CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA
Prezado(a)s,
A Fundação Pedro Calmon,
através do Centro de Memória da Bahia, convida a todo(a)s para participar da
13ª edição do curso Conversando com a sua História. Iniciado em 2002, esse
projeto tem apresentado palestras sobre a História da Bahia nos períodos colonial,
imperial e republicano. Os encontros são abertos ao público, tornando cada
palestra uma oportunidade de debater acerca da história baiana com pessoas de
diferentes áreas, formações e interesses.
A palestra de abertura tem como
título “Africanos libertos, catolicismo e a articulação de uma comunidade
mercantil (Agoué 1840-1860)”, e será ministrada pelo professor Dr. Luis Nicolau
Parés, em 18 de maio de 2015, às 17 horas, na sala Kátia Matoso – auditório da
Biblioteca Pública do Estado da Bahia.
Contamos com sua presença!
Maiores informações e inscrição
pelo contato cmb.fpc@fpc.ba.gov.br/3117-6067
Resumo:
Esta palestra trata do
catolicismo afro-brasileiro levado para a África Ocidental por libertos
africanos vindos da Bahia, antes da chegada das missões católicas europeias, na
década de 1860. A partir da análise de duas cerimônias batismais celebradas em 1846
e 1855, na cidade de Agoué (no Benim), serão discutidos aspectos parciais da
história religiosa dos retornados agudas e como sua adesão (mais do que
conversão) ao catolicismo contribuiu para a articulação de uma comunidade
mercantil, cuja atividade principal, nesse período inicial, era o tráfico de
escravos.
Luis Nicolau Pares é doutor em
Antropologia da Religião pela School Of Oriental And African Studies University
Of London. Autor do livro A formação do Candomblé: história e ritual da nação
jeje na Bahia e co-organizador da obra Sorcery in the Black Atlantic. Desde
2004 é professor adjunto no Departamento de Antropologia da Universidade
Federal da Bahia. Especialista na área da história e antropologia das
populações afro-brasileiras e da África ocidental.
Atenciosamente,
Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro
de Memória e Arquivo Público da Bahia
Secretaria de Cultura do Estado
da Bahia
Governo do Estado da Bahia
55-71-3117-6067
SOFTWARE QUE TRANSFORMA LETRA CURSIVA EM CARACTERES
O americano Thomas Binford e sua
mulher, a brasileira Ione, se mudaram para Bangalore e criaram software que
transforma letra cursiva em caracteres.
Professor aposentado de ciência
da computação na Universidade Stanford, no coração do Vale do Silício, o
americano Thomas Binford, 70 anos,
chegou a Bangalore no começo da década passada com a mulher Ione, uma
brasileira ex-executiva da HP. Desembarcaram com cinco malas carregadas de
equipamentos e a intenção
de caçar ideias. “Mal pude
carregar meus sapatos, mas valeu a
pena”, contou Ione a INFO. Depois de dez anos e 8 milhões de dólares do
patrimônio pessoal investidos, os Binford criaram um software que transforma
letra de mão em caracteres digitais legíveis
na tela de um computador ou
tablet. Não se trata de escanear os textos.O programa é capaz de transformar
garranchos em caracteres legíveis ao interpretar os códigos que saem de cada
escrita. O sistema inventario por Tom Binford tem precisão de 94%, cerca de 7
pontos porcentuais acima de programas similares. Documentos escritos à mão,
como certidões de nascimento, ou casamento antigas, manuscritos de
empresas e formulários poderão
virar arquivos digitais de fácil localização. O princípio é interpretar os
padrões de escrita por meio de algoritmos e, com a ajuda de inteligência
artificial, análise de sistemas e de semântica, permitir que a máquina
reescreva cada frase de acordo com a gramática e o léxico de um idioma. O
primeiro será o
inglês. Em sua versão final,
prevista para este ano, o software será vendido pela Read-Ink, a empresa do
casal.
FONTE: Revista Info, setembro de
2011, páginas: 84/85.
Disponível em, http://info.abril.com.br/arquivo/2011/set.shtml
PESQUISAS NA ÁREA DE HISTÓRIA
Chamo-me Eduardo Cavalcante e
sou graduado em História pelo Instituto de Ciências Humanas e Filosofia (ICHF)
da Universidade Federal Fluminense (UFF). Possuo sólida experiência
profissional na área de pesquisa documental, tais como, coleta de dados, transcrição
e análise de documentos para os séculos XVII, XVIII, XIX e XX. Desde 1999, atuo
prestando serviços de maneira autônoma e sem vínculo empregatício para
mestrados, doutorados, pós-doutorados e outros tipos de atividades históricas,
coletando o maior número possível de informações que venha a embasar esses
trabalhos e detenho experiência prática relativa à organização e ao arranjo dos
acervos documentais dos principais arquivos do Rio de Janeiro. Compreendo bem o
idioma espanhol e este é o meu e-mail para futuros contatos: cvlcnt@uol.com.br
Para outros esclarecimentos é
possível acessar o meu currículo através deste site:
A TRAGÉDIA DO TABOÃO
"Chuvas torrenciais castigam
Salvador. Na noite de 02 de maio de 1935, dia que sucede o feriado do dia do
trabalho, a sirene do Corpo de Bombeiros é acionada motivando o trem de socorro
do 1º Grupamento de Bombeiros- Militares a se deslocarem para o bairro do
Taboão no Beco do Frazão onde acabara de acontecer desabamento de casas causado
por um deslizamento. Enquanto os bravos bombeiros buscavam por vidas no
trabalho rude da escavação da terra para descoberta dos corpos soterrados houve
um segundo deslizamento de um bloco grande de terra que encheu todo o beco de
Frazão. Alguns eram conduzidos à assistência, sendo medicado, porém, 01 oficial
e 07 praças foram soterrados".
