Justas homenagens e debates fundamentais marcam a programação da UFBA no Fórum Social Mundial 2018



A UFBA inicia suas atividades no Fórum Social Mundial 2018 no começo da tarde de terça-feira, 13 de março, com uma verdadeira celebração da ciência e da cultura produzidas na Bahia, no salão nobre da reitoria. É ali, às 14:30 horas, depois de ter sido recepcionado na entrada do prédio pela Orquestra de Frevo e Dobrados sob a regência do maestro Fred Dantas, que o público presente participará da homenagem da Universidade ao casal de cientistas Zilton Andrade e Sônia Andrade e ao artista plástico e escritor Mestre Didi, Deoscóredes Maximiliano dos Santos, cujo centenário se celebrou em 2 de dezembro de 2017. Para quem não sabe, Zilton Andrade, prestes a completar 92 anos, professor emérito da UFBA e patologista reconhecido, é um dos mais importantes pesquisadores do Brasil em doenças endêmicas, em especial  esquistossomose e Chagas, é membro da Academia Brasileira, e segue ativo, trabalhando diariamente em seu laboratório, junto com Sonia, na Fundação Oswaldo Cruz em Salvador, a Fiocruz-Bahia. Ela, Sonia Gumes Andrade, completará 90 anos neste ano, é também pesquisadora respeitada, e se notabilizou principalmente com seus estudos experimentais em doença de Chagas.

Mestre Didi, filho único da mãe-de-santo Maria Bibiana do Espírito Santo, era, como disse a antropóloga Juana Elbein dos Santos, sua mulher, em entrevista ao jornalista Luís Nassif em 2014, “um sacerdote artista. Expressa, através de criações estéticas, arraigada intimidade com seu universo existencial, onde ancestralidade e visão-de-mundo africanas se fundem com sua experiência de vida baiana”. A homenagem da UFBA a essa notável personagem da cultura baiana, que recebeu em 1983 o título máximo de Obá Mobá Oni Xangô, do rei de Ketu, em Benin, África, vai incluir a exibição de um grande boneco feito pelo artesão Jurandyr Sobrinho a partir de desenho do artista plástico Mauritano, na parte externa da reitoria.
ACESSE: FSM 2018

Fórum Social Mundial 2018 terá exposição de Sebastião Salgado e debates sobre povos indígenas


O Fórum Social Mundial (FSM 2018) irá unir movimentos sociais de todos os continentes com o objetivo de elaborar alternativas para transformação social global. Com o lema “Resistir é criar, resistir é transformar”, o evento será realizado de 13 a 17 de março de 2018, nos campi da UFBA. Um dos eixos temáticos do Fórum será “Povos Indígenas”, que contará com mesas de debate e mostras artísticas.
A exposição de Sebastião Salgado, um dos maiores nomes da fotografia mundial, intitulada “Índios Korubo: Vale do Javari”, é uma das atrações confirmadas. Resultado do contato do artista mineiro com o povo Korubo, do Vale do Javari, oeste da Amazônia, as imagens registradas são as primeiras da tribo, classificada como de “recente contato” ou de pouca relação com não índios. Poucos deles falam português e são frágeis frente às doenças comuns entre não índios. Conhecidos como violentos e chamados de “caceteiros” – em razão de usarem bordunas, em vez de arco e flecha – os korubos estão ameaçados pela exploração clandestina das riquezas de seu território.
O trabalho de Salgado é uma continuidade de “Gênesis”, que inclui fotos dos índios zo’és, do Pará, e de outras etnias. A série de reportagens fotográficas, que ficará exposta na antessala da reitoria a partir de 13 de março, faz parte de um projeto maior, “Amazônia”, classificado por Salgado como seu “último projeto”, já que ele pretende revisitar e reeditar seus antigos acervos.
ACESSE: FMS 2018

