XX CICLO DE ESTUDOS HISTÓRICOS


Entre os dias 14 e 16 de setembro de 2009, a UESC sediará o XX Ciclo de Estudos Históricos. São vinte anos de atividades ininterruptas. Ao longo desse tempo, o Ciclo debateu temas de relevância nacional e internacional, trouxe para a UESC alunos e professores das mais diversas instituições do país e se preocupou em atualizar professores e alunos nos debates de frente promovidos pela comunidade de historiadores. Em vinte anos, o Ciclo conquistou espaço e ultrapassou as fronteiras da região sul da Bahia. Nos últimos encontros, a participação de alunos provenientes de outras instituições e Estados do Brasil têm sido freqüente. Para 2009 temos a expectativa de alcançar maior público de pesquisadores e ouvintes, seja dos Programas de Pós-Graduação da Bahia e do Nordeste, seja do restante do país. Soma-se a isso, o fato de que receberemos professores renomados, provenientes das maiores universidades do Brasil. O tema do evento está relacionado com os oitenta anos de publicação da mais influente revista de história do mundo ocidental: os Annales d´histoire economique e sociale, publicado em 1929, sob a direção de Marc Bloch e Lucien Febvre. O objetivo dessa comemoração é fazer uma reflexão sobre o impacto da revista, posteriormente alçada à categoria de Escola Histórica na historiografia ocidental e, particularmente, na brasileira. A proposta é mostrar não apenas as heranças, mas também as novas perspectivas do oficio do historiador em desenvolvimento na atualidade e suas relações com o movimento dos Annales. Em razão disso, contamos com a presença de todos para que essa comemoração seja efetivamente uma celebração acadêmica e crítica; para que ela possa trazer contribuições para a atividade do profissional formado em História, tanto os que atuam em sala de aula, quanto os que atuam na pesquisa.

Lançamento de Bel e Luiz

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XII FÁBRICA DE IDÉIAS 2009

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Quero poder falar sobre mim mesma como negra.

Cida Bento, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, fala sobre racismo, discriminação racial, intolerância e políticas de Estado.
Tatiana Lotierzo

Estima-se que entre 120 e 150 milhões de pessoas na América Latina e Caribe sejam afrodescendentes. O número não é preciso, pois diversos países não incluem a variável cor/raça/etnia em seus recenseamentos e levantamentos estatísticos. A ausência de dados precisos dificulta o conhecimento sobre essa população e a elaboração de políticas públicas antidiscriminatórias. Em 2010, será realizada uma nova rodada de censos em diversos países latinoamericanos e o envolvimento da sociedade civil no processo é fundamental para mudar essa realidade.
A recomendação aos Estados para que incluam coletem, compilem, analisem, disseminem e publiquem dados estatísticos confiáveis acerca de indivíduos e grupos que são vítimas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata é clara no Plano de Ação de Durban (2001). A mesma recomendação foi reforçada na América Latina pela Declaração de Santiago (2008), produzida durante o Seminário-oficina Censos 2010 e a inclusão do Enfoque Étnico (2008), promovido por CELADE/CEPAL; UNICEF; UNFPA e CEA/CEPAL. A declaração reafirma a importância da desagregação de dados estatísticos por cor/raça/etnia e propõe um duplo desafio: esses dados devem ser incluídos nos censos de 2010; e são os próprios afrodescendentes que devem declarar sua cor, através da autodeclaração.
Maria Aparecida Silva Bento é psicóloga social e diretora executiva do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) – entidade dedicada à pesquisa e ações para a superação do racismo, da discriminação racial e de todas as formas de discriminação e intolerância. Autora do livro Cidadania em Preto e Branco, ela explica a importância de dados estatísticos que permitam conhecer as populações afrodescendentes e defende uma campanha pública de conscientização com vistas aos censos de 2010.


Como o tema da desagregação de dados estatísticos, particularmente com relação à raça e etnia, foi tratado na Conferência da Revisão de Durban em Genebra?

A gente conseguiu manter o tema, mas na Conferência de Durban, em 2001, ele estava com muito mais nitidez e força no documento final. A inclusão do dado raça e etnia no censo e no sistema de informação é uma das principais bandeiras do movimento negro, mas na Revisão de Durban, em Genebra, houve um esvaziamento geral por conta do conflito palestinos e judeus. Mas como o tema é muito importante para nós, estamos batalhando para que ganhe força na nossa voz e nos documentos que decorrem da Conferência.

Mas o assunto chegou a ser discutido em abril deste ano em Genebra?

Chegou. Mas o tema da classificação racial e étnica incomoda alguns grupos, que alegam que isso poderia retomar o tempo do nazismo, quando a classificação racial era o ponto de partida para violações. Na verdade, no Brasil não tem sido assim. Existe classificação racial neste país há mais de cem anos: nos documentos da Secretaria de Segurança Pública, nos documentos necessários para adoção de crianças, está clara a pergunta lá, “qual é a sua cor?”, e você não vê grupos protestarem. Eles protestam quando a classificação étnico-racial aparece associada à luta por direitos.

Qual a importância de incluir a classificação étnico-racial nos censos e outros levantamentos estatísticos?

Ela ajuda a gente a perceber a situação diferencial dos segmentos, as desigualdades. É aí que a gente vai ver que a sociedade não funciona igualmente para todos. É aí que a gente vai ver que o Estado está fracassando, não assegura o mesmo serviço de saúde, o mesmo livro didático na educação. Se está fracassando, se a democracia está em xeque, a gente percebe quando levanta os dados e vê que existem tratamentos diferenciados para diferentes grupos.

Como a questão da desagregação de dados por raça e etnia nos censos tem sido abordada na América Latina?

De maneira descontínua. Alguns países nunca levantam os dados. Outros, como por exemplo o Uruguai, usam categorias similares às do Brasil, mas perguntam sobre a “ascendência”. Alguns países trabalham com a idéia da “ascendência”, outros com a idéia de “cor”, ou “raça”. A questão indígena tem sido muito fortemente colocada e isso remete à etnia – e você tem centenas de etnias –, enfim, é uma complexificação muito grande. Mas mesmo os intelectuais e ativistas mais progressistas procuram evitar o dado raça/etnia. Eles tratam a questão indígena, mas não a questão dos afrodescendentes. Eu senti muita resistência em todos os momentos em que a gente tocou nesse assunto. No Chile, no México, aqui no Brasil, é como se essa questão não devesse aparecer.

2010 é um ano importante, quando diversos países latinoamericanos farão recenseamentos. Que esperar dos levantamentos previstos? As propostas da Declaração de Santiago serão contempladas?

Primeiro, eu acho necessária uma campanha na América Latina como um todo, ajudando as pessoas a compreender a importância do dado raça/etnia e que não se busca o dado “cor” por uma questão de racismo, mas porque se percebe que ele faz diferença na maneira como são tratados os segmentos. Uma campanha para envolver, engajar as pessoas, debater. Com certeza vão emergir muitas questões com os dados coletados e se a sociedade civil participar de todo o processo será possível debater políticas públicas a partir deles. Ainda há muito tempo até 2010 e a batalha não pode parar, a gente tem que ficar pressionando, tem que colocar o assunto em relevo, não deixá-lo silenciar.

