Pesquisadores do Museu Imperial fazem palestra sobre viagens de d.Pedro II



Pesquisadores da equipe do Arquivo Histórico do Museu Imperial/Ibram são os próximos convidados do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI) para o ciclo de palestras Fique por Dentro. No dia 3 de julho, às 19h, eles falarão ao público sobre asViagens do Imperador D. Pedro II pelo Brasil e Mundo.
 A palestra abordará essas viagens a partir de registros deixados pelo próprio imperador em diários e correspondências, além de notícias de jornais da época, relatórios de despesas e outros documentos. Toda essa documentação faz parte do Conjunto documental relativo às viagens do Imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo, formado após uma intensa pesquisa da equipe.
 O conjunto documental recebeu, em 2010, o Registro Nacional do Programa Memória do Mundo, concedido pela UNESCO, e, em 2012, concorre ao Registro Internacional do mesmo programa, cujo resultado será divulgado em 2013. A documentação é de importância não só para a biografia de d. Pedro II, mas, sobretudo, para a pesquisa da história do país e do contexto social, cultural e político internacional da segunda metade do século XIX.
A palestra, que será no auditório do LNCC, contará com Alessandra Bettencourt Figueiredo Fráguas, Thais Cardoso Martins e Athos Barbosa da Silva, da equipe do Arquivo Histórico do Museu. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail eventos@lncc.br ou pelos telefones (24) 2233-6101/6039. O LNCC fica na Avenida Getúlio Vargas, 333, Quitandinha. 
FONTE: IBRAM 

COLÓQUIO CORPO: SUJEITO OBJETO



O colóquio procura proporcionar um espaço de discussão das formas pelas quais o corpo tem se consolidado como objeto de estudos da história, incentivando o trânsito desses debates nas fronteiras da História, a partir do dialogo com literatura, arte, antropologia, filosofia. Para focalizar o corpo na história não tanto como a "coisa" ou a "realidade" biológica de um sujeito, mas principalmente como forma aberta, moldável e mutável na relação sujeito/objeto, contribuindo assim para uma visão mais abrangente do corpo como lugar do encontro e da mediação sujeito/objeto; corpo, na perspectiva da escrita de si; corpo como metáfora para comunidade; corpo, governo, soberania; corpo-instituição. O corpo será construído como problemática para a História justamente por não ser um objeto fixado da pesquisa - "corpo humano" do homem, corpo animal - mas pela sua mutabilidade e pela mediação da prática simbólica de construção de identidade / alteridade.

PPGHIS - História - UFRJ
De 2 a 4 de julho de 2012
Instituto de História UFRJ, IFCS, Largo São Francisco de Paula, nº 1, Centro, Cep: 20.290-240, - Rio de Janeiro - RJ, (21) 2221-0034.
Página do evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/366684603392365/

III SEMINÁRIO INTERNACIONAL - HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA - FORTALEZA-CE


O Seminário Internacional de História e Historiografia, em sua terceira edição, ocorrerá em Fortaleza, nos dias 01, 02 e 03 de outubro de 2012. O evento retoma o Colóquio Internacional História e Historiografia realizado pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Ceará nos anos de 2006 e 2008. Esta nova versão do Seminário, com periodicidade bienal, é a primeira atividade do convênio acadêmico estabelecido, em novembro de 2011, entre as Universidades Federais do Ceará (UFC), Pernambuco (UFPE), Pará (UFPA) e Mato Grosso (UFMT). O convênio permitirá o trânsito de professores e alunos entre os Programas, estendendo-se aos acordos internacionais firmados pelos Pós-Graduações em História dessas universidades. Nesta edição participam da programação as universidades de Coimbra, Toulouse e Barcelona, que possuem convênios com o Programa de Pós-Graduação em História da UFC.
O III Seminário História e Historiografia se constitui num importante eixo de ação e ponto de partida para a formação de uma rede de investigação e produção do conhecimento histórico compreendendo as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O seu caráter itinerante possibilitará a divulgação do conhecimento produzido e promoverá o incremento da qualidade da produção científica,inserindo-se assim no processo de internacionalização do conhecimento. Ao suscitar o debate acadêmico no campo historiográfico potencializado pelos diálogos e o estabelecimento de balanços sobre as novas abordagens e tendências da investigação dos historiadores, o Seminário contribui para a renovação da historiografia das regiões compreendidas ao mesmo tempo em que incentiva a consolidação de grupos de pesquisas institucionais e a participação dos professores da educação básica.

CATÁLOGOS E REFERÊNCIAS SOBRE A INDEPENDÊNCIA NA BAHIA - O 2 DE JULHO





A Biblioteca Virtual 2 de Julho através de sua página na internet, disponibiliza dentre outros, catálogos, referências, textos, imagens e uma série de dados sobre a Independência na Bahia. 
Click nas imagens ou acesse: http://www.bv2dejulho.ba.gov.br/portal/ 

HINO AO 2 DE JULHO



HINO AO 2 DE JULHO
Letra: Ladislau dos Santos Titara
Música: José dos Santos Barreto


Nasce o Sol a 2 de Julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que nesse dia
Até o Sol é brasileiro
Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tirano não combinam
Brasileiros corações
Salve oh! Rei das Campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa Pátria hoje livre
Dos tiranos não será
Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tirano não combinam
Brasileiros corações
Cresce, oh! Filho de minha Pátria
Para a pátria defender
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer.

