EXPOSIÇÃO: NAUFRÁGIOS NA BAÍA DE TODOS OS SANTOS



Na próxima sexta-feira (26 de outubro), às 10h, o Gabinete Português de Leitura abrirá a exposição “Naufrágios na Baía de Todos os Santos”. A iniciativa faz parte da III Semana da Baía de Todos os Santos e segue até o dia 1º de novembro. A data registra a descoberta da BTS, em 1501, quando nela entrou a expedição comandada por Gonçalo Coelho, um ano e meio após o Descobrimento do Brasil.
A mostra é baseada no livro “Naufrágios e Afundamentos na Costa Brasileira” do engenheiro e professor José Góes de Araújo, onde o público irá conhecer, através de um grande mapa horizontal, os pontos exatos onde ocorreram os naufrágios, assim como as datas, navios e suas bandeiras (países de origem).  Na ocasião, o engenheiro falará sobre os aspectos históricos, geográficos e técnicos desses naufrágios como, por exemplo, os referentes aos diversos barcos holandeses afundados em batalhas navais, ocorridas no século XVII.
 De acordo com o professor Adinoel Motta Maia, coordenador da III Semana BTS, a exposição é importante para ampliar os estudos sobre a navegação marítima. “Por séculos, desde o seu descobrimento, o Brasil tem dependido dos navios para o escoamento de seus produtos e seu consequente desenvolvimento econômico. A nossa História é rica em naufrágios que se tornaram famosos, como aquele que sofreu o donatário da Capitania Hereditária da Baía de Todos os Santos, Francisco Pereira Coutinho, na costa de Itaparica, devorado pelos índios tupinambás. Dessa forma, vale a pena visitar a exposição".
Dando prosseguimento a agenda, nos dias 29, 30 e 31 de outubro, das 17 às 18 horas, no auditório do GPL, serão realizadas leituras públicas de livros sobre a Baía de Todos os Santos. Trata-se de uma prática européia que o Gabinete introduz na Bahia, proporcionando oportunidades de contato dos escritores com seus leitores. Professores e escritores com livros publicados sobre a BTS podem entrar em contato com o Gabinete para fazer a leitura de seus livros e inserir as obras na exposição. Uma Missa em Ação de Graças a Todos os Santos, no dia 1º de novembro, na Igreja de São Pedro (Praça da Piedade), às 8 horas, encerrará a programação.


26 de outubro, às 10h, abertura da exposição Naufrágios na Baía de Todos os Santos; 

29, 30 e 31 de outubro, das 17 às 18 horas - Leituras públicas de livros sobre a Baía de Todos os Santos; 

1º de novembro, às 8h, na Igreja de São Pedro - Missa em Ação de Graças a Todos os Santos.


DOIS SÉCULOS DE PENSAMENTO SOBRE A CIDADE

"Cabaré do Riso" no Teatro Gamboa Nova - Direção Demian Reis


O "Cabaré do Riso" é um sitio de experimentações e apresentações cênicas de Palhaçaria dirigido por Demian Reis com o objetivo de instigar,  fomentar e disseminar a cena do riso e do humor na cidade de Salvador. A intenção é dar continuidade à tradição e à renovação da palhaçaria que vem se estabelecendo com uma presença cada vez mais visível a partir do início deste século no mundo e nanossa cidade. Hoje diversos espaços públicos como a Praça Campo Grande, o Dique do Tororó e Pituaçu recebem com certa regularidade apresentações de artistas (Cia Pé na Terra, A Cia Obscena de Artes e o Nariz de Cogumelo), que levam seus espetáculos, mas as casas de teatro foram ocupadas apenas timidamente por essa abordagem que pode representar uma outra perspectiva de humor para a plateia soteropolitana que, como sabemos, adora uma comédia. Esta edição do "Cabaré do Riso", no Teatro Gamboa Nova, especialmente, será destinado para o público adulto, nos abrindo para motes picantes e ácidos, se necessário, característico dos cabarés clássicos. A censura adulta estabelecida promete trazer ao público boas surpresas, uma vez que os palhaços poderão abordar estilos mais bufões, sensuais, escatológicos e transgressores, se quiserem. Pois o palhaço em sua origem não se restringia ao público infantil, o que trouxe ao mundo cenas clássicas maravilhosas e surpreendentes que abordavam o imaginário do mundo adulto e até da melhor idade, como retratava o grande Charlie Rivel aos 80 anos de idade. O “Cabaré do Riso” trará releituras de números clássicos e também novas criações. Cada noite teremos um repertório de números e a participação de convidados especiais. 


