PESQUISAS NA ÁREA DE HISTÓRIA
Chamo-me
Eduardo Cavalcante e sou graduado em História pelo Instituto de Ciências
Humanas e Filosofia (ICHF) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Possuo
sólida experiência profissional na área de pesquisa documental, tais como,
coleta de dados, transcrição e análise de documentos para os séculos XVII,
XVIII, XIX e XX. Desde 1999, atuo prestando serviços de maneira autônoma e sem
vínculo empregatício para mestrados, doutorados, pós-doutorados e outros tipos
de atividades históricas, coletando o maior número possível de informações que
venha a embasar esses trabalhos e detenho experiência prática relativa à
organização e ao arranjo dos acervos documentais dos principais arquivos do Rio
de Janeiro. Compreendo bem o idioma espanhol e este é o meu e-mail para futuros
contatos: cvlcnt@uol.com.br
Para outros esclarecimentos é possível acessar o
meu currículo através deste site:
Forte do Barbalho poderá ser o principal centro de memória da ditadura em Salvador
Em reunião na qual foram
discutidas as demandas da Comissão Estadual da Verdade (nesta sexta-feira, 6),
o chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Bruno Dauster, sugeriu que o Forte
do Barbalho, em Salvador, seja transformado no principal centro de memória da
ditadura na cidade, por ter sido o maior local de tortura de presos políticos.
Dauster, que também foi preso
político e sofreu torturas, discutiu e prometeu apoio à CEV em ações de
execução imediata, a exemplo da melhoria nas instalações dos locais de
pesquisas, contratação de pessoal técnico e ampliação do setor de comunicações,
com novas formas de divulgação do trabalho que vem sendo feito pela entidade.
LOCAL SIMBÓLICO
Na opinião de Dauster, o Forte
do Barbalho é o espaço mais representativo da memória da ditadura por ter sido
grande centro de tortura. Outro local que está sendo transformado em espaço de
memória é a Galeria F, ala dos presos políticos na Lemos Brito, em convênio da
CEV e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização. Mais dois
centros são a casa de Carlos Marighella, na Baixa dos Sapateiros, e o Memorial
aos Mártires, em homenagem a Carlos Lamarca e José Campos Barreto, assassinados
em 1971 no povoado de Pintadas, no município de Ipupiara (BA). No Forte do
Barbalho já existem uma placa representativa na entrada e foi preservada uma
cela na qual presos eram torturados.
A CEV apurou as violações dos
direitos humanos cometidas na Bahia de 1964 a 1985 e identificou 538 pessoas
vítimas da repressão política no Estado. Dos 426 brasileiros mortos ou
desaparecidos, 34 são baianos e, dentre esses, 10 tombaram na Guerrilha do
Araguaia. Foram ouvidas 69 pessoas em Salvador e Feira de Santana, entre
vítimas e parentes de vítimas da ditadura.
A Comissão Estadual da Verdade
é formada pelo jornalista Carlos Navarro, que atualmente a coordena,
professoras Amabília Almeida e Dulce Aquino, professor Joviniano Neto,
jornalista Walter Pinheiro e os advogados Jackson Azevedo e Vera Leonelli.
Galeria que abrigou presos políticos será espaço de memória da ditadura
A Galeria F, situada no prédio
circular com um total de 119 celas, encontra-se desativada
A Galeria F, ala dos presos
políticos na Penitenciária Lemos Brito, será transformada em um espaço de
memória da ditadura.
A decisão foi anunciada pelo
titular da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da
Bahia-Seap, Nestor Duarte Neto, nesta quarta-feira (4/2) após visita ao espaço
no dia anterior, em companhia de dois integrantes da Comissão Estadual da Verdade,
Carlos Navarro (coordenador) e Joviniano Neto, e do diretor da Penitenciária
Lemos Brito, Everaldo Jesus de Carvalho.
O coordenador da Comissão
Estadual da Verdade - Bahia, Carlos Navarro, explica que a transformação da
Galeria F em espaço de memória é um antigo anseio dos presos políticos que por
lá passaram, entre eles José Carlos Zanetti e Emiliano José que fizeram a
sugestão à CEV.
A Galeria F, situada no prédio
circular com um total de 119 celas, encontra-se desativada.
Por lá passaram 85 presos
políticos, entre eles o jornalista e escritor Emiliano José, que ficou preso
por quatro anos (1971-1974). Ele é autor de livros relatando o horror dos anos
de chumbo naquela galeria.
A historiadora Cláudia
Trindade, que desenvolve um trabalho de pesquisa no Centro de Documentação da
Penitenciária, já localizou diversos prontuários de presos políticos até hoje
não registrados pela CEV e outras entidades.
