ANPUH

Associação Nacional de História A entidade profissional dos historiadores brasileiros 28 de abril de 2009Informe-anpuh - 2° de Abril

Informe-anpuh - 2° de Abril
Informe Anpuh Abril 2009 Informe Anpuh – 2° de Abril 2009.Nesta Edição:1. Chamadas de artigos 2. Encontros3. Processo seletivo
1. Chamadas de artigosIniciamos a chamada da edição de número nove da Revista Eletrônica Ágora do PPGHIS da UFES (Vitória ES). A data limite de envio dos textos é 15 de maio de 2009.Mais detalhes aqui. A Comissão Editorial do Periódico História Revista (publicação semestral da Faculdade de História e do Programa de Pós-Graduação em História da UFG) está recebendo até 31 de julho de 2007, Artigos, Resenhas e Conferências para publicação nos volumes 14, n. 2 de 2009 e 15, n.1 e 2 de 2010. As normas para formatação de artigos etc encontram-se no portal de periódicos da UFG – História Revista Créditos 2. Para maiores informações: mariacsgo@yhoo.com.br Edital de Chamada para colaborações Escritas, ano II, v. 2, n.2, 2009.Prazo de recebimento das colaborações: 25/03/2009 a 25/06/2009Veja o Edital .
2. EncontrosCentro Cultural Banco do NordesteI Seminário BNB de política cultural.Programação IV Simpósio Internacional de História: Cultura e Identidades 13 a 16 de outubro de 2009, Goiânia, Goiás.Realização: Associação Nacional de História, Seção Goiás (ANPUH-GO)CRONOGRAMA. O Grupo de Trabalho História e Marxismo - ANPUH-RS convida a todos para sua 11ª reunião administrativa, que ocorrerá dia 25/04/2009, sábado, das 14h00 às 14h30, na sede da ANPUH-RS, que fica na Rua Caldas Júnior, nº 20, sala 24 (quase esquina com a Av. Mauá), no centro de Porto Alegre. Na ocasião será feita uma retomada dos planos de trabalho elaborados na reunião anterior, com o objetivo de dar seguimento nos projetos do grupo para 2009. 12º Encontro Internacional sobre Pragmatismo.Mais informações em: http://marxismors.wordpress.com V Encontro Regional Sul de História Oral “DESIGUALDADES E DIFERENÇAS”.UNIOESTE - Campus de Marechal Cândido Rondon - 25 a 28 de maio de 2009.www.unioeste.br/eventos/historiaoral Arquivo Público do Estado e Pinacoteca promovem o Seminário Internacional ‘A luta pela Anistia: 30 anos’. O Arquivo Público do Estado de São Paulo, a Pinacoteca do Estado e a Associação de Amigos do Arquivo realizam entre os dias 11 e 15 de maio o Seminário Internacional ‘A luta pela Anistia: 30 anos’. O evento irá ocorrer no auditório da Estação Pinacoteca/Memorial da Resistência. Mais informações em: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/ver_noticia.php?id=45 Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTROXVII Semana de História. V Jornada de Ensino de História:http://www.jornadadehistoria.info/semana

3. Processo SeletivoProcesso Seletivo docente para 03 vagas de professor adjunto com atuação no Programa de Mestrado em História social, no curso de graduação em História da Universidade Severino Sombra, com inscrições abertas até o dia 30 de abril de 2009.Para maiores informações, consultar o site www.uss.br. Universidade Federal do Rio Grande do SulAbertas as inscrições para Concursos Públicos de Títulos e Provas para docentes, a fim de prover cargos vagos nas Classes de Professor Adjunto, nível I.Mais informações aqui. Universidade Federal do Triangulo Mineiro.Edital. Vaga para Prof. Adjunto em Arqueologia da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG).Edital.
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REVISTA UFRB

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA / UFRB CENTRO DE ARTES, HUMANIDADES E LETRAS / CAHL RECÔNCAVOS –
Revista Acadêmica do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB – Cachoeira – BA. CHAMADA DE TRABALHOS A Recôncavos – Revista Acadêmica do Centro e Artes, Humanidades e Letras (CAHL) foi lançada, em março de 2008, em formato eletrônico (on line), no endereço: www.ufrb.edu.br/reconcavos/
A Revista dedica-se à publicação de artigos, resenhas e ensaios nas áreas de Comunicação, História, Museologia, Cultura, Cinema e audiovisual, Letras, Serviço Social e Ciências Sociais Aplicadas. Para o terceiro número, além de trabalhos nas áreas acima citadas a Revista propõe um DOSSIÊ sobre o tema CULTURA E DESENVOLVIMENTO. Com a escolha deste tema, pretende-se demonstrar a preocupação em abrir o leque para outras dimensões da noção de desenvolvimento, que não apenas a econômica, e destacar a importância da cultura como elemento fundamental das políticas, programas e projetos de desenvolvimento social. A data-limite para envio dos trabalhos é 30 de junho de 2009. Os trabalhos deverão ser enviados em cd-rom, para endereço abaixo, ou por e-mail, em arquivo doc ou similar anexo, para o endereço eletrônico: reconcavos@ufrb.edu.br O material encaminhado para publicação será submetido à análise do Conselho Editorial, reservando-se à Recôncavos o direito de publicar somente os artigos que obtiverem indicação favorável e que atenderem às normas de publicação.
RECÔNCAVOS – Revista Acadêmica do Centro de Artes, Humanidades e Letras – CAHL Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB - Campus de Cachoeira. Praça Ariston Mascarenhas s/n – Cachoeira – Bahia CEP 44300-000Tel: (075) 3425-2138 –
NORMAS PARA PUBLICAÇÃO:NORMAS DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS Recôncavos, periódico publicado pelo Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, aceita originais de artigos, resenhas e ensaios nas áreas de Comunicação, História, Museologia, Cultura, Cinema, Letras e Ciências Sociais Aplicadas. Os trabalhos não devem ter sido previamente publicados, nem enviados para publicação (exceto na forma de resumo em Anais) para outros veículos de divulgação. O Conselho Editorial emitirá pareceres a propósito dos trabalhos apresentados, podendo recusá-los. 1. Os artigos deverão ter entre 12 e 25 páginas; os ensaios entre 10 e 15, e as resenhas entre 3 e 5. Os textos devem ser apresentados enviados por e-mail ou em cd-rom, digitados no programa word for windows em fonte Times New Roman, espaço 1,5, corpo 12, margens 2,5 cm , com a seguinte formatação: Título e subtítulos em negrito; Identificação do autor após o título, à direita; Dados sobre o(s) autor(es) e instituição à qual pertence em nota ao pé da primeira página. A colocação do e-mail do autor é opcional. Citações recuadas em 2cm, em corpo 10; Títulos de obras citadas dentro do texto e destaques em itálico; Uso de numeração progressiva na subdivisão dos capítulos, quando necessário (NBR 6023). O Resumo deve sumarizar o conteúdo básico do trabalho e não exceder 300 palavras para os artigos. Devem ser incluídas entre três e cinco palavras-chave. O Resumo escrito em português deve ser seguido de um Abstract, resumo escrito em inglês, com as mesmas recomendações e três a cinco “key words” (palavras-chave). 2.0 Remissões bibliográficas em notas de rodapé (NBR 10520) ao longo do texto. 2.1 Indicação bibliográfica nas notas de rodapé iniciada pelo sobrenome do autor, seguido do nome. 2.2 Referências ao final do texto, seguindo a NBR 6023, com as atualizações necessárias: Repetição do nome do autor (não usar traço);

NOSSO ANDORINHA


Amigos, venho pedir a todos que orem por nosso professor Wilson Paulo. Nesta segunda feira ele foi vitimado em um atropelo próximo a sua residência e encontra-se internado no Hospital Geral do Estado. Hoje, quinta feira, tive notícias de que o seu quadro é estável. Qualquer novidade estarei postando.
Andorinha, estamos torcendo pela sua recuperação e temos certeza que logo em breve estaremos juntos discutindo as velhas e boas histórias.