ACESSE:
SOFTWARE PERTITE A TRANSFORMAÇÃO DE DOCUMENTOS MANUSCRITOS HISTÓRICOS EM ARQUIVOS DIGITAIS
Carta
do século XIX sobre Mesa Cartesiana
Registro da escrita
Novo
método facilita a transformação de documentos manuscritos históricos em
arquivos digitais
MARCOS
DE OLIVEIRA | ED. 230 | ABRIL 2015
A
dificuldade em manusear documentos históricos raros e manuscritos para análise
dos textos levou um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste
da Bahia (Uesb) a desenvolver um método de fotografia que facilita a
transcrição e compreensão de fenômenos linguísticos de uma época. “Existem
documentos e livros antigos para os quais o método tradicional de obtenção da
imagem por escaneamento pode prejudicar ou até destruir o original porque é
preciso, muitas vezes, dobrá-los ou desencaderná-los para uso no escâner”, diz
o professor Jorge Viana Santos, do Laboratório de Pesquisa em Linguística de
Corpus (Lapelinc) da Uesb. O objeto de estudo dos pesquisadores são livros e
documentos cartoriais manuscritos do século XIX que já tiveram grande manuseio
e cujo estado é bem frágil. “Diferentemente da fotografia, no escaneamento o
documento é que se adapta ao aparelho e não o contrário”, diz. Para a
digitalização de documentos impressos, já existem softwares bem difundidos que
levam o nome de reconhecimento óptico de caractere (OCR na sigla em inglês) e
podem ler o documento a partir de escâneres e transformá-lo em digital. Em
documentos manuscritos não existe essa possibilidade.
O
método criado pelo professor Santos em colaboração com a professora Cristiane
Namiuti Tempon, também da Uesb, começa com a captura da imagem em uma câmera
fotográfica. Para isso, o documento é assentado em uma espécie de placa plana
de plástico de cor cinza e quadriculada milimetricamente, característica que
serve para informar no computador a exata medida do papel. Denominada pelo
grupo de Mesa Cartesiana, sobre ela também são colocadas escalas de tom de
cores, informações catalográficas, paginação e sequência. A página do documento
pode tanto ser apresentada no computador com todas essas informações como
também de forma recortada, apenas a parte manuscrita.
Transcrição
em caracteres para estudo do português da época
Detalhes na tela
A
transposição do documento do mundo físico, intermediado pela fotografia, para a
formatação digital, é feita por um software desenvolvido também no Lapelinc.
Ele permite interpretar esses dados e recuperar numa tela de computador os tons
e cores originais de um documento. Assim, o método faz a transposição de
documentos manuscritos históricos para a formação de conjuntos de textos
eletrônicos com aspecto próprio para pesquisa científica.
As
vantagens do Método Lapelinc se expandem também na facilidade de aumentar o
texto original na tela do computador para verificar detalhes ou tirar dúvidas
em relação à escrita. Com o documento digital é possível fazer várias consultas
sem deteriorar o material histórico. Segundo Santos, o novo método contribui
para a análise dos paleógrafos, especialistas que leem o texto para estudos de
linguagem e fazem a transcrição e adaptação ao português atual se for o caso. A
linguística de corpus (texto para análise) necessita do original em caracteres
para a compilação de corpora (conjunto de corpus) para análise linguística
automática. “Nosso método permite montar o corpus eletrônico que forma um banco
de dados no qual é possível identificar cada palavra e etiquetá-la, facilitando
o trabalho do linguista na busca pelo seu objeto de estudo; pode-se, assim,
etiquetar substantivos e verbos, por exemplo”, diz Santos. “O historiador pode
ler na linguagem de hoje, mas o linguista quer saber como o texto foi concebido
naquela época para determinar o padrão e a evolução da linguagem.”
O trabalho
de estrutura do Método Lapelinc começou em 2008 e ainda não terminou, faltando
a finalização do software para fazer a transcrição e a edição do texto. Todo o
sistema criado na Uesb também pode ser útil em outras instituições acadêmicas e
até em empresas. “Fazemos pesquisa e um apoio externo ou comercial não muda
nosso trabalho, mas o protótipo pode levar a um produto, porque o método é
passível de uma patente. No momento estamos finalizando seu desenvolvimento”,
explica Santos. O trabalho teve financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa
do Estado da Bahia (Fapesb), do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e
Tecnológica (CNPq) e da própria universidade.