SERVIÇO
Teatro Gamboa Nova (Rua Gamboa de cima, n° 03, Aflitos)
Dias 02, 10, 17, 24 e 31 de outubro, 20h.
Ingressos: R$20 inteira R$10 meia.
Classificação: 14 anos.
Mais informações: www.teatrogamboanova.com.br 
Tel: (71) 3329-2418


FELIZ DIA DOS PROFESSORES

"VI Fórum Pró-Igualdade Racial e Inclusão Social do Recôncavo da Bahia"



O Fórum Internacional 20 de Novembro está com inscrições abertas para oficinas e minicursos, a partir desta quinta-feira, 11 de outubro. As vagas são limitadas e podem ser feitas na página eletrônica do evento. Primeiro, é necessário fazer o cadastro no Fórum e depois optar pela oficina ou/e minicurso.
A construção do berimbau, stencial, percussão, poesia, grafite, break , o alimento como um fator de interação social: experiências com o Kefir e repensando o SUS são algumas das oficinas ofertadas durante o Fórum. Já os minicursos apresentam temas como cultura e educação no recôncavo e indicadores sociais e de saúde numa perspectiva de raça e gênero.
O Fórum Internacional 20 de Novembro é uma dos mais importantes eventos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Entre os dias 21 e 23 de novembro, o campus de Cruz das Almas, a 146 km de Salvador, será palco do evento, com convidados de várias nacionalidades debatendo política, relações raciais, sexualidade, gênero e direito à saúde.
O Fórum 20 de Novembro conta ainda com diversas palestras. Entre os convidados, Ângela Davis, integrante do Panteras Negras e do Partido Comunista dos Estados Unidos, personagem de um dos mais polêmicos e famosos julgamentos criminais da recente história americana; o pró-reitor de Políticas de Ações Afirmativas da Universidade de Washington, Luis Fraga, e; o presidente do Benin e da União Africana, Boni Yayi. Ângela irá participar da conferência de abertura, intitulada "raça, gênero, classe: uma tríade inseparável nas políticas de empoderamento das populações negra", em 21 de outubro. O presidente do Benin, Yayi, falará sobre o Brasil na diáspora africana. Encerrando o encontro, Fraga discutirá a "equidade e excelência: conceitos complementares".
A data que dá nome ao evento, Dia da Consciência Negra, é uma celebração da vida de Zumbi dos Palmares, personagem marcante da história brasileira na luta pelo fim do regime escravocrata que durou 358 anos. Formada por 84,3% de afrodescendentes autodeclarados, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) transformou a ocasião em um dos principais marcos do seu calendário. Na programação, o Fórum Internacional 20 de Novembroincluirá ainda o VI Fórum Pró-Igualdade Racial e Inclusão Social do Recôncavo.

Diário de Che Guevara

Uma cópia manuscrita do diário do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara, com suas notas sobre a guerrilha que liderou na Bolívia, foi disponibilizado pela primeira vez na internet, informou nesta segunda-feira (8) o jornalista e pesquisador boliviano, Carlos Soria Galvarro.
"O objetivo é que um documento histórico esteja ao alcance de todos. A internet permite que esteja ao alcance de todo mundo para saber o que aconteceu há 45 anos", disse à AFP Soria Galvarro, que dirige o portal www.chebolivia.org.
Nesta página, do pesquisador boliviano, é possível observar uma cópia facsimilar do diário de Che Guevara, conhecida como a Agenda Alemã, com a preparação da guerrilha e sua efetivação na Bolívia, de janeiro a outubro de 1967.
O pesquisador acrescentou que "também são divulgadas notas com esclarecimentos, para que uma pessoa possa entender melhor o que aconteceu há 45 anos".
Soria Galvarro teve acesso ao diário original na década de 90, quando a Bolívia recuperou o documento, depois de uma empresa inglesa ter tentado vendê-lo em um leilão público. Desde então o documento está nos cofres do Banco Central da Bolívia.
O governo boliviano já divulgou as cópias manuscritas do diário de Che em outubro de 2009, com uma edição limitada de cerca de 1.000 exemplares, mas agora o histórico material está à disposição de todos. 

PRÊMIO TOPBLOG 2012. Já votou no Pesquisando a História? Estamos no 2º Turno!

(CLICK NA IMAGEM E VOTE) 

The European Library



Os investigadores de todo o mundo dispõem agora de um novo interface de pesquisa e acesso em linha às coleções das bibliotecas nacionais e de muitas outras bibliotecas universitárias de 46 países europeus, na sequência do lançamento da nova versão do portal TEL - The European Library, em 26.06.2012. Disponibilizando num único ponto de acesso mais de 200 milhões de fontes de grande qualidade, além de inovadoras ferramentas de pesquisa e recuperação de informação, a nova versão do TEL permite aos investigadores encontrar, utilizar e partilhar uma vasta gama de conteúdos, incluindo a consulta de 10 milhões de objetos digitais e 24 milhões de páginas em texto integral. O portal TEL foi lançado inicialmente em 2005 como um serviço da Conference of European National Libraries (CENL), para a disponibilização de acesso federado às coleções de bibliotecas nacionais de toda a Europa. A Biblioteca Nacional de Portugal participa no TEL desde a sua criação, estando os seus registos bibliográficos e objetos digitais disponíveis nesse portal, sendo também agregados por essa via para o portal Europeana. Esta nova versão do portal TEL resulta de uma colaboração inovadora entre o CENL e três outras organizações líder na área das bibliotecas: Ligue Europeènne des Bibliothéques de Recherche (LIBER), Consortium of European Research Libraries (CERL) e Fundação Europeana.