LANÇAMENTO DE LIVRO: UMA COMUNIDADE SERTANEJA

Uma Comunidade Sertaneja: da sesmaria ao minifúndio - um estudo de história regional e local Erivaldo Fagundes Neves
Importante contribuição para a pesquisa histórica e para o estudo da história da Bahia e da formação socioeconômica do Brasil. Mostra, a partir da perspectiva de uma comunidade policultora e pecuarista sertaneja, suas articulações sociais, políticas e econômicas locais, regionais, coloniais, nacionais e internacionais. Esta segunda edição, atendendo a críticas e sugestões de leitores, trás novas informações e mais ilustrações do tema abordado.
Lançamento do livro Uma Comunidade Sertaneja, escrito por Erivaldo Fagundes Neves.
LANÇAMENTO: 24 de abril de 2009, sexta-feira. LOCAL: IX Bienal do Livro da Bahia - Estande 56/59Centro de Convenções da BahiaAvenida Simon Bolivar S/nºTel.: (71) 3117-3101 Horário: Às 18 horas. Mais: Durante o evento o livro terá o preço promocional de R$ 35,00!!!

SEMINÁRIO: ÁFRICAS

O Seminário Áfricas: Historiografia Africana e Ensino de História reunirá pesquisadores africanos e brasileiros, com o objetivo mais amplo de discutir quais são os novos caminhos da historiografia africana e o lugar da África na produção historiográfica contemporânea, assim como refletir que história da África está sendo ensinada tanto nas universidades brasileiras, quanto nas universidades africanas e quais os reflexos desse ensino no âmbito do sistema educacional brasileiro. Nesse sentido, deve-se considerar ainda, para o caso do Brasil, que a proposta se justifica – para além das relações sociais que este país tem com o continente africano –, face às alterações propostas pela Lei n.º 10.639 de 09 de Janeiro de 2003, que modificou as diretrizes e base da educação nacional – LDB 9394/96, passando incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira. Neste contexto, torna-se imprescindível o debate sobre a produção historiográfica que vem ocorrendo a partir, sobretudo, dos historiadores africanos e como essa historiografia vem influenciando nas discussões do ensino de história da África quer seja nos cursos de história das universidades brasileiras, quer seja na formação de professores para o sistema de ensino básico brasileiro.
O intuito central é possibilitar que nesse seminário possa se discutir, por exemplo, quais são os desafios e as novas perspectivas para se pesquisar e produzir conhecimento em ciências sociais e humanas, em especial no campo da história, sobre as sociedades da África priorizando debater a relevância dos valores civilizatórios das culturas africanas para a humanidade e mais especificamente para a construção da História do Brasil. Tal abordagem possibilitará refletir sobre as principais discussões no campo da historiografia e do ensino de uma História da África e qual o impacto do pensamento social e da produção do conhecimento em África e no Brasil sobre a memória social nas duas bordas do Atlântico. Deste modo, o seminário propiciará que os pesquisadores envolvidos, sobretudo aqueles de países africanos, possam compartilhar de suas experiências no campo do conhecimento, principalmente, para se discutir noções das várias temporalidades históricas inerentes a historicidade do continente africano, assim como debater quais são as abordagens, os objetos, os métodos e o uso de fontes na produção e no ensino de história da África.

SEMINÁRIO BRASIL - ÁSIA




O IHAC sedia, no próximo dia 23 de abril (quinta-feira), a partir das 8h30, o seminário Brasil-Ásia: Estudos Avançados e Parceria Estratégica, no Auditório do PAF III (Pavilhão de Aulas de Ondina) da UFBA. O evento tem o objetivo de contribuir para a promoção dos Estudos Asiáticos no Brasil. A abertura contará com a participação do Reitor Naomar de Almeida, do Cônsul-Geral da República Popular da China do Brasil, Embaixador Li Baojun e do Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima.
Li Baojun, às 9h, fará uma palestra sobre A parceria estratégica e a cooperação cultural entre o Brasil e a China. Logo em seguida, o embaixador Roberto Jaguaribe falará sobre O Brasil e o mundo asiático no atual contexto das relações internacionais e da crise econômica global. Às 11h, Haroldo Lima falará sobre Matrizes energéticas, Ásia e Brasil e o pré-sal.
O evento prossegue durante todo o dia (veja programação completa abaixo) e é aberto ao público. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 71.3283.6982 ou pelo site:http://www.labmundo.org/seminariobrasil_asia.php. O Seminário é uma promoção do Labmundo (Laboratório de Análise Política Mundial), do IHAC, UFBA e ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), com financiamento da Bahiagás (Companhia de Gás da Bahia).
Palestra do Prof. Elisée Soumonni
Título: O Brasil na História e Historiografia do Daomé-Benin
Data: 24/04/09, sexta feira
Hora: 18:30
Local: Centro de Estudos Afro-Orientais. Largo 2 de Julho, 42, CentroFone: 32035501
ceao@ufba.br www.ceao.ufba.br
Elisée Soumonni, historiador da República do Benin, faz palestra que abre ciclo de comemorações dos 50 Anos do CEAOO Centro de Estudos Afro-Orientais. O Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos, e o Programa de Pós-Graduação em História da UFBa convidam para a palestra do Prof. Elisée Soumonni, cujo título é ‘O Brasil na História e Historiografia do Daomé-Benin’, que se realizará no dia 24 de abril, sexta-feira, às 18:30 horas, no Auditório Milton Santos do CEAO, no Largo 2 de Julho, Centro. Elisée Soumonni obteve o seu Diploma de Estudos Superiores na Sorbonne, Paris, e o seu Ph.D em História da África na Universidade de Ifé, Nigeria. A sua carreira profissional esteve dedicada à pesquisa e o ensino, na Nigéria (Ahmadu Bello University) e no Benin (Université Nationale du Bénin em Abomey-Calavi). Ele foi Fulbright Research Fellow na Emory University, Atlanta (1997-1998), Leverhulme Research Fellow na University of Hull, UK (2001) e Professor Visitante na Universidade Federal Fluminense, Niteroi, RJ (2003). Ele também foi membro do Comitê Cientifico Internacional do projeto A Rota dos Escravos da Unesco entre 1994 e 2004. O foco das suas inúmeras publicações é o Daomé pré-colonial e os retornados brasileiros na Bahia do Benin durante século XIX.
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Colaborador desta postagem: João Reis.
Sidney Chalhoub
Um ‘Bruxo’ na repartição

Sidney Chalhoub costuma dizer que é um historiador dos “restos”. Em boa parte da obra deste carioca – há muito radicado na Unicamp –, os protagonistas são operários, escravos, agregados, mulheres, dependentes de todo tipo. Por isso a surpresa que causou ao lançar, em 2003, um livro sobre Machado de Assis. Seria uma guinada radical em sua carreira acadêmica? Longe disso. Nesta entrevista à RHBN, ele explica o que o maior escritor brasileiro tinha em comum com essa classe marginal. Filho de um pintor e de uma imigrante portuguesa, Machado cresceu como agregado em uma casa senhorial. E foi a visão crítica deste mundo de dependência – o Brasil do século XIX – que imprimiu em sua obra.
Entrevista com Sidney Chalhoub.
Acesse:

Novidade em Juazeiro

Localizada no Ceará, a biblioteca de Padre Cícero revela documentos inéditos sobre o líder religioso e reacende o debate sobre o milagre da transformação da hóstia em sangue.