Artigo
científico
Santos,
J. V. e Brito, G. S. Fotografia técnica de documentos para formação de corporadigitais eletrônicos: o método desenvolvido no Lapelinc. Letras & Letras.
v. 30, n. 2, p. 421-30. jul./dez. 2014.
ACESSE A FONTE: http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/04/10/registro-da-escrita/
Todos os créditos: Marcos de Oliveira
Capes seleciona projetos educacionais para serem financiados
Esta dica é para professores,
pesquisadores e estudantes que têm o sonho de desenvolver projetos de pesquisa
no exterior. Já estão abertas as inscrições para o programa Cooperação
Internacional da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
A Capes, por meio do Programa
Geral de Cooperação Internacional, vai selecionar até 60 projetos conjuntos de
pesquisa, parcerias universitárias e candidaturas individuais em qualquer área
do conhecimento durante o ano de 2015.
Criada com o objetivo de
fomentar projetos educacionais de pesquisa entre grupos brasileiros e
estrangeiros, a iniciativa vai selecionar até 60 trabalhos, de qualquer área do
conhecimento, para serem financiados em 2015.
Os escolhidos podem ganhar
missões de trabalho, bolsas de estudos e até R$ 10 mil para custear as
atividades de seus projetos de pesquisa no exterior.
Os interessados podem se
inscrever até 30 de abril no programa. Basta acessar o site da Capes e escolher
uma das oportunidades oferecidas nos mais de 20 países que possuem parceria com
a entidade.
Este é o primeiro período de
inscrições para o programa Cooperação Internacional. De acordo com cronograma
da Capes, desta etapa – que se encerra no fim de abril – serão selecionados 15
projetos de pesquisa.
Mais informações:
Fonte: Canal do Ensino.
CIRCUITO DA CELEBRAÇÃO DA HERANÇA AFRICANA - CEMITÉRIO DOS PRETOS NOVOS
A
transferência do mercado de escravos da região da Rua Primeiro de Março (antiga
Rua Direita) para a do Valongo implicou mudança do Cemitério dos Pretos Novos
do Largo de Santa Rita para o Caminho da Gamboa - hoje a Rua Pedro Ernesto 32,
endereço do Instituto Pretos Novos (IPN). Pretos Novos eram os cativos
recém-chegados ao Brasil. Muitas vezes, não resistiam aos maus tratos da viagem
desde a África e morriam pouco depois de desembarcar. O sítio arqueológico foi
descoberto em 1996, quando moradores reformavam a casa. Arqueólogos
identificaram milhares de fragmentos de restos mortais de jovens, homens,
mulheres e crianças, africanos recém-chegados.
Considerado
o maior cemitério de escravos das Américas, estima-se que tenham sido
enterrados de 20 a 30 mil pessoas, embora nos registros oficiais esses números
sejam menores, 6.122 entre 1824 e 1830. Seus corpos foram jogados em valas e
queimados. A área servia também como depósito de lixo, o que revela o
tratamento indigno aos africanos escravizados. Além de ossos humanos, havia
também pertences dos pretos novos, como restos de alimentos e objetos de uso
cotidiano descartados pela população. A análise do sítio constatou que a maior
parte dos ossos pertence a crianças e adolescentes. Hoje a casa funciona como
centro cultural para o resgate da história da cultura africana e oferece cursos
e oficinas, além de uma biblioteca sobre a temática negra.
O IPN
fica aberto de terça a sexta-feira, das 13h às 18h. Para visitar aos sábados,
domingos e feriados, é preciso agendar pelo telefone (21) 2516-7089.
The African oil palm in Bahia, Brazil: Past, present, and potential of an Afro-Brazilian landscape
A
subspontaneous grove of African oil palms at the foot an intertidal mangrove
forest in the Pau d’Oleo district of Igrapiuna, Bahia. Photo by Case Watkins.
In
1991, the Secretary of Culture in the northeastern Brazilian state of Bahia
officially designated an eighty-kilometer strip of its Atlantic shores as the
Costa do Dendê, or Palm Oil Coast, in a formal nod to the dense stands of
African oil palms that had come to dominate local landscapes. Part of a broader
initiative to promote tourism, the move branded the region as the main source
of Bahian palm oil—long a fundamental material component of vibrant
Afro-Brazilian culinary and religious cultures practiced throughout the
country. Culminating at least five centuries of transatlantic social, economic,
and ecological development, Bahia’s African oil palm groves emerged as a
veritable Afro-Brazilian landscape.
Acesse
a página:
PORTAL DA INCONFIDÊNCIA
Nas
décadas de 1970 e 1980 a Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais imprimiu,
em 11 volumes, e sob os auspícios da Câmara dos Deputados, os Autos de Devassa
da Inconfidência Mineira, em edição comentada e há muitos anos já esgotada.