USP lança canais de TV pela internet


Vídeos educacionais,científicos e culturais à sua disposição


O que é o projeto IPTV USP?

Este serviço está à disposição da comunidade para divulgação de informações educacionais, científicas e culturais produzidas na Universidade de São Paulo. O objetivo principal é permitir acesso amplo a essas informações, democratizando o conhecimento gerado nesta instituição. Este serviço oferece acesso a vídeos ao vivo, em eventos que ocorram nos diversos auditórios da USP e que sejam transmitidos em tempo real; vídeo por demanda, permitindo acesso ao acervo de vídeo da universidade e através dos canais.
Acesse o site: www.iptv.usp.br
Veja também: UNIVESP TV 

Lançamento: As múltiplas faces da escravidão e Monarquia Pluricontinental


REVISTA ULTRAMARES



A REVISTA ULTRAMARES aceitará trabalhos escritos em português, inglês, francês e espanhol, sob a forma de artigos e resenhas de livros.
Todos os artigos enviados aos editores serão submetidos à avaliação de membros dos Conselhos Editorial e Consultivo ou a pareceristas conceituados.
Os editores reservam-se a iniciativa de traduzir artigos considerados relevantes, desde que evidentemente autorizados por seus autores.

EDITORES

Antonio Filipe Pereira Caetano  - Universidade Federal de Alagoas
Gian Carlo de Melo Silva – Universidade Federal de Alagoas

CONSELHO EDITORIAL

Amélia Maria Polônia da Silva – Universidade do Porto (Univ. Porto)
Ana Paula Torres Megiani – Universidade de São Paulo (USP)
Ângela Maria Vieira Domingues – Instituto de Investigação Científica Tropical (ICTT/AHU)
Ângelo Adriano Farias de Assis – Universidade Federal de Viçosa (UFViçosa)
Antônio Carlos Jucá Sampaio – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Eduardo França Paiva – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Eliane Cristina Deckmann Fleck – Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)
Fabiana Schleumer – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Fátima Martins Lopes – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
George Félix Cabral de Sousa – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Georgina Flores García – Universidade Nacional Autônoma do México (Univ. México)
José Ferreira Azevedo – Universidade Federal de Alagoas (Ufal)
José Manuel Santos Pérez – Universidade de Salamanca (Univ. Salamanca)
Leonor Diaz de Seabra – Universidade de Macau (Univ. Macau)
Luiz Mott – Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Márcia Eliane Alves de Souza Mello – Universidade Federal do Amazonas (Ufam)
Márcia Sueli Amantino – Universidade Salgado de Oliveira (Universo)
Marco Antonio Nunes da Silva – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Maria Cristina Bohn Martins – Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos)
Maria de Deus Beites Manso – Universidade de Évora (Univ. Évora)
Maria Fernanda Baptista Bicalho – Universidade Federal Fluminenses (UFF)
Mary Del Priore – Universidade Salgado de Oliveira (Universo)
Paulo Cesar Possamai – Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Pedro Cardim – Universidade Nova de Lisboa (Univ. Nova Lisboa)
Pollyanna Gouveia Mendonça Muniz – Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Rafael Chambouleyron – Universidade Federal do Pará (UFPA)
Rodrigo Ceballos – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Rodrigo Monteferrante Ricupero – Universidade de São Paulo (USP)
Rômulo Luiz Xavier do Nascimento – Universidade de Pernambuco (UPE)
Silvia Hunold Lara – Universidade de Campinas (Unicamp)
Suely Creusa Cordeiro de Almeida – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Suzana Maria de Sousa Santos Severs – Universidade do Estado da Bahia (UNEB)


13th International African Studies Conference (Moscow, May 27-29, 2014)


Society and Politics in Africa:
Traditional, Transitional, and New
13th International African Studies Conference
(Moscow, May 27-29, 2014)
 First Announcement and Call for Panel Proposals