Qual a importância da autodeclaração de cor/raça/etnia nos censos e demais levantamentos estatísticos?

Alguns estudos feitos pela ONU mostram que o ideal é que você diga. É uma questão ética que está sendo colocada. Tem um processo que a pessoa tem que viver para se designar branca, amarela, parda, indígena. A identificação é uma conquista para cada um de nós, na medida em que a gente vive em sociedades que valorizam o tipo racial, o tipo branco. Todo mundo que não é branco pode ter dificuldade para dizer o que é, porque o desejo é ser sempre o mais valorizado. Eu acho que a autoidentificação é um processo que se vive até se conquistar aquilo que já se é. Se eu sou negra, quero poder falar sobre mim mesma como negra.

A autodeclaração deve ser o critério dos censos e demais levantamentos?

Com certeza. Há estudos no Brasil que comparam a heteroclaração (Heterodeclaração quer dizer quando o outra determina sua cor, etnia, etc) e a autoclassificação e não vêem muita mudança. Quando você vê que não tem tanta diferença entre as duas, percebe que a classificação é subjetiva. Eu acho que a autoclassificação torna o dado mais real, correto, confiável. É sempre um ponto de partida para pensar políticas públicas, pois já começa o processo quando você vai se autoidentificar. Ao tomar consciência do quão difícil é se dizer negra ou indígena às vezes, do significado que isso tem e de como isso pode ou não orientar as políticas, você vai perceber não só a diferença, mas também as desigualdades, e assim pode começar a pensar políticas públicas. Eu acho que a sociedade civil tem que acompanhar e monitorar o Estado muito de perto no trabalho que faz de censo, conceber junto, debater e depois pensar as políticas.

A República Dominicana vive uma situação crítica, de negação da cidadania aos/as afrodescendentes, com invisibilização dessas pessoas nos levantamentos estatísticos. A senhora poderia comentar este e outros contextos em que o desconhecimento dos dados sobre raça contribui para a discriminação?

É por desigualdades como esta que se resiste tanto a botar esses dados no censo. Uma parte da população que nunca está nos grandes centros urbanos, nos aeroportos, que nunca é vista por quem vem de fora precisa ser reconhecida – eu acho que os dados do censo podem ajudar. Em países como a República Dominicana, que vive uma situação dramática, mais do que nunca a ronda de censos de 2010 precisa ganhar visibilidade para que essas questões apareçam. A sociedade precisa debater os impactos do significado da cor/raça/etnia. Hoje, 75% das guerras no mundo têm base em raça/etnia, diferenças culturais. Às vezes a questão fica fragmentada, difusa para as pessoas. Falta debater o significado e o impacto disso no cotidiano, pois em casos como esse, será possível caminhar melhor: se traz a questão a público e aí as instituições podem se manifestar.

A senhora poderia comentar o peso da interseccionalidade de raça/etnia e gênero em relação ao contexto latinoamericano?

A situação da mulher negra é dramática, quando a gente vê os estudos em qualquer área, saúde, trabalho, educação. É o segmento mais penalizado. Em todos os lugares a situação se repete, mas talvez no Brasil seja a mais grave de todas. Quando raça/etnia e gênero se sobrepõem, as discriminações se reforçam, aparece o desemprego maior, muitas deficiências no acesso à saúde para a mulher. Ela caminha mais rápido em busca de escolarização que o homem negro, mas ainda está muito aquém dos outros segmentos.

De que maneira os censos podem ser trabalhados nas escolas e no âmbito das políticas educativas? Eles são instrumentos para discussão e atividades que dêem visibilidade à problemática da discriminação e promovam uma reeducação das relações raciais?

Eu acho que se deve trazer a discussão de que não existe raça, mas que o racismo enquanto construção social se faz presente. Tem que trazer essa questão para as crianças, ajudá-las a enxergar o tratamento diferencial que a sociedade oferece aos diferentes grupos e debater, pensar um conceito de democracia que nós não temos no Brasil. Os censos e demais levantamentos poderiam ser utilizados. Temos que adequar isso, para a criança entender e construir outro tipo de mundo. Em meu primeiro livro para pré-adolescentes, eu ajudo a entender a diferença da cor de pele, biologicamente constituída e socialmente usada para discriminar. Vários intelectuais já fizeram isso, então é pegar esse material e ajudar a criança a compreender por que o cabelo dela é de um jeito e o do amigo dela é de outro, a cor da pele, os lábios, o nariz. Não há diferença genética. Os estudos que foram feitos em 1950 para a ONU para saber se havia diferença entre os grupos continuam atuais. Ou seja, o problema não são as diferenças genéticas, mas sim as teorias sociais.

Com todas essas considerações, o que significa ser negro/a hoje?

Ainda é lutar para que a sociedade seja democrática, para que democracia e cidadania façam sentido. Não deveria ser, mas ainda é isso. Às vezes falo com pessoas que deveriam ser meus pares e preciso estar sempre lembrando que não dá para eles fazerem belos discursos sobre democracia e cidadania se 2/3 da população estão fora disso. Ser negro é ter que estar trazendo à tona essas questões.

Encontro discute “Ancestralidade e Resistência, Mulher Negra fazendo outra História” - BA

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No próximo dia 31/07, às 18 horas
o “Núcleo de Estudos Gênero e Raça Oxumarê e o “Grupo Cultural Amuleto

Estarão realizando o “V Encontro Por Uma Questão de Gênero e Raça”

Com reflexão no tema: “Ancestralidade e Resistência, Mulher Negra fazendo outra História”.

Entrega do Troféu Luiza Mahim
às homenageadas por suas contribuições à luta por espaço com empoderamento das Mulheres Negras.

Citando mulheres a serem homenageadas:
Valdecir Nascimento Cleidiana Ramos Edenice Santana Anhamona de Brito Raimunda Oliveira Negra Jhô Iyá Jaciara Ribeiro Nivalda Costa e mais

A mulher escolhida para ser referência desse Encontro é
a eterna Lélia Gonzalez.

Aguardamos vocês todas e todos: também nossas guerreiras e nossos guerreiros.

Saudações com muito Axé.

Avenida Vasco da Gama, nº 343,
Salvador-BA
com entrada gratuita.
Mais informações: (71) 3331-0922


Rosy Mary - rosyrasta@yahoo.com.br
ACESSE: http://fazervaleralei.blogspot.com/2009/07/encontro-discute-ancestralidade-e.html

Curso à distância (On-Line) "O OLHAR DO OUTRO" – O NEGRO NO BRASIL PÓS-ABOLIÇÃO


EMENTA

Este curso visa discutir questões relevantes da condição do homem negro pós-abolição, no Brasil enfatizando a historiografia sobre o período em torno de temáticas diversas, tais como o “nascimento” da Nação, as formas de trabalho, a condição da mulher negra e as relações de poder e propriedade.

DESCRIÇÃO

Curso de História que estrutura, estuda, pesquisa e domina as diferentes concepções metodológicas que referenciam a construção do conhecimento histórico e sua difusão em atividades didático-pedagógicas, possibilitando atuar como laboratório para a reflexão crítica, experimentando e propondo formas alternativas de ensino e aprendizagem.

