SOLENIDADE DE PREMIAÇÃO DO CONCURSO IDEIAS INOVADORAS



FAPESB traz palestrante de Portugal para a premiação do Concurso Ideias Inovadoras
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia promoverá, no dia 29 de novembro, às 15h, a solenidade de premiação do Concurso Ideias Inovadoras. Este ano, 125 projetos foram submetidos, dos quais 18 passaram para a etapa final. Os premiados, divididos em quatro categorias, receberão o prêmio em dinheiro no valor de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil para o primeiro, segundo e terceiro lugares respectivamente.
O evento terá como convidada a Presidente do Programa Ciência Viva, da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica de Portugal, Rosália Vargas, que fará palestra com o tema “Ciência e Juventude”. O Ciência Viva é um programa de popularização da ciência que visa disseminar o conhecimento científico por meio do apoio ao ensino experimental das ciências, promoção da educação científica nas escolas e criação de uma rede nacional de centros interativos de divulgação científica para a população.
Dentre as ações desenvolvidas pelo Ciência Viva está o programa de Ocupação Científica de Jovens nas Férias, que proporciona a jovens do ensino fundamental a oportunidade de frequentar estágios científicos em laboratórios de instituições de Portugal. Os estágios englobam observações astronômicas, passeios geológicos, visitas a obras de engenharia, castelos e faróis, observações de espécies e ecossistemas, entre outras atividades, sempre na companhia de especialistas de instituições científicas, museus, centros de ciência, associações e empresas.
O Concurso Ideias Inovadoras 2012 tem como objetivos principais disseminar a cultura do empreendedorismo no estado, incentivar o desenvolvimento de ideias inovadoras, promover a participação da comunidade acadêmica, pesquisadores e inventores independentes em ações de empreendedorismo e premiar ideias inovadoras com potencial de introdução no mercado. Este ano, além do prêmio em dinheiro, os vencedores receberão consultoria da Vilage Marcas e Patentes para redigir o pedido de sua patente ou para a busca, classificação, protocolização e acompanhamento do registro da marca junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI.

O evento acontecerá no Hotel Bahia Fiesta, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, 711, Pituba – Salvador. É necessário confirma presença pelo e-mail concursoideiasinovadoras@fapesb.ba.gov.br.

Solenidade de Premiação do Concurso Ideias Inovadoras
Data: 29 de novembro
Horário: 15h
Local: Hotel Bahia Fiesta, Avenida Antônio Carlos Magalhães, 711, Pituba – Salvador

LANÇAMENTO DUPLO



 AS OBRAS:

Escravidão e Suas Sombras
A obra reúne ensaios escritos pelos membros do grupo de pesquisa Escravidão e invenção da liberdade, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Bahia. Para os organizadores, a história da escravidão é bem mais longa do que a da liberdade, que também pertence ao que eles denominam “sombras da escravidão”, fenômenos históricos que se projetam no tempo, para além da Abolição, ou se articulam com a instituição do cativeiro enquanto existiu.

Constituído por nove capítulos, sendo um deles escrito por João José Reis, um dos organizadores da obra, Escravidão e suas sombras traz temas como violência do tráfico de escravos e rituais africanos, reunidos em histórias que permitem uma leitura plural, transigente e aberta sobre os personagens e as instituições que compuseram a paisagem da escravidão e da liberdade no Brasil.
João José Reis é historiador, graduado pela Universidade Católica do Salvador, mestre e doutor em História pela University of Minnesota.
Elciene Azevedo possui graduação, mestrado e doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas.

Cansaço, a longa estação

Pericás presenteia o leitor com uma narrativa e linguagem próprias do sertão, cobrindo de estranheza e mistério a realidade. O vocabulário, explicado em um extenso e instigante glossário, é também um protagonista na ficção do historiador, que, imerso na experiência sertaneja e cangaceira, traz à tona um rico repertório de “palavras reunidas num fraseado melódico ao mesmo tempo fluido e truncado como, de resto, é a vida no sertão”, conforme explica no texto de orelha o professor de literatura brasileira e pesquisador da USP Flávio Aguiar. “É uma viagem no espaço e no tempo, e também nos vários registros linguísticos de nosso país, em particular do seu mundo rústico.”

Luiz Bernardo Pericás é escritor e historiador formado pela George Washington University, doutor em História Econômica pela USP e pós-doutor em Ciência Política pela Flacso (México).

