BOLSAS PARA TCC, MESTRADO E DOUTORADO

Bolsa para Doutorado nos E.U.A
Inscrições até 28 de fevereiro de 2010
Estudantes regularmente matriculados em cursos de doutorado no Brasil interessados em estágio nos EUA podem concorrer a bolsas da Fulbright e da Capes.

O prazo para apresentação de candidaturas referentes ao ano acadêmico 2010/2011 vai até o próximo dia 28 de fevereiro. Os candidatos, de todas as áreas, devem ter comprovado desempenho acadêmico, além de apresentarem projetos de pesquisa de excelência a serem conduzidos em uma instituição estadunidense.

Entre outros benefícios, os selecionados terão direito a bolsa da Capes no valor de US$ 1.300 por mês, auxílio-pesquisa da Fulbright para o período de nove meses, variável entre US$ 2 mil a US$ 7 mil, e passagens aéreas de ida e volta.

Para mais informações, acesse o site da Fulbright: http://www.fulbrigh t.org.br/ ddr.html 


Bolsa Mestrado e Doutorado na Espanha
Inscrições até início de março de 2010

Até o início de março de 2010, estarão abertas as inscrições para bolsas de Mestrado e Doutorado na área de Gênero nas diferentes universidades da Espanha.

Há várias opções para o Mestrado em ótimas universidades espanholas.  Os cursos terão duração de um ano (outubro de 2010 a junho de 2011) com atividades teóricas e estágios em instituições, prevendo uma monografia no final do curso.

O valor da bolsa é variado, mas cobre as despesas do pagamento do curso (para as universidades pagas), passagem aérea e mensalidade para manutenção na espanha. As bolsas com temática de gênero se destinam exclusivamente a mulheres. As candidatas devem ter concluído a graduação e ter bom domínio de espanhol para fazer a entrevista.
 
Mais Informações sobre as bolsas para os cursos de mestrado estão aqui:


Bolsa para Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC)
Inscrições até 10 de março de 2010

Um dos períodos de maior desafio para os estudantes de graduação é aquele em que devem construir seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). As monografias finais constituem-se em um importante elemento na formação profissional e intelectual. Por entender a relevância dessa etapa, a ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância), pelo Programa InFormação, em convênio com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, oferecem bolsas a alunos que pretendam elaborar seus TCC focados na relação entre a Mídia e o tema da violência sexual contra crianças e adolescentes. Realizado desde 2007 pela ANDI, o programa de bolsas seleciona trabalhos relacionados à Comunicação e à agenda social brasileira. A iniciativa também conta com o apoio da Rede ANDI Brasil e do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo.


AS BOLSAS Serão concedidas 15 (quinze) bolsas de R$ 450,00 mensais (quatrocentos e cinquenta reais por mês), durante 6 (seis) meses, para os(as) estudantes universitários(as) que se comprometerem a realizar seus TCC com foco em:

i.Questões gerais acerca da relação entre a mídia e o tema da violência sexual contra crianças e adolescentes (compreendendo aspectos como o abuso sexual, a exploração sexual e o tráfico de crianças) – 9 bolsas;

ii.O desafio do enfrentamento à violência sexual facilitada pelas novas tecnologias de comunicação e informação (temas como pornografia no ambiente da internet, uso de redes de relacionamento e outras ferramentas que permitem ou facilitam a violência contra crianças e adolescentes) – 2 bolsas;

iii.A questão de gênero e a mídia: investigando as causas da violência sexual contra meninos e meninas – 2 bolsas;
iv. Boas práticas no enfrentamento à violência sexual: o papel estratégico da comunicação – 2 bolsas.
 

QUEM PODE PARTICIPAR Podem concorrer às bolsas estudantes de graduação de quaisquer instituições de ensino superior brasileiras [o Programa não está restrito a estudantes de Jornalismo ou Comunicação] que estejam sediadas nas seguintes unidades da federação: BA, CE, DF, MA, MS, MG, PR, PE, RJ, SP e SE.

PROJETOS Para concorrer a uma das bolsas ofertadas, o candidato deve preparar, com o auxílio de um professor orientador, um projeto de TCC de acordo com os parâmetros definidos no Edital (acesse o Edital aqui). Serão escolhidos trabalhos que venham a ser produzidos e defendidos até 31/08/2010.

INSCRIÇÕES As inscrições para o Programa de Bolsas para TCC ocorrerão de 20/01 a 10/03/10. É necessário realizar uma pré-inscrição online, no sítio do Programa InFormação (www.informacao.andi.org.br). Posteriormente, deve-se enviar à Coordenação de Relações Acadêmicas da ANDI, até o dia 12/03 de 2010 (valendo a data de postagem), o projeto conforme as regras definidas no Edital do concurso.

RESULTADOS
Os contemplados serão conhecidos até o dia 22/03/2010, podendo ser antecipado o resultado;

DIVULGAÇÃO
Os(as) bolsistas e orientadores(as) também irão produzir artigos acadêmicos que permitirão divulgação mais ampla dos conhecimentos produzidos. Os textos serão disponibilizados para download e poderão integrar coletâneas;

CONHEÇA O EDITAL Acesse o Edital de Premiação completo na página eletrônica do Programa InFormação, na seção “Bolsas para Trabalhos de Conclusão de Curso”.

