VALE A PENA FICAR DE OLHO NESSE BLOG!

Nosso Blog foi indicado a receber este selo. Obrigado ao Prfessor Adinalzir pela indicação. Seguindo a regra, indico 10 Blogs merecedores deste selo:

www.professorajack.blogspot.com
www.projetogerminarsara.blogspot.com
www.alzirajornalista.blogspot.com
www.arquivoetc.blogspot.com
www.blog.zequinhabarreto.org.br
www.blog-de-historia.blogspot.com
www.carreirodetropa.blogspot.com
www.historianovest.blogspot.com
www.marcushistorico.blogspot.com
www.mocmagazine.blogspot.com

Todos esses Blogs são nossos parceiros e juntos formamos uma rede de infomação e cultura! on-line.

Prêmio Professores do Brasil

Se você é professor e realiza experiências pedagógicas bem-sucedidas, criativas e inovadoras em sala de aula, não perca tempo. O Ministério da Educação (MEC) prorrogou para o dia 30 de setembro o prazo para as inscrições no prêmio Professores do Brasil. Cada trabalho selecionado receberá R$ 5 mil. A escola na qual o professor leciona ganhará equipamentos audiovisuais ou multimídia no valor de R$ 2 mil.

A iniciativa é aberta a professores da educação infantil e do ensino fundamental e médio que desenvolvam, na rede pública, ações pedagógicas que garantem o aprendizado dos alunos. A quarta edição do prêmio vai contemplar dez professores em cada uma das categorias: educação infantil, séries iniciais do ensino fundamental, séries finais do ensino fundamental e ensino médio. A verba total do prêmio chega a R$ 280 mil. São R$ 200 mil para os professores e R$ 80 mil para as escolas.

Este ano, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) será responsável pelo recebimento dos projetos e análise dos documentos. A avaliação dos trabalhos será feita por uma comissão de educadores e de especialistas convidados pelo Ministério da Educação.

O prêmio Professores do Brasil é promovido pelo MEC em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e Organizações dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI). As fundações Bunge e SM e os institutos Pró-Livro e Votorantim são os patrocinadores.

ACESSE: www.portal.mec.gov.br/premioprofessordobrasil

REVISTA ON-LINE SINAIS


Já está disponível a 5ª edição on-line da Revista de História SINAIS. O conteúdo pode ser acessado no link abaixo.

Edição n.05, v.1, Set.2009


1. Capa

2. Expediente

3. Editorial . Mauro Petersem Domingues

4. Artigos

El “Vernacular” como Marca de Identidad y de Visión del Mundo no Occidental en Memorias Orales de Ex Esclavos Estadounidenses
Márgara Averbach - Universidad de Bueno Aires

O ensino-aprendizagem de língua inglesa como prática de letramento: por uma intervenção híbrida e desestabilizadora
Luciana Maria da Silva Figueiredo - UFRJ

Compreendendo a Sutil Co-construção da Identidade Social em uma Narrativa de Conversão Religiosa
William Soares dos Santos - PUC (RJ)

Tatuagem: A Memória na Pele
Mirela Berger - NEI (UFES)

O Trabalho Faz o Homem e o Enobrece: Reflexões sobre a Construção da Identidade Masculina entre Homens Pobres
Paulo Rogério Candido - NEI (UFES)

Cidade de Granito e de Mangue
Alexandre Silva Rampazzo - EMESCAM (Vitória/ES)

A “Ciência” no Pensamento Especulativo Medieval
Ricardo da Costa - UFES

Tempo e Sociedade entre os Pescadores da Barra do Jucu, Vila Velha - ES
Márcio de Paula Filgueiras - UFF/UFES

Os Limites da Violência no Fim do Mundo Antigo: Limitações à guerra romana na segunda metade do século IV d.C.
Raphael Leite Teixeira - UFES

Resistência Escrava, Quotidiano de Libertos e Vida Material no Recôncavo: Bahia, 1830-1850
Wellington Castellucci Junior - UNEB

Reflexões de Walter Benjamin para Pensar o “Povo Comum”
Nataniél Dal Moro - PUC (SP)

5. Resenha

"No País das Últimas Coisas", de Paul Auster
Wagner Lacerda - UFJF

6. Poemas

"Almorragia" - de Marcelo Grillo e "Prece de Maria Cândida" - de Milena Paixão

7. Secção Entrevistas

Claire Joysmith - professora do Centro de Investigaciones sobre América del Norte (CISAN) na Universidade Nacional Autônoma do Mexico (UNAM), concedida às professoras da UFES Maria Mirtis Caser e Stelamaris Coser em junho de 2009

André Botelho - professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concedida ao professor da UFES Mauro Petersem Domingues em junho de 2009

http://www.indiciarismo.net/revista/CMS/index.php?Edi%E7%F5es:Edi%E7%E3o_n.05%2C_v.1%2C_Set.2009

OBRIGADO A TODOS!!!