Quarta-feira, 28 de novembro, a partir das 18h,
na LDM do Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha.
(Praça castro Alves, s/n – Centro)
Outras informações:


Patrimônio em perigo – Especial Arquivos Públicos Estaduais


O Arquivo Público do Piauí não tem um único documento digitalizado. E muito menos climatização adequada ou atendimento informatizado. Situação se repete em outras tantas instituições do Brasil. 
Foto do Arquivo Público de Sergipe
Cristina Romanelli

Deu na Internet: o Arquivo Público do Piauí (APPI) digitalizará mais de um milhão de documentos. A notícia, publicada no início deste ano, deixaria muitos pesquisadores felizes, mas não passa de um alarme falso. Até hoje, o arquivo não tem um único documento digitalizado. E muito menos climatização adequada ou atendimento informatizado. Para quem acha que esses males são privilégio do Piauí, convém conhecer melhor a dura realidade dos acervos públicos do país. Paraíba e Tocantins, por exemplo, não têm sequer arquivo público estadual. No Amapá, o arquivo só existe, literalmente, no papel.
 “O arquivo do Piauí tem um dos maiores acervos do Nordeste. Mas muitos documentos dos séculos XVII e XVIII ainda estão em caixas, sem catalogação. Muita coisa está se perdendo”, lamenta a historiadora Claudete Maria Miranda, professora aposentada da UFPI. A equipe do arquivo reconhece a situação. “O governo não libera recursos. Faz muitos anos que temos o sonho de digitalizar documentos. Não sei de onde partiu o boato desse projeto de digitalização. Conseguimos uma verba de R$ 400 mil faz algum tempo, mas até agora não recebemos”, conta Terezinha Cortez, arquivista e ex-diretora do APPI.
Em Sergipe, o quadro também é desalentador. O arquivo tem problemas de acessibilidade e poucos funcionários capacitados. “Ele está organizado de forma muito precária, e a conservação da documentação está bem ruim. Não tem nada informatizado, você tem que fazer a transcrição manualmente. A digitalização nunca foi prioridade. Isso tudo é um obstáculo ao conhecimento”, afirma, indignada, Edna Maria Mattos Antônio, historiadora da Universidade Federal de Sergipe.
O caso do Arquivo Público da Bahia (APB) vem sendo divulgado na imprensa desde fevereiro de 2011, quando a energia foi cortada por risco de incêndio [ver “Memória em apuros”, RHBNnº 78]. “O prédio não comporta mais a documentação. Há alguns meses, o setor de arquivos privados foi transferido por risco de desabamento do piso”, denuncia Urano de Andrade, historiador da UFBA. Segundo a diretora do APB, Maria Teresa Matos, até o fim de outubro seria concluída a primeira etapa das obras no sistema elétrico. A segunda etapa ainda não tem prazo previsto. E em relação à mudança de prédio, nenhuma alternativa foi encontrada até agora.
Os problemas nos arquivos são quase sempre os mesmos, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Procurado pela RHBN, o Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), do Arquivo Nacional, passou a bola adiante. “Nós apoiamos os arquivos, mas não podemos intervir. Os próprios diretores acharam melhor ter autonomia e constituir o Fórum Nacional de Arquivos Públicos Estaduais”, afirma Domícia Gomes, da Coordenação de Apoio ao Conarq. No entanto, segundo Márcio de Souza Porto, diretor do Arquivo Público do Estado do Ceará e um dos principais envolvidos no Fórum, a instituição não pode fazer quase nada em termos de execução.
Para Margareth Silva, vice-presidente da Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB), o motivo de tantos casos semelhantes é mesmo o descuido dos governos estaduais. Mas o Arquivo Nacional também teria sua parcela de culpa. “O Arquivo fez uma série de decretos e resoluções, mas não tratou de uma política nacional, com metas claras e fiscalização de atividades. Sem isso, os arquivos não vão conseguir crescer”, argumenta.

Como está o arquivo de seu estado? Veja outras denúncias e participe do Fórum sobre o tema.

Boletim eletrônico da Revista de História da Biblioteca Nacional



Cine História: Apenas um tom de cinza

Primeiro filme da trilogia 'Jogos Vorazes' aparece como caricatura da sociedade contemporânea mesmo com todo o apelo comercial [Leia mais]

Para gringo não ver

Após duas liminares cassadas pela Justiça Federal, situação da Aldeia Maracanã, no Rio de Janeiro, é crítica. Líderes indígenas falam sobre a ordem de despejo que paira sob suas cabeças desde outubro [Leia mais]

O imperador republicano

Biblioteca Fazendo História deste mês acontece na terça, dia 27, às 16h, na Biblioteca Nacional. Evento discute as contradições de D. Pedro II durante sua trajetória política no Brasil [Leia mais]

Patrimônio em perigo – Especial Arquivos Públicos Estaduais

O Arquivo Público do Piauí não tem um único documento digitalizado. E muito menos climatização adequada ou atendimento informatizado. Situação se repete em outras tantas instituições do Brasil [Leia mais]

Passando o ponto
Prédios centenários da Rua da Carioca são vendidos em lote. Seu destino é incerto [Leia mais]

Loja virtual

Na Loja virtual da Revista de História, você pode assinar a revista por um ou dois anos, além de comprar exemplares da revista História da Ciência, assim como a coleção História no Bolso. [Confira]