MAIS INFORMAÇÕES

InFormação - Programa de Cooperação para Qualificação de Estudantes de Jornalismo

Coordenação de Relações Acadêmicas

Acesse: www.informacao.andi.org.br

ANDI - Agencia de Notícias dos Direitos da Infância Tel: (+55 61) 2102.6535/2102.6537/2102.6547
Fax: (+55 61) 2102.6550
www.andi.org.br


Beyoncé, a pista Vip e o racismo institucional

Por Jocélio Teles dos Santos*
Na madrugada do dia 10 de fevereiro um dos canais de televisão pagos projetou o filme O Homem Errado de Alfred Hitchcok (1956). Trata-se de um músico de uma casa noturna (interpretado por Henry Fonda),  religioso, casado, de vida pacata e que é confundido, acusado e preso pela polícia americana por um crime que não cometeu. Ao ver o filme eu me perguntei: e se o personagem fosse de cor na sociedade americana de antanho ou na atual sociedade brasileira? Qual seria o roteiro e o desfecho? A resposta veio em menos de vinte e quatro horas.
Provocado pela mídia me desloquei com um amigo para o show de Beyoncé no Parque de Exposições em Salvador. Havíamos comprado ingressos para a pista Vip no intuito de uma visão ideal do show da mega estrela. E esta área estava restrita a quem pagasse R$370,00 por cabeça. Enquanto assistíamos ao show de Ivete Sangalo deparei-me com um fato que exemplifica o racismo institucional.

Uma guarnição da Polícia Militar abruptamente abordou o meu amigo, circundando-o e já levando-o de modo truculento, sem nada perguntar, segurando-o pelo braço por trás, pela camisa, na costumeira fila, dita indiana, da corporação do Estado. Ao me aproximar para saber o que estava acontecendo, os soldados me afastaram e não tive outra alternativa que acompanhá-los no meio da fileira, mesmo falando que estávamos juntos e procurando saber do que se tratava. A resposta do corpo policial traduziu força e ameaça, mesmo que implícita, sem nenhum texto, a não ser o gestual, demonstrando que não há verbo capaz de estabelecer um possível diálogo entre sujeitos que detém e os que devem ser alijados de alguma relação com quem personifica o poder.
O meu amigo estupefato não reagiu. Foi levado para um canto da pista VIP, próximo aos holofotes e humilhado pela revista policial, como se estivesse cometido um delito. Sendo obrigado a mostrar a carteira de identidade, teve que dizer onde residia e, por fim, após a crueldade de todo o rito da PM, ouviu a seguinte frase do responsável pela guarnição: “houve um roubo aqui na área VIP e soube que a pessoa era do seu estilo”. Qual estilo, cara pálida? Respondo: o da cor/raça. Meu amigo é negro retinto.
A área VIP era formada majoritariamente por indivíduos de classe média e branca. Se comparada com a área de pista mais barata – preços no valor de 80,00 e R$160,00 – ali havia uma proteção policial considerável, mesmo sendo uma área cara, reservada e sem grande fluxo de pessoas. Durante o evento havia sempre duas guarnições. A lógica da distribuição policial em espaços de eventos elitizados parece obedecer a critérios. Quais? Procuremos os sentidos implícitos, já manifestos a distribuição desigual da PM na capital soteropolitana.
Diante desse fato de racismo explícito, o que dizer dos olhares das pessoas diante de tal brutalidade? Mesmo que elas estivessem freneticamente dançando ao som de Sangalo, não houve reações, o que demonstra a subjetividade e a introjeção do racismo na sociedade brasileira. Ao ver um negro sendo levando por policiais, mesmo ele estando na área VIP, algo que indica um diferencial em termos de classe, um sentimento de proteção emana das cabeças ali situadas. A naturalização do racismo – uma pessoa negra sempre é suspeita – associa-se aos que imaginam estarem sempre protegidos pela corporação militar.
Exemplos como esse abundam no país. O diferencial é que foi na ala VIP de um show. Lembro-me que no debate sobre as cotas raciais nas universidades os que eram contrários insistiam em dizer que no Brasil é difícil definir quem é negro. A resposta dos ativistas atualizou-se na área VIP para ver Beyoncé: “pergunte a polícia e ela saberá”.
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*Departamento de Antropologia e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da Universidade Federal da Bahia.

ACESSE: http://www.irdeb.ba.gov.br/evolucaohiphop/?p=812#more-812

LANÇAMENTO: CAÇADORES DE BALEIA - Wellington Castellucci Junior


O presente livro, escrito com dedicação e digno de argucioso trabalho de pesquisa histórica, não tem o propósito de responder a todos os segredos guardados nas profundezas dos oceanos. Nesse estudo, Wellington Castellucci Junior, se lançou numa ambiciosa jornada etnográfica e histórica para nos revelar os meandros de uma das mais importantes atividades econômicas do Brasil, desde a era colonial, a qual vinculava radicalmente o homem ao mar: a caça de baleia. Através de uma linguagem simples, o autor descreve os incríveis embates, as lutas e as tragédias que faziam parte daquela rentável atividade que mobilizou e consumiu a vida de milhares de escravos e homens livres ao longo da História do Brasil.

V SIMPÓSIO ESCRAVIDÃO E MESTIÇAGEM

De 06 a 09 de abril de 2010, será realizado, nas dependências da UNIVERSO, em Niterói, o V Simpósio do Grupo de Pesquisa Escravidão e Mestiçagem.
Informações sobre inscrições no folder e cartaz, em anexo.
As inscrições podem ser encaminhadas para o site do grupo ou para o seguinte email: cerceaup@gmail.com.
 

Mosteiro de São Bento lança site com 20 livros raros digitalizados

Em meio a infinidade de informações que circulam pelo mundo virtual, algumas merecem ser guardadas dada sua importância atemporal. É o caso do lançamento do site 'Livros Raros' (www.saobento.org/livrosraros) que reúne 20 obras que fazem parte do acervo da biblioteca do Mosteiro de São Bento. O domínio poderá ser acessado pelos internautas a partir da próxima quinta-feira dia 4 de fevereiro. 