VALEU GALERA!!!
Gostaria de agradecer a todos que acreditaram no projeto e deram um pouco de seu precioso tempo votando. Este prêmio é nosso!!!

RACISTA DO ORKUT É CONDENADO

Réu incitava ao extermínio dos índios, para estudar a sua história ‘pos morten’, a exemplo do que teriam feito os EUA
A Justiça Federal no Pará condenou um homem por racismo contra índios no site de relacionamentos Orkut. Decisão do juiz Wellington Cláudio Pinho de Castro determinou pena de dois anos e seis meses de reclusão, que foram transformados em prestação de serviços à Funai (Fundação Nacional do Índio).
Para cada dia de pena, ele deverá trabalhar uma hora, gratuitamente. Além disso, o condenado foi obrigado a pagar R$ 20 mil de multa. Cabe recurso.
O réu, cujo único nome divulgado foi Reinaldo, participava de uma comunidade virtual no Orkut chamada "Índios… Eu Consigo Viver Sem".
De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria da República, ele era membro "ativo" do grupo e costumava se expressar "de forma extremamente racista e preconceituosa, em detrimento da imagem dos indígenas".
Em uma das mensagens deixadas no site e citadas no processo, Reinaldo dizia que os índios são "incapazes, não têm responsabilidade civil, portanto não existem". "Eu concordo com a política norte-americana, deveríamos matar todos os índios e passar a estudar a sua história ‘pos morten’."
No final da tarde de segunda-feira (24/8), a reportagem não achou no Orkut a comunidade em que ele colocou o texto. Mas havia ao menos dois outros grupos com temática ofensiva a índios, o maior com 27 integrantes.
Segundo a assessoria da Justiça, em sua decisão o magistrado considerou "evidente a materialidade do delito". Reinaldo disse, em sua defesa, que não teve vontade de ofender os índios e que não quis, com suas opiniões, incitar outros a agirem de maneira preconceituosa.
Mas, para magistrado, essa argumentação é falha, pois o réu é "pessoa esclarecida, absolutamente integrada ao meio social […], que detém suficiente consciência para discernir sua conduta criminosa".
"As consequências do crime são graves, por disseminar e incitar ideais de intolerância, desprezo e racismo." A reportagem procurou a assessoria do Google, dono do Orkut, para comentar a decisão. Até a conclusão desta reportagem, não houve resposta. (JOÃO CARLOS MAGALHÃES, da Agência Folha, em Belém)

ACESSE: www.blog.zequinhabarreto.org.br

CURSOS CEAO



UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

Centro de Estudos Afro-Orientais

Programa Multidisciplinar em Estudos Étnicos e Africanos

Mestrado e Doutorado

Linha de Pesquisa em Estudos Étnicos do Programa Multidisciplinas de Estudos Étnicos e Africanos- PÓSAFRO.

Curso: Fundamentos da Pesquisa Antropológica.

Prof. Dr. Cláudio Luiz Pereira.
ACESSE:www.posafro.ufba.br

Dia da Escravatura: ILHA DE MOÇAMBIQUE ACOLHE COMEMORAÇÃO

Ilha de Moçambique acolhe comemorações

A ILHA de Moçambique acolhe este domingo as cerimónias centrais de comemoração do dia 23 de Agosto - Dia Internacional da Abolição da Escravatura, efeméride proclamada pela UNESCO em 1997. As cerimónias serão presididas pelo Vice-Ministro da Educação e Cultura, Dr. Luís Covane.

As actividades comemorativas vão decorrer na vila de Mossuril e na cidade da Ilha de Moçambique, contemplando a limpeza e colocação de placas de identificação de locais históricos e testemunhos de tráfico de escravos, palestras, exibição de manifestações culturais, com ênfase à peça de teatro sobre escravatura, cujo palco estender-se-á da Vila de Mossuril à Ilha de Moçambique, atravessando a baía através de embarcações.