ÌROHÌN - CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO, COMUNICAÇÃO E MEMÓRIA AFRO-BRASILEIRA


Finalmente, você já pode acessar a coleção digitalizada do Irohin, jornal impresso que circulou, com interrupções, de maio de 1996 a agosto de 2009, e mantém ainda grande atualidade. Trabalhamos agora para colocar à disposição de estudantes, professores, pesquisadores e o público em geral uma biblioteca, contendo diversificado material bibliográfico referente ao negro, sua história e cultura (livros, periódicos, separatas) e matérias jornalísticas, fotos, filmes e fitas). A biblioteca do Irohin está sendo organizada por estagiárias do Instituto de Ciência da Informação (ICI), da Universidade Federal da Bahia, com a orientação da professora Ivana Lins, e seu acesso será oportunamente viabilizado através deste portal. (www.irohin.org.br). Queremos uma biblioteca atuante e transformada, que possa incentivar a leitura e fazer a diferença em uma comunidade onde as taxas de analfabetismo continuam altas pelos dados recentes divulgados pelo IBGE. Somos conscientes de nossas responsabilidades com a inclusão de nossa gente. A memória referente aos fatos políticos e culturais relacionados aos negros e ao enfrentamento do racismo costuma ter pouco espaço entre nós. O Irohin quer contribuir para que possamos ampliar a receptividade a nossa história e ajudar na preservação e atualização de patrimônio inestimável, de relevância fundamental para luta que travamos pela vida, pelos direitos de cidadania, pela liberdade religiosa e por uma democracia efetivamente pluralista.   
Vida longa ao Ìrohìn! 

BIBLIOTECA DOS BARRIS JOGADA ÀS BARATAS


Local está sujo, sem ar-condicionado e jornais; pesquisador fez carta ao governador. 
Foto: Maria Silva/Correio
Primeira biblioteca da América Latina; dona de uma história de 207 anos; detentora de um acervo de mais de 600 mil arquivos – mais de 150 mil livros. Sobrevivente a incêndios, bombardeios, roubos e mudanças de sede. A Biblioteca Central do Estado, antes Biblioteca Pública do Estado, é tudo isso. Agora, ela enfrenta outro momento sombrio: sem grandes investimentos, falta limpeza, climatização e até jornais diários.
A situação não é nova, mas voltou à tona na semana passada, depois que o jornalista Claudio Leal divulgou, nas redes sociais, uma carta pública endereçada ao governador Rui Costa. No texto, Claudio denuncia as condições da biblioteca – que vão desde o que chama de ‘desertificação’ do setor de periódicos, onde ficam os jornais diários, até as más condições de limpeza.  
“São quase dois anos de incúria, de estúpida austeridade e de grosseria contra leitores e pesquisadores. Um ato de desprezo à memória histórica da Bahia”, diz, na carta. Segundo ele, os banheiros têm cheiro de urina e os mictórios são ‘podres’, mas refletem um descaso que vêm atravessando mandatos e partidos políticos. 
ACESSE NA ÍNTEGRA:

Um problema histórico!


Há muito que sabemos da atual situação dos Arquivos e Bibliotecas públicas pelo Brasil. Em muitos estados se quer existe um arquivo, e quando existem não recebem a atenção devida por parte dos governantes. Essa história se repete, e não é de agora. A matéria publicada no Diário de Notícias de 1905, demonstra o quanto esses espaços são esquecidos pelo poder público.  