Biblioteca Virtual 2 de Julho abre espaço para publicação de trabalhos acadêmicos


Biblioteca Virtual 2 de Julho abre espaço para publicação de trabalhos acadêmicos.  
A Biblioteca Virtual 2 de Julho – BV2deJulho, portal temático e especializado na História da Bahia, aproveita as comemorações ao 2 de Julho para convocar historiadores e pesquisadores dos fatos históricos da Bahia a publicarem seus trabalhos no portal. E disponibiliza uma exposição virtual com documentos datados de 1823 e uma coleção especial de documentos custodiados pelo Arquivo Público sobre a Independência do Brasil na Bahia. 
A ação de abrir espaço para publicação de trabalhos acadêmicos tem por objetivo tornar público esses textos e contribuir para que estudantes e pesquisadores tenham acesso a mais uma ferramenta de pesquisa e consulta na internet. Os conteúdos encaminhados para publicação no portal da BV2deJulho serão analisados por uma equipe formada por especialistas, que irão avaliar o conteúdo sem a identificação de autoria, a fim de garantir o sigilo dos autores. As informações de como encaminhar o trabalho pode ser conferido na sessão Serviço (Colabore Conosco) do portal. 
Exposição virtual – Ainda dentro do contexto das comemorações alusivas ao 2 de Julho a BV2deJulho coloca à disposição para consulta uma exposição virtual: “INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA BAHIA”. São documentos datados de 1823, de uma coleção custodiada pelo Arquivo Público da Bahia, e encontra-se estruturada em duas categorias: “documentos” e “publicações”, que pela primeira vez, disponibilizados virtualmente. 
Os documentos que integram a referida exposição possibilitam o resgate do processo histórico que assegurou no dia 2 de julho do ano de 1823 a Independência do Brasil na Bahia, e fortaleceu as conquistas de 7 de setembro de 1822.
 Coleção – O portal da BV2deJulho apresenta também aos internautas, estudantes e pesquisadores, em uma das suas sessões, a Coleção 2 de Julho, sobre a Independência do Brasil na Bahia. Em seu acervo estão contemplados, a Rota da Independência - folheto apresenta a rota feita pelas tropas no Estado da Bahia e na cidade de Salvador; os Personagens, como Maria Quitéria, os Caboclos, Maria Felipa, entre outros; Antologias Poéticas, reunidas por Lizir Arcanjo Alves; e um Acervo Digital, com folders e outros materiais produzidos pela Fundação Pedro Calmon/SecultBA.

CIPRIANO JOSÉ BARATA DE ALMEIDA - LIBERTA SUA ESCRAVA MARIA



Liberdade da preta Maria
Dizemos nós abaixo assinados, ora existentes em Pernambuco, que somo senhores e possuidores na cidade da Bahia de uma negra já velha de Nação Congo ou coisa semelhante, de nome Maria, a qual forramos e pomos em liberdade, tanto por nos haver servido quase trinta anos, como por que nos deu cinquenta mil réis pela sua liberdade, portanto fica livre de todo,  e sem obstáculo algum, como se livre nascera. Pernambuco, Recife, 12 de dezembro de 1834. Cipriano José Barata de Almeida, Ana Joaquina de Oliveira Barata, como testemunhas, Manoel Filipe do Carmo Nunes, como testemunha, Rodolfo João Barata de Almeida. Ao Tabelião Amado, Bahia, 21 de agosto de 1835, Simões, reconheço verdadeira a lista e sinais retro. Recife, 13 de dezembro de 1834. Estava o sinal público um testemunho de verdade, Francisco José Rêgo. E trasladada da própria conferi, concertei, subscrevi e assinei na Bahia, 21 de agosto de 1835. Eu, José Joaquim da Costa Amado.    
Fonte: 
Arquivo Público da Bahia
Seção Judiciária 
Livro de Notas Nº 257 
Página: 29V. 

I Ciclo de Debates do Museu do Alto Sertão da Bahia/Caetité

(Click na imagem para ampliá-la) 

CIRANDAS EM LAMBE-LAMBE



Cirandas em Lambe-Lambe tem por objetivo a circulação das cantigas populares: “Terezinha de Jesus” e “Pai Francisco” em feiras livres da cidade de Salvador. Alimentando-se das tradições as artistas Tacira Coelho e Marie, fazem uma releitura das mesmas, retratando-as na atualidade.
Por Marie:
“se me disserem que o que eu faço não é arte, não tem problema, risco a palavra arte e coloco no lugar política e vai dar no mesmo” Leon Ferrari

 “O tempo passou, mas ainda, no séc. XXI é preciso retornar a certos assuntos. Ainda é uma realidade as agressões e preconceitos contra a mulher e seu papel na sociedade, bem como a censura às manifestações artísticas. Nós, enquanto artistas temos a obrigação de nos posicionarmos e levar até o publico esta reflexão. Cirandas em lambe-lambe é a concretização, através do teatro em miniatura, deste pensamento, desta urgência que a humanidade têm em se reciclar, em re-ver os seus conceitos e pré-conceitos, em olhar de forma mais humana uns para os outros. E é bebendo nas tradições, nas origens da nossa cultura que pretendo falar deste presente.”
Por Tacira Coelho:
“Tente mover o mundo: o primeiro passo será mover a si mesmo” Platão
Quando falamos em arte, pensamos no encontro entre o artista com sua obra e o público que a recebe. Questiono-me como fazer com que as minhas ideologias, meus anseios, toquem o espectador. Bem, escolhi demonstrar esses pensamentos em miniatura. Terezinha de Jesus toca em um assunto que tem sido muito vivo em mim: A arte do encontro! E apesar de contar a história entre um homem e uma mulher, retrata a falta de amor nas relações, falta de respeito pelas condições do outro quando nos deparamos com o que é diferente de nós. Portanto, resolvi falar do amor, sem denominações!

