ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA COLONIAL
Com o
tema Espaços coloniais: domínios, poderes e representações, o VII EIHC celebra
seu décimo primeiro ano de existência, na cidade de Natal, promovido
pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O mesmo
padrão de qualidade das edições anteriores será mantido ao reunir experts de
vários campos da História Colonial em conferências, mesas redondas e simpósios
temáticos, além do lançamento de obras recentemente publicadas.
Todos(as)
os(as) pesquisadores(as), professores(as), estudantes e amantes da História
Colonial, e áreas afins, estão convidados(as) a fazer parte desse grande
evento, que ocorrerá nas dependências do Campus da UFRN, entre os
dias 5 e 8 de setembro de 2018.
"AFRICANO AMIGO DE EUROPEUS DEGREDADO POR LABATUT"
Ilustríssimos
Excelentíssimos Senhores
1823
Diz José
Ignacio Gonçalves, morador na Vila de Nossa Senhora da Purificação e Santo
Amaro, que vivendo manso e pacífico na dita Vila, inteiramente ocupado em
procurar os meios da sua subsistência, sem que em nada fosse contrário a Santa
Causa do Brasil, donde se considera natural por vir para ele de menor idade da
Costa de África em que nasceu; contudo foi preso por ordem do Excelentíssimo
General Labatut, e desterrado para a Vila do Itapicuru, na qual se acha a mais
de dois meses, com o fundamento de ser o Suplicante amigo dos Europeus, que
emigraram daquela Vila para a Cidade, e de ter com eles correlações, e o mais
que talvez lhe acumulassem os seus inimigos para denegrirem a boa reputação que
sempre teve o Suplicante. Não é crível, Excelentíssimos Senhores, que sendo o Suplicante
um preto pobre e maior de setenta anos perpetrasse um tal delito, e tanto é
inocente nele, quanto se mostra da atestação juntas, e melhor dia justificando
que já fez; a qual sendo apresentada ao mesmo Excelentíssimo General deposto,
já mais obteve deferimento algum; por isso vem suplicar humildemente a Vossas
Excelências se dignem pelo Amor de Deus mandar relaxar o Suplicante do degredo
em que se acha, visto que a sua qualidade, idade, pobreza, documento junto, e
da justificação mostram com a maior evidência a impossibilidade de existir nele
a culpa imputada.
Pede a
Vossas Excelências se dignem atender ao Suplicante, em mandá-lo soltar, visto
ser inocente.
Espera
Receber Mercê
FONTE: APEB, Seção Colonial, Maço: 2883
O CASTIGO SENHORIAL E A ABOLIÇÃO DA PENA DE AÇOITES NO BRASIL: JUSTIÇA, IMPRENSA E POLÍTICA NO SÉCULO XIX
Resumo:
O
objetivo deste artigo é analisar a criação da lei de 15 de outubro de 1886 que
aboliu a pena de açoites no Brasil. Diferentemente da historiografia dedicada
ao tema que destacou o contexto antiescravista internacional e as disputas
parlamentares, pretendo olhar para os debates travados no âmbito da Justiça e
da imprensa a partir do estudo de três casos que tiveram grande repercussão nas
décadas de 1870 e 1880. Minha intenção é demonstrar como as discussões
parlamentares para a abolição da pena de açoites no Brasil relacionavam-se a um
amplo debate de crítica aos castigos físicos nos anos finais da escravidão.
Ricardo
F. Pirola
Universidade
Estadual de Campinas, Campinas - São Paulo - Brasil.
ACESSE:
INTERAÇÕES ATLÂNTICAS ENTRE SALVADOR E PORTO NOVO (COSTA DA MINA) NO SÉCULO XVIII
Resumo:
O artigo
discute as dinâmicas atlânticas entre Salvador e Porto Novo, na Costa da Mina,
durante o século XVIII. A despeito do foco da historiografia brasileira no
tráfico baiano em Uidá, os portos a leste – os chamados “portos de baixo” –
foram importantes terminais de deportação de africanos para as Américas. O
artigo explorará ainda as dinâmicas entre Porto Novo e o Daomé, principal reino
traficante do golfo do Benim no século XVIII, que reivindicava o “monopólio” do
tráfico na região. O jogo político do tráfico de escravos envolvia entidades
africanas locais, traficantes de diversas carreiras e autoridades coloniais.