A
partir de tais volumes digitalizados pelo Arquivo Público Mineiro, existentes
na Biblioteca Luiz de Bessa, a Imprensa Oficial, mediante exaustivo trabalho
técnico, transformou as cerca de 5.500 imagens em formatação que possibilitou
aplicação de um completo sistema de buscas praticamente isento dos comuns erros
que aparecem nesse tipo de transposição.
E mais:
ambas as formas podem ser vistas lado a lado, comparando-as, ou seja, os 11
volumes originais da edição dos anos 1970 e 1980 em imagem ao lado da
apresentação em pdf que possibilita a utilização do sistema de busca.
A
iniciativa representa um salto enorme no sentido de democratizar as informações
contidas nos Autos de Devassa da Inconfidência Mineira – ADIM - à sociedade,
através do citado sistema de buscas e também com o gradativo acrescentamento,
em ícones específicos, da possibilidade de acesso a trabalhos científicos
afetos ao tema produzidos e disponíveis através de links de instituições de
ensino e pesquisa. Outros ícones também serão continuamente alimentados com
iconografias de cidades históricas mineiras, livros, revistas e jornais
contendo materiais relativos ao assunto.
Tudo
isto única e exclusivamente no sentido de dotar os historiadores e
pesquisadores de mais ferramentas e informações que permitam, continuamente,
trazer mais luzes a um dos maiores, senão o maior, movimento libertário
nacional.
Democratizando
informações históricas, a Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, este
Estado da Liberdade, por sua essência e natureza, tem plena convicção de estar
cumprindo sua missão institucional de fomento e apoio à cultura.
Apoio
que a Imprensa Oficial também recebe neste projeto das várias instituições e
entidades parceiras desta Autarquia, cujas marcas e breves opiniões estão
contidas a seguir, continuando as frutíferas colaborações recíprocas agregadas
recentemente.
O
lançamento, na abertura da Semana da Inconfidência de 2015, na cidade de
Tiradentes, ainda mais acentua a responsabilidade histórica da Imprensa Oficial
do Estado de Minas Gerais, nascida em Ouro Preto, cidade do lançamento, há 123
anos, precisamente no dia 21 de abril de 1892, do número inaugural do Diário
Oficial “Minas Gerais”.
Imprensa
Oficial do Estado de Minas Gerais
Iº LEILÃO DE DOCUMENTOS HISTÓRICOS DO BRASIL
"Caro
amigo Colecionador,
É com
imensa satisfação que apresentamos o nosso 1º Leilão de Documentos Históricos
do Brasil, a ser realizado no dia 27 de abril de 2015, em sessão única, às
20h00.
Os
documentos de legislação impressa vão desde o Reinado de D. João V, na Colônia,
até D. Pedro II, no Império, com temas que variam desde Justiça até Exército e
Marinha, passando por Numismática, Administração Pública, Medicina, entre
outros. A maior parte dos lotes situa-se cronologicamente entre 1816 e 1821,
período de grande efervescência política bem representado nos documentos deste
leilão.
O
catálogo virtual já se encontra no site http://www.flaviasantosleiloes.com.br,
a exposição física acontecerá no dia 22 de abril de 2015 das 10h00 as 20h.
Necessário agendar visita pelo telefone de (11) 98744-4473.
Obs.:
Deste leilão não será feita a venda de lotes remanescentes.
Cordialmente",
Flávia
Santos
África-Brasil: número de escravizados é quase o dobro do estimado
Pesquisadores
de universidades do Brasil, Estados Unidos e Inglaterra, concluíram que o
número de escravizados levados para o Brasil é maior do que se estimava.
Segundo os dados, que podem ser encontrados no site www.slavevoyages.org, foram
cerca de 1.700.000 (um milhão e setecentos mil) africanos trazidos, na condição
de escravos, para a Bahia e não 1.200.000, como afirmavam estudiosos, como o
escritor e fotógrafo Pierre Verger.
“Definitivamente,
agora, temos um conhecimento mais aprofundado do comércio baiano de escravos.
Mas, graças ao trabalho de Pierre Verger, Luiz Viana Filho e de uma geração de
historiadores, já tínhamos noção do papel da Bahia no tráfico transatlântico de
africanos”, afirma o historiador Carlos Silva Junior. O pesquisador baiano está
na Inglaterra, onde desenvolve uma pesquisa de doutoramento na Wilberforce
Institute to the Study of Slavery and Emancipation (WISE) da University of
Hull, Reino Unido e comentou a pesquisa para o portal Correio Nagô.
Até o
século XIX, por ano, a Bahia importou uma média de cinco a oito mil
escravizados, sendo que muitos deles eram da Angola. “Então, a Bahia tem muito
de Angola”, conclui Carlos Silva, destacando ainda que a população de Angola,
embora importante, desde o século XVIII era inferior numericamente aos jejes,
minas e no século XIX aos nagôs. Um dado relevante para a pesquisa.
De
acordo com os indicadores, quase 200 mil escravizados morreram durante a
travessia do continente africano para as terras baianas, no período do tráfico.
Segundo o banco de dados atualizado, mais de 1.736.308 pessoas foram embarcadas
na costa da África com o destino para a Bahia. Deste total, cerca de 1.550.335
chegaram vivos ao local.
