
Carioca são vendidos em lote. Seu destino é incerto [Leia mais]
Loja virtual
Na Loja virtual da Revista
de História, você pode assinar a revista por um ou dois anos, além de comprar
exemplares da revista História da Ciência, assim como a coleção História no
Bolso. [Confira]
Evento Encontro com Ações Afirmativas
No mês da Consciência Negra, a
Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, propõe, à
comunidade baiana, uma discussão sobre o surgimento do movimento educacional
negro e de sua importância para a implantação das ações afirmativas nas universidades
baianas, além de debater sobre o papel do Poder Legislativo, nos âmbitos
municipal, estadual e federal, na construção de políticas públicas que visem a
combater o racismo e diminuir a desigualdade racial no nosso país.
Data: 26 de novembro de 2012
Local: Auditório do Instituto
Geográfico e Histórico da Bahia
Horário: 14 às 19h
Mesa 1 - O movimento
educacional negro e as ações afirmativas nas universidades baianas.
Data: 26 de novembro de 2012
(segunda-feira)
Local: Auditório do Instituto
Geográfico e Histórico da Bahia
Horário: 14h
Regina Costa Farias
Coordenadora do Centro de
Cultura, Orientação e Estudos Quilombo Coequilombo
Plataforma - Salvador
Pedro Roberto dos Santos
Coordenador Pedagógico do Instituto
Cultural Beneficente Steve Biko
Largo do Carmo Centro
- Salvador
Eremita Costa
Coordenadora do Quilombo Ilha
Mar Grande - Vera Cruz
Ana Célia da Silva
Professora da Universidade do
Estado da Bahia - UNEB
Mesa 2 - Políticas públicas
para as comunidades negras
Data: 26 de novembro de 2012
(segunda-feira)
Local: Auditório do Instituto
Geográfico e Histórico da Bahia
Horário: 16h
Vereadora Marta Rodrigues
Presidente da Comissão da
Reparação
Vereador eleito Sílvio Humberto
Câmara Municipal de Salvador
Deputado Estadual Bira Coroa
Presidente da Comissão de
Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa da Bahia
Deputado Federal Luiz Alberto
Comissão de Direitos Humanos e
Minorias da Câmara dos Deputados
Atenciosamente,
Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
3117-6067
Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
3117-6067
II Simpósio Internacional de Estudos Inquisitoriais
O II Simpósio Internacional de
Estudos Inquisitoriais visa aprofundar e trazer novas reflexões
historiográficas acerca da organização, funcionamento e atuação dos tribunais
inquisitoriais medievais e modernos, nas diversas dimensões da sociedade. As
conferências, as mesas-redondas e os simpósios temáticos dessa segunda edição
centrar-se-ão em torno do tema Religião e Poder. Tal como o primeiro Simpósio
(agosto 2010), este representará, igualmente, um espaço de debate aberto, para
todos aqueles que o desejarem.
Inscrições Abertas
Encontram-se abertas as inscrições para
proposição de Simpósios
Temáticos e para Ouvintes.
Exposição Antonio Balbino: ideias e realizações
O lançamento da exposição sobre
a vida e obra de Antonio Balbino: ideias e realizações será realizada
no dia 21, às 19h, no foyer do Teatro Castro Alves (TCA). Na ocasião, os
professores Eduardo José Santos Borges (Uneb) e Nivaldo Vieira de Andrade
Júnior (Ufba) farão palestra sobre o homenageado. A mostra encerra-se no dia 04
de dezembro e faz parte das celebrações do centenário do ex-governador da Bahia
Antonio Balbino. A realização é da Fundação Pedro Calmon (FPC), através do
Centro de Memória da Bahia/Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia.
SERVIÇO:
O quê - Exposição Antonio Balbino: ideias e realizações.
Quando – Quarta-feira, dia 21 de novembro, 19h.
Onde - Foyer do Teatro Castro Alves, Campo Grande.
Período da exposição: De 21 de novembro a 04 de dezembro de 2012.
O quê - Exposição Antonio Balbino: ideias e realizações.
Quando – Quarta-feira, dia 21 de novembro, 19h.
Onde - Foyer do Teatro Castro Alves, Campo Grande.
Período da exposição: De 21 de novembro a 04 de dezembro de 2012.
EM BUSCA DE VENTURA, FORTUNA E CASAMENTO
Ilustríssimo Senhor Dr. Chefe de Polícia
Comunico a Vossa Senhoria as 11 horas da noite
cerquei uma casa ao Cabula, onde na quarta-feira e sábados há grande
concorrência de famílias a fim de tomarem ventura.