Observar as interações entre a Bahia e Porto Novo iluminará as diferentes fases
do comércio atlântico no golfo do Benim no século XVIII.
Carlos da Silva Jr.
University of Hull
Reino Unido – Inglaterra
Frontiers of Citizenship: A Black and Indigenous History of Postcolonial Brazil
Book description
Frontiers of Citizenship is an engagingly-written,
innovative history of Brazil's black and indigenous people that redefines our
understanding of slavery, citizenship, and the origins of Brazil's 'racial
democracy'. Through groundbreaking archival research that brings the stories of
slaves, Indians, and settlers to life, Yuko Miki challenges the widespread idea
that Brazilian Indians 'disappeared' during the colonial era, paving the way
for the birth of Latin America's largest black nation. Focusing on the postcolonial
settlement of the Atlantic frontier and Rio de Janeiro, Miki argues that the
exclusion and inequality of indigenous and African-descended people became
embedded in the very construction of Brazil's remarkably inclusive nationhood.
She demonstrates that to understand the full scope of central themes in Latin
American history - race and national identity, unequal citizenship, popular
politics, and slavery and abolition - one must engage the histories of both the
African diaspora and the indigenous Americas.
Reviews
Advance praise: ‘This book is a major achievement not
only because of the innovative research and groundbreaking analysis, but also
because the author has uniquely found a way to communicate these in prose that
is both concise and precise. She effectively articulates theoretical and
epistemological insights in a streamlined way that is certainly helpful to
students and nonspecialists but also, frankly, is useful for specialist
scholars trying to apprehend her reading of the archive. I can sincerely say
that having read this book will forever change the way I think and teach about
Atlantic slavery and Brazilian history, something that I have been doing for
over twenty years.'
Amy Chazkel - Queens College, City University of New
York
Advance praise:‘In Frontiers of Citizenship, Yuko Miki
connects racial categories that hitherto have been archivally and
historiographically separate and argues persuasively why this approach is ‘not
only possible, but necessary'. By intertwining the histories of indigenous
peoples and black slaves in a frontier region, she offers surprising new
insights about race, slavery, and citizenship during Brazil's transition to
nationhood.'
Judy Bieber - University of New Mexico
Advance praise:‘Yuko Miki provides a critical
accounting of nation-state building in nineteenth century Brazil. Surprising
and engaging, Miki tells a series of stories from a variety of perspectives
that bring indigenous peoples into the light. She provides those of us who work
in the modern era on Black-Indian disputes and alliances with an important
backdrop that will inform our work in many years to come. This book would be
excellent for both undergraduate and graduate courses in Brazil, nineteenth
century Latin America, and adds Brazil, a country often left to one side when
discussing indigenous peoples of South America.'
Jan French - University of Richmond
Advance praise:‘In placing together Indians and black
slaves within a complex framework of territorial claims, labor exploitation,
nation-building, and the struggle for and denial of citizenship, Yuko Miki's
book opens a new frontier in the social history of nineteenth-century Brazil
and Latin America in general.'
João José Reis - Universidade Federal da Bahia, author
of Divining Slavery and Freedom.
Fonte: University of Cambridge
LINKS PARA PESQUISA NOS MÓRMONS
NASCIMENTO,
CASAMENTO E ÓBITO
IMIGRAÇÃO
E NATURALIZAÇÃO
CHAMADA DE ARTIGOS: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO APLICADA AOS ARQUIVOS
Chamada de Artigos
Periódico do APESP abre chamada
para envio de artigos sobre o tema
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
APLICADA AOS ARQUIVOS
A Revista do Arquivo nº 6, que
será lançada em março de 2018, terá como tema central a tecnologia da
informação aplicada aos arquivos.