Dear Colleagues,

On May 27-29, 2014 in Moscow the Research Council for the Problems of African Countries and the Institute for African Studies of the Russian Academy of Sciences hold the 13th African Studies Conference titled “Society and Politics in Africa: Traditional, Transitional, and New.” The Conference will take place at the Institute for African Studies and the Institute for Linguistics of the Russian Academy of Sciences. The working languages are Russian and English.
The Organizing Committee would like to encourage you to submit panel proposals, focusing on any particular topics related to the Conference’s umbrella theme. The deadline for panel proposals submitting is February 1, 2013. The Organizing Committee will be glad to consider any panel proposals (within 500 words in English or both English and Russian) received by this date. The information to be submitted alongside with the proposal includes the proposed panel convenor (s)’ full name(s), title(s), institutional affiliation(s), full mail and e-mail addresses, telephone and fax #. The list of prospective papergivers with their particulars is desirable.
The Organizing Committee will inform the applicants about the results of their panel proposals’ consideration by February 15, 2013. Besides that, the Organizing Committee reserves the right to establish one or more Free Communication panels. The list of all the Conference participants is to become known by December 1, 2013 due to the activities of both the Organizing Committee and panel convenors.
None of the proposals may be accepted or rejected on the basis of its submitter(s)’ previous academic credentials, ethnic or national origin, sex, or otherwise, but only on the basis of the proposal’s relevance to, and importance for, the Conference’s general theme.
In the case the proposal is accepted, the Organizing Committee will send you in the beginning of 2014 the list of documents necessary to support your and your panel participants’ visa application process at the Russian Consulates or Embassies in the respective countries.
The conference registration fee in Russian rubles, equivalent to $150 ($75 in rubles for students) is to be paid in cash onsite upon arrival. The registration fee includes the visa application support (Official Invitation**), the Conference Book of Abstracts, stationary items, reception and coffee-breaks. The fee for an accompanying person, equivalent to $50 in rubles, includes the visa application support (Official Invitation) and reception.
The Organizing Committee can assist in booking accommodation, but independent reservation is encouraged. Please note that early hotel reservation in strongly recommended, as the Conference is to take place in tourist high season.
All the correspondence should be sent by e-mail for the Conference Organizing Committee, to the attention of Mrs. Natalia Bondar, Head, Center of Information and International Relations, Institute for African Studies (conf2014@gmail.com; tel.: + 7 495 690 2752) – prospective international participants, or to the attention of Dr. Natalia Zherlitsyna, Secretary, Research Council for the Problems of African Countries (ns_inafr@mail.ru; tel.: + 7 495 690 6025) – prospective Russian participants.
The Organizing Committee would appreciate your familiarizing the faculty of your research unit, as well as all interested persons, with the content of the present Announcement.
* Please note that according to the Russian visa regulations, the host organisation has to pay fees to the Russian Ministry of Foreign Affairs for every international participant and even a bigger sum for accompanying persons. However, all the foreigners wishing to enter the Russian Federation must not only apply for visas at the Russian Consulates or Embassies in respective countries but also pay another fee on their own for the visas’ granting.

Boletim eletrônico da Revista de História da Biblioteca Nacional



Relatos de um entrevistador viajante

Após realizar série de entrevistas para a RHBN, pesquisador Bruno Garcia conta um pouco sobre os bastidores das conversas que teve com Hans Gumbrecht, Eunice Durham, Todorov e Joaquim Romero Magalhães [Leia mais]

Fé que mata

Movimentos messiânicos no Brasil é o tema do próximo Biblioteca Fazendo História, que acontece no dia 16, às 16h, na BN. As guerras de Canudos e do Contestado entraram na pauta [Leia mais]

Cine História: Ode ao trash

Sem galãs ou peles que brilham ao sol, o filme ‘Abraham Lincoln – Caçador de vampiros’ recupera o lado assustador e macabro dos chupadores de sangue que apavoram donzelas há centenas de anos [Leia mais]

Na Memória do Mundo

Coleção Carlos Gomes, do Museu Imperial, ganha título da Unesco. Acervo, que está completo na internet, conta com fotografias, gravuras, documentos e uma partitura do maestro e compositor [Leia mais]

Ao pequeno leitor

Em homenagem às crianças, a RHBN sorteia quatro livros infanto-juvenis com temáticas variadas. O resultado sai na segunda, dia 15 [Leia mais]

Além da Verdade

OAB cria comissão para auxiliar trabalhos já desenvolvidos pela Comissão Nacional da Verdade. Advogados vão abrir seus acervos e fornecer informações que ajudem a avaliar infrações aos direitos humanos durante a ditadura [Leia mais]

Historia.com

Redes sociais caem no gosto de estudantes e pesquisadores. Cada vez mais, arquivos públicos disponibilizam seus acervos online, ao mesmo tempo em que amantes da História desenvolvem ferramentas de ensino na web [Leia mais]

Carlos Magno e o Contestado

Ideais presentes em livro medieval inspiraram formação de exércitos de sertanejos durante a Guerra do Contestado. Os chamados ‘Pares de França’ na Europa carolíngia se tornaram, aqui, Pares de São Sebastião [Leia mais]