As obras datam dos séculos 16 e 19, e foram restauradas e digitalizadas em uma parceria do Mosteiro com a Secretaria de Cultura da Bahia. Entre as raridades, estão seis volumes do livro 'Sermões' do padre Antônio Vieira, publicado originalmente no final do século 17 e início do século 18. Todas as obras são primeiras edições revisas pelo próprio autor.

A iniciativa de digitalização dos livros raros compõe um projeto maior - avaliado em torno de R$ 300 mil - que inclui a melhoria na conservação dos cerca de 300 mil livros da biblioteca e do Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro do Mosteiro de São Bento.
  
Redação CORREIO

LOJA VIRTUAL: SANDÁLIA DE COURO

SANDÁLIA DE COURO 
Esta loja foi criada para todos aqueles que gostam de usar couro em natura! 

Acervo digital de A TARDE pode ser consultado no Arquivo e Biblioteca Pública



Quarenta e quatro anos de história contadas nas páginas do jornal A TARDE já podem ser conferidas pelo público com apenas alguns cliques no mouse do computador. Em conformidade com a era da informação digital, o maior veículo impresso do Estado, fundado há 97 anos por Ernesto Simões Filho, disponibiliza, a partir desta sexta-feira, em formato digital, as edições que compreendem o período de 1912 – de sua primeira edição – a 1955.
Trata-se do  projeto História da Bahia – Da memória impressa ao conteúdo digital. Por meio dos terminais de computadores instalados na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, nos Barris, e no Arquivo Público, na Baixa de Quintas, o leitor pode acessar e imprimir  páginas do jornal, pesquisando por data, edição ou tema. Esta é a primeira etapa da liberação de acesso ao público do acervo digitalizado do periódico baiano, que será inaugurada hoje, às 19h, na Biblioteca Central.
“O lançamento do primeiro lote das edições do jornal  resulta de mais de um ano de trabalho de uma equipe dedicada, além de honrar nossos compromissos com os patrocinadores e parceiros do projeto. O Grupo A TARDE cumpre importante papel de resgatar seus conteúdos impressos, permitindo o acesso digital ao público.  Agradeço especialmente à Fundação Pedro Calmon por sua valiosa parceria”, destaca o diretor- executivo de Jornalismo do Grupo A TARDE, Ranulfo Bocayuva. Segundo ele, estudantes e pesquisadores interessados em aprofundar os conhecimentos a respeito da Bahia, do Brasil e do mundo serão os principais beneficiados com a iniciativa.
Projeto - De acordo com o coordenador do Centro de Documentação do Grupo A TARDE, Maurício Villela, a previsão é que, até o final do primeiro semestre deste ano, o restante do arquivo de microfilmes do jornal, correspondente ao período de 1956 a 1999, também esteja acessível digitalizado. A partir do ano 2000, o jornal passou a ser produzido em formato digital.
“Este acervo estava disponível de forma muito restrita, por meio de microfilmes e com grande possibilidade de deterioração. Com a digitalização, preservaremos estes documentos para a memória do País, cumprindo uma função social relevante e facilitando a disseminação da informação. Além disso, a pesquisa digital proporciona maior agilidade, qualidade e precisão nas respostas das consultas”, diz Villela.
Com orçamento de R$ 700 mil, o projeto de digitalização teve  aprovação na lei federal de incentivo à cultura – Lei Rouanet, tendo como proponente a empresa de tecnologia social Humanidades Editora e Projetos, com o apoio da Fundação Pedro Calmon e do Fundo de Cultura do Governo do Estado, além do patrocínio da Odebrecht, Monsanto, Coelba e Bahiagás.
Para o sócio-diretor da Humanidades Editora, Jorge Freire, a riqueza do projeto está  no fato de dar à comunidade acesso a arquivos que não só contam a história da Bahia e do mundo, mas vista da perspectiva de um veículo da impressa baiana que faz parte do contexto histórico e cultural do Estado.
O diretor de Comunicação da Odebrecht, Márcio Polidoro, reconhece a importância do trabalho de digitalização, pois “A TARDE tem o mais importante acervo da história da Bahia do século XX”.
ACESSE: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1359617

Seminário: “A cultura HIP HOP – Políticas públicas para a juventude e produção cultural - BA


Nesta sexta-feira 22 de janeiro de 2010
Local: Forte de Santo Antonio Além de Carmo – forte da Capoeira
14h - “Políticas públicas e o universo hip hop”
Palestrante: Márcia Guena (Jornalista, mestre em América Latina, pesquisadora de temas ligados ao ativismo negro e fundadora do Jornal do Beiru)
15h - “Produção cultural em Salvador”
Palestrante: Nelson Maca, professor do curso de Letras da UCSal, coordenador do coletivo Blackitude
16h – Experiências da Rapaziada da Baixa Fria e os elementos do hip hop
Participação dos grupos Independente de Rua, Opanijé, Os Agentes; os grafiteiros Zezé e Marcos Costa; o MC Markão II, do grupo paulista DMN, e DJ Q.A.P.

ACESSE: http://fazervaleralei.blogspot.com/

LOJA VIRTUAL PIN-UP'S - BY DANIELA GALB



Esta loja virtual é dedicada a todas aquelas pessoas que amam a década de 40´s e 50´s. Nosso conceito é trazer o "glamour" dessa época, para cada detalhe dos produtos. Todas as peças foram inspiradas nas lindas modelos vintage e pin-up´s. Divirtam-se!
ACESSE: http://pin-upsclub.blogspot.com/

Projeto de Imagens de Publicações Oficiais Brasileiras - Fala dos Presidentes da Província


O Latin American Microform Project (LAMP) no Center for Research Libraries (CRL) produziu imagens digitais de séries de publicações emitidas pelo Poder Executivo do Governo do Brasil entre 1821 e 1993, e pelos governos das províncias desde as mais antigas disponível para cada província até o fim do Império em 1889. O projeto proporciona acesso via Internet aos documentos, facilitando assim a sua utilização por pesquisadores e prestando apoio às pesquisas latino-americanas nesta iniciativa patrocinada no hemisfério pela Fundação Andrew W. Mellon


Mensagens dos Presidentes das Províncias (1830-1930).

