UM LIBERTO, SUA ESPOSA E UMA ESCRAVA
Ilustríssimo Excelentíssimo
Senhor
Informando, como ordena Vossa
Excelência, o requerimento de Antonio Francisco, Africano liberto, residente em
Ajudá, o qual quer transportar-se para esta Cidade, com sua mulher e filhos, e
uma escrava Nagô de nome Anna, pedindo para isso passaporte a Vossa Excelência,
tendo a dizer que os passaportes são concedidos pela Autoridade do lugar, de
onde saem os indivíduos, que os requerem, e si naquele Porto não há quem os
conceda, pode o suplicante, como é prática, regressar com sua mulher e filhos
com o mesmo passaporte, que daqui levou, menos essa escrava, de que fala, e que
não pode trazer por legal proibição.
Deus Guarde a Vossa Excelência.
Secretário da Polícia da Bahia,
24 de novembro de 1847.
Ilustríssimo Excelentíssimo
Senhor Presidente da Província
Manoel Pedro Moreira de Vasconcellos.
Delegado encarregado da Cidade.
Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia
Seção Colonial/Polícia - Maço: 3139-8
VII SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA CULTURAL
Entre os dias 10 e 14 de
novembro de 2014 ocorrerá, na Universidade de São Paulo (USP), a sétima edição
do Simpósio Nacional de História Cultural.
O Comitê Científico do GT
Nacional de História Cultural [Profª. Drª. Rosangela Patriota Ramos
(Coordenadora), Prof. Dr. Alcides Freire Ramos, Profª. Drª. Maria Izilda Santos
Matos, Prof. Dr. Antonio Herculano Lopes, Profª. Drª. Mônica Pimenta Velloso e
Profª. Drª. Nádia Maria Weber Santos], deseja dar continuidade ao trabalho
desenvolvido nas edições anteriores, ou seja, divulgar pesquisas originais e,
ao mesmo tempo, suscitar debates em torno de temas já consagrados no âmbito da
História Cultural, sempre estimulando reflexões acerca de perspectivas teóricas
e metodológicas, que dão base para os campos de interlocução do historiador
cultural.
Se em encontros anteriores
temas como Sensibilidades, Sociabilidades, Imagens, Linguagens, Representações,
Paisagens e/ou as Escritas da História foram os eixos norteadores, nessa sétima
edição, o Simpósio Nacional de História Cultural, por decisão do Comitê
Científico do GT, se propõe a esquadrinhar, de maneira aprofundada, uma
temática de grande interesse para os historiadores, a saber: HISTÓRIA CULTURAL:
ESCRITAS, CIRCULAÇÃO, LEITURAS E RECEPÇÕES.
ACESSE: http://gthistoriacultural.com.br/VIIsimposio/index.php
Chamada de Trabalhos - 9ª Edição - Revista arshistorica
Prezados,
A revista Ars Historica realiza Chamada de Trabalhos para a
sua 9ª Edição.
A temática deste número é LIVRE.
Pós-graduandos poderão submeter na seção "Artigos"
e "Resenhas".
Aos Graduandos reservamos as "Notas de pesquisa",
inauguramos tal seção com objetivo de integrar ainda mais a Pós-graduação e a
Graduação. E valorizar trabalhos de qualidade que estão sendo realizados nos
mais diferentes níveis de formação acadêmica.
As novas Normas de Publicação poderão ser acompanhadas em
http://www.historia.ufrj.br/~ars/index.php/normas
Os trabalhos podem ser enviados até o dia 17 de Agosto de
2014, para o endereço revistaarshistorica@gmail.com
A previsão para lançamento da 9ª edição é Novembro/2014.
Ars Historica é uma publicação semestral discente do
Programa de Pós
Graduação em História Social (PPGHIS) da Universidade
Federal do Rio
de Janeiro (UFRJ).
Aguardamos sua colaboração e solicitamos apoio na
divulgação.