Os donos da casa são Agostinho José Ferreira e
Clara Maria da Conceição que vão a presença de Vossa Senhoria a fim de
providenciar a tal respeito, visto eles fazerem disso o modo de viver.
Deus Guarde a Vossa Senhoria
Bahia e Subdelegacia de Santo Antonio, 19 de agosto
de 1877.
Obedecendo ao respeitável despacho de Vossa
Excelência, anexado na petição retro, cabe-me informar-lhe que, chegando ao meu
conhecimento no mês próximo passado de haver no Cabula ou suas imediações uma
casa ou antes uma espelunca, em que se praticavam cenas supersticiosas e
revoltantes; pois que não só ofensivas á nossa Santa Religião, como também a
moralidade das famílias inexperientes, que, á pretexto de achar casamentos,
tentar fortuna e tirar vindictas de seus desafetos, corriam pressurosos e
cheios de confiança á aludida casa, habitada pelos peticionários, aos quais
pagando largamente, iam consultar sobre suas pretendidas imaginações, esperando
deles, por supô-los inspirados profetas, valioso apoio e pronto remédio.
Indignado fiz na noite de 15 do referido mês para
ali marcharem as praças do meu destacamento e a uma hora da madrugada ordenei o
cerco da referida casa, na qual observando as formalidades exigidas, penetrei
acompanhado das respectivos, Escrivão e Comandante do mesmo destacamento.
Contemplando a dita casa abjeta, que meus olhos se
descortinava, enchi-me de pasmo por ver que a tais horas essa casa se achava
literalmente cheia, pois nela estavam muitos Pais de família, com suas filhas,
moços de alguma educação e grande concurso de povo de todas as classes, e oh
horror!.. Até um Padre!!... É na verdade depravação ilimitada um Reverendo
pactuar com tanta infâmia!!!!!...
Nessa hora para eles talvez amarga, em presença da
mesma força, cresceu a confusão, proveniente do terror dos sitiados, a quem
logo tratei de sossegar, censurado-os em seguida e reprovando o seu lamentável
procedimento, pois que iludidos, acreditavam numa seita infundada e mentirosa,
donde só lhes podia vir o prejuízo a
desmoralização. Em continente intimei a prisão a Agostinho, o curandeiro e a
sua Jacobina, únicos responsáveis e criminosos em todo esse drama, os quais fiz
apresentar no mesmo dia a Vossa Excelência que, não tendo ciência desses
industriosos feitos, e deixando-se levar por seus rogos e humilhações, dei-lhes
a liberdade, para agora julgarem-se com direito de exigir uma licença de Vossa
Excelência, o qual os garanta em suas cenas degradantes, e os ponha a salvo de
qualquer agressão.
Os suplicantes jeitosos poderão insinuar-se no
espírito dos incrédulos e encantos, apregoando-se de uma força misteriosa, e
com isso fazem atrair a grande concorrência de ambos os sexos, como acabei de
ver, e quais outros parasitas vão sugando-lhes o suor e extorquindo de cada
visitante a bagatela de cinco mil réis por noite!...
Ilustríssimo Senhor, por informantes fidedignos
estou por demais convencido de que os suplicantes, longe de louvarem o nosso
Bom Deus, como em sua petição afirmam, pelo contrário, nessas funestas reuniões
ultrajam-no; pois que, esses moços e tantos outros frequentadores dessas
bacanais, sempre desenfreados, de maus precedentes, acostumados a difamações e
auxiliados pelos supostos curandeiros, cometem toda espécie de imoralidades,
cujos fins libidinosos para ali os arrastam!...
Em vista, pois, desta triste exposição, que
infelizmente é a verdade, seria irrisório e até culpável o consentimento pleno
de tão perigosas reuniões, que tomaram de certo proporções assustadoras se os
suplicantes forem autorizados pela Polícia, como desejam.
Mas Vossa Senhoria escrupuloso e justiceiro, como
estou certo que não pactuará com tanta imoralidade.
Bahia Subdelegacia do 2º distrito de Santo Antonio,
17 de setembro de 1877.
O Subdelegado
Fortunato José de Andrade.
Fonte:
Arquivo Público da Bahia
Seção Colonial Provincial
Subdelegados - 1877
Maço: 6245
HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA
A Fundação Biblioteca Nacional
oferece aos seus usuários a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA, portal de periódicos
nacionais que proporciona ampla consulta, pela internet, ao seu acervo de
periódicos – jornais, revistas, anuários, boletins etc. – e de publicações
seriadas.