Adriano Belisário

A origem é tão distinta quanto possível, mas o destino é o mesmo. Diversos fiéis saem de seus lares e vão a Juazeiro do Norte (CE) reverenciar Padre Cícero. Dos 165 anos que o Cícero Romão Batista completaria recentemente, quase 140 deles foram acompanhados de romarias à cidade no Ceará, que inicialmente eram movidas pela caridade extrema do Padre em meio à miséria e não chegavam nem perto da marca atual de dois milhões de pessoas.
Aclamado como santo pelo povo, Padre Cícero chegou a ser suspenso pela Igreja Católica e continua renegado até hoje, mas as pesquisas documentais sobre os feitos do religioso não precisam esperar o Papa.Com 600 títulos, a biblioteca de Cícero atrai atenção especial por reunir referências importantes para a formação do Padre e comentários que revelam um pouco de sua intimidade. Recentemente, a coleção de Padim Ciço ganhou destaque por conta da descoberta de dois novos livros, um caderno de anotações e um pano que supostamente teria sido usado no milagre da transubstanciação da hóstia em sangue durante uma missa na presença da beata Maria de Araújo. O acervo encontra-se no Museu São José, localizado no centro de Juazeiro do Norte, mas o restauro e a digitalização em andamento prometem expandir o acesso a tais informações. Autora de ‘Juazeiro do Padre Cícero - A Terra da Mãe de Deus’, Luitgarde Oliveira recorda de momentos mais difíceis: - Por volta de 1974, pesquisadores nacionais não podiam ter acesso aos documentos, que já tinham sido estudados anteriormente pelo historiador norte-americano Ralph Della Cava. O Padre responsável pela posse dizia que os brasileiros poderiam roubar ou danificar os arquivos. Tive que fazer uma ameaça de denúncia aos órgãos oficiais para poder ver os livros pela primeira vez.Variedade não falta à biblioteca de Padim Ciço. Em suas estantes repousavam livros sobre esoterismo, história, botânica, medicina, dicionários de línguas estrangeiras e revistas internacionais. Assinava, por exemplo, um periódico francês sobre agricultura, que talvez o tenha inspirado a instalar um sistema de policultura no oásis cearense conhecido como Vale do Cariri. O Padre também pleiteava a plantação de mandioca em larga escala na região e a proteção dos pequenos agricultores frente à expansão do cultivo de gado.Em fase de análise, seu caderno de anotações pessoais foi apresentado oficialmente ao público no último fevereiro. “Os textos se referem a coisas que ele lia. Lá, ele arranjava os conteúdos de sua oração, organizava o seu dia, rascunhava orientações espirituais, fazia evocações a Nossa Senhora, entre outras coisas. É uma página muito interessante de sua história, documenta através de anotações, como um diário”, diz Padre José Venturelli, responsável pelo Museu São José.Também surgido das profundezas da coleção de Padre Cícero, um pano que hipoteticamente foi usado para limpar o sangue da beata Maria causou repercussão na mídia. Porém, não se trata de uma novidade. Segundo Luitgarde, existem vários pedaços de “panos sagrados” no acervo de Padre Cícero e entre fiéis e admiradores. “Fui a Juazeiro pela primeira vez em 1973 e, desde então, passo lá regularmente. Já vi vários supostos panos do milagre e participei de uma Comissão da Conferência Nacional de Bispos do Brasil que reabriu todos os arquivos para analisar o caso de Padre Cícero, a pedido do Vaticano. Vimos que a história não era bem aquela do processo oficial. Mostramos que existem muitas ausências documentais. Os sangues nos panos, por exemplo, talvez não sirvam mais para testes químicos por conta do passar do tempo”, explica a antropóloga.O primo de PadimOfuscado pelo clamor em torno de Cícero, sobrevive às margens de seus feitos milagrosos seu primo José Marrocos. Assim como o parente santo, ele também nasceu na cidade de Crato (CE) e desejou a vida eclesiástica. Ambos ingressaram praticamente juntos no Seminário, mas José não precisou de polêmicas envolvendo sangue e hóstias para ser expulso da Igreja. Mesmo rejeitado, o primo de Padre Cícero continuou cristã e dedicou o resto da sua vida ao ensino pedagógico.Magia negra, divergência com superiores e recusa à comunhão estão entre os possíveis motivos da expulsão de José Marrocos do Seminário. Após literalmente revirar o lixo do Seminário, a pesquisadora Luitgarde Oliveira tem sólidos motivos para uma outra hipótese. “Achei um livro de registro escrito pelo reitor do Seminário que diz que José Marrocos foi convidado a se afastar por ser filho de um padre com uma negra escrava. O documento estava no sótão da instituição, onde estava todo material velho que o caminhão de lixo não recolheu”, afirma.Também não faltam divergências sobre a participação de José Marrocos no milagre de Juazeiro. Segundo uma tese defendida pelo historiador Padre Antônio Gomes de Araújo, a transubstanciação foi um embuste que contou com a participação do primo de Padre Cícero. A farsa teria usado um composto químico chamado fenolftaleína para simular o sangue. Novamente, Luitgarde discorda: - O indício desta fabricação era um livro de química encontrado com José Marrocos, mas a obra foi editada oito anos depois do milagre. Padre Gomes teve ainda acesso aos próprios panos do milagre e os queimou. Quando o questionei sobre isto, ficou enfurecido e me acusou de fanática.


À mostra no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, uma exposição da artista plástica Ana Veloso retrata a devoção ao Padre Cícero no imaginário nordestino e, ao lado das divergências historiográficas e as frescas novidades documentais, mostra que ainda há muito que se estudar e debater sobre um dos maiores ícones da cultura religiosa brasileira.

BOLSA DE ESTUDO

Seleção Brasil 2009 doPrograma Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford
As inscrições estarão abertas entre 13 de abril e 25 de maio de 2009
Serão oferecidas exclusivamente bolsas de mestrado
Instruções para candidatura estarão disponíveis em breve no site
Abra o site periodicamente para informar-se sobre a Seleção Brasil 2009

CONCURSO DE MONOGRAFIAS

REGULAMENTO DO CONCURSO DE MONOGRAFIA ARQUIVO DA CIDADE/2009PRÊMIO AFONSO CARLOS MARQUES DOS SANTOSO Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, órgão da Secretaria Municipal de Cultura, tem como finalidade recolher, identificar, preservar e dar acesso à documentação produzida pela administração da cidade do Rio de Janeiro. Essas atribuições se estendem também aos arquivos privados de interesse público incorporados ao acervo da instituição.Com o objetivo de difundir o seu acervo, o Arquivo da Cidade promove o Concurso de Monografia Arquivo da Cidade/2009, de caráter nacional, que confere ao vencedor o Prêmio Afonso Carlos Marques dos Santos de Pesquisa1. Finalidade e temaO Concurso de Monografia Arquivo da Cidade/2009 – Prêmio Afonso Carlos Marques dos Santos de Pesquisa promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, através do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, tem por objetivo selecionar uma (1) pesquisa que tome o Rio de Janeiro como tema, quer enfocando o passado da cidade, na linha do resgate histórico, quer tratando de temas do tempo presente, promovendo análises e discussões sobre o Rio Contemporâneo. O certame tem como finalidade a premiação de trabalhos nos quais, entre as fontes consultadas, figurem documentos impressos, manuscritos ou iconográficos depositados na instituição.2. Habilitação2.1 - Poderão participar do concurso, com trabalho único, brasileiros ou estrangeiros residentes no país, portadores de diplomas de nível superior;2.2 - Somente será admitido trabalho inédito, redigido em língua portuguesa, e assinado sob pseudônimo, devendo, ainda, atender aos seguintes requisitos:a) ter no mínimo 100 (cem) e no máximo trezentas (300) laudas de texto, incluindo os anexos;b) formatação da lauda: fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhas 1.5, notas e citações em corpo 10, citação recorrida quando tiver mais de três linhas;c) ser apresentado em cinco (5) vias idênticas, nas quais conste apenas o pseudônimo do autor, sem qualquer informação que possibilite a sua identificação, e que serão distribuídas aos membros da Comissão Julgadora;d) ser acompanhado de envelope lacrado, do qual conste, na parte externa, exclusivamente o pseudônimo do autor e, na parte interna, as seguintes informações: nome completo, pseudônimo, título da monografia, CIC, número de identidade com data de expedição e órgão expedidor, endereço com CEP, telefone (com o respectivo DDD), ficha resumo das atividades profissionais e documento comprobatório de graduação do candidato em nível superior;3. Inscrição1 - As monografias e respectivos documentos, contendo dados do autor, deverão ser entregues no período de 01/04/2009 a 01/06/2009, ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, situado à rua Amoroso Lima, 15, Cidade Nova, Rio de Janeiro, RJ, CEP, ou a ele encaminhados sob registro postal4. Julgamento1 - O julgamento das monografias competirá a uma Comissão Julgadora, nomeada por resolução da Secretária Municipal de Cultura, composta por 1 presidente e 4 membros, escolhidos entre especialistas de notório saber .2 – São critérios para julgamento:a) relevância do trabalho;b) contribuição da pesquisa para divulgação das fontes do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro;c) profundidade da análise;d) originalidade da abordagem do tema;e) coerência no desenvolvimento e na organização do textof) apresentação, nas citações, transcrições, notas e observações, de referências completas das fontes e bibliografia consultadas.3 - São critérios para desclassificação:a) a não observância de qualquer das exigências do Regulamento;b) prática de qualquer ato que possibilite a identificação do autor;c) divulgação de trabalho concorrente.4 - Caberá à Comissão Julgadora, se considerar satisfatório o nível dos trabalhos apresentados, selecionar o 1º colocado, bem como poderá decidir não classificar nenhum dos trabalhos inscritos, caso não atendam aos critérios estabelecidos neste Regulamento. Fica, também, a critério da referida Comissão a concessão de Menção Honrosa. Os autores que receberem essa distinção serão convidados a escrever um artigo sobre o trabalho inscrito no concurso, com vistas a integrar a publicação anual da instituição - Revista Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.5. ResultadoO resultado do concurso será divulgado no dia 05/11/2009, às 15 horas, em sessão pública, no auditório Noronha Santos, do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, quando serão abertos os envelopes contendo a documentação e identificação dos autores, e anunciados os vencedores ao público presente. O resultado será publicado no Diário Oficial do Município.6. Premiação 1 - O prêmio será a publicação da monografia classificada em primeiro lugar;2 - Da primeira edição de 1.500 exemplares caberão: 10% da tiragem ao autor e o restante da tiragem ao Arquivo da Cidade.3 - A Secretaria Municipal de Cultura, através do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro poderá reeditar a obra após esgotar-se a tiragem da primeira edição, se do interesse das partes, - Arquivo Geral da Cidade e o autor, prevalecendo a percentagem estabelecida para a primeira edição. 4 - O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro publicará o trabalho vencedor no prazo de até um (1) ano a contar da data da divulgação da premiação.7. Disposições Gerais1 - A retirada dos originais deverá ser providenciada no prazo de noventa dias após a publicação do resultado do concurso no Diário oficial, a partir do qual a decisão do destino do material caberá ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.2 - O trabalho vencedor deverá ser entregue para edição em meio eletrônico (disquete ou CD), acompanhados de uma (1) cópia em papel. No caso de imagens, será exigida a apresentação de arquivos com qualidade para impressão (arquivos TIF, com no mínimo 300 DPI de resolução) e a devida autorização de seus autores ou dos que detêm os direitos autorais sobre as imagens, iniciativas que ficarão sob a responsabilidade do autor da obra premiada. O não cumprimento dessas exigências no prazo estipulado poderá implicar a desclassificação do trabalho.3 - A equipe editorial do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro reserva-se o direito de efetuar adaptações, cortes e alterações nos trabalhos inscritos de forma a adequá-los às normas de edição, respeitando o conteúdo do texto e o estilo do autor.4 - Caso não haja nada a opor por parte dos autores, uma via de cada obra inscrita no concurso será incorporada à biblioteca do Arquivo da Cidade, ficando à disposição dos pesquisadores, estudantes e interessados em assuntos relacionados à cidade do Rio de Janeiro;5 - 0s casos omissos serão resolvidos pela Comissão Julgadora do Concurso.6 - A inscrição no presente concurso importa na aceitação total e irrestrita de seu Regulamento, bem como de toda a legislação pertinente, em especial a Lei Municipal nº 8.6666/93, a Lei Municipal nº 207/80 e o Decreto Municipal nº 3.221/81