Órfão na Colônia

Considerado legítimo durante séculos, o abandono de crianças era feito por meio das “rodas” das Santas Casas da Misericórdia [Leia mais]

Loja virtual

Na Loja virtual da Revista de História, você pode assinar a revista por um ou dois anos. [Confira]

Associação Nacional de História (ANPUH) responde à crítica da Revista Veja sobre Hobsbawm



Em nota, entidade afirma que Veja teria reduzido historiador a um "idiota moral"
A nota de repúdio foi publicada no perfil da entidade no último sábado. Confira, na íntegra, o texto da Associação Nacional de História, que teve como título, "Hobsbawm: Um dos maiores intelectuais do século XX".
"Na última segunda-feira, dia 1 de outubro, faleceu o historiador inglês Eric Hobsbawm. Intelectual marxista, foi responsável por vasta obra a respeito da formação do capitalismo, do nascimento da classe operária, das culturas do mundo contemporâneo, bem como das perspectivas para o pensamento de esquerda no século XXI. Hobsbawm, com uma obra dotada de rigor, criatividade e profundo conhecimento empírico dos temas que tratava, formou gerações de intelectuais. Ao lado de E. P. Thompson e Christopher Hill liderou a geração de historiadores marxistas ingleses que superaram o doutrinarismo e a ortodoxia dominantes quando do apogeu do stalinismo. Deu voz aos homens e mulheres que sequer sabiam escrever. Que sequer imaginavam que, em suas greves, motins ou mesmo festas que organizavam, estavam a fazer História. Entendeu assim, o cotidiano e as estratégias de vida daqueles milhares que viveram as agruras do desenvolvimento capitalista. Mas Hobsbawm não foi apenas um “acadêmico”, no sentido de reduzir sua ação aos limites da sala de aula ou da pesquisa documental. Fiel à tradição do “intelectual” como divulgador de opiniões, desde Émile Zola, Hobsbawm defendeu teses, assinou manifestos e escolheu um lado. Empenhou-se desta forma por um mundo que considerava mais justo, mais democrático e mais humano. Claro está que, autor de obra tão diversa, nem sempre se concordará com suas afirmações, suas teses ou perspectivas de futuro. Esse é o desiderato de todo homem formulador de ideias. Como disse Hegel, a importância de um homem deve ser medida pela importância por ele adquirida no tempo em que viveu. E não há duvidas que, eivado de contradições, Hobsbawm é um dos homens mais importantes do século XX.
Eis que, no entanto, a Revista Veja reduz o historiador à condição de “idiota moral” (cf. o texto “A imperdoável cegueira ideológica da Hobsbawm”, publicado em www.veja.abril.com.br). Trata-se de um julgamento barato e despropositado a respeito de um dos maiores intelectuais do século XX. Veja desconsidera a contradição que é inerente aos homens. E se esquece do compromisso de Hobsbawm com a democracia, inclusive quando da queda dos regimes soviéticos, de sua preocupação com a paz e com o pluralismo. A Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil) repudia veementemente o tratamento desrespeitoso, irresponsável e, sim, ideológico, deste cada vez mais desacreditado veículo de informação. O tratamento desrespeitoso é dado logo no início do texto “historiador esquerdista”, dito de forma pejorativa e completamente destituído de conteúdo. E é assim em toda a “análise” acerca do falecido historiador. Nós, historiadores, sabemos que os homens são lembrados com suas contradições, seus erros e seus acertos. Seguramente Hobsbawm será, inclusive, criticado por muitos de nós. E defendido por outros tantos. E ainda existirão aqueles que o verão como exemplo de um tempo dotado de ambiguidades, de certezas e dúvidas que se entrelaçam. Como historiador e como cidadão do mundo. Talvez Veja, tão empobrecida em sua análise, imagine o mundo separado em coerências absolutas: o bem e o mal. E se assim for, poderá ser ela, Veja, lembrada como de fato é: medíocre, pequena e mal intencionada."

São Paulo, 05 de outubro de 2012
Diretoria da Associação Nacional de História
ANPUH-Brasil
Gestão 2011-2013

RENASCENÇA BAIANA - EDUARDO BORGES



RESUMO

Este livro busca analisar o contexto histórico da Bahia entre os anos 50 e 60 do século XX período em que em termos de política nacional estava sendo colocado em curso um projeto econômico desenvolvimentista. Na Bahia, este projeto refletiu em diversos setores da sociedade, favorecendo a construção de um debate em torno de uma modernização baiana. Marcada por forte presença colonial, buscava a Bahia, colocar-se também, como exemplo de modernização e desenvolvimento. A relação no mesmo espaço geográfico e social, entre a herança histórica do passado e a realidade modernizadora do presente, motivou aos setores político, econômico e cultural do Estado, empreenderem, dentro de seus segmentos, uma discussão teórica e pratica visando entender o estágio baiano a fim de caracterizar um possível conceito moderno de Bahia. O destaque para o cinema, como um dos membros do segmento cultural, dar-se pelo fato deste vincular-se com a máquina, símbolo da industrialização e referência de desenvolvimento. Da reconstituição do ambiente histórico da época, e da leitura dos diversos discursos presentes nos três segmentos citados, emergem ao mesmo tempo, a tentativa de se estabelecer uma relação negociada entre passado e presente, e a necessidade de se definir um “ real” conceito de Bahia para a época. 