Arquivos e tecnologia da
informação; arquivos digitais; documentos digitais; preservação de documentos
digitais, natos ou digitalizados; sistemas informatizados de gerenciamento
arquivístico de documentos; repositórios digitais confiáveis; armazenamento de
documentos em nuvem; legislação sobre preservação de documentos digitais;
arquivo digital e a questão do acesso; garantia da segurança da informação;
ferramentas digitais de descrição arquivística; a diplomática e filologia na
era do documento digital; digitalização de acervos; a formação do arquivista
ante o uso das novas tecnologias aplicadas; mudança de paradigma na área dos
arquivos; ferramentas de difusão de arquivos por meio da rede web; o futuro dos
arquivos na era digital; o direito ao passado no futuro digital: eis apenas um
pequeno leque de abordagens possíveis e atuais que convidam os pesquisadores à
produção intelectual para difusão na Revista do Arquivo nº 6, a ser publicada
no final de março de 2018.
CHAMADA PARA SEÇÃO VITRINE
Convidamos os leitores a
contribuírem com crônicas, relatos de experiências, dos mais diversos tipos,
para compor a seção Vitrine da revista. Os selecionados pela equipe editorial
serão publicados na seção Vitrine da revista. Não é necessária a vinculação do
conteúdo com o tema da revista. Os textos não deverão ultrapassar o limite de
1.000 caracteres.
Pedimos que os trabalhos sejam
enviados até dia 29 de janeiro de 2018 para o e-mail: revistadoarquivo@arquivoestado.sp.gov.br
Observando-se as normas estabelecidas para esta publicação disponibilizadas no
link:
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/revista_do_arquivo/normas_para_publicacao.php
ACESSE:
História das mulheres, gênero e identidades femininas na África Meridional
A revista Cadernos Pagu (nº 49,
2017) acaba de lançar o Dossiê - História das mulheres, gênero e identidades
femininas na África Meridional.
Os textos que compõe o dossiê
foram originalmente apresentados – na íntegra ou em parte - no Seminário
Internacional “Cultura, Política e Trabalho na África Meridional”. Este evento, realizado na Unicamp entre os dias
11 e 14 de maio de 2015, foi organizado pelo Centro de Pesquisa em História
Social da Cultura (CECULT) da Universidade Estadual de Campinas e o Harriet
Tubman Institute da York University. Os artigos refletem a centralidade e a
pluralidade da temática na historiografia africanista contemporânea, abarcando
uma cronologia extensa, do século XVI ao XX, em dois países da África
Meridional (Moçambique e África do Sul). A história das mulheres, as relações
de gênero, bem como as experiências e condições femininas são abordadas por
meio da análise do poder político das mulheres em Moçambique entre os séculos
XVI e XVIII, da presença e experiências das mulheres indígenas na cidade de
Lourenço Marques sob o impacto do colonialismo e de uma narrativa fundadora da
literatura sul-africana. Desse modo, duas
historiadoras e um historiador, vinculados a universidades no Brasil e em
Portugal, oferecem leituras singulares dos temas acima apresentados, permitindo
o reconhecimento dos diálogos e, sobretudo, das contribuições africanistas aos
estudos sobre a história das mulheres e de gênero produzidas ou referenciadas
em outros contextos geográficos.
Lucilene Reginaldo e Silvia Hunold Lara apresentam o Dossiê:
https://www.facebook.com/245059658851266/videos/1870070943016788/
Os textos estão disponíveis no
site SciELO Brasil
MEMORA & ARTE: RESTAURAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE ACERVOS HISTÓRICOS
Empresa
especializada em restauração, encadernação, transcrição de documentos
manuscritos, gestão de acervos especiais, cursos, capacitações, gestão de
acervo documental e bibliográfico antigo, organização de bibliotecas e
assessoria de especialistas, mestres e doutores. Elabora e executa projetos que
tenham como objetivo a preservação da cultura baiana. O Memória e Arte surgiu
em 2011, na cidade do Salvador.