"Ditabranda"

O Conversa Afiada artigo de Mino Carta, que sairá na próxima edição da Carta Capital:04/03/2009 20:11:17Mino Carta
Há muitos anos, um ilustre jornalista usou de suavidade ao falar da ditadura nativa. Comparou-a com as outras do Cone Sul e decidiu ter sido bem menos feroz por ter matado um número menor de desafetos. À época, não houve reações. Talvez o profissional em questão tenha menos leitores do que imagina e do que imagina quem lhe dá guarida.
Que lições tirar do confronto? Na Argentina, um quinto da população brasileira, morreram 30 mil pelas mãos dos ditadores. No Chile, atualmente 16 milhões de habitantes, morreram cerca de 10 mil. No Uruguai, que não chega a 4 milhões de habitantes, 3 mil. No Brasil, algo mais que 400. Como disse o juiz de um filme sobre o processo de algozes nazistas, o assassínio de um único cidadão por agentes do Estado já configura ofensa imperdoável à humanidade.
Certo gênero de comparação serve apenas a solertes revisionistas. Não cabem dúvidas de que, caso a ditadura verde-amarela julgasse necessário, torturaria e mataria muito mais. Entendeu não ser preciso. Vale, de todo modo, concentrar a análise sobre o Brasil. Assim me parece, a partir das reações a um editorial da Folha de S.Paulo que expõe a peculiar ideia da “ditabranda”, e da agressão cometida pelo jornal contra dois leitores indignados do porte de Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato.
Permito-me começar de longe, pela origem da perene desgraça nacional, a escravidão. Seus efeitos perduram implacavelmente. Em primeiro lugar, na pavorosa, hedionda desigualdade social, que, segundo o Banco Mundial, nos coloca no mesmo nível de Nigéria e Serra Leoa em termos de distribuição de renda. Não observo nada de novo, mas faço questão de sublinhar.
Temos uma minoria exígua de privilegiados e fatia, de fronteiras mais ou menos imprecisas, de aspirantes ao privilégio. O resto vive no limbo. Milhões e milhões ali não têm sequer consciência da cidadania. Se algum progresso houve, foi irrisório. E não apagou a ignorância, o alheamento, a passividade, a resignação da maioria.
A escravidão representou o mais autêntico estágio da educação cultural do País. No povão deixou as marcas do chicote. À minoria ensinou prepotência, ganância, desmando. Impunidade. Arrogância. O deixa-como-está-para-ver-como-fica. A leniência com os pares (aos amigos tudo) e o rigor feroz com a malta infecta (aos inimigos a lei). Etc. etc.
O jornalismo brasileiro, desde os começos, serve a este poder nascido na casa-grande, por ter a mesma, exata origem. A mídia nativa é rosto explícito do poder. As conveniências deste e daquela entrelaçam-se indissoluvelmente porque coincidem à perfeição.
Observem. Basta que no horizonte se delineiem tímidas nuvens remotamente ameaçadoras à tranquilidade da minoria e os barões midiáticos formam a mais compacta das alianças para sustar o perigo. Exemplo clássico, embora não faltem outros aos magotes, é a campanha desencadeada depois da renúncia de Jânio Quadros em agosto de 1961, destinada a desaguar no golpe de 64.
Por mais de dois anos, os editoriais dos jornalões invocaram a intervenção militar contra a subversão em marcha, até que o golpe se deu sem que única, escassa gota de sangue respingasse na calçada. Assim como faltou ao Brasil uma guerra de independência, carecemos de uma autêntica revolução popular. O golpe de 64 aconteceu e o povo brasileiro não saiu do limbo, de alguma forma nem se deu conta do evento. O qual só teve significado para quem, com o incentivo dos jornalões, organizava as Marchas da Família com Deus pela Liberdade.
Liberdade? A de confirmar e garantir o status quo que favorecia e favorece os eternos marchadores. Não era, digamos, a liberdade da Revolução Francesa, aquela que no Brasil não se deu (de igualdade nem sonhar). Não há dúvidas de que, em uma mesma época, podem conviver tempos históricos diferentes. Aqui, de inúmeros pontos de vista, ainda vigora a Idade Média.
Com o apoio, às vezes frenético, da mídia. A qual cuidou, in illo tempore, de sustentar a ditadura, mesmo depois do golpe dentro do golpe, perpetrado a 13 de dezembro de 1968, com o Ato Institucional nº 5. Dos jornalões, a partir de então, só o Estadão foi censurado, com regalias, no entanto, que outros não tiveram. Podia preencher os espaços cortados pelas tesouras censoriais com versos de Camões e receitas de bolo.
No caso, tratava-se de uma briga em família. O jornal da família Mesquita fora entre todos aquele mais empenhado em solicitar a intervenção militar e já tinha candidato para as eleições que se seguiriam ao fim de uma ditadura de prazo marcado para terminar a limpeza da casa: Carlos Lacerda, o governador de metralhadora em punho.
O resto da turma desta vez discordava, tinha diferente visão do futuro e dos próprios interesses da minoria. Lacerda foi cassado e o Estadão censurado. Tudo acabou em algo mais que presente. Um prêmio: o fim da censura no centésimo aniversário do jornalão, 4 de janeiro de 1975, celebrada com muita pompa e infinda circunstância.
Hoje o Estadão pretende para si o papel de vanguarda da resistência à ditadura, não registro, porém, a súbita convocação de assinaturas para um manifesto contra uma inverdade que não deixa de ser também bobagem curtida em mania de grandeza. Permito-me também chamar a atenção que até um ano atrás os jornalões cuidavam de evitar a palavra ditadura, sapecavam implacavelmente revolução em seu lugar. Ninguém protestou.
Agora a Folha de S.Paulo ofende consciências ao criar um novo vocábulo: ditabranda. Poderia dizer ditamole, soaria melhor aos meus ouvidos. Não sei quais foram os argumentos do editorial, que não li a bem do meu fígado. Talvez sejam os mesmos do remoto jornalista que comparava os números das vítimas das ditaduras do Cone Sul. Como se quem mata 400 não fosse capaz de matar 30 mil.
A Folha esteve com a ditadura, com breve exceção, de 74 a 77, quando, dirigida por Claudio Abramo, manteve digna independência. Mesmo assim, no mesmo período, a empresa de Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira não deixou de publicar diariamente um órgão policial chamado Folha da Tarde, bem como estabeleceu notórias ligações com o DOI-Codi de infame memória, aquele onde foram assassinados Vlado Herzog e Manuel Fiel Filho.
Claudio Abramo pagou por sua ousadia enquanto Frias e Caldeira apostavam na candidatura do general Silvio Frota para ditador da vez, ao terminar a temporada de Ernesto Geisel. Uma crônica de Lourenço Diaféria sobre a espada oxidada do monumento do Duque de Caxias foi o estopim de pressões do Ministério do Exército, exercidas diretamente pelo general Hugo Abreu, cabo eleitoral de Frota. Abramo, e o chefe da sucursal carioca, Alberto Dines, foram afastados dia 17 de setembro de 1977. Precipitadamente. Vinte e cinco dias depois, Geisel demitiria Frota.
O conjunto da obra não é edificante, mas seria injusto sentenciá-lo como pior do que o do resto da chamada grande imprensa. E haveria de ser de outra maneira? A mídia não alcança a ampla maioria dos brasileiros, a não ser por meio de novelas e domingões, e cuida de vender à minoria as conveniências do poder, lá pelas tantas personificado pela ditadura e hoje por uma democracia oligárquica, como define sabiamente Fábio Konder Comparato.
Cria-se o círculo vicioso, e uma mão lava a outra. A política brasileira precisa desta nossa mídia e a premia de todas as formas. E nada muda, quando não avança de marcha à ré. Como diria Raymundo Faoro, o Brasil é um país com as potencialidades de Hércules reduzido à condição de Quasímodo pelo esforço irresponsável, mas consciente, da elite nativa.
O que a mim surpreende e acabrunha não é um editorial da Folha. Aos meus ouvidos soa normal, corriqueiro, natural. Não difere, na essência, de outros editoriais dos jornalões. Quem sabe, seja mais sincero, ou menos hipócrita.
Entendo a repulsa causada em muitos leitores. De modo geral, entretanto, o que me dói é a falta de indignação diante do espetáculo diariamente encenado pela nossa mídia, recheado por preconceitos e mentiras, omissões e equívocos. Sem contar o distanciamento da contemporaneidade do mundo e a lida precária com o vernáculo.
Que aspirantes ao jornalismo busquem emprego onde podem encontrá-lo e tratem de conservá-lo quando o conseguem, isto eu entendo e justifico. Já não logro desculpar o sabujismo desbragado de profissionais experientes, sua capacidade de se converter aos ideais do patrão. E o que mais me indigna é tropeçar tão frequentemente nas páginas dos jornalões nas assinaturas de intelectuais consagrados, muitos deles a alegarem um esquerdismo de boca. Pois é, a leniência é um traço comum na minoria, exercida antes de mais nada em causa própria.
Ao cabo, pergunto aos meus perplexos botões: qual é a diferença entre ditabranda e democracia sem povo? Acesse: http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=6978