COTAS, MÉRITO E DEMOCRACIA



Desde a transição democrática, em 1985, a sociedade brasileira tornou-se melhor. Não tanto no plano econômico, onde o progresso foi modesto, mas nos planos social e político, onde os avanços foram grandes.
Somos ainda uma sociedade injusta, mas a desigualdade diminuiu; somos ainda uma sociedade autoritária, mas agora os eleitores pobres têm voz e são respeitados; somos ainda uma sociedade elitista, mas nos demos conta desse fato, e estamos tentando construir, mais do que um Estado democrático, também uma sociedade democrática.
Talvez a demonstração mais extraordinária dessa mudança de atitude foi a aprovação no Congresso Nacional e a sanção pela presidente Dilma da lei que estabeleceu uma cota geral de 50% das vagas nas universidades públicas e escolas técnicas federais para os estudantes das escolas públicas oriundos de famílias com até um salário mínimo e meio per capita.
O que imediatamente me ocorreu, ao ver os deputados e senadores aprovarem uma lei com alto conteúdo democrático e humano como é esta, foi que os brasileiros não se deixaram perverter pelo individualismo feroz dos 30 Anos Neoliberais do Capitalismo (1979-2008).
Que, não obstante as críticas insistentes que os ricos e a classe média tradicional vêm fazendo à política de cotas, as ideias de solidariedade e de coesão social falaram mais alto no Brasil.
E que seus representantes no Parlamento, hoje tão prejudicados em sua imagem, souberam compreender esse fato.
Mas "essa política não considera o mérito", dizem os críticos conservadores. Mérito medido de que maneira? Mérito medido em exames vestibulares, quando o último Ideb para o ensino médio foi de 3,5 para os alunos das escolas públicas contra 5,7 para as escolas privadas?
Essa diferença brutal deixa muito clara a imensa desvantagem dos pobres na competição para chegar ao ensino superior no Brasil. Portanto, em termos de justiça, a política de cotas está corretíssima.
Mas estará essa política correta em termos de eficiência, entendida esta como o melhor uso dos recursos humanos do país? Não estaríamos com ela dificultando que os jovens com maior potencial cheguem à universidade? Pelo contrário, argumento que a política de cotas dá oportunidade aos melhores.
O raciocínio é simples, e não está baseado no fato bem conhecido de que os jovens pobres são mais motivados pelo estudo. Os estudantes das escolas públicas representam cerca de 80% do total dos alunos do ensino médio.
Se supusermos que, em termos de potencial inato, os estudantes das escolas públicas e particulares são em média igualmente inteligentes e criativos, é necessário concluir que os 2% de alunos mais brilhantes dos 80% por cento das escolas públicas são, em média, mais capazes que os mesmos 2% dos 20% das escolas particulares.
Creio que este raciocínio explica a experiência das universidades que introduziram cotas. Os alunos por elas beneficiados têm desempenho geralmente muito bom, não obstante terem aprendido muito menos nas suas escolas do que os alunos das escolas privadas.
Com a política de cotas as universidades que tomaram a iniciativa de adotá-las, os brasileiros e agora o Parlamento brasileiro que as torna obrigatórias não estão sendo apenas democráticos e solidários; não estão apenas pensando em justiça.
O argumento da justiça já seria suficiente para justificá-la, mas quando a ele se soma o do mérito associado ao do potencial, a política de cotas ganha plena inteligibilidade e legitimidade.

Luiz Carlos Bresser-Pereira é professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, onde ensina economia, teoria política e teoria social. É presidente do Centro de Economia Política e editor da "Revista de Economia Política" desde 2001. Foi ministro da Fazenda, da Administração e Reforma do Estado, e da Ciência e Tecnologia. Escreve a cada duas semanas, aos domingos, na versão impressa de "Mundo".