Na HEMEROTECA DIGITALBRASILEIRA pesquisadores de qualquer parte do mundo passam a ter acesso,
inteiramente livre e sem qualquer ônus, a títulos que incluem desde os
primeiros jornais criados no país – como o Correio Braziliense e a Gazeta do
Rio de Janeiro, ambos fundados em 1808 – a jornais extintos no século XX, como
o Diário Carioca e Correio da Manhã, ou que não circulam mais na forma
impressa, caso do Jornal do Brasil.
Entre as publicações mais
antigas e mesmo raras do século XIX estão, por exemplo, O Espelho, Reverbero
Constitucional Fluminense, O Jornal das Senhoras, O Homem de Cor, Marmota
Fluminense, Semana Illustrada, A Vida Fluminense, O Mosquito, A República,
Gazeta de Notícias, Revista Illustrada, O Besouro, O Abolicionista, Correio de
S. Paulo, Correio do Povo, O Paiz, Diário de Notícias, e também os primeiros
jornais das províncias do Império.
Quanto ao século XX, podem ser
consultados revistas de grande importância como Careta, O Malho, O Gato,
Revista da Semana, Klaxon, Revista Verde, Diretrizes e jornais que marcaram
fortemente a história da imprensa no Brasil, como A Noite, Correio Paulistano,
A Manha, A Manhã e Última Hora.
Periódicos de instituições
científicas também compõem um segmento especial do acervo já disponível. São
alguns deles os Annaes da Escola de Minas de Ouro Preto, O Progresso Médico, a
Revista Médica Brasileira, os Annaes de Medicina Brasiliense, o Boletim da
Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, a Revista do Instituto Polytechnico
Brasileiro, a Rodriguesia: revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o
Jornal do Agricultor, entre muitos outros. O pesquisador pode consultar também
outras modalidades de publicação, como o Boletim da Illustríssima Câmara
Municipal da Corte, os Relatórios dos Presidentes das Províncias (no Império) o
Boletim do Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, a Revista do
Archivo Público Mineiro, a Gazeta dos Tribunaes: dos juízes e factos judiciaes,
do foro e da jurisprudência (Rio de Janeiro) etc.
A consulta, possível a partir
de qualquer aparelho conectado à internet, é plena e avançada. Pode ser
realizada por título, período, edição, local de publicação e palavra(s). A
busca por palavras é possível devido à utilização da tecnologia de
Reconhecimento Ótico de Caracteres (Optical Character Recognition – OCR), que
proporciona aos pesquisadores maior alcance na pesquisa textual em periódicos.
Outra vantagem do portal é que o usuário pode também imprimir em casa as
páginas desejadas.
Além da chancela do MINISTÉRIO
DA CULTURA, a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA é reconhecida pelo MINISTÉRIO DA
CIÊNCIA E TECNOLOGIA e tem o apoio financeiro da FINANCIADORA DE ESTUDOS E
PROJETOS – FINEP, o que tornou possível a compra dos equipamentos necessários e
a contratação de pessoal para a sua criação e manutenção. Neste momento do
lançamento do portal – julho de 2012 –, são cinco milhões de páginas
digitalizadas de periódicos raros ou extintos à disposição dos pesquisadores,
número que se multiplicará com a continuidade da reprodução digital.
ACESSE: http://hemerotecadigital.bn.br/
Revista Acervo aborda a difusão cultural em arquivos
O novo volume do periódico do
Arquivo Nacional discute a difusão cultural nos acervos do país. Os desafios
encontrados por aqueles que estão envolvidos no trabalho de divulgar os acervos
através de projetos e ações que visam produzir conhecimento, propiciando o
acesso do público ao seu passado e cultura, são abordados por profissionais do
Brasil e do mundo.
Editada por Claudia Heynemann e
Maria do Carmo Rainho, a Revista apresenta textos de Haike Roselane Kleber da
Silva, Andresa Cristina Oliver Barbosa (Arquivo Público do Estado de São Paulo);
Raphael Rajão Ribeiro, Michelle Márcia Cobra Torre (Arquivo Público da cidade
de Belo Horizonte); Rosimere Mendes Cabral (Universidade Federal
Fluminense); além de Krzysztof Pomian (Professor da Universidade Nicolas
Copernic/ Polônia. Diretor de Pesquisa
do Centre de Recherches Historiques - École de Hautes Études en Sciences Sociales) e Annick Pegeon (pesquisadora da Universidade de Artois. Responsável pelo Serviço Educativo dos Archives Nacionales da França.) Inclui também uma entrevista com Ruth Roberts, do National Archives do Reino Unido.
do Centre de Recherches Historiques - École de Hautes Études en Sciences Sociales) e Annick Pegeon (pesquisadora da Universidade de Artois. Responsável pelo Serviço Educativo dos Archives Nacionales da França.) Inclui também uma entrevista com Ruth Roberts, do National Archives do Reino Unido.