JORNAL DE VALENÇA - 1870
Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia
Seção Judiciária/Inventários
Classificação: 07/3236/15
BICENTENÁRIO DA RESTAURAÇÃO DA COMPANHIA DE JESUS (1814-2014)
Em virtude da grande
importância que a restauração da Companhia de Jesus teve para a história, tanto
da Igreja, quanto da sociedade em geral, e seguindo as recomendações do Padre
Geral de aprofundar e promover uma reflexão da história da Companhia de Jesus,
e o desejo dos Provinciais do Brasil, a Comissão para as Comemorações do
Bicentenário convida para o Simpósio Nacional sobre a restauração da Ordem:
seus aspectos históricos, políticos e sociais.
Este simpósio prevê a reunião
de importantes intelectuais que têm a Companhia como foco de suas pesquisas. A
reunião destes pesquisadores deverá fomentar o debate em diferentes áreas do
conhecimento, buscando sempre o diálogo e a profundidade intelectual na
compreensão e aprofundamento desta temática.
Os debates serão norteados pela
problemática da restauração levando em consideração as rupturas históricas e a
permanência do Espírito inaciano na Companhia restaurada, bem como o papel que
a Ordem tem na sociedade atual.
O público-alvo será formado por
estudantes das áreas de Ciências Humanas, sobretudo de História, Antropologia e
Letras, jesuítas e colaboradores das obras da Companhia de Jesus. No entanto,
toda pessoa interessada no tema do simpósio, não importando qual a sua
especialização, e se a tem, está convidada a participar.
ACESSE: Simpósio Nacional
LANÇAMENTO: ARA MI, MEU CORPO, ALIMENTAÇÃO E OUTROS TEMAS AFRO-BRASILEIROS
Dia 13 de maio às 19h o
Restaurante Casa de Tereza abre as portas para o lançamento do livro de Vilson
Caetano e Rodrigo Siqueira - Ara Mi, meu corpo, alimentação e outros temas
afro-Brasileiros. Rua Odilon Santos, 45 - Rio Vermelho, Salvador - BA,
41940-350 - (71) 3329-3016
PARA DEPUTADO ESTADUAL: COSME DE FARIAS
A NOTÍCIA - 12 DE NOVEMBRO DE 1914
ENTRADA E SAÍDA DE PASSAGEIROS BAHIA
Já encontra-se disponível online os livros de entrada e saída de passageiros custodiados no Arquivo Público do Estado da Bahia. Através da iniciativa do familysearch.org, em convênio com o APEBA, todos os livros foram digitalizados e encontram-se disponíveis para pesquisa, cobrindo o período de 1855 a 1961. Através dessas fontes, é possível acompanhar a trajetória de escravos, libertos, livres e imigrantes de diversas nações. Iniciativas como essas servem para divulgar, democratizar e preservar a documentação histórica, que sofre a cada dia com o descaso por parte da iniciativa pública, e na Bahia com um agravante! O acervo está custodiado em um local inadequado, onde há três anos passa por uma reforma a conta gotas, fazendo da vida de pesquisadores e funcionários um verdadeira odisseia, no verão o calor insuportável, na época das chuvas o acesso é quase impossível! Coleções como os Registros de Testamentos, Registros Eclesiásticos de Terra, Livros de Notas, dentre outras aguardam pelo mesmo tratamento, mas enquanto isso não ocorre, as traças, o calor e a umidade fazem a sua parte!
Aproveitem e boa pesquisa!
Aproveitem e boa pesquisa!
DIVISÃO DE QUARTEIRÕES: RIO VERMELHO E BROTAS - SÉCULO XIX
Bahia e
Subdelegacia do Rio Vermelho, 28 de setembro de 1883.
Extensão
e limites do distrito do Rio Vermelho subúrbio desta cidade, cujo território
foi desmembrado das atuais subdelegacias da Victória e Brotas.