Arquivo e Biblioteca

Não há povo amante de seu passado, de suas conquistas liberais e de suas tradições históricas, que não zele com especial carinho o arquivo onde se guardam os documentos de sua evolução e de sua independência. Não há governo, mediocremente consciente de seus deveres morais que não olhe com interesse para as bibliotecas onde os adultos de todas as classes sociais vão completar a sua educação mental, e os especialistas costumam encontrar os elementos indispensáveis ao desempenho da vocação com que os dotou a própria índole espiritual e lhes apurou o meio em que surgiram.
Sem os arquivos, sem as bibliotecas perderiam os indivíduos e os povos, perderia a humanidade inteira o senso da continuidade histórica, que é o fundamento mesmo da civilização, porque é justamente o laço que prende o passado ao presente, preparando o futuro.
Os arquivos e as bibliotecas nacionais, além de serem um patrimônio que as gerações se transmitem, representam o maior fator da progressividade em todas as manifestações da atividade humana. Recolhendo a seus arquivos e as suas bibliotecas os tesouros espirituais da mentalidade greco-romana, puderam os claustros salvar do naufrágio da barbaria medieval as mais belas conquistas do humano intelecto, facilitando o extraordinário movimento darenascença, que veio reatar o fio partido da evolução cultural da humanidade, restaurando nos anais de seu progredir aquela continuidade histórica, a que aludimos acima, e sem a qual os acontecimentos perderiam a sua natural concatenação.
Pois bem. Nós também possuíamos aqui nesta antiga metrópole da inteligência e da civilização brasileira um arquivo e uma biblioteca, cuja utilidade os governos compreendiam e de cujos serviços podem dar eloquente e inequívoco testemunho aqueles que os frequentavam e neles cultivaram as faculdades do seu espírito. Sim, nós também os possuíamos!... mas que é feito deles?
Fale por nós, na linguagem verdadeira e expressiva do laconismo oficial, a mensagem do Sr. Dr. Governador do Estado, na mais triste, na mais vergonhosa, na mais acabrunhada das informações:
“Estes dois antigos monumentos, que guardam os mais preciosos documentos da nossa história e cultura intelectual, acham-se em deplorável estado: o primeiro porque, abatendo parte do teto do edifício, em que está instalado, viu-se a sua administração obrigada a remover, confusamente, para salvar de total prejuízo, o seu precioso material, e a Biblioteca, porque, retirada por força maior do consistório da Igreja Catedral, (vai por cerca de 6 anos!) ainda não foi reinstalada,achando-se a sua grande e rica livraria amontoada em um dos cômodos do pavimento inferior do Palácio do Governo”.     
Informações oficiais desta natureza são por demais expressivas e dispensam quaisquer comentários de terceiros. Na que acabamos de ler e reproduzir, se encontram, nos próprios termos em que foi vazada, a seca narração de tão deplorável e vergonhoso acontecimento, e a condenação consequente do crime administrativo que ele representa. No entretanto, da censura que o fato provoca estão isentos os representantes da opinião, aqueles que, pelas circunstâncias anormais a que chegamos, simbolizam a única voz desinteressada, mas pouco ouvida, do povo sofredor e desprezado. Referimo-nos aos jornais desta capital, referimo-nos especialmente a este Diário que mais de uma vez levou aos ouvidos surdos do governo trans ato as queixas do povo, as reclamações dos estudiosos e os protestos veementes de sua justa indignação.
Que pretende fazer, diante disto, o Sr. Dr. José Marcelino de Souza? Um homem de responsabilidade, um governador não denuncia á opinião uma ocorrência de tanta gravidade sem providenciar com máxima presteza no sentido de sua correção. É este o seu dever, e
 sua excelência parece havel-o compreendido, a julgar pelas seguintes palavras da mensagem:
“Quanto ao Arquivo já providenciei para os reparos do edifício, afim de ser tudo reposto em seu competente lugar; e sobre a Biblioteca estou com todo cuidado, empenhado em reinstala-la, convenientemente, o que já não foi possível por falta de edifício apropriado.”
Oxalá tudo isto se verifique!...
Jornal Diário de Notícias, Bahia, quarta-feira, 19 de abril de 1905.
FONTE: Biblioteca Pública dos Barris, setor de jornais e revistas raras. 