Sobre a
pesquisa, o doutorando Carlos Silva Junior diz que esse novo levantamento traz
uma abordagem sobre a realidade brasileira atual. “Ele [estudo] apresenta de
maneira indiscutível o drama que foi o tráfico de escravos, mostra o que há de
‘África entre nós’, ajuda a entender a formação cultural da população
brasileira, o legado da escravidão e da situação da população negra hoje. Que
esses dados não sejam apenas números em tabelas, mas ajudem a refletir sobre o
legado da escravidão na sociedade brasileira, até os dias atuais”, frisa.
Acesse a matéria na íntegra: http://correionago.com.br/portal/africa-brasil-numero-de-escravizados-e-quase-o-dobro-do-estimado/
Exposição cartográfica remonta história do Brasil e sua relação com Portugal e Espanha
A
exposição “A História do Brasil revelada através da Cartografia” será lançada
dia 16 de abril e segue em cartaz até 17 de maio, no Salvador Trade Center. A
mostra, composta por 13 mapas, apresenta a formação do território brasileiro no
período colonial, além das relações entre o país e Portugal e Espanha. Através
de símbolos, imagens, cores, escritas e desenhos primitivos a exposição remonta
as transformações históricas, econômicas e políticas ao longo de dois séculos e
meio. Esta é a primeira mostra do “Ciclo de Exposições Domínio Público”, que
tem o objetivo de transmitir informações sobre a construção da soberania
política e da ordem jurídica sobre o território nacional e seus reflexos e
desdobramentos na sociedade e na vida dos cidadãos.
Serviço
O QUÊ:
“O Ciclo de Exposições Domínio Público – A História do Brasil revelada através
da Cartografia”
ONDE:
Salvador Trade Center
QUANDO: Abertura 16 de abril (quinta-feira), às
18h30. Segue em cartaz até 17 de maio. Segunda a sexta, das 9h às 20h / Sábado,
das 9h às 17h
QUANTO:
Gratuito
Encontro Nacional dos Estudantes de Arquivologia (ENEArq)
O
Encontro Nacional dos Estudantes de Arquivologia (ENEArq) é um encontro
organizado pela Executiva Nacional dos Estudantes do Brasil (ENEA) com a
participação dos Centros e Diretórios Acadêmicos de Arquivologia das
universidades brasileiras.
O
encontro tem por objetivo reunir estudantes dos cursos de Arquivologia em torno
de problemáticas ligadas ao desenvolvimento científico e prático do estudante
de Arquivologia, além da formação do futuro Profissional Arquivista, e dos
possíveis espaços de diálogo do arquivista com a sociedade, debatendo as novas
tendências da Arquivologia e da Tecnologia, aliando-as aos aspectos sociais,
políticos e econômicos da realidade brasileira.
O
evento pretende na sua 19ª edição promover a integração entre estudantes e
futuros profissionais arquivistas de todo país. Na edição anterior do evento
realizada em agosto de 2014 na Paraíba, a cidade de Salvador foi escolhida por
unanimidade como sede da edição 2015 do ENEArq. A capital do Estado da Bahia
sediará pela terceira vez na história este evento sendo que a primeira vez se
deu ano de 2000. Sob a organização do Diretório Acadêmico de Arquivologia da
UFBA (DAArq) e demais estudantes do curso, o encontro pretende reunir os
estudantes dos 16 cursos de Arquivologia existentes em todo o Brasil. Em sua
décima nona edição o encontro trás o tema “Arquivologia na Contemporaneidade:
transformações, desafios e tendencias”. O evento ocorrerá entre os dias 27 à 31
de Julho de 2015.
CONTANDO HISTÓRIAS E PRESERVANDO MEMÓRIAS
A juíza
Andremara dos Santos, titular da 2ª Vara, e que comandou os trabalhos, destacou
a cerimonia de livramento condicional de 12 internos, seguida da visita ao
Centro de Documentação da Lemos Brito, que abriga em seu acervo parte
significativa da história do sistema prisional da Bahia. “Esta parte está sendo
resgatada pelo trabalho dos historiadores Cláudia Moraes Trindade e Urano de
Cerqueira Andrade, com achados importantíssimos sobre a história prisional do
regime da última ditadura”, disse a magistrada.
Acesse a Fonte na íntegra:
TJBA
Veja também:
DNA identifica origem de escravos trazidos à América
Maxilar e mandíbula de
esqueleto do século XVII encontrado na ilha caribenha de St. Martin(H.
Schroeder et. al/PNAS/Divulgação)
Estudo revelou que corpos enterrados no Caribe entre 1660 e 1688 vieram de Camarões, Gana e Nigéria.
Cientistas utilizaram um método
de análise de DNA para revelar a origem de escravos africanos enterrados há
mais de 300 anos em uma colônia holandesa no Caribe. O estudo foi feito a
partir dos esqueletos de dois homens e uma mulher encontrados em 2010 na ilha
de St. Martin. Conhecidos como os "três de Zoutsteeg", eles
possivelmente vieram de uma região onde hoje se localizam Camarões, Gana e
Nigéria.