OBJETIVOS

Numa perspectiva de construção e desenvolvimento da consciência étnico racial, o curso pretende criar reflexões e debates coletivos sobre os temas gerais que norteiam o programa, intercalados pela realização de fóruns como forma de aprofundar o entendimento entre os participantes.

PÚBLICO

Graduados e Graduandos em História ou em outras áreas das ciências humanas; pesquisadores, pedagogos, psicopedagogos, professores, educadores, coordenadores pedagógicos,diretores de escolas, estudantes de pedagogia e licenciaturas , estagiários na área de educação e interessados no tema.

Seminário resgata obra do escritor Xavier Marques

Encontro mensal contará com a participação de professores e escritores.
A Bahia de Gregório de Mattos, Castro Alves e Jorge Amado, também é a Bahia de Francisco X. Ferreira M., conhecido como Xavier Marques, autor do livro Jana e Joel, obra que este ano completa 110 anos, e cuja ficção é um das mais representativas na área regionalista e praieira baiana.

Com o objetivo de trazer para as novas gerações uma das mais importantes obras de Xavier Marques, a Fundação Pedro Calmon/ Secult, através do Núcleo do Livro, Leitura e Literatura (NLLL), promove a terceira edição do “Seminário Novas Letras”, com o tema: A ficção baiana e o mar. O encontro acontece na Academia de Letras da Bahia, no dia 29, (quarta-feira), das 15h às 18h.

Na programação haverá três palestras: A transição ornamental em Jana e Joel, de Xavier Marques, na visão crítica de David Salles, por Jacques Salah; O mar na literatura baiana, por Aramis Ribeiro Costa e A correspondência entre a realidade e a ficção no léxico de Jana e Joel, por Denise Gomes.O Seminário Novas Letras consiste em encontros mensais com escritores e professores baianos, que, através de mesas-redondas, palestras e conferências abertas ao público, abordam temas ligados a literatura e outras linguagens, como cinema, internet, etc. O projeto é realizado em parceria com a Academia de Letras da Bahia e a Livraria Multicampi (LDM).

Palestrantes

Jacques Salah é professor aposentado de Língua e Literatura Francesas do Instituto de Letras da UFBA. Doutor, pela Universidade Paul Valèry, examinou a obra de Jorge Amado, pesquisa que culminou com a publicação A Bahia de Jorge Amado (Salvador: Casa de Palavras, 2008). Atualmente preside a Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências. É detentor de duas condecorações francesas e quatro brasileiras.

Aramis Ribeiro Costa é médico e escritor de crônicas, fábulas e contos. É membro da Academia de Letras da Bahia. Entre os muitos livros que publicou, estão: A nota de Rosália (1989), A assinatura perdida (1996), Episódio em Curicica (2001), Os bandidos (2005) e o recente Reportagem urbana (2008).

Denise Gomes é doutora em Língua Portuguesa pela Universidade Federal da Bahia e pela Christian-Albrecht Universität zu Kiel. É professora adjunta de Língua Portuguesa na Universidade Estadual de Feira de Santana, onde desenvolve também atividades de pesquisa na área de Etnolingüística, Lingüística e Etnografia, Linguagem e Trabalho e Diversidade Lingüística.

O quê: Seminário Novas Letras - A ficção baiana e o mar Onde: Academia de Letras da Bahia, Av. Joana Angélica, 198, Palacete Góes Calmon, Nazaré, Salvador, BA, (71) 3321-4308
Quando: Dia 29 (quarta-feira), às 15h.Informações: (71) 3116-6677
Entrada: Gratuita
Mais informações: ASCOM - Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676

OLIMPÍADA NACIONAL DE HISTÓRIA DO BRASIL

O Museu Exploratório de Ciências (MC) da Unicamp recebe, a partir 1 de agosto, inscrições para a 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Será a primeira no país na área das ciências humanas. Composta por cinco fases on line e uma presencial, a competição envolverá professores e alunos na resolução dos problemas propostos. O formulário de inscrição e o boleto para pagamento estão disponíveis no sítio do MC até 1 de setembro. A taxa de inscrição é de 15 reais para as equipes de escolas públicas e 35 reais para as equipes das escolas particulares.
O valor da inscrição corresponde à inscrição de toda a equipe.

Poderão participar estudantes que estejam regularmente matriculados, no oitavo e nono anos (antigas sétima e oitava séries) do ensino fundamental, e demais séries do ensino médio, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta de até três estudantes, será obrigatória a participação de um professor de história. Os estudantes podem constituir equipes com colegas da mesma série ou de séries distintas, de acordo com o seu critério. O mesmo professor poderá orientar mais de um grupo. No entanto, um aluno poderá participar de apenas uma equipe.

Assim que for efetuada a inscrição, os participantes receberão login e senha para participar das cinco fases on line. Em cada fase, alunos e professores precisarão responder às questões de múltipla escolha e realizar tarefas determinadas. As fases on line, com duração de seis dias cada, poderão ser impressas para facilitar o trabalho dos jovens historiadores. “É preciso tempo. Não é uma ou duas horas. As equipes precisarão de tempo para refletir”, argumenta a Historiadora Iara Lis Franco Schiavinatto, docente do curso de Pós-graduação em História e Artes da Unicamp. “O conhecimento na área de humanas tem que ter um pouco de contemplação”, complementa a historiadora e diretora associada do MC, Cristina Meneguello.

A página da ONHB oferecerá documentos, textos e sugestões de leitura para auxiliar na resolução das questões. Mas não pense que será fácil! “A gente privilegiou a leitura de documentos. Ao invés do texto pronto, a equipe fará de certa forma o que os historiadores fizeram para chegar a um determinado estudo. A intenção é que os estudantes percebam que sobre um mesmo tema podemos realizar abordagens diferentes”, explica Cristina. A seleção das equipes classificadas para a fase seguinte será dada de acordo com a pontuação conseguida até aquele momento. A soma de cada fase é cumulativa para a classificação final.

As fases 1 e 2 serão constituídas de 10 questões de múltipla escolha, mais uma tarefa. Nas fases 3 e 4 haverá 20 questões de múltipla escolha, mais uma tarefa. A fase 5 terá apenas uma tarefa. A fase 6, presencial, acontece na Unicamp, nos dias 14 e 15 de novembro, envolvendo questões e vários desafios, que serão elaborados no decorrer da competição. Para participar da final, o MC custeará a vinda de uma equipe de escola pública, de cada região do país (Norte, Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste), que tiver alcançado a maior pontuação até a quinta fase da competição. Na primeira fase, 90% das equipes participantes são aprovadas. Nas segunda, terceira e quarta, 70%. Na quinta fase a Organização espera selecionar, no máximo, 300 equipes.