ACOMPANHEM ESSA LONGA HISTÓRIA: 

  




ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA COLONIAL



Com o tema Espaços coloniais: domínios, poderes e representações, o VII EIHC celebra seu décimo primeiro ano de existência, na cidade de Natal, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O mesmo padrão de qualidade das edições anteriores será mantido ao reunir experts de vários campos da História Colonial em conferências, mesas redondas e simpósios temáticos, além do lançamento de obras recentemente publicadas.
 Todos(as) os(as) pesquisadores(as), professores(as), estudantes e amantes da História Colonial, e áreas afins, estão convidados(as) a fazer parte desse grande evento, que ocorrerá nas dependências do Campus da UFRN, entre os dias 5 e 8 de setembro de 2018.


"AFRICANO AMIGO DE EUROPEUS DEGREDADO POR LABATUT"



Ilustríssimos Excelentíssimos Senhores

1823

Diz José Ignacio Gonçalves, morador na Vila de Nossa Senhora da Purificação e Santo Amaro, que vivendo manso e pacífico na dita Vila, inteiramente ocupado em procurar os meios da sua subsistência, sem que em nada fosse contrário a Santa Causa do Brasil, donde se considera natural por vir para ele de menor idade da Costa de África em que nasceu; contudo foi preso por ordem do Excelentíssimo General Labatut, e desterrado para a Vila do Itapicuru, na qual se acha a mais de dois meses, com o fundamento de ser o Suplicante amigo dos Europeus, que emigraram daquela Vila para a Cidade, e de ter com eles correlações, e o mais que talvez lhe acumulassem os seus inimigos para denegrirem a boa reputação que sempre teve o Suplicante. Não é crível, Excelentíssimos Senhores, que sendo o Suplicante um preto pobre e maior de setenta anos perpetrasse um tal delito, e tanto é inocente nele, quanto se mostra da atestação juntas, e melhor dia justificando que já fez; a qual sendo apresentada ao mesmo Excelentíssimo General deposto, já mais obteve deferimento algum; por isso vem suplicar humildemente a Vossas Excelências se dignem pelo Amor de Deus mandar relaxar o Suplicante do degredo em que se acha, visto que a sua qualidade, idade, pobreza, documento junto, e da justificação mostram com a maior evidência a impossibilidade de existir nele a culpa imputada.
Pede a Vossas Excelências se dignem atender ao Suplicante, em mandá-lo soltar, visto ser inocente.
                                                                                                                      Espera Receber Mercê     
FONTE: APEB, Seção Colonial, Maço: 2883     

O CASTIGO SENHORIAL E A ABOLIÇÃO DA PENA DE AÇOITES NO BRASIL: JUSTIÇA, IMPRENSA E POLÍTICA NO SÉCULO XIX


Resumo: 

O objetivo deste artigo é analisar a criação da lei de 15 de outubro de 1886 que aboliu a pena de açoites no Brasil. Diferentemente da historiografia dedicada ao tema que destacou o contexto antiescravista internacional e as disputas parlamentares, pretendo olhar para os debates travados no âmbito da Justiça e da imprensa a partir do estudo de três casos que tiveram grande repercussão nas décadas de 1870 e 1880. Minha intenção é demonstrar como as discussões parlamentares para a abolição da pena de açoites no Brasil relacionavam-se a um amplo debate de crítica aos castigos físicos nos anos finais da escravidão.

Ricardo F. Pirola
Universidade Estadual de Campinas, Campinas - São Paulo - Brasil. 

ACESSE: 

DIÁLOGOS SOBRE HISTÓRIA DA ÁFRICA E O TRÁFICO DE ESCRAVOS NO ATLÂNTICO SUL


INTERAÇÕES ATLÂNTICAS ENTRE SALVADOR E PORTO NOVO (COSTA DA MINA) NO SÉCULO XVIII


Resumo: 

O artigo discute as dinâmicas atlânticas entre Salvador e Porto Novo, na Costa da Mina, durante o século XVIII. A despeito do foco da historiografia brasileira no tráfico baiano em Uidá, os portos a leste – os chamados “portos de baixo” – foram importantes terminais de deportação de africanos para as Américas. O artigo explorará ainda as dinâmicas entre Porto Novo e o Daomé, principal reino traficante do golfo do Benim no século XVIII, que reivindicava o “monopólio” do tráfico na região. O jogo político do tráfico de escravos envolvia entidades africanas locais, traficantes de diversas carreiras e autoridades coloniais. Observar as interações entre a Bahia e Porto Novo iluminará as diferentes fases do comércio atlântico no golfo do Benim no século XVIII.