EXPOSIÇÃO: MARIA QUITÉRIA, HEROÍNA BAIANA 220 ANOS


REVISTA DIALÉTICA - VOLUME 3 - JUNHO 2012


Dialética é uma revista que debate o pensamento social e científico avançado. Aqui você tem acesso a informações, resenhas e artigos organizados em sessões. O formato segue a lógica de um material que pode ser impresso, dando a quem preferir a oportunidade de ter em mãos ou na sua prateleira as nossas edições. Fazendo o nosso cadastro o leitor poderá interagir postando comentários, ou mesmo submetendo seu texto ou informação para avaliação de nossa equipe editorial. Verifique a nossa política de privacidade.
ACESSE:
 http://www.revistadialetica.com.br/site/ 
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Dialógica para que seja mesmo Dialética
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BAILES DESONESTOS NA BAHIA DO XVIII


Registro da Carta escrita ao Senhor Conde, sobre haverem nesta Cidade bailes desonestos.
Senhor, sendo os povos desta Bahia tão católicos, como testemunha o grande zelo com que veneram o Culto Divino não deixa, porém, Senhor, de haver entre ele algumas gentilidades entre os escravos, e ainda muitos forros seguindo, e usando ritos antigos, e supertições com grande escândalo e ofensa de Deus que é o mais, e assim há nesta Bahia entre esta casta de gente uns bailes supersticiosos de alaridos, tabaques fazendo uma grande bulha, principalmente aos domingos, e dias santos na Praça do Terreiro de Jesus, e mais bairros da Cidade, e nos arredores dela muitas casas que para isso têm, donde de noite se costuma ajuntar não somente a gente preta, mas ainda mulatos e mulatas, brancos, brancas a fazerem e usarem estes tais referidos alaridos e bailes com pretexto de adivinhar neles, e de outros ritos e abusos contra a Religião Católica. E havendo esta continuado há muitos anos, se não lhe deu nunca o remédio, e como Vossa Excelência é tão pio, e tão Católico, como reconhece este povo lhe faz presente o referido. A Pessoa de Vossa Excelência guarde Deus muitos anos. Bahia e Câmara dez de setembro de mil setecentos e dezoito, João de Couros Carneiro, Escrivão da Câmara o subescrevi, João de Brito e Lima, José de Araújo Rocha, José Soares Ferreira, Antonio Gonçalves da Rocha.
Fonte: 
Arquivo Histórico Municipal de Salvador  
Ofícios do Governo - 1712-1736 
Estante: 5 Prateleira: 3 
    

TOPBLOG 2012

(Click na imagem e acesse

Seleção: Aluno Especial 2012.2. Pós-Afro


Seleção: Aluno Especial 2012.2.
Inscrição: 9 a 11 de julho, 14h às 17h.
Local: Secretaria do Pós-Afro (Praça Inocêncio Galvão, 42, Lgo. 2 de Julho).
Disciplinas: Relações entre lingua(gem), identidade étnica e poder; África e as ciências humanas; Identidade étnica e literatura; Iconografia e imagens da diáspora africana;  Processos de construção de discursos históricos e identitários.
Resultado: 18 de julho.
Edital e informações: www.posafro.ufba.br

MUSEU TEMPOSTAL


As mais de 45 mil imagens, entre postais e fotografias, chamam a atenção de quem visita o Tempostal não só por uma questão de entretenimento. Além de proporcionar uma forma de “lazer cultural”, o museu desperta também interesse da comunidade acadêmica, que encontra nas exposições em cartaz e na coleção, reunida pelo sergipano Antônio Marcelino, um rico material de pesquisa. No acervo bibliográfico do museu, inclusive, há oito livros que fazem referência à coleção, entre eles estão “50 Anos de Urbanização: Salvador da Bahia no século XIX”, de Consuelo Novais Sampaio, “O jogo da dissimulação: abolição e cidadania negra no Brasil”, de Wlamyra R. de Albuquerque, e “Quem pariu e bateu, que balance!: Mundos femininos, maternidade e pobreza: Salvador, 1890 – 1940”, de Alberto Heráclito Ferreira Filho. O Museu é administrado pela Diretoria de Museus do IPAC/Secult – BA. A visitação é gratuita, de terça à sexta, das 10 às 18h, e finais de semana e feriados, das 13 às 17h. Rua Gregório de Matos, nº 33, Pelourinho, Salvador, Bahia. 
Informações: (71) 3117-6382.