O diretor da PLB, Everaldo
Jesus de Carvalho, disse que o projeto prevê também transformar o espaço em um
Centro Dinâmico de Cultura Prisional, com escolas profissionalizantes e outras
atividades.
ACESSE A FONTE:
Arquivo Público do Estado da Bahia: 125 anos
No dia 16 de janeiro, o Arquivo
Público do Estado da Bahia celebrou 125 anos de existência. Nesta trajetória,
momentos importantes merecem destaque, como o gradativo crescimento, resultado
da intensificação do recolhimento e da aquisição de acervos públicos e
privados. O Arquivo sempre manteve o caráter singular de repositório dos
documentos acumulados pelas atividades desenvolvidas pelo Estado. Mas, teve o
sentido de sua missão reelaborado para dialogar com as mudanças do presente. De
órgão exclusivamente administrativo enquanto “depósito da história” e mais
tarde, difusor cultural e instrumento de democratização do Estado, o Arquivo
vem sendo reconfigurado para as novas demandas do século XXI, fortalecido como
um espaço legítimo de cidadania.
A ideia de modernizar a
instituição remonta ao final da década de 1970. Com este propósito, o Governo
do Estado da Bahia transferiu a sede da Rua Carlos Gomes para o Solar da Quinta
do Tanque, na Baixa de Quintas, em 1980, possibilitando a instalação dos laboratórios
de restauração e microfilmagem. O restauro do forro, assoalho e telhado do
Solar, e a requalificação dos sistemas elétrico, lógico e telefônico,
realizados entre 2013 e 2015, evidencia a retomada do processo de modernização
com vistas à institucionalização da digitalização para fins de acesso e
preservação.
Investimentos, também, foram
direcionados ao tratamento técnico do acervo custodiado, notadamente de
descrição multinível, restauro e digitalização. O objetivo se concentrou no
interesse de qualificar o Arquivo Público do Estado como polo difusor de
informações para apoiar as decisões governamentais de caráter
político-administrativo, subsidiar o cidadão na defesa de seus direitos e
incentivar a produção acadêmico-científica e cultural.
Os conjuntos documentais
“Tribunal da Relação do Estado do Brasil e da Bahia: 1652-1822”; “Registros de
Entrada de Passageiros no Porto de Salvador: 1855 a 1964” e “Cartas Régias
1648-1821” confirmam o valor excepcional do acervo do APEB ao serem nominados “Memória
do Mundo” pelo Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da
UNESCO, em 2008, 2010 e 2013 respectivamente.
Deve-se ressaltar ainda o
empenho para disciplinar a gestão documental e o acesso à informação pública,
com a oficialização da primeira Tabela de Temporalidade de Documentos da
Administração Pública do Poder Executivo – Atividades Meio (2010), e do Plano
de Classificação de Documentos.
A despeito de todas as
realizações, o Arquivo Público deverá transpor inúmeros desafios: a expansão de
bases de dados; o amplo acesso à informação integrando-o às redes virtuais; o
restauro e a digitalização em larga escala; o tratamento arquivístico de
documentos em formato digital; a orientação técnica a órgãos do Poder
Executivo, às Prefeituras e Câmaras Municipais; além da oferta renovada de
serviços educativos e culturais, com a finalidade de assegurar a aproximação
com as instituições educacionais e o público em geral.
Um passo importante que
contribuirá para superar parte dos desafios apontados se concretizou em
dezembro de 2014, com a institucionalização no âmbito da Secretaria de Cultura,
do Colegiado de Arquivos e Memória, representado pela sociedade civil e pelo
poder público, com a finalidade de fortalecer o segmento.
Atento às demandas dos cidadãos
e da administração pública, o Arquivo Público do Estado da Bahia, merece justas
homenagens pela passagem dos 125 anos. O Arquivo Público reafirma o compromisso
de aperfeiçoar e ampliar o acesso e a salvaguarda da memória da Bahia e do
Brasil em benefício das gerações atuais e futuras.
Maria Teresa Navarro de Britto
Matos
PALESTRA COM O PROFESSOR JOÃO JOSÉ REIS - REVOLTA DOS MALÊS, 180 ANOS
O Centro de Memória da Bahia,
unidade da Fundação Pedro Calmon, convida a todo(a)s para a palestra acerca da
Revolta dos Malês, que será ministrada pelo professor Dr. João José Reis, em 04
de fevereiro, às 17 horas, na sala Kátia Mattoso - Biblioteca Pública do Estado
da Bahia.