Carlos da Silva Jr.
University of Hull 
Reino Unido – Inglaterra 

Frontiers of Citizenship: A Black and Indigenous History of Postcolonial Brazil



Book description
Frontiers of Citizenship is an engagingly-written, innovative history of Brazil's black and indigenous people that redefines our understanding of slavery, citizenship, and the origins of Brazil's 'racial democracy'. Through groundbreaking archival research that brings the stories of slaves, Indians, and settlers to life, Yuko Miki challenges the widespread idea that Brazilian Indians 'disappeared' during the colonial era, paving the way for the birth of Latin America's largest black nation. Focusing on the postcolonial settlement of the Atlantic frontier and Rio de Janeiro, Miki argues that the exclusion and inequality of indigenous and African-descended people became embedded in the very construction of Brazil's remarkably inclusive nationhood. She demonstrates that to understand the full scope of central themes in Latin American history - race and national identity, unequal citizenship, popular politics, and slavery and abolition - one must engage the histories of both the African diaspora and the indigenous Americas.

Reviews
Advance praise: ‘This book is a major achievement not only because of the innovative research and groundbreaking analysis, but also because the author has uniquely found a way to communicate these in prose that is both concise and precise. She effectively articulates theoretical and epistemological insights in a streamlined way that is certainly helpful to students and nonspecialists but also, frankly, is useful for specialist scholars trying to apprehend her reading of the archive. I can sincerely say that having read this book will forever change the way I think and teach about Atlantic slavery and Brazilian history, something that I have been doing for over twenty years.'

Amy Chazkel - Queens College, City University of New York

Advance praise:‘In Frontiers of Citizenship, Yuko Miki connects racial categories that hitherto have been archivally and historiographically separate and argues persuasively why this approach is ‘not only possible, but necessary'. By intertwining the histories of indigenous peoples and black slaves in a frontier region, she offers surprising new insights about race, slavery, and citizenship during Brazil's transition to nationhood.'

Judy Bieber - University of New Mexico

Advance praise:‘Yuko Miki provides a critical accounting of nation-state building in nineteenth century Brazil. Surprising and engaging, Miki tells a series of stories from a variety of perspectives that bring indigenous peoples into the light. She provides those of us who work in the modern era on Black-Indian disputes and alliances with an important backdrop that will inform our work in many years to come. This book would be excellent for both undergraduate and graduate courses in Brazil, nineteenth century Latin America, and adds Brazil, a country often left to one side when discussing indigenous peoples of South America.'

Jan French - University of Richmond

Advance praise:‘In placing together Indians and black slaves within a complex framework of territorial claims, labor exploitation, nation-building, and the struggle for and denial of citizenship, Yuko Miki's book opens a new frontier in the social history of nineteenth-century Brazil and Latin America in general.'
João José Reis - Universidade Federal da Bahia, author of Divining Slavery and Freedom. 

LINKS PARA PESQUISA NOS MÓRMONS


 NASCIMENTO, CASAMENTO E ÓBITO

IMIGRAÇÃO E NATURALIZAÇÃO      


CHAMADA DE ARTIGOS: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO APLICADA AOS ARQUIVOS


Chamada de Artigos

Periódico do APESP abre chamada para envio de artigos sobre o tema

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO APLICADA AOS ARQUIVOS

A Revista do Arquivo nº 6, que será lançada em março de 2018, terá como tema central a tecnologia da informação aplicada aos arquivos.