A Revista Acervo está
disponível on line, no seguinte endereço: http://revistaacervo.an.gov.br/seer/index.php/info
PASSEIO NO TEMPO
Seja bem-vindo à Casa do Rio de
Janeiro. Aqui você poderá fazer um “passeio no tempo”, desde o período colonial
até os nossos dias, vivenciando as transformações da paisagem do Rio de Janeiro
em um de seus locais mais simbólicos, o Largo da Carioca.
Poderá descobrir também um
pouco mais sobre a história de alguns serviços urbanos tão essenciais para o
dia-a-dia da cidade e acompanhar o seu desenvolvimento ao longo dos anos, na
cronologia. Se quiser, poderá ainda conhecer algumas das residências que marcaram
o cenário urbano e até hoje podem ser vistas na cidade.
As informações foram divididas
em períodos, durante os quais a cidade do Rio de Janeiro desempenhou diferentes
papéis políticos e administrativos: cidade colonial e sede da colônia; sede de
uma monarquia transatlântica e do Império Brasileiro; capital da República; e,
por fim, cidade-estado, centro metropolitano e capital estadual.
Fundada em 1565, a cidade do
Rio de Janeiro tinha apenas 40 mil habitantes quando se tornou capital do
Brasil Colônia, em 1763. Cresceu rapidamente depois da chegada da corte
portuguesa, em 1808, continuou crescendo ao tornar-se capital do Reino Unido de
Portugal e Algarves, em 1812, e ainda mais como capital do Império do Brasil, a
partir de 1822.
Contava 800 mil habitantes
quando se tornou capital da República, em 1889, e quase 3,3 milhões quando
cedeu esse posto a Brasília, em 1960, passando a ser simplesmente a Belacap, a
cidade maravilhosa. Hoje o Rio de Janeiro tem mais de 6,3 milhões de habitantes
e integra uma Região Metropolitana cuja população se aproxima da casa dos 12
milhões.
Ao reunir informações
históricas sobre a cidade do Rio de Janeiro e sua região metropolitana, de
forma dinâmica e interativa, este site destaca a importância dos serviços
públicos urbanos. Além disso, a Casa do Rio de Janeiro ajuda a preservar na
memória carioca as belíssimas imagens e os fatos que fazem desta cidade um
lugar maravilhoso para se viver e um dos destinos turísticos mais almejados do
mundo.
ACESSE: http://www.casadorio.com.br/
IV Seminário Nacional de Estudos de História e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas
O Seminário Nacional de Estudos
de História e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas tem sua gênese no Seminário
sobre História da África e Cultura Afro-brasileira ocorrido no período de 21 a
24 de novembro de 2006, fruto do empenho de um grupo de professores (as),
pesquisadores (as), e estudantes da UEPB, e os membros do movimentos sociais
negros e comunidades quilombolas. A junção dos esforços foi importante para a
realização desse evento, a constituição do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e
Indígenas e, sobretudo, o intercâmbio entre estudantes, pesquisadores (as) e as
lideranças e representantes dos movimentos sociais negros e das comunidades
quilombolas e indígenas da Paraíba. Convidamos estudantes, professores (as) e
pesquisadores (as) das diversas áreas do conhecimento que lidam com a temática
afro-brasileira, africana e indígena a participarem no período de 20 a 22 de
novembro de 2012 do IV Seminário Nacional de Estudos de História e Culturas
Afro-Brasileiras e indígenas que traz o tema Por uma educação étnico-racial:10
anos da lei 10.639/2003 e será realizado no campus I da
Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande – PB. Esse IV Seminário se
dispõe a ser um espaço de discussão, debate e de novos aprendizados sobre a
matriz africana e indígena na formação da sociedade brasileira e na
constituição dos seus valores e práticas culturais. O evento visa reunir
professores (as), pesquisadores (as), estudantes de graduação, pós-graduação,
representantes de movimento sociais negros e indigenistas, comunidades de
terreiros e indígenas.