Evento Encontro com Ações Afirmativas


No mês da Consciência Negra, a Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, propõe, à comunidade baiana, uma discussão sobre o surgimento do movimento educacional negro e de sua importância para a implantação das ações afirmativas nas universidades baianas, além de debater sobre o papel do Poder Legislativo, nos âmbitos municipal, estadual e federal, na construção de políticas públicas que visem a combater o racismo e diminuir a desigualdade racial no nosso país.
Data: 26 de novembro de 2012
Local: Auditório do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
Horário: 14 às 19h 
Mesa 1 - O movimento educacional negro e as ações afirmativas nas universidades baianas.
Data: 26 de novembro de 2012 (segunda-feira)
Local: Auditório do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
Horário: 14h
Regina Costa Farias
Coordenadora do Centro de Cultura, Orientação e Estudos Quilombo Coequilombo
Plataforma - Salvador
Pedro Roberto dos Santos
Coordenador Pedagógico do Instituto Cultural Beneficente Steve Biko
Largo do Carmo Centro - Salvador
Eremita Costa
Coordenadora do Quilombo Ilha
Mar Grande - Vera Cruz 
Ana Célia da Silva
Professora da Universidade do Estado da Bahia - UNEB
Mesa 2 - Políticas públicas para as comunidades negras
Data: 26 de novembro de 2012 (segunda-feira)
Local: Auditório do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
Horário: 16h
Vereadora Marta Rodrigues
Presidente da Comissão da Reparação
Vereador eleito Sílvio Humberto
Câmara Municipal de Salvador
Deputado Estadual Bira Coroa
Presidente da Comissão de Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa da Bahia
Deputado Federal Luiz Alberto
Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
Atenciosamente,

Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
3117-6067

II Simpósio Internacional de Estudos Inquisitoriais


O II Simpósio Internacional de Estudos Inquisitoriais visa aprofundar e trazer novas reflexões historiográficas acerca da organização, funcionamento e atuação dos tribunais inquisitoriais medievais e modernos, nas diversas dimensões da sociedade. As conferências, as mesas-redondas e os simpósios temáticos dessa segunda edição centrar-se-ão em torno do tema Religião e Poder. Tal como o primeiro Simpósio (agosto 2010), este representará, igualmente, um espaço de debate aberto, para todos aqueles que o desejarem.
Inscrições Abertas
Encontram-se abertas as inscrições para proposição de Simpósios Temáticos e para Ouvintes.


Exposição Antonio Balbino: ideias e realizações


O lançamento da exposição sobre a vida e obra de Antonio Balbino: ideias e realizações será realizada no dia 21, às 19h, no foyer do Teatro Castro Alves (TCA). Na ocasião, os professores Eduardo José Santos Borges (Uneb) e Nivaldo Vieira de Andrade Júnior (Ufba) farão palestra sobre o homenageado. A mostra encerra-se no dia 04 de dezembro e faz parte das celebrações do centenário do ex-governador da Bahia Antonio Balbino. A realização é da Fundação Pedro Calmon (FPC), através do Centro de Memória da Bahia/Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia.

SERVIÇO:
O quê - Exposição Antonio Balbino: ideias e realizações.
Quando – Quarta-feira, dia 21 de novembro, 19h.
Onde - Foyer do Teatro Castro Alves, Campo Grande.
Período da exposição: De 21 de novembro a 04 de dezembro de 2012.
  

Seminário: A urbanização de Salvador em três tempos: Colônia, Império e República

LANÇAMENTO: ESCRAVIDÃO E SUAS SOMBRAS

EM BUSCA DE VENTURA, FORTUNA E CASAMENTO


Ilustríssimo Senhor Dr. Chefe de Polícia 
Comunico a Vossa Senhoria as 11 horas da noite cerquei uma casa ao Cabula, onde na quarta-feira e sábados há grande concorrência de famílias a fim de tomarem ventura.
Os donos da casa são Agostinho José Ferreira e Clara Maria da Conceição que vão a presença de Vossa Senhoria a fim de providenciar a tal respeito, visto eles fazerem disso o modo de viver.
Deus Guarde a Vossa Senhoria
Bahia e Subdelegacia de Santo Antonio, 19 de agosto de 1877. 