Arquivo Público do Estado da Bahia comemora 125 anos
Nesta
sexta-feira (16/01/2015), o Arquivo Público do Estado da Bahia, localizado na
Baixa de Quintas, em Salvador, completou 125 anos, consolidando-se enquanto
segunda mais importante instituição arquivística pública do país. Em seu
extenso e rico patrimônio estão custodiados documentos produzidos e acumulados
no período colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são diariamente
consultados por pesquisadores de todo Brasil e de outros países. Um acervo
organizado e estruturado desde 1890, quando o então governador do Estado da
Bahia, Manoel Victorino Pereira, por meio de Ato, criou o Arquivo Público.
Recentemente, após extensa reforma, o Arquivo teve seu telhado, forro e
assoalho reestruturados, esta que foi a primeira intervenção feita no prédio desde
1980 quando se instalou no atual endereço.
O Solar da Quinta do Tanque ganhou novo telhado em toda extensão do seu pavimento superior, onde funcionam a Biblioteca, a Sala de Consulta e o Auditório, o que garantirá melhor preservação dos documentos e estrutura para realização de ações de formação, como seminários, palestras. Antes da reforma, goteiras, falhas no assoalho e no sistema elétrico prejudicavam o acesso de pesquisadores, o que foi solucionado com a um processo de requalificação que garantirá uma melhor utilização de equipamentos de microfilmagem e impressão, por exemplo. Foram investidos 2,6 milhões nesta etapa. As próximas contemplarão a rede hidráulica, pintura, reforma de janelas, banheiros e paredes, dentre outras ações, cujos projetos, já aprovados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), após ajustes, passarão por licitação para sua execução.
Recém liberado para normalizar o atendimento ao público, após meses em reforma, Daniele Souza, estudante de doutorado e professora do Instituto Federal da Bahia (Ifba), não perdeu tempo e já retomou a pesquisa. “Como pesquiso Salvador do século 18 e as nuances do trafico de escravos, o processo de conquista de liberdade e as estratégias de sobrevivência e de luta contra a escravidão, acredito conseguir aqui 77% das informações para a elaboração da minha dissertação de mestrado e doutorado”, afirmou.
O pesquisador Urano Andrade acredita que o Arquivo Público tem um papel central, não apenas para a comunidade acadêmica, mas para toda a sociedade. “Ele é de fundamental importância, tanto para a História da Bahia como do Brasil, pois tem o maior acervo colonial e documentos de diversas ordens. A instituição é local de referência para qualquer pesquisador”, enfatizou Andrade. O Arquivo recebe, mensalmente, cerca de 500 pesquisadores, que utilizam de serviços como os da Sala de Consulta de Manuscritos e Impressos e a sala de Consulta de Microfilmes, que foram reformadas. Para o advogado Luiz Walter Coelho Filho, que frequenta a instituição há 15 anos, o Arquivo é um espaço indispensável para o trabalho do pesquisador. “Aqui se tem uma base de dados muito importante e uma organização, com pessoas comprometidas que atendem muito bem o público. Fico feliz com a reforma do telhado e das instalações, e parabenizo as pessoas que fizeram essa instituição no passado e também as que trabalham no presente”, elogiou.
Patrimônio
- No Solar da Quinta do Tanque estão custodiados importantes documentos como as
Cartas Régias – 1648 a 1821 que, reunidas em 122 volumes, perfazem um
quantitativo de 68.894 páginas, inscritas no Registro Nacional do Brasil do
Programa Memória do Mundo da Unesco (MOWBrasil), em 2013. Com isso, a coleção
passou a ser reconhecida como patrimônio documental de grande relevância para a
memória regional, nacional e internacional. Um patrimônio que engloba
documentos textuais, manuscritos, além de documentos iconográficos e
cartográficos, ou seja, um acervo único que remonta do período colonial,
monárquico e republicano brasileiro.
ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA - ATIVIDADES NORMALIZADAS
Atenção, amantes dos maços do
tempo! o Arquivo Público do Estado da Bahia já está de volta aos seus corações,
olhos e pulmões, na mesma casa de Quintas em que o Padre Vieira passou boa
parte dos seus últimos anos.
Após a finalização das obras de
restauro do telhado, forro e assoalho, o público já pode voltar a usufruir dos
serviços do órgão. As intervenções qualificaram o acesso e uso de partes
importantes como a Sala de Consulta de Manuscritos e Impressos e a sala de
Consulta de Microfilmes.
Mais informações em:
http://goo.gl/6WVXdE
ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA - CONCLUSÃO DE REFORMAS EMERGENCIAIS DO SOLAR DO TANQUE
De cativos a baleeiros: uma amizade indissolúvel entre dois africanos no outro lado do Atlântico (Itaparica, 1816-1886) Wellington Castellucci Junior
Cidade de Itaparica, 1884. Fonte: Coleção Gilberto Ferrez,
007, Marc Ferrez/Instituto Moreira Salles.