ACESSE: http://sites.uepb.edu.br/neabi/
“O Trem da História. Cem anos da Madeira Mamoré: Educação, Imaginário e Patrimônio”
“O Trem da
História. Cem anos da Madeira Mamoré: Educação, Imaginário e
Patrimônio” – compondo a condição de XIX Semana de História, o I Encontro do
Imaginário e o I Encontro Estadual de História da ANPUH – Seção de Rondônia,
visa contribuir para o necessário envolvimento acadêmico e comunidade docente,
quer do Ensino Público, quer seja do privado, da rede de ensino fundamental e
médio, sobretudo em torno de nossas próprias memórias em torno dos monumentos,
práticas e saberes “escolhidos” como patrimônios históricos constituindo
indagações sobre a História desses próprios patrimônios e daqueles tantos
outros deixados ao longo do caminho, ao longo dos trilhos, abandonados nas
estações do esquecimento.
III Encontro Estadual de Educação e Relações Étnicas
No
período de 16 a 20 de novembro de 2012 acontecerá, na Universidade Estadual do
Sudoeste da Bahia – Campus de Jequié, o III Encontro Estadual de Educação e
Relações Étnicas, VIII Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira com o
tema “Legado Africano, Afro-brasileiro, Indígenas e Quilombolas: Avanços e
Perspectivas” objetivando reunir pesquisadores e pesquisadoras de diversas
instituições, docentes e discentes da educação básica e pessoas interessadas
pela temática da Educação, Relações Étnicas e Culturas Afro-brasileiras a fim
de: discutir as referidas temáticas; fortalecer a implantação da lei 10639/2003
e 11645/2008; estabelecer contato com os NEAB's e órgãos correlatos no Estado
da Bahia; reforçar as políticas de ações afirmativas no âmbito universitário;
promover um espaço de reflexão sobre os dilemas e impasses para a abordagem da
história e cultura afro-brasileira na educação básica; contribuir na formação
inicial e continuada de professoras e professores do ensino fundamental e médio
e realizar intercâmbio de experiências e relatos sobre as práticas educativas
envolvendo a temática educação e etnicidade.
Para atingir objetivos deste evento estamos propondo uma programação com mesas
redondas, conferências, mini-cursos, oficinas, palestras e apresentação de
trabalhos desenvolvidos sobre a temática e atividades culturais.Este evento é
organizado pelo ODEERE (Órgão de Educação e Relações Étnicas com Ênfase em
Culturas Afro-brasileiras da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia),
núcleo de estudos afro-brasileiros que desenvolve suas atividades em parceria com
o MEC/SESU/UNIAFRO em todo território nacional nas IES e IFS, com o objetivo de
desenvolver estudos da temática afro-brasileira.Em suma, verificamos a
necessidade de promover este encontro por compreender que eventos como este
servem para estabelecer pontes entre ensino, extensão e pesquisa; pois
discute-se acerca de temáticas sugeridas para o trabalho dos docentes em todos
os níveis de ensino ampliando esta discussão para possibilitar implantação das
políticas de ações afirmativas. Por fim, julga-se de extrema importância levar
os cidadãos e cidadãs a refletirem acerca da positivação da identidade como
africanos/africanas e afro-brasileiros/afro-brasileiras.
ACESSE: http://www.uesb.br/eventos/odeere/
VI Encontro "Escravidão & Liberdade no Brasil Meridional"
Os organizadores do VI Encontro
Escravidão & Liberdade no Brasil Meridional convidam pesquisadores para
este evento, que se
realizará em Florianópolis, entre os dias 15 e 18 de maio de 2013, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina.
Como nos encontros bianuais já realizados (Castro, 2003; Porto Alegre, 2005; Florianópolis, 2007; Curitiba, 2009; Porto Alegre, 2011), este também tem por objetivo reunir pesquisadores que se dedicam aos temas da escravidão da liberdade e do pós-emancipação na região sul do país, bem como aqueles que, tratando de assuntos correlatos ou estudando outros espaços, possam estabelecer conexões com a região ou com temáticas privilegiadas pelo encontro.
realizará em Florianópolis, entre os dias 15 e 18 de maio de 2013, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina.
Como nos encontros bianuais já realizados (Castro, 2003; Porto Alegre, 2005; Florianópolis, 2007; Curitiba, 2009; Porto Alegre, 2011), este também tem por objetivo reunir pesquisadores que se dedicam aos temas da escravidão da liberdade e do pós-emancipação na região sul do país, bem como aqueles que, tratando de assuntos correlatos ou estudando outros espaços, possam estabelecer conexões com a região ou com temáticas privilegiadas pelo encontro.