Principia
do mar no limite da Fazenda Paciência com a Fazenda Areia Preta do lado da
Vitória estrada geral do mesmo nome, até a Baixa da Ladeira do Quebra Bunda na embocadura
desta, para a fazenda denominada Garcia e ponto em que está construída a via
férrea, ficando o lado do Sul da dita estrada pertencendo ao novo distrito, e
daí pelo Caminho do Inferno compreendendo ambos os lados desse caminho, em
linha reta até a estrada Dois de Julho, exclusive a fazenda Garcia, margeando a
dita estrada Dois de Julho até a ponte da Lucaia, e daí pelo rio até o encontro
do Rio Camorogipe, e seguindo por este acima até a ponte de pedra, que fica em
caminho de Brotas para as armações, em seguida até a estrada do Curralinho,
dividindo com os terrenos do engenho Campinas exclusivamente, daí até o mar onde deságua o rio das Pedras e margem da fazenda Bolandeira. Bahia e Subdelegacia
do Rio Vermelho, 28 de setembro de 1883. Subdelegado em exercício, Felix de Valois
Garcia.
Demonstrativo
dos diversos quarteirões das freguesias da Vitória e Brotas, ficarão pertencendo
ao distrito policial e subdelegacia do Rio Vermelho.
Quarteirão
da freguesia da Vitória
Quarteirão
Nº 24
Baixa
do Quebra Bunda, propriedade de D. Carolina Curry, ladeira para a estrada da
Madre Deus, em seguida até a ladeira do Papagaio, propriedade do Dr. Henrique
Costa, inclusive.
Quarteirão
Nº 25
Lado de
terra em frente a Capela da Madre Deus, fazendo contigua a do vigário Dr.
Mattos, todo o centro a que chamam Engenho Velho, em continuação até a baixa,
estrada Dois de Julho, até a ponte da Lucaia e rua que vai ter a ladeira do
Papagaio onde finda.
Quarteirão
Nº 26
Ladeira
do Papagaio, casa do vigário Dr. Mattos, em seguida até a quina do banco de
areia propriedade de Antonia Maria dos Passos, travessa em frente do Forte, rua
do Porto, Largo de Santana e rua do Fogo até a travessa que daí vai a ladeira
do Papagaio, onde finda.
Quarteirão
Nº 27
Rua do
Fogo propriedade de José Joaquim Ferreira, e em seguida pela mesma rua até a
casa de Manoel da Ascensão e subindo o monte de São Gonçalo, todo o povoado até
a mangueira grande na rua que vai ter ao Papagaio.
Quarteirão
Nº 28
Rua do
Fogo, desde a propriedade do Desembargador Tourinho e todo o lado do mar até a
pedra grande ao Canzuarte.
Quarteirão
Nº 29
Rua da
Paciência, propriedade de Hilário todo o lado de terra até Canzuarte e pelo
centro até a baixa do quebra bunda.
Quarteirão
Nº 30
Travessa
em frente do forte, ruas do banco de areia, tanto a do lado do mar como a de
terra até a ponte da Mariquita propriedade do Dr. Reis.
Quarteirões
da freguesia de Brotas.
Quarteirão
Nº 16
Começa
na ponte de pedra do Rio Camorogipe em seguida toda estrada da várzea de Santo
Antonio, e finda no Alto o Oiteiro da Areia.
Quarteirão
Nº 17
Do
Oiteiro da Areia em seguida as armações, inclusive o lado de terra confinando
com fazendas pertencentes ao 2º distrito de Santo Antonio, e assim em seguida
até a fazenda Bolandeira e margem do rio das pedras, limite do distrito.
Quarteirão
Nº 18
Este quarteirão
abrange todo o arraial da Pituba e pela estrada que vem para o Rio Vermelho até
a casa de Valentim, situada próximo a fazenda Ubaranas.
Quarteirão
Nº 19
Toda a
estrada do Pomar, desde a Pituba até a ponte de pedra do rio Camorogipe.
Quarteirão
Nº 20
Estrada
de Ubaranas e toda a fazenda Santa Cruz até a estrada denominada Chapadinha,
casa do rendeiro Manoel Lopes Vilas Boas.
Quarteirão
Nº 21
Começa
na fazenda Ubaranas, costa do mar da fazenda Lagoa, Grá-Mogól, rua das
Pedrinhas, e rua do Arraial até a Gameleira do ponto da Mariquita.