A institucionalização desta data, de acordo com um comunicado do Ministério da Educação e Cultura (MEC), prende-se com o reconhecimento internacional sobre os impactos do tráfico de escravos em África, e a necessidade de promover a reflexão e estudo sobre este facto e sobretudo, o imperativo de criar e implementar uma abordagem positiva dos impactos da escravatura, como fenómeno que propiciou a aproximação de culturas, pessoas, o que constitui pressupostos para a maior solidariedade e cooperação entre os povos para o desenvolvimento social e económico. .
Para além da população e autoridades nacionais aos diversos níveis, os convidados de honra nestas comemorações, como foi o caso em 2007, são as delegações oficiais das Ilhas Reunião e Maurícias.

Para o efeito, já se encontra em Moçambique a delegação da Ilha Reunião, chefiada pelo senhor Jean-René Dreinaza, director da Cultura e Desporto no Conselho Geral da Ilha Reunião. Enquanto isso, aguarda-se o desembarque da delegação mauriciana.

Estudos sociológicos, antropológicos e biomédicos têm confirmado que vários cidadãos daquelas Ilhas têm os seus antepassados em Moçambique, de onde foram deportados como escravos a partir de portos como o da Ilha de Moçambique, Inhambane e Quelimane, essencialmente.

REABRE MUSEU DA MARINHA

Ainda no quadro das celebrações do Dia Internacional da Abolição da Escravatura, está agendada a reabertura do Museu da Marinha da Ilha de Moçambique, fechado ao público há alguns anos para obras de reabilitação, requalificação e enriquecimento do seu acervo. Segundo o MEC, o museu vai expor pela primeira vez objectos encontrados durante a pesquisa em Arqueologia Subaquática realizada pela “Sociedade Património Internacional”, constituídas por peças da Porcelana Ming (da China, séc. XVI a XVII), moedas em ouro e prata, entre outros objectos encontrados em navios naufragados ao largo da costa da Ilha de Moçambique, e recentemente entregues ao Ministério da Educação e Cultura.

Entretanto, de acordo com o comunicado do MEC, o programa comemorativo contempla a inauguração do sistema de abastecimento de água à partir da Fortaleza São Sebastião, depois de modernizado, no quadro da 1ª fase de reabilitação daquela Fortaleza.

Recorde-se que a estrutura daquele monumento foi concebida para recolher as águas pluviais, cuja cisterna foi sempre uma alternativa fundamental de acesso à água para os ilhéus. O empreendimento contou, para além dos fundos do Estado Moçambicano, de apoio da Bélgica e Flandres.
ACESSE:www.pagina-um.blogspot.com

PALESTRAS

Família de Thales de Azevedo doa acervo pessoal para FPC

A Biblioteca Pública Thales de Azevedo, no bairro Costa Azul, ganhará no dia 26 de agosto o acervo particular do seu patrono. A doação será realizada pela família de um dos nomes de referência das Ciências Sociais Brasileiras à Fundação Pedro Calmon (FPC)/Secult. Denominada Coleção Thales de Azevedo, o acervo bibliográfico e documental representa a importância da preservação da integridade e identidade da obra literária do autor.

O Acervo Thales Azevedo é composto de três blocos de materiais: as obras publicadas, o acervo documental e a biblioteca pessoal do autor. A Obra Publicada reúne livros e artigos de Thales de Azevedo, em um conjunto de 30 livros, mais de 300 artigos especializados e aproximadamente 1.500 artigos de jornais. O Acervo Documental é formado por notas do autor, textos não publicados; documentos pessoais, como atestados e diplomas, diários e agendas; correspondência; documentos de terceiros, informações sobre associações e instituições, encontros e congressos; fotos. A Biblioteca de Consulta é composta de alguns milhares de itens (estimativa de 8 mil), entre livros, pequenas publicações avulsas, números de periódicos especializados e outros impressos, comprados ou ganhos pelo pesquisador e usados para leitura e consulta. Esta coleção conte publicações brasileiras e estrangeiras que datam da década de 1920 até mais de 1990.

“Essas publicações contribuem para o conhecimento do que se leu e pensou no Brasil sobre as ciências sociais e a vida brasileira, no referido período, bem como de influências do exterior na produção brasileira e dos ciclos temáticos que pontuaram aquela época”, assinala Maria Brandão Azevedo, filha de Thales de Azevedo.