Lidar com heterogêneos é uma das principais metas dos Organizadores da 1ª Olimpíada em História do Brasil. Buscando integrar as cinco regiões do Brasil, a Olimpíada trabalhará com sete grandes eixos temáticos: cidadania, trabalho, colonização, sociedade, urbanização, territorialidade e industrialização. Com esses temas, toda a história do país pode ser contemplada, considerando-se, contudo, abordagens diferenciadas, de acordo com cada região brasileira. O filósofo e historiador José Alves de Freitas Neto, coordenador do Curso de Graduação em História da Unicamp, explica, no entanto, que não se trata, apenas, do entendimento diferenciado de um mesmo fato histórico em cada estado. “Estamos falando da atenção que todas as regiões dedicam a sua própria história, dentro de um processo mais amplo”, explicou.

A ONHB premiará escolas, alunos e professores considerando, exclusivamente, o resultado das provas da fase 6. Os alunos ganharão medalhas de ouro, prata e bronze. Os professores receberão placa de homenagem e certificado e a escola receberá doação para o acervo da biblioteca e a assinatura da Revista História da Biblioteca Nacional por um ano. As equipes eliminadas nas fases on line receberão certificados de participação. Mas não é só isso. A Olimpíada é uma forma de aprendizado tanto para os alunos, quanto para os professores. “Ela também é um recurso didático”, lembra a Historiadora da Unicamp, Eliane Moura Silva, responsável pela elaboração de conteúdos educacionais didáticos para o Estado de São Paulo. A competição possibilita, de acordo com o historiador José Alves, que o professor utilize o conteúdo da Olimpíada em turnos e séries diferenciadas. “Compõe um eixo curricular importante na formação dos estudantes”, acrescenta Alves.

A 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. O evento é patrocinado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e conta com o apoio da Revista de História da Biblioteca Nacional.

CALENDÁRIO
Inscrições - 1/8 a 1/9
Fase 1 - 7 a 12/9
Fase 2 - 14 a 19/9
Fase 3 - 21 a 26/9
Fase 4 - 28/9 a 3/10
Fase 5 - 5 a 10/10
Divulgação/Fase Final - 15/10
Confirmação/Fase Final - 20/10
Recepção - 13/10
Fase 6 - 14 a 15/11

ACESSE: http://www.mc.unicamp.br/atividades/olimpiada/
ACESSE: www.historiaemprojetos.blogspot.com

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Temos a honra de convidá-los/as para o Lançamento do Guia de Luta contra a intolerância religiosa e o racismo e do DVD Ojuobá (I Caminhada pela Liberdade Religiosa Eu tenho fé, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa e o Fórum de Diálogo Inter-religioso, do Rio de Janeiro.

O evento será realizado no dia 31/07 às 14:30h no CEPAIA, localizado no Largo do Carmo, 4 - Centro Histórico.

Cordialmente
Claudia Rocha
DIREÇÃO CEPAIA/CEEC
PPG/UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
(71) 9124-2207/3241-0787/3241-0811
www.uneb.br/cepaia
ACESSE:www.fazervaleralei.blogspot.com



Comissão da Câmara aprova exigência de biblioteca em todas as escolas públicas


A Comissão de Educação e Cultura da Câmara aprovou uma proposta que exige a instalação de bibliotecas em todas as escolas públicas de educação básica. Para cuidar do acervo, bibliotecários com formação superior deverão ser contratados.

O texto, aprovado nesta quarta-feira (15), determina ainda que o acervo seja permanentemente atualizado e mantido em local próprio, atraente e acessível, com acesso à internet.

O projeto também estabelece que cada sistema de ensino poderá organizar o trabalho dos bibliotecários - inclusive para que eles atendam a mais de uma biblioteca escolar cada um.

Segundo o texto do projeto de lei, os sistemas de ensino da União, dos estados e dos municípios deverão garantir capacitação específica aos bibliotecários para atuar como mediadores entre os alunos e a leitura. A proposta define um prazo de cinco anos para implantação das medidas previstas.

Legislação atual

Segundo o Plano Nacional de Educação, a "atualização e ampliação do acervo das bibliotecas"está entre as metas do ensino fundamental. Em relação ao ensino médio, um dos objetivos é estabelecer padrões mínimos nacionais de infraestrutura que incluam "espaço para a biblioteca".

Já a Lei 10.753/03, que institui a Política Nacional do Livro, determina que o Poder Executivo tenha programas anuais de manutenção e atualização do acervo de bibliotecas públicas, universitárias e escolares. Essa lei também exige, para efeito de autorização de escolas, a existência de acervo mínimo de livros para as bibliotecas escolares.

Atualmente, o Ministério da Educação desenvolve o Programa Nacional Biblioteca da Escola, por meio do qual distribui livros para todas as escolas públicas, a partir do número de alunos.
Uma escola com até 250 alunos, por exemplo, recebe 20 livros (0,08 livro por estudante).

Com informações da Agência Câmara
Vamos ficar de olho nesta votação!!!
Alan Alencar
Bibliotecário de Salvador-BA

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LEGITIMIDADE DA ABOLIÇÃO

Obra recupera importância da lei assinada pela Princesa Isabel em 1888

O jogo da dissimulação — Abolição e cidadania negra no Brasil, de Wlamyra R. De Albuquerque. Prefácio de Maria Clementina Pereira da Cunha Editora Companhia das Letras, 320 páginas. R$ 52