Obedecendo ao respeitável despacho de Vossa Excelência, anexado na petição retro, cabe-me informar-lhe que, chegando ao meu conhecimento no mês próximo passado de haver no Cabula ou suas imediações uma casa ou antes uma espelunca, em que se praticavam cenas supersticiosas e revoltantes; pois que não só ofensivas á nossa Santa Religião, como também a moralidade das famílias inexperientes, que, á pretexto de achar casamentos, tentar fortuna e tirar vindictas de seus desafetos, corriam pressurosos e cheios de confiança á aludida casa, habitada pelos peticionários, aos quais pagando largamente, iam consultar sobre suas pretendidas imaginações, esperando deles, por supô-los inspirados profetas, valioso apoio e pronto remédio.
Indignado fiz na noite de 15 do referido mês para ali marcharem as praças do meu destacamento e a uma hora da madrugada ordenei o cerco da referida casa, na qual observando as formalidades exigidas, penetrei acompanhado das respectivos, Escrivão e Comandante do mesmo destacamento.
Contemplando a dita casa abjeta, que meus olhos se descortinava, enchi-me de pasmo por ver que a tais horas essa casa se achava literalmente cheia, pois nela estavam muitos Pais de família, com suas filhas, moços de alguma educação e grande concurso de povo de todas as classes, e oh horror!.. Até um Padre!!... É na verdade depravação ilimitada um Reverendo pactuar com tanta infâmia!!!!!...
Nessa hora para eles talvez amarga, em presença da mesma força, cresceu a confusão, proveniente do terror dos sitiados, a quem logo tratei de sossegar, censurado-os em seguida e reprovando o seu lamentável procedimento, pois que iludidos, acreditavam numa seita infundada e mentirosa, donde só lhes podia vir o prejuízo  a desmoralização. Em continente intimei a prisão a Agostinho, o curandeiro e a sua Jacobina, únicos responsáveis e criminosos em todo esse drama, os quais fiz apresentar no mesmo dia a Vossa Excelência que, não tendo ciência desses industriosos feitos, e deixando-se levar por seus rogos e humilhações, dei-lhes a liberdade, para agora julgarem-se com direito de exigir uma licença de Vossa Excelência, o qual os garanta em suas cenas degradantes, e os ponha a salvo de qualquer agressão.
Os suplicantes jeitosos poderão insinuar-se no espírito dos incrédulos e encantos, apregoando-se de uma força misteriosa, e com isso fazem atrair a grande concorrência de ambos os sexos, como acabei de ver, e quais outros parasitas vão sugando-lhes o suor e extorquindo de cada visitante a bagatela de cinco mil réis por noite!...
Ilustríssimo Senhor, por informantes fidedignos estou por demais convencido de que os suplicantes, longe de louvarem o nosso Bom Deus, como em sua petição afirmam, pelo contrário, nessas funestas reuniões ultrajam-no; pois que, esses moços e tantos outros frequentadores dessas bacanais, sempre desenfreados, de maus precedentes, acostumados a difamações e auxiliados pelos supostos curandeiros, cometem toda espécie de imoralidades, cujos fins libidinosos para ali os arrastam!...
Em vista, pois, desta triste exposição, que infelizmente é a verdade, seria irrisório e até culpável o consentimento pleno de tão perigosas reuniões, que tomaram de certo proporções assustadoras se os suplicantes forem autorizados pela Polícia, como desejam.
Mas Vossa Senhoria escrupuloso e justiceiro, como estou certo que não pactuará com tanta imoralidade.
Bahia Subdelegacia do 2º distrito de Santo Antonio, 17 de setembro de 1877.
O Subdelegado
Fortunato José de Andrade. 
Fonte: 
Arquivo Público da Bahia 
Seção Colonial Provincial 
Subdelegados - 1877 
Maço: 6245 
                     

HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA


A Fundação Biblioteca Nacional oferece aos seus usuários a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA, portal de periódicos nacionais que proporciona ampla consulta, pela internet, ao seu acervo de periódicos – jornais, revistas, anuários, boletins etc. – e de publicações seriadas.
Na HEMEROTECA DIGITALBRASILEIRA pesquisadores de qualquer parte do mundo passam a ter acesso, inteiramente livre e sem qualquer ônus, a títulos que incluem desde os primeiros jornais criados no país – como o Correio Braziliense e a Gazeta do Rio de Janeiro, ambos fundados em 1808 – a jornais extintos no século XX, como o Diário Carioca e Correio da Manhã, ou que não circulam mais na forma impressa, caso do Jornal do Brasil.
Entre as publicações mais antigas e mesmo raras do século XIX estão, por exemplo, O Espelho, Reverbero Constitucional Fluminense, O Jornal das Senhoras, O Homem de Cor, Marmota Fluminense, Semana Illustrada, A Vida Fluminense, O Mosquito, A República, Gazeta de Notícias, Revista Illustrada, O Besouro, O Abolicionista, Correio de S. Paulo, Correio do Povo, O Paiz, Diário de Notícias, e também os primeiros jornais das províncias do Império.
Quanto ao século XX, podem ser consultados revistas de grande importância como Careta, O Malho, O Gato, Revista da Semana, Klaxon, Revista Verde, Diretrizes e jornais que marcaram fortemente a história da imprensa no Brasil, como A Noite, Correio Paulistano, A Manha, A Manhã e Última Hora.
Periódicos de instituições científicas também compõem um segmento especial do acervo já disponível. São alguns deles os Annaes da Escola de Minas de Ouro Preto, O Progresso Médico, a Revista Médica Brasileira, os Annaes de Medicina Brasiliense, o Boletim da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, a Revista do Instituto Polytechnico Brasileiro, a Rodriguesia: revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Jornal do Agricultor, entre muitos outros. O pesquisador pode consultar também outras modalidades de publicação, como o Boletim da Illustríssima Câmara Municipal da Corte, os Relatórios dos Presidentes das Províncias (no Império) o Boletim do Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, a Revista do Archivo Público Mineiro, a Gazeta dos Tribunaes: dos juízes e factos judiciaes, do foro e da jurisprudência (Rio de Janeiro) etc.
A consulta, possível a partir de qualquer aparelho conectado à internet, é plena e avançada. Pode ser realizada por título, período, edição, local de publicação e palavra(s). A busca por palavras é possível devido à utilização da tecnologia de Reconhecimento Ótico de Caracteres (Optical Character Recognition – OCR), que proporciona aos pesquisadores maior alcance na pesquisa textual em periódicos. Outra vantagem do portal é que o usuário pode também imprimir em casa as páginas desejadas.
Além da chancela do MINISTÉRIO DA CULTURA, a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA é reconhecida pelo MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA e tem o apoio financeiro da FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS – FINEP, o que tornou possível a compra dos equipamentos necessários e a contratação de pessoal para a sua criação e manutenção. Neste momento do lançamento do portal – julho de 2012 –, são cinco milhões de páginas digitalizadas de periódicos raros ou extintos à disposição dos pesquisadores, número que se multiplicará com a continuidade da reprodução digital.