É difícil determinar a
procedência dos mais de 10 milhões de africanos trazidos como escravos ao
continente americano, entre 1500 e 1850. Os poucos dados disponíveis sobre a
época revelam em qual porto essas pessoas embarcaram, mas seus países de origem
permanecem um mistério. A descoberta, publicada online na segunda-feira no
periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), pode ajudar a
investigar de onde vieram os escravos.
Por meio de um estudo anterior
nos "três de Zoutsteeg", o arqueólogo Hannes Schroeder, da
Universidade de Copenhague, tinha evidências de que o trio nasceu na África e
foi enterrado entre 1660 e 1688. Para aprofundar o estudo sobre sua origem,
precisaria sequenciar seu DNA. O problema é que o clima quente e úmido do
Caribe degradou o material genético nos ossos dos escravos.
"As descobertas revelam as
primeiras provas da origem étnica dos africanos explorados durante a
escravidão", diz o estudo. A pesquisa também "demonstra que os
elementos do genoma permitem responder a perguntas que careciam de provas há
muito tempo".
O método permitirá avançar nos
estudos sobre esqueletos encontrados em regiões tropicais, que contêm poucos
vestígios de material genético em função do clima quente.
(Com AFP)
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de DNA polinésio em índios botocudos
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Curso conta a história do Cangaço na Bahia
O Instituto Geográfico e
Histórico da Bahia promove o mini-curso “O Cangaço na Bahia”, que será
realizado de 8 a 10 de abril, das 14h às 17h, sob a coordenação do historiador
Rubens Antonio.
O Cangaço foi um movimento que
agitou o Nordeste, com reflexos que se estenderam desde então. Muito daquilo
que é verdadeiro, que é fato, está, atualmente, deturpado, obscurecido por
camadas e camadas de recontares, lendas, especulações, facciosidades.
O conhecimento dos principais
eventos a ele relacionados, porém, é ainda muito limitado. Daí, este curso
buscar não só esclarecer como apontar elementos que referenciem o estado de
arte do conhecimento. Assim, será trabalhado o sabido e documentado de eventos
como combates, abrangências, disposições várias que constituem, muitas vezes,
pontos-de-partida para o verdadeiro entendimento enquanto fenômeno histórico.
Acompanhe a Programação:
Dia 8 - 1924 a 1929: Cangaço em
ascensão
Alvorada lampiônica
As primeiras notícias
O crescendo do temor
Reações pomposas e inúteis
A chegada efetiva
As primeiras sagas e tragédias
Perplexidades
Dia 9 - 1929 a 1933: Cangaço tonitruante
O apogeu do Cangaço na Bahia
A melhor percepção
Menos perdas
Subgrupos e domínios
Início do contra-ataque
Violência de lado a lado
Dia 10 - 1933 a 1940: Derrocada do Cangaço
Grandes perdas
Marcando passo
Às portas do fim
Lá, apaga-se o Lampeão
Cá, apaga-e o Corisco
Olhando para frente
Mitificação
Olhando para trás
Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
Avenida Joana Angélica, 43 -
Piedade
Salvador - BA
71 3329 4463/6336
DA BAHIA A PERNAMBUCO DE JANGADA
Diz José de Barros Vieira morador na Subauma
Distrito da Torre, onde por ser pobre vive de plantar mandiocas e fabricar
farinhas, que em uma sua jangada vem dispor no Celeiro Público desta Ciadade. Que
em um dos dias primeiros do mês de maio deste ano de 1806, achando-se o
suplicante no seu porto, e nos trabalhos de conduzir para esta Cidade as suas
farinhas, foi obrigado à ordem de Vossa Excelência e intimado pelo Sargento do
dito Distrito, para na referida jangada conduzir a Joze Bento, Alferes do
Regimento do mesmo Distrito, para a Cidade de Pernambuco com carta de Vossa
Excelência, dirigida ao Excelentíssimo Governador da dita Cidade, e que na
volta [desta] viagem seria o suplicante satisfeito; obedeceu o suplicante, e
apesar do grande prejuízo de mais de 60$ réis nas farinhas que deixou de
conduzir, fez a dita viagem, e na volta, além de sustentar-se a sua custa,
arriscou a sua vida, pois que pelo tempo invernoso que sobreveio, andou quase
naufragante três dias sem comer, nem beber, até que por mercê do céu veio ao
porto com grande trabalho; e como para ser o suplicante pago pela Real Fazenda,
tem o dito Sargento enviado carta, competente ao Secretário deste Estado, e não
tem sido o suplicante pago do grande desvelo e trabalho que na referida viagem
teve em quinze dias que gastou de ida e vinda. Portanto Ilustríssimo e
Excelentíssimo Senhor, peça a Vossa Excelência se digne atender a pobreza do
suplicante e tudo mais referido, arbitrando e mandando-lhe pagar o seu
trabalho.
Pela informação do S. Mor. Junto a este fará Vossa
Excelência o que for servido. Quartel da Torre, 6 de outubro de 1806. Antonio
Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque. Coronel.