INDIGNAÇÃO

Alguém me responda, por favor: Existe assassinato brando? Estupro brando? Crime brando? E a Ditadura foi então branda? Creio que tais declarações que partiram do Jornal Folha de São Paulo superam o ridículo, aliado a falta de conhecimento histórico e falta de humanidade para com aqueles que sofreram nos porões da tortura.


SEMOC

A Semana de Mobilização Científica – SEMOC é uma atividade promovida anualmente pela Universidade Católica do Salvador desde 1998, organizada e executada democraticamente pelos diversos segmentos da comunidade acadêmica (professores, alunos e funcionários). Dentre seus principais objetivos, a SEMOC pretende estimular e socializar as iniciativas no campo da pesquisa científica, contribuir para a conscientização da comunidade acadêmica sobre a importância da função pesquisa para a Universidade, promover o intercâmbio intra e interinstitucional em torno da produção do conhecimento, e fomentar a difusão e o fortalecimento da diversidade científica no Estado da Bahia, como também, a partir da VIII SEMOC, no Nordeste brasileiro. Acesse: http://www.ucsal.br/

BIENAL 2009

CENTRO DE CONVENÇÕES DA BAHIA - BA - DE 17 A 26 DE ABRIL

A Bienal do Livro da Bahia é o evento literário mais importante do Estado. Na Bienal, os leitores terão a chance de se aproximar dos seus autores favoritos, folhear livros, viajar por lugares desconhecidos e imaginários e participar de atividades que têm o livro como astro principal.Durante dez dias, o Centro de Convenções da Bahia será o ponto central da cultura, da literatura e da educação.Nos espaços reservados às atrações - Café Literário, Arena Jovem, Praça de Cordel e Poesia e Circo das Letras - o que irá brilhar são os debates e bate-papos com autores e personalidades culturais, além de atividades lúdicas para crianças e jovens.Com uma programação atraente e diversificada, a Bienal do Livro da Bahia é diversão para toda a família!

PARABÉNS SALVADOR PELOS SEUS 460 ANOS!

Bonde na Barra
O Bonde

Elevador Lacerda


Elevador Lacerda



Elevador Lacerda




Dendezeiros





Comércio






Dique do Tororó







Largo da Graça








Farol da Barra









Bairro da Vitória










O PAPO FURADO DO PAPA!

As religíões são ramos de uma só árvore majestosa e por isso todas são verdadeiras. Quem falou isso foi um dos mais maravilhosos seres humanos que já pisou o pó deste planeta,Mahatma Ghandi que, como Yeshua Ben-Yossef, nosso Jesus, brandia como arma a não arma e o amor como eterno alvitre.Amai-vos uns aos outros disse o judeu. Ainda hei de ver o amor imperar no mundo, disse o indiano. Ghandi derrotou os ingleses com a resistência pacífica, fazendo multidões deitarem-se ao solo ante a feroz cavalaria britânica, Yeshua falou, quando te esbofetearem no lado direito, oferece o lado esquerdo, Jesus trouxe a compreensão, a tolerância, o perdão. O que isto tem a ver com o atual papa autoritário, inflexível, prussiano? Nada. este papa pode até ostentar um título político outorgado pela cúpula de uma religião romana, ou seja ilegítimo e já contestado desde Lutero.Mas o papa não é o chefe dos cristãos é um funcionário de Roma. Cristão é Ghandi porque muito mais embebido dos fundamentos da religião de Cristo do que este sargentão travestido de sacerdote.Ao condenar as religiões africanas taxando-as de bruxaria; ao proibir camisinha e propiciar a disseminação da AIDS; ao perseguir os homossexuais com ferocidade , este papa está muito mais próximo de um oficial das SS do que de um legítimo sacerdote de uma religião de quem se sacrificou para que os outros não fossem sacrificados.Hatzinger está disposto a sacrificar toda África para purificá-la num novo processo inquisitorial que quer queimar as religiões de um continente maior do que a Europa reduzindo-as ao rótulo preconceituoso de bruxaria. Bruxaria é queimar judeus para furtar-lhes o patrimônio. Bruxaria é falsear a verdade científica e obrigar Galileu a calar a boca para não morrer na fogueira , como fez uma Igreja que impunha o obscurantismo (como agora) a troco de seus interesses políticos e econômicos.Em pleno Renascimento, a Igreja Católica torrou na fogueira Giordano Bruno só porque afirmava a existência de outros mundos o que logo a ciência comprovou. Pode-se então depreender que tudo que a Igreja Oficial afirma que é bruxaria é conhecimento legítimo. A Igreja é que está sempre contrariando as leis da natureza para manter sua hegemonia sobre a a ignorância que ela cultiva. Como agora quando este papa do besteirol afirma que os africanos devem deixar a bruxaria. A bruxaria, do Vaticano é a pior de todas porque queima na fogueira, esconde a verdade e finge ser cristã para dominar quando o cristianismo é a religião do amor e não da dominação; religião da tolerância. Jesus sentava com prostitutas e cobradores de impostos e curava tanto cidadãos de Israel como de Roma, Jesus livrou a barra da mulher adúltera. São Paulo decidiu que o evangelho devia ser pregado a todos. O cristianismo é uma religião democrática e tolerante. Esse papa não é democrático nem tolerante. Esse papa não é cristão.
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Autor: Ildázio Tavares.