Além da inauguração do setor que abrigará a coleção, o evento, a partir das 14h30, contará com o Seminário A Bahia segundo Thales de Azevedo, com a participação do diretor-geral da FPC, Ubiratan Castro de Araújo, do prof. da UFBA, Paulo Ormindo Azevedo, com o tema As duas histórias da cidade do Salvador e do historiador, João José Reis, com o tema Thales, historiador do cotidiano. Para encerrar a atividade haverá o lançamento da edição comemorativa do livro Povoamento da Cidade do Salvador, que foi publicado pela primeira vez em 1949.

Ao longo da sua vida, Thales de Azevedo se ocupou de variados assuntos, destacando-se nos temas: medicina, história social, relações raciais, imigração, catolicismo popular, relações Estado - Igreja, caráter nacional, ideologia, cotidiano, entre outros. “Com a doação do seu acervo, todo esse leque de conhecimento fica a disposição de estudantes, pesquisadores, professores, historiadores e o público em geral que desejem se aprofundar nas ciências humanas e sociais”, ressalta o historiador Ubiratan Castro de Araújo.

Os palestrantes:

Paulo Ormindo David de Azevedo possui graduação em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia e doutorado em Perfezionamento Per Lo Studio Dei Monumenti pela Università degli studi di Roma Tre. Atualmente é professor titular da UFBA.

João José Reis é Doutor em História pela University of Minnesota, Professor Titular do Departamento de História da Universidade Federal da Bahia e autor de livros premiados como A morte é uma festa, Negociação e Conflito: A Resistência Negra no Brasil Escravista, e o mais recente Domingos Sodré – Um sacerdote africano.

Biblioteca Pública Thales de Azevedo - Localizada próxima ao Parque Costa Azul, a Biblioteca Thales de Azevedo atende a crianças, jovem e adulto nos setores infantil, periódicos, pesquisa e empréstimos, além de um centro de referência da cultura norte-americana, através de uma parceria com o Consulado dos Estados Unidos. Cerca de vinte mil obras compõem o acervo da biblioteca, que também promove, diariamente, variadas atividades culturais gratuitas para todos. São oficinas, palestras, exposições e contação de histórias, de segunda a sexta, das 9h às 17h. Rua Adelaide Fernandes da Costa, s/n, Costa Azul. Tel.: 3116-5891 /5895

SERVIÇO

O quê: Seminário A Bahia segundo Thales de Azevedo

Onde: Biblioteca Pública Thales de Azevedo (Rua Adelaide Fernandes da Costa,s/n –Costa Azul)

Quando: Dia 26 de agosto (quarta-feira), às 14h30.

Entrada: Gratuita

Informações: (71) 3116 -5895 / 3116-5891

Mais informações:ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676


PROJETO GERMINAR

O Germinar é uma reposta do Colégio Estadual Sara Violeta de Mello Kertesz, localizado no Alto de Santa Terezinha (Subúrbio Ferroviário de Salvador-BA), a extrema necessidade de ataque ao racismo no universo escolar e a partir dele, onde, através de ações de valorização da negritude e do resgate da História e cultura africanas, afro-brasileiras e indígenas, objetiva-se contribuir radicalmente em prol de mudanças significativas na estrura social deste país. Através do pássaro sankofa, homenageamos um ideograma africano, presente na sociedade akan. No formato de um pássaro, com a cabeça voltada para o sentido oposto ao do seu caminhar, o sankofa significa que nunca é tarde para voltar e recolher o que ficou para trás, onde, é essencial que o andar para o futuro esteja sempre permitindo uma ampla visualização e valorização do nosso passado.
ACESSE: www.projetogerminarsara.blogspot.com

Trabalho escravo é usado para desmatamentos no Brasil

Um estudo da Organização Mundial do Trabalho (OIT) indica que o trabalho escravo no Brasil se encontra, principalmente, em zonas de desmatamento da Amazônia e áreas rurais com índices altos de violência e conflitos ligados à terra.

Segundo a publicação, apesar dos avanços feitos pelo governo brasileiro nos últimos anos, "a mão-de-obra escrava continua sendo usada no país para desmatar a Amazônia, preparar a terra para a criação do gado e em atividades ligadas a agricultura em áreas rurais".
A análise faz parte do livro Forced Labor: Coercion and Exploitation in the Private Economy ("Trabalho Forçado: Coerção e Exploração na Economia Privada", em tradução livre), que será lançado pela OIT no próximo domingo (23), quando se comemora o dia mundial em memória do tráfico de escravos e da abolição da escravatura.