FONTE:



SALVADOR - CIDADE BAIXA - SÉCULO XIX

PLANTA DA PRAÇA DO COMÉRCIO - SALVADOR - 1870 
PLANTA DA PRAÇA DO COMÉRCIO - SALVADOR - 1871
PLANTA DA ALFÂNDEGA DA BAHIA - 1851 
Fonte: 
Arquivo Público da Bahia 
Seção Colonial 
Série: Viação/Obras Públicas 
Maço: 4894 

REVISTA 7 MARES


A revista 7 Mares é uma publicação eletrônica semestral organizada e dirigida por pós-graduandos de História ligados ao núcleo Companhia das Índias, com a finalidade de publicar artigos originais e outros trabalhos especificamente relacionados à Época Moderna.

Bolsa de estudos aumenta possibilidades para negros na carreira diplomática


Na foto, Amintas da Silva, diplomata.
As Inscrições estão disponíveis no site do Cespe/UNB, entre 8 e 29/10, com taxa de R$ 86. SEPPIR, SDH e FCP participam da seleção feita pelo Instituto Rio Branco do MRE para subsidiar estudantes negros(as) com bolsas no valor de R$ 25 mil.

O Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e o Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), abriram as inscrições de 2012 para bolsas de estudos direcionadas a pessoas negras. O programa é voltado para a carreira diplomática do Itamaraty e visa aumentar a possibilidade da diversidade étnica na ocupação desses cargos.
As inscrições podem ser feitas no site do Cespe/UNB, entre os dias 8 e 29/10, mediante o pagamento da taxa de R$ 86 reais, por candidatos que tenham concluído ou irão concluir o curso superior até o final de 2013.

A iniciativa faz parte do Programa de Ações Afirmativas do Instituto Rio Branco – Bolsa Prêmio de Vocação para a Diplomacia que, desde 2002 investe na capacitação de candidatos negros à carreira de diplomata, através de bolsas de estudos no valor de R$ 25 mil, com duração de dez meses. O investimento deve ser usado para custear cursos preparatórios e aquisição de material didático que os auxiliem no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata.

Na primeira etapa os candidatos participarão de prova sobre os conteúdos de língua inglesa, portuguesa, história do Brasil e noções de política internacional, que serão aplicadas pelo Cespe/UNB em Brasília e em outras nove cidades do país.

A segunda etapa da seleção conta com a participação das secretarias de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e dos Direitos Humanos (SDH), e da Fundação Cultural Palmares (FCP). Nessa fase, realizada exclusivamente em Brasília, os selecionados que necessitarem receberão passagens aéreas de ida e volta e ajuda de custo para deslocamento.

CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA


A Fundação Pedro Calmon, por meio do Centro de Memória da Bahia, convida a todo(a)s para o Conversando com sua História. No módulo sobre micro-histórias e biografias, que será discutido durante todo o mês de outubro, teremos a palestra intitulada D. Romualdo Antônio de Seixas e a reforma da Igreja Católica na Bahia, que será ministrada pelo prof. Ms. Israel Silva dos Santos (UFBa).
Contamos com sua participação!
Local: sala Katia Mattoso, 3º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Data: 08 de outubro de 2012
Horário: 17h

Resumo:
A comunicação que ora se apresenta, focaliza a figura de D. Romualdo Antônio de Seixas (1787-1860), paraense, que foi arcebispo da Bahia entre os anos de 1828 e 1860. Sua importância histórica reside no fato de ser um dos pioneiros no projeto de reforma que se empreendeu na Igreja Católica brasileira a que muitos denominam de romanização. Foi também defensor da mesma no parlamento e grande literato, o que lhe rendeu um lugar na Galeria dos Brasileiros Ilustres, de Sisson.

FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE CACHOEIRA 2012

Eric Hobsbawm dies, aged 95


Eric Hobsbawm, one of the leading historians of the 20th century, has died, his family said on Monday.
Hobsbawm, a lifelong Marxist whose work influenced generations of historians and politicians, died in the early hours of Monday morning at the Royal Free Hospital in London after a long illness, his daughter Julia said. He was 95.
Hobsbawm's four-volume history of the 19th and 20th centuries, spanning European history from the French revolution to the fall of the USSR, is acknowledged as among the defining works on the period.
Fellow historian Niall Ferguson called the quartet, from The Age of Revolution to 1994's The Age of Extremes, "the best starting point I know for anyone who wishes to begin studying modern history".
Hobsbawm was dubbed "Neil Kinnock's guru" in the early 1990s, after criticising the Labour party for failing to keep step with social changes, and was regarded as influential in the birth of New Labour, though he later expressed disappointment with the government of Tony Blair.
Ed Miliband, the Labour leader, described Hobsbawm as "an extraordinary historian, a man passionate about his politics and a great friend of my family".
He said: "His historical works brought hundreds of years of British history to hundreds of thousands of people. He brought history out of the ivory tower and into people's lives.
"But he was not simply an academic, he cared deeply about the political direction of the country.
"Indeed he was one of the first people to recognise the challenges to Labour in the late 1970s and 1980s from the changing nature of our society
"He was also a lovely man, with whom I had some of the most stimulating and challenging conversations about politics and the world. My thoughts are with his wife, Marlene, his children and all his family."
Hobsbawm's lifelong commitment to Marxist principles made him a controversial figure, however, in particular his membership of the British Communist party that continued even after the Soviet invasion of Hungary in 1956.
He said many years later he had "never tried to diminish the appalling things that happened in Russia", but had believed in the early days of the communist project that "a new world was being born amid blood and tears and horror: revolution, civil war, famine. Thanks to the breakdown of the west, we had the illusion that even this brutal, experimental, system was going to work better than the west. It was that or nothing."
Hobsbawm was born into a Jewish family in Alexandria, Egypt, in 1917, and grew up in Vienna and Berlin, moving to London with his family in 1933, the year that Hitler came to power in Germany. He studied at Marylebone grammar school and King's College, Cambridge, and became a lecturer at Birkbeck University in 1947, the beginning of a lifelong association that culminated in his becoming the university's president.
He became a fellow of the British Academy in 1978 and was awarded the companion of honour in 1998.
He is survived by his wife, Marlene, his daughter, Julia, and sons Andy and Joss, and by seven grandchildren and one great-grandchild.