Este artigo aborda a trajetória de dois africanos baleeiros
que viveram na Ilha de Itaparica no período oitocentista. Com base em fontes
inéditas, o texto revela a chegada desses dois indivíduos à maior ilha da baía
de Todos os Santos, o período de cativeiro, a conquista da liberdade e a vida
de ambos como libertos. Empreendedores da baleação, esses dois africanos nagôs
tornaram-se figuras proeminentes de Itaparica, sendo responsáveis pela
libertação de outros cativos e pela melhoria das condições de vida de pessoas
que viveram no seu círculo de amizade e de negócios.
Palavras-chave: baleação; africanidade; liberdade;
religiosidade.
ACESSE O ARTIGO NA ÍNTEGRA: Topoi. Revista de História Volume 15, Número 29 | Julho - Dezembro 2014
MESTRADO PROFISSIONAL EM HISTÓRIA
O
mestrado profissional em história, que começa a ganhar espaço no Brasil, não
deve ser visto como primo pobre da pós-graduação acadêmica. De volta à CH
On-line, a historiadora Keila Grinberg defende que ele poderá ser um novo polo
de inovação da produção em história no país.
Por:
Keila Grinberg
Queria
celebrar meu retorno a este espaço, depois de uma licença bem mais longa do que
gostaria, com uma boa-nova, que, apesar de boa, já não é mais tão nova assim: o
início, em agosto passado, das atividades do ProfHistoria – o mestrado
profissional em ensino de história, ministrado em rede nacional e liderado pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mesmo requentada, a comemoração vale a
pena. Há dois anos e meio, em uma coluna que deu o que falar, escrevi que, dos
63 cursos de mestrado e doutorado então existentes no Brasil na área de
história, havia apenas dois mestrados profissionais, nenhum dos quais dedicado
à reflexão sobre o ensino da disciplina. Hoje a situação é outra – e
surpreendente. Existem 69 cursos de mestrado e doutorado, dos quais nove, já
incluindo o ProfHistoria, são mestrados profissionais.
ACESSE NA ÍNTEGRA:
CHAMADA PÚBLICA DE ARTIGOS: REVISTA DE HISTÓRIA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
LANÇAMENTO: MULHERES LIVRES
Dia: 28/11/2014
Local: Biblioteca Central dos Barris, Rua Gal Labatut, 27.
Auditório Kátia Mattoso.
Horário: 20h
REVISTA DE FONTES UNIFESP
A
Revista de fontes é um periódico semestral que tem como missão ampliar o acesso
e a divulgação de fontes documentais por meio da transcrição de documentos, da
tradução de fontes para o português e da publicação de instrumentos de
pesquisa, que desse modo ficarão disponíveis para todo o meio acadêmico, num
suporte digital. A Revista de fontes também terá como missão a publicação de
textos autorais sobre tipos ou conjuntos documentais, proporcionando assim
subsídios metodológicos para a exploração dessas fontes.
A
transcrição e/ou tradução de documentação manuscrita ou mesmo impressa,
paleográfica ou epigráfica, de todos os períodos históricos, ganha nessa troca
de suporte um público amplo que poderá não só consultar esses textos, mas
também fazer buscas por palavras ou expressões a partir das versões
disponibilizadas on-line. A transcrição, assim como a imagem numerizada, ou
ainda a tradução nunca substituem completamente o material original. Mas o uso
de normas estritas de transcrição permite com que os documentos publicados na
Revista de fontes realmente sirvam como instrumento de trabalho para
historiadores e outros especialistas das ciências humanas e sociais.
A
publicação de instrumentos de pesquisa inéditos visa divulgar, através de
descrição sumária ou analítica, a composição de acervos, fundos, conjuntos,
séries ou coleções documentais. Esses instrumentos,sejam guias, catálogos,
inventários ou índices, publicados na Revista de fontes, permitirão que o
historiador e o pesquisador de outras áreas das ciências humanas e sociais
identifiquem e localizem os mais diversos tipos de documentos.
Uma
sessão com notícias breves sobre publicações impressas ou on-line de fontes,
assim como sobre instrumentos de pesquisa ou textos metodológicos sobre análise
documental também fará parte da revista.
A
Revista de fontes é uma iniciativa do Departamento de História da Escola de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo
(EFLCH-Unifesp).
ACESSE: www.revistadefontes.unifesp.br
A HISTÓRIA DA CAÇA DE BALEIAS NO BRASIL
A Bahia
é a região de maior importância para a história, e o livro. Eu diria que pelo
menos a quarta parte do livro tem que ver com a Bahia.
A
história da caça de baleias se divide em duas épocas, a pré-moderna (com barcos
a vela e arpões manuais) e a moderna (com navios a vapor e a diesel e
canhões-arpões).