Revista Acervo aborda a difusão cultural em arquivos



O novo volume do periódico do Arquivo Nacional discute a difusão cultural nos acervos do país. Os desafios encontrados por aqueles que estão envolvidos no trabalho de divulgar os acervos através de projetos e ações que visam produzir conhecimento, propiciando o acesso do público ao seu passado e cultura, são abordados por profissionais do Brasil e do mundo.
Editada por Claudia Heynemann e Maria do Carmo Rainho, a Revista apresenta textos de Haike Roselane Kleber da Silva, Andresa Cristina Oliver Barbosa (Arquivo Público do Estado de São Paulo); Raphael Rajão Ribeiro, Michelle Márcia Cobra Torre (Arquivo Público da cidade de Belo Horizonte); Rosimere Mendes Cabral (Universidade Federal Fluminense); além de Krzysztof Pomian (Professor da Universidade Nicolas Copernic/ Polônia. Diretor de Pesquisa
do Centre de Recherches Historiques - École de Hautes Études en Sciences Sociales) e Annick Pegeon (pesquisadora da Universidade de Artois. Responsável pelo Serviço Educativo dos Archives Nacionales da França.) Inclui também uma entrevista com Ruth Roberts, do National Archives do Reino Unido.
A Revista Acervo está disponível on line, no seguinte endereço: http://revistaacervo.an.gov.br/seer/index.php/info

PASSEIO NO TEMPO



Seja bem-vindo à Casa do Rio de Janeiro. Aqui você poderá fazer um “passeio no tempo”, desde o período colonial até os nossos dias, vivenciando as transformações da paisagem do Rio de Janeiro em um de seus locais mais simbólicos, o Largo da Carioca.
Poderá descobrir também um pouco mais sobre a história de alguns serviços urbanos tão essenciais para o dia-a-dia da cidade e acompanhar o seu desenvolvimento ao longo dos anos, na cronologia. Se quiser, poderá ainda conhecer algumas das residências que marcaram o cenário urbano e até hoje podem ser vistas na cidade.
As informações foram divididas em períodos, durante os quais a cidade do Rio de Janeiro desempenhou diferentes papéis políticos e administrativos: cidade colonial e sede da colônia; sede de uma monarquia transatlântica e do Império Brasileiro; capital da República; e, por fim, cidade-estado, centro metropolitano e capital estadual.
Fundada em 1565, a cidade do Rio de Janeiro tinha apenas 40 mil habitantes quando se tornou capital do Brasil Colônia, em 1763. Cresceu rapidamente depois da chegada da corte portuguesa, em 1808, continuou crescendo ao tornar-se capital do Reino Unido de Portugal e Algarves, em 1812, e ainda mais como capital do Império do Brasil, a partir de 1822.
Contava 800 mil habitantes quando se tornou capital da República, em 1889, e quase 3,3 milhões quando cedeu esse posto a Brasília, em 1960, passando a ser simplesmente a Belacap, a cidade maravilhosa. Hoje o Rio de Janeiro tem mais de 6,3 milhões de habitantes e integra uma Região Metropolitana cuja população se aproxima da casa dos 12 milhões.
Ao reunir informações históricas sobre a cidade do Rio de Janeiro e sua região metropolitana, de forma dinâmica e interativa, este site destaca a importância dos serviços públicos urbanos. Além disso, a Casa do Rio de Janeiro ajuda a preservar na memória carioca as belíssimas imagens e os fatos que fazem desta cidade um lugar maravilhoso para se viver e um dos destinos turísticos mais almejados do mundo.