CONTANDO HISTÓRIAS: GERALDO PRADO
ACESSE NA ÍNTEGRA: http://www.museudapessoa.net/_index.php/historia/5087-geraldo-prado?historia=integra
“Todo mundo tem uma história para contar”
O Museu da Pessoa e
a Editora Olhares lançam no dia 27 de novembro, a partir das 19:00 h, na
Livraria da Travessa do Shopping Leblon, o livro “Todo mundo tem uma história
para contar”. São textos de 20 entrevistados comentados por personalidades como
Eliane Brum, Luiz Egypto, Martha Medeiros, Regina Casé, Heloísa Buarque de
Hollanda, Paul Thompson (historiador inglês), Wellington Nogueira, Carlos
Alberto Cândido, José Roberto Torero entre outros.
Veja os entrevistados do livro
no site abaixo:
PÓS-GRADUAÇÃO "LATO-SENSU" FACULDADE SÃO BENTO DA BAHIA
Para mais informações, entre em contato através do telefone
(71) 3017-1365 / 1382 ou através do site www.saobento.org/Faculdade
LANÇAMENTO: TERROR E AVENTURA: Tráfico de africanos e cotidiano na Bahia
Conta a história do tráfico de
africanos no Oceano Atlântico e trata da vida cotidiana do negro na
Bahia, a partir do século 16. Com 124 páginas, a publicação reflete uma
vasta pesquisa e reúne 80 imagens, gravuras, pinturas documentais e fotografias,
que mostram o negro como protagonista da aventura colonial no Brasil, tendo o
Recôncavo baiano e a cidade do Salvador como cenário.
Com muita alegria convidamos
vocês para a inauguração da nova loja da Livraria LDM.
Venha conhecer o novo espaço e
participe do lançamento do livro:
TERROR E AVENTURA
Tráfico de africanos e
cotidiano na Bahia
Quarta-feira, 21 de novembro,
das 18H às 21H, na LDM do Espaço Itaú de Cinema.
(Espaço de Cinema Glauber
Rocha. Praça castro Alves s/n – Centro – Salvador – Bahia)
Ou escreva para eventos@livrariamulticampi.com.br
A Spectrum From Slaves to Saints
“The Three Mulattoes of
Esmereldas” (1599) is one of the works in “Revealing the African Presence in
Renaissance Europe," at the Walters Art Museum in Baltimore. More
Photos »
Published: November 8, 2012
BALTIMORE — In a fall art
season distinguished, so far, largely by a bland, no-brainer diet served up by
Manhattan’s major museums, you have to hit the road for grittier fare. And the
Walters Art Museum here is not too far to go to find it in a high-fiber,
convention-rattling show with the unglamorous title of “Revealing the African Presence in Renaissance
Europe.”
Visually the exhibition is a
gift, with marvelous things by artists familiar and revered — Dürer, Rubens,
Veronese — along with images most of us never knew existed. Together they map a
history of art, politics and race that scholars have begun to pay attention to
— notably through “The Image of the Black in Western Art,” a multivolume book
project edited by David Bindman and Henry Louis Gates Jr. — but that few
museums have addressed in full-dress style.
Like the best scholarship, the
Walters show, organized by Joaneath Spicer, the museum’s curator of Renaissance
and Baroque art, is as much about questions as answers, and makes no bones
about that. Many wall labels begin with an interrogative, suggesting that a
museum visitor’s reading of a particular image carries as much weight as the
curator’s.
And, like most ambitious but
risky undertakings, it has flaws. There is evidence of budget limitations.
Although no corners were cut in getting crucial European loans, the catalog — a
good one — has come in a third smaller in size than planned and with signs of changes-at-the-last-minute
production.
The presence of a chatty
“resource center” midway through the show, with gamelike audience-participation
activities on offer, will rile museum purists. (I have no problem with it.)
And, in a show that tackles the issue of race head-on, the line between an
objective view of the past taken on its own terms and interpretation of it in
light of the present can sometimes feel precariously drawn.
But in the end none of this
matters. The show is so interesting to look at and so fresh with historical
news as to override reservations. It does what few museum shows ever do: It
takes a prized piece of art history, one polished to a glow by generations of
attention, and turns it in an unexpected direction, so it catches the searching,
scouring rays of new investigative light.
Europe’s ties to Africa were
ancient but sporadic. Particularly strong bonds were forged during the heyday
of the Roman Empire. And in the 15th and 16th centuries, the period covered by
the Walters show, they were renewed. True, as early the eighth century a pocket
of intercontinental culture had sprung up in Muslim-occupied southern Spain.
But it wasn’t until that occupation was coming to a close that a broader
exchange began.
By the mid-1400s an
expansionist Europe was hungry for new materials and markets, and a globally
minded Roman Catholic Church sought new members. Well before Vasco da Gama
first sailed around Africa, Portuguese merchants had opened trading depots
along its west coast. And enterprising Africans were coming to Europe.