ACESSE: https://www.memoriaarte.com.br/
DOCUMENTOS HISTÓRICOS DA CIDADE DE ARACI DISPONÍVEIS ONLINE
Disponibilizamos
aqui livros do Cartório de Registro Civil de Araci, os quais compreendem
registros de nascimentos, casamentos e óbitos, além de alguns livros de atas e
notas. São documentos que vão desde o ano de 1877 até 1940, totalizando 4.800
páginas. A digitalização foi realizada pelo historiador Urano Andrade, historiador e pesquisador, coordenador técnico do projeto de digitalização dos Livros de Notas da Bahia (1664-1889), que
estão no APEB, através de financiamento da Biblioteca Britânica, mediante o
Programa de Arquivos Ameaçados. Segundo Pedro Juarez Pinheiro, responsável por
fazer o levantamento da documentação, “apesar de ser uma coleção relativamente
pequena, é bastante significativa para a pesquisa histórica do município e
região, pois em alguns documentos encontram-se, por exemplo, registros de
casamentos e nascimentos de escravos, além de livros com procurações,
arrendamentos e atas de eleições”. No caso da digitalização da documentação de
Araci, só foi possível com o financiamento do Colégio Apoio, através do
Professor José Nilton Carvalho Pereira, o qual também é Vice-Presidente do
Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) e tem financiado a preservação
de acervos históricos, como o de jornais antigos de Araci, Serrinha e região.
Tanto os jornais digitalizados e reimpressos como os documentos do Cartório de
Registro Civil de Araci, recém digitalizados, estarão disponíveis para consulta
no Centro Cultural de Araci, Fórum de Araci, bibliotecas da UNEB de Serrinha e
Coité, além do IGHB e APEB e serão uteis para a produção acadêmica,
principalmente de estudantes dos cursos de História e Letras.
ACESSE: http://www.viladoraso.com.br/
CARTA DE ORDENS DE FRANCISCO FELIX DE SOUZA
Carta
de ordens mencionada na Escritura retro. Pública forma.
Carta missiva.
Senhor Capitão Joaquim Telles de Menezes. Ajudá, treze de Outubro de mil
oitocentos e trinta e dois. Hoje parte a Escuna Thereza do seu comando e segue viagem
para a Cidade do Rio de Janeiro a consignação do Senhor João Ignácio Correa e
vossa mercê precisar, aliás, e vossa mercê receberá dele as suas ordens, e
receberá tudo quanto vossa mercê precisar para arranjar a Escuna e também lhe
botar o seu sobre a soma que lhe é preciso como vossa mercê me pede que é
necessário. Veja vossa mercê que em estando pronto de tudo, há de vossa mercê
receber do Senhor Correa o carregamento de aguardente e tabaco Mapendim e algumas
fazendas e vossa mercê seguir viagem para as Ilhas de São Thomé e Príncipe para
me dispor do carregamento nos gêneros que vossa mercê vir que me faça consta.
Tenho mais a dizer-lhe se vossa mercê arribar em qualquer das partes do Brasil,
pode vossa mercê sacar uma letra sobre mim para as despesas que forem mais
necessárias e lhe recomendo que veja se faz pouca despesa em qualquer parte que
for, visto vossa mercê não poder tornar ao Rio de Janeiro. Veja vossa mercê que
em qualquer parte que for vossa mercê fará as minhas vezes porque se as
despesas que vossa mercê fizer forem grandes visto não poder tornar o Porto que
lhe destino, vossa mercê pode fazer venda do Barco para pagar a Tripulação, as
despesas que vossa mercê fizer isto é, se vossa mercê tiver algum sucesso na
viagem que não possa tornar o porto do destino, e no mais nada tenho a
dizer-lhe. Estimo que vossa mercê faça feliz viagem e que tenha felicidade e
igualmente todos os Oficiais é o que eu lhe desejo. Seu amigo Venerador F. F.
de Souza. Está conforme o original que me foi apresentado, limpo sem vício,
emenda, borrão entre linha, ou outra alguma coisa que dúvida faça, fiz passar
em pública forma que conferi, subscrevi e assinei, concertei com outro Oficial
de Justiça companheiro a concerto comigo abaixo assinado nesta Cidade da Bahia
aos vinte oito dias do mês de Março do corrente ano do Nascimento de Nosso
Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e trinta e três. Eu Antonio Lopes de
Miranda Tabelião o subscrevi. Em testemunho de verdade. Estava o Sinal Público.