Arquivos e tecnologia da informação; arquivos digitais; documentos digitais; preservação de documentos digitais, natos ou digitalizados; sistemas informatizados de gerenciamento arquivístico de documentos; repositórios digitais confiáveis; armazenamento de documentos em nuvem; legislação sobre preservação de documentos digitais; arquivo digital e a questão do acesso; garantia da segurança da informação; ferramentas digitais de descrição arquivística; a diplomática e filologia na era do documento digital; digitalização de acervos; a formação do arquivista ante o uso das novas tecnologias aplicadas; mudança de paradigma na área dos arquivos; ferramentas de difusão de arquivos por meio da rede web; o futuro dos arquivos na era digital; o direito ao passado no futuro digital: eis apenas um pequeno leque de abordagens possíveis e atuais que convidam os pesquisadores à produção intelectual para difusão na Revista do Arquivo nº 6, a ser publicada no final de março de 2018.

CHAMADA PARA SEÇÃO VITRINE

Convidamos os leitores a contribuírem com crônicas, relatos de experiências, dos mais diversos tipos, para compor a seção Vitrine da revista. Os selecionados pela equipe editorial serão publicados na seção Vitrine da revista. Não é necessária a vinculação do conteúdo com o tema da revista. Os textos não deverão ultrapassar o limite de 1.000 caracteres.

Pedimos que os trabalhos sejam enviados até dia 29 de janeiro de 2018 para o e-mail: revistadoarquivo@arquivoestado.sp.gov.br 

Observando-se as normas estabelecidas para esta publicação disponibilizadas no link: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/revista_do_arquivo/normas_para_publicacao.php 

ACESSE: 


História das mulheres, gênero e identidades femininas na África Meridional


A revista Cadernos Pagu (nº 49, 2017) acaba de lançar o Dossiê - História das mulheres, gênero e identidades femininas na África Meridional.
Os textos que compõe o dossiê foram originalmente apresentados – na íntegra ou em parte - no Seminário Internacional “Cultura, Política e Trabalho na África Meridional”.  Este evento, realizado na Unicamp entre os dias 11 e 14 de maio de 2015, foi organizado pelo Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (CECULT) da Universidade Estadual de Campinas e o Harriet Tubman Institute da York University. Os artigos refletem a centralidade e a pluralidade da temática na historiografia africanista contemporânea, abarcando uma cronologia extensa, do século XVI ao XX, em dois países da África Meridional (Moçambique e África do Sul). A história das mulheres, as relações de gênero, bem como as experiências e condições femininas são abordadas por meio da análise do poder político das mulheres em Moçambique entre os séculos XVI e XVIII, da presença e experiências das mulheres indígenas na cidade de Lourenço Marques sob o impacto do colonialismo e de uma narrativa fundadora da literatura sul-africana.  Desse modo, duas historiadoras e um historiador, vinculados a universidades no Brasil e em Portugal, oferecem leituras singulares dos temas acima apresentados, permitindo o reconhecimento dos diálogos e, sobretudo, das contribuições africanistas aos estudos sobre a história das mulheres e de gênero produzidas ou referenciadas em outros contextos geográficos.

Lucilene Reginaldo e Silvia Hunold Lara apresentam o Dossiê: https://www.facebook.com/245059658851266/videos/1870070943016788/ 


Os textos estão disponíveis no site SciELO Brasil

MEMORA & ARTE: RESTAURAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE ACERVOS HISTÓRICOS

Empresa especializada em restauração, encadernação, transcrição de documentos manuscritos, gestão de acervos especiais, cursos, capacitações, gestão de acervo documental e bibliográfico antigo, organização de bibliotecas e assessoria de especialistas, mestres e doutores. Elabora e executa projetos que tenham como objetivo a preservação da cultura baiana. O Memória e Arte surgiu em 2011, na cidade do Salvador. 