FONTE: Arquivo Público do Estado da Bahia -
Seção Colonial, Cartas ao Governo - Maço: 208.
Divining Slavery and Freedom: The Story of Domingos Sodré, an African Priest in Nineteenth-Century Brazil (New Approaches to the Americas)
Since
its original publication in Portuguese in 2008, this first English translation
of Divining Slavery has been extensively revised and updated, complete with new
primary sources and a new bibliography. It tells the story of Domingos Sodré,
an African-born priest who was enslaved in Bahia, Brazil in the nineteenth
century. After obtaining his freedom, Sodré became a slave owner himself, and
in 1862 was arrested on suspicion of receiving stolen goods from slaves in
exchange for supposed 'witchcraft'. Using this incident as a catalyst, the book
discusses African religion and its place in a slave society, analyzing its
double role as a refuge for blacks as well as a bridge between classes and
ethnic groups (such as whites who attended African rituals and sought help from
African diviners and medicine men). Ultimately, Divining Slavery explores the
fluidity and relativity of conditions such as slavery and freedom, African and
local religions, personal and collective experience and identities in the lives
of Africans in the Brazilian diaspora.
http://www.amazon.co.uk/Divining-Slavery-Freedom-Nineteenth-Century-Approaches/dp/1107079772/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1425205768&sr=1-1&keywords=brazil+slavery
PESQUISAS NA ÁREA DE HISTÓRIA
Chamo-me
Eduardo Cavalcante e sou graduado em História pelo Instituto de Ciências
Humanas e Filosofia (ICHF) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Possuo
sólida experiência profissional na área de pesquisa documental, tais como,
coleta de dados, transcrição e análise de documentos para os séculos XVII,
XVIII, XIX e XX. Desde 1999, atuo prestando serviços de maneira autônoma e sem
vínculo empregatício para mestrados, doutorados, pós-doutorados e outros tipos
de atividades históricas, coletando o maior número possível de informações que
venha a embasar esses trabalhos e detenho experiência prática relativa à
organização e ao arranjo dos acervos documentais dos principais arquivos do Rio
de Janeiro. Compreendo bem o idioma espanhol e este é o meu e-mail para futuros
contatos: cvlcnt@uol.com.br
Para outros esclarecimentos é possível acessar o
meu currículo através deste site:
Forte do Barbalho poderá ser o principal centro de memória da ditadura em Salvador
Em reunião na qual foram
discutidas as demandas da Comissão Estadual da Verdade (nesta sexta-feira, 6),
o chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Bruno Dauster, sugeriu que o Forte
do Barbalho, em Salvador, seja transformado no principal centro de memória da
ditadura na cidade, por ter sido o maior local de tortura de presos políticos.
Dauster, que também foi preso
político e sofreu torturas, discutiu e prometeu apoio à CEV em ações de
execução imediata, a exemplo da melhoria nas instalações dos locais de
pesquisas, contratação de pessoal técnico e ampliação do setor de comunicações,
com novas formas de divulgação do trabalho que vem sendo feito pela entidade.
LOCAL SIMBÓLICO
Na opinião de Dauster, o Forte
do Barbalho é o espaço mais representativo da memória da ditadura por ter sido
grande centro de tortura. Outro local que está sendo transformado em espaço de
memória é a Galeria F, ala dos presos políticos na Lemos Brito, em convênio da
CEV e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização. Mais dois
centros são a casa de Carlos Marighella, na Baixa dos Sapateiros, e o Memorial
aos Mártires, em homenagem a Carlos Lamarca e José Campos Barreto, assassinados
em 1971 no povoado de Pintadas, no município de Ipupiara (BA). No Forte do
Barbalho já existem uma placa representativa na entrada e foi preservada uma
cela na qual presos eram torturados.
A CEV apurou as violações dos
direitos humanos cometidas na Bahia de 1964 a 1985 e identificou 538 pessoas
vítimas da repressão política no Estado. Dos 426 brasileiros mortos ou
desaparecidos, 34 são baianos e, dentre esses, 10 tombaram na Guerrilha do
Araguaia. Foram ouvidas 69 pessoas em Salvador e Feira de Santana, entre
vítimas e parentes de vítimas da ditadura.
A Comissão Estadual da Verdade
é formada pelo jornalista Carlos Navarro, que atualmente a coordena,
professoras Amabília Almeida e Dulce Aquino, professor Joviniano Neto,
jornalista Walter Pinheiro e os advogados Jackson Azevedo e Vera Leonelli.
Galeria que abrigou presos políticos será espaço de memória da ditadura
A Galeria F, situada no prédio
circular com um total de 119 celas, encontra-se desativada
A Galeria F, ala dos presos
políticos na Penitenciária Lemos Brito, será transformada em um espaço de
memória da ditadura.