Concertada por mim Tabelião Antonio Lopes de Miranda. E por mim Escrivão Luiz
Joaquim Magalhães Castro. Antonio de Souza Guimarães. Número cinco mil duzentos
e trinta pagou oitenta réis de selo. Bahia, doze de Abril de mil oitocentos e
trinta e três. Sá Tavares. A qual carta de ordens em pública forma fiz
registrar e conferi com outro abaixo assinado na Bahia aos dezoito de Abril de
mil oitocentos e trinta e três. Eu Francisco Ribeiro Neves Tabelião Vitalício
de Notas subscrevi e assinei.
Fonte:
APEB, Seção Judiciária, Livro de Notas 240, pp. 159v-161v.
LISA EARL CASTILLO: DESVENDANDO MITOS DO FAMOSO DOM OBÁ II
Por Lisa
Louise Earl Castillo
“Acabei
de encontrar o registro de casamento de Cândido da Fonseca Galvão, o famoso D.
Obá II, no Rio de Janeiro, em 1874. A esposa, Sofia Maria da Conceição, natural
da freguesia de Santa Rita, no Rio, era filha de Esperança Mina, que ainda era
escrava no dia do casamento da filha.
Este
documento confirma, definitivamente, o que eu já argumentei num artigo meu: que
ele nasceu na Freguesia da Sé em Salvador, e não em Lençóis, como é dito.
Cândido
era adepto dos orixás, com devoção especial a Ogum, Oxossi, Oxum e Iansã. Seu
pai era compadre de Marcelina da Silva, Obatossi, ialorixá da Casa Branca do
Engenho Velho. É provável que o terreiro liderado por Marcelina foi importante
no aprendizado religioso de Cândido”.
PARA SABER MAIS: Bamboxê Obitikô e a expansão do culto aos orixás (século XIX): uma
rede religiosa afroatlântica. Disponível em:
PALESTRA: PROFESSOR ROBERT SLENES
Palestra
com Robert W. A. Slenes (UNICAMP): "A mãe que era escrava do filho:
construindo biografias de cativos e libertos através da ligação nominativa de
fontes". Uma abordagem do seu capítulo, "Senhores e Escravos no Oeste
Paulista", História da Vida Privada no Brasil, Vol. II.
Data:
28/11/2017 (terça-feira)
Horário:
14h.
Local:
Auditório do APEB
Endereço:
Ladeira Quintas dos Lázaros, 50 - Baixa de Quintas, Salvador - BA
Fundação Pedro Calmon vai receber 3 milhões para reforma do Arquivo Público
A secretária de Cultura, Arany
Santana, o Diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, e o
Superintendente do IPHAN, Bruno Tavares, assinaram hoje (8) o convênio de R$3
milhões para reforma e restauração do prédio do Arquivo Público, localizado na Baixa
de Quintas.
Para Zulu Araújo, essa obra é
de fundamental importância para o setor de Arquivo Público da Bahia, já que irá
requalificar o ambiente do prédio trazendo maior eficiência na conservação dos
acervos públicos. “Com essa reforma e restauração a Fundação Pedro Calmon
poderá desempenhar o seu papel de guardar e difundir o grande, raro e rico
acervo histórico da Bahia”, afirmou.
De acordo com a secretária
Arany Santana, essa reforma iniciará uma nova fase para a cultura no estado.
“Essa luta vem sendo travada desde 2015. E essa conquista do recurso obtido vai
salvaguardar a história do país”, garantiu.