Quarteirão
Nº 22
Toda a
rua direita da Mariquita até a rocinha de José Alves Fontes, inclusive.
Quarteirão
Nº 23
Toda a
rua dos Dendezeiros desde a roça de Cardozo inclusive, até o sobrado ao pé da
ponte da Mariquita e largo do mesmo nome, onde finda.
Bahia e
Subdelegacia do Rio Vermelho, 20 de setembro de 1883.
Subdelegado
em exercício, Felix de Valois Garcia.
Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia
Seção colonial - Série Polícia
Correspondência recebida de subdelegados
Maço: 6248
Palestra: "As Raízes Angolanas da Capoeira: Apresentação dos resultados de uma pesquisa no sul de Angola"
CONVITE PALESTRA
"As Raízes Angolanas da
Capoeira: Apresentação dos resultados de uma pesquisa no sul de Angola"
Dr. Matthias Assunção,
professor do Departamento de História, Universidade de Essex, Reino Unido
Dia e horário: Quinta-Feira,
24/04, às 10:00hs no auditório do CRH
Local: Auditório do CRH
FFCH/UFBA (S. Lázaro)
Promoção: Programa de
Pós-Graduação em Ciências Sociais
e Linha de Pesquisa “Escravidão
e Invenção da Liberdade” do Programa de Pós-Graduação em História, UFBA
Universidade Federal da Bahia
Estrada de São Lázaro, 197 - Federação
CEP 40210-730 Salvador - Bahia
- Brasil
What Can You Do With a Humanities Ph.D., Anyway?
There is a widespread belief that humanities
Ph.D.s have limited job prospects. The story goes that since tenure-track
professorships are increasingly being replaced by contingent faculty, the vast
majority of English and history Ph.D.s now roam the earth as poorly-paid
adjuncts or, if they leave academia, as baristas and bookstore cashiers. As
English professor William Pannapacker put it in Slate a few years back, “a
humanities Ph.D. will place you at a disadvantage competing against
22-year-olds for entry-level jobs that barely require a high-school diploma.”
His advice to would-be graduate students was simple: Recognize that a
humanities Ph.D is now a worthless degree and avoid getting one at all cost.
Since most doctoral programs have never
systematically tracked the employment outcomes of their Ph.D.s, it was hard to
argue with Pannapacker when his article came out. Indeed, all anecdotal
evidence bade ill for humanities doctorates. In 2012, the Chronicle of Higher
Education profiled several humanities Ph.D.s who were subsisting on food
stamps. Last year, the Pittsburgh Post-Gazette eulogized Margaret Mary Vojtko,
an 83-year-old French adjunct who died in abject poverty after teaching for
more than two decades at Dusquesne University, scraping by on $25,000 a year
before being unceremoniously fired without severance or retirement pay.
Recent studies suggest that these tragedies do not
tell the whole story about humanities Ph.D.s. It is true that the plate
tectonics of academia have been shifting since the 1970s, reducing the number
of good jobs available in the field: “The profession has been significantly
hollowed out by the twin phenomena of delayed retirements of tenure-track
faculty and the continued ‘adjunctification’ of the academy,” Andrew Green,
associate director at the Career Center at the University of California,
Berkeley, told me. In the wake of these changes, there is no question that
humanities doctorates have struggled with their employment prospects, but what
is less widely known is between a fifth and a quarter of them go on to work in
well-paying jobs in media, corporate America, non-profits, and government.
Humanities Ph.D.s are all around us— and they are not serving coffee.
The American Historical Association (AHA) and the
Modern Language Association (MLA) have staked out the position that the lack of
reliable data about employment outcomes is hindering any productive discussion
about the future of academia. Both organizations are currently undertaking
major studies that will comprehensively document the career trajectories of
generations of humanities Ph.D.s. Preliminary reports released in the past few
months show that 24.1 percent of history Ph.D.s and 21 percent of English and
foreign language Ph.D.s over the last decade took jobs in business, museums,
and publishing houses, among other industries.