Ambos
períodos começaram na Bahia:
Periodo
pré-moderno:
**
1602: A corte portuguesa concedeu um alvará (licença) a dois baleeiros de
Bilbao na Biscaia, (Pedro de Urecha & Julián Miguel), para caçar baleias no
Recôncavo da Bahia durante dez anos.
**
1614: A primeira armação (lugar na terra para processar baleias) foi montada na
Bahia por empresários brasileiros, depois da corte portuguesa declarar a baleia
o ‘peixe real’—ou seja, um monopólio da corte portuguesa que durou dois
séculos. Os donos (colonos brasileiros) pagaram arrendamento à corte.
**
Somente depois da Bahia que começaram a construir armações no Rio de Janeiro (a
partir da década de 1620), São Paulo (década de 1730), e Santa Catarina (década
de 1750).
** A
caça de baleias com técnicas tradicionais durou mais tempo na Bahia que em
qualquer outro lugar no Brasil—durou até a decada de 1920 em Caravelas no sul
da Bahia.
Período
moderno:
**
1911: A companhia de Duder and Brother (Salvador) começou a caçar baleias desde
a Ilha de Itaparica no Recôncavo com navios baleeiros importados da Noruega.
Foi a primeira companhia no Brasil a fazer isso.
PRA LÁ DA ESCRAVA ISAURA
O
GUARANY, 31 DE MARÇO DE 1885 – P. 2
Realizou-se
anteontem, conforme estava anunciado, o benefício espontaneamente promovido, em
momento de feliz inspiração, pelo nosso concidadão o Sr. Capitão Augusto
Moreira Sampaio, em favor da escrava Honorina, menor de 15 anos, quase branca,
e pertencente ao Sr. Manuel Tertuliano de Almeida.
O CONSTITUCIONAL, 29 DE NOVEMBRO DE 1851 – P. 4
“Informamos agora pelo Sr. Arianni a respeito do fato da exposição de uma escrava branca em leilão na quarta feira, de que demos notícia no nosso Jornal, declaramos que dela não se fez leilão, e que por conseguinte não houve o lance de 920$ réis, mas que foi esse pouco mais ou menos o valor em que a tinha seu senhor – declaramos também que não houve na subscrição para a liberdade da mesma escrava, assinatura alguma de 50$000 réis, e que a maior foi de 20$000 réis.”
“Ela acha-se alugada a servir em uma casa boa, e espera-se a sua liberdade para a qual já há 523$000 réis. Conta-nos que o senhor consente em forrá-la por 600$ réis.”
FONTE: memoria.bn.br
AUDIÊNCIA PÚBLICA - COMUNIDADES TRADICIONAIS E QUILOMBOLAS
No dia 31 de outubro de 2014
das 09 às 13 horas no Auditório da Reitoria da UFBA, será promovido uma
Audiência Pública sobre Povos e Comunidades Tradicionais, que visa articular o
debate, ações políticas e contribuições para um outro modelo de desenvolvimento
que inclua as distintas visões de mundo e práticas sociais dos povos e
comunidades tradicionais do Brasil.
DOCUMENTOS HISTÓRICOS EM RISCO
Rio de Janeiro (RJ) – Obras raras da Biblioteca Nacional na
Zona Portuária são destruídas por mofo e até ratos
Anexo da fundação armazena coleções como a M-18, com 4 mil
livros do século XVIII. Doado em 1910, material não foi catalogado.
Longe dos olhos do público, documentos e livros raros estão
se deteriorando pela ação de traças, mofo e até ratos num prédio na Região
Portuária em que a Fundação Biblioteca Nacional guarda parte de seu acervo. Um
dos casos mais graves é o da coleção M-18, que reúne quatro mil livros do
século XVIII. O material, doado à biblioteca em 1910, até hoje não foi
catalogado. A coleção está armazenada em estantes, num dos depósitos de
periódicos, no terceiro andar, por falta de espaço no Departamento de Obras
Raras. Alguns livros apresentam mofo e traças, que já consumiram várias
páginas. Em outras publicações, não é mais possível ler o texto, devido a
manchas amareladas nas folhas, por problemas na conservação.
A coleção M-18, que reúne quatro mil livros do século XVIII
e que, apesar de ter sido doada à Biblioteca Nacional em 1910, até hoje não está
disponível para consulta pelo público – Alessandro Lo-Bianco / O Globo
Num relatório de 1917, a direção da biblioteca já
manifestava preocupação com a coleção M-18 e ressaltava que a falta de pessoal,
a Primeira Guerra Mundial, as mudanças políticas e a escassez de recursos
impediam o tratamento do acervo. Perguntada sobre o estado de conservação do
material, a Biblioteca Nacional informou que aguarda a contratação de 40
concursados para acelerar o processo de tratamento das obras e
disponibilizá-las ao público.