Fundado em 16 de janeiro de
1890, o Arquivo Público do Estado da Bahia é a mais importante entidade
arquivística do estado brasileiro da Bahia. Está localizado no Solar da Quinta
do Tanque, prédio integrante do patrimônio histórico e arquitetônico da capital
baiana e originalmente local de pouso dos jesuítas, erguido ainda no século XVI
e pertencente a esta ordem até sua expulsão do Brasil, em 1759.
Fonte:
500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE E CONVERSÃO CATÓLICA
Aos 4
Dezembro de 1834 nesta Freguesia e Enfermaria do Arsenal da Marinha, Batizei
solenemente a João Bagaman, Inglês, de 30 anos na aparência, da Tripulação da
Fragata Brasileira – Bahiana -, o qual até aqui era Protestante, e requereu
entrar no grêmio da Igreja Católica, declarando nunca ter sido Batizado; de que
foi Padrinho João Pedro de Medeiros, branco, solteiro, Praticante da mesma
Fragata. Do que para constar Assinei o Assento. O Conego Manoel Dendê Buz.
Vigário Colado.
FONTE:
Registro de Batismo da Paróquia da Conceição da Praia 1834-1844.
II SEMINÁRIO DE ESTUDOS AFRICANOS UNILAB - ESTADO, NAÇÃO E CULTURA PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS
O grupo
de pesquisa África Contemporânea da UNILAB tem o prazer de convidar discentes,
docentes e interessados para participar do II Seminário de Estudos Africanos,
que ocorrerá entre os dias 5 e 7 de abril de 2018, nas dependências da UNILAB
no Ceará.
A
temática do evento, ESTADO, NAÇÃO E CULTURA PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS, surge como resultado do projeto de pesquisa
coordenado pela Profa. Dra. Larissa Oliveira e Gabarra em colaboração com Prof.
Dr. Fábio Baqueiro Figueiredo (ambos
docentes da UNILAB) e Jacky Maniacky, chefe do departamento de Culture &
Societé do Museu Real da África Central da Bélgica. Contemplada no edital de
BPI da FUNCAP (2015), a proposta teve como objetivo olhar para as
independências da RDC e de Angola por meio da participação dos Bakongos,
independente da fronteira colonial que os divide, discutindo categorias como
raça, etnia, cultura e nacionalismo. Confirmaram presença os seguintes
convidados: Marissa Moorman, Marcelo Bittercourt, Jean Bosco Kakozi Kashindi,
Wasawulua Daniel, Jacky Maniacky, Paulo Lara e Cristina Pinto.
Esperamos
que os debates, por meio do 5 GTs que englobam os estudos africanos de maneira
mais ampla, durante o II Seminário de Estudos Africanos possam enriquecer as
investigações sobre o tema e ampliar a perspectiva de análise dos estudos dos
países africanos para além das fronteiras coloniais,
INSCRIÇÃO
NOS GTs (SUBMISSÃO DE RESUMOS)
Prazo
para inscrições de trabalhos nos GTs: de 24 de outubro de 2017 a 20 de janeiro
de 2018.
Envio
dos aceites dos trabalhos a ser apresentados nos GTs até 28 de fevereiro.
NORMAS
PARA APARESENTAÇÃO DOS RESUMOS
Formatação
Geral: Entre 2.400 e 5.000 caracteres com espaços, incluindo caixas de texto e
notas de rodapé, em "Word"
(extensão: .doc ou docx), formato A4 (210 x 297 mm), com orientação retrato;
Margens:
Esquerda e Inferior, 2cm. Direita e superior, 3 cm.
Entrelinhas:
1,5 em todo trabalho
SEM
NUMERAÇÃO DE PÁGINA
Título
da Comunicação: Arial, tamanho 12, em negrito, centralizado, em CAIXA ALTA.
Nome
completo do(s) autor(es): Arial, tamanho 10, à direita, em CAIXA ALTA/BAIXA.
Endereço
eletrônico: Arial, tamanho 10, à direita, logo abaixo do nome de cada autor.