State-level messages, issued annually during the Imperial period, summarize activities within each province.
Estas comunicações, emitidas anualmente durante o Império, apresentam uma síntese das atividades em cada Província. O acesso é feito por Província e por ano, enquanto o acesso por assunto a determinadas informações quantitativas é obtido através de links a partir do Subject Guide to Statistics in the Presidential Reports of the Brazilian Provinces, 1830-1889 compilado por Ann Hartness.

BANCO DE DADOS DO PROJETO RESGATE - ON-LINE


A pesquisa recupera informações pelo campo capitania/colônia. Na página de Pesquisa, a seleção do campo capitania/colônia habilita os campos de data, local e ementa e torna possível a busca multi-campo. O botão Pesquisar, sem preenchimento dos campos de data, local e ementa, recupera todos os documentos da capitania/colônia selecionada. O campo ementa permite busca livre por todas as palavras contidas no resumo do documento. Os resultados da pesquisa aparecem no visualizador de imagens, no lado direito. A seleção do documento aciona as informações de descrição (capitania, localidade, data e ementa) no campo central e, no lado esquerdo, aparecem as primeiras imagens do documento em formato pequeno. Visualizar documento habilita a navegação nas imagens das primeiras páginas do documento selecionado, que aparecem no lado direito. Na parte de baixo, os números de grupos de imagem do documento permitem a navegação em todo o seu conteúdo e a troca de páginas sequencialmente. Todas as operações (zoom, habilitação etc.) são acionadas pelo mouse.
Utilize o link abaixo para efetuar uma busca no Banco de Dados do Projeto Resgate: http://www.cmd.unb.br/biblioteca.html

Programa Espelho completa 100 edições!


Este blog é como uma revista eletrônica e existe para ampliar as discussões levantadas no programa. Aqui você encontrará: informações extra, sorteios, fotos, videos, poderá sugerir pautas e dar sua opinião. Além de ter um espaço especial com colunistas convidados falando sobre temas diversos.

O blog do Programa Espelho começa 2010 comemorando! É que na próxima temporada o Espelho completa 100 edições! E o melhor é que para esta edição, pra lá de especial, será você, seguidor do blog, que irá participar.

Entre na parte de Promoções e descubra como fazer para participar!

ACESSE: http://www.programaespelho.blogspot.com/

Nota pública das comunidades dos terreiros


NÓS DA REDE RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA DO SUBÚRBIO (RREMAS[1]), VIMOS A PÚBLICO MANIFESTAR NOSSA INDIGNAÇÃO DIANTE DE MAIS UMA BRUTALIDADE QUE A IGNORÂNCIA POPULAR ATRIBUI A NóS COMO PRÁTICA RELIGIOSA.  MAIS AINDA, NOS INDIGNAMOS COM O FATO EM SÍ QUE VITIMOU UM SER PEQUENINO NO TAMANHO, MAS GRANDE EM SUA ESSÊNCIA, INOCENTE E POR TUDO ISSO SAGRADO PARA NóS: UMA CRIANÇA (QUE ATÉ O NOME ESQUECERAM E QUE ESTÁ SENDO CHAMADO “MENINO DAS AGULHAS”); VÍTIMADA PELA INSANIDADE DE PESSOAS VISIVELMENTE DESCOMPENSADAS.

TÃO PASMOS COMO TODA POPULAÇÃO, TEMOS ACOMPANHADO AS REPORTAGENS ESPERANDO PARA ELE UM DESFECHO POSITIVO E QUE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO ACORRAM ÀS NOSSAS LIDERANÇAS RELIGIOSAS PARA ALGUMA DECLARAÇÃO, COMO É DE PRAXE SE FAZER, EM CIRCUNSTÂNCIAS COMO ESTA, QUANDO UM IMPORTANTE SEGMENTO DA SOCIEDADE É CITADO OU RESPONSABILIZADO.

VIMOS A FALA DO MÉDIUM DIVALDO FRANCO, POR QUEM DEVOTAMOS RESPEITO; CONTUDO, NÃO PODE SER CONSIDERADA COMO BASTANTE A PONTO DE NÃO SE BUSCAR OUVIR OUTROS SEGMENTOS ESPIRITUALISTAS, PRINCIPALMENTE, O CITADO PELO REU-CONFESSO.

PREOCUPADOS COM O CRESCIMENTO DA CALÚNIA, ESTAMOS NOS ANTECIPANDO, PARA QUE NÃO CRESÇA SOBRE NÓS A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA OU PIOR, O ÓDIO RELIGIOSO, JÁ TÃO FORTEMENTE DISCEMINADO POR DETERMINADOS SETORES NEOPENTECOSTAIS, ATRAVÉS DE SUAS TÃO PÚBLICAS E “NOTÓRIAS” ATIVIDADES  MERCADOLÓGICAS.

PORTANTO, DECLARAMOS QUE NUNCA HOUVE E NÃO HÁ EM NENHUMA DAS NAÇÕES RELIGIOSAS, DE CULTO A ANCESTRALIDADE AFRICANA E BRASILEIRA, AS QUAIS CHAMAMOS DE  “RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA”, RITUAL, DE QUALQUER OBJETIVO, ENVOLVENDO SACRIFÍCIO DE VIDA HUMANA, SEJA QUAL FOR A FAIXA ETÁRIA, MUITO MENOS HAVERIA DA INFANTIL, QUE É POR NÓS TÃO RESPEITADA.