25 DE JUNHO EM CACHOEIRA


O início de tudo


25 de junho de 1822. Reunidos na Câmara Municipal de Cachoeira, Antônio de Cerqueira Lima, José Garcia Pacheco de Aragão, Antônio de Castro Lima, Joaquim Pedreira do Couto Ferraz, Rodrigo Antônio Falcão Brandão, José Fiúza de Almeida e Francisco Gê Acaiaba de Montezuma anunciam o resultado da consulta feita ao povo, se concordava que se proclamasse dom Pedro de Alcântara regente constitucional e defensor perpétuo do Brasil. Mesmo sob ameaça de uma escuna militar portuguesa, fundeada no Rio Paraguaçu, a resposta foi “Sim!”.
Na comemoração, o povo foi alvo de tiros vindos da casa de um português e da escuna. Os cachoeiranos proclamam uma Junta Conciliatória e de Defesa para governo da cidade. O primeiro combate foi pela tomada da embarcação, que, cercada, resistiu até a captura e prisão dos sobreviventes (28 de junho).
As vilas do Recôncavo e algumas localidades do Sertão vão aos poucos aderindo. Posições estratégicas são tomadas nas ilhas, em Pirajá e Cabrito. Itaparica, que já aderira, é bombardeada. Em Cachoeira, é organizado um novo governo para comandar a resistência, a 22 de setembro de 1822, sob a presidência de Miguel Calmon du Pin e Almeida.
Em outubro de 1822, chega do Rio de Janeiro o primeiro reforço efetivo. Sob o comando do general francês Pedro Labatut, a tropa foi impedida de desembarcar, indo aportar em Maceió (AL), de onde veio por terra, conseguindo arregimentar mais soldados.

A Independência no sentimento popular

A partir da Conjuração Baiana de 1799, o sentimento de independência ficou arraigado no povo. A Revolução do Porto, em Portugal, em 1820, teve repercussão na Bahia. Em fevereiro de 1821, uma conspiração constitucionalista começa em Salvador, com a participação de Cipriano Barata.
Os conspiradores queriam, como em Portugal, uma Constituição que limitasse o poder real. Os revoltosos forçam a renúncia do governador, conde da Palma, que era apoiado pelo então coronel Inácio Luís Madeira de Melo. Uma Junta Governativa foi constituída por brasileiros e portugueses.
A 12 de novembro de 1821, soldados portugueses saíram pelas ruas, atacando soldados brasileiros, num confronto corporal na Praça da Piedade, com feridos e mortos.
Em 31 de janeiro de 1822, uma nova Junta Governativa foi eleita e em 11 de fevereiro chegou a notícia da nomeação de Madeira de Melo, comandante das Armas da província, destituindo o brigadeiro Manuel Pedro, que fortalecera os nativos.

Joana Angélica, primeira mártir

A 18 de fevereiro de 1822, reúne-se um conselho de vereadores, juízes e Junta Governativa para dirimir a questão da posse. Como solução foi proposta uma Junta Militar, sob a presidência de Madeira de Melo.

Na madrugada de 19 de fevereiro, acontecem os primeiros tiros, no Forte de São Pedro, para onde acorreram as tropas portuguesas, vindas do Forte de São Bento. Confrontos violentos ocorreram nas Mercês, Praça da Piedade e Campo da Pólvora.
Os portugueses tomaram o quartel onde se reunia o 1º Batalhão da Infantaria. Os soldados lusitanos atacaram casas, pessoas e invadiram o Convento da Lapa, assassinando a abadessa sóror Joana Angélica.
Madeira de Melo se preparou para bombardear o Forte de São Pedro. No dia seguinte, o forte se rendeu. O brigadeiro Manuel Pedro foi preso e enviado a Lisboa. A 2 de março de 1822, Madeira de Melo finalmente prestou juramento perante a Câmara de Vereadores.
 
A Batalha de Pirajá

Diante da derrota, as tropas baianas recuaram para o Recôncavo. A partir de então, começou o cerco a Salvador, onde se concentravam os militares e os comerciantes portugueses.

Em 8 de novembro de 1822, trava-se em Pirajá uma das batalhas mais violentas da libertação da Bahia, e Madeira de Melo é forçado a recuar. Depois desse desastre e da derrota em Itaparica, o exército português não pôde renovar reforços para ir além da capital.
Nos primeiros meses de 1823, a situação de Salvador deteriorou muito. Sem alimentos, as doenças matavam cada vez mais e cerca de 10 mil pessoas deixaram a cidade.
Em maio de 1823, chegou à costa da província a esquadra comandada por Thomas Cochrane, para participar do bloqueio marítimo à capital. Madeira se rendeu em 2 de julho de 1823.

O 2 de Julho no imaginário popular
 
Segundo o historiador Luís Henrique Dias Tavares, autor do livro Independência do Brasil na Bahia, o 2 de Julho é uma construção de muitos anos no imaginário popular.
“Em 2 de julho de 1823, a única coisa que a Bahia tem é justamente o 2 de julho de 1823. Naquele quadro, que na época não se pode chamar de nacional brasileiro, pois o Brasil verdadeiramente não existe ainda (...), a Bahia está sem nada. E é daí que os baianos orgulhosamente construíram o 2 de Julho de 1823 como uma data da independência, que era da Bahia, mas que era também, e muito, do Brasil”, afirma o historiador.
Entre os equívocos do 2 de Julho, Dias Tavares destaca as homenagens ao general Labatut. “Foram os brasileiros que de fato libertaram a cidade do Salvador de armas nas mãos. Primeiro foram os brasileiros de Santo Amaro, Maragogipe, Cachoeira, São Francisco do Conde, Nazaré das Farinhas, Jaguaripe, que formavam um exército de esfarrapados. Depois, entraram os brasileiros que desceram lá de Caetité e de outros pedaços do Sertão e da Chapada Diamantina, formando um exército das mais diferentes cores, de brasileiros filhos de escravos, descendentes de escravos, brasileiros brancos pobres que nada tinham além de uma roça de cana plantada para o senhor de engenho..., ensina.