Instituição
de vínculo (se couber): Arial, tamanho 10, à direita, logo abaixo do nome de
cada autor, em CAIXA ALTA/BAIXA.
Corpo
do texto: Arial 12. Parágrafo, 1cm.
Enviar
para o Email: gpafricacontemporanea@unilab.edu.br
GRUPOS
DE TRABALHO
GT 1 -
GÊNERO, CORPO E PODER: EXPERIÊNCIAS E ABORDAGENS NA CONSTRUÇÃO DA
DESCOLONIZAÇÃO EPISTÊMICA.
Coordenadoras:
Profª
Drª Artemisa Odila Condé Monteiro – UNILAB/Ceará
Profª
Drª Marina Pereira de Almeida Mello – UNIFESP/São Paulo
Profª
Drª Natalia Cabanilla - UNILAB/Ceará
O GT
procura abordar questões de gênero, sexualidades e ativismos na África e na diáspora,
assim como a problematização sobre o que, nos estudos acadêmicos, tem conduzido
o entendimento das questões associadas a gênero, poder e corpo. Consideramos
que a colonialidade (dos poderes, seres e saberes) tem sido construída também
desde a produção acadêmica hegemônica, que ao mesmo tempo em que reitera a
subalternidade de algumas e alguns, invisibiliza e inviabiliza a discussão nos
espaços acadêmicos. Pretendemos congregar experiências e propostas de
enfrentamento a essa realidade, pautadas pelas perspectivas decoloniais, descoloniais e pós-coloniais.
Interessa-nos, sobretudo reflexões que
sob tais parâmetros, articulem as dimensões de gênero, sexualidades,
raça, classe e nacionalidade. Esperamos discussões que ademais, priorizem as
conexões entre subjetividades, nacionalidades e racismos em perspectivas
contra-hegemônicas.
GT 2 -
RELIGIÕES NA ÁFRICA
Coordenadores:
Prof.
Dr. Itacir Marques da Luz - UNILAB/Ceará
Prof.
Dr. Marcos Dias Coelho - UNILAB/Ceará
Este
grupo de trabalho visa iniciar uma reflexão que envolva as três principais
matrizes religiosas presentes na África – a religião ancestral africana, o
islamismo e o cristianismo – e bem assim considerar as particularidades das
constituições sócio-históricas das três matrizes na contemporaneidade do
continente africano. Neste sentido, analisar o papel da religião ancestral
africana como um dos aspectos culturais que fundamenta as cosmovisões das
sociedades no continente africano constituirá o foco dos nossos trabalhos. A
partir dessa perspectiva, desejamos entender o processo de interação desta
expressão religiosa com o cristianismo e islamismo. Nos interessa ainda
comunicações que versem sobre as relações entre a ancestralidade, o islamismo e
o cristianismo durante o período colonial e as implicações políticas e sociais
desta relação. O GT contemplará também comunicações que reflitam sobre o legado
histórico das religiões africanas na diáspora.
GT 3 -
COLONIALIDADE DO SABER E AS EPISTEMOLOGIAS DO SUL: A DESCOLONIZAÇÃO DA MENTE
COMO POSSIBILIDADE EMANCIPATÓRIA
Coordenadores:
Profª
Drª. Michelle Cirne Ilges - UNILAB/Ceará
Prof.
Dr. Ricardo Ossagô de Carvalho - UNILAB/Ceará
Prof.
Dr. Vico Denis Sousa de Melo - UNILAB/Ceará
O GT
visa discutir a questão da colonialidade do saber que se impõe sobre as
sociedades periféricas, impedindo qualquer discussão que não esteja
fundamentada no pensamento eurocentrado. O aprofundamento de conhecimentos
produzidos nos contextos pós-coloniais e do chamado Sul global não-imperial,
tem a possibilidade de romper com a monocultura do saber –
eurocêntrica/eurocentrada – ainda tão presente no dia a dia das sociedades
contemporâneas, a exemplo da economia, da política, da cultura, da educação e
da religião. Portanto, o GT incentiva discussões acerca da lógica do capitalismo/colonialismo
global que perpassa nas sociedades periféricas e que influenciam sobremaneira a
produção do conhecimento, assim como das perspectivas interdisciplinares das
Epistemologias do Sul, com intuito de expor e propor possibilidades contra hegemônicas,
descoloniais e experiências e alternativas produzidas desde o Sul global
não-imperial.