VALE RESSALTAR, QUE NÃO HÁ EM NENHUM DOS SACRIFÍCIOS RITUAIS QUE REALIZAMOS COM ANIMAIS, REQUINTES DE CRUELDADE. AS FAMÍLIAS BRASILEIRAS CONSOMEM TODOS OS DIAS, TONELADAS E MAIS TONELADAS DE CARNE ANIMAL SEM  QUESTIONAR QUAIS OS MÉTODOS ADOTADOS PARA ABATÊ-LOS E, PODEMOS  GARANTIR QUE NÃO SÃO NADA GENEROSOS, BOA PARTE DELES SÃO EXTREMAMENTE CRUÉIS. A DESPEITO DO QUE TRATAMOS AQUI, CONSIDERAMOS UMA RESSALVA IMPORTANTE, POIS QUE  COMPLETA A INFORMAÇÃO E SE ANTECIPA AS ARGUMENTAÇÕES,  HIPÓCRITAS E AMORAL EM SUA MAIORIA,  DE QUE SACRIFICAMOS ANIMAIS.

AINDA VALE OUTRA RESSALVA, PARA O FATO DE QUE MESMO SE UMA DAS ACUSADAS FOSSE IYÁLÒRIXÁ (“MÃE DE SANTO”), NÃO SE PODERIA CONDENAR O CANDOMBLÉ; POIS QUE QUANDO UM MÉDICO ERRA, NÃO SE CONDENA TODA A MÉDICINA. ASSIM COMO O ERRO DE LÍDERES  RELIGIOSOS,  NÃO SE ATRIBUE ÀS SUAS MATRIZES RELIGIOSAS.

NÃO HÁ HISTÓRICO NEM LUGAR PARA ESTA MONSTRUOSIDADE QUE INSISTEM EM DAR VISIBILIDADE NO DISCURSO IGNORANTE E NÃO INOCENTE (PORQUE BUSCA SE EXIMIR DA RESPONSABILIDADE), DO CRIMONOSO, DE QUE UMA DAS ACUSADAS USAVA “OS CABOCLOS E ORIXÁS”, PARA SUA PRÁTICA ASSASSINA E DOENTIA. OS CABOCLOS, ORIXAS, VODUNS E INQUICES, DE CERTO VÃO COBRAR DELE E DE QUEM MAIS AFIRMAR TAL BARBARIDADE. ELES SÃO SERES DE LUZ E NA LUZ, RESPONSÁVEIS PELO EQUILÍBRIO DA TERRA, DAS PESSOAS E DE SUAS RELAÇÕES.

POR FIM, CONCLAMAMOS A TODAS AS ORGANIZAÇÕES DOS “POVOS DE SANTO” A QUEM PREFERIMOS CHAMAR DE “POVOS DE TERREIRO”, DA BAHIA E DE TODO O PAÍS, A SE MANIFESTAREM, PARA QUE MAIS ESTA INJUSTIÇA _ QUE ALIÁS, JÁ DESPONTA EM OUTROS ESTADOS, A EXEMPLO DO MARANHÃO, COMO “MAGIA NEGRA” E, AÍ AUTOMATICAMENTE  AFIRMAM AUTORIA A NÓS _  NÃO SE ATRIBUA A NOSSA TÃO BONITA RELIGIÃO. EMBORA, DIGA-SE DE PASSAGEM, NADA TEM HAVER O TERMO “MAGIA NEGRA” COM O CONHECIMENTO DA MAGIA AFRICANA, PASSADA DE  GERAÇÃO EM GERAÇÃO HÁ MILHARES DE ANOS, , QUE MANIPULA OS ELEMENTOS DA NATUREZA PARA NOS EQUILIBRAR DIANTE DELA E NOS RELIGAR A ANCESTRALIDADE, LEMBRANDO QUE A HUMANIDADE SURGIU NA ÁFRICA.  VALE DESTACAR, QUE MAGIA NEGRA é COISA DE SÉCULOS REMOTOS DA EUROPA. AXÉ!

[1]Comissão Organizadora: ILÊ AXÉ TORRUNDÊ /  ILÊ AXÉ ODETOLÁ / ILÊ AXÉ OYÁ DEJI / ILÊ AXÉ OMIN ALA / ILÊ AXÉ GEDEMERÊ / TERREIRO GÊGE  DAHOMÉ / ILÊ AXÉ IYÁ TOMIN /  ILÊ AXÉ OGODOGÊ / ILÊ  AXÉ  LOGEMIN – contatos: 9966-6506 / 3394-8184,Guilherme de Xangô - Bàbálòrixá;  9908-5566 / 3408-1455 Valdo Lumumba-Ogan;  8716-5833 Edvaldo Pena - Huntó; 3521-1423 Dari Mota – Bàbálòrixá; 3394-8175, Wilson Santos - Bàbálòrixá.
Estamos longe de termos nossos direitos assegurados...