A mitologia, segundo Dias Tavares


Maria Quitéria – “A mitologia baiana criou Maria Quitéria com um saiote escocês, com uma linda farda e com arma na mão. Ela esteve realmente em vários instantes de luta, mas esfarrapada, com o que restava em cima do corpo, porque foi parte desse exército brasileiro”.

O Corneteiro Lopes – Uma construção do Santos Titara e outros. “Não se deve esquecer que Inácio Acioly Cerqueira e Silva o conheceu mendigo, pedindo esmolas na cidade do Salvador, e relata isso em 1836, na primeira edição das Memórias Históricas da Província da Bahia.
João das Botas – Marinheiro português que instruiu Cachoeira, Santo Amaro e São Francisco do Conde a armarem barcos. Canhões foram colocados nas proas e popas, sob o comando de João de Oliveira Botas, e esses barcos foram decisivos na guerra.

O caboclo e a cabocla

O índio teve participação importante nas lutas pela independência. Ele representava o “verdadeiro brasileiro”, o dono da terra, que somara seus esforços aos demais combatentes. Em 1896, foi erguido um monumento em sua homenagem, na Praça 2 de Julho (Campo Grande), em Salvador.

Fonte: 


LIBERTO EM HOMENAGEM AO 2 DE JULHO

Liberdade de João Theodoro – Pardo

Dou Liberdade ao meu escravo de nome João Theodoro, filho da minha escrava Joana, sem que pela mesma liberdade receba quantia alguma em memória do Patriótico dia Dois de Julho, aniversário do Triunfo das Armas Brasileiras nesta Cidade, ficando o mesmo escravo de hoje para sempre gozando da mesma liberdade como se de ventre livre nascesse, e para seu título lhe passo a presente por mim assinado, Bahia, 29 de junho de 1837, Custódio José de Souza, como testemunha que este fez Manoel Alves Fernandes Sucupira, como testemunha Antonio Moreira de Souza. Reconheço os termos retro Bahia, 1º de julho 1837 Simões. Fiz lançar a presente que conferi, subscrevi, concertei e assinei na Bahia, 1º de julho de 1837, Eu, Antonio Lopes de Miranda. 

Fonte: Arquivo Público da Bahia 
Livro de Notas Nº 255, página: 84

TOMBAMENTO DO SAVEIRO SOMBRA DA LUA


O tombamento do saveiro de vela de içar Sombra da Lua, uma das mais antigas embarcações a vela da Bahia, foi homologado pelo Ministério da Cultura, após solicitação feita em dezembro de 2010. Com a nova portaria, publicada na terça-feira (19), o saveiro passa ao status de Patrimônio Nacional e deverá ser conservado e restaurado apenas com peças originais.
Roberto Bezerra, um dos cinco donos do barco, comemora o tombamento e explica a importância dos saveiros na história do transporte marítimo da Bahia. "Nós só podemos dizer que agora esse barco, repleto de histórias e cheio de cultura, é de todos os brasileiros", diz. Segundo ele, a embarcação tem estimados 85 anos e é um dos três saveiros de mesmas características na Bahia. O Sombra da Lua tem 12,5 metros  de comprimento e um mastro com cerca de 18 metros de altura.
De acordo com um levantamento da Associação Viva Saveiro, a Bahia já teve mais de mil saveiros de um, dois e até três mastros, que transportavam mercadorias e pessoas pela Baía de Todos os Santos, principalmente na região do Mercado Modelo, para onde as mercadorias feitas no recôncavo eram levadas. Dados de 2008 apontam que apenas 20 embarcações do tipo restaram como parte da memória da cultura do estado.
Ainda segundo Bezerra, a ideia agora é de que o saveiro seja colocado à disposição para o turismo da Bahia. "Hoje ele ainda faz transporte de artesanatos de Maragojipipinho, no recôncavo, para Salvador. Mas queremos transformá-lo em um projeto turístico, levando as pessoas a experimentarem a sensação de andar em uma embarcação sem motores, levadas apenas pelo vento".
O tombamento do Sombra da Lua é parte do projetos Barcos do Brasil, lançado em 2008 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão vinculado ao Ministério da Cultura.
Fonte: G1

A ORDEM QUE DOMINOU O MUNDO



Biblioteca Fazendo História deste mês traz as pesquisadoras Eunícia Fernandes, da PUC-Rio, e Célia Tavares, da Uerj, para um debate sobre a atuação dos jesuítas no Brasil. Encontro ocorre no dia 26, às 16h , na Biblioteca Nacional.
“Jesuítas: a Ordem que dominou o mundo” é o tema da edição de junho do Biblioteca Fazendo História, que ocorre no dia 26, às 16h, no Auditório Machado de Assis, na sede da Biblioteca Nacional. Desta vez, quem vem conversar com o público sobre o tema de capa da Revista de História são as pesquisadoras Eunícia Fernandes, da PUC-Rio, e Célia Tavares, da Uerj; ambas estudiosas do assunto.
 Não há necessidade de inscrição prévia para assistir ao BFH. A presença no evento dá ainda direito a certificado de participação, que pode ser utilizado por alunos e professores como horas de atividades complementares. O debate pode ser acompanhado em tempo real pelo site www.institutoembratel.org.br e pelo twitter da revista (@rhbn). 
O Auditório Machado de Assis fica na sede da Fundação Biblioteca Nacional: Rua México s/nº, Centro, Rio de Janeiro. Informações: (21) 2220-4300.