ACESSE NA ÍNTEGRA: http://www.theatlantic.com/business/archive/2014/03/what-can-you-do-with-a-humanities-phd-anyway/359927/
ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA RETOMA SUAS ATIVIDADES
Após seu fechamento no dia 19/02, foram retomadas
as atividades no Arquivo Público do Estado da Bahia. Como já é do conhecimento de
todos; o APEBA vem passando por um longo processo de degradação. Instalado em
um belo prédio, mas que em nada contribui para a preservação da documentação
ali custodiada, desde 2011, que vem sendo vinculado na mídia os estado precário
de suas instalações. Recentemente foram feitos reparos na instalação elétrica,
mas ainda existe o problema do forro e telhado que precisa ser sanado. Enquanto
isso não é feito, pesquisadores e o público em geral precisam disputar as poucas
mesas e cadeiras da atual sala de pesquisa, e quando isso não é possível, o
público excedente é direcionado a biblioteca, onde não há iluminação.
Essas e outras histórias de descaso para com esse patrimônio
histórico não é exclusividade desse Governo, notícias de décadas passadas
relatam como o Arquivo Público vem sendo tratado ao longo dos seus 124 anos de
história! Acompanhe esses relatos:
Parafraseando Sigmund Freud, quanto menos alguém sabe sobre o passado e o presente, mais inseguro será o seu juízo sobre o futuro.
ACOMPANHEM ESSA LONGA HISTÓRIA:
Mentiras Oficiais
Qualquer semelhança, não é mera coincidência
Arquivo Público da Bahia sofre com falta de manutenção
Qualquer semelhança, não é mera coincidência
Arquivo Público da Bahia sofre com falta de manutenção
O ARQUIVO PÚBLICO DA BAHIA
De
passagem na capital da Bahia, tivemos ocasião de visitar este importante
estabelecimento que, pela sua boa organização, asseio e ordem, faz honra ao
Estado.
O Arquivo
Público da Bahia foi fundado em 1890, pelo saudoso doutor Manoel Victorino
Pereira, então governador do Estado.
Seu
primeiro diretor, o doutor Francisco Vicente Vianna, confeccionou durante a
respectiva administração a Memória histórica sobre o Estado da Bahia, trabalho
de grande valor, que teve a honra de figurar na exposição Chicago.
Exerce
atualmente o cargo de diretor o doutor Virgílio de Araújo Cunha, nome
vantajosamente conhecido, que empresta ao importante estabelecimento todo
brilho da sua melhor atividade.
Graças
aos esforços do doutor Pedro Vicente Vianna, secretário do governo, passou o
Arquivo Público por grandes reformas e acha-se hoje perfeitamente instalado,
possuindo diversos e preciosos documentos da nossa história política desde 1670
até aos nossos dias.
O governador
do Estado, doutor José Marcelino, pensa atualmente em ampliá-lo, o que vem de
alguma forma adiantar o processo cada dia mais crescente do Arquivo Público.
O
retrato do doutor Manoel Victorino, que todos têm como um benemérito na
fundação de tão útil estabelecimento, foi colocado envolto em crepe, ricamente
emoldurado, no salão do nobre edifício.
Disponível
em:
INSURREIÇÕES NEGRAS NA BAHIA
Fonte: Revista da
Semana – Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1956. Ano: 57, Nº 38
Disponível em:
HISTÓRIAS DO ARQUIVO PÚBLICO DA BAHIA
Por maiores os títulos do Arquivo Nacional, na
capital do país, para deter, guardar e conservar consigo tudo quanto interesse
as tradições escritas da nacionalidade, lícito não lhe não será, entretanto,
despojar o Arquivo Público da Bahia de documentos que lhe pertencem, por
ligados a fato que, embora de História Nacional, aqui ocorreram, sendo,
portanto, sobretudo, acontecimentos tradicionais da História Baiana.
Sobre o assunto, o governo do Estado dirigiu o
seguinte ofício ao Excelentíssimo Senhor presidente da República: Em 30 de
novembro de 1936.
