Livro revela papel de intelectuais negros contra o racismo e pela cidadania no Brasil oitocentista
O
primeiro censo demográfico realizado no Brasil do século 19 apontava para um
dado importante: seis em cada dez pessoas pretas e pardas já viviam nas
condições de livres e libertas, 16 anos antes do fim da escravidão. Esta
maioria de mulheres e homens negros construiu experiências de liberdade na
sociedade escravocrata constituindo redes até mesmo transnacionais de
escritores, jornalistas e artistas que lutavam pelo abolicionismo e por
projetos de cidadania. A história de integrantes dessas redes só não foi
completamente negligenciada por força da excepcionalidade. Trajetórias como a
de Luiz Gama ou José do Patrocínio, de Machado de Assis ou Chiquinha Gonzaga,
são reconhecidas em suspensão, como descreve a historiadora Ana Flávia
Magalhães Pinto, autora do livro Escritos da Liberdade: Literatos negros,
racismo e cidadania no Brasil oitocentista (Editora da Unicamp), da coleção
Várias Histórias, organizada pelo Cecult (Centro de Pesquisa em História Social
da Cultura da Unicamp).
A
historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto, autora do livro: “Na liberdade, o
exercício da cidadania era interditado cotidianamente a pessoas negras por
conta do racismo”
“Nossa
tendência é a de não reconhecer esses sujeitos no chão da história onde se
assenta a dicotomia senhores brancos e escravizados negros. Mas, na liberdade,
o exercício da cidadania era interditado cotidianamente a pessoas negras por
conta do racismo”, afirma a autora. Ana Flávia é pós-doutora em História pela
Unicamp e professora do Departamento de História da Universidade de Brasília
(UnB). A tese de doutorado “Fortes laços em linhas rotas: literatos negros,
racismo e cidadania na segunda metade do século XIX”, que deu origem ao livro,
recebeu menção honrosa do Prêmio Capes de Tese 2015.
Uma
figura central para o mapeamento das redes de literatos abolicionistas foi o
advogado e jornalista José Ferreira de Menezes, editor da publicação Gazeta da
Tarde (1880) no Rio de Janeiro. Nascido na década de 1840 e filho de liberto,
Menezes se insere numa rede de pessoas letradas e em 1860 vai cursar direito na
Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. “Ao chegar em São Paulo,
Menezes estabelece laços com Luiz Gama. É uma rede que também tem a circulação
de Machado de Assis”.
Ana
Flávia destaca que, na província de São Paulo, Luiz Gama é quem inspira a
geração que produz os primeiros jornais da imprensa negra como A Pátria e O
Progresso. Aí são travadas relações que extrapolam os limites nacionais. Conta
a autora que na fundação de O Progresso, em 1899, Theophilo Dias de Castro
coloca na capa a figura de Luiz Gama. Ele tem um filho, Theophilo Booker
Washington, em homenagem a Booker T. Washington, liderança negra nos Estados
Unidos que instituiu uma escola para homens e mulheres, a atual Tuskegee
University:
ACESSE NA ÍNTEGRA:
TJBA SUPERVISIONA TRABALHO DE PRESERVAÇÃO DOCUMENTAL JUDICIÁRIA EM COMARCAS DO INTERIOR
Uma
equipe da Diretoria de Documentação e Informação do Tribunal de Justiça da
Bahia – formada pelo seu Diretor, Edmundo Hasselmann, e pelo Coordenador de
Arquivos, Marcos Bacellar – esteve nas comarcas de Caetité, Guanambi e Vitória
da Conquista para acompanhar trabalhos executados nos convênios nº 45/16-C e nº
98/18-C, celebrados respectivamente com a Universidade do Estado da Bahia
(Uneb) e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).
Vigente
até 2021, o convênio nº 45/16-C, almeja a transferência e preservação da massa
documental judiciária produzida por 28 comarcas baianas, entre elas Caetité e
Guanambi. No dia 18/03, o grupo se reuniu no Arquivo Público da Prefeitura de
Caetité, com os professores da Uneb, Paulo Duque e Zélia Marques; e com Rosália
Aguiar, representante do Arquivo.
Durante o
encontro, no edifício onde está acomodado o acervo do TJBA, a equipe acompanhou
as atividades desenvolvidas pela Universidade e a apresentação de uma
ferramenta on-line que permite consulta à base indexada referente ao Fórum de
Caetité (Clique aqui) [www.acervos.uneb.br].
Na
ferramenta, estão indexados e digitalizados o Registro Civil (nascimento,
casamento, óbito e escrituras) da comarca de Caetité e dos distritos de
Maniaçú, Pajeú dos Ventos, Brejinho das Ametistas, Caldeiras e Lagoa Real. No
total, são 79 livros de nascimento, 37 livros de casamento, 38 livros de óbito
e 73 livros de escrituras. Na ocasião, o arquivo físico, a área de pesquisa e
de digitalização de processos foram inspecionadas.
Guanambi
–Posteriormente, no dia 19/03, o grupo viajou até a Comarca de Guanambi, para
visitar o prédio dos Juizados na companhia de representantes da Uneb e do Juiz
Ronaldo Alves Neves Filho, com o objetivo de conhecer o acervo já mapeado pela
Universidade. No mesmo dia, foi realizada uma reunião com o Juiz Diretor da
Comarca, João Batista Pereira Pinto, e com o Juiz de Direito Ronaldo Alves
Neves Filho, nas instalações da 1ª Vara Cível de Guanambi.
O
encontro serviu para exibir os resultados do convênio e tratar da transferência
do acervo de Palmas de Monte Alto e Guanambi para o Arquivo Municipal de
Caetité. O Juiz João Batista concordou com a remoção documental e comprometeu a
autorizá-la, assim que certificar-se que o Arquivo tem a estrutura necessária
para acolher o acervo. Na Comarca de Guanambi estão indexados cerca de 11 mil
processos, cíveis e crime.
Na
ocasião, o Juiz Ronaldo Neves autorizou a transferência do acervo de Palmas de
Monte Alto para Caetité, e comunicou que aguarda envio de ofício da Uneb para
formalizar a movimentação. Em Palmas de Monte Alto estão mapeados
aproximadamente mil processos cíveis e 200 criminais.
Vitória
da Conquista –Por fim, o grupo chegou em Vitória da Conquista, para um encontro
com os professores da Uesb, Ricardo Sousa, Rita de Cássia Pereira e Isnara
Pereira Ivo, no dia 20/03. Durante o encontro, houve a apresentação das
instalações da universidade e projetos para o acervo coletado na 1ª Vara Cível
de Vitória da Conquista.
No mesmo
dia, também foi realizada uma visita à 1ª Vara Cível, para apresentação do
convênio nº 98/18-C ao Titular da unidade, o Juiz Leonardo Maciel. A Vara
possui um acervo de 200 caixas com processos cíveis e crime que contemplam o
período entre o início do século XIX e 1993.
Historiador alemão resgata 5 mil fotopinturas feitas no Nordeste
A
primeira coisa que o impressionou foi que os mortos pudessem ressuscitar.
Estavam ali no caixão, rodeados por flores, e de repente apareciam em
fotografias pintadas com os olhos abertos, para serem pendurados vivos. O
historiador alemão Titus Riedl, que em 1994 veio morar no Brasil, mais
especificamente no Crato, interior do Ceará, resolveu estudar essas imagens,
para mostrar que fotos podem ser mais que verossímeis.
Lembra do
caso de uma viúva que recebeu a visita de um desses artistas. A mulher lhe
conta que não tem foto junto com o marido, e ele pergunta se não há um 3x4 da
identidade que seja, ou da carteira de trabalho. E aí, de repente, está a
senhora de 80 anos ao lado de um homem com 19. “Quando você vê a fotopintura,
tem 60 anos às vezes no meio deles. Você acha que é o neto. Mas não, era o
marido”.
Pressentindo
que essas imagens desapareceriam com o tempo, Titus decidiu, mais que
pesquisá-las, guardá-las. Essas de mortos-vivos, mas também dos vivos-vivos. É
hoje o maior colecionador de fotopinturas no Brasil. Tem “na faixa” de cinco
mil delas. Uma pequena parte do acervo foi exposta no final de semana passado
em Salvador. Um monte de rostos anônimos, mas tão familiares, mirava quem subia
ou descia os degraus da escadaria da Igreja do Passo.
A mostra
integrou o Festival Transatlântico de Fotografia, promovido pelo Instituto
Mario Cravo. Titus também palestrou no evento, falando sobre a tradição dos
retratos pintados do Nordeste. Quem é que nunca viu, numa casinha pelo
interior, uma foto dessas penduradas na parede? Meus avós têm umas, os seus
também devem ter.
ACESSE NA
ÍNTEGRA:
De grilhões a cerâmicas: escavações no Arquivo Público revelam peças históricas.
(Foto:
Mauro Akin Nassor/CORREIO)
De
grilhões a cerâmicas: escavações no Arquivo Público revelam peças históricas.
Fragmentos
foram encontrados durante preparação de terreno para construção de refeitório
Matéria: Clarissa
Pacheco / CORREIO
Fotos: Mauro Akin Nassor/CORREIO
Quatrocentos
anos de vida são suficientes para guardar muitas histórias. A Quinta dos
Padres, na Baixa de Quintas, em Salvador, guarda memórias de padres jesuítas
que viveram lá por quase dois séculos, até que fossem expulsos pelo Marquês de
Pombal. Também tem lembranças do período em que funcionou como leprosário, a
partir do final do século XVIII, e como um centro de experimentação agrícola.
Nos últimos 39 anos, tem guardado registros que contam milhares de histórias sobre
a Bahia e o Brasil, desde que passou a funcionar como o Arquivo Público do
Estado da Bahia (Apeb).
Agora, o
chão onde foi erguido o prédio do século XVI, tombado como patrimônio histórico
e cultural desde 1949, pode dizer ainda mais coisas – e, quem sabe, até trazer
novas versões sobre a vida de quem passou por ali ou pela vizinhança. É que, em
meio ao entulho retirado de uma parte do terreno, onde está sendo construído um
anexo ao Arquivo, operários da obra acharam mais do que terra e pedras: o solo
está recheado de fragmentos de peças dos séculos XVII ao XIX.
"São
cerâmicas, tem grilhões, moedas de diversos períodos, outros tipos de
ferramentas. Acredito que são objetos que datam dos séculos XVII ao XIX, mas a
pesquisa é que vai dizer melhor", explica o arquiteto e urbanista Matheus
Xavier, chefe de gabinete substituto da Superintendência do Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Bahia.
Para não
deixar que os achados arqueológicos fossem descartados junto com o entulho, os
próprios operários acionaram funcionários do Arquivo Público, que chamaram o
Iphan. Nos dias 19 e 20 de fevereiro foram contadas 128 peças, entre elas
estruturas metálicas grandes, cadeados, cachimbos, moedas. Depois, os achados
se multiplicaram. São tantos fragmentos retirados do terreno que duas mesas do
Arquivo não foram suficientes para guardá-los.
O jeito
foi empilhar o material em baldes até que uma equipe de Arqueologia inicie os
estudos sobre o material. Enquanto isso, os próprios funcionários separaram os
vestígios por tipo. Sobre uma mesa, há pedaços de azulejos que, de acordo com a
diretora do Apeb, Maria Teresa Matos, se assemelham com alguns que já faziam
parte do antigo refeitório dos jesuítas.
Outros
vestígios parecem mais recentes: há pedaços de pratos de louça, cachimbos, o
que sobrou de uma colher de metal, uma faca de mesa, um prato e uma caneca do
mesmo material. “O pessoal da obra passou a ser parceiro, mesmo. Eles separam o
que encontram, limpam e só entregam para o pessoal que trabalha lá poder
guardar”, disse um dos 500 pesquisadores que frequentam o Arquivo todo mês.
Valor
histórico
Mesmo que
o significado e a idade dos vestígios ainda sejam desconhecidos, historiadores
e arqueólogos já destacam o valor histórico dos fragmentos encontrados. “Aquele
prédio, suas paredes e cada cantinho contam histórias inimagináveis”, afirma o
professor e historiador Urano Andrade, frequentador assíduo do Arquivo Público.
Segundo ele, o Arquivo é o segundo do país em volume de documentação – são
7.360,14 metros lineares de documentos –, perdendo só para o Arquivo Nacional,
no Rio de Janeiro.
Mas,
qualitativamente, é o mais importante, porque guarda documentos do período em
que Salvador era a capital da colônia. “Da mesma forma que os documentos,
caquinhos que se encontram ali também trazem histórias de vida. Ali teve
escravos, africanos livres, muitos foram parar ali, fizeram uma greve. Tem
muita coisa ali, grilhões, cacos e a própria vida dos que viviam ali”, afirma
Urano. O Padre Antônio Vieira, por exemplo, viveu na Quinta por 17 anos – e foi
lá que escreveu muitas de suas cartas e sermões.
O
historiador Jaime Nascimento, do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
(IGHB), também fala das muitas possibilidades sobre a história das peças. “É
justamente através desse material, independente do que seja, louça, prato,
garfo, talheres, que vai se ter uma ideia da vida social daquela época, como
essas pessoas viviam. Pode até dizer respeito à forma do tratamento médico para
os leprosos”, aponta.
Embora o
maior volume de fragmentos encontrados durante as escavações seja de cerâmica –
51 vestígios – também há chaves, moedas dos anos de 1768, 1826 e 1970,
revestimentos que se assemelham aos da Companhia das Índias, uma espécie de
ferrolho ou fecho de janela e até fragmentos de ossos.
“Podem
ser ossos humanos, porque o cemitério (Quinta dos Lázaros) só foi aberto
depois. Antes, tinha a casa de repouso e os padres tinham o direito de ser
enterrados lá. Pode ser também de algum interno do leprosário e pode ser de
escravos, porque os jesuítas também tinham escravos”, afirma Nascimento.
Para
Matheus Xavier, no Iphan, no entanto, a maior parte das peças é mais recente.
"A maior parte das peças são do século XIX, então possivelmente não sejam
do período da escravidão, mas vamos primeiro fazer o estudo e datar a questão
histórica", explica Xavier, que também é fiscal do convênio para as obras
no Apeb.
Para a
diretora do Apeb, Maria Teresa Matos, cabe agora à administração cuidar, além
do patrimônio documental e arquitetônico, também do acervo arqueológico
descoberto: “Para o Arquivo, nós entendemos que a descoberta desses vestígios é
extremamente significativa e, inclusive vai ao encontro das referências
históricas que nós temos em relação à Quinta do Tanque, que é considerado um
dos monumentos civis mais importantes do período colonial.
Preservação
O ideal
em situações como essa, em que vestígios arqueológicos são encontrados durante
uma obra, é embargá-la – e, no caso de bens tombados, entrar em contato com o
Iphan. É o que explica a arqueóloga Tainã Moura Alcântara, do Museu de
Arqueologia e Etnologia da Ufba (MAE). No caso do Arquivo Público, as
escavações no local foram interrompidas logo depois do Carnaval, a pedido da
equipe de Arqueologia do Iphan, liderada por Alex Colfas.
Tainã
explica que é importante manter as peças onde estão. “A posição onde esse
material está no solo diz muita coisa ao arqueólogo. A gente recebe
treinamento, percebe as camadas que dizem se é do século XVII, XVIII, se está
misturado. Tudo isso, a gente só consegue dizer com o contexto preservado”, explica.
"Foram
achados muito interessantes e a gente entende que é uma coisa muito
interessante para se fazer uma pesquisa sobre isso", afirma Matheus. Ele
ainda não sabe o que será feito das peças, mas não descartou a possibilidade de
que elas sejam encaminhadas a um museu. Esse é o desejo da coordenadora de
pesquisa do Apeb, professora Rita Rosado.
A
arqueóloga Tainã Moura Alcântara chama a atenção para a possibilidade de que os
vestígios até revelem novas histórias. “Esse material arqueológico conta histórias
que podem até ser diferentes da história oficial das pessoas que estiveram aqui
antes da gente. Preservá-lo é uma questão de respeito às pessoas que viveram
antes da gente. Isso nos ajuda como sociedade a ir para a frente, também”,
afirma.
De
qualquer forma, explica a arqueóloga Tainã, uma destinação só costuma ser dada
após o estudo. “Sem o contexto, as peças, por si só, não dizem nada. São
simplesmente achados arqueológicos. Nem nos museus de arqueologia a gente faz
mais exposições que se mostre só os objetos.
A gente busca compreender aquela sociedade no seu tempo”, explica.
Trilhos,
ossada e louças são encontrados na Avenida Sete
O lado
esquerdo da centenária Avenida Sete de Setembro, no Centro de Salvador, tem
sido escavado de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O trabalho de prospecção
arqueológica, que antecede as obras de requalificação no local, já mostram
resultados. No final desta semana, o arqueólogo responsável pela pesquisa,
Cláudio César Souza e Silva, anunciou os achados: trilhos de bondes, louças e
até uma ossada humana.
"Encontramos
também parte de estruturas, como essa argamassa vermelha, datada do século
XVIII. Os trilhos são, com certeza, do século XIX", explicou o arqueólogo.
As equipes vêm trabalhando na segunda etapa da obra, entre a as Mercês e o São
Bento. A primeira fase, já concluída, foi da Casa D’Itália às Mercês. A
terceira e última parte do trabalho será feita entre o São Bento e a Praça
Castro Alves.
O
material coletado será analisado por uma equipe de quatro arqueólogos e dois
técnicos no laboratório de Arqueologia da Universidade do Estado da Bahia
(Uneb), no campus de Senhor do Bonfim, no Centro-Norte da Bahia.
Embora
seja naturalmente um campo fértil à pesquisa do tipo, Salvador não possui
cursos de Arqueologia – e vai na contramão do restante do Nordeste.
“Salvador
tem uma potencialidade arqueológica incrível. Primeiro, porque é a primeira
capital do Brasil e ela foi construída para ser a capital. Para além disso,
Salvador tem pesquisas de que a Praça da Sé foi uma aldeia indígena anterior à
chega dos portugueses”, afirma a arqueóloga Tainã Moura Alcântara, do Museu de
Arqueologia e Etnologia da Ufba.
Obras no
Arquivo custam R$ 2,3 milhões, mas não incluem climatização.
As obras
de reforma do Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb) começaram em dezembro
do ano passado. Além da construção de um anexo para funcionar como refeitório,
depósito e sanitários – justamente no local onde foram encontrados os
fragmentos –, também está prevista a reforma nas instalações elétrica e
hidrossanitária, a instalação de um circuito fechado de TV, a pintura geral e a
recuperação de todas as janelas, portas e reforma das esquadrias.
A
climatização dos depósitos onde ficam os documentos e também das áreas
técnicas, no entanto, não está inclusa no pacote, que tem previsão para ser
entregue em nove meses, contados a partir de dezembro passado. De acordo com a
diretora do Apeb, Maria Teresa Matos, a atual intervenção é considerada uma
terceira etapa de obras no Arquivo, mas é necessário mais investimento.
“Novos
investimentos estão sendo feitos e nós entendemos que são importantíssimos para
a preservação do patrimônio, mas também fundamentais para a preservação do
patrimônio arquivístico. Contudo, será necessário dar continuidade a outros
investimentos e nós já estamos fazendo a gestão”, afirma.
Ao longo
dos 39 anos em que o Apeb funciona na Quinta dos Padres – ou Quinta do Tanque
–, houve tentativas de retirar a documentação de lá, justamente porque a
umidade no local, onde já houve um tanque, não é propícia à preservação dos
documentos.
O cuidado
com o acervo é cobrado por pesquisadores: “É necessário um cuidado muito
especial com a documentação, porque o local não é adequado e também tem a
questão da prevenção de incêndios”, afirma o historiador Urano Andrade. O
CORREIO encontrou extintores de incêndio no prédio, mas até que haja novos
investimentos, a estratégia para manter os documentos será organizar as
estantes de modo a aproveitar a ventilação natural.
Na atual
etapa da obra também estão inclusas a iluminação externa, comunicação visual,
restauração dos elementos arquitetônicos, restauração de bens artísticos móveis
e integrados, além da recuperação de toda a estrutura e cobertura e das
instalações mecânicas.
Em
setembro do ano passado, o CORREIO mostrou a situação em que se encontrava o
Apeb: além da parede descascada, havia fios soltos. Incêndios nunca foram
registrados, mas de 2011 a 2013 o lugar, que recebe cerca de 500 pessoas por
mês, funcionou sem energia elétrica, por conta do risco de curto-circuito.
ACESSE A FONTE:
MEMÓRIAS DE UMA MERCADORA AFRICANA
Mariana P. Candido
Departamento de História
Universidade de Notre Dame
(EUA)
Dona Florinda Joanes Gaspar transitava entre os dois lados do Atlântico traficando cativos e registrando e vendendo terrenos em Benguela, na África, e no Rio de Janeiro.
A melhor parte do meu trabalho é passar horas
lendo registros históricos na tentativa de reconstruir a história de africanas
que residiam em Benguela, Angola, no litoral da África Ocidental, nos séculos
18 e 19. Surpreendentemente, há muita informação sobre as mulheres livres e de
elite; no entanto, também há dados disponíveis nos arquivos angolanos e
portugueses sobre libertas e escravizadas – dados que, muitas vezes, passam
despercebidos entre mapas populacionais, registros eclesiásticos e
correspondência oficial.
As donas,
as mercadoras africanas, mulheres poderosas em seu tempo, têm certa
preponderância nessa documentação. Entretanto, reconstruir suas vidas requer
visitar arquivos em três países (Angola, Portugal e Brasil) e muita paciência
para ler centenas de páginas que relatam guerras e apresentam fauna e flora. Em
meio a leituras e viagens, percebi que havia localizado uma mercadora
excepcional: Dona Florinda Joanes Gaspar. O ‘encontro’ não foi por acaso, mas
fruto de horas, dias e meses de investigação, na qual a experiência de
africanos é priorizada na pesquisa.
ACESSE: Ciência Hoje
TRANSATLÂNTICO BASE DE DADOS DO COMÉRCIO DE ESCRAVOS
Este
memorial digital levanta questões sobre o maior comércio de escravos da
história e oferece acesso à documentação disponível para respondê-las. Os
colonizadores europeus voltaram-se para a África para os trabalhadores
escravizados para construir as cidades e extrair os recursos das Américas. Eles
forçaram milhões de africanos, na sua maioria sem nome, a atravessar o
Atlântico para as Américas, e de uma parte das Américas para outra. Analise
esses negócios escravos e visualize mapas interativos, cronogramas e animações
para ver a dispersão em ação.
O Banco
de Dados do Tráfico de Escravos Transatlântico abrange quase 35.000 expedições
negreiras ocorridas entre 1514 e 1866. Foram encontrados registros dessas
viagens em arquivos e bibliotecas de todo o mundo atlântico. Eles fornecem
informações sobre embarcações, povos escravizados, traficantes e proprietários
de escravos, e rotas de comércio. A variável Fonte fornece os registros de cada
viagem no banco de dados. Outras variáveis permitem aos usuários procurar
informações sobre uma viagem específica ou um determinado conjunto de viagens.
O website disponibiliza plena interatividade para analisar os dados e relatar
os resultados na forma de quadros estatísticos, gráficos, mapas ou linha do
tempo.
ACESSE:
CONFERENCE, “ENSLAVED: PEOPLES OF THE HISTORIC SLAVE TRADE.”
Enslaved: Peoples of the Historic Slave Trade
Michigan State University, East Lansing, Michigan
RCAH Theatre (Snyder Hall, Terrace Level)
March 8-9, 2019
More than 50 scholars from around
the globe will be in attendance when the Enslaved: Peoples of the Historic
Slave Trade conference begins on March 8, 2019 at the RCAH Theater in
Snyder-Phillips Hall at Michigan State University. A truly international event,
the Enslaved conference brings together scholars based in the United States,
Canada, Brazil, the United Kingdom, Benin, the Bahamas, and the Netherlands.
The conference encourages collaboration among scholars utilizing databases to
document and reconstruct the lives of individuals who were part of historic
slave trades. This conference will focus primarily on the enslavement and trade
of people of African descent before the twentieth century, but other
presentations discuss enslaved indigenous peoples in the Americas. The
conference has a broad geographic focus, including presentations on slavery in
parts of the U.S., the Caribbean, Spanish, Portuguese, and Dutch parts of the
Americas, several different regions of Africa, and Europe. The conference will
take place from roughly 8:30-6:00 on both Friday, March 8, and Saturday March
9. A more detailed schedule can be found here.
With support from the Andrew W.
Mellon Foundation, the Enslaved project is building a digital hub for students,
researchers, and the general public to search over numerous databases to
reconstruct the lives of individuals who were part of the historic slave trade.
Current digital projects fail to merge the data across the datasets, resulting
in isolated projects and databases that do little to aid scholars in analyzing
these sources. The Enslaved conference will provide opportunities for
researchers across the globe to gain important knowledge about the construction
of databases for public consumption, and encourages collaboration between
scholars to best make public accurate and easily accessed information about
slavery and the slave trade.
If you’d like to register, please
email enslavedconference@gmail.com. There is no fee.
ECAS 2019. Africa: Connections and Disruptions - Photo archives: silence and blindness
Long abstract
We will explore parallels in the relationship between
an external reality and both archives and photographs. Both have little natural
connection and/or directly reflecting external reality. Both show traces of
their becoming but must be read beyond the frame of their materiality and the
connections between order and meaning must be disentangled in order to gain and
reveal significance. However, the archival order always contains several voids
- deliberate and unintended - that are due to the process of the archives'
emergence in changing contexts. Thus, various types of silences and blindness
constitute the archive order. How can these silences be broken or made to
resonate? What happens when we are no longer able to grasp them with the
simplifying gaze of habit? How can connections and disruptions that emerge from
archives' silences and blindness be used fruitfully by scholars working with
and in photo archives?
Trouillot talks of archival silence, the Comaroffs of
reading across and Stoler along the archival grain. The visual parallel to
silence is blindness. How can research on photo archives find a white stick or
an archival equivalent to braille? Those with macular degeneration must use
peripheral vision, peeking sideways. What sort of archival research might this
inspire?
This panel will examine various possibilities of
working with photo archives that do not see empty (negative) spaces as a
deficit, but on the contrary as an opportunity for alternative viewings of the
archive, drawing productive power precisely from the contents, no matter how
perceived.
CURSO INTRODUÇÃO A PALEOGRAFIA
IGHB está
com inscrições abertas para o curso Introdução a Paleografia, que será
realizado de 8 a 10 de abril de 2019, das 14h às 18h. As aulas serão
ministradas pelos professores Libania Silva e Savio Queiroz.
Em
decorrência da crescente demanda de cursos que exigem a pesquisa e leitura de
documentos manuscritos, o curso propõe uma franca e objetiva abordagem
interdisciplinar prática e metodológica sobre a escrita e leitura de documentos
produzidos entre os séculos XVI e XIX, com enfoque nas practices da ciência
histórica.
Carga
horária: 20 horas (com certificação)
Conteúdo:
Introdução:
História, Conceitos e usos da paleografia e da diplomática;
Escritas
Antigas: Especificidades, especialidades e escrita;
Tipologias
caligráficas: A escrita na Península Ibérica
O trato
com os documentos manuscritos;
Elementos
Cruciais: Identificação de abreviaturas, termos, símbolos e sinais gráficos:
coleções.
Suportes
diversos: fotocópias, microfilmes, imagens digitalizadas;
A
transcrição do manuscrito: teorias e métodos;
Exercício
de transcrição de textos 1: peculiaridades da escrita à mão, dos
suportes,
instrumentos e tintas;
Exercício
de transcrição de textos 2: leitura, transcrição e formatação dos documentos;
Exercício
de transcrição de textos 3: os tipos documentais;
Inscrição
no site https://www.eventbrite.com.br/e/curso-introducao-a-paleografia-tickets-56586713383
Dimensões da cultura associativa no “longo século XIX”: política, sociedade e trabalho
Coordenadores:
David
Patrício Lacerda (Unicamp (Pós-doutorando/Bolsista da FAPESP)), Douglas
Guimarães Leite (Universidade Federal Fluminense)
Resumo:
Este Simpósio Temático dá continuidade aos diálogos realizados, em 2018, no
âmbito do Seminário Internacional “Trabalho, democracia e direitos”, organizado
pelo GT Mundos do Trabalho, e do Seminário Internacional “Brasil no século
XIX”, realizado pela Sociedade Brasileira de Estudos do Oitocentos. Seu
objetivo é promover um espaço de debate acerca das dimensões da cultura associativa
no “longo século XIX”, especialmente no que diz respeito às estratégias e às
práticas de ajuda mútua relacionadas ao mundo do trabalho. O eixo fundamental
da proposta gira em torno da noção de cultura associativa, a saber, do hábito
de associar-se, das normas, costumes, símbolos, linguagens e visões de mundo
constitutivos da cultura das associações.
Busca-se
reunir pesquisadoras e pesquisadores interessados em afinar diálogos teóricos e
historiográficos, tendo em vista a reavaliação crítica da produção acadêmica
sobre o tema nos últimos anos. Nesse sentido, incentivamos o envio de
contribuições que problematizem: a) o reconhecimento do mutualismo como um
espaço de organização política de trabalhadores subalternos, entendido tanto
como alternativa de defesa social como lócus de ações de representação e
resistência; b) a aproximação, no estudo do mutualismo, das experiências e
identidades firmadas entre escravos, livres e libertos, brancos e de pele
escura, nacionais e estrangeiros; c) a produção de análises que concebem e
articulam distintas experiências de organização de trabalhadoras e
trabalhadores em função das múltiplas temporalidades produzidas por um
capitalismo de escala global; d) a atenção crítica às normas legais e à ação
estatal, visando delimitar seu peso na conformação das práticas de ajuda mútua;
e) o exame dos elos de continuidade e ruptura entre sociedades mutualistas e
outras modalidades associativas conformadas em irmandades, montepios,
sociedades recreativas, cooperativas, sindicatos etc.
A
relevância da proposta reside, especialmente, na expectativa de construir uma
nova agenda de pesquisa que aproxime, por um lado, trabalhos de qualidade
marcadamente monográfica e, por outro, pesquisas nas quais resulta mais
evidente uma preocupação de caráter estrutural. O diálogo entre tais
orientações pode garantir atenção à formulação empírica de contextos integrados
de investigação do problema, com ênfase nos tipos e nos resultados da
circulação de pessoas, ideias e modelos de organização institucional em
espaços/tempos de caráter global.
ACESSE: https://www.snh2019.anpuh.org/simposio/view?ID_SIMPOSIO=295
LANÇAMENTO: IMAGENS DO DAOMÉ
O
fotógrafo francês Edmond Fortier (1862-1928) radicou-se ainda jovem no Senegal.
Viajando pela África do Oeste, captou com suas lentes um mundo de grande
riqueza cultural, que passava então por importantes transformações. Deixou uma
obra de mais de quatro mil imagens, a maioria delas publicada no formato de
cartão-postal.
Por
duas vezes, em 1908 e 1909, ele visitou a possessão francesa do Daomé, o atual
Benim. Os documentos visuais produzidos nessas oportunidades, cuidadosamente
reunidos pela primeira vez, totalizam 210 imagens.
O olhar
atento do fotógrafo gravou inúmeras vertentes da vida social, política e
cultural na África ao tempo da dominação francesa. Imagens do Daomé: Edmond
Fortier e o colonialismo francês na terra dos voduns, de Daniela Moreau e Luis
Nicolau Parés, reúne registros das cerimônias oficiais, protagonizadas por
mandatários locais e estrangeiros.
De todo
o conjunto, destaca-se a série dedicada aos rituais voduns, uma das primeiras
documentações fotográficas dessas práticas. A palavra vodum, em seu contexto
original, designava os deuses das sociedades daquela região, ou “os mistérios
das forças invisíveis”.
Os panteões sagrados – do mar, do céu, da terra e do
trovão, entre outras divindades –, com suas hierarquias e personagens, coreografias
e adereços característicos, estão aqui detalhadamente identificados e
analisados pelos autores.
Para o
leitor brasileiro, o interesse dessas imagens é direto. Do Golfo do Benim e, a
partir do século XVIII, do antigo reino do Daomé partiram para o Brasil
milhares de escravizados, cuja devoção original aos voduns serviu de modelo ao
nosso candomblé.
Edmond
Fortier produziu um material de indiscutível valor histórico e etnográfico.
Complexas e diversas, as práticas políticas, religiosas e culturais aqui
documentadas abrem novas linhas de investigação sobre o Benim de ontem e de
hoje, bem como sobre seus prolongamentos no Brasil.
DANIELA
MOREAU nasceu no Rio de Janeiro, em 1957. Sobre a obra de Edmond Fortier,
publicou também Viagem a Timbuktu (Literart, 2015). Coordena o projeto Acervo
África (acervoafrica.org.br), em São Paulo.
LUIS
NICOLAU PARÉS nasceu em Barcelona, em 1960. É autor de A formação do candomblé
(editora da Unicamp, 2006) e O rei, o pai e a morte (Companhia das Letras,
2016). É professor do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da
Bahia.
PRÊMIO MANOEL SALGADO – EDIÇÃO 2019: RESULTADO
Foram
inscritas 18 teses. Todas as teses foram objeto de análise por dois
pareceristas, que avaliaram a qualidade das teses dentro dos critérios do
edital. A todos os colegas que contribuíram com suas análises e pareceres, a
ANPUH-Brasil exprime seus cordiais agradecimentos.
Nossos
agradecimentos vão também para a Editora da PUC-RS e para seu diretor, Prof.
Luciano Aronne de Abreu, cuja parceria nos honra e nos permite promover a
publicação da tese premiada.
a) Tese
premiada:
Título:
Viver honradamente de Ofícios: trabalhadores manuais livres, garantias e
rendeiros em Mariana (1709-1750)
Ano: 2017
Programa
de Pós-Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora
Autor:
Fabiano Gomes Da Silva
Orientadora:
Carla Maria Carvalho de Almeida
b) Menção
honrosa:
Título:
Cassacos. Trabalhadores na lida contra a fome e a degradação nas obras públicas
em tempos de secas. (Ceará, anos 1950)
Ano: 2016
Programa
de Pós-Graduação da Universidade Federal da Bahia
Autora:
Lara Vanessa de Castro Ferreira
Orientador:
Antonio Luigi Negro
Para um
maiores informações sobre o prêmio clique aqui.
Freedom Narratives: Testimonies of West Africans from the Era of Slavery
Freedom Narratives focuses on the enforced migration
of "Atlantic Africans," that is enslaved Africans in the Atlantic
world during the era of the slave trade, through an examination of biographical
accounts of individuals born in West Africa who were enslaved from the 16th to
the 19th century. The focus is on testimony, the voices of individual Africans.
The Project seeks to use an online digital repository of autobiographical
testimonies and biographical data of Atlantic Africans to analyze patterns in the
slave trade from West Africa, specifically in terms of where individuals came
from, why they were enslaved, and what happened to them. Freedom Narratives
focuses on people born in Africa and hence in most cases had been born free
rather than on those who were born into slavery in the Americas or elsewhere.
Those individuals in this repository includes those who travelled within West
Africa as well as those who experienced the “Middle Passage,” i.e., the
Atlantic crossing, which is often seen as a defining moment in the slavery
experience. Sometimes these accounts are referred to as “slave narratives” but
in our estimation, such testimonies more accurately reflect "freedom
narratives" because in most cases, individuals were born free and subsequently
regained their freedom. Freedom Narratives enables an examination of
biographical testimonies as the fundamental units of analysis, whether the
primary texts arise from first person memory or survive via amanuensis.
Whenever possible, original testimonies are supplemented with biographical
details culled from legal, ecclesiastical, and other types of records.
ACESSE: http://freedomnarratives.org/
ARQUIVO DIGITAL REÚNE DOCUMENTOS DA ESCRAVIDÃO
FESTA DE NOSSA
SENHORA DO ROSÁRIO' (1770), PINTURA DE CARLOS JULIÃO
A
plataforma Slave Societies Digital Archive (Arquivo Digital das Sociedades
Escravocratas, em tradução livre), desenvolvida na Universidade Vanderbilt, nos
EUA, disponibiliza documentos sobre a história de povos africanos no período de
escravidão nas Américas. Lançado em 2003 pela historiadora americana Jane
Landers, o acervo reúne aproximadamente 600 mil arquivos dos séculos 16 ao 19
que documentam as vidas de cerca de 6 milhões de africanos escravizados e seus
descendentes, além de indígenas, europeus e outros povos com quem eles
interagiram no continente. Mapas, gravuras, livros, registros de vendas,
transcrições de eventos e certidões de batismos, casamentos e execuções estão
no acervo. Abastecido por pesquisadores e instituições de diferentes
nacionalidades, os arquivos contam a história de países como Cuba, Estados
Unidos, Colômbia e Brasil. No site também há documentos de Luanda e Ouidah,
cidades africanas que mantiveram portos de onde negros embarcavam forçadamente ao
outro lado do Atlântico.
Chamada de Trabalhos para o XVI Encontro Nacional da ABET
Está no
ar a Chamada de Trabalhos para o XVI Encontro Nacional da ABET (Associação
Brasileira de Estudos do Trabalho).
"A
reforma trabalhista no Brasil e no mundo".
(O GT 15
é de História Social.)
Salvador,
Bahia, 6 a 9 de setembro de 2019.
ACESSE: https://www.abet2019.sinteseeventos.com.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=411&fbclid=IwAR3GNCCdfIdosOlUh0Mmfvo7sI4m_5hTN8JexwhQcUdyJqwjE2CtCcm4Ooc
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