A obra apresenta uma série de estudos de caso sobre formas de escravidão modernas na América Latina, Ásia, África e Europa e traz um capítulo específico, de 15 páginas, sobre o Brasil.
De Rondônia ao Maranhão - Com base na análise de dados e estatísticas do governo brasileiro e da Comissão Pastoral da Terra, a OIT constata que a correlação mais evidente se verifica no sul e sudeste do Estado do Pará que, entre 2000 e 2004, registrou quase a metade das operações do governo para libertar os trabalhadores escravos. No mesmo período, o Estado contribuiu com 38,5% do desmatamento total do país e registrou 44,12% dos crimes ligados a terra, indica a OIT.
Os dados analisados também demonstram que o trabalho escravo vem sendo utilizado para aumentar a produção agrícola e para o preparo das áreas desmatadas que serão transformadas em pastos.
"De fato, as propriedades rurais que usam o trabalho escravo estão concentradas exatamente numa faixa de terra onde foram abertas clareiras, que vai de Rondônia ao Maranhão", afirma à BBC Brasil Roger Plant, diretor do programa contra trabalho forçado da OIT.
"A correlação entre o trabalho escravo e os desmatamentos no Brasil é uma das conclusões interessantes desse estudo", diz.
Intimidação - A Organização cita um estudo publicado pelo Banco Mundial em 2003 (Causas do desmatamento na Amazônia brasileira) que indicou que a expansão da pecuária foi responsável por 75% das áreas desmatadas no Brasil.
"Para aumentar a produtividade, os desmatamentos são feitos com mão-de-obra barata e, muitas vezes, com recurso a trabalhadores escravos, que preparam a terra para permitir investimentos mais rentáveis", explica no texto o autor do capítulo dedicado ao Brasil, Leonardo Sakamoto.
Segundo a OIT, a principal forma utilizada no Brasil para submeter os trabalhadores a formas de trabalho forçado é a intimidação por dívidas. Essa prática se verifica não somente no Brasil, mas também em outros países do mundo.
Na maioria das vezes, as vítimas são recrutadas em zonas muitos pobres, no nordeste e norte do país, pelos chamados 'gatos', que trabalham para os proprietários rurais e que atraem os candidatos com ofertas muitas vezes enganosas.
Nos casos mais frequentes, os gatos prometem arcar com despesas de transporte e acomodação ou incitam os trabalhadores a pedir adiantamentos de salários que serão cobrados mais tarde.
"Os trabalhadores entram, então, em um círculo vicioso e são obrigados a abrir mão dos salários para pagar as dívidas" explica Plant.
Os dados analisados pela OIT indicam que a maioria das vítimas são originárias dos Estados de Tocantins, Maranhão, Pará, Bahia e Piauí, "regiões pobres, com altas taxas de desemprego e baixo índice de desenvolvimento humano, o que torna essas pessoas extremamente vulneráveis", comenta o diretor do programa de luta contra o trabalho escravo da organização.

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=47727

ATÉ QUANDO?

Homem negro espancado, suspeito de roubar o próprio carro

S. Paulo - Tomado por suspeito de um crime impossível – o roubo do seu próprio carro, um EcoSport da Ford – o funcionário da USP, Januário Alves de Santana, 39 anos, foi submetido a uma sessão de espancamentos com direito a socos, cabeçadas e coronhadas, por cerca de cinco seguranças do Hipermercado Carrefour, numa salinha próxima à entrada da loja da Avenida dos Autonomistas, em Osasco. Enquanto apanhava, a mulher, um filho de cinco anos, a irmã e o cunhado faziam compras.

A direção do Supermercado, questionada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP, afirma que tudo não passou de uma briga entre clientes.

O caso aconteceu na última sexta-feira (07/08) e está registrado no 5º DP de Osasco. O Boletim de Ocorrência - 4590 - assinado pelo delegado de plantão Arlindo Rodrigues Cardoso, porém, não revela tudo o que aconteceu entre as 22h22 de sexta e as 02h34 de sábado, quando Santana – um baiano há 10 anos em S. Paulo e que trabalha como Segurança na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, há oito anos - chegou a Delegacia, depois de ser atendido no Hospital Universitário da USP com o rosto bastante machucado, os dentes quebrados.