ROCK CONCHA 2012


Entre os dias 13 e 15 de julho, volta à cena baiana o projeto Rock Concha, sucesso nas edições de 1989 e 1990. Na programação do evento, que agitará a Concha Acústica do Teatro Castro Alves, já estão confirmados o grupo Titãs, a baiana Pitty (Agridoce) e Frejat. Além de grandes nomes do rock, se apresentam Maglore, Vivendo do Ócio e Cascadura, bandas baianas que movimentam a cena local e nacional.
Pitty participa da 'festa do rock' no dia 13 de julho, com abertura da BandaCascadura. No dia seguinte, é a vez dos integrantes do Titãs subirem ao palco da Concha depois do show da Vivendo do Ócio e o encerramento será comandado por Frejat, com a Maglore abrindo o show.  ACESSE: Rock Concha 2012

CASCADURA - CD ALELUIA - COLOMBO

DOCUMENTÁRIO: CIDADE DAS ÁGUAS



Exibição dia 19 de junho, às 20h na TVE. 

"A construção do Brasil na literatura de viagem dos séculos XVI, XVII e XVIII"



A Construção do Brasil na Literatura de Viagem dos Séculos XVI, XVII e XVIII, em coedição com a Unesp, consolida os resultados das investigações empreendidas por Jean Marcel, nas duas últimas décadas, sobre o tema. Com uma alternância entre diários de viagens e reflexões críticas, o autor nos apresenta a construção do Brasil, narrada pelo ponto de vista de estrangeiros de várias nacionalidades e diferentes classes sociais. Imprescindível para se compreender o processo de construção do Brasil e dos brasileiros pelo olhar europeu, o livro traz uma riquíssima coleção de textos, como diários, testemunhos e cartas de viajantes estrangeiros que passaram pelo país entre 1516 e 1808.

Jean Marcel Carvalho França é professor do Departamento de História da Unesp e pesquisador em história das navegações e das literaturas de viagem.
Livro: A Construção do Brasil na Literatura de Viagem dos Séculos XVI, XVII e XVIII - Antologia de Textos: 1591 - 1808
Autor: Jean Marcel Carvalho França
Editora: José Olympio (Rio de Janeiro) e UNESP (São Paulo)
Ano: 2012

CURSO: ESTUDOS DA MEMÓRIA



Apresentação 

A memória tem sido assunto recorrente de pensadores de muitas áreas pelo menos ao longo dos últimos dois séculos. Nos dias de hoje, poucos temas atraem tanto interesse, ocupando um lugar de destaque na academia, na política, na mídia, na vida social. Com a recente criação da Comissão da Verdade e da Lei do Direito à Informação, o tema volta a despontar como objeto premente.
Sob muitas maneiras a memória está infiltrada na experiência humana, associada a um sem número de elementos: a fisiologia, a emoção, a psique, a cognição, o pensamento, a linguagem, entre outros. O avanço do conhecimento científico, somado a novas perspectivas das humanidades, têm reforçado que a memória é um objeto complexo, que requer conhecimentos transversais.

O curso Estudos da Memória: 

Abordagens teóricas, soluções técnicas busca, de uma perspectiva interdisciplinar, oferecer recursos de base para o tratamento deste tema a cada dia mais próximo e mais inquietante. Com um corpo docente de reconhecida excelência, o curso apresenta ferramentas teóricas, metodológicas e conceituais valiosas para todos os interessados em explorar esse objeto igualmente fascinante e desafiador.

Atuação e debate em "estudos da memória"

Em busca de maneiras mais eficazes de lidar com um tema multifacetado como a memória, profissionais, pesquisadores e demais interessados do mundo todo têm ultrapassado espaços disciplinares que tratam deste e de outros objetos de uma perspectiva exclusivista.
Sob o rótulo de "estudos da memória", um novo terreno surge, congregando pessoas dedicadas ao assunto e dispostas a aprender, dialogar e debater. Isso permite compreender as várias possibilidades de inclinação sobre a memória e efetuar um amálgama criativo e adequado às mais distintas finalidades.
Somando-se a esse movimento, o curso Estudos da Memória: Abordagens teóricas, soluções práticas apresenta, de maneira panorâmica, pistas para responder a questões como:

- Por que a memória pode (ou deve) ser objeto de estudo na construção de conhecimento?
- O que ela agrega na pesquisa de diferentes disciplinas, e como se serve dos recursos dessas disciplinas?
- Qual o papel social e político da memória?
- Como e por que as pessoas lembram e esquecem?
- Memória e conhecimento são a mesma coisa?
- Qual a relação entre memória individual e memória coletiva?
- Como a memória se entrelaça com emoção, subjetividade, identidade, experiência, poder?
- De que maneira a memória se relaciona com o tempo, articulando passado, presente e futuro?
- Como utilizar documentos dos mais diversos tipos no estudo da memória?
- De que forma os estudos da memória se servem da narrativa e da história oral?
- Quais as estratégias analíticas mais eficazes?
- Por que a memória está hoje tão presente na cena pública?
- Como a memória pode ser registrada, preservada e difundida?