LANÇAMENTO DE LIVRO:

LANÇAMENTOS ANNABLUME DE 02 DE JANEIRO A 20 DE FEVEREIRO DE 2009
É do dendê! História e memórias urbanas da nação Xambá no Recife (1950/92) Valéria Gomes Costa Formato 14x21cm, 218 páginas ISBN 978-85-7419-887-3
“Capturar a trajetória de uma pequena comunidade de santo no Recife/Olinda em meio à história da cidade e parte dela, de baixo para cima, desde a periferia da cidade, mas também em disputa por reconhecimento por parte das forças hegemônicas no próprio candomblé da cidade, e perceber as intimações dessa experiência para nosso tempo é o que se encontrará neste trabalho. Aqui se exploram aspectos da confluência de três processos distintos e nem sempre harmônicos entre si que têm atingido em cheio a população afrodescendente no Brasil: a politização de sua identidade em termos de um movimento social organizado, o crescente mainstreaming das religiões afro-brasileiras e as lutas por igualdade de gênero envolvendo as mulheres negras.
Trabalho de interesse para estudiosos e militantes dos movimentos negro, de mulheres e religiosos; gestores das políticas culturais e sociais locais e nacionais; e para um público que se interessa pela história urbana do Recife e Olinda enquanto lugares não só ocupados por gente, mas habitados ativamente por pessoas e grupos que lutam, articulam e negociam espaços de reconhecimento e igualdade.”
Joanildo Albuquerque Burity (Fundação Joaquim Nabuco)

LANÇAMENTO DE LIVRO:


Convite para lançamento do livro Abreviaturas,
da Profa. Maria Helena Flexor,
e para a mesa-redonda Paleografia e diplomática.
Mesa-Redonda:
Profª. Maria Helena Flexor
Abreviaturas - manuscritos dos séculos XVI a XIX: Gênse da 3ª edição.
Prof. Franklin Leal
Objetos de Diplomática:
Leitura,transcrição e interpretação.
Prof. Jaime Antunes da Silva
O ensino da Paleografia na formação dos historiadores.
Prof. Vitor Manoel Marques da Fonseca
O Arquivo Nacional e a difusão do conhecimento específico e conexão à Arquivologia.

As 16:30 acontece o lançamento do livro:
Abreviaturas: Manuscritos dos séculos XVI a XIX.
3ª edição revista e ampliada.
Local: Auditório do Arquivo Nacional
Praça da República, 173 - Centro - Rio de Janeiro
TEL: 21 2179-1273
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Colaborador desta postagem: Jetro Carmo

TRABALHO ESCRAVO CONTINUA


Há quem pense que o ano só começa após o carnaval. Para o Ministério do Trabalho e Emprego essa máxima não é nem cogitada. Prova disso são as ações do Grupo Móvel de Fiscalização que, nos dois meses iniciais de 2009, realizou nove operações em 15 fazendas, resgatando 149 trabalhadores de situações irregulares no exercício de suas funções. Os dados são da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) e demonstram as ações até 19 de fevereiro.
A exemplo de 2008, o Pará aponta entre os estados com mais trabalhadores resgatados. No ano passado, foram 811; e já em 2009, lidera a lista com 71 resgates, seguido do Mato Grosso (33) e de Santa Catarina (20). Além dos já citados, Maranhão, Pernambuco e Paraná também contaram com a presença do Grupo que, somando os três estados, resgatou 25 pessoas.
O valor dos pagamentos de indenizações superou R$ 230 mil. Ademais, o Grupo lavrou 218 autos de infração nas 15 propriedades fiscalizadas, tendo sido 80 deles no Pará, 49 no Mato Grosso e 38 em Santa Catarina.
Forte atuação - O número de operações nos dois primeiros meses de 2009 é quase equivalente às ações realizadas em todo ano de 1995 (11), quando começaram os trabalhos do Grupo Móvel. A atuação dos fiscais tem sido crescente desde então. Em 2008, com a conclusão dos trabalhos, 156 operações foram feitas, mais de 200 fazendas fiscalizadas e 5.016 trabalhadores resgatados.
O Grupo de Fiscalização do Ministério do Trabalho tem cumprido seu papel de verificar o cumprimento da legislação de proteção ao trabalhador por parte das empresas. Nesses 15 anos de atuação, nas 2.193 propriedades fiscalizadas, 32.932 trabalhadores foram resgatados e os contratantes tiveram de pagar mais de R$ 47 milhões em indenizações.

GRUPO DE ESTUDOS HISTÓRIA COLONIAL

Caros colegas, alguns alunos da UFBA estam iniciando um grupo de estudos da História Colonial. Se houver interesse podem enviar um email para este endereço se apresentando e falando um pouco de seu interesse em temas coloniais e se já desenvolve pesquisas:
historiacolonialufba@gmail.com

EM MEMÓRIA



O sociólogo Gey Espinheira morreu na terça-feira, 17, aos 62 anos, no Hospital da Bahia, onde estava internado há 10 dias. A causa da morte, ocorrida às 22h, foi câncer de esôfago. O corpo será sepultado nesta quarta-feira, 18, às 17 horas, no Cemitério Jardim da Saudade. Gey, cujo nome completo era Carlos Geraldo D'Andrea Espinheira, nasceu em Poções.
Ele era graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (1970), mestre pela Universidade Federal da Bahia (1975) e doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (1997). Também era pesquisador do Centro de Recursos Humanos e professor adjunto da Ufba.
Gey atuava principalmente nos seguintes temas: direitos humanos, violência, democracia, cidadania e educação. Líder do Grupo de Pesquisa "Cultura, cidade e democracia: sociabilidade, representações e movimentos sociais urbanos", era autor de diversos livros e artigos, sendo o mais recente: "Os limites do indivíduo: mal-estar naracionalidade, os limites do indivíduo na medicina e na religião".
Com o romance "Relógio da Torre" foi o vencedor no gênero na 2ª Edição do Concurso Literário Bahia de Todas as Letras da Editora, da Universidade Estadual de Santa Cruz. Em 2008, pela editora da EDUFBA, publicou Metodologia e prática do trabalho em comunidade e Sociedade do Medo.Nos últimos meses, Gey atuou, também, como consultor do Planejamento Estratégico Participativo de Ação do Centro de Formação do Projeto Axé. Em dezembro passado, o Fórum Comunitário de Combate à Violência (FCCV), a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal da Bahia e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) promoveram, no encerramento das atividades do FCCV em 2008, uma homenagem a Gey. No convite, as entidades o destacaram "pelo talento e dedicação ao trabalho em prol da garantia de direitos dos jovens, de uma melhor compreensão das dinâmicas sociais relacionadas com violência". _________________________________
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1098881

O QUE MUDOU?