DOCUMENTOS HISTÓRICOS DA CIDADE DE ARACI DISPONÍVEIS ONLINE



Disponibilizamos aqui livros do Cartório de Registro Civil de Araci, os quais compreendem registros de nascimentos, casamentos e óbitos, além de alguns livros de atas e notas. São documentos que vão desde o ano de 1877 até 1940, totalizando 4.800 páginas. A digitalização foi realizada pelo historiador Urano Andrade, historiador e pesquisador,  coordenador técnico do projeto de digitalização dos Livros de Notas da Bahia (1664-1889), que estão no APEB, através de financiamento da Biblioteca Britânica, mediante o Programa de Arquivos Ameaçados. Segundo Pedro Juarez Pinheiro, responsável por fazer o levantamento da documentação, “apesar de ser uma coleção relativamente pequena, é bastante significativa para a pesquisa histórica do município e região, pois em alguns documentos encontram-se, por exemplo, registros de casamentos e nascimentos de escravos, além de livros com procurações, arrendamentos e atas de eleições”. No caso da digitalização da documentação de Araci, só foi possível com o financiamento do Colégio Apoio, através do Professor José Nilton Carvalho Pereira, o qual também é Vice-Presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) e tem financiado a preservação de acervos históricos, como o de jornais antigos de Araci, Serrinha e região. Tanto os jornais digitalizados e reimpressos como os documentos do Cartório de Registro Civil de Araci, recém digitalizados, estarão disponíveis para consulta no Centro Cultural de Araci, Fórum de Araci, bibliotecas da UNEB de Serrinha e Coité, além do IGHB e APEB e serão uteis para a produção acadêmica, principalmente de estudantes dos cursos de História e Letras.

CARTA DE ORDENS DE FRANCISCO FELIX DE SOUZA

Carta de ordens mencionada na Escritura retro. Pública forma.
Carta missiva. Senhor Capitão Joaquim Telles de Menezes. Ajudá, treze de Outubro de mil oitocentos e trinta e dois. Hoje parte a Escuna Thereza do seu comando e segue viagem para a Cidade do Rio de Janeiro a consignação do Senhor João Ignácio Correa e vossa mercê precisar, aliás, e vossa mercê receberá dele as suas ordens, e receberá tudo quanto vossa mercê precisar para arranjar a Escuna e também lhe botar o seu sobre a soma que lhe é preciso como vossa mercê me pede que é necessário. Veja vossa mercê que em estando pronto de tudo, há de vossa mercê receber do Senhor Correa o carregamento de aguardente e tabaco Mapendim e algumas fazendas e vossa mercê seguir viagem para as Ilhas de São Thomé e Príncipe para me dispor do carregamento nos gêneros que vossa mercê vir que me faça consta. Tenho mais a dizer-lhe se vossa mercê arribar em qualquer das partes do Brasil, pode vossa mercê sacar uma letra sobre mim para as despesas que forem mais necessárias e lhe recomendo que veja se faz pouca despesa em qualquer parte que for, visto vossa mercê não poder tornar ao Rio de Janeiro. Veja vossa mercê que em qualquer parte que for vossa mercê fará as minhas vezes porque se as despesas que vossa mercê fizer forem grandes visto não poder tornar o Porto que lhe destino, vossa mercê pode fazer venda do Barco para pagar a Tripulação, as despesas que vossa mercê fizer isto é, se vossa mercê tiver algum sucesso na viagem que não possa tornar o porto do destino, e no mais nada tenho a dizer-lhe. Estimo que vossa mercê faça feliz viagem e que tenha felicidade e igualmente todos os Oficiais é o que eu lhe desejo. Seu amigo Venerador F. F. de Souza. Está conforme o original que me foi apresentado, limpo sem vício, emenda, borrão entre linha, ou outra alguma coisa que dúvida faça, fiz passar em pública forma que conferi, subscrevi e assinei, concertei com outro Oficial de Justiça companheiro a concerto comigo abaixo assinado nesta Cidade da Bahia aos vinte oito dias do mês de Março do corrente ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e trinta e três. Eu Antonio Lopes de Miranda Tabelião o subscrevi. Em testemunho de verdade. Estava o Sinal Público. Concertada por mim Tabelião Antonio Lopes de Miranda. E por mim Escrivão Luiz Joaquim Magalhães Castro. Antonio de Souza Guimarães. Número cinco mil duzentos e trinta pagou oitenta réis de selo. Bahia, doze de Abril de mil oitocentos e trinta e três. Sá Tavares. A qual carta de ordens em pública forma fiz registrar e conferi com outro abaixo assinado na Bahia aos dezoito de Abril de mil oitocentos e trinta e três. Eu Francisco Ribeiro Neves Tabelião Vitalício de Notas subscrevi e assinei.
Fonte: APEB, Seção Judiciária, Livro de Notas 240, pp. 159v-161v.               