Maria Helena Pereira Toledo Machado

O livro de Wlamyra de Albuquerque, “O jogo da dissimulação”, inserese em amplo debate que tem tomado corpo na historiografia social da escravidão e do pós-Abolição no Brasil das últimas décadas. Isso porque, após longo silêncio a respeito dos processos de abolição que tiveram lugar em diferentes contextos regionais e escravistas brasileiros, o tema parece ter voltado à pauta.
O silêncio se justificava pela ideia, compartilhada por movimentos sociais e por certos setores intelectuais, de que a penada da princesa havia sido uma manipulação política, representando o contrário do que dizia. O processo de descarte da Abolição como fato relevante da História dos movimentos sociais afro-descendentes aparecia como resposta a uma apropriação desse movimento por setores conservadores.
Dizia-se que a Abolição refletia interesses das elites humanitáriopaternalistas e de seus seguidores das camadas médias urbanas, que buscavam consolidar uma visão de civilização que excluía qualquer possibilidade de integração dos afro-descendentes ao processo civilizatório. É implicitamente contestando essas visões, ainda hoje repetidas por uma historiografia que, embora se apresente com nova roupagem, se mantém conservadora em sua formulação, que Wlamyra, em “O jogo da dissimulação”, retoma discussões cruciais que antecederam e sucederam ao 13 de Maio.
Tendo como foco a Bahia, o livro de Wlamyra foi redigido em torno de quatro casos, ou, como ela ressalta, em torno de quatro episódios, que surgem como janelas que convidam o leitor a se debruçar sobre diferentes momentos e problemas que marcaram o tortuoso processo de declínio da escravidão, assim como o processo de ressignificação da liberdade que o acompanhou.
O contexto baiano, com sua História de convivência com vasta população africana, aparece aqui como tema recorrente, a imprimir a especificidade do processo de abolição local.
A moldura historiográfica montada por Wlamyra escora-se em pesquisa inédita de fontes e numa bibliografia bastante atual, que a permite trafegar pelas décadas imediatamente anteriores e posteriores à Abolição, período marcado pela Lei do Ventre Livre de 1871 e o advento da República, em 1889, com riqueza de detalhes.
Como afirma a autora, a questão da crise da escravidão no Brasil encontra sua referência mais na discussão do domínio do que propriamente na eternização da escravidão, já em si ideologicamente desacreditada desde a década de 1870, amparando-se apenas no argumento da necessidade imediata das lavouras para atravessar as inúmeras crises, além da crescente oposição dos próprios escravos.
Já o ponto final de “O jogo da dissimulação” é a república higienizadora e civilizatória, capaz de propor uma nova abordagem das liberdades e direitos civis dos afro-descendentes, agora emoldurados não pela questão jurídica da propriedade, mas sim por discursos e práticas sociais, aberta ou sub-repticiamente, racializados. O objetivo principal de Wlamyra é mostrar a articulação do processo de extinção da escravidão com a emergência de um novo paradigma social, o qual ressignificou os conceitos de liberdade e de gozo de cidadania através de discursos racializados, que justificaram a criação de barreiras para a inclusão dos libertos, dos “13 de maio” e, em geral, dos homens livres despossuídos.
Certamente a tese de Wlamyra é muito bem-vinda: em termos historiográficos estamos ainda engatinhando na compreensão dos efeitos dos discursos raciais e racializados sobre nossas práticas sociais. A autora sublinha o caráter marcante das teorias de hibridação, poligenia e darwinismo social como instrumentos utilizados pelas elites senhoriais, pelos políticos, por médicos e outros bem pensantes para recolocar o problema da liberdade dos afro-descendentes em moldes confortáveis à eternização de relações de subserviência e domínio.
Embora o leitor atento fique por vezes frustrado com a ausência de uma melhor contextualização das ideias racialistas então em voga, o livro evita dois problemas que afligem os estudos do tema em nosso ambiente historiográfico: um primeiro, o de tomar essas teorias como um corpo de verdades bem estabelecidas quando, na realidade, eram essas interpretadas na prática social de maneira bastante aberta e ambivalente.
Assim, se alguns “homens de ciência” articularam corpos teóricos relativamente coerentes, a prática das teorias raciais mostra, como bem sublinhou Martha Hodes em seu artigo sobre conceitos de raça em voga nos EUA e no Caribe da era da Guerra Civil — “The mercurial nature and abiding power of race: A transnational family story” (“The American Historical Review”, 2003), que a grande força do conceito de raça deriva exatamente de seu caráter ao mesmo tempo fluido e classificatório.
Um segundo aspecto referese ao problema da recepção das teorias racialistas, conceito já superado por uma historiografia crítica de uma posição colonial. Como já mostraram os teóricos sociais, os conhecimentos são produzidos em instâncias dialógicas, sendo a recepção apenas um dos aspectos da questão, que, se tomada por si só, empobrece nossa percepção da riqueza das engrenagens sociais investidas na produção do conhecimento nas áreas coloniais e pós-coloniais. Mais ainda se justifica este cuidado quando se verifica que o Brasil foi espaço privilegiado de produção dessas mesmas teorias, portanto, estando longe de ser um mero receptor das mesmas.
Por todas essas razões, o livro de Wlamyra pode ser lido com prazer e debatido com vigor, contribuindo para o aprofundamento de nossos conhecimentos sobre a Abolição.

MARIA HELENA PEREIRA TOLEDO MACHADO é professora livre-docente do departamento de História da USP e autora de “O plano e o pânico — Os movimentos sociais na década da Abolição” e “Brazil through the eyes of William James”, entre outros

O Globo, 11 jul. 2009. Suplemento Prosa & Verso.
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Colaborador desta postagem: João José Reis

II Jornada de Ciências Sociais do IFCS/UFRJ


1: Objetivos:

A II Jornada de Ciências Sociais - IFCS/UFRJ tem como objetivo ser um espaço de integração que possiblite a exposição e a discussão de trabalhos de alunos de graduação de todo o Brasil, proporcionando a troca de experiências e conhecimentos entre estudantes e profissionais das Ciências Sociais de diversas instituições.

2: Inscrições:

2.1: Prazo para inscrições: 19 de maio a 21 de junho de 2009. Prorrogação do prazo até 24 de julho de 2009.
2.2:
As inscrições devem ser apresentadas pelo e-mail
inscricaojornadacs@gmail.com.

Escrever “Submissão de resumo” no campo “assunto” do e-mail.
2.3: Somente serão aceitos trabalhos de alunos de cursos de graduação. 2.4: O(s) autor(es) deverá(ão) enviar, no corpo do e-mail, as seguintes informações: nome, instituição, nome do orientador (se possuir), e-mail para contato, cinco palavras-chave e a opção escolhida para apresentar o trabalho: oralmente ou através de pôster. 2.5: Deverá ser enviado em anexo um resumo do trabalho entre 1500 e 2000 caracteres (incluindo espaços), fonte Times New Roman tamanho 12, espaço entre linhas 1,5 e sem espaço entre parágrafos. O resumo deve ser redigido em português, ser claro e conciso e informar os objetivos, procedimentos metodológicos e resultados do trabalho. Os resumos serão encaminhados para professores do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro que definirão os trabalhos aptos. 2.6: Deve-se apresentar, ao final do resumo, de uma a três referências bibliográficas completas. 2.7: O nome do arquivo deverá ser igual ao título do resumo, sem o subtítulo.

3: Apresentações orais:


Cada apresentação deverá ter no máximo 15 minutos de duração. Após a apresentação de todos os trabalhos da mesa, haverá tempo para debate.


4: Pôsteres:
Os pôsteres serão expostos durante todo o evento. Haverá horários reservados para que os autores permaneçam junto aos pôsteres respondendo perguntas sobre seus trabalhos.

5: Certificados:


Os autores dos trabalhos apresentados receberão um certificado de participação.


6: Publicação dos resumos:


Os resumos serão publicados em edição especial da Habitus, revista eletrônica dos alunos de graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro:
http://www.habitus.ifcs.ufrj.br/.
Para informações adicionais enviar e-mail para
contatojornadacs@gmail.com
ACESSE: www.inscricaojornadaifcs.blogspot.com

Plano Municipal de Educação de Salvador foi discutido publicamente


“Oh! Bendito o que semeia livros... Livros à mão cheia... E manda o povo pensar!” Os versos de Castro Alves, que fizeram parte do material de divulgação do Seminário realizado na última sexta-feira (10/07) para discutir o Plano Municipal de Educação de Salvador, saíram do papel e ganharam vida através da participação de mais de 500 pessoas no evento. Apesar do pouco tempo cedido às falas da plenária, visto haver muitos inscritos, a realização do seminário mostrou que a sociedade não apenas tem direito, mas, sobretudo, tem muito interesse em participar do processo de construção das leis e das políticas públicas para a cidade.

“Que bom seria se todos os projetos de lei, aprovados pela Câmara Municipal, fossem discutidos como este”, enfatizou a vereadora Aladilce, referindo-se ao Plano Municipal de Educação de Salvador (PME), projeto de lei que estabelece as diretrizes educacionais para os próximos dez anos. O Seminário ocorrido no dia 10 representou o fechamento de um ciclo de discussão pública em torno do PME, promovido pela Comissão de Educação da Câmara Municipal. “Antes desse seminário, nós fizemos duas audiências públicas, uma no Centro e outra no Subúrbio da cidade, justamente para apresentar e discutir o PME”, esclareceu a vereadora e presidente da Comissão de Educação Olívia Santana.