Iª MOSTRA DE PESQUISA EM HISTÓRIA - UPF


IV Seminário Nacional de Estudos de História e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas



O Seminário Nacional de Estudos de História e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas tem sua gênese no Seminário sobre História da África e Cultura Afro-brasileira ocorrido no período de 21 a 24 de novembro de 2006, fruto do empenho de um grupo de professores (as), pesquisadores (as), e estudantes da UEPB, e os membros do movimentos sociais negros e comunidades quilombolas. A junção dos esforços foi importante para a realização desse evento, a constituição do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas e, sobretudo, o intercâmbio entre estudantes, pesquisadores (as) e as lideranças e representantes dos movimentos sociais negros e das comunidades quilombolas e indígenas da Paraíba. Convidamos estudantes, professores (as) e pesquisadores (as) das diversas áreas do conhecimento que lidam com a temática afro-brasileira, africana e indígena a participarem no período de 20 a 22 de novembro de 2012 do IV Seminário Nacional de Estudos de História e Culturas Afro-Brasileiras e indígenas que traz o tema Por uma educação étnico-racial:10 anos da lei 10.639/2003 e   será realizado no campus I da Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande – PB. Esse IV Seminário se dispõe a ser um espaço de discussão, debate e de novos aprendizados sobre a matriz africana e indígena na formação da sociedade brasileira e na constituição dos seus valores e práticas culturais. O evento visa reunir professores (as), pesquisadores (as), estudantes de graduação, pós-graduação, representantes de movimento sociais negros e indigenistas, comunidades de terreiros e indígenas.

“O Trem da História. Cem anos da Madeira Mamoré: Educação, Imaginário e Patrimônio”


“O Trem da História. Cem anos da Madeira Mamoré: Educação, Imaginário e Patrimônio” – compondo a condição de XIX Semana de História, o I Encontro do Imaginário e o I Encontro Estadual de História da ANPUH – Seção de Rondônia, visa contribuir para o necessário envolvimento acadêmico e comunidade docente, quer do Ensino Público, quer seja do privado, da rede de ensino fundamental e médio, sobretudo em torno de nossas próprias memórias em torno dos monumentos, práticas e saberes “escolhidos” como patrimônios históricos constituindo indagações sobre a História desses próprios patrimônios e daqueles tantos outros deixados ao longo do caminho, ao longo dos trilhos, abandonados nas estações do esquecimento. 

III Encontro Estadual de Educação e Relações Étnicas



No período de 16 a 20 de novembro de 2012 acontecerá, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Campus de Jequié, o III Encontro Estadual de Educação e Relações Étnicas, VIII Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira com o tema “Legado Africano, Afro-brasileiro, Indígenas e Quilombolas: Avanços e Perspectivas” objetivando reunir pesquisadores e pesquisadoras de diversas instituições, docentes e discentes da educação básica e pessoas interessadas pela temática da Educação, Relações Étnicas e Culturas Afro-brasileiras a fim de: discutir as referidas temáticas; fortalecer a implantação da lei 10639/2003 e 11645/2008; estabelecer contato com os NEAB's e órgãos correlatos no Estado da Bahia; reforçar as políticas de ações afirmativas no âmbito universitário; promover um espaço de reflexão sobre os dilemas e impasses para a abordagem da história e cultura afro-brasileira na educação básica; contribuir na formação inicial e continuada de professoras e professores do ensino fundamental e médio e realizar intercâmbio de experiências e relatos sobre as práticas educativas envolvendo a temática educação e etnicidade.
Para atingir objetivos deste evento estamos propondo uma programação com mesas redondas, conferências, mini-cursos, oficinas, palestras e apresentação de trabalhos desenvolvidos sobre a temática e atividades culturais.Este evento é organizado pelo ODEERE (Órgão de Educação e Relações Étnicas com Ênfase em Culturas Afro-brasileiras da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), núcleo de estudos afro-brasileiros que desenvolve suas atividades em parceria com o MEC/SESU/UNIAFRO em todo território nacional nas IES e IFS, com o objetivo de desenvolver estudos da temática afro-brasileira.Em suma, verificamos a necessidade de promover este encontro por compreender que eventos como este servem para estabelecer pontes entre ensino, extensão e pesquisa; pois discute-se acerca de temáticas sugeridas para o trabalho dos docentes em todos os níveis de ensino ampliando esta discussão para possibilitar implantação das políticas de ações afirmativas. Por fim, julga-se de extrema importância levar os cidadãos e cidadãs a refletirem acerca da positivação da identidade como africanos/africanas e afro-brasileiros/afro-brasileiras.
ACESSE: http://www.uesb.br/eventos/odeere/

VI Encontro "Escravidão & Liberdade no Brasil Meridional"


Os organizadores do VI Encontro Escravidão & Liberdade no Brasil Meridional convidam pesquisadores para este evento, que se
realizará em Florianópolis, entre os dias 15 e 18 de maio de 2013, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina.
Como nos encontros bianuais já realizados (Castro, 2003; Porto Alegre, 2005; Florianópolis, 2007; Curitiba, 2009; Porto Alegre, 2011), este também tem por objetivo reunir pesquisadores que se dedicam aos temas da escravidão da liberdade e do pós-emancipação na região sul do país, bem como aqueles que, tratando de assuntos correlatos ou estudando outros espaços, possam estabelecer conexões com a região ou com temáticas privilegiadas pelo encontro.