In 1484 a Congolese delegation
visited Lisbon on a diplomatic mission, and Ethiopian Christian pilgrims were
establishing permanent communities in Rome.
Superficially Africa and Europe
had embarked on an age of cosmopolitan rapport, an idea promoted in art. It was
during this period that the convention was introduced of including a black
African as one of the three foreign kings in images of the Adoration of the
Magi. A beautiful early-16th-century Flemish example and one with, exceptionally,
two black figures, tenderly particularized, opens the Walters show on a utopian
note, with a vision of multicultural harmony.
In reality harmony was rarely
associated with Africa in the European mind. Known primarily secondhand from
sensationalizing ancient texts, the African continent was often depicted in the
Renaissance as a place of freakish beasts and bestial, violence-prone,
naturally subject peoples. The attitude found its place in Renaissance
decorative objects like oil lamps and door pulls cast in the shape of African
heads, and in paintings that routinely included dark-skinned figures as
servants or slaves.
Slavery had a long
institutional history in Europe, and for centuries most slaves were white, from
the eastern Mediterranean and Russia. The source changed with the beginnings of
an African slave trade in Europe in the mid-1400s. And the complexion of
European art, subtly but surely, changed with it.
Colaboradora dessa postagem: Kristin Mann
FONTE: The New York Times
Aprovado projeto que regulamenta profissão de historiador
Aprovação
deixa projeto muito próximo de uma realidade concreta. Entenda a situação.
O
Senado aprovou nesta quarta-feira (7) projeto que
regulamenta a profissão de historiador. O PLS 368/09, do
senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece que o exercício é privativo
dos diplomados em cursos de graduação, mestrado ou doutorado em História. Os
historiadores poderão atuar como professores de História nos ensinos
básico e superior; em planejamento, organização, implantação e direção de
serviços de pesquisa histórica; e no assessoramento voltado à avaliação e
seleção de documentos para fins de preservação.
Aprovado nas
comissões de Assuntos Sociais (CAS); de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ); e de Educação, Cultura e Esporte (CE), o projeto recebeu
emenda, em Plenário, do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) que retirou do texto
original a referência aos locais onde o trabalho do historiador poderia ser
desempenhado.
Discussão
Assim
como Pedro Taques (PDT-MT), o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP)
votou contra o projeto. Ele considerou "um profundo equívoco" dar
exclusividade em atividades de ensino e pesquisa, seja em
graduação ou pós-graduação, apenas para quem tem formação em História. Na
opinião do parlamentar, a situação cria "absurdos" como impedir
que economistas, sociólogos, diplomatas ou outros profissionais
qualificados ministrem a disciplina, havendo o risco de
"engessar" o ensino da História.
– [A
História] É a investigação sobre a evolução das sociedades humanas que tem
que ser vista sob os mais diferentes prismas. História é política. História é
vida. História é pluralismo. Não pode ser objeto de um carimbo profissional –
argumentou.
Aloysio
Nunes ainda condenou o que chamou de "reserva de mercado" dos
profissionais com curso superior em História e a formação de uma
"República Corporativa do Brasil", onde cada profissão exige
"seu nicho de atividade exclusiva em prejuízo da universalidade do
conhecimento".
Capacitação
Já a
senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu o projeto ao ler relatório do senador
Flexa Ribeiro (PSDB-PA), aprovado na CCJ, em que este declara que "a
omissão do legislador pode permitir que pessoas inabilitadas no exercício
profissional coloque em risco valores, objetos ou pessoas."
O
texto ressalta ainda a relevância do papel do historiador na
sociedade, com "impactos culturais e educativos" capazes de ensejar
"a presença de normas regulamentadoras" da profissão. E conclui que
não pode permitir que o campo de atividade desses profissionais seja ocupado
por pessoas de outras áreas, muitas delas regulamentadas, mas sem a capacitação
necessária para exercer o trabalho.
A
matéria segue agora para votação na Câmara dos Deputados.