3.934 – Senhor presidente. – A 16 de setembro de
1887, o ministro do Império, Francisco Belisario Soares de Souza, dirigiu ao
presidente da província da Bahia o ofício do teor seguinte, do qual junto a
este uma cópia autêntica, e cujo original se conserva no arquivo público deste
Estado: “Sirva-se Vossa Excelência, dar as necessárias ordens para que sejam
entregues, mediante recibo, ao chefe da Seção da Biblioteca Nacional, Alfredo
do Valle Cabral, que se acha com licença nessa província, afim de serem catalogados,
extratados ou impressos, não só os volumes de registros mandados fazer pelo
governador Dom Fernando José de Portugal, os quais compreendem o período da
fundação da cidade da Bahia, até a expulsão dos holandeses do Brasil – (1549-1654);
como também outros documentos relativos ao mesmo período, que não estejam incluídos
no coleção mandada fazer pelo mesmo governador: devendo ser-lhe entregue cada
volume de sua vez e depois de restituído o que tiver recebido anteriormente, de
modo que toda a coleção possa ser estudada”.
Trata-se, como se vê, e nem podia ser de outra
forma, de um empréstimo de documentos, os quais, todos, sob essa condição foram
remetidos a Biblioteca Nacional, que devia receber casa volume de sua vez, e
somente depois de restituído o volume anterior, poderia receber outro. Houve,
pois, cuidado de se evitar que a Bahia fosse, de qualquer modo, desapossada de
uma grande parte do seu patrimônio histórico. Era um empréstimo caracterizado,
e sob condição previdente, que assegurava a devolução dos volumes emprestados. Entretanto,
a verdade é que a Biblioteca Nacional, contra compromisso solenemente assumido
pelo governo do Império, acumulou nas seções dos documentos que pertencem a
Bahia, e há anos os retêm nas suas seções. Também não me consta que houvesse
jamais governo que procurasse reaver o patrimônio do Estado.
A Bahia, porém, é que tem sofrido, e sofre, as consequências
deste estado de coisas. Assim é que, por exemplo, entre documentos emprestados,
está um e dos demais importantes a defesa do seu território, na questão de
limites com Sergipe: o regimento, dado pelo governador da Bahia, para fundação
da aldeia de Curaça, que Sergipe diz lhe pertencer. No rol dos mesmos
documentos se encontra o tombamento ou auto da demarcação e confrontação das terras
que pertenciam ao Rei em Ilhéus, e Belmonte, a mais rica zona cacaueira do
Estado de onde a disputa da posse da terra tem dado lugar a toda a sorte de abusos,
a falta da preciosa documentação, retida na Biblioteca Nacional.
A máxima parte da vida histórica e administrativa
da Bahia se acha fora dos seus arquivos: tudo o que diz respeito a fundação da
cidade, numa vasta coleção de provisões reais; grande parte da correspondência,
das ordens, das portarias da administração baiana; todos os registros da
secretaria do governo da Bahia, compreendendo não só toda administração
colonial, como também notável porção, correspondente ao período da
independência.
Se caso o governo da Bahia carece consultar
qualquer documento da sua mesma propriedade, é preciso que peça autorização
para esse fim, coo agora mesmo está ocorrendo no que concerne a demarcação das
terras do sul do Estado. Se resolve comemorar o seu passado histórico, tem de
mandar copiar documentos respectivos, dispensando com isso, como tem feito,
contos de réis.
“Nem foi só em 1887 que a Bahia emprestou ao
governo do Império e até ao da República, peças notáveis do seu arquivo. A
exposição realizada no Rio de Janeiro no ano de 1881, a Bahia se fez
representar por uma copiosa remessa de manuscritos, livros, retratos, etc., o
que tudo consta de um catálogo impresso, e do qual uma cópia da relação
respectiva acompanha este ofício. Ainda em 1908, o governo da União, para que
figurasse na exposição daquele ano, a carta régia da abertura dos portos, ato
firmado em 1808, na Bahia, dirigido ao senhor governador e cujo documento
pertence a Bahia.
Todos esses sucessivos empréstimos, ou todas essas
remessas para simples exposição, e que, portanto, nem chegaram a ser empréstimos,
foram ficando retidas na Biblioteca Nacional e, em outras repartições públicas
do Rio de Janeiro.