FREE CONFERENCE : Human Trafficking & The Law

View and circulate the event flier - in Word or Pdf

CONTANDO HISTÓRIAS: GERALDO PRADO

 

ACESSE NA ÍNTEGRA: http://www.museudapessoa.net/_index.php/historia/5087-geraldo-prado?historia=integra 

“Todo mundo tem uma história para contar”


Museu da Pessoa e a Editora Olhares lançam no dia 27 de novembro, a partir das 19:00 h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, o livro “Todo mundo tem uma história para contar”. São textos de 20 entrevistados comentados por personalidades como Eliane Brum, Luiz Egypto, Martha Medeiros, Regina Casé, Heloísa Buarque de Hollanda, Paul Thompson (historiador inglês), Wellington Nogueira, Carlos Alberto Cândido, José Roberto Torero entre outros.
Veja os entrevistados do livro no site abaixo:

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA DO CURSO DE HISTÓRIA DA UNIJORGE

LANÇAMENTO: TERROR E AVENTURA: Tráfico de africanos e cotidiano na Bahia



Conta a história do tráfico de africanos no Oceano Atlântico e trata da vida cotidiana do negro na Bahia, a partir do século 16. Com 124 páginas, a publicação reflete uma vasta pesquisa e reúne 80 imagens, gravuras, pinturas documentais e fotografias, que mostram o negro como protagonista da aventura colonial no Brasil, tendo o Recôncavo baiano e a cidade do Salvador como cenário.

Com muita alegria convidamos vocês para a inauguração da nova loja da Livraria LDM.
Venha conhecer o novo espaço e participe do lançamento do livro:
TERROR E AVENTURA
Tráfico de africanos e cotidiano na Bahia

Quarta-feira, 21 de novembro, das 18H às 21H, na LDM do Espaço Itaú de Cinema.
(Espaço de Cinema Glauber Rocha. Praça castro Alves s/n – Centro – Salvador – Bahia)
 Para mais informações, ligue (71) 3277-8622

A Spectrum From Slaves to Saints


“The Three Mulattoes of Esmereldas” (1599) is one of the works in “Revealing the African Presence in Renaissance Europe," at the Walters Art Museum in Baltimore. More Photos »

Published: November 8, 2012

BALTIMORE — In a fall art season distinguished, so far, largely by a bland, no-brainer diet served up by Manhattan’s major museums, you have to hit the road for grittier fare. And the Walters Art Museum here is not too far to go to find it in a high-fiber, convention-rattling show with the unglamorous title of “Revealing the African Presence in Renaissance Europe.”
Visually the exhibition is a gift, with marvelous things by artists familiar and revered — Dürer, Rubens, Veronese — along with images most of us never knew existed. Together they map a history of art, politics and race that scholars have begun to pay attention to — notably through “The Image of the Black in Western Art,” a multivolume book project edited by David Bindman and Henry Louis Gates Jr. — but that few museums have addressed in full-dress style.
Like the best scholarship, the Walters show, organized by Joaneath Spicer, the museum’s curator of Renaissance and Baroque art, is as much about questions as answers, and makes no bones about that. Many wall labels begin with an interrogative, suggesting that a museum visitor’s reading of a particular image carries as much weight as the curator’s.
And, like most ambitious but risky undertakings, it has flaws. There is evidence of budget limitations. Although no corners were cut in getting crucial European loans, the catalog — a good one — has come in a third smaller in size than planned and with signs of changes-at-the-last-minute production.
The presence of a chatty “resource center” midway through the show, with gamelike audience-participation activities on offer, will rile museum purists. (I have no problem with it.) And, in a show that tackles the issue of race head-on, the line between an objective view of the past taken on its own terms and interpretation of it in light of the present can sometimes feel precariously drawn.
But in the end none of this matters. The show is so interesting to look at and so fresh with historical news as to override reservations. It does what few museum shows ever do: It takes a prized piece of art history, one polished to a glow by generations of attention, and turns it in an unexpected direction, so it catches the searching, scouring rays of new investigative light.
Europe’s ties to Africa were ancient but sporadic. Particularly strong bonds were forged during the heyday of the Roman Empire. And in the 15th and 16th centuries, the period covered by the Walters show, they were renewed. True, as early the eighth century a pocket of intercontinental culture had sprung up in Muslim-occupied southern Spain. But it wasn’t until that occupation was coming to a close that a broader exchange began.
By the mid-1400s an expansionist Europe was hungry for new materials and markets, and a globally minded Roman Catholic Church sought new members. Well before Vasco da Gama first sailed around Africa, Portuguese merchants had opened trading depots along its west coast. And enterprising Africans were coming to Europe.
In 1484 a Congolese delegation visited Lisbon on a diplomatic mission, and Ethiopian Christian pilgrims were establishing permanent communities in Rome.
Superficially Africa and Europe had embarked on an age of cosmopolitan rapport, an idea promoted in art. It was during this period that the convention was introduced of including a black African as one of the three foreign kings in images of the Adoration of the Magi. A beautiful early-16th-century Flemish example and one with, exceptionally, two black figures, tenderly particularized, opens the Walters show on a utopian note, with a vision of multicultural harmony.
In reality harmony was rarely associated with Africa in the European mind. Known primarily secondhand from sensationalizing ancient texts, the African continent was often depicted in the Renaissance as a place of freakish beasts and bestial, violence-prone, naturally subject peoples. The attitude found its place in Renaissance decorative objects like oil lamps and door pulls cast in the shape of African heads, and in paintings that routinely included dark-skinned figures as servants or slaves.
Slavery had a long institutional history in Europe, and for centuries most slaves were white, from the eastern Mediterranean and Russia. The source changed with the beginnings of an African slave trade in Europe in the mid-1400s. And the complexion of European art, subtly but surely, changed with it.
Colaboradora dessa postagem: Kristin Mann 