Luiz Dantas
Coordenador ponto de cultura  
Associação do Culto Afro Itabunense
Projeto cultura em ação
ACAI/Bahia
(73) 3612-0175
 

Prêmio Jovem Cientista 2010-Energia e Meio Ambiente


Soluções para o Futuro é o tema da 24ª edição do Prêmio Jovem Cientista 2010. O concurso vai distribuir a graduados, estudantes do ensino superior e médio mais de 145 mil reais em prêmios. As inscrições, e maiores detalhes,podem ser feitas até junho de 2010 no endereço:


O objetivo do Prêmio é buscar, através dos diferentes temas abordados a cada ano, soluções simples e acessíveis para problemas diretamente ligados à população. O foco desta edição será o estudo, desenvolvimento e uso de energias alternativas, com a finalidade de estimular a produção e o consumo sustentável dessas fontes de energia, ou seja, que atendam às
necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações atenderem também às suas próprias.
Colaborador desta postagem: Paulo Cesar

Sepromi seleciona universitários para mapear espaços de religião africana


Estão abertas até quarta-feira (23), as inscrições para estudantes universitários que queiram atuar no Projeto Mapeamento de Espaços de Religião de Matriz Africana nos Territórios de Identidade do Baixo Sul e do Recôncavo. Os 20 bolsistas selecionados vão colaborar com a iniciativa, aplicando questionários sob a orientação da coordenação do projeto. A íntegra do Edital 007/2009, que regulamenta a seleção dos candidatos, está disponível no site sepromi/edital, da Secretaria de Promoção da Igualdade, responsável pela iniciativa. 
As inscrições podem ser protocoladas na sede da Sepromi, das 9h às 12h e das 14h às 17h, ou postadas nos Correios (via sedex) para: Secretaria de Promoção da Igualdade, Centro Administrativo da Bahia – CAB, 2ª Avenida, 250,  Anexo  B, Blocos A e B, Paralela, CEP – 41745-003 – Bahia – Brasil. O resultado da seleção será divulgado no dia 30 desse mês, através do  site da Sepromi e do Diário Oficial do Estado. 
Além da cópia do CPF e RG, os candidatos deverão entregar formulário de inscrição preenchido e impresso, conforme modelo disponível no site da Sepromi; comprovante de matrícula do semestre 2009.02; declaração própria de que não possui vínculo empregatício nem percebe outra modalidade de bolsa (modelo disponível no site da Sepromi); e currículo atualizado. Os bolsistas que desejem concorrer seguindo critérios para cotistas deverão apresentar boletim de desempenho no vestibular, que deverá ser requerido na instituição de ensino a que esteja vinculado(a). 
As bolsas terão o valor de R$350 mais diária de R$200 e serão concedidas pela Sepromi para estudantes que estejam cursando a partir do 3º semestre e matriculados em instituições de ensino superior devidamente registrada pelo Ministério da Educação (MEC). Uma vez selecionados, os colaboradores bolsistas terão o compromisso de manter o bom desempenho estudantil e não poderão ter vínculo empregatício durante a vigência da bolsa.

O Projeto  

O projeto será realizado a partir de um convênio firmado entre a Sepromi e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir, em parceria com as prefeituras e organizações da sociedade civil dos municípios envolvidos. Com início previsto para este mês, o projeto deverá ser concluído em 15 meses, abrangendo Casas de Santo dos territórios do Recôncavo e do Baixo Sul. 
Os dados coletados, que serão disponibilizados em uma publicação e na Internet, servirão como subsídio para elaboração de uma política estadual, com estratégias de atendimento às demandas dos espaços pesquisados. Para tanto, serão pesquisadas informações relativas à origem e história dos Espaços; nação a que pertencem; tempo de fundação; condições físicas e de infraestrutura; recursos ambientais, trajetórias de luta e resistência; e sobre o perfil das autoridades religiosas (sexo, raça, formação etc). 
No Baixo Sul, os municípios abrangidos são Aratuípe, Cairu, Camamu, Gandu, Igrapiúna, Ituberá, Jaguaripe, Nilo Peçanha, Piraí do Norte, Presidente Tancredo Neves, Taperoá, Teolândia, Valença, Wenceslau Guimarães. No Recôncavo, o projeto contempla Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Castro Alves, Conceição do Almeida, Cruz das Almas, Dom Macedo Costa, Governador Mangabeira, Maragojipe, Muniz Ferreira, Muritiba, Nazaré, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, São Felipe, São Félix, São Francisco do Conde, Sapeaçu, Saubara e Varzedo. 

Assessoria de Comunicação 
Secretaria de Promoção da Igualdade 
(71) 3115-5142 / 3115-5132 / 9983 9721

O REI DA PALHA


Aldonildo Cândido Sena, nascido em Fortaleza-CE em 22 de julho de 1972, mas baiano por opção a quase (30) trinta anos. Aos onze anos descobriu o amor pela arte, começando com desenho artístico, passando pelo couro, arame e atualmente na palha do coqueiro onde já se encontra ha mais de doze anos, enfrentando toda espécie de críticas e preconceitos. Durante esses doze anos, fazendo decorações em hotéis, casamentos, pousadas, teatros, distribuindo brindes confeccionados com a palha de coqueiro em camarotes no carnaval.
ACESSE: http://reidapalha.blogspot.com/
E-mail: aldonildooreidapalha@hotmail.com 
Tel: 71- 8846-7856

ACADÊMICOS AMESTRADOS


Por Idelber Avelar

Se um marciano aterrissasse hoje no Brasil e se informasse pela Rede Globo e pelos três jornalões, seria difícil que nosso extra-terrestre escapasse da conclusão de que o maior filósofo brasileiro se chama Roberto Romano; que nosso grande cientista político é Bolívar Lamounier; que Marco Antonio Villa é o cume da historiografia nacional; que nossa maior antropóloga é Yvonne Maggie, e que o maior especialista em relações raciais é Demétrio Magnoli. Trata-se de outro monólogo que a mídia nos impõe com graus inauditos de desfaçatez: a mitologia do especialista convocado para validar as posições da própria mídia. Curiosamente, são sempre os mesmos.

Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa cruzada contra as cotas raciais, escrever platitudes demonstrando que o racismo no Brasil não existe, construir sofismas que concluam que a política externa do Itamaraty é um desastre, armar gráficos pseudocientíficos provando que o Bolsa Família inibe a geração de empregos. Estará garantido o espaço, ainda que, como acadêmico, o seu histórico na disciplina seja bastante modesto.