Tenho a consciência, excelentíssimo senhor
presidente, de que, neste momento, cumpro um os mais elementares deveres do
governo baiano, solicitando de vossa excelência, com o maior calor e empenho,
como de fato aqui solicito, o obséquio da devolução de todos os volumes,
documentos, papéis, livros manuscritos avulsos ou não, retratos, etc., que
pertençam a Bahia, e que no seu arquivo se devem guardar, porque sua
propriedade, seu patrimônio histórico, instrumentos da defesa dos seus direitos
e da sua mesma fortuna pública.
Para esse fim se apresentarão a vossa excelência,
incumbidos de procederem a tudo quanto a esse propósito se faça mister, os
senhores doutores Braz do Hermenegildo do Amaral e Homero Pires, para os quais
pelo a vossa excelência toda a atenção do seu espirito de justiça, certo de que
a fará inteira a Bahia, que ainda há pouco galharda e entusiasticamente recebeu
a vossa excelência e a quem ela ficará assim a dever mais de um dos grandes e
inestimáveis benefícios da benemérita administração de vossa excelência.
Valho-me da oportunidade para renovar a vossa
excelência as homenagens do meu elevado apreço e distinta consideração.
Assinado – Juracy M. Magalhães. Governador. Ao excelentíssimo senhor doutor
Getúlio Vargas, DD. Presidente da República”.
Acesse a fonte: A NOITE, terça-feira, 6 de julho de 1937.
ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA: PRECIOSIDADES RARAS
Arquivo
Público – Cuidados das Cortes Portuguesas com as terras e águas do patrimônio
da cidade do Salvador – Árvore genealógica de Catharina Paraguassú.
Preciosidades
raras
Chegando
ao nosso conhecimento ter o diretor do Arquivo Público, doutor Francisco Borges
de Barros, solicitando do doutor secretario do Estado a necessária autorização
no sentido de lhe ser entregue o arquivo do Teatro São João, reputado de
primeira ordem, procuramos o mesmo diretor em sua repartição, ontem às 2 horas
da tarde. Apesar de fechadas as demais repartições ele trabalhava. Todos os
funcionários, de bom grado o auxiliavam em arrumações, buscas e pesquisas. Já é
outro, em poucos dias, o aspecto daquele departamento. As cartas régias uma das
grandes riquezas do Arquivo, estão extremadas; iniciou-se a catalogação dos
maços de papéis importantíssimos como sejam: os quintos e dízimos do ouro, a
planta da Bahia em 1621; os fatos da Sabinada; o estudo e planta do Rio Paraguaçu
em 1784; cartas régias de D. João III, D. João IV, D. João V e D. José I sobre
as terras dadas como patrimônio à cidade da Bahia, as reclamações sobre
ocupações indevidas nessas terras, alvarás ordenando as medições das mesmas e
intimações dos réus, o cuidado daquelas
cortes sobre os serviços das águas compreendidas nas terras do patrimônio da
cidade do Salvador. Passamos a outra seção e lá encontramos vários montões
de maços de papéis: eram as sesmarias, antigos documentos sobre navios negreiros e sinais de escravos, fórmulas de testamentos em 1580, proibição aos negros e mulatos de usarem sedas nos
ominosos tempos de D. João III e ordens da corte portuguesa, vedando, no Brasil,
a entrada de armas, que não fossem procedentes de Lisboa. Mais adiante
deparamos, salvos do pó, os mapas da Bahia e do Rio Grande do Sul, feitos pelo
Barão Homem de Mello, a planta levantada em 1875 para a construção de um dique
para a Companhia Baiana e um belo quadro da árvore genealógica da família, de
que foi tronco ancestral Catharina Paraguassú. A poeira nos asfixiava e o laborioso
diretor, sorrindo, dizia: trabalhamos como mineiros, cada dia encontramos novo
filão referto e riquíssimo em dados e informações para as coisas da Bahia. Vê
aquilo que ali está? São as determinações do governo do 2º império ao modo pelo
qual devíamos exercer nossa neutralidade, perante franceses e alemães, na
guerra de 1870. Mais além divisavam-se manuscritos sobre nossas questões de