O que estabelece o PME

O PME de Salvador está sendo elaborado há dois anos. O Plano prevê aumento do número de vagas oferecidas para as crianças da Educação Infantil, formação adequada para os professores desse segmento, estabelece diretrizes e metas para a educação ambiental, educação e tecnologia, educação e saúde, atividades esportivas, formação de jovens e adultos, formação continuada para professores, criação de um núcleo tecnológico de informação para armazenamento de dados relativos à educação em Salvador além de abordar a questão da acessibilidade nas escolas.

O que falta o PME estabelecer

O momento reservado à fala da plenária foi marcado por muitas críticas e sugestões ao PME. Mas teve também quem o elogiasse, enfatizando que é melhor tê-lo como ele está do que Salvador continuar a ser a única capital que não tem um plano de educação. Mas, como o momento era de construção, as críticas e sugestões sobressaíram-se. E elas foram muitas.

O PME estabelece objetivos e metas, até aí tudo bem. O problema são os prazos. Por exemplo, objetiva que vai aumentar o número de vagas na Educação Infantil, mas não diz em quanto tempo fará isso. Por outro lado, quando o prazo está estabelecido, este não condiz com a realidade. A meta de regularização de todas as creches e escolas comunitárias, outro exemplo, estabelece que isso seja feito em um ano e condiciona que após esse período só receberão recursos as creches devidamente regularizadas. “Sabemos que é impossível fazer essa regularização em apenas um ano. Logo, o PME dá legitimidade à prefeitura para não passar os recursos para as escolas comunitárias que ainda não se regularizaram”, analisa a vereadora Olívia Santana.

O PME estabelece o prazo de três anos para a sua primeira revisão. Esse ponto foi criticado. Segundo os participantes do seminário, as transformações ocorridas na sociedade se dão cada vez mais rápidas e, por isso, o prazo de revisão e ajuste ao plano deveria ser menor. Foi criticada também a ausência de temas importantes no PME, como o combate à homofobia nas escolas. Apesar de a Bahia ser um estado campeão em crimes de homofobia, o plano não contém sequer uma única linha sobre esse tema. “Acredito que isso seja uma visão reacionária. Até porque já tivemos na Assembléia Legislativa do estado uma proposta de lei que pretendia ‘consertar’ homossexual”, criticou a vereadora Olívia.

Voz a quem é de direito

Com microfone nas mãos, os participantes puderam criticar e sugerir. “Quero dizer que a o trabalho com arte é muito importante na Educação Infantil, mas o plano não traz nada sobre isso”, disse uma professora. “As crianças negras e pobres de nossas escolas não se veem nos currículos escolares. Ele é branco e europeu. Estamos aqui não somente para evitar que esse plano passe em branco. Estamos aqui para que esse plano passe em preto também, porque não vamos mais aceitar a negação da nossa cor”, afirmou outra professora, aplaudida por todos.

Foi criticada também a falta de definição, no plano, da quantidade máxima de aluno na sala de aula. “Eu acredito que esse número não pode ser superior a 25 alunos por turma”, sugeriu outra professora, ressaltando que quanto maior o número de alunos por sala maior o número de estudantes que desistem da escola. “Se a turma for grande, eu não consigo trabalhar a individualidade de cada um”.

Agora é com os vereadores

O Seminário foi realizado com o objetivo de discutir publicamente o PME e a partir desse processo elaborar emendas de ajustes, acréscimos e correções ao texto do projeto de lei que, ainda este ano, será votado pelos vereadores. Entretanto, apesar do grande trabalho desenvolvido pela Comissão de Educação da Câmara Municipal, através da vereadora Olívia Santana, em discutir o PME com a sociedade e ouvir sua opinião, todas as críticas e propostas ainda não fazem parte do plano, precisam ser incorporadas a ele, e isso depende de votação em plenário pelos vereadores.

Por isso, a vereadora Vânia Galvão fez um apelo aos 500 participantes do seminário para que eles compareçam à Câmara Municipal no dia em que o projeto for ser votado. “Se no dia em que o PME for posto em pauta na Câmara, vocês não estivem lá para pressionar, muita do que foi proposto aqui não será considerado como emenda e não constará no plano”, alertou a vereadora.

ACESSE: http://www.sinpro-ba.org.br/conteudo.php?ID=754

XVIII CONESCO - Congressso dos Estudantes do Colégio Oficina

Libertar-me para o outro.
Alteridade. A construção deste mundo começa a partir de mim. Enxergar o outro com os valores que norteiam esta construção. A idéia de que somos únicos, distintos e pessoas inacabadas. Referenciais pessoais para a construção desse mundo novo.
Enxergar a utopia como possibilidade de ser realmente livre. Compreender melhor as minhas relações com o outro. Discutir as ações hegemônicas de um grupo sobre os outros, as desigualdades. Refletir sobre o existencialismo utópico. O amor, a vida, os rótulos sociais, os estigmas, as possibilidades de convivência para o encontro consigo mesmo. Reavaliar os diversos interesses que norteiam as relações sociais e, a partir disso, compreender que a utopia torna-se um elemento motivador para redefinir as relações de poder na contemporaneidade.

Somos todos iguais? As possibilidades do reconhecimento do Outro como Outro. O anti-racismo.

As discussões aqui serão direcionadas para a adoção de uma postura de engajamento nas ações coletivas de combate à discriminação racial e demonstra que no campo do anti-racismo a formação da consciência política é precedida pela consciência racial. A sociedade que dispensa aos seus membros distinção de tratamento, tendo por critério as propriedades físicas dos indivíduos, redefine as relações grupais, e, na mesma medida, redefine o significado do grupo prejudicado para os seus membros. É encarar o outro como outro e reconhecê-lo em sua multiplicidade e em sua condição de indivíduo.
Data: 1º de agosto (sábado)
Horário: das 8:00 às 12:00
Local: Colégio Oficina - Rua Miguel Y Canyzares nº423 Pituba
Em frente ao restaurante Porto Brasil