Aprovado projeto que regulamenta profissão de historiador



Aprovação deixa projeto muito próximo de uma realidade concreta. Entenda a situação.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) projeto que regulamenta a profissão de historiador. O PLS 368/09, do senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece que o exercício é privativo dos diplomados em cursos de graduação, mestrado ou doutorado em História. Os historiadores poderão atuar como professores de História nos ensinos básico e superior; em planejamento, organização, implantação e direção de serviços de pesquisa histórica; e no assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação.
Aprovado nas comissões de Assuntos Sociais (CAS); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); e de Educação, Cultura e Esporte (CE),  o projeto recebeu emenda, em Plenário, do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) que retirou do texto original a referência aos locais onde o trabalho do historiador poderia ser desempenhado.
Discussão
Assim como Pedro Taques (PDT-MT), o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) votou contra o projeto. Ele considerou "um profundo equívoco" dar exclusividade em atividades de ensino e pesquisa, seja em graduação ou pós-graduação, apenas para quem tem formação em História. Na opinião do parlamentar, a situação cria "absurdos" como impedir que economistas, sociólogos, diplomatas ou outros profissionais qualificados ministrem a disciplina, havendo o risco de "engessar" o ensino da História.
– [A História] É a investigação sobre a evolução das sociedades humanas que tem que ser vista sob os mais diferentes prismas. História é política. História é vida. História é pluralismo. Não pode ser objeto de um carimbo profissional – argumentou.
Aloysio Nunes ainda condenou o que chamou de "reserva de mercado" dos profissionais com curso superior em História e a formação de uma "República Corporativa do Brasil", onde cada profissão exige "seu nicho de atividade exclusiva em prejuízo da universalidade do conhecimento".
Capacitação
Já a senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu o projeto ao ler relatório do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), aprovado na CCJ, em que este declara que "a omissão do legislador pode permitir que pessoas inabilitadas no exercício profissional coloque em risco valores, objetos ou pessoas."
O texto ressalta ainda a relevância do papel do historiador na sociedade, com "impactos culturais e educativos" capazes de ensejar "a presença de normas regulamentadoras" da profissão. E conclui que não pode permitir que o campo de atividade desses profissionais seja ocupado por pessoas de outras áreas, muitas delas regulamentadas, mas sem a capacitação necessária para exercer o trabalho.
A matéria segue agora para votação na Câmara dos Deputados.

VII Colóquio História e Arqueologia da América Indígena



Desde sua fundação, em 2000, o objetivo principal do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da Universidade de São Paulo (CEMA/USP) tem sido incentivar, no Brasil, a realização de pesquisas acadêmicas sobre os povos indígenas da Mesoamérica e dos Andes Centrais, especialmente dos períodos pré-hispânico e colonial, mas também sobre outros períodos históricos ou outras regiões do continente. A realização deste objetivo  passa, necessariamente, por promover o diálogo entre essas pesquisas e as que se desenvolvem em outros países – tarefa para a qual os seis colóquios anteriores, realizados entre 2002 e
2010, muito contribuíram. Com a expectativa de avançar neste diálogo, convidamos pesquisadores, professores, alunos e demais interessados a assistir ou expor suas atividades acadêmicas (projetos ou resultados de pesquisa) no VII Colóquio História e Arqueologia da América Indígena, a ser realizado nos dias 12, 13 e 14 de novembro de 2012, no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Contamos com sua participação e esperamos que este colóquio, assim como os anteriores, seja um foro de debate dos estudos sobre os povos ameríndios de todas as regiões e épocas, e não apenas sobre os mesoamericanos e andinos da época pré-hispânica ou colonial. Dessa forma, talvez consigamos incentivar também o debate acadêmico entre arqueólogos, antropólogos e historiadores, o qual parece ser fundamental para o avanço dos estudos sobre os povos ameríndios.