LEIA NA ÍNTEGRA: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/espancado-por-roubar-o-proprio-carro/

REVISTA HISTÓRIA & PERSPECTIVAS

Já está disponível a revista eletrônica História & Perspectiva

“Já andamos fartos de discussões políticas, o Brasil social é que deve atrair todos os esforços de seus pensadores [...]”. Sílvio Romero, o problema do povo-nação e o pensamento social brasileiro
Luisa Rauter Pereira

Africanos e a formação de identidades no além-mar: um estudo de etnicidade na experiência africana no Rio de Janeiro do século XIX
Camilla Agostini

Entre veredas e arrabaldes: histórias de escravos e forros na Comarca de Nazaré. Bahia, 1830-1850
Wellington Castellucci

“Tirania em Marcha” ou “Lucta contra a dictadura” partidos políticos, história e governo no Brasil (1932-1934)
Antonio Manoel Elíbio

Os paradoxos das políticas sociais do século XXI: políticas de renda mínima numa visão cosmopolita
Cláudia Batista e Célia Anselmé

ACESSE: www.historiaperspectivas.inhis.ufu.br/index.php

MESTRADO EM OURO PRETO

O Programa de Pós-graduação em História (Mestrado) da Universidade Federal de Ouro Preto torna pública a abertura das inscrições para o processo seletivo de 2010. Área de concentração: Estado, Região e Sociedade; Linhas de pesquisa: 1) Sociedade, Poder e Região, 2) Estado, Identidade e Região.

Veja detalhes: www.ichs.ufop.br/pgh/


SEMANA DE PATRIMÔNIO

Preconceito: O fator mascarado entranhado nas escolas brasileiras

Uma verdade que não se quer enxergar: A Escola
também consagra preconceitos.

Combatido nos discursos, o preconceito ainda está muito entranhado na sociedade e nas escolas brasileiras

Por: Filipe Jahn


Uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 501 escolas públicas do país, e divulgada em junho deste ano, revelou dados preocupantes sobre o preconceito no ambiente escolar brasileiro. Das 18,5 mil pessoas entrevistadas, entre alunos, professores, funcionários e pais, 99,3% demonstram algum tipo de preconceito - étnico-racial, socioeconômico, de gênero, geração, orientação sexual ou territorial ou em relação a pessoas com algum tipo de necessidade especial.

De acordo com a pesquisa, os tipos de preconceito que apresentaram maior abrangência são aqueles relacionados a pessoas com necessidades especiais (96,5%), seguido por diferenças étnico-raciais (94,2%), e aqueles relativos a diferenças de gênero (93,5%). Além disso, assim como o preconceito, percebeu-se entre todos os públicos-alvo da pesquisa uma predisposição em manter menor proximidade em relação a determinados grupos sociais, como homossexuais, pessoas com necessidades especiais de natureza mental e ciganos.

Cláudia Vianna, professora da Faculdade de Educação da USP que pesquisa as relações de gênero e sexualidade na educação, explica que o preconceito é uma disposição afetiva que pode ou não se transformar em um ato de discriminação. Só que, no Brasil, muitas vezes o preconceito não chega a ser explicitado, ou mesmo entendido como tal. Uma das razões para tanto está no estereótipo disseminado do brasileiro brincalhão. Ofensas sobre a cor de pele ou a orientação sexual, por exemplo, são entendidas apenas como traço típico de uma personalidade nacional. "Mas certamente existe", adverte Cláudia.

ACESSE TEXTO NA ÍNTEGRA:
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12751

CURSO DE HISTÓRIA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA

(Setembro a Dezembro 2009 - 5ª Turma)
Referenciado na Lei 10.639/2003
Público-alvo: educadores, estudantes universitários e interessados em geral
Inscrições abertas – Módulos 1 a 3
Desconto especial para professores e estudantes
Módulos independentes . Aulas aos sábados das 9h às 13h

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Módulo I
Salloma Salomão Jovino - Atlântico Negro: Trânsitos culturais, políticas e identidades nas diásporas negras nos séc. XIX e XX.
18 e 25 Setembro, 3 e 10 de Outubro
Módulo II
Lisy Sallum, Rosangela Sarteschi, Mauricio Waldman - Visões sobre África: História, Artes e Literaturas.
17, 24, 31 Outubro e 7 de Novembro
Módulo III
Acácio S. Almeida Santos - Socidades Africanas: Entre as dádivas e o mercado.
14 e 28 Novembro e 5 e 12 Dezembro
LOCAL DO CURSO