GT 4 -
AFRICANIDADES E EDUCAÇÃO: SUJEITOS, LINGUAGENS E PRÁTICAS
Coordenadoras:
Profª.
Drª. Claudilene Maria da Silva – UNILAB/Bahia
Profª.
Drª. Cristina Teodoro Trinidad – UNILAB/Bahia
Profª.
Drª. Maria Cláudia Cardoso Ferreira – UNILAB/Bahia
O grupo
de trabalho objetiva reunir pesquisas acadêmicas e experiências de ensino
desenvolvidas em espaços educativos diversos, que reflitam as questões
concernentes ao tema das africanidades. Nesse sentido, serão bem-vindos os
trabalhos diretamente relacionados com a implementação da Lei 10.639/2003, ou
seja, aqueles que problematizam as formas e processos de construção das
identidades; que analisam a diferença, a diversidade e a desigualdade no acesso
e na qualidade dos serviços oferecidos; que problematizam o racismo, o
preconceito e a discriminação racial nos espaços educativos; e que evidenciem
as políticas educacionais e as práticas docentes antirracistas desenvolvidas
nesses ambientes. Com objetivo de potencializar o intercâmbio de saberes e a
troca de experiências, valorizar-se-á a abordagem interdisciplinar, o uso de
múltiplos dados e a diversidade teórica e metodológica. Desse modo, propõe-se a
oportunizar espaços de estudo e socialização de pesquisas e experiências para
professoras e professores, gestoras e gestores, pesquisadores e pesquisadoras,
bem como, outras/os profissionais inseridas/os nesses contextos.
GT 5 -
LITERATURAS E ARTES AFRICANAS E AFRO-BRASILEIRAS: QUESTÕES DO PRESENTE
Coordenadoras:
Profª.
Drª. Lia Laranjeira - UNILAB/Ceará
Profª.
Drª. Luana Antunes Costa – UNILAB/Ceará
O grupo
de trabalho pretende reunir pesquisas acadêmicas, experiências na área da
educação e relatos de trabalhos artísticos no campo das literaturas e artes
africanas e afro-brasileiras contemporâneas. O GT tem o interesse de discutir
trabalhos que proponham uma abordagem multidisciplinar e que busquem refletir
sobre as questões/indagações/interesses que permeiam as produções artísticas
contemporâneas. Assim, propomos um debate que lance luz a questões da
contemporaneidade sentidas nas margens do Atlântico e do Índico, tais como: os
impactos da crise de futuro; as tensões e imbricamentos entre o urbano e o
rural; a apoteose dos gêneros e a crise da dicotomia feminino X masculino; a
figura da mulher negra na obra de arte; os diálogos entre memória, história e
esquecimento; ancestralidade no presente; afetividades e violências; o lugar
da/o artista-intelectual negra/o hoje; crise política e estratégias de
subversão; diferença e resistência, dentre outras.
II Seminário Internacional “Histórias do Pós-Abolição no Mundo Atlântico” − 130 anos de Abolição no Brasil
O GT Emancipações e
Pós-Abolição da Anpuh tem a satisfação de convidar estudantes de graduação e
pós-graduação, professores/as da Educação Básica e de Ensino Superior e demais
pesquisadores/as a participar do II Seminário Internacional Histórias do Pós-Abolição
no Mundo Atlântico. O encontro acontecerá entre os dias 15 e 18 de maio de
2018, no Rio de Janeiro, na FGV.
O período de envio de propostas
de comunicação individual e pôsteres vai até 7 de janeiro de 2018.
Mais informações, em português,
espanhol e inglês, estão disponíveis em:
Assinar:
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