Como saber mais

O curso Estudos da Memória: Abordagens teóricas, soluções práticas está aberto para interessados de todas as áreas. Promovido pelo Núcleo de Estudos em História da Cultura Intelectual, ele acontece de 02 a 06 de julho de 2012, na Universidade de São Paulo, e tem inscrições abertas pelo site: http://www.usp.br/historiaintelectual 


UNESCO: A MEMÓRIA DO MUNDO NA ERA DIGITAL



A Memória do Mundo na era digital: a digitalização e a preservação. 
UNESCO se propõe a organizar uma conferência internacional a partir de 26-28 setembro 2012, em Vancouver (BC) no Canadá, para explorar as principais questões que afetam a preservação do patrimônio documental digital, a fim de desenvolver estratégias que contribuam para uma maior proteção dos bens digitais e ajudar a definir uma metodologia de implementação que é apropriado para os países em desenvolvimento, em particular.
A conferência reunirá profissionais dos sectores do património, bem como uma gama de governo, indústria de TI, os titulares de direitos e outras partes interessadas para avaliar as políticas atuais, a fim de propor recomendações práticas para garantir o acesso permanente ao patrimônio documental digital.
Embora o conhecimento hoje é principalmente criado e acessado através de meios digitais, é muito efêmero e seu desaparecimento pode levar ao empobrecimento da humanidade. Apesar da adoção da Carta da UNESCO sobre a Preservação do Patrimônio Digital em 2003, ainda existe conhecimento insuficiente dos riscos de perda do patrimônio digital.
A informação digital possui valor econômico como produto cultural e como uma fonte de conhecimento. Ela desempenha um papel importante no desenvolvimento sustentável nacional, cada vez mais, informações pessoais, governamentais e comerciais é criado no formato digital apenas. Mas digitalizados bens nacionais também constituem uma imensa riqueza dos países envolvidos e da sociedade em geral. O desaparecimento deste patrimônio irá gerar empobrecimento econômico e cultural e dificultar o avanço do conhecimento. 
Garantir a continuidade digital de conteúdo requer uma série de requisitos legais, tecnológicas, sociais, financeiros, políticos e outros obstáculos a serem superados.Espera-se que a Conferência vai levar a:
o lançamento de iniciativas específicas relacionadas com a preservação digital e com a promoção do acesso ao patrimônio documental através da digitalização;
a modernização ou a revisão da Carta da UNESCO sobre a Preservação do Patrimônio Digital;
a identificação dos marcos legais que facilitem a preservação digital;
o acordo sobre a promoção ou desenvolvimento de padrões de intercâmbio;
a definição dos papéis das profissões liberais, acadêmicos, indústrias e governos em tratar de questões diversas e de um modelo para a sua cooperação.
FONTE: UNESCO

LIVROS ROUBADOS DO IGHB RECUPERADOS EM SÃO PAULO


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Homem é preso no ABC com livros antigos roubados
Suspeito foi preso nesta sexta-feira (15) em São Bernardo do Campo.
Segundo delegado, volumes teriam sido roubados de instituto da Bahia.

Um vidraceiro de 34 anos foi preso na tarde desta sexta-feira (15) em São Bernardo do Campo, no ABC, suspeito de tentar vender livros raros roubados. Segundo a polícia, com ele foram encontrados quase 40 volumes, sendo alguns datados do século 17.
De acordo com Ricardo Arantes Cestari, delegado titular do 14° Distrito Policial, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, alguns livros apresentavam carimbos do Instituto de Geografia e História da Bahia (IGHB) e teriam sido roubados há dois anos. “São livros de história natural, animais, poesia”, disse Cestaria. “Tem alguns em inglês, em francês e até alemão.”
O suspeito foi preso em flagrante após investigações da inteligência da polícia. Eles chegaram até o vidraceiro após receberem a informação de que os livros seriam transportados nesta sexta.
“Os livros não estão em bom estado, por isso não dá para saber quanto ele ganharia”, informou o delegado. As obras agora serão catalogadas e a polícia irá buscar os verdadeiros donos para fazer a restituição.
O homem irá passar a noite no 14° DP e deverá ser encaminhado para um Centro de Detenção Provisória neste sábado (16). Ele foi autuado por receptação de material roubado. O crime foi considerado pelo delegado como inafiançável.

Fonte: G1 SP

MUSEU DA IMIGRAÇÃO DIGITAL



Está no ar o novo site do Museu da Imigração, com todo o acervo da instituição, antes chamada de Memorial do Imigrante, digitalizado e disponível gratuitamente ao internauta.
Hélvio Romero/AE Pesquisa. Novidade deve facilitar a vida de quem quer solicitar cidadania estrangeira
No total, o www.museudaimigracao.org.br passa a abrigar 87.640 imagens históricas, 3.223 cartas, 2.824 mapas, 9.740 documentos iconográficos, 2.098 recortes de jornal e informações como nome completo, data de nascimento e origem dos cerca de 1,5 milhão de imigrantes que passaram pela hospedaria. "São estrangeiros que chegaram ao Brasil de 1882 a 1973", diz o responsável pela digitalização dos dados, Lauro Ávila Pereira, diretor de Preservação e Difusão de Acervo do Arquivo Público do Estado.
Solicitado pela Secretaria de Estado da Cultura, o Arquivo do Estado assumiu a hercúlea tarefa de digitalizar toda a coleção. "Nossa equipe, de 22 pessoas, levou seis meses para efetuar todo o trabalho", conta Pereira. Desde que o Museu da Imigração - cuja sede fica na Mooca, zona leste, no mesmo prédio que abrigou a Hospedaria dos Imigrantes - fechou para reforma, em julho do ano passado, esse acervo documental, aliás, está sob a guarda do Arquivo do Estado. Orçada em R$ 7 milhões, a obra está prevista para ser concluída na metade do ano que vem, quando a instituição volta a ser aberta ao público. Informações. O novo portal faz parte do projeto chamado Memória da Imigração. A ferramenta deve facilitar - e muito - a vida de quem busca informações sobre os antepassados, seja para saciar a curiosidade ou para solicitar uma cidadania estrangeira, por exemplo.
Antes de digitalizar o material, o Arquivo do Estado fez a sua reorganização e intervenções de conservação e preservação documental. Todas as imagens foram escaneadas em alta resolução, para fins de arquivo, com uma réplica em formato mais leve, que é a disponível no site. "Com isso, garantimos não só a democratização plena do acesso a essas informações, como também conseguimos melhorar as condições de preservação desses registros", comenta Pereira.
Busca específica. Além de oferecer um campo de pesquisa geral - por localidade ou por período -, a ferramenta permite buscas específicas entre as categorias de documentos disponíveis: cartas de chamada, registros de matrícula, requerimentos da Secretaria da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, jornais - publicados por colônias de imigrantes entre 1886 e 1987 -, acervo cartográfico, como mapas e plantas de núcleos coloniais, e iconográfico - retratos de imigrantes, cartões-postais, fotografias de viagens e da antiga hospedaria.
A pesquisa com diferentes variáveis apresenta os resultados organizados em diversos critérios. Um exemplo: em registro de matrícula, pelo sobrenome é possível encontrar informações referentes à data de chegada, idade e familiares das pessoas que passaram pela Hospedaria de Imigrantes. "Imagine só: são quase mil metros lineares de documentos que digitalizamos. Um acervo de valor incalculável, que ajuda a contar a história da formação de nosso Estado", afirma Pereira. E o melhor: agora é possível consultar esse material sem precisar marcar hora, sair de casa ou enfrentar o pó dos documentos.
Fonte - Site Estadão