Segundo a diretoria da Associação de Servidores da
Biblioteca Nacional, o prédio anexo tem sido utilizado como depósito de obras e
materiais há mais de uma década, apesar de o ambiente ser inadequado para o
armazenamento, e os danos sofridos pelo acervo são irreversíveis. “As condições
do anexo são as piores entre os locais de armazenamento de acervo da Biblioteca
Nacional”, afirmou, por meio de nota. A entidade também disse que, na sede da
Avenida Rio Branco, o acervo é guardado em condições inadequadas, pois o
sistema de ar-condicionado funciona de forma precária.
Para pesquisador, situação “é uma vergonha”
De acordo com o arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti, é
inadmissível que o acervo M-18 ainda não esteja disponível para consultas, pois
a biblioteca o recebeu há mais de cem anos:
— O que acontece nos depósitos da biblioteca é um escárnio
com a cultura. É uma vergonha. Esses arquivos estão sobrevivendo hoje do
carinho de funcionários que estão para se aposentar. Quando eles saírem, vai
virar uma bagunça ainda maior. Isso representa o descaso de um país que vê o
investimento cultural como algo supérfluo a serviço de uma elite.
Outro material que corre o risco de se perder é o acervo do
historiador Marcello de Ipanema, guardado em caixas de papelão, no segundo
andar do prédio anexo. Ainda segundo a nota da diretoria da Associação de
Servidores da Biblioteca Nacional, o material foi doado pela família do
historiador em 2005 e parte dele se encontra em “estado de decomposição”:
— O acervo nunca recebeu tratamento técnico adequado,
acumulando poeira, fuligem e sofrendo ataques de insetos e roedores.
Marcello de Ipanema foi por muitos anos membro de um
conselho estadual responsável pelo tombamento de bens históricos e culturais, e
fez estudos sobre a história da imprensa no Estado do Rio. Segundo
pesquisadores, o material mostra como eram catalogados e mapeados bens
patrimoniais, culturais e naturais da cidade. Em meio às caixas, há páginas
soltas e corroídas da obra “Francisco Manoel da Silva e seu tempo”, do
musicólogo e professor Ayres de Andrade Júnior, morto na década de 70. A
publicação, que nunca foi reeditada, conta a história musical do Rio entre 1808
e 1865.
A Biblioteca Nacional nega que o acervo de Marcello de
Ipanema esteja em estado de deterioração, mas admite que ainda não foi tratado
e que estaria sendo encaminhado para ser processado e disponibilizado ao
público. Por meio de nota, a instituição informou ser impossível, diante do
quadro insuficiente de funcionários, processar todo o acervo. A biblioteca
recebe, mensalmente, mais de 25 mil publicações. Segundo a instituição, será
feita uma reforma no prédio da Região Portuária, que ampliará em 12 mil metros
quadrados a área útil atual, de 15 mil metros quadrados, permitindo a melhora
na conservação e na organização.
Também guardado no prédio anexo, o “Saltério de Genebra” tem
bolor e páginas rasgadas. A obra é uma compilação de 150 salmos de Davi,
metrificados e musicados com notação característica do século XVI. O
historiador espanhol especializado em documentos religiosos Magno Rayol, que
fazia pesquisas na biblioteca, ressalta a importância da obra:
— Trata-se de uma raridade. Procurei esse material em
bibliotecas de outras partes do mundo e soube que estaria aqui. Ele foi
entregue à biblioteca há mais de uma década e é único. Se ele se estragar de
vez, perderemos uma parte importante do passado.
No depósito cinco, há ainda inúmeros manuscritos de
compositores doados à Divisão de Música em péssimo estado, obras em latim e
pergaminhos com anotações carimbadas pelo Vaticano dos séculos XIV e XV. A
“Ícaro y Dédalo”, do compositor da corte espanhola Juan Hidalgo, está
praticamente despedaçada. Próximo dali, amontoada em caixas, há uma peça
instrumental de Vivaldi, mofada e corroída, separada em fascículos.
Biblioteca tem 16 técnicos em restauração
No depósito seis, há partituras, periódicos nacionais e
estrangeiros, além de edições de manuscritos de grandes mestres da música
popular e erudita brasileira, como Ernesto Nazareth e Pixinguinha, doados pela
família deste último.
Segundo a Biblioteca Nacional, as áreas de curadoria do
acervo estabelecem os critérios de prioridade para restauração e identificam as
obras em mau estado de conservação. “Atualmente a biblioteca está com 16
técnicos em restauração para atender à demanda de um acervo estimado em dez
milhões de peças”. A biblioteca também informou que este ano adquiriu uma
máquina empacotadora a vácuo e que o aparelho embala até mil peças por dia.