Casa Ranzini
Rua Santa Luzia, 31
Sé - São Paulo
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
De Segunda a Sexta das 9h30 às 18h
Espaço Aruanda Mundi
Rua Prof. Arnaldo Amado Ferreira, 21
Vila Sonia - São Paulo - SP
Fone: 11 3744-3719 / 7257-9235



Seminário "Escravidão, trabalho e identidades na Bahia setecentista" - BA

Seminário Permanente com Pesquisadores Baianos

Escravidão, trabalho e identidades na Bahia setecentista

Carlos Francisco da Silva Jr.
Mestrando em História
pela Universidade Federal da Bahia

Daniele Santos de Souza
Mestranda em História
pela Universidade Federal da Bahia

Coordenação:
João José Reis
Universidade Federal da Bahia
Pós-doutor em História
pela Universidade de Londres, Inglaterra

data e horário:
sexta-feira
21 de agosto de 2009
16:00h

inscrições e informações:
(71) 3243 2491 | 3243 2666
academico@fcmariani.org.br
entrada franca mediante inscrição
ACESSE: www.fazervaleralei.blogspot.com

SEMANA DE HISTÓRIA 2009

De 17 à 21 de Agosto acontece mais uma Semana de História. Este ano será abordada as problemáticas da História e da sociedade através do olhar da "Educação". A Semana começa com a exibição do filme “A língua das Mariposas” e será encerrada com uma Vivência em um assentamento do MST, onde a ACC em educação FACED/UFBA realiza atividades. Confira programação completa: www.historiaufba.blogspot.com

"OS MORTOS SÃO NEGROS E AS ARMAS SÃO BRANCAS"

Em África, disse alguém, os mortos são negros e as armas são brancas. Seria difícil encontrar uma síntese mais perfeita da sucessão de desastres que foi e continua a ser, desde há séculos, a existência no continente africano.

José Saramago - Diário de Notícias, em Caderno.

O lugar do mundo onde se crê que a humanidade nasceu não era certamente o paraíso terrestre quando os primeiros “descobridores” europeus ali desembarcaram (ao contrário do que diz o mito bíblico. Adão não foi expulso do éden, simplesmente nunca nele entrou), mas, com a chegada do homem branco abriram-se de par em par, para os negros, as portas do inferno. Essas portas continuam implacavelmente abertas, gerações e gerações de africanos têm sido lançados à fogueira perante a mal disfarçada indiferença ou a impudente cumplicidade da opinião pública mundial. Um milhão de negros mortos pela guerra, pela fome ou por doenças que poderiam ter sido curadas, pesará sempre na balança de qualquer país dominador e ocupará menos espaço nos noticiários que as quinze vítimas de um serial killer.

Sabemos que o horror, em todas as suas manifestações, as mais cruéis, as mais atrozes e infames, varre e assombra todos os dias, como uma maldição, o nosso desgraçado planeta, mas África parece ter-se tornado no seu espaço preferido, no seu laboratório experimental, o lugar onde o horror mais à vontade se sente para cometer ofensas que julgaríamos inconcebíveis, como se as populações africanas tivessem sido assinaladas ao nascer com um destino de cobaias, sobre as quais, por definição, todas as violências seriam permitidas, todas as torturas justificadas, todos os crimes absolvidos. Contra o que ingenuamente muitos se obstinam em crer não haverá um tribunal de Deus ou da História para julgar as atrocidades cometidas por homens sobre outros homens. O futuro, sempre tão disponível para decretar essa modalidade de amnistia geral que é o esquecimento disfarçado de perdão, também é hábil em homologar, tácita ou explicitamente, quando tal convenha aos novos arranjos económicos, militares ou políticos, a impunidade por toda a vida aos autores directos e indirectos das mais monstruosas acções contra a carne e o espírito.