Maputo, 12 Mar (Lusa) - A presidente da Liga dos Direitos Humanos (LDH) de Moçambique, Alice Mabote, acusou hoje as autoridades moçambicanas de "apatia" na luta contra o tráfico de seres humanos, criticando ainda "a impunidade" com que os autores desta prática operam no país.
Mabote responsabilizou o Governo moçambicano por ter no início ignorado os "avisos" sobre a existência do tráfico de seres humanos, quando falava em Maputo, numa conferência nacional alusiva ao tema "Criminalidade e Sociedade: O Respeito pela Vida Humana", organizada pelo Ministério da Justiça moçambicano.
Apesar de não haver números oficiais sobre o tráfico de seres humanos envolvendo Moçambique, são recorrentemente noticiados casos de pessoas traficadas para ou de Moçambique, com destino à África do Sul, o país mais forte economicamente da região.
Uma mulher moçambicana está a ser julgada em Pretória, na África do Sul, acusada da prática de mais de 40 crimes de tráfico de seres humanos, que tiveram como vítimas jovens moçambicanas aliciadas com promessas de melhores estudos e emprego e depois forçadas a prostituírem-se.
"O Governo recusou admitir que havia indícios de que o tráfico humano já estava a afectar Moçambique e perdeu terreno para os traficantes. Agora, os casos e as redes de tráfico humano multiplicam-se", disse a presidente da LDH.
"Enquanto as autoridades se preocupavam em esconder o problema, as redes do tráfico de pessoas ganharam mais velocidade e aperfeiçoaram os mecanismos de actuação", acrescentou Alice Mabote.
Mesmo reconhecendo que as autoridades despertaram para a gravidade da situação, ainda não conseguiram estancar a impunidade com que os agentes do tráfico operam, frisou Mabote.
"Não se conhece o desfecho de nenhum dos casos de tráfico humano denunciados em Moçambique", sublinhou a presidente da LDH.
Por sua vez, o director da UTREL, Abdul Carimo, disse na conferência que a situação de orfandade provocada pela pandemia de sida em Moçambique expôs como "alvos fáceis" do tráfico de seres humanos mais de 400 mil crianças moçambicanas, cujos país morreram daquela doença.
"Além do drama da perda dos país, os órfãos de sida em Moçambique tornaram-se em alvos fáceis dos traficantes de seres humanos", disse Carimo.
Para o bispo da Igreja Anglicana de Moçambique, Dinis Sengulane, "a análise do problema do tráfico de seres humanos também deve passar para uma dimensão espiritual, porque há casos de tráfico de seres humanos para a extracção de órgãos humanos para fins de feitiçaria".
"Há na sociedade moçambicana pessoas que acreditam que se forem sujeitas a rituais de curandeirismo em que são usados órgãos humanos podem prosperar na vida", afirmou Sengulane... Acesse: http://pagina-um.blogspot.com/search/label/Africa

Revista de História UFBA

FIQUE LIGADO
A Revista de História é uma iniciativa discente do Curso de História da Universidade Federal da Bahia, idealizada como um meio de divulgar a produção acadêmica de graduandos(as) e pós-graduandos(as) em História e áreas correlatas das Instituições de Ensino Superior do país. Desta forma, buscamos preencher algumas lacunas presentes no atual cenário da formação dos(as) novos(as) historiadores(as) brasileiros(as), no sentido de promover a divulgação e a circulação da produção discente, estimulando o intercâmbio de idéias, temas, abordagens e aportes teóricos em nível nacional. Acesse: http://www.revistahistoria.ufba.br/
ARTIGOS
A Revista de História publica semestralmente artigos originais, que sejam resultantes de pesquisa com fontes primárias, críticas documentais, balanços historiográficos ou reflexões teórico-metodológicas concernentes à História ou a disciplinas correlatas, desde que bem fundamentados e bem estruturados. Resenhas de livros, preferencialmente de publicação recente no Brasil, também são veiculadas. Todos os artigos e resenhas são submetidos a dois pareceristas em regime de anonimato. Se você deseja submeter um artigo ou resenha à apreciação da Revista de História, siga este link para obter mais informações.
Não há, em princípio, restrições de recorte temático, cronológico ou espacial. Eventualmente, podem ser definidas edições especiais temáticas, caso em que o Conselho Editorial lançará uma Chamada de Artigos específica com a devida antecedência.

Notícias

1- Concurso para professor adjunto de História Contemporânea/UFV
O prazo para inscrições no concurso para professor adjunto na área de História Contemporânea da Universidade Federal de Viçosa se encerra em 23/3/2009. Há uma vaga, de dedicação exclusiva, e a remuneracao inicial é de R$ 6.722,85. Mais informações em: http://www.ufv.br/soc
2- II Seminário de História e Cultura Histórica/UFPB
O Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraiba promove o II Seminário de História e Cultura Historica, cujo tema é: "80 anos dos Annales: contribuições historiograficas". O evento será realizado de 20 a 23/4/2009, no Auditório da Reitoria da UFPB, no Campus I, em Joao Pessoa. As inscrições vão até 18/4. Mais informações em: http://www.cchla.ufpb.br/ppgh/seminario2009
3- V Encontro Regional Sul de História Oral/UNIOESTE-PR
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) convida para o V Encontro Regional Sul de História Oral - "Desigualdades e Diferenças", que ocorrerá de 25 a 28/5/2009, no Campus de Marechal Candido Rondon. As inscrições de trabalhos nos GT's e as de mini-cursos vao ate' 12/04. Mais informações em: http://www.unioeste.br/eventos/historiaoral
4- Série de debates "Biblioteca Fazendo História"/Biblioteca Nacional-RJ
Revista de História, em parceria com a Biblioteca Nacional, promove o primeiro encontro deste ano da série de debates "Biblioteca fazendo História", dia 12/3, 'as 16h, no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional (Rua México, s/nº - Rio de Janeiro). Nesta proxima edição, Isabel Lustosa e Marly Motta irão participar do debate sobre corrupção no Brasil. Mais informações em: http://www.revistadehistoria.com.br/
5- Revistas/Chamada para artigos
O conselho editorial da Revista de História (UNESP) abre chamada de artigos, resenhas e traduções para os dossiês: Império Portugues (volume 28, n.1, 2009), ate' 31/3/2009; História, direito e justiça (volume 28, n.2, 2009), ate' 31/8/2009. O e-mail para envio dos trabalhos é: revistahistoria@unesp.br. Mais informações em: http://www.scielo.br/revistas/his/pinstruc.htm
5.1- A revista Outros Tempos (UFMA) recebe contribuições para o volume 6 (numero 7 - Dossie: História e memoria e número 8 - Dossie: Escravidão), até 31/3/2009. Mais informações em http://www.outrostempos.uema.br/
5.2- A revista eletrônica Intellectus, produzida pelo Laboratório de idéias, cultura e política do Departamento de História da UERJ, abriu chamada para artigos e resenhas ate' 15/3/2009. Os trabalhos devem ser enviados para o e-mail: revistaintellectus@gmail.com. Mais informações em: http://www.intellectus.uerj.br/
5.3- A revista "História: debates e tendências", do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo, receberá artigos para o dossiê "Da revolução cubana à queda do muro" até 30/5. Mais informações em: http://www.ppgh.upf.br/
6- Lançamentos de livros
"O diário de Bernardina - Da Monarquia à República, pela filha de Benjamin Constant" de Bernardina Botelho de Magalhaes, Jorge Zahar Editor, 2009. Organização, introdução e notas de Celso Castro e Renato Lemos. Trata-se da publicação inedita, na 'integra, do diário da filha de Benjamim Constant, em que se encontra registro da típica vida das jovens brasileiras no fim do século XIX, além dos bastidores de um dos mais importantes acontecimentos historicos do país.
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"Velhos vermelhos: História e memória dos dirigentes comunistas no Paraná", dos organizadores Adriano Codato e Marcio Kieller (Editora UFPR, 2009), traz dois ensaios históricos e uma introdução metodológica sobre o estudo de elites, além de depoimentos de dez dirigentes do Partido Comunista Brasileiro no Paraná nos anos 1950 e 1960.
* CIENCIAS SOCIAIS, HISTÓRIA E ARQUIVOLOGIA*
O CPDOC distribui três informativos eletrônicos: CIENCIAS SOCIAIS NO BRASIL, HISTÓRIA NO BRASIL e ARQUIVOLOGIA NO BRASIL. Para assiná-los, consultá-los ou cancelá-los, visite o portal CPDOC. (http://www.fgv.br/cpdoc).
Visite também, no portal CPDOC, nosso *Guia da Internet para Cientistas Sociais, Historiadores e Arquivistas*.
História no Brasil é um informativo eletrônico semanal do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundção Getúlio Vargas, lançado em 23/11/1994 e que tem por objetivo divulgar as atividades da área de História em âmbito nacional.
Equipe responsável: Celso Castro (editor), Juliana Marques da Silva (estagiaria).
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Colaborador desta postagem: João José Reis.