CONCURSO DE MONOGRAFIAS



O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, órgão da Secretaria Municipal de Cultura, tem como finalidade recolher, identificar, preservar e dar acesso à documentação produzida pela administração da cidade do Rio de Janeiro. Essas atribuições se estendem também aos arquivos privados de interesse público, incorporados ao acervo da instituição.
Com o objetivo de difundir o seu acervo, o Arquivo da Cidade promove o Concurso de Monografia Arquivo da Cidade/2012, de caráter nacional, que confere ao vencedor o Prêmio Afonso Carlos Marques dos Santos de Pesquisa.

II Encontro Internacional de Estudos Africanos da UFF



Pretendendo dar continuidade ao estabelecimento de um fórum permanente de discussão de temas relativos à História da África e fomentar a consolidação deste amplo campo de pesquisas, o NEAF (Núcleo de Estudos Africanos), com apoio do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense convidam pesquisadores em vários níveis de formação a participar do II Encontro Internacional de Estudos Africanos da UFF, em Niterói, entre os dias 13 a 17 de agosto de 2012.
Conferencistas confirmados:

Augusto Nascimento - Instituto de Investigação Científica Tropical, Portugal
Mariana Candido – Princeton University, Estados Unidos
Paulo Farias – University of Birmingham, Reino Unido
Roquinaldo Ferreira – University of Virginia, Estados Unidos
Yacine Daddi Addoun - University of Kansas, Estados Unidos

Organização: Membros do Núcleo de Estudos Africanos-NEAF/UFF
Alexandre Vieira Ribeiro
Alexsander Gebara
Marcelo Bittencourt
Mariza Carvalho

IV Encontro Internacional de História Colonial - Belém-Pa

(Santa Maria de Belém do Grão-Pará
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Encontram-se abertas as inscrições para mini-cursos (vagas limitadas) e para ouvintes.
O IV Encontro Internacional de História Colonial tem por objetivo o aprofundamento das reflexões historiográficas a respeito da história da América Portuguesa e das Américas. Em sua quarta versão, o encontro tem como tema "Trabalho, economia e populações no mundo ibero-americano (séculos XV a XIX)", em torno do qual girarão as conferências de abertura e encerramento e duas mesas-redondas plenárias. O evento tem representado um espaço privilegiado para o debate acadêmico por meio de sua organização em Simpósios Temáticos e Mesas-redondas, sendo seu objetivo o aprimoramento das discussões sobre a experiência colonial americana.

Arquivo Público do Pará lançará catálogo da documentação colonial




O catálogo é o produto final do projeto "Preservação e Acesso: Digitalização da Documentação da Colônia", realizado pela Associação dos Amigos do Arquivo Público do Estado do Pará (ARQPEP) e com patrocínio do Edital Caixa Cultural.
Durante a vigência do projeto, de 12 meses, foi possível equipar e modernizar o Arquivo Público para promover a preservação, conservação e a digitalização do Fundo Secretaria da Capitania, a mais antiga documentação do acervo da instituição e que foi reconhecida pela Unesco com o selo "Memory of the World - MoW" devido ao seu inestimável valor histórico e cultural.
O catálogo apresenta os 768 códices e 11 séries de documentos avulsos que fazem parte desta massa documental, apresentando os nomes das séries, seus respectivos números, períodos e os códigos para a consulta de cada um deles. Desta vasta documentação, mais de 10 mil imagens já estão disponíveis para consulta digital no Prédio do Arquivo Público. Parece muito, mas esse número representa menos de cinco por cento da totalidade dos documentos do Fundo.
 "O processo de digitalização continua e, a cada semana, entre dois e três códices são liberados para a consulta", afirma Eduardo Pinheiro, diretor do Arquivo Público. A previsão é que, no futuro, todo o acervo do Apep seja digitalizado, acabando a com a realização de pesquisa através do meio papel e, assim, preservando os originais.