Discurso do Presidente Barack Obama ao Parlamento Ganês

O PRESIDENTE: (Som de trombeta.) Gosto muito. Obrigado. Obrigado. Acho que o Congresso precisa de uma trombeta. (Riso.) Muito bom som. Faz lembrar o Louis Armstrong. (Riso.) Boa tarde a todos. É para mim uma enorme honra encontrar-me em Acra e dirigir-me aos representantes do povo do Gana. (Aplauso.) Estou profundamente grato pelas boas-vindas que recebi, assim como a Michelle, a Malia e a Sasha Obama. A história do Gana é rica, as ligações entre os nossos países são fortes e estou orgulhoso do facto de esta ser a minha primeira visita a África subsaariana como Presidente dos Estados Unidos da América. (Aplauso.)Desejo agradecer à Exma. Presidente do Parlamento e a todos os membros da Assembleia de Representantes o facto de nos receberem hoje. Desejo agradecer ao Presidente Mills pela sua excepcional liderança. Aos Presidentes anteriores -- Jerry Rawlings, ex-Presidente Kufuor – Vice-Presidente, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça – obrigado a todos pela vossa extraordinária hospitalidade e pelas admiráveis instituições que criaram no Gana.
Dirijo-me a vós no fim de uma longa viagem. Comecei na Rússia, numa Cimeira entre duas grandes potências mundiais. Viajei para Itália, para um encontro entre as economias mais fortes do mundo. E vim aqui ao Gana por uma simples razão: o século XXI será influenciado não só pelos acontecimentos em Roma, Moscovo ou em Washington, mas também pelo que acontece em Acra. (Aplauso.)Esta é a pura verdade numa era em que as fronteiras entre os povos não resistem à força do que nos liga. A vossa prosperidade pode aumentar a prosperidade da América. A vossa saúde e a vossa segurança podem contribuir para a saúde e segurança mundiais. E a força da vossa democracia pode contribuir para o avanço dos direitos humanos em todo o mundo.Portanto, não vejo os países e os povos de África como um mundo à parte. Vejo África como uma parte fundamental do nosso mundo interligado -- (aplauso) -- como parceira da América em prol do futuro que queremos para todos os nossos filhos. Essa parceria deve ter como base a responsabilidade e o respeito mútuos. E é sobre isso que quero falar-vos hoje. Devemos partir do simples princípio de que o futuro de África depende dos africanos. Digo isto com plena consciência do trágico passado que por vezes tem ensombrado esta região do mundo. O facto é que corre sangue africano dentro de mim e a história da minha família -- (aplauso) – família reflecte, quer as tragédias, quer os triunfos, da história mais ampla de África.
Alguns de vós sabem que o meu avô era cozinheiro de ingleses no Quénia e, embora fosse um ancião respeitado na sua aldeia, os patrões chamaram-lhe rapaz durante quase toda a sua vida. Ele estava na periferia das lutas pela libertação do Quénia mas, mesmo assim, naquela época repressiva, esteve preso durante um curto período de tempo. No seu tempo, o colonialismo não se resumia à criação de fronteiras anti-naturais ou de regras de comércio injustas – era algo vivido pessoalmente, dia após dia, ano após ano. O meu pai cresceu a pastorear cabras numa pequena aldeia, a uma distância impraticável das universidades americanas que viria a frequentar. Tornou-se adulto num momento de extraordinária promessa para África, quando as lutas da geração do seu próprio pai davam origem a novas nações, um processo que começou aqui mesmo, no Gana. (Aplauso.) Os africanos estavam a educar-se e a afirmar-se de novas maneiras e a História avançava. Mas, apesar do progresso realizado – e tem havido um progresso considerável em muitas regiões de África – também sabemos que grande parte dessa promessa ainda não se tornou realidade. Países como o Quénia que, quando eu nasci, tinham uma economia per capita mais importante do que a da Coreia do Sul, foram já largamente ultrapassados. A doença e os conflitos dizimaram regiões do continente africano.
Acesse o link abaixo e ouça o discurso na íntegra em português.

Defesa de monografia sobre mulher negra e educação na FACED/UFBA - BA

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A Igreja Universal e seus Demônios


O antropólogo Ronaldo de Almeida, professor e mestre pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é reconhecidamente uma das maiores autoridades no estudo das religiões pentecostais no Brasil. Seu mais novo livro, A Igreja Universal e seus Demônios (Terceiro Nome/ Fapesp, 152 págs, R$ 28,00), pode ser considerado o trabalho mais completo já publicado no País sobre a igreja fundada por Edir Macedo.

Apesar de manter, em sua análise, a distância própria do pesquisador acadêmico, o autor expõe os bastidores da instituição para defender a tese de que o universo simbólico da Igreja Universal tem como base a satanização das outras religiões, sobretudo dos cultos afro-brasileiros, como a umbanda e o candomblé.
Segundo Almeida, que realizou extensa pesquisa de campo e bibliográfica para redigir a tese, o antagonismo com outras religiões é fundamental para a Igreja Universal do Reino de Deus definir sua identidade. Alvo de polêmicas e controvérsias, justamente pelas mudanças que introduziu no meio evangélico, a Universal não pode ser compreendida sem a contraditória relação de dependência que mantém com o que ela chama de “macumba”: os demônios combatidos em seus cultos, advindos da umbanda e do candomblé, são também a base da estrutura de seu repertório.
O livro, cujo prefácio é assinado por Alba Zaluar, está dividido em quatro capítulos: Expansão pentecostal; O diabo no templo; Trânsito das entidades; e Chute na Santa. O conjunto da obra traz informações até então pouco divulgadas sobre o funcionamento dos cultos — como as técnicas usadas pelos pastores para forçar o transe dos fiéis — e inaugura uma linha argumentativa para o entendimento de um fenômeno novo no campo religioso brasileiro: a expansão pentecostal.

Palestra e Debate no CeCAC

O papel da luta de classes numa conjuntura em que a crise do imperialismo se apresenta de uma forma mais aberta, mais aguda, abrindo espaços para a ampliação da revolta e da resistência popular em todos os países contra a intensificação da exploração e o aumento do desemprego e da miséria.

A EDUCAÇÃO POSSÍVEL

"A educação benevolente e frouxa que hoje predomina nas casas e escolas é mais nociva do que uma sala de aula com teto e chão furados e livros aos frangalhos" Lya Luft
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

II CONGRESSO NACIONAL E III REGIONAL DO CURSO DE HISTÓRIA DA UFG - JATAÍ

1 -Atividades constitutivas do II Congresso Nacional e III Regional do Curso de História da UFG/Jataí.

a. Conferências ;
b. Mesas-redondas;
c. Simpósios Temáticos;
d. Apresentações Culturais.

2 - 06 de maio de 2009 a 21 de agosto de 2009: período para inscrição de trabalhos nos Simpósios Temáticos. Para inscreverem-se, os interessados deverão preencher, o respectivo formulário de inscrição, anexar o resumo, efetuar o pagamento da taxa de inscrição via boleto do III Congresso (boleto nesta página) e enviar os comprovantes de pagamento ao e-mail, em forma de imagem digitalizada (escaneada) ou foto digital. Na impossibilidade de envio de comprovante em forma de imagem digitalizada, envie mensagem com os seguintes dados do pagamento: data e horário, cidade, banco e número da agência, valor. Comprovantes enviados a outros e-mails serão desconsiderados. No credenciamento será necessário apresentar o original do comprovante da taxa de pagamento.

Cada inscrito deverá escolher um único Simpósio e enviar uma única proposta de comunicação.

Cada comunicação pode ter no máximo 2 autores e ambos devem pagar a taxa de inscrição.

A Comissão Organizadora, por sua própria iniciativa ou por sugestão do coordenador de Simpósio, poderá – sempre em comum acordo com os coordenadores – promover a realocação de trabalhos entre os Simpósios aprovados.

31 de agosto de 2009: divulgação, na homepage, da relação dos trabalhos aprovados para cada Simpósio.