Mesmo pessoas bem informadas pensaram, durante os anos 90, que o elogio ao neoliberalismo, à contenção do gasto público e à sanha privatizadora era uma unanimidade entre os economistas. Na economia, ao contrário das outras disciplinas, a mídia possuía um leque mais amplo de especialistas para avalizar sua ideologia. A força da voz dos especialistas foi considerável criou um efeito de manada. Eles falavam em nome da racionalidade, da verdade científica, da inexorável matemática. A verdade, evidentemente, é que essa unanimidade jamais existiu. De Maria da Conceição Tavares a Joseph Stiglitz, uma série de economistas com obra reconhecida no mundo apontou o beco sem saída das políticas de liquidação do patrimônio público. Chris Harman, economista britânico de formação marxista, previu o atual colapso do mercado financeiro na época em que os especialistas da mídia repetiam a mesma fórmula neoliberal e pontificavam sobre a "morte de Marx". Foi ridicularizado como dinossauro e até hoje não ouviu qualquer pedido de desculpas dos papagaios da cantilena do FMI.

Há uma razão pela qual não uso aspas na palavra especialistas ou nos títulos dos acadêmicos amestrados da mídia. Villa é historiador mesmo, Maggie é antropóloga de verdade, o título de filósofo de Roberto Romano foi conquistado com méritos. Não acho válido usar com eles a desqualificação que eles usam com os demais. No entanto, o fato indiscutível é que eles não são, nem de longe, os cumes das suas respectivas disciplinas no Brasil. Sua visibilidade foi conquistada a partir da própria mídia. Não é um reflexo de reconhecimento conquistado antes na universidade, a partir do qual os meios de comunicação os teriam buscado para opinar como autoridades. É um uso desonesto, feito pela mídia, da autoridade do diploma, convocado para validar uma opinião definida a priori. É lamentável que um acadêmico, cujo primeiro compromisso deveria ser com a busca da verdade, se preste a esse jogo. O prêmio é a visibilidade que a mídia pode emprestar - cada vez menor, diga-se de passagem. O preço é altíssimo: a perda da credibilidade.

O Brasil possui filósofos reconhecidos mundialmente, mas Roberto Romano não é um deles. Visite, em qualquer país, um colóquio sobre a obra de Espinosa, pensador singular do século XVII. Éimpensável que alguém ali não conheça Marilena Chauí, saudada nos quatro cantos do planeta pelo seu A Nervura do Real, obra de 941 páginas, acompanhada de outras 240 páginas de notas, que
revoluciona a compreensão de Espinosa como filósofo da potência e da liberdade. Uma vez, num congresso, apresentei a um filósofo holandês uma seleção das coisas ditas sobre Marilena na mídia brasileira, especialmente na revista Veja. Tive que mostrar arquivos pdf para que o colega não me
acusasse de mentiroso. Ele não conseguia entender como uma especialista desse quilate, admirada em todo o mundo, pudesse ser chamada de "vagabunda" pela revista semanal de maior circulação no seu próprio país.

Enquanto isso, Roberto Romano é apresentado como "o filósofo" pelo jornal O Globo, ao qual dá entrevistas em que acusa o blog da Petrobras de "terrorismo de Estado". Terrorismo de Estado! Um blog! Está lá: O Globo, 10 de junho de 2009. Na época, matutei cá com meus botões: o que pensará uma vítima de terrorismo de Estado real - por exemplo, uma família palestina expulsa de seu lar, com o filho espancado por soldados israelenses - se lhe disséssemos que um filósofo qualifica como "terrorismo de Estado" a inauguração de um blog em que uma empresa pública reproduz as entrevistas com ela feitas pela mídia? É a esse triste papel que se prestam os acadêmicos amestrados, em troca de algumas migalhas de visibilidade.

A lambança mais patética aconteceu recentemente. Em artigo na Folha de São Paulo, Marco Antonio Villa qualificava a política externa do Itamaraty de "trapalhadas" e chamava Celso Amorim de "líder estudantil" e "cavalo de troia de bufões latino-americanos". Poucos dias depois, a respeitadíssima
revista Foreign Policy - que não tem nada de esquerdista - apresentava o que era, segundo ela, a chave do sucesso da política externa do governo Lula: Celso Amorim, o "melhor chanceler do mundo", nas palavras da própria revista. Nenhum contraponto a Villa jamais foi publicado pela Folha.

Poucos países possuem um acervo acadêmico tão qualificado sobre relações raciais como o Brasil. Na mídia, os "especialistas" sobre isso - agora sim, com aspas - são Yvonne Maggie, antropóloga que depois de um único livro decidiu fazer uma carreira baseada exclusivamente no combate às cotas, e
Demétrio Magnoli, o inacreditável geógrafo que, a partir da inexistência biológica das raças, conclui que o racismo deve ser algum tipo de miragem que só existe na cabeça dos negros e dos petistas.

Por isso, caro leitor, ao ver algum veículo de mídia apresentar um especialista, não deixe de fazer as perguntas indispensáveis: quem é ele? Qual é o seu cacife na disciplina? Por que está ali? Quais serão os outros pontos de vista existentes na mesma disciplina? Quantas vezes esses pontos de vista foram contemplados pelo mesmo veículo? No caso da mídia brasileira, as respostas a essas perguntas são verdadeiras vergonhas nacionais.