É um erro entregar ao futuro o encargo de julgar os responsáveis pelo sofrimento das vítimas de agora, porque esse futuro não deixará de fazer também as suas vítimas e igualmente não resistirá à tentação de pospor para um outro futuro ainda mais longínquo o mirífico momento da justiça universal em que muitos de nós fingimos acreditar como a maneira mais fácil, e também a mais hipócrita, de eludir responsabilidades que só a nós nos cabem, a este presente que somos. Pode-se compreender que alguém se desculpe alegando: “Não sabia”, mas é inaceitável que digamos: “Prefiro não saber”. O funcionamento do mundo deixou de ser o completo mistério que foi, as alavancas do mal encontram-se à vista de todos, para as mãos que as manejam já não há luvas bastantes que lhes escondam as manchas de sangue.

Deveria portanto ser fácil a qualquer um escolher entre o lado da verdade e o lado da mentira, entre o respeito humano e o desprezo pelo outro, entre os que são pela vida e os que estão contra ela. Infelizmente as coisas nem sempre se passam assim. O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses. Em tais casos não podemos desejar senão que a consciência nos venha sacudir urgentemente por um braço e nos pergunte à queima-roupa: “Aonde vais? Que fazes? Quem julgas tu que és?”. Uma insurreição das consciências livres é o que necessitaríamos. Será ainda possível?

ACESSE: pagina-um.blogspot.com

Tarde de Autógrafos com Stuart B. Schwartz

A LDM- Livraria Multicampi, o Programa de Pós-Graduação em História da UFBA - Universidade Federal do Estado da Bahia e a Editora Companhia das Letras convidam para o lançamento de:

CADA UM NA SUA LEI - Tolerância religiosa e salvação no mundo atlântico ibérico.

QUANDO: Quarta-feira, 19 de agosto de 2009, às 17h:30
ONDE: LDM- Rua Direita da Piedade, 20 - Piedade.
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UMA HERANÇA MALDITA

Nestes dias meio atribulados em Brasília, recebi email de um aluno indagando sobre o episódio em que o pai de Fernando Collor de Mello protagonizou um tiroteio e matou um colega do Senado Federal em plena sessão legislativa. Vamos aos fatos. Foi no dia 4 de dezembro de 1963 que o senador Arnon de Mello sacou a arma em uma sessão do Senado Federal e mandou bala pra cima do senador Silvestre Péricles, seu inimigo político em Alagoas e a quem acusava de tramar seu assassinato.

Péricles, como um Garrincha das tribunas, driblou os tiros com impressionante habilidade e também sacou a arma - e o Senado viveu momentos de saloon do velho oeste.

Quem pagou o pato nesse bang bang parlamentar foi o suplente acreano José Kairala, que levara a mulher e as filhas ao parlamento para comemorar o último dia do seu mandato. Um dos tiros de Arnon acertou Kairala no peito, diante da família.

Há que se ressaltar que, mesmo no meio do pega pra capar, os parlamentares mantiveram a compostura, tratando-se, em pleno tiroteio, por Vossa Excelência, como pede o decoro da casa. Arnon de Mello, ao mandar bala pra cima de Péricles, gritava segundo testemunhas:

- Vossa Excelência vai morrer, filho da puta, safado. Me ameaçou!

Péricles, abaixado, respondia :

-Vossa Excelência é um crápula. Vossa Excelência é ladrão !

No final da zorra toda, com furo de bala até no teto do Senado, Arnon de Mello, o assassino de José Kairala, não sofreu qualquer tipo de punição pelo ato, protegido que estava pela imunidade parlamentar.

O grand finale do episódio aconteceu no dia seguinte. O jornal O Globo, de propriedade de Roberto Marinho - amigo e sócio de Arnon no jornal Gazeta de Alagoas - veio com um editorial em defesa do assassino, elogiando inclusive a cultura, a educação e a inteligência do bandoleiro alagoano. Um sujeito finíssimo, verdadeira flor de formosura, como a bala que matou Kairala na frente das filhas e da mulher. Dizia O Globo, nessa verdadeira pérola da imprensa canarinho:

"A democracia, apesar de ser o melhor dos regimes políticos, dá margem, quando o eleitorado se deixa enganar ou não é bastante esclarecido, a que o povo de um só estado - como é o caso - coloque na mesma casa legislativa um primário violento, como o Sr. Silvestre Péricles, e um intelectual, como o Sr. Arnon de Mello, reunindo-os no mesmo triste episódio, embora sejam eles tão diferentes pelo temperamento, pela cultura e pela educação".

Depois dessa do jornalão dos Marinho, não tenho, feito um Armando Falcão da rede virtual, nada a declarar.

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