Até 7 de setembro de 2009: envio das cartas de aceite dos trabalhos.

14 de setembro de 2009: divulgação da programação final nesta homepage..

Obs. Os textos finais, para publicação nos Anais do II Congresso, deverão ser encaminhados aos coordenadores do Simpósio por meio do formulário que se encontra nesta homepage até o dia 10 de setembro de 2009. Os textos integrais devem ser redigidos em modelo fornecido pela Coordenação do II Congresso (as normas encontram-se abaixo). Textos com outras formatações não serão publicados.

Em caso de ausência, a comunicação não poderá ser lida por outras pessoas, mesmo que a taxa de inscrição já tenha sido paga.

No caso de mais de um autor, é possível que apenas um compareça ao evento; contudo, ambos os autores devem realizar inscrição no evento e pagar a taxa referente a "autor com publicação".

Autores de comunicação receberão certificado específico desta categoria, entregues após as apresentações nos Simpósios Temáticos, e terão seu texto integral publicado nos Anais eletrônicos do Congresso.

Ouvintes receberão certificado de participação, com carga horária de 40H. Estes devem ser retirados na Secretaria do evento.

3 - Formatação dos resumos e dos textos integrais:

Os resumos devem seguir a seguinte formatação: sobrenome do autor (em negrito e maiúsculas); nome; instituição (entre parênteses); título (em itálico); texto, contendo no máximo 10 linhas, em Arial 11, espaço simples. Exemplo:

MARIN, Jérri Roberto (UFG). A Igreja Católica na fronteira do Brasil com o Paraguai e a Bolívia. Esse trabalho visa analisar...

Os textos integrais devem apresentar o título em caixa alta e centralizado. Em parágrafo alinhado à direita, um espaço abaixo do título, devem vir o nome do autor e a respectiva instituição.
O texto deve iniciar-se dois espaços abaixo do nome do autor.
Especificações:
- papel formato A4;
- todas as margens com 2,5 cm;
- extensão máxima de 10 páginas em Arial 11, espaço duplo;
- a bibliografia deverá ser indicada no final.
Os textos devem seguir as normas da ABNT.
O prazo final de entrega é 10 de setembro de 2009.

NAISSANCE DE LA CULTURE DE MASSE EN FRANCE, XIX

Curso concentrado a ser oferecido pelo Prof. Dominique Kalifa (Centre de Recherche d’Histoire du XIXème siècle, Université Paris 1, Panthéon, Sorbonne) na UNESP, campus de São José do Rio Preto, de 24 a 28 de agosto de 2009, como atividade do programa de pós-graduação em Letras. Maiores informações abaixo. Alunos de pós-graduação regularmente matriculados em seus programas poderão assistir ao curso como estudante especial (matriculado). Havendo vagas, a partir de 10 de agosto, receberemos inscrições de ouvintes aos quais será conferido atestado de participação após o curso. Importante: as aulas serão ministradas em língua francesa e o debate no final das aulas, se houver, poderá ser realizado em português e espanhol. Atenciosamente, Profa. Dra. Lúcia Granja (UNESP, campus de S. J. Rio Preto.
Centre de recherches en histoire du XIXe siècle ( Sorbonne – Paris 1) Le cours s’organisera en 5 journées (séminaires du professeur pendant les matinées et discussion des textes avec les étudiants pendant l’après-midi).
Chaque journée sera dedié à un thème :
1 – La culture de masse : concepts, définitions, débats
2 – Conditions et contextes d’émergence dans la France du XIX e siècle
3 – Le rôle pionnier des imprimés (livre, journal, périodiques)
4 – Images, spectacles et loisirs de la ville
5 – Imaginaires de la culture de masse (contenus et critiques)
M. le Professeur Dominique Kalifa

Dia Universal da Divina Lei

Prezados Irmãos Dia 10 de julho é o DIA UNIVERSAL DA DIVINA LEI, dedicado às reflexões individuais acerca do Princípio Criador, da Finalidade da Vida e da Razão da Nossa Existência, a partir de si mesmo. Venha e traga sua família para iniciar este dia de forma equilibrada experimentando um café da manhã saudável. Sexta-feira, 8h ás 9h na Fundação OCIDEMNTE OBS: Este evento é inteiramente gratuito e a programação detalhada se encontra em anexo. Gentileza confirmar presença até o dia 08/07/09(quarta-feira),através do email : ccbiomedicas@gmail.com.
Atenciosamente Coordenação de Ciências Biomédicas

Nasce o Fórum Nacional de Religiosos de Matrizes Africanas


Depois de diversos dias de debates e conversas, religiosos de matrizes africanas, em reunião durante a II CONAPIR, tiveram como entendimento que existe uma necessidade de diálogo de unidade e sintonia para as demandas que dizem respeito a sua religião, nesse sentido, criaram o Fórum Nacional de Religiosos de Matrizes Africanas. O Fórum terá como papel principal discutir pautas em comum, e dizer qual a opinião de seus praticantes a respeito de temas como vida após a morte, aborto, genética, respeito às demais religiões e outros temas polêmicos, onde estas possam mostrar para o estado brasileiro as suas opiniões. A importância da criação do Fórum se dá pela necessidade do surgimento de políticas públicas direcionadas às comunidades de terreiro, que a partir de então, terão um canal de diálogo que reúna a diversidade religiosa existente no país, com sua representatividade, criando assim um espaço de debates permanente com a agenda governamental. Depois de instalada a primeira reunião, este fórum pensará seu formato como um todo, para que as demandas levadas por este segmento possam ser efetivadas e sanadas. “Este Fórum nasce num momento em que o estado brasileiro vem, após as várias reivindicações destes religiosos, desenvolver um olhar sensível após o marco central que foi Durban”, declarou o secretário Municipal da Reparação de Salvador, Ailton Ferreira.Para mãe Beata de Yemanjá, que se posicionou a favor da criação do fórum, este espaço tem o papel de ser uma CNBB (a exemplo da organização católica) para o povo de Santo, que dirá quais os temas centrais para o total respeito do estado brasileiro com as religiões de matrizes africanas. “O Fórum é central por permitir que possamos falar de nós entre nós mesmos e por que unidos o povo de axé nunca irá se quebrar”, se posicionou a favor o coordenador do Coletivo de Entidades Negras (CEN) do Rio grande do Sul, Babá Guiba. Para o Tata Libutu Konmannanjy do terrreiro Unzô kwa Mpaanzu de Salvador “através deste fórum poderemos fazer política sem deixar de olhar nossa ancestralidade”, afirmou. Um abraço coletivo do povo de Santo encerrou a reunião. Segundo o Pai Anderson de Oxalá do Ilé axé Alá Obatalandê, em Lauro de Freitas-Bahia, “agora realmente acredito que teremos uma linha de diálogo com o governo de forma direcionada e com igualdade”. As representatividades religiosas presentes na conferência saíram com o papel de mobilizar seus estados e municípios. “Esta é uma luta que necessita da ajuda do coletivo praticante ou não da religião, pois sendo praticantes ou não todos devem às religiões de matrizes africanas”, completou Pai Anderson de Oxalá.