Essa matéria é parte integrante da edição impressa da Fórum de novembro.
Nas bancas.
Idelber Avelar

Acesse: Os Urbanitas
http://www.aguaforte.com/antropologia
Colaborador desta postagem: J.J.Reis

JUCA FERREIRA - FACTÓIDE DO FOLDER


Prezados(as),
Nesse episódio que poderíamos chamar de factóide do folder, depois da tempestade, temos a bonança bonança dinâmica. Tivemos, primeiro, o factóide do folder indevidamente caracterizado por alguns parlamentares de propaganda eleitoral –quando, na realidade, era evidentemente uma peça de força para alavancar a cultura nesta reta final e decisiva de votações. Inclusive, fez parte da sessão solene do Dia Nacional da Cultura na Câmara.
Ou seja, era a parte que inescapavelmente nos cabia no evento como ministério da área.

Em seguida ao factóide, alguns veículos compraram acriticamente a falsa pauta –negando assim seu papel de investigadores isentos.

Na sequência, me envolvi num entrevero com um jornalista que –mais uma vez– distorcia o papel da imprensa: agora, em vez de investigar, ele me acusava.

A seguir, chamo sua atenção para dois documentos: a nota distribuída à imprensa em que me penitencio por minha resposta indignada e justa ao comportamento inusitado do jornalista; e a entrevista que concedi a Jotabê Medeiros, de O Estado de S.Paulo, versão integral reproduzida pelo jornalista no seu blog, e que inclui observações que recompõem, isentamente, o que foi esta minha indignação.

Sinto necessidade ainda de parabenizar os que fazem jornalismo objetivo. A imprensa cumpre papel insubstituível nas sociedades contemporâneas –e zelar por sua integridade é tarefa que cabe a todos nós, tanto os que trabalham nela, quanto os que se informam por meio dela.


Juca Ferreira

SEGREGAÇÃO PÓS-MORTE


Senhores Representantes da Provincia    Da Meza [...] da Irmandade  da Conceição desta cidade  pedindo 20 loterias [...]
  Indeferido na forma do parecer      
Aff. Em 24 de Setembro de 1857           
F-1
A Mesa Administrativa da Confraria Professa na
Ordem da Conceição desta Cidade, estando bem certa de quan-
to se tem mostrado Esta Assembleia sempre sollicita, e desvella-
da em proporcionar meios para manutenção do Culto Divi-
no, e coadjuvação de obras pias; vem pelo prezente supplicar,
e espera merecer, a concessão de 20 Loterias, livres de Direitos
P (mutilado)  melhor para com
o producto dellas (mutilado) a continuação da obra de uma
pequena caza de azilo ao lado da Capella, que está parali-
zada por falta de meios desde 1853; e á factura de novas
catacumbas no Cemiterio publico da Quinta dos Lázaros;
alem dos indispensaveis, e urgentissimos reparos, de que nece-
sita a mesma Capella, e que estão orçados por Peritos enten-
didos em cerca de 16:000#000.
A Confraria suplicante não pode deixar, Senhores,
de reconhecer, que a prohibição dos enterramentos dentro das
Igrejas, restituiu aos Templos o devido leustre, e decoro, por
que elles se fizerão para que os vivos rendão cultos á Divin-
dade, e não para vastos sepulcros de mortos; mas he tam-
bem verdade, que a privação desses enterramentos nas Car-
neiras da Igreja fez quazi desapparecer sua mingoada
receita annual, não havendo d’então para cá entradas
de Irmãos, por que o principal incentivo para isso era
a segurança de jazigo certo para descanço do côrpo, depois
de apagado o sôpro da vida.
Não he, portanto, para alimentar vai
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vaidades, ou privilegiar sepulturas, que se levantão as novas
catacumbas; he sim para despertar o fervor religiozo um
pouco amortecido; para fazer partilhar pelo mais crescido
nº possivel de pessoas o que há de mistico, sublime, e edifi-
cante na Regra da Confraria; já que o desenvolvimento do Culto
está assim dependente das vantagens, com que cada um quer
contar para os cazos de (mutilado)
longada, por que he melhor ter um azilo proprio, do que esmolar o
pão de porta em porta.
A receita unica, que a confraria Supplicante percebe
Prezentemente he de 1: 214#000 rs dos alugueres das proprie-
dades de seo pequeno Patrimonio; mas ella se exhaure toda nos
multiplicados gastos ordinarios, de Missas, guizamento, cêra,
azeite, lavagem, e engomado de roupas para a celebração dos
Actos Divinos, Decimas urbana, e de mão morta, ordenados de
Capellão, organista, Escriturario, Andador, e Sineiro, sem fallar nos
Pequenos, e atamancados concertos, que se fazem todos os annos
Na Capella.
A crença herdada de nossos Paes não se pode, Senhores,
Desarraigar do coração do Povo – Chega-se á considerar tão pal-
pitante necessidade para a morte o não ser enterrado no cam-
po de mistura o senhor com o escravo; o assassino com a victima;
o bem feitor com o ingrato # quanto o he para a vida a alimenta-
ção; quanto o he para a salvação d’alma o socorro espiritual
da Releigião.
Portanto, sendo tão justificados os objectos, a que se
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se tem de applicar o producto das Loterias; sendo tão digna de
attenção a falta de meios, em que se vê a Confraria Supplicante,
e a justiça, com que parece se-lhe-deverão compensar os interesses,
que perdeo, provenientes de direitos adquiridos; espera ella, e
P. aos Senhores Representantes, e Legisladores
Da Provincia mais esta prova de Patriotis-
mo, e Religião, com concessão das 20 Lote-
rias declaradas em principio.
Reconheço as assinaturas em fé           E.R.M.ª
por verdadeira 9 de junho de 1856.      Os Membros da Confraria
[ilegível]                                                         Thomas [...] [...] Silva
Jose Joaquim da Costa Amado              Luis Francisco [...]
Para saber mais consulte: Reis, João José: A morte é uma festa - Ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do Séc. XIX. Cia das Letras, SP1991
Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia
Seção: Legislativa - Petições
Maço: 1043