limites, seguras informações sobre os “encapelados extintos e adjudicados à Fazenda
Imperial”, plantas de aldeamentos de índios e assuntos outros que seria longo
enumerar. E o novel Diretor nos manifestou o grande afã de sua excelência o
doutor Governador e do doutor Secretario do Estado de elevar o Arquivo Público
da Bahia ao mesmo nível dos de São Paulo e Minas Gerais, dando-lhe a
organização consentânea com a sua alta importância. Em oito dias fez-se
aquisição de material novo e adaptado aos fins de tão útil instituição. O
governo do Estado ordenou que o Diário Oficial, faça a encadernação de todos os
livros importantes e que se acham estragados, sobressaindo os de registro de
terras, avisos e provisões, a cópia das cartas régias e de outros documentos do
mais transcendente interesse, e o seu Diretor, a exemplo do Arquivo de Minas e
São Paulo, vai pedir, segundo nos disse, autorização do Governo para elaborar,
de ora avante, a estatística do Estado. O prédio em que está a repartição, passa por urgentes e radicais reformas.
COMUNICADO: ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA
Parafraseando Sigmund Freud, quanto menos alguém sabe sobre o passado e o presente, mais inseguro será o seu juízo sobre o futuro.
ACOMPANHEM ESSA LONGA HISTÓRIA:
SANTA AFRO CATARINA
O programa Santa Afro Catarina
visa promover a identificação, a valorização e a difusão do patrimônio cultural
associado à presença dos africanos e afrodescendentes em Santa Catarina, com
foco em Florianópolis num primeiro momento. O programa articula ações de
educação patrimonial em dois níveis. Por um lado, prevê a elaboração de
narrativas temáticas e de roteiros de visita sobre a história dos africanos e
afrodescendentes em Santa Catarina baseados em pesquisa de arquivo sob a
perspectiva da História Social e por outro lado, prevê o desenvolvimento de
atividades de educação patrimonial associadas ao ensino de História, dando
ênfase à articulação entre patrimônio e história local. Desde 2011, oferecemos
visitas guiadas por roteiros históricos, em maio de 2013 lançamos o livro
História Diversa: africanos e seus descendentes na Ilha de Santa Catarina, e ao
longo de 2013 está previsto o lançamento de um website contendo as narrativas
temáticas e a oferta de oficinas para professores e para guias de turismo.
A equipe do programa é formada
por profissionais atuantes nas áreas de História da Diáspora Africana,
Patrimônio e Ensino de História.
A integração inovadora dos
conteúdos de história da presença africana à discussão de patrimônio faz o
diferencial do programa Santa Afro Catarina: ao agenciar uma nova gama de
marcos urbanos como cenários de tramas históricas, ao atribuir novos
significados a espaços já visitados, ou ainda ao enfatizar as ausências dos
marcos materiais e o esquecimento da presença africana, as ações previstas
proporcionam novos modos de percepção e de relacionamento com o passado
configurado nos espaços urbano e rural.
CHAMADA PARA ARTIGOS: REVISTA TEMPORALIDADES
A Revista Temporalidades - 12ª
edição - v.6, n.1, periódico discente da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) faz saber que abre chamada pública de artigos, resenhas e transcrições
documentais comentadas para o próximo dossiê intitulado "Instituições,
poderes e magistrados no mundo luso-brasileiro. Séculos XVIII e XIX."
A Revista também recebe
contribuições em fluxo contínuo. O prazo para envio termina em 25 de março de
2014.
Lembrando que o próximo número,
a edição 11, sai até a próxima sexta-feira. Aguardem.
ACESSSE: http://www.fafich.ufmg.br/temporalidades/revista/
ARQUIVO NACIONAL DE CABO VERDE
História
da Escravidão: Arquivo Nacional de Cabo Verde disponibiliza lista de documentos
sobre o tráfico de escravos no país.
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