Fonte: Agência Senado
VII Colóquio História e Arqueologia da América Indígena
Desde sua fundação, em 2000, o
objetivo principal do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da
Universidade de São Paulo (CEMA/USP) tem sido incentivar, no Brasil, a
realização de pesquisas acadêmicas sobre os povos indígenas da Mesoamérica e dos
Andes Centrais, especialmente dos períodos pré-hispânico e colonial, mas
também sobre outros períodos históricos ou outras regiões do continente. A
realização deste objetivo passa,
necessariamente, por promover o diálogo entre essas
pesquisas e as que se desenvolvem em outros países – tarefa para a qual os
seis colóquios anteriores, realizados entre 2002 e
2010, muito contribuíram. Com a
expectativa de avançar neste diálogo, convidamos pesquisadores,
professores, alunos e demais interessados a assistir ou expor suas atividades
acadêmicas (projetos ou resultados de pesquisa) no VII Colóquio História e Arqueologia
da América Indígena, a ser realizado nos dias 12, 13 e 14 de novembro de
2012, no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas (FFLCH) da USP. Contamos com sua participação e esperamos que
este colóquio, assim como os anteriores, seja um foro de debate dos estudos
sobre os povos ameríndios de todas as regiões e épocas, e não apenas sobre os
mesoamericanos e andinos da época pré-hispânica ou colonial. Dessa forma,
talvez consigamos incentivar também o debate acadêmico entre arqueólogos,
antropólogos e historiadores, o qual parece ser fundamental para o avanço dos
estudos sobre os povos ameríndios.
ACESSE: http://www.usp.br/cema/
Encontro de Jovens Investigadores em História Moderna 2013
Bem-vindos à terceira edição do
Encontro Internacional de Jovens Investigadores em História Moderna. Este
encontro, destinado tal como o nome indica a jovens investigadores, teve a
honra de ser representado na sua primeira edição na cidade de Lisboa, nas
instalações do ISCTE no ano de 2009, organizado por membros do Centro de
Estudos de História Contemporânea. A segunda edição decorreu em 2011 na cidade
de Braga, organizado por membros do Departamento de História e do Instituto de
Ciências Sociais da Universidade do Minho, nas instalações do Museu D. Diogo de
Sousa.
Esta edição, na histórica cidade de Évora, conta com a organização de membros do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS), do Centro de História da Arte e Investigação Científica (CHAIA) e do Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência nasceu do Núcleo de Estudos de História e Filosofia da Ciência (CEHFCi) também da Universidade de Évora.
Esperamos por vós, decerto será um encontro com participações de elevada qualidade e uma oportunidade única de estar entre os pares, partilhar experiências, conhecimentos e pontos de vista. Desde já o nosso muito obrigado e um até breve.
Webiste Oficial: http://ejihm2013.weebly.com/
Pagina no facebook: https://www.facebook.com/IIIEJIHM2013Evora
LANÇAMENTO: MULHERES NEGRAS NO BRASIL ESCRAVISTA E DO PÓS-EMANCIPAÇÃO
Com artigos de Eduardo França
Paiva, Adriana Dantas Reis, Luciano Figueiredo, Mary Karasch, Giovana
Xavier, Solange Rocha, Valéria Gomes Costa, Juliana Barreto Farias, Sandra
Graham, Paulo Studart Moreira, Isabel Cristina dos Reis, Sandra Koutsoukos,
Maria Helena Machado, Camillia Cowling, Maria Cristina Wissenbach, Flávia
Fernandes, Petrônio Domingues, Antonio Liberac, Marcelo Paixão e Flávio Gomes.
Os temas da escravidão e da
presença africana tiveram destaque no chamado pensamento social brasileiro
desde o alvorecer do século XX. Por meio de inúmeras publicações, sabemos cada
vez mais sobre as estruturas sociais, demográficas, econômicas e culturais de
várias regiões, assim como de sua população de africanos e descendentes.
Entretanto, para algumas temáticas ainda há muitas indagações. Como foi a
participação das mulheres cativas na organização da sociedade escravista e nas
primeiras décadas do pós-emancipação? Como elaboraram sociabilidades,
modificando a própria vida e a de seus familiares? Como protestaram com
obstinação, minando a escravidão e contrariando a ideia de que aceitaram com
passividade a opressão imposta? Esta coletânea – que reúne importantes
especialistas na temática – avança nessa direção. Os vários ensaios passeiam
por cidades, plantations e áreas de mineração de norte a sul do Brasil, nos
séculos XVIII, XIX e primeiras décadas do XX. Com pesquisas originais, que
esmiúçam fontes diversas e privilegiam as biografias, temos um quadro amplo e
fascinante das experiências das mulheres africanas, crioulas, cativas e forras
– primeiras agentes da emancipação da comunidade de africanos e de seus
descendentes na diáspora.
Dia 30 de novembro, será a vez
de Salvador, na Livraria LDM, do Espaço Glauber Rocha.
Informativo do Arquivo Público do Estado de São Paulo - 2ª quinzena de outubro/2012
Assinar:
Postagens (Atom)























.jpg)