A decisão foi anunciada pelo
titular da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da
Bahia-Seap, Nestor Duarte Neto, nesta quarta-feira (4/2) após visita ao espaço
no dia anterior, em companhia de dois integrantes da Comissão Estadual da Verdade,
Carlos Navarro (coordenador) e Joviniano Neto, e do diretor da Penitenciária
Lemos Brito, Everaldo Jesus de Carvalho.
O coordenador da Comissão
Estadual da Verdade - Bahia, Carlos Navarro, explica que a transformação da
Galeria F em espaço de memória é um antigo anseio dos presos políticos que por
lá passaram, entre eles José Carlos Zanetti e Emiliano José que fizeram a
sugestão à CEV.
A Galeria F, situada no prédio
circular com um total de 119 celas, encontra-se desativada.
Por lá passaram 85 presos
políticos, entre eles o jornalista e escritor Emiliano José, que ficou preso
por quatro anos (1971-1974). Ele é autor de livros relatando o horror dos anos
de chumbo naquela galeria.
A historiadora Cláudia
Trindade, que desenvolve um trabalho de pesquisa no Centro de Documentação da
Penitenciária, já localizou diversos prontuários de presos políticos até hoje
não registrados pela CEV e outras entidades.
O diretor da PLB, Everaldo
Jesus de Carvalho, disse que o projeto prevê também transformar o espaço em um
Centro Dinâmico de Cultura Prisional, com escolas profissionalizantes e outras
atividades.
ACESSE A FONTE:
Arquivo Público do Estado da Bahia: 125 anos
No dia 16 de janeiro, o Arquivo
Público do Estado da Bahia celebrou 125 anos de existência. Nesta trajetória,
momentos importantes merecem destaque, como o gradativo crescimento, resultado
da intensificação do recolhimento e da aquisição de acervos públicos e
privados. O Arquivo sempre manteve o caráter singular de repositório dos
documentos acumulados pelas atividades desenvolvidas pelo Estado. Mas, teve o
sentido de sua missão reelaborado para dialogar com as mudanças do presente. De
órgão exclusivamente administrativo enquanto “depósito da história” e mais
tarde, difusor cultural e instrumento de democratização do Estado, o Arquivo
vem sendo reconfigurado para as novas demandas do século XXI, fortalecido como
um espaço legítimo de cidadania.
A ideia de modernizar a
instituição remonta ao final da década de 1970. Com este propósito, o Governo
do Estado da Bahia transferiu a sede da Rua Carlos Gomes para o Solar da Quinta
do Tanque, na Baixa de Quintas, em 1980, possibilitando a instalação dos laboratórios
de restauração e microfilmagem. O restauro do forro, assoalho e telhado do
Solar, e a requalificação dos sistemas elétrico, lógico e telefônico,
realizados entre 2013 e 2015, evidencia a retomada do processo de modernização
com vistas à institucionalização da digitalização para fins de acesso e
preservação.
Investimentos, também, foram
direcionados ao tratamento técnico do acervo custodiado, notadamente de
descrição multinível, restauro e digitalização. O objetivo se concentrou no
interesse de qualificar o Arquivo Público do Estado como polo difusor de
informações para apoiar as decisões governamentais de caráter
político-administrativo, subsidiar o cidadão na defesa de seus direitos e
incentivar a produção acadêmico-científica e cultural.
Os conjuntos documentais
“Tribunal da Relação do Estado do Brasil e da Bahia: 1652-1822”; “Registros de
Entrada de Passageiros no Porto de Salvador: 1855 a 1964” e “Cartas Régias
1648-1821” confirmam o valor excepcional do acervo do APEB ao serem nominados “Memória
do Mundo” pelo Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da
UNESCO, em 2008, 2010 e 2013 respectivamente.
Deve-se ressaltar ainda o
empenho para disciplinar a gestão documental e o acesso à informação pública,
com a oficialização da primeira Tabela de Temporalidade de Documentos da
Administração Pública do Poder Executivo – Atividades Meio (2010), e do Plano
de Classificação de Documentos.
A despeito de todas as
realizações, o Arquivo Público deverá transpor inúmeros desafios: a expansão de
bases de dados; o amplo acesso à informação integrando-o às redes virtuais; o
restauro e a digitalização em larga escala; o tratamento arquivístico de
documentos em formato digital; a orientação técnica a órgãos do Poder
Executivo, às Prefeituras e Câmaras Municipais; além da oferta renovada de
serviços educativos e culturais, com a finalidade de assegurar a aproximação
com as instituições educacionais e o público em geral.
Um passo importante que
contribuirá para superar parte dos desafios apontados se concretizou em
dezembro de 2014, com a institucionalização no âmbito da Secretaria de Cultura,
do Colegiado de Arquivos e Memória, representado pela sociedade civil e pelo
poder público, com a finalidade de fortalecer o segmento.
Atento às demandas dos cidadãos
e da administração pública, o Arquivo Público do Estado da Bahia, merece justas
homenagens pela passagem dos 125 anos. O Arquivo Público reafirma o compromisso
de aperfeiçoar e ampliar o acesso e a salvaguarda da memória da Bahia e do
Brasil em benefício das gerações atuais e futuras.
Maria Teresa Navarro de Britto
Matos
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