“Com o uso dessa tecnologia, ganharemos espaço e arrumaremos melhor o acervo
sob a nossa guarda”, informou.
Por nota, o Ministério da Cultura informou que fez
investimentos nas áreas de preservação e acervo da Biblioteca Nacional que
somaram R$ 2,6 milhões em 2012 e R$ 2,5 milhões em 2013. Em 2014, devido aos
cortes no orçamento federal, o investimento liberado para a área foi de R$ 1,3
milhão. O órgão afirmou que o o repasse total de recursos para a biblioteca
entre 2012 e 2014 foi de R$ 35 milhões.
FONTE: O GLOBO
ACESSE A MATÉRIA NA ÍNTEGRA: http://defender.org.br/noticias/nacional/rio-de-janeiro-rj-obras-raras-da-biblioteca-nacional-na-zona-portuaria-sao-destruidas-por-mofo-e-ate-ratos/
FONTES PARA A HISTÓRIA DOS AFRICANOS EM PERNAMBUCO IMPERIAL
EMENTA:
A produção historiográfica
sobre as experiências africanas na diáspora vem se avolumando desde a década de
1980. No Brasil, em particular, a pesquisa empírica em variadas fontes –
algumas inéditas – como os testamentos e inventários post-mortem, possibilitaram
aproximarmo-nos das expectativas e perspectivas dos africanos. Mais do que
informações sobre a vida material de libertos, testamentos e inventários são
pertinentes documentos acerca das relações sociais, medos, anseios, laços
familiares e afetivos, graus de parentescos entre livres, forros e cativos. Por
outro lado, a documentação eclesiástica, que possui uma forte tradição em
estudos de demografia e família na Europa vem sendo constantemente utilizada
pelos historiadores sociais no Brasil. Através dos registros paroquiais é
possível remontarmos também as redes de compadrio de cativos, forros e livres,
além de ser uma ótima ferramenta para perscrutarmos as nações e identidades
transétnicas que foram sendo reinventadas nas Américas. Vale ressaltar que os
estudos sobre os africanos no Brasil são intensos na região Sudeste e no estado
da Bahia. Embora Pernambuco tenha sido a terceira capital do Império a receber
grande número de pessoas da África para serem escravizadas, as pesquisas ainda
são tímidas no tocante as experiências desses indivíduos na região. Este curso
pretende, portanto, discutir como estas e outras fontes podem ser utilizadas na
reconstrução da história dos africanos na capital pernambucana na segunda
metade do Império.
III Simposio Internacional de Estudios Inquisitoriales: nuevas fronteras
Apresentação
Este Simpósio se propõe
empreender um renovado caminho de interpretação do fenômeno inquisitorial. A
intenção é ampliar os espaços geográficos da investigação sobre a Inquisição;
desenhar novas fronteiras e definir as diretrizes do diálogo entre centro e periferia
e, ao mesmo tempo, entre periferia e os centros que elaboraram e criaram o
discurso inquisitorial. O desafio é desenvolver uma análise global de uma
instituição que influenciou enormemente a vida das sociedades onde se
implantou, mas que também se viu afetada por muitos elementos das realidades
dentro das quais se foi difundindo, obrigada a negociações múltiplas, seja nos
espaços peninsulares, seja nas regiões extra europeias.
Madri, Roma e Lisboa foram
centros diretores de uma instituição com uma anterioridade (tardo-medieval),
mas onde as novas fronteiras religiosas, geográficas, políticas e culturais do
século XV em diante impuseram desafios que conduziram à sua reinvenção
constante. A expansão da Inquisição a partir de 1478 não é meramente geográfica
e de controle do território, mas também de ampliação jurisdicional. A
multiplicação das sedes dos tribunais por três continentes, que incrementou o
número de centros inquisitoriais, é concomitante com uma ampliação da
vigilância do Santo Ofício sobre os horizontes comportamentais das sociedades.
Este Simpósio será um
território aberto para uma investigação historiográfica capaz de assumir o
desafio de abrir novas fronteiras na forma de estudar e de interpretar a
Inquisição. A fonte inquisitorial será assim utilizada como subsídio para
penetrar sociedades e tempos. O novo desafio é conseguir compreender a
(re)invenção das sociedades através do fenômeno inquisitorial, desde como se
assume e percebe um assunto tão estritamente ibérico como o da limpeza de
sangue até como se concebe o papel evangelizador das sociedades católicas
dentro e fora do mundo cristão. Trata-se de examinar como a criação de novos
centros inquisitoriais reconfigura e reformula a periferia dos comportamentos
humanos em sua reprodução social.