A Voz dos Senhores

Miram Leitão

O escritor romântico José de Alencar, de “O Guarani”, “Iracema” e tantos outros, era também um fervoroso militante do escravagismo. Como parlamentar e jornalista, ele se entregou com paixão ao debate do século XIX para manter o que ele chamava de “instituição”. Seus argumentos revisitados são reveladores do país em si. De alguma forma, há algo deles entre nós.
Em críticas ácidas ao imperador, inspirador de projetos abolicionistas, Alencar lança mão de tudo que possa chamar de argumento: D. Pedro II estaria agradando a potências estrangeiras, o fim da escravidão jogaria o país na guerra social, a “instituição” se esgotaria por si mesma; encerrada prematuramente, faria com que os negros cobrassem o que consideravam “justa reparação”; aqui, o cristianismo adoçara a escravidão tornando-a “mera servidão”; a escravidão no Brasil permitia que ex-escravos se integrassem perfeitamente à sociedade.
O livro “Cartas a favor da escravidão”, organizado por Tâmis Parron, tem o mérito de trazer de volta, com o frescor do momento em que foram colhidas, as palavras de um notório intelectual brasileiro defendendo o indefensável. Muito se aprende no livro. Da liberdade de imprensa do Império, da contradição e da ambiguidade do pensamento convencional, da batalha das ideias.
Os vencedores da batalha, como Joaquim Nabuco, tiveram seus argumentos exibidos. Mas o outro lado, o que sustentou por tanto tempo a perversidade, dele pouco se fala. As Obras Completas de José de Alencar sofreram um expurgo. Os ensaios “Ao Imperador: novas cartas políticas de Erasmo”, como ele as chamou, ficaram esquecidos naquele mesmo compartimento onde estão o que não gostamos de admitir de nossa história e do nosso caráter.
O leitor contemporâneo constatará que Alencar é contraditório, um pensamento ora explícito, ora envergonhado; reconhecerá sofismas de outros debates; notará a tendência de eximir o Brasil e acusar os outros países pelos nossos erros.
Das manias nacionais, o non sequitur, o pensamento sem sequência lógica, está lá. Para Alencar, a escravidão é instituição civilizadora, com a qual a Humanidade construiu o progresso; ainda indispensável no Brasil. A certa altura, no entanto, diz que a “causa moral do trabalho livre” já estava ganha no país, diz até que “para os filhos da Nigrícia já raiou a luz e raiou na terra do cativeiro”. Para ele, a “escravidão caduca”, mas o abolicionismo era um “fanatismo do progresso”. Pergunta se a escravidão é uma instituição exausta. E responde: “Nego, senhor, nego com a consciência um homem justo que venera a liberdade”, e termina afirmando: “a escravidão encerra a mais sã doutrina do Evangelho”.
O estilo radical a favor dos que adotam um tom rebelado para manter o status quo está lá também. Diz que “as doutrinas que seduziram” o imperador eram uma “conspiração do mal, uma grande e terrível impiedade”. E comparou o abolicionismo com as “seitas exterminadoras” que buscam o “fantasma do bem através do luto e da ruína”.
Os argumentos de que no Brasil a opressão é suave pela índole do povo brasileiro, ou pela mistura, estão lá. “Em três e meio séculos, o amálgama das raças havia de operar em larga profusão fazendo preponderar a cor branca. Três ou quatro gerações bastam, às vezes, no Brasil, para uma transformação completa.” Ou “resolve-se a escravidão pela absorção de uma raça pela outra”. A índole brasileira “adoça o cativeiro” até transformá-lo em “uma tutela benéfica”. Para ele: “um espírito de tolerância e generosidade, própria do caráter brasileiro, desde muito transforma a instituição.” O país já não tinha, diz Alencar, a “verdadeira escravidão”, mas o simples “usufruto da liberdade”. Afirmou que os que compram a liberdade são recebidos pela sociedade com “um espírito franco e liberal que acolhe e estimula”. Ao mesmo tempo, é explícito em seu racismo. Certo momento, lamenta que os índios tenham “preferido” o extermínio à escravidão, obrigando o país a ter o negro: “Não houve remédio senão vencer a repugnância do contato com raça bruta e decaída”.
A ideia da escravidão suave é destruída por ele mesmo. “O liberto por lei é inimigo nato do antigo dono.” Segundo Alencar, o imperador estaria expondo a nação ao risco de um “vulcão”, de “uma grande calamidade!”. A libertação exporia a população à “sanha de um inimigo irritado pela anterior submissão, movido por instintos bárbaros e exclusivamente preocupado desse desígnio sinistro que ele supõe seu direito e considera uma justa reparação de um agravo”.
Chama de “detratores da pátria” os que davam razão às críticas estrangeiras à escravidão; refere-se, com ironia, aos abolicionistas como os “filantropos” e culpa a Europa por todos os crimes que eram praticados no Brasil, já livre àquela altura. A Europa era culpada — e aqui um raro bom argumento — porque consumia os produtos fabricados com o trabalho escravo; era culpada por ter iniciado o tráfico e era culpada porque não mandava para o Brasil levas de migrantes que “despejassem sangue vigoroso para restabelecer o temperamento da população e lhe restituir robustez”.
É profético em alguns momentos. Quando diz que a escravidão acabaria em duas décadas. Ele escreveu isso 21 anos antes da abolição. Quando ameaça o imperador: “a mesma Monarquia, senhor, pode ser varrida para o canto entre o cisco das ideias estreitas e obsoletas”.
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Colaborador desta postagem: João José Reis

Notícias


Notícias e Eventos

Pesquisa do CONARQ para conhecer a realidade dos Arquivos Públicos Estaduais e Municipais do Brasil
O CONARQ convida os arquivos públicos estaduais e municipais a participarem da "Pesquisa do CONARQ para conhecer a realidade dos Arquivos Públicos Estaduais e Municipais do Brasil".
A pesquisa foi concebida para atender às inúmeras demandas encaminhadas ao CONARQ pelas instituições arquivísticas em geral, especialmente os arquivos públicos estaduais e municipais sobre as dificuldades e problemas que estas instituições arquivísticas enfrentam.
A Pesquisa tem como objetivo geral levantar um conjunto de informações quantitativas e qualitativas sobre a situação atual desses arquivos públicos em todos os estados e municípios brasileiros, visando permitir ao CONARQ elaborar um diagnóstico de situação com a finalidade de definir planos de ação e estudar estratégias adequadas ao seu desenvolvimento com vistas a viabilizar a implantação e implementação de políticas públicas arquivísticas que garantam a salvaguarda, preservação e difusão do patrimônio documental / cultural brasileiro.
Para participar da pesquisa é necessário o preenchimento do
formulário, o qual deverá ser enviado para o e-mail: conarq@arquivonacional.gov.br. Para maiores informações acesse o folder da pesquisa. Ao responder a pesquisa, o arquivo público estará automaticamente inscrito no Cadastro de Entidades Custodiadoras de Acervos Arquivísticos - CODEARQ. Dúvidas quanto ao preenchimento do formulário poderão ser esclarecidas pelos telefones (21) 2179-1271 (21) 2179-1293. Veja em: http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm

Modelo de Letras











XXV Simpósio Nacional de História - História e Ética
Divulgada a Programação do XXV Simpósio Nacional de História
Veja programação:http://www.snh2009.anpuh.org/

Encontro de Novos Pesquisadores

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em História

I Encontro de Novos Pesquisadores em História
Período: 10 a 13 de março de 2009
Horário: Matutino e noturno
Local: Auditórios do PAF I – Ondina
Informações adicionais: e-mail: seminariohist.2009@yahoo.com.br
Veja a programação preliminar: http://www.poshisto.ufba.br/


Prestação de Serviços na área de História

Serviços Profissionais:

*Aconselhamento científico na realização de pequenos trabalhos ou monografias;

*Elaboração de transcrições paleográficas e/ou de Entrevistas de Aúdio para fins acadêmicos e de investigação;

*Transcrições de suportes sonoros e de suporte papel séculos XVI a XIX;

*Pesquisas genealógicas;
*Levantamento documental para adquirir dupla cidadania;
*Pesquisas históricas para teses e livros;

*Pesquisas documentais para histórias de empresas no Brasil;

*Leitura e transcrição de manuscritos séculos XVI a XIX;

*Elaboração de livros de histórias de cidades baianas;

*Elaboração e montagem da documentação em CD-Rom ou DVD;

*Vasta experiência em arquivos baianos.
Contato:urano.historia@gmail.com
TEL: (71) 8607-5359