Morre aos 95 anos em Londres o historiador Eric Hobsbawm



Do G1, com agências internacionais

O historiador britânico Eric Hobsbawm morreu de pneumonia nesta segunda-feira (1º) aos 95 anos no hospital Royal Free deLondres, informou sua família.
O intelectual marxista é considerado um dos maiores historiadores do século XX e escreveu "A era das revoluções", "A era do capital", "A era dos impérios", "Era dos extremos", entre outras obras.
Ele também era um entusiasta e crítico do jazz, escrevendo resenhas para jornais sobre o gênero musical e publicando o livro "História social do jazz".
Sua filha, Julia Hobsbawm, disse: "Ele morreu de pneumonia nas primeiras horas da manhã em Londres. Ele fará falta não apenas para sua esposa há 50 anos, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também por seus milhares de leitores e estudantes ao redor do mundo".
"Até o fim, ele estava se esforçando ao máximo, ele estava se atualizando, havia uma pilha de jornais em sua cama", completou a filha.
Na manhã desta segunda-feira, Julia escreveu em seu perfil no Twitter que se sentia "comovida" pela "gentileza e pelas condolências de amigos e desconhecidos hoje pelo meu amável e incomparável pai" (leia o tuíte, em inglês).
Trajetória
Eric John Ernest Hobsbawm nasceu de uma família judia em Alexandria, no Egito, em 9 de junho de 1917.
Seu pai era britânico, descendente de artesãos da Polônia e Rússia, e a família de sua mãe era da classe média austríaca.
Hobsbawn cresceu em Viena, capital da Áustria, e em Berlim, capital da Alemanha.
Ele aderiu ao Partido Comunista aos 14 anos, após a morte precoce de seus pais. Na ocasião, ele foi morar com seu tio.
Na escola, ele informou o diretor que ele era comunista e argumentou que o país precisava de uma revolução.
"Ele me fez umas perguntas e disse: 'Você claramente não faz ideia do que está falando. Faça o favor de ir à biblioteca e veja o que consegue descobrir'", disse em uma entrevista à BBC em 2012. "E então eu descobri o Manifesto Comunista [de Karl Marx] e foi isso", relatou, indicando o começo de sua formação marxista.
Em 1933, quando Hitler começava a subir no poder na Alemanha, Hobsbawm foi para Londres, na Inglaterra, onde obteve cidadania britânica.
O historiador se filiou ao Partido Comunista da Inglaterra em 1936 e continuou membro da legenda mesmo após o ataque das forças soviéticas à Hungria em 1956 e as reformas liberais de Praga em 1968, embora tenha criticado os dois eventos. O ex-líder do partido Neil Kinnock chegou a chamar Hobsbawm de "meu marxista predileto".
Anos depois, ele disse que "nunca havia tentado diminuir as coisas terríveis que haviam acontecido na Rússia", mas que acreditava que, no início do projeto comunista, um novo mundo estava nascendo.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Hobsbawm foi alocado a uma unidade de engenharia em que foi apresentada a ele, pela primeira vez, a classe proletária.
"Eu não sabia muito sobre a classe proletária britânica, apesar de ser comunista. Mas, vivendo e trabalhando com eles, pensei que eram boas pessoas", disse à BBC em 1995.
O historiador aprovou neles a "solidariedade, e um sentimento muito forte de classe, um sentimento de pertencer junto, de não querer que ninguém os derrubasse".
Hobsbawm afirmou que ele tinha vivido "no século mais extraordinário e terrível da história humana".
Ele veio ao Brasil em 2003 participar da primeira edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), evento do qual foi estrela.
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