LISA EARL CASTILLO: DESVENDANDO MITOS DO FAMOSO DOM OBÁ II




Por Lisa Louise Earl Castillo

“Acabei de encontrar o registro de casamento de Cândido da Fonseca Galvão, o famoso D. Obá II, no Rio de Janeiro, em 1874. A esposa, Sofia Maria da Conceição, natural da freguesia de Santa Rita, no Rio, era filha de Esperança Mina, que ainda era escrava no dia do casamento da filha.


Este documento confirma, definitivamente, o que eu já argumentei num artigo meu: que ele nasceu na Freguesia da Sé em Salvador, e não em Lençóis, como é dito.


Cândido era adepto dos orixás, com devoção especial a Ogum, Oxossi, Oxum e Iansã. Seu pai era compadre de Marcelina da Silva, Obatossi, ialorixá da Casa Branca do Engenho Velho. É provável que o terreiro liderado por Marcelina foi importante no aprendizado religioso de Cândido”.

PARA SABER MAIS: Bamboxê Obitikô e a expansão do culto aos orixás (século XIX): uma rede religiosa afroatlântica. Disponível em:

PALESTRA: PROFESSOR ROBERT SLENES

Palestra com Robert W. A. Slenes (UNICAMP): "A mãe que era escrava do filho: construindo biografias de cativos e libertos através da ligação nominativa de fontes". Uma abordagem do seu capítulo, "Senhores e Escravos no Oeste Paulista", História da Vida Privada no Brasil, Vol. II.
Data: 28/11/2017 (terça-feira)
Horário: 14h.
Local: Auditório do APEB

Endereço: Ladeira Quintas dos Lázaros, 50 - Baixa de Quintas, Salvador - BA

Fundação Pedro Calmon vai receber 3 milhões para reforma do Arquivo Público


A secretária de Cultura, Arany Santana, o Diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, e o Superintendente do IPHAN, Bruno Tavares, assinaram hoje (8) o convênio de R$3 milhões para reforma e restauração do prédio do Arquivo Público, localizado na Baixa de Quintas.

Para Zulu Araújo, essa obra é de fundamental importância para o setor de Arquivo Público da Bahia, já que irá requalificar o ambiente do prédio trazendo maior eficiência na conservação dos acervos públicos. “Com essa reforma e restauração a Fundação Pedro Calmon poderá desempenhar o seu papel de guardar e difundir o grande, raro e rico acervo histórico da Bahia”, afirmou.
De acordo com a secretária Arany Santana, essa reforma iniciará uma nova fase para a cultura no estado. “Essa luta vem sendo travada desde 2015. E essa conquista do recurso obtido vai salvaguardar a história do país”, garantiu.

Fundado em 16 de janeiro de 1890, o Arquivo Público do Estado da Bahia é a mais importante entidade arquivística do estado brasileiro da Bahia. Está localizado no Solar da Quinta do Tanque, prédio integrante do patrimônio histórico e arquitetônico da capital baiana e originalmente local de pouso dos jesuítas, erguido ainda no século XVI e pertencente a esta ordem até sua expulsão do Brasil, em 1759.

Fonte: