BANCO DE DADOS ONLINE DE PESQUISADORES SOBRE A BAHIA


Novidade na Biblioteca Virtual Consuelo Pondé – unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado: a seção “Quem Escreve a História”, que será lançada no dia 31 de maio. A seção será voltada para pesquisadores que elegeram a Bahia como temática de suas investigações históricas.

O espaço será de construção permanente e totalmente colaborativo, tendo como objetivo gerar um banco de dados que possibilite conhecer os pesquisadores que estão escrevendo sobre a história da Bahia, divulgar a produção historiográfica sobre estado nas mais variadas temáticas e criar um canal de comunicação com os pesquisadores e professores, tanto para inserções no site, quanto para divulgar amplamente as pesquisas.

O diretor da Biblioteca Virtual, Clíssio Santana, fala sobre o projeto: “É uma tentativa de criar um banco de dados com historiadores baianos ou historiadores que escolheram a Bahia como objetivo de pesquisa e estudo em suas diversas formas, política, cultural, sociológica. O objetivo é facilitar o contato e saber onde estes pesquisadores estão, utilizando a Biblioteca Virtual como um vetor de intermediação entre o pesquisador e a produção acadêmica”, explica.

Na seção, haverá informações como o local onde a graduação foi concluída, as áreas de interesse e links de trabalhos publicados online. O próprio historiador poderá fazer cadastro online, onde colocará suas informações profissionais e obras já publicadas. A condição principal, além de o historiador ser baiano ou escrever sobre a Bahia, é que o pesquisador já seja graduado. O cadastro passará por uma avaliação da Biblioteca.


Sistema - As bibliotecas públicas integram o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, gerido pela Fundação Pedro Calmon – Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA). O Sistema é composto por seis bibliotecas públicas estaduais localizadas em Salvador, sendo uma delas a Biblioteca de Extensão com duas unidades móveis, uma no município de Itaparica e uma biblioteca virtual especializada na história da Bahia (Biblioteca Virtual Consuelo Pondé). O Sistema também presta assistência técnica para mais de 450 bibliotecas municipais, comunitárias e pontos de leitura, além de cursos de capacitação para os funcionários destas unidades.

Em homenagem ao dia 25 de maio, dia da África: Algumas histórias de lá e de cá.


Há 170 anos, Antonio Godinho estava de viagem para lá.

Diz Antonio Godinho, Africano, que vivendo de negócio volante desta Cidade para os Portos de África, como se vê do incluso passaporte, necessita para continuar o seu tráfico haver outro para a viagem que de próximo tem de fazer, e como este não possa ser dado sem que se mostre corrente por esta repartição, recorre o Suplicante. Bahia, 26 de maio de 1846. Fonte: APEB, Seção Colonial, Maço: 6310.    


Informando, como ordena Vossa Excelência, o requerimento de Antonio Francisco, Africano liberto, residente em Ajudá, o qual quer transporta-se para esta Cidade, com sua mulher e filhos e uma escrava Nagô de nome Anna, pedindo para isso passaporte e a Vossa Excelência tenho a dizer que os passaportes são concedidas pela Autoridade do lugar, d’onde saem os indivíduos, que os requerem, e se naquele Porto não há quem os conceda, pode o Suplicante, como é prática, regressar com sua mulher e filhos, com o mesmo passaporte, que daqui levou, menos essa escrava de que fala, e que não pode ter a vir por legal proibição. Bahia, 24 de Novembro de 1847. (Fonte: APEB, Seção Colonial, maço: 3139-8.

De acordo com a Pesquisadora Lisa Earl Castillo, Antonio Francisco era borno e saiu da Bahia em 1836, depois da Revolta dos Malês. A casa ancestral ainda existe em Ouidah e ele tem muitos descendentes no Benim. O sobrenome da família é Chagas.

        

From invisible to digital: digitising endangered historical documents in Brazil

COURTNEY J. CAMPBELL 19 May 2016
Without documents, much of the history of the enslaved is lost. Digitisation offers a way to preserve rapidly deteriorating documents, but how does one actually set up a large-scale digitisation project?
The personal histories of enslaved and oppressed peoples are notoriously difficult to access. This is especially true of people who lived in earlier historical periods, since information on their lived experiences usually come via third parties, such as foreign travellers writing about slavery for European audiences, or by way of court cases, where their voices are only faintly heard. These sources are essential to understanding how slave societies worked, but they too often reduce the enslaved to a nameless and faceless crowd. While documents about the lives of the enslaved and free people of colour do exist, they tend to be hard to find and can often be in an advanced state of deterioration. We need these documents to create human historical narratives and to understand how individuals justified, resisted, accepted, and fought against enslavement and other forms of social oppression.

This piece considers one increasingly important method of bringing the lives of the invisible to light: the digitisation and dissemination of archival historical sources related to slavery and its afterlives. I draw upon personal experience arising from two research projects in the state of Paraíba, Brazil. The first project successfully digitised 266 ecclesiastical and secular documents stored at three institutions: the Waldemar Bispo Duarte Historical Archive; the Paraíba Historical and Geographical Institute in the coastal state capital of João Pessoa; and the Church of Our Lady of the Miracles of Saint John of the Cariri in the town of São João do Cariri in the interior of the state. The project digitised many types of documents, but the most exciting are the baptismal, marriage, and death records, which list the names and places of origin of the free, freed, and enslaved, as well as early land grants from the Portuguese government that describe the terrain in great detail.

A second project, currently underway, focuses on criminal and notarial records (such as wills, land deeds, and other documents that require official stamps and signatures), and is projected to nearly double the first project in size. All of the materials generated by both projects are made accessible via the Ecclesiastical and Secular Sources for Slave Societies (ESSSS) website, which is housed at Vanderbilt University. Both projects have been supported by the Endangered Archives Programme (EAP) of the British Library, in turn supported by Arcadia, a fund dedicated to both environmental and historical conservation.

The following remarks explain the five main steps associated with these digitisation projects, and offer practical advice for undertaking similar projects in the future.

Step one: identifying partners and securing permissions
Digitisation projects require the investment and expertise of many institutions and individuals. The first step involved entering into a partnership with ESSSS to house our digitised documents. This was done by contacting Vanderbilt University to explain how our digitised documents fit within the overall project of preserving and making available to the public documents related to slavery. Vanderbilt accepts the documents, ensures that they are hosted across several servers in several locations, and provides and updates the web interface for viewing.

While carrying out research in Paraíba, I met Solange Rocha and Vitória Lima of the Federal University of Paraíba, who were eager to co-coordinate a digitisation project. We brainstormed a list of archival institutions that might be suitable partners and we quickly came to agreements with the three institutions listed above. Once we had established verbal confirmation with each institution, we quickly sought written agreements giving permission to digitise the documents on site and make the images available online.

We carefully explained to our institutional partners both the benefits (for example, less day-to-day damage to documents by researchers in the archives and greater institutional visibility online) and risks (for example, damage done to documents during digitisation or reduced need for people to consult within the archive itself) so that they could make an informed decision before giving us permission to digitise. If an institution expressed serious doubts, we gave them time to consider the possibility and make the decision according to their institutional aims and needs. We also agreed to leave a set of digitisation equipment and provide copies of the digitised images on hard drives to each partnering institution.

Step two: applying for funding and seeking advice
I decided to apply for an EAP grant because this programme focuses on archives whose contents are endangered by environmental, infrastructural, and/or political conditions. The project archives were strong candidates because the humid environment of the north-eastern coast of Brazil and a lack of funding to conserve historical documents in the region had already left important historical documents to decay. To support the application, I recruited a number of experts to the project team, and also consulted sample grant applications from colleagues who had secured similar funding in the past.

These consultations were particularly important when it came to putting together a realistic list of equipment required for the project, including digital cameras, laptops, tripods, carrying cases, rulers, and colour charts. Without this step, we might not have thought of ball heads for tripods to allow the cameras to point downward and remote shutter releases to keep the camera from trembling (see Step four for more on the types of cameras we use). The final submission included a detailed monthly timeline and budget justifications for each proposed expense, along with letters and photographs from the archives. As with all applications, this process proved to be very time consuming.

Step three: providing specialised training and project oversight

Our project took off once funding was secured, starting with the recruitment of students, archival staff, and faculty to help with digitisation and other tasks. This expanded project team completed training regarding how to handle fragile historical documents, including information on British Library EAP guidelines for copying images and creating listing metadata (translated into Portuguese). Other issues included making effective use of cameras, controlling for light variations, adjusting white balance, and setting up tripods. As with all research projects, it also proved necessary to provide administrative support, transfer funds and manage budgets, complete interim and final reports, and communicate with partners and institutions.

Step four: overcoming unexpected challenges
All research projects encounter unexpected problems. On this occasion, a potentially major problem emerged when one of the archives, having previously agreed in writing to participate, later expressed a desire to pull out of the project. This resulted in delicate negotiations to address their concerns about document conservation and project ownership. We offered a timeline to make a final decision so that we could adjust our original plans and, maybe, find another archive with which to partner. Fortunately for the project, we were able to complete digitisation as planned. Extended negotiations were also required in relation to governmental archives, with incredible patience and local knowledge being required in order to secure bureaucratic permissions at numerous levels.


The next obstacle we faced was transferring money internationally. Vanderbilt University houses these projects, so funds are transferred from the British Library to Vanderbilt in instalments, and then from Vanderbilt to Brazil as needed. In the first project, we paid unexpected taxes and fees on our transfers to Brazil, with the values differing unpredictably from one transfer to the next. Great patience was again required in order to successfully release funds from the Brazilian banking system. For our second project, we partnered with an NGO in Brazil in order to facilitate the administration of funds across international institutions. This initially led to an unexpected amount of paperwork in the United States, but this initial investment should make things easier and cheaper in the longer term. Another challenge involved our equipment. Knowing that we needed to produce RAW images (for Canon that is CR2) and then convert to TIFF to meet EAP standards, we purchased six Canon G12 cameras. The Canon G12 can take images in both CR2 and JPG formats simultaneously. Each of our CR2 images, once converted to TIFF, showed significant barrel distortion. We contacted Canon, who suggested that we shoot from further away, which reduces the clarity of images. The only way to remove the barrel distortion without altering the images would be to buy new cameras, which was not within our budget. The EAP reluctantly agreed to accept our JPG images, which, by definition, are altered. The CR2 images were subsequently edited to remove some of the distortion. To avoid these problems, we switched to the Canon EOS Rebel T3 in the second project, and our images no longer suffer barrel distortion.
Finally: celebrating accomplishment
We also had unexpected victories. At the initial training workshops, students were timid when using the equipment, since they were afraid they would break it. As the project progressed, they came to speak and work like experts. Undergraduate students who presented papers on their work at conferences repeatedly received awards, and some were able to publish their work.

Graduate students working on the project completed dissertations based on the digitised documents and were able to make claims about Afro-Brazilian presence in the interior of the state that upended previous historical understandings. We also held an international symposium at the end of the project where they could present their work to an audience made up of directors of local archives, governmental representatives, and professors from Brazil and the United States. Celebration is important to team morale. The team in Brazil puts day-to-day travel, time, and diligence into these projects and their success must be celebrated.

Without these documents, we cannot study how the enslaved lived, who they married, who they looked to for support, how they sought freedom, or how they interacted with the state. Allowing these documents to disappear makes it easier for us to forget slavery. Yet, the documents deteriorate before our eyes and often there simply is not the time or funding to conserve or repair the physical copies. Digitisation makes it possible to create a copy of documents on the brink of vanishing forever, to preserve their content, and to make them available to anyone with access to the internet.
About the author
Courtney J. Campbell is a historian and Mellon Postdoctoral Fellow at Tougaloo College. She has directed two digitisation projects in Brazil with funding from the British Library.
FONTE: 

LANÇAMENTO: CONSPIRAÇÕES DA RAÇA DE COR E ESCRAVOS E REBELDES NOS TRIBUNAIS DO IMPÉRIO


Doação anônima resgata livro de notas do século XVIII que é restaurado no Arquivo Público do Estado da Bahia

Uma doação anônima de papel japonês, utilizado para restauração de livros, viabilizou o reparo do Livro de Notas da Capital número 32, do século XVIII (1718-1719) - custodiado pelo Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) – unidade vinculada á Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado. O livro, produzido à época pelo tabelião Antonio da Costa Andrade, era de extrema fragilidade, portanto, ameaçado de extinção. Por esta condição, o livro integra o conjunto de documentos que está sendo digitalizado no Arquivo por meio do projeto “Digitalização dos Livros de Notas da Bahia: 1664-1889”, do Arquivo Público. O projeto - coordenado pelo historiador João José Reis - tem apoio do Programa Arquivos Ameaçado de Extinção/ Endangered Archives Programme da Biblioteca Britânica. 

A doação do papel foi motivada a partir de diagnóstico realizado pela equipe técnica de Restauro do Arquivo Público (Janilda Abreu, Clemilda Palmas, Mariete Araújo, Maria da Glória Fernandes, Jaciara Cruz e Arlete Cruz), que constatou a fragilidade do Livro. O exame na capa e no interior do livro identificou a presença de sujeira, acidez, oxidação de tinta, ondulações, dobras e perda de suporte no Livro. A partir disso, teve início o processo de higienização em cada folha do documento. "Velatura" foi a técnica utilizada, que consiste na aplicação de uma folha de reforço do verso das páginas. O trabalho foi finalizado pela equipe em janeiro deste ano, o que possibilitou a posterior digitalização. Os interessados em doar este outros materiais que podem ser utilizados no restauro de documentos deve procurar a direção geral da Fundação Pedro Calmon (veja aqui). Na restauração em questão, foram utilizadas 380 folhas do papel japonês doado.

De acordo com o coordenador técnico do projeto, o historiador Urano Andrade, esses Livros de Notas abrangem uma série de conceitos que permitem a descrição e limitação de toda área rural e urbana da Bahia, endereços, qualidade e quantidade dos imóveis existentes, por exemplo. Os livros estão custodiados no Arquivo Público desde a abertura da entidade, em 1890. Além dele, 480 outros Livros de Notas (450 mil imagens), estão sendo digitalizados até julho de 2017 (saiba mais aqui).

“Cada livro é composto por diversas séries documentais e tem, desde compra e venda de escravos, cartas de liberdade, compra e venda de imóveis e procurações diversas, a doação de dotes para casamento, cartas pessoais e venda de navio negreiro para o tráfico de pessoas”, disse Urano que, em abril, proferiu palestra no Arquivo Público sobre o projeto (veja aqui).


Arquivo Público – Com 126 anos, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), é a segunda mais importante instituição arquivística pública do país. Em seu extenso e rico patrimônio estão custodiados documentos produzidos e acumulados no período colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são diariamente consultados por pesquisadores de todo Brasil e de outros países. Um acervo organizado e estruturado desde 1890, quando o então governador do Estado da Bahia, Manoel Victorino Pereira, por meio de Ato, criou o Arquivo Público.
FONTE: 

Palestra: Digitalizando Documentos Ameaçados: Os Livros de Notas da Bahia – 1664-1889. UFRB

Palestra: Digitalizando Documentos Ameaçados:
Os Livros de Notas da Bahia – 1664-1889.
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
Realização: Colegiado de História, Grupo de Pesquisa História Regional e Local
Dia 19 de maio, as 14:30h
Local: Cachoeira, CAHL: Centro de Artes, Humanidades e Letras.

Acervo do Arquivo Público do Estado sobre relações Brasil – África será tema de palestra com historiadores


No próximo dia 24 de maio, às 14h30, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon/SecultBa promoverá a palestra “Fontes para o estudo das relações estabelecidas entre o Brasil e o continente africano, custodias pelo APEB" com os historiadores Cândido Domingues e Urano Andrade. A palestra é aberta ao público e tem o objetivo de apresentar fontes documentais custodiadas no Arquivo que contribuem para a pesquisa histórica das relações entre Brasil e o Continente Africano.

Dentre as fontes que serão apresentadas estão os fundos documentais das Ordens Régias, Inventários, Correspondências Diversas, Registros de Passaportes e Escrituras, que tratam das relações Brasil - África ao longo dos séculos XVII a XIX.

Urano Andrade é pós graduado em História Social e Econômica do Brasil Colônia, desenvolve pesquisas na área de história das populações afro-brasileiras e, no Arquivo Público, coordena o projeto “Digitalizando Fontes Manuscritas ameaçadas: os Livros de Notas da Bahia, Brasil, 1664-1889”, financiado pela Biblioteca Britânica. Tem atuação na área de pesquisa e consultoria histórica, digitalização e preservação de acervos documentais nas temáticas de História do Brasil Colônia, Brasil Império, História da Escravidão.


Cândido Domingues é mestre em História, com pesquisa sobre o tráfico de escravos africanos, com foco nos capitães de navio que atuaram na Salvador Setecentista. Seus estudos abordam, tanto as relações sociais que estes personagens protagonizaram, como seus investimentos naquela que foi uma das mais lucrativas atividades econômicas do período. Atualmente é professor Assistente da UNEB, Campus IV onde desenvolve pesquisa sobre o comércio colonial e seus agentes com foco especial para o tráfico atlântico de escravos para Salvador e sua redistribuição para os sertões e outras capitanias.
ACESSE A FONTE: 

Ardras, minas e jejes, ou escravos de "primeira reputação": políticas africanas, tráfico negreiro e identidade étnica na Bahia do século XVIII.



SILVA JR., Carlos da.
Em 1715, um viajante francês comentou que Salvador parecia uma "nova Guiné", devido à diversidade de origem dos escravos. Malgrado essa diversidade, Salvador guardava uma alta concentração de africanos escravizados que compartilhavam origens similares. Estes escravos vinham principalmente do golfo do Benim, a segunda maior região escravista na África. O artigo visa discutir a presença dos falantes das línguas gbè (ardras, minas e jejes, principalmente) na Bahia durante o século XVIII. O trabalho de Luís Nicolau Parés, A formação do Candomblé, ilumina a presença de africanos da área gbè na Bahia setecentista. Ainda assim, há a necessidade de investigar as dinâmicas atlânticas que resultaram na deportação de gbè falantes para as Américas à luz de novas fontes. Ao explorar as conexões entre os eventos políticos no golfo do Benim e o tráfico baiano de escravos, o artigo também busca os números e origens dos exportados para a Bahia. Procuro combinar análises quantitativas acerca dos números do tráfico transatlântico de escravos, inventários post mortem e registros de batismo de modo a lançar luz sobre as vidas dos africanos ocidentais na Bahia do século XVIII.

Keywords : Tráfico de escravos; Nações africanas; Gbè-falantes; Bahia; Golfo do Benim; Século XVIII.

ACESSE A FONTE:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=2236-463320160001&lng=en&nrm=iso

UEFS 40 ANOS - PALESTRA: DIGITALIZANDO DOCUMENTOS AMEAÇADOS: OS LIVROS DE NOTAS DA BAHIA - 1664-1889


Palestrante: Urano Andrade 
Data: 31 de maio de 2016 
Horário: 09:00h 
Local: Auditório da Biblioteca Central Julieta Carteado - UEFS 
Interessados deverão confirmar presença pelo e-mail: bcjceventos@ufes.br 

TREZENA DA LIBERDADE


No dia treze de Maio do ano de 1888, foi decretado o fim da escravidão em terras brasileiras. Porém, a historiografia brasileira, especialmente a baiana, vem demostrando há décadas que as experiências e trajetórias de liberdade foram vivenciadas, disputadas - e em alguns casos concretizadas -, pelos sujeitos escravizados durante todo o período que perdurou a escravidão. O ato formal e legal do treze de Maio de 1888, mesmo tendo sua importância histórica, não deve – e não tem como – ofuscar a antiquíssima pauta da liberdade construída cotidianamente e forjada nos costumes: elaborada, defendida e disputada pelos escravizados e seus descendentes ao longo dos séculos.

“A Trezena da Liberdade” é uma ação da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, que busca divulgar essas experiências de liberdade através de treze relatos de historiadores, com um artigo a cada dia, de 1º de maio até 13. Conheça as histórias de Domingos, Luiza, Lucas, Basílio, Margarida, Noberta, Victório e tantos outros homens, mulheres e crianças que lutaram – cada um a sua maneira – por dias melhores. Dias de liberdade!


COLÓQUIO - MUNDOS DA ESCRAVIDÃO E PÓS-EMANCIPAÇÃO: OS SIGNIFICADOS DO 13 DE MAIO DE 1888

O decreto real que instituiria em 13 de maio de 1888, o fim da escravidão em terras brasílicas irá completar, nesse ano de 2016, 128 anos de sua promulgação. Com aquele decreto real, a sociedade brasileira daquela época passaria à condição de uma das ultimas nações do globo livre da instituição escrava. Um ano depois, em 1889, viria a República Brasileira e com ela o dilema de incorporar naquela nova realidade uma parcela substantiva de sujeitos subalternos que, durante anos, tiveram que compartilhar as experiências do mundo da escravidão.

Durante todo o século XX, o dilema republicano passava pela necessidade das elites agrárias saberem lidar com a urgência do crescimento econômico e, ao mesmo tempo, fossem elas capazes de potencializar o desenvolvimento industrial brasileiro sem, como isso, utilizar-se do trabalho e da mão de obra do operariado nacional que o atrelasse às experiências do trabalho escravo de décadas anteriores.

Os significados do 13 de maio de 1888 sugeriam na primeira metade do século XX como um instrumentalizador das novas relações de trabalho que até então se constituía no Brasil. Era preciso fazer valer a expressão Abolição da escravatura e não a palavra que tinha o seu revés, emancipação, que tinha uma nítida relação apenas com a ideia de liberdade dos escravos, sem nenhuma política efetiva de incorporação desses sujeitos aos mundos da cidadania republicana.

Passados os anos, o espectro da escravidão ronda a sociedade brasileira por meio do trabalho compulsório de áreas produtoras de açúcar do sul do país, das mortes violentas de negros e negras nas principais cidades do Brasil, na luta pela demarcação e posse da terra por comunidades tradicionais que reivindicam mediante suas heranças culturais negras – aquilombadas e de senzalas – o direito costumeiros em viver naqueles locais, mesmo que contrariando os interesses de grupos empresariais do agronegócio.


Discutir esses assuntos da contemporaneidade é, sobretudo, revisitar o 13 de maio de 1888 e com ele rediscutir os significados da escravidão na formação da sociedade brasileira. O presente COLÓQUIO MUNDOS DA ESCRAVIDÃO E DO PÓS-EMANCIPAÇÃO: os significados do 13 de maio, tem  por objetivo fazer uma reflexão sobre esse assunto.

HISTÓRIA FRAGMENTADA


MÊS DA ÁFRICA - BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA


Exposição de fotos de Edmond Fortier chega a Salvador com debates e documentário na Biblioteca Pública


Em homenagem ao Dia da África – 25 de maio – a Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado, por meio das Bibliotecas Estaduais e Centro de Memória da Bahia, realizará uma série de ações que terão o continente africano como tema central. Capitaneando a programação, de 4 de maio a 22 de junho, no foyer da Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris), estará aberta à visitação a exposição “Viagem a Timbuktu - Fotografias de Edmond Fortier - Da costa da Guiné às margens do Saara em 1906”, dedicada à obra do fotógrafo francês Edmond Fortier (1862-1928). A exposição será aberta no dia 4 de maio (quarta-feira), às 18h, na Biblioteca Pública do Estado (Barris).


Anônimo, Fortier viveu a maior parte de sua vida em Dakar, no Senegal e, há 110 anos, produziu mais de 4 mil imagens da África do Oeste no início do século XX, após viajar mais de 5 mil quilômetros para chegar à cidade histórica de Timbuktu, porta do Saara, norte do atual Mali, o que deu origem à pesquisa e livro da historiadora Daniela Moreau (Edmond Fortier - Viagem a Timbuktu), que será lançado na Biblioteca. Partindo de Conakry, na costa da Guiné, Edmond Fortier penetrou no interior da África do Oeste até alcançar Siguiri, visitando cerca de 100 localidades que hoje fazem parte das Repúblicas do Senegal, da Guiné-Conakry, do Mali, da Costa de Marfim e do Benin. As fotos foram tiradas no período colonial – entre 1900 e 1923 – sendo publicadas, depois, no formato cartão-postal. Fortier foi um dos primeiros profissionais a fotografar Timbuktu, depois da ocupação francesa em 1894, e os negativos deste trabalho nunca foram encontrados. Nesta exposição, que chega a Salvador pela primeira vez, serão exibidos 52 destes postais em formato ampliado, promovendo o acesso à memória da África do Oeste e da história de seus povos.
PARA SABER MAIS ACESSE: 

Digitalização de documentos em risco foi tema de palestra no Arquivo Público do Estado da Bahia

O Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) – unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado, realizou, na quinta-feira (07/04), a palestra “Digitalizando documentos ameaçados: os livros de notas da Bahia 1664 – 1889”, com objetivo de publicizar o andamento do projeto homônimo de digitalização de 841 livros de notas que integram o acervo histórico da unidade.
A digitalização foi idealizada pelo professor e escritor, João José Reis, em parceria com a Fundação Pedro Calmon e o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de apoio da Biblioteca Britânica, mediante o Endangered Archives Program (Programa Arquivos Ameaçados de Extinção).  Coordenado pelo professor Urano Andrade, o trabalho já digitalizou, até o momento, 302 livros, ou seja, 120 mil imagens, capturadas a partir de publicações com média de 400 a 500 páginas.
Os livros de notas são variados. Vão desde escrituras de fazenda, arrendamento, trocas de bens, doação de patrimônios e transações comerciais, até registros de testamentos, posse e troca de escravos. “A história dessas personagens [os escravos] não poderiam ser contadas se não fosse a preservação desses documentos por meio digital. Sem isso, eles seriam eternamente anônimos”, disse o professor Andrade. As 450 mil imagens, no total do projeto, serão disponibilizadas ao público em 2017, A diretora do APEB, Maria Tereza Matos, explicou que "essa parceria com a UFBA, a Biblioteca Britânica e a Fundação Pedro Calmon otimiza a digitalização desses documentos em risco e a palestra teve como objetivo publicizar o andamento do projeto para a comunidade, explicar como é feito o trabalho e a importância de fazê-lo".
Na palestra, ministrada por Urano Andrade, foi mostrado o processo de captura de imagens. A digitalização segue algumas regras da Biblioteca Britânica, dentre elas, a utilização de uma câmara fotográfica DSLR, tripé 360º, obturador remoto (captura as fotografias à distância) e deve-se usar a escala de cores RGB, para que se conservem as cores naturais do arquivo. “É preciso muita atenção e critério. Temos que verificar se há dobras, fragmentos, rasgões, a ordem das páginas e verificar a qualidade das imagens após cada fotografia, e depois, ao final de cada dia. O backup é feito em dois HDs externos, por questão de segurança”, explicou Andrade.

Devido ao tempo e à má conservação, nem todos os livros de notas poderão ser digitalizados e se encontram em estado de degradação. O professor explicou que “a principal dificuldade é que alguns estão muito frágeis devido ao tempo e a falta de cuidados ao longo do tempo. O projeto não tem verba para materiais de restauração de livros, que pode chegar a cerca de R$15 mil cada um”. “Esses documentos são importantes para remontar a nossa história. Eles não podem ser esquecidos e deve ser de acesso a todos”, disse o advogado Guilherme Reis, presente na palestra. Já o estudante de História, Breno da Silva, destacou que: “a tecnologia que temos hoje é suficiente para realizar ações desse tipo. Essa digitalização é importante porque depois de publicadas, o mundo inteiro poderá ter acesso aos documentos que estão apenas no Arquivo Público hoje”. 
“A próxima fase será mais dinâmica. Os livros são menores, possuem entre 50 e 150 páginas, e são bem menos fragilizados. Atualmente, com duas pessoas trabalhando, digitalizamos dois livros por dia. Nessa próxima etapa, serão cerca de dez por dia”, frisou urano Andrade.

 Arquivo Público – Com 126 anos, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), é a segunda mais importante instituição arquivística pública do país. Em seu extenso e rico patrimônio estão custodiados documentos produzidos e acumulados no período colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são diariamente consultados por pesquisadores de todo Brasil e de outros países. Um acervo organizado e estruturado desde 1890, quando o então governador do Estado da Bahia, Manoel Victorino Pereira, por meio de Ato, criou o Arquivo Público.
FONTE: 

BOTOCUDO, MONGOIÓ E PATAXÓ

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor
Nº 155
Na certeza de que mereceu a Real Aprovação do Príncipe Nosso Senhor a indagação d que se achava por mim encarregado o Capitão mor da Conquista João Gonçalves, como Vossa Excelência me comunicou em oficio Nº 51 de 28 de Agosto próximo passado, promoveu como maior eficácia a dita exploração, e igualmente repetirei ao dito Capitão mor as instruções e ordens que lhe devem servir de norma em diligências desta natureza, e comunicadas a este Governo pelo Régio Oficio Nº 77 de 29 de Agosto de 1798, as quais ele não ignora, porém, nem sempre são aplicáveis, pois que, o Gentil Botocudo, além de ser a mais indômita espécie daqueles Selvagens, antipatiza por natureza com o Gentil Nogoió, e só repelido com força é que desiste do insulto que uma vez empreendeu, não bastando tiros, nem outros artifícios para os amedrontar, e em tais circunstâncias quase que vem a ser necessária a força para não sucumbir pela destruição em detalhe quem sofre a ferocidade daqueles bárbaros, pois que os Índios domesticados que compõem a Tropa que se emprega nestas diligências é o mesmo Nongoió, e o ataque por esse motivo se intenta com maior violência.


O Gentil Patachó que ainda o rejeito de mais difícil redução porque é vagabundo sem Aldeia ou habitação certa tem perseguido muito as Vilas da Comarca de Porto Seguro no presente ano, e maltratado os habitantes nas suas lavouras, o que praticaram ultimamente na Vila do Prado no dia três de Setembro próximo passado flechando alguns de que resultou a morte de um; as Câmaras representam, os moradores requerem providência, e o Governo só lhes pode responder com as Ordens expressas na Carta Régia de 12 de Maio de 1798, que por cópia foi remetida, e mandada observar nesta Capitania, porém, permita Vossa 

Excelência observar que aquelas Vilas diminuem sensivelmente na sua população e cultura pela deserção dos seus moradores que procuram em outros distritos viverem ao abrigo de tais incursões, porém, pela cópia junta do oficio que dirigi ao Juiz Ordinário da Vila do Prado conhecerá Vossa Excelência qual fora a resposta que dirigi aquele Juiz, não obstante reconhecer que os insultos continuaram e talvez com mais frequência, por aquela espécie de brutos acomete mais ferozmente, e do qual retira algum proveito, sem que o abrande a moderação que a seu respeito haja, pois a atribui a maior força sua, ou a fraqueza [aleijados]. Deus Guarde a Vossa Excelência. Bahia, 24 de Outubro de 1807. Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Visconde de Anadia, Conde da Ponte.       
FONTE: Arquivo Público do Estado da Bahia, Seção Colonial, Maço: 144.    



Revista Mundos do Trabalho - Chamada para publicação 2016


Informações gerais

A Revista Mundos do Trabalho, publicação semestral do GT Mundos do Trabalho da Associação Nacional de História (ANPUH), abre chamada pública de trabalhos para as edições de 2016. A submissão de artigos (dossiê e seção livre), resenhas críticas, transcrições comentadas, traduções, entrevistas e comentários sobre acervos e fontes documentais deverá obedecer ao cronograma seguinte:

De 20/04/2016 até 20/06/2016

Edição vol. 08, n. 15 (2016/1): Dossiê História Social do Trabalho na Amazônia – organização: Adalberto Paz (UNIFAP) e Lara de Castro (UNIFAP).
O dossiê sobre história social do trabalho na Amazônia receberá artigos originais, que possuam vinculação teórica, e densidade empírica, relacionados aos diferentes objetos e perspectivas inseridos na temática da edição. Nesse sentido, deverão ser submetidos textos resultantes de pesquisas dedicadas às especificidades dos mundos do trabalho amazônico, compreendidos de forma ampla, e sob os mais variados aspectos, desde os recortes “clássicos”, como os movimentos, organizações e experiências operárias, passando pela incorporação de questões raciais, gênero, cotidiano, família, lazer, etc., e as múltiplas dimensões do trabalho livre, escravo, compulsório, doméstico, e outros.

De 27/06/2016 até 27/07/2016

Edição vol. 08, n. 16 (2016/2): Dossiê Biografia e História do Trabalho – organização: Benito Schmidt (UFRGS) e Aldrin Castellucci (UNEB).

O dossiê abrigará artigos que enfoquem trajetórias de indivíduos ligados, de diferentes formas, ao mundo do trabalho, em variados recortes temporais e espaciais. A preocupação subjacente à proposta diz respeito às possibilidades analíticas/interpretativas que um estudo focado em um indivíduo pode trazer à história do trabalho. Entre outros recortes, os artigos poderão tratar de experiências de trabalhadores (escravos, libertos e livres, ou que experimentaram diversas condições ao longo de sua vida) e de militantes
vinculados a variadas correntes de pensamento que buscaram interpelar os trabalhadores (abolicionismo, socialismo, anarquismo, comunismo, trabalhismo, integralismo, catolicismo...), bem como de outros indivíduos ligados ao universo laboral (senhores, patrões, advogados, intelectuais, familiares...). Serão bem vindos ainda artigos de caráter teórico, historiográfico ou que tratem de fontes e arquivos relacionados ao tema central do dossiê “Biografia e história do trabalho”.

Pesquisadores(as) interessados(as) em submeter colaborações para as edições deverão fazê-lo pelo site http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho 
Os trabalhos recebidos serão apreciados pela Equipe Editorial e por pareceristas ad hoc.
Em caso de dúvida, entre em contato pelo e-mail: revistamundosdotrabalho@gmail.com 


CRIAÇÃO DO HOSPITAL DE LÁZAROS NA QUINTA DOS JESUÍTAS DA BAHIA


Para o Tenente Coronel Inspetor e Tesoureiro do Hospital dos Lázaros desta Cidade
Tendo sido presentes do Príncipe Regente Nosso Senhor, o grande benefício que se rogue a saúde pública desta Capitânia do estabelecimento do Lazareto, mandado construir pelo meu Excelentíssimo Predecessor, Dom Rodrigo Jozé de Menezes, na Fazenda denominada a Quinta dos Jesuítas; pois que recolhendo-se ao mesmo Lazareto, as pessoas tocadas de Morfa, e outras semelhantes enfermidades, são tratadas com o preciso desvelo, e cuidado; e ao mesmo tempo se livram os sãos, de serem infestados de um mal tão contagioso; e que facilmente lhes comunicaria, se continuassem os doentes a andar vagando pelas Ruas da Cidade; e sendo outro sim informado o Mesmo Senhor, que para conservação de um tão útil estabelecimento, impusera o dito meu Excelentíssimo Predecessor, a contribuição de 20 réis em cada alqueire de farinha, e de toda a qualidade de grãos que se recolhessem nos celeiros públicos desta Cidade. Foi servido o Príncipe Nosso Senhor pela sua Carta Régia, que houve por bem dirigir-me, em data de 25 de Agosto do ano próximo passado aprovar e conservar aquela Determinação; ordenando-me que fizesse continuar a perceber a mesma contribuição para o fim indicado, como até agora se tem praticado: o que participo a Vossa Mercê para sua inteligência, ordenando-lhe que faça Registrar este meu oficio, nos Livros dessa Administração; para que a todo o tempo conste, o solido fundamento em que desde aquela data, se acha constituído o pio Estabelecimento do Lazareto, e da contribuição emposta e aplicada para a sua conservação. Deus Guarde a Vossa Mjestade, Bahia, 21 de Janeiro de 1808. Conde da Ponte. Senhor Tenente Coronel Inspetor e Tesoureiro do Hospital dos Lázaros desta Cidade. Do mesmo teor para o Administrador Geral do Celeiro Público. Para o Capitão Mor das Ordenanças da Vila de São Francisco.
Fonte: APEB, Seção Colonial, Maço: 165.  

CONVITE: LANÇAMENTO DA REVISTA BAHIA COM HISTÓRIA


Prezados colaboradores,

A Biblioteca Virtual Consuelo Pondé da Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, têm a honra e a alegria de lhes convidar para o lançamento da 3ª edição da revista on-line Bahia com História, que acontecerá no dia 30/03/2016 às 16:00 no Gabinete da Fundação Pedro Calmon.
Será uma grande ocasião para lhes apresentar o Conselho Editorial, composto pelos professores, pesquisadores e historiadores Avanete Pereira Souza, Ediana Mendes, Gino Negro, Henrique Dias, José Carlos Barreto de Santana, Paulo Miguez, Rafael Fontes, Renato da Silveira e Robério Souza.
Gostaríamos de contar com a especial participação do artista Sérgio Rabinovitz que gentilmente contribuiu com a linda capa desta edição, além dos autores-pesquisadores Wlamyra de Albuquerque, Patrícia Valim, Vinícius Gesteira, Ronan Caires de Brito, Iara Nancy Rios, Marcus Mota, Nadja Vladi e Alcione Amos, que colaboraram com excelentes artigos, e o jornalista Nelson Cadena, com sua leitura atenta e preciosas informações.
Como a 3ª edição nunca poderia existir sem as duas primeiras, é com muito prazer e grande honra que convidamos os autores e colaboradores destas a prestigiar o mais um lançamento de nossa Revista.
Contamos com sua participação e apoio para afirmar a importância da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé e da revista Bahia com História como instrumentos de divulgação da História da Bahia para um público cada vez mais amplo.

Clíssio Santos Santana - Diretor da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé.
clissio.santana@fpc.ba.gov.br

Lançamento: 30/03 às 16:00  horas

Fundação Pedro Calmon. Av. Sete de Setembro, n° 282, Edifício Brasilgás, 8º andar – Centro. CEP 40.060-000 - Salvador - Bahia

III CNEPRE


APRESENTAÇÃO

O debate e a problematização das relações étnico-raciais é o eixo aglutinador dos Congressos Nacionais que a Unidade Acadêmica de História da UFCG tem subsidiado a partir da efetivação dos cursos de formação continuada mantidos pela Unidade em parceria com a SECADI/MEC. Aqui apresentamos a III versão do evento que é parte integrante do curso de formação continuada dedicado à temática étnica. Em suas versões anteriores os Congressos trouxeram como pontos específicos a problematização dos conceitos e das práticas sociais naquilo que concerne à identidade, alteridade e etnicidade no contexto das sociedades contemporâneas, considerando-se as implicações históricas que vetorizam as compreensões dessa tríade conceitual. Foram os Congressos, indubitavelmente, os espaços amplificadores dos debates evidenciados no cotidiano das atividades desenvolvidas no decorrer do curso na UFCG com pesquisadores de outras instituições e os termômetros demonstrativos da urgência sócio-política de avanço na efetivação de ações. A opção pelo subtítulo IGUALDADE RACIAL NO AMBIENTE ESCOLAR objetiva a que possamos ter um panorama de compreensões, proposições e interlocuções em que o território privilegiado seja o educacional, acreditando-se que o lugar que ocupa a escola e o tempo que esta abriga o processo educacional dos indivíduos em sociedade a tornam fundamental na formatação das individualidades que estão congregadas na coletividade social. Donde resulta que o ambiente escolar é uma das “células” fundantes dos modelos identitários.  Por fim, os Coordenadores do Congresso convidam os interessados no debate para se fazer presentes e, desde já, dão as boas vindas aos participantes.

Antonio Clarindo Barbosa de Souza
Marinalva Vilar de Lima

Coordenadores do Congresso