ENCRUZILHADAS DA LIBERDADE
UM ESTUDO SOBRE A VIDA DOS ESCRAVOS APÓS A ABOLIÇÃO
NO BRASIL
Saber qual o destino dos ex-escravos, o que fizeram
e o que pensavam sobre a liberdade após o fim da escravidão é o grande desafio
deste livro. Cruzando vários tipos de fontes históricas, o autor reconstrói as
histórias de vida de ex-escravos que moravam em grandes fazendas açucareiras do
Recôncavo Baiano. A intenção é perceber como as experiências da escravidão
foram refletidas no cotidiano dos ex-escravos após a abolição, norteando
culturas, escolhas e projetos de liberdade.
• Livro de referência para a área de História.
• A primeira edição, da Editora Unicamp, estava
esgotada desde 2006 e sempre foi muito procurada.
• Recebeu o Prêmio Clarence H. Haring (2006-2011)
de melhor livro historiográfico da América.
• Walter Fraga é professor da Universidade Federal
do Recôncavo da Bahia (UFRB). Recebeu o Prêmio Jabuti 2010 de melhor livro
paradidático, com Uma história da cultura afro-brasileira.
ACESSE: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/8107633?PAC_ID=126174
Palestra: Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior
Prezado(a)s
A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de
Memória da Bahia, convida para a palestra “A Feira dos Mitos: a fabricação do
folclore e da cultura popular nordestinos”, que será proferida pelo professor
Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior (UFRN) e debatida pela professora Drª
Lígia Bellini (UFBA) em 01 de outubro de 2014, às 18 horas, na sala Katia
Mattoso – auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia.
Durval Muniz de Albuquerque Júnior é doutor em
História Social pela Unicamp, com pós-doutorado pela Universidade de Barcelona.
Autor de diversos livros, dentre eles, A Invenção do Nordeste, História: a arte
de inventar o passado, O Morto Vestido para um Ato Inaugural: procedimentos e
práticas dos estudos de folclore e de cultura popular, A Feira dos Mitos: a
fabricação do folclore e da cultura popular (Nordeste, 1920-1950). Atualmente
atua como professor titular na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Ligia
Bellini é doutora em História pela Universidade de Essex, Reino Unido, com
pós-doutorado pela Universidade de Londres. Autora de A coisa obscura: mulher,
sodomia e Inquisição no Brasil colonial, e co-organizadora de Formas de crer:
ensaios de história religiosa do mundo luso-afro-brasileiro, séculos XIV-XXI e
Tecendo histórias: espaço, política e identidade. Atualmente é professora da
Universidade Federal da Bahia.
Atenciosamente,
Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo
Público da Bahia
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Governo do Estado da Bahia
55-71-3117-6067
I SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DE COLEÇÕES
A área da história de coleções
encontra-se em franco desenvolvimento, tendo nos últimos anos vindo a público
numerosos estudos, teses e artigos, quer em Portugal quer a nível
internacional. A maior parte destes trabalhos fazem uso de abordagens cruzadas e
interdisciplinares.
Com uma autonomia relativamente
recente, a história de coleções não só ilumina a história das disciplinas
representadas nas coleções como também a investigação contemporânea nas
próprias disciplinas aí representadas, bem como os processos científicos
associados à recolha e documentação; o trânsito de conhecimento e objetos entre
pessoas, instituições e países; o comércio e
as trocas comerciais e, mais geralmente, a história política e social,
nas suas múltiplas vertentes.
Dada a importância e
transversalidade da área, bem como a necessidade de a aprofundar e estruturar,
o Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa
organiza, a partir deste ano e com edição anual, o Seminário de História de
Coleções (SHC).
Com data marcada nos dias 19,
20 e 21 de novembro de 2014, o SHC1 é dedicado às coleções científicas do
próprio MUHNAC, herdeiras de perto de 400 anos de estudo das ciências em
Portugal e reveladoras das práticas e discursos produzidos nas instituições ancoradas
no espaço da antiga colina da Cotovia: o Colégio jesuíta da Cotovia (1619), o
Colégio dos Nobres (1761), a Escola Politécnica (1837) e a Faculdade de
Ciências (1911).
INSCRIÇÕES:
De 21 de julho a 14 de novembro
Regular: 30 euros
Estudantes: 20 euros
MUHNAC e ULisboa: gratuito
Pagamento por transferência
bancária para: Universidade de Lisboa (MUHNAC) / CGD NIB 0035 0824
0001020073037
Para confirmação da inscrição,
envie o nome, instituição, comprovativo de pagamento, comprovativo de estudante
(se aplicável) e NIF para recibo para: dfelismino@museus.ul.pt
ACESSE: Inscrições
Assinar:
Postagens (Atom)

















